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sábado, 27 de maio de 2023

LIVRO

   


O destino de cada pessoa,
Na terra ninguém risca.
E nem se pode alterar.
E nem mudar a escrita.
O plano já tá traçado,
Cada um dar seu recado,
E na história ela fica.
Na malhada da caiçara,
No município de glória.
Ninguém jamais imaginou,
Que lá teria uma história.
Que ia ter uma dimensão,
E ia mecher com o sertão,
E espalhar no mundo afora.
Em mil novecentos e onze,
A oito de março nasceu.
Uma menina morena,
No sertão apareceu.
Numa casinha singela,
Uma menina bela,
Seus pais a recebeu.
Os seus pais não imaginava,
Que destino ela teria.
Se trazia com ela tristeza,
Ou se trazia alegria.
Isso o futuro ocultava,
Sua vida tava traçada,
E o tempo revelaria.
Maria Gomes de Oliveira,
Foi o nome que deram a criança.
Maria,nome da Santa,
Que Gera a esperança.
O nome da mãe de Jesus,
Que foi morto na cruz,
Ela recebeu por herança.
Ela cresceu ficou formosa,
E logo virou uma mulher casada.
E seu nome ganha um acréscimo,
Maria de Déa, era chamada.
Assim era conhecida,
Por vizinhos e amigas,
Assim era apelidada.
Mas ,o casamento não deu certo,
Ela para casa dos pais voltou.
Era para se cumprir o roteiro,
Que o destino traçou.
Um dia um cidadão,
Apelidado de lampião,
Em sua casa chegou.

Aqui começa um romance,
O qual o destino pois um laço.
Maria ganha outro apelido,
Ao lado rei do cangaço.
Maria bonita era chamada,
A sua história traçada,
No sertão tem seu espaço.

Sou um poeta amador.
Que gosta de fazer rima.
Quem conhece bem essa história,
E o escritor João de Sousa Lima.
Junto com outros escritores,
Que são pesquisadores,
Do cangaço da caatinga.

Autor.
Cleumir Ferreira

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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LAMPIÃO E A GUERRA DO SERTÃO

Por José João Souza

As famílias dominantes lutavam pelo o preenchimento dos postos da máquina pública, visando obter poder e prestígio e desta forma eram arrastadas ao conflitos de interesses, pois não havia vaga para todos. Como diz o poeta Ivanildo Vila Nova:

Não podia existir paz

No país dos cangaceiros

Omena contra Calheiros

Os Ferraz contra os Novaes

Os Cabral contra os Moraes

Morte, vingança e questão

Montes, Feitosa e Mourão,

De todos herdou o traço

Lampião, rei do cangaço

Foi assombro do sertão.


Foi herói, bandido e louco,

Foi um mestre sem estudo

Foi um gênio acima de tudo

Que teve o mal como troco

Se envultava em pé de touco

Na força da oração

Enfrentava um batalhão

Sem levar nenhum balaço

Lampião, rei do cangaço

Foi assombro do sertão.


Dessa forma, o sertão se tornou um terreno fértil para o florescimento do cangaceirismo.

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O ENCONTRO DA BARONESA DAS CACIMBAS COM O CANGACEIRO MORENO

 

"Era Natal de 1939. O bando do cangaceiro Moreno assustava Brejo Santo, no Ceará. Estava homiziado pelas bandas da Capoeira do Cão, onde já havia feito a barbaridade de castrar um homem e arrancar a língua de dois delatores seus. A população estava assustada. Em virtude dessa ameaça, dona Sinhá e o major Firmino Inácio, na Cachoeirinha, mandaram um sinal para Cacimbas, avisando a Maria Pia que naquele ano, infelizmente, não conseguiriam cumprir a obrigação da Missa do Galo. Era melhor não pegarem estrada a cavalo, como costumeiramente faziam. A prima rica de Sinhá mandou um bilhete a outra, tranquilizando-os. Há pouco tempo estava de carro novo, um Ford coupé. Não se preocupassem, que ela os buscaria, participariam do leilão, iriam à missa, com rapidez e em segurança.

Assim se combinou, assim se fez. Já eram duas da madrugada, quando retornavam e se aproximavam de Cacimbas. Divisaram um monturo de caules, galhos e pedras, no meio da estrada, que fez Maria Pia frear bruscamente. Era o bando de cangaceiros !"

Para continuar a leitura, clique no Blog d'A Munganga: 

https://amunganga.blogspot.com/2023/05/o-encontro-da-baronesa-das-cacimbas-com.html?fbclid=IwAR3fXk8os9nnTvHNE30rRnjqbpN4Ma5XTjaAqj3OKHVX0WY7uBZeLjoIPvo

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JOSÉ CALIXTO LEITDE DE SANTANA IRMÃO DO CANGACEIRO JARARACA II, JOSÉ LEITE DE SANTANA.

 Por Beto Klöckner Rueda

José Calixto Leite de Santana ou Zé Tatai, irmão do cangaceiro Jararaca II, José Leite de Santana.

Foto: Setembro de 1982.

Fonte:

LUCETI, Hilário; LUCENA, Margébio de. Lampião e o estado maior do cangaço. Crato: Craturismo, 1995.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=6699921143352026&set=gm.2201966930012239&idorvanity=179428208932798

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SÓ COMO ARQUIVO EM NOSSO BLOG - "FLÁVIO CAVALCANTI".

 Por  Memorial da Televisão Brasileira - Sucessos Inesquecíveis da Tv

Num domingo, início de julho, uma voz anunciava: "Entra no ar via Embratel para todo o Brasil, pela Rede Tupi de Televisão o programa Flávio Cavalcanti". A chamada marcava o início de um dos programas mais polêmicos da televisão brasileira e líder de audiência, comandado pelo jornalista e apresentador. Foi o primeiro programa a ser exibido para todo país, utilizando o canal da Embratel. Sua estreia aconteceu no domingo 5 de julho de 1970.

Marcas inesquecíveis de Flávio à frente de seu programa eram o frenético uso de seus pares de óculos, tirados e colocados constantemente, e o modo de chamar os intervalos comerciais, com o dedo em riste, que era focalizado pela câmera, com a frase: "Nossos comerciais, por favor!".

Os principais quadros do programa de Flávio Cavalcanti, ao longo dos anos chegaram a ser programas isolados, exibidos em dias distintos, foram A Grande Chance, em que atores, cantores, humoristas e outras figuras de talento ainda desconhecidas tinham a oportunidade de se revelarem para o grande público, e Um Instante, Maestro, focado na música brasileira e sua qualidade, ou a falta dela

Flávio tinha atitudes polêmicas e controversas que entraram para a história da TV, como quebrar diante das câmeras discos que considerasse ruins (imaginem com a qualidade da música de hoje, o que aconteceria).

Em 1973, teve seu programa na Rede Tupi suspenso por 60 dias pela Censura Federal após a apresentação na qual apresentou a história de um homem inválido que teria "emprestado" a mulher ao vizinho, fato que culminou uma história de problemas anteriores com o conteúdo do programa.

Flávio ficou na Tupi até o fechamento da emissora, em 1980, e, a partir de 1976, seu programa passa a ser transmitido também pela TVS, para o Rio de Janeiro. Cavalcanti foi em 1982 para a Rede Bandeirantes apresentar o programa Boa Noite, Brasil. Em 1983, no SBT, fez o Programa Flávio Cavalcanti.

Entre os jurados do programa de Flávio, que foi quem criou os júris de TV, ao longo dos anos estiveram: o costureiro Dener; a modelo e apresentadora Marisa Urban; a atriz Márcia de Windsor (que dava apenas nota 10 aos candidatos); Álvaro Vale; a atriz Vera Fischer; o maestro Erlon Chaves; a jornalista Marisa Raja Gabaglia; o jornalista e produtor musical Nelson Motta; a jornalista e apresentadora Sônia Abrão; a atriz Bete Mendes, que teve de deixar o júri por imposição dos militares; e o radialista José Fernandes.

No dia 22 de maio de 1986, durante a apresentação do programa ao vivo diretamente dos estúdios do SBT, como fazia todas as noites de quinta, Flávio passou mal e, numa volta do intervalo, quem o público viu à frente da atração foi Wagner Montes, que disse que Flávio havia sofrido "uma pequena indisposição" e na semana seguinte estaria outra vez no comando do programa.

Não foi possível. Internado no hospital Unicor, com problemas nas coronárias, ele faleceu aos 62 anos no dia 26, após uma parada cardíaca.

No dia da sua morte, o SBT ficou fora do ar o dia inteiro em sinal de luto, apenas rodando um slide com os dizeres: "Estamos tristes com a morte do nosso colega Flávio Cavalcanti que será sepultado hoje em Petrópolis às 16 horas, quando então voltaremos com a programação normal." A emissora voltou ao ar depois das 16:00 quando o corpo do apresentador foi sepultado.

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LIVRO

  Por Gilmar Teixeira 

O livro "Quem matou Delmiro Gouveia? Livro este que desvenda um dos crimes mais enigmáticos do Brasil, acontecido há mais de um século atrás, e que depois de uma pesquisa e investigação séria, revela os seus verdadeiros executores desse crime que abolou o nordeste e o Brasil no século passado, está acabando esta segunda edição.

Você pode adquirir os últimos exemplares com um preço especial de 50,00. 

Com envio para todos os lugares do Brasil através deste e-mail:

gilmar.ts@hotmail.com

Aguardo o seu contato para enviarmos o nosso livro para você, abraços.

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LIVRO

  Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:



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Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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LUCRÉCIA NO CAMINHO DE LAMPIÃO

 Por Dr. Epitácio de Andrade Filho


Há 96 anos, ocorria a célebre e temida Marcha de Lampião pelo Rio Grande do Norte.

A pequena Lucrécia, no médio-oeste potiguar, esteve no meio da jornada dos cangaceiros.

Lucrécia- Três Heróis de Lucrécia - livro (1)

Os acontecimentos são narrados pelo professor Messias Torres de Sá, em seu livro “Os três Heróis de Lucrécia- A História dos Homens que Tentaram Salvar o Amigo das Unhas de Lampião”(2022):

Lucrécia- Cruz dos 3 Heróis

“Partindo de Aurora, Ceará, onde maquinou o plano para atacar Mossoró, o bando cangaceiro, liderado por Massilon e Lampião, percorreu 280 quilômetros até o seu destino. No percurso forjado a saques, depredação, prisões, morte, em 11 de junho de 1927, já noite, cerca de 60 indivíduos apearam em Lucrécia. Atacam o sítio cacimba de Vaca (de Joaquim Dias da Cunha), a fazenda Castelo (de Elias da Silva Leite – onde foi alvejado o morador Raimundo Alves de Oliveira) e o sítio serrota dos Leites( de Egídio Dias da Cunha). Em derredor, outras propriedades foram também violadas.

Na Fazenda Serrota, a corja sequestrou Egídio (filho do apatacado Joaquim Dias), exigindo pelo seu resgate exorbitantes dez mil-réis. Em face daquele drama, ignorando o indesviável perigo, mais ou menos 14 valentes entre os quais Francisco Canela, Bartolomeu Dias e Sebastião Trajano, portando precário arsenal, saíram em socorro do sequestrado, que era conduzido rumo à terra de Santa Luzia, tesouro cobiçado pelos salteadores.

Horas depois, surpreendidos pelos cangaceiros na Serra da Jurema, no sítio Caboré, Francisco, Bartolomeu e Sebastião foram barbaramente assassinados. Os demais companheiros debandaram entre a lua cheia e a escuridão da incerteza.

Desde então, tanto no imaginário coletivo do lugar quanto na crônica regional, o corajoso trio é chamado de ‘Os Três Heróis de Lucrécia’ “.

Enviado pelo o autor.

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ARRANCA-RABO

 Clerisvaldo B. Chagas, 26 de maio de 2023

Escritor Símbolo do sertão Alagoano

Crônica: 2. 892


O “sobrado do meio da rua”, em Santana do Ipanema, tinha um salão grande e livre no 1andar. Ali funcionou teatro, cinema, Fórum, escola e muito mais. O sobrado foi demolido juntamente com a grande construção vizinha “prédio do meio da rua”, na gestão do prefeito Ulisses Silva que os substituiu por duas praças modernas. Era um tempo em que havia apenas as diversões tradicionais da terra, nada ainda de televisão, rádio era coisa rara. Ficando o lazer nos periódicos bailes do Tênis Club, dos banhos no rio Ipanema, nos jogos de futebol, etc. Então, era garantido também os embates no Fórum que funcionou no “sobrado do meio da rua”.  Quando o caso tinha grande repercussão, o prédio ficava lotado, com pessoas até na escadaria de acesso.

Os maiores debates eram entre o Dr.  Aderval Tenório – considerado um dos dois melhores advogados do Nordeste – e o promotor Dr. Fernandes. Dr. Aderval, sertanejo, alto, vozeirão, intelectual e serpente no Direito. Dr. Fernandes, de fora, bigodinho, educado, morava na avenida principal da cidade vizinho ao cine-Glória. Quando os dois se engalfiavam num debate no Fórum, era de estremecer a base do prédio, pois o dr. Fernandes, era o único promotor à altura do dr. Aderval, daí o duelo de gigantes. E aquela diversão forçada para á época, também buscava justiça em cada caso que arranhava a sociedade. Muitos casos escabrosos levavam multidões para o “sobrado do meio da rua”, principalmente, se fosse um duelo entre os famosos Fernandes e Aderval.

Quando o prefeito Ulisses Silva, por vontade própria, resolveu demolir os dois prédios mais centralizados da cidade, não demorou muito entre a ideia e as ações. Demoliu primeiro o “prédio do meio da rua”, enorme, quadrangular e repleto de casas comerciais e   prestadoras de serviços nas suas quatro faces. Em seu lugar construiu uma praça. Chegou a vez do sobrado que seguiu o mesmo destino do primeiro. Houve aprovação e muita comoção na cidade.  O argumento era que precisava mudar o aspecto central da urbe. Apenas isso. O surgimento de muitas novidades que foram preenchendo o núcleo, foi aos poucos lambendo as feridas do ato brutal que demoliu a alma de vila. O Fórum foi parar onde hoje é a Câmara de Vereadores, para a frente do cine-Gloria, até ser erguido na BR-316. Houve muito embates, mas nunca um duelo igual ao do dr. Aderval e o dr. Fernandes. Um verdadeiro arranca-rabo.

“SOBRADO DO MEIO DA RUA”, SENDO DEMOLIDO. PRAÇA NO LUGAR DO “PRÉDIO DO MEIO DA RUA” (FOTO: RARÍSSIMA E DE DOMÍNIO PÚBLICO/ Livro 230).



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VOCÊ CONHECEU ALGUMA CROTERA? (POPULARMENTE).


Sabiam que há muitos anos, em algumas estadias localizadas na beira das estradas ou rotas, eram construídas estas casinhas chamadas "croteras" justamente para dar abrigo aos "linyeras".

Lynieras eram, em geral, homens que se deslocavam andando ou viajando escondidos nos trens de forma independente, nunca ficavam muito tempo em um lugar, não tinham emprego fixo, nem família, nem moradia.

Eles queriam liberdade, independência e solidão.

Seu nome provavelmente vem de "lingerie", vocábulo francês destinado a designar a roupa interior que tinha em seus amarrados. Os linyeras levavam ao ombro um pacote quadrangular complexo que os italianos chamam de "lingera".

Além disso, traziam a "bagayera", palavra derivada do espanhol "bagagem" ou do italiano "bagaglio", que significa bagagem.

Esta é uma amarração de tamanho menor onde guardavam a panela e a chaleira, e dentro delas os seus talheres, o mate com a sua lâmpada e um prato esmaltado.

(Diferença entre Croto e Linyera é que o Croto procurava emprego e a Linyera procurava independência e Liberdade gostava de ficar sozinho)

Fonte: Soy Linyera 

Conheça:

Facebook:

Pampa sem Fronteira

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sexta-feira, 26 de maio de 2023

quinta-feira, 25 de maio de 2023

MEMORIAL DO COMBATE AO CANGAÇO FOGO DA CAIÇARA: OITENTA ANOS DE RESISTÊNCIA

Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

“Somente é digno de honra, o povo que preserva e sente o espírito de luta de seus mortos”.

No dia 10 de junho de 2007, a Prefeitura Municipal de Marcelino Vieira realizou uma programação alusiva aos 80 anos do “ Fogo da Caiçara”, que marcou o início da resistência ao bando do cangaceiro Lampião, como também a morte do bravo soldado da Polícia Militar José Monteiro de Matos.

O evento foi sequenciado pela aposição da placa “Memorial do Combate ao Cangaço e Concessão da medalha comemorativa dos “80 Anos do Fogo da Caíçara”.

O “Fogo da Caiçara” ocorreu em 10 de junho de 19927, na então Vila de Vitória (Hoje Marcelino Vieira – Alto Oeste potiguar). Neste conflito morreram: O cangaceiro Azulão e o soldado da Polícia Militar José Monteiro de Matos, cuja frase final que pronunciara ficou imortalizada como prova de bravura: “Morro, mas não corro”.

Marcelino Vieira

José Monteiro de Matos - cruz

Fogo da Caiçara - Medalha

Enviado pelo o autor

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LAMPIÃO JOGAVA CRIANÇAS PARA CIMA E AS APARAVA NA PONTA FINA E ALONGADA DO SEU PUNHAL?

 Por José Mendes Pereira


Leia o que o escritor e pesquisador do cangaço diz sobre isso:

(Foi criada com o objetivo de afugentar os sertanejos que ajudavam a esconder os cangaceiros, os conhecidos coiteiros. As volantes (polícia da época) espalharam que Lampião matava crianças com punhal. Segundo uma das histórias contadas pelos policiais, o cangaceiro jogava as crianças para o alto e as aparava com um punhal). 

Então, fica a afirmação como foi criada esta e outras histórias sobre Lampião. A polícia perseguidora de Lampião, e que queria fracassar o movimento dos cangaceiros, e se inventasse isto e outros, com certeza, sem apoio da população, Lampião poderia até desistir do cangaço (minha opinião), por não ter mais apoio dos camponeses. 

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NO ANIVERSÁRIO DA BEATA MARIA DE ARAÚJO, DEVOTOS E ESTUDIOSOS PEDEM MAIS PROTAGONISMO DELA NOS MILAGRES ATRIBUÍDOS A PADRE CÍCERO.

 Por Thaís Brito, g1 CE

A beata Maria de Araújo nasceu no dia 24 de maio e esteve no centro da devoção popular em Juazeiro do Norte, na região do Cariri — Foto: Reprodução

O dia 24 de maio marca o nascimento da beata, conhecida pelos episódios em que hóstias se transformaram em sangue. Movimento pede mais atenção à memória da mulher, que foi retratada historicamente como coadjuvante.


Os eventos da trajetória de uma mulher negra em um pequeno povoado do interior do Ceará levaram a uma forte devoção popular perpassada por controvérsias e centrada na figura do padre Cícero Romão Batista. Estudiosos e devotos defendem um olhar mais atento para a memória da beata Maria de Araújo, protagonista dos episódios em que as hóstias viraram sangue em sua boca.

No dia 24 de maio, discussões e eventos fazem memória à data do nascimento da beata, cuja imagem deve ser colocada ao lado do padre Cícero nas repartições públicas de Juazeiro do Norte que trazem a representação do “santo popular”. É o que prevê lei municipal aprovada em 2021 no município, situado na região do Cariri.

Na data de aniversário da beata, o g1 conversou com estudiosos sobre Maria Magdalena do Espírito Santo de Araújo e traz detalhes conhecidos sobre a vida da beata.

Aniversário de Beata Maria de Araújo é celebrado no Cariri
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Aniversário de Beata Maria de Araújo é celebrado no Cariri

Início da vida de Maria de Araújo

O povoado de Joaseiro era um distrito do Crato, no Cariri cearense. Era o lugar que depois viraria a cidade de Juazeiro do Norte. No local, morava o casal Antônio da Silva Araújo e Ana Josefa do Sacramento, vinha de uma família pobre de negros e mestiços.

Não é possível precisar o ano em que Maria de Araújo nasceu, pois só foram encontrados os registros de nascimento dos seus onze irmãos, relata Fátima Pinho, historiadora e professora da Universidade Regional do Cariri (Urca). Por isso, a estimativa é que ela tenha nascido no dia 24 de maio entre os anos de 1861 e 1863.

Em uma carta de padre Cícero, ele relata que conheceu Maria ainda criança, quando ela tinha entre oito e dez anos. À época da primeira comunhão, o sacerdote percebeu na menina dotes especiais e se tornou um diretor espiritual. Assim, ela recebeu do sacerdote o conselho de dedicar a vida à religião.

Visões, estigmas pelo corpo e outros eventos espirituais já haviam sido relatados em dois jornais de Fortaleza, com notícias sobre uma “virgem piedosa”.

“Entre esse encontro do padre com a beata até a ocorrência do sangramento da hóstia, tem relatos de Maria de Araújo tendo êxtases, colóquios e manifestações místicas”, aponta Fátima Pinho.

Viagens espirituais, sonhos e profecias foram experiências relatadas pela própria beata nos depoimentos que ela daria à Igreja Católica anos depois.

"Milagres de Juazeiro"

Conheça as estátuas do Padre Cícero, Beata Maria de Araújo e Monsenhor Murilo
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Conheça as estátuas do Padre Cícero, Beata Maria de Araújo e Monsenhor Murilo

Os episódios que mudaram a história da região começaram no ano de 1889, quando a beata teria entre 26 e 28 anos.

Na sexta-feira antes do Carnaval daquele ano, a jovem estava em oração com outras mulheres pedindo por um bom período de chuvas na região. Ela participava de uma novena e recebeu a comunhão pelas mãos do padre Cícero ao fim das orações, conforme detalha Dia Nobre, escritora e historiadora.

Na boca de Maria de Araújo, a hóstia se transformou em sangue, segundo os relatos da época. “A partir desse momento, ela começa a manifestar esse sangramento todas as quartas e sextas-feiras durante o período de dois anos, mais ou menos, até meados de 1891”, complementa Dia.

Conforme complementa Fátima Pinho, o fenômeno se repetia mesmo quando ela recebia a comunhão de outros padres. Logo, os “milagres do Juazeiro” começaram a ficar conhecidos por aqueles que acreditavam na santidade de Maria de Araújo.

A repercussão pelo mundo

As notícias sobre os milagres chegam aos jornais em junho do mesmo ano, repercutindo em cidades como Fortaleza, Manaus, São Paulo e Rio de Janeiro.

Esta rápida disseminação é atribuída ao envio de cartas e artigos de José Marrocos, homem culto e religioso que acreditava na veracidade dos milagres. Natural do Crato, ele era jornalista e primo do padre Cícero.

Outro grande divulgador foi o padre Francisco Rodrigues Monteiro, reitor do Seminário do Crato. Acreditando no milagre, ele escreveu uma carta ao bispo diocesano do Ceará, dom Joaquim José Vieira, e organizou uma primeira romaria à casa da beata no mês de julho. Ele reuniu cerca de 3 mil pessoas neste primeiro momento, comenta a pesquisadora Dia Nobre.

Por dois anos, a Igreja não se manifestou publicamente sobre o assunto, enviando apenas cartas ao sacerdote e pedindo que ele não divulgasse os eventos.

Em 1891, outro evento repercutido na imprensa brasileira foi a declaração de um médico carioca que havia se mudado para o Crato. Após examinar a beata, ele afirmou que os fatos envolvendo Maria de Araújo eram extraordinários.

Periódicos de outros países também começam a divulgar cartas e testemunhos de pessoas que quiseram visitar a terra da “santa beata”.

É a partir deste ponto que a Diocese do Ceará busca ouvir o depoimento do padre Cícero pela primeira vez e declara que os acontecimentos de Juazeiro não são milagrosos.

Enquanto isso, as notícias continuaram a circular com esforços do jornalista José Marrocos. Na região, os relatos circulavam na oralidade, e a casa da beata virou ponto de peregrinação, assim como a casa do padre Cícero.

Mesmo sem o reconhecimento oficial, a população queria conhecer a cidade como “terra santa com um padre santo e uma santa virgem”.

As apurações oficiais

Uma comissão nomeada pela Igreja foi até o povoado. No período, a beata Maria de Araújo passa por uma série de exames médicos e interrogatórios, que se estendem aos padres, personalidades e outras beatas da região.

Descartados problemas mentais e físicos na beata, os eventos são chamados de extraordinários mais uma vez. A Igreja não aceita o relatório desta comissão, afirma a historiadora Fátima Pinho. Uma segunda comissão é nomeada pela diocese.

O inquérito liderado por um pároco de Quixeramobim teve métodos duvidosos, conforme a historiadora Dia Nobre.

“Ele prende a beata Maria de Araújo dentro da Casa de Caridade. Há relatos de que ele a deixou jejuando a pão e água, que ele a mantinha com a boca aberta por muitas horas, de joelhos nos milhos. Então tem aí uma tortura dessa mulher para que ela negasse os fenômenos ou dissesse que ela produzia esses fenômenos de forma falsa”, conta.

O resultado da segunda comissão diz que os eventos são um embuste. A reação é uma pressão popular e de parte do clero local.

Um padre da primeira comissão traduz os depoimentos colhidos para o italiano e envia a Roma. Ao mesmo tempo, o bispo à frente da Igreja no Ceará recorre ao Vaticano na esperança de uma solução que acabe com as romarias em devoção a Maria de Araújo.

Em posse dos depoimentos e inquéritos, um relatório da Congregação para a Doutrina da Fé, representando a Santa Sé, reafirma a negação dos milagres e pune os envolvidos: suspensão para os padres e isolamento social para a beata.

O papel do padre Cícero durante os processos foi de defesa da beata. Para Fátima Pinho, isso demonstra que ele teria sido o primeiro devoto das manifestações divinas em Maria de Araújo, se recusando a se retratar para reverter a punição determinada pela Igreja.

O caso de Maria de Araújo coincide com o período de “romanização” na Igreja, fruto das discussões do Concílio Vaticano I, de 1869 a 1870. Conforme Dia Nobre, a reforma buscava um afastamento das vivências místicas e práticas populares, nas quais os fiéis estabeleciam relações com as divindades sem a mediação da Igreja.

A historiadora relata ainda que um caso semelhante de sangramento da hóstia aconteceu no interior da França. A diferença seria que os fenômenos da beata Matilda não encontraram defensores no clero local, com um fim rápido das romarias e do culto à religiosa.

Um último comunicado da Santa Sé sobre o caso de Juazeiro foi em 1898, reiterando que a beata deveria ser afastada e que medalhas, orações e objetos de devoção a ela deveriam ser queimados.

Uma mulher vista como coadjuvante

Êxtases, colóquios divinos e aparição de estigmas no corpo foram sinais reconhecidos pela Igreja em casos de mulheres europeias, como a santa italiana Catarina de Sena.

A falta de reconhecimento da beata cearense é atribuída a ideias excludentes. Conforme Fátima Pinho, a frase de um padre que circulou na época dizia que Jesus jamais sairia da Europa para derramar seu sangue na boca de uma mulher pobre e feia.

“O fato acontecia num povoado do interior do Ceará, não era nem uma vila. Era uma mulher pobre, negra, analfabeta no final do século XIX, no país que tinha abolido a escravidão há pouco tempo. O padre Cícero vai ter uma repercussão muito maior, inclusive na imprensa. Era um homem branco dos olhinhos azuis”, compara a pesquisadora.

Nos anos iniciais, o povo das primeiras romarias tinham como figura central a beata Maria de Araújo e a devoção ao Sangue Precioso de Jesus, que brotava da hóstia e dos estigmas no corpo dela. A partir de 1892, as peregrinações voltaram o foco para Nossa Senhora das Dores.

Um elemento importante para que a memória da beata fosse esquecida foi uma proibição voltada aos leigos: eles só poderiam ter acesso à confissão e aos demais sacramentos se declarasse não acreditar nos milagres da beata.

“Naquele contexto, você dizer para o católico que ele não tem direito ao sacramento, é algo extremamente grave. O que estava em jogo era a vida após a morte, a salvação eterna. Isso vai contribuir para o esquecimento dela na memória local”, conta Dia Nobre.

Assim como no nascimento, os registros da morte de Maria não deixam certezas, com a informação apenas do nome e da data. Ela tinha saúde frágil e faleceu em 17 de janeiro de 1914, no contexto da Sedição de Juazeiro. O confronto armado entre as oligarquias cearenses e o Governo Federal resultou em invasões no Crato e no Juazeiro.

Em 1930, o túmulo de Maria de Araújo foi destruído. Segundo a historiadora, isto foi feito a mando do monsenhor José Alves de Lima, vigário local que não dispunha de autorização legal. Ficaram apenas restos do cabelo e o cordão de São Francisco, com o qual ela havia sido enterrada.

Um movimento pela memória da beata

Em Juazeiro do Norte, lei municipal prevê que a imagem da beata de Maria de Araújo esteja ao lado do padre Cícero nas repartições públicas — Foto: Prefeitura de Juazeiro do Norte/Divulgação

Em 2004, uma campanha na região do Cariri espalhou um cartaz com a foto de Maria de Araújo e a mensagem “Procura-se”. O grupo de artistas chamava atenção para o fato de que, até hoje, o destino dos restos mortais da beata não é conhecido.

Os esforços para resgatar o protagonismo da beata na história começaram em 1989, com um simpósio que marcou o centenário dos milagres a ela atribuídos.

Atualmente, a figura histórica inspira celebrações nas datas que marcam o nascimento, a morte e o início dos milagres.

O Movimento pela Reabilitação da Memória da Beata Maria de Araújo se fortaleceu a partir de 2014, reunindo acadêmicos, artistas e grupos culturais interessados em ressaltar a importância da beata para todos os acontecimentos que transformaram Juazeiro do Norte em um destino de romeiros e manifestações da devoção popular.

Dentre as conquistas celebradas pelo grupo, está a lei municipal aprovada em 2021 no município de Juazeiro do Norte. A legislação torna obrigatório o uso da imagem de Maria de Araújo nos espaços das repartições públicas que já traziam imagens do padre Cícero. Assim, o padre e a beata devem ter representação com as mesmas dimensões.

Nesta quarta-feira (24), o aniversário da beata será comemorado com a sexta edição da Mostra Poemas para Maria. O objetivo é reunir a produção dos artistas locais em homenagem a ela. São selecionados 20 poemas, que ficam eternizados em um livro com edição física e digital.

O tema deste ano é “Maria de Araújo e as Marias de Juazeiro”. Concorrendo a uma premiação em dinheiro, os candidatos foram chamados a refletir sobre as mulheres invisibilizadas e silenciadas na região.

“O evento tem um lado artístico, mas também crítico e político, de pensar essa sociedade estruturada a partir do silenciamento das mulheres, tomando como base a vida de Maria de Araújo”, explica Roberto Viana, diretor do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte.

A celebração acontece a partir das 18 horas no auditório da Secretaria da Educação (Seduc). Além da recitação dos poemas selecionados, haverá um colóquio com a historiadora Dia Nobre e o corte do bolo de aniversário de Maria de Araújo.

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