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sexta-feira, 18 de agosto de 2023

OS MUSEUS NO TEMPO

 Clerisvaldo B. Chagas, 17 de agosto de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.946

PEDRA DO PADRE CÌCERO – (DOIS RIACHOS – AL) – foto: gazeta de alagoas.

Lembrando a antiga estrada de rodagem, Palmeira dos Índios – Sertão, continua ainda de pé, testemunhando a história dos transportes e da engenharia em Alagoas, a antiga ponte sobre o rio Traipu.  A referida ponte foi descartada por ser estreita para o novo padrão rodoviário. O outro padrão veio de ponte mais larga e logo recebeu cobertura asfáltica. Aponte antiga, muito bem feita, por sinal, ficou à beira da estrada, servindo apenas para passagem de carros de boi, pesquisador ou apreciadores das cheias do rio, observadas por ambas as pontes. É bem ali na BR-316, próximo do acesso a Minador do Negrão. Sem dúvida alguma uma relíquia da história no museu a céu aberto que irá se acabando com o tempo. Mas se não podemos levá-la para um museu fechado, pelo menos deveria ser feita uma maqueta para tal fim.

Outra ponte relíquia da história é a de Dois Riachos que perdeu para ponte nova com outro traçado do trecho que passa pela cidade.

Mas, essa ponte, sabiamente passou a ser uma das entradas da urbe, usada normalmente por automóveis, carroças, animais e humanos na rotina da “Terra de Marta”. Tanto a ponte nova quanto a ponte velha, são também mirantes para apreciação das cheias do rio Dois Riachos, afluente do Ipanema e de calha bastante respeitosa. E mesmo ainda com tanta serventia, não deixa de ser, a ponte, um museu a céu aberto de muito significado para a cidade e município da “Pedra do Padre Cícero”. Os estilos das pontes velha e nova são diferentes, mas a história é a mesma em riquezas de detalhes.

Estamos falando de lugares, aonde palmilhamos ultimamente e vamos sentindo a evolução como acontece com as diversas ciências que iluminam a condição humana. O sertão do carro de boi para o sertão do automóvel; os rios das travessias, para os rios das pontes; O interior do grito pelo interior do celular; os lugares da escolinha pelos lugares das universidades; as cidades das rezadeiras pelas cidades da telemedicina... E a firmeza na crença no desenrolar do mundo. O caráter do homem também transfigurará, fazendo desse planeta de expiação, uma sociedade mais justa, mais igualitária. Afinal, o HOMEM não morreu em vão. Deixemos que o sertão vire mar e que o mar vire sertão. O coração do homem não pode é dispensar a harmonia e a beleza do rotineiro e do exótico para alimentar a sua alma sedenta do Grande Arquiteto do Universo.

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VI DE PERTO

Clerisvaldo B. Chagas, 16 de agosto de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.945

 

Voltando da Bienal, já no domingo à noite (13), passamos no distrito palmeirense de “Canafístula Frei Damião”. Para matar a vontade do meu neto Gabriel e a minha, adentramos ao distrito para vermos a recente estátua implantada do fantástico “Pregador do Nordeste”. Ali eu havia visitado há muito, a Festa da Pinha e que havia gostado bastante. Desta feita, via a expansão do povoado naquelas terras planas de barro Vermelho, onde a feira de animais por um lado e as visitas à Frei Damião, por outro, projetaram a famosa terra da pinha doce. Chegamos ao “Santuário Frei Damião” com a noite fria e já iniciando uma pingadeira dos céus. Cedo da noite, mas tudo quase deserto, portas fechadas e um silêncio profundo nas ruas, provavelmente a frieza encurralava as pessoas sobre os lençóis.

Fiquei impressionado com a estrutura externa do santuário bem iluminado, beleza de arquitetura e bom gosto, muito espaço ocupando a frente da igreja onde se realizavam as festas do lugar; agora dividida em patamares ajardinados com assentos para os visitantes. A estátua do Frei também impressionou bastante, tanto pela obra física em si, quanto pela perfeição da face do santo do Nordeste. A escadaria até o patamar da estrutura geral, semeado de fitas deixadas pelos romeiros, no corrimão de metal em caracol, atestavam pedidos e pagamentos de promessas daqueles de fé inabalável em quem acreditam. Discretamente um vigia numa casa ao lado, tudo observava, mas sensível ao nosso boa noite que a educação pedia. Uma atmosfera de paz nos abençoou e nos fez prosseguir a viagem com mais otimismo e segurança.

Frei Damião nasceu em Bozzano, Itália, em 5.11.1898 e faleceu no Recife em 31.5.1997. Contava, então, com 98 anos de idade e foi sepultado no próprio Recife no Convento São Félix de Cantalice. A causa da sua morte foi uma parada cardíaca.

Pregador vigoroso, conquistou a Região Nordeste, com suas previsões, milagres e Santas Missões que ficaram famosas e atualmente ainda correm de boca em boca em prosa e verso em território nordestino. Um santo de sangue italiano e coração brasileiro. Ê, Nordeste! Ê, Sertão!

MINHA ESPOSA IRENE E MEU NETO GABRIEL NO PEDESTAL FREI DAMIÃO. (FOTO: B. CHAGAS).

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JOÃO MOSSORÓ NO SHOW DO PEDRO AUGUSTO

 Por João Mossoró


Amigo José Mendes Pereira:

No próximo domingo (04 de setembro), estarei participando do show do Pedro Augusto na quadra da Beija Flor a partir das 17:00 horas, e no sábado no Cantinho das Concertinas na Cadegue a partir das 11:45,  e logo após os amigos do Alto Minho.


Uma festa portuguesa com certeza.

Um abraço amigão, José Mendes!

Adendo: 

Grande cantor Alan Jones, 
este show foi promovido em agosto de 2016, no Rio de Janeiro, onde o João Mossoró mora.
Faça contato com ele através deste endereço eletrônico. 
Gente finíssima! 
J. Mendes Pereira

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DADÁ

Por Guilherme Machado pesquisador/historiador.

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FILHOS DO EX-CANGACEIRO BALÃO II (GUILHERME ALVES DOS SANTOS).

 Por Geraldo Júnior

Fotografia registrada na cidade paulista de Itaquaquecetuba durante visita realizada no último dia 24 de março de 2023.

Iolanda Alves e Juscelino Alves, dois dos vinte e cinco filhos de Balão.

Pessoas formidáveis e receptivas que tive o prazer de conhecer pessoalmente.

Geraldo Antônio De Souza Júnior.

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quinta-feira, 17 de agosto de 2023

PAI CUIDADOSO...

 Por Veridiano Dias Clemente

Eu sou um pai cuidadoso
Quero que meu caçula cresça
Para o mundo ele apareça
Pregando a honestidade
Cumprindo com seu dever
Para todo mundo ver
Prezando a humildade....

https://www.facebook.com/veridianodiasclemente.clemente

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100 ANOS DE MILLÔR E SEU HUMOR INCOMPARÁVEL

 Por Hélio Xaxá

Millôr Fernandes nasceu em 1923 e morreu em 2012 no Rio de Janeiro. Foi escritor, jornalista, tradutor, chargista e mestre do gênero Hai kai.
Só para lembrar, o Hai Kai (ou Hai Ku, ou ainda Hai Cai) é um poema curto de origem japonesa.

A palavra Hai quer dizer gracejo e Kai poema. Em síntese, um poema humorístico.
Nesse gênero Millor foi mestre. Confira!!
Leituras Livres
* os hai kais aqui selecionados estão na publicação Hai Kais do Millôr editados pela Nórdica em 1986.

https://www.facebook.com/helio.xaxa

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O TEMPO E A VIDA | José Di Rosa Maria & Raimundo Lira

 Por José Mendes Pereira

https://www.youtube.com/watch?v=38TwS4EppbQ&ab_channel=Jos%C3%A9DiRosaMaria

Letra: José Di Rosa Maria & Raimundo Lira Voz: José Di Rosa Maria & Raimundo Lira Viola: Francisco Ferreira, José Di Rosa Maria & Raimundo Lira

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MULHER...

Por José G. Diniz

 Mulher, seu sorriso me encanta
Seu choro é que me entristece
Seu beijo ardente me conforta
Seu abraço forte me fortalece
Sua semelhança da virgem Maria
A mais preciosa companhia
Seu calor abrasador me aquece.

https://www.facebook.com/josegomesd

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TUDO PRONTO!

 Por Manoel Severo.

Tudo pronto! Brejo Santo prepara-se para homenagear Vilson da Piçarra , Conselheiro Cariri Cangaço : um gigante Guardião da Memória do Cariri . Avante!


https://www.facebook.com/manoelsevero

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O SERTÃO MAIS UMA VEZ EM FESTA !!!

Por Manoel Severo

A Alma Sertaneja prepara-se para mais um Grande Encontro …

Dia de 19 de agosto de 2023 na cidade de Gurjão, no Cariri paraibano, vamos conhecer mais de perto um dos maiores personagens do Cangaço : Antônio Silvino - o Rifle de Ouro,

Vem com a gente !

Cariri Cangaço Serra da Borborema, em Gurjão.

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TEXTO – JOÃO MOSSORÓ, O CANTO DO NORDESTE NA VOZ DE UM MENESTREL

 Por:  Higino Canuto Neto - de Juazeiro – Bahia

João Mossoró, Hermelinda Lopes e Oséas Lopes (Carlos André) - Trio Mossoró

“João Batista Almeida Lopes, conhecido artisticamente por João Mossoró, começou a carreira musical em 1956, quando participou com seus irmãos Oséas Lopes e Hermelinda, do lendário Trio Mossoró, uma homenagem à cidade natal, no Estado do Rio Grande do Norte.

Com a formação do Trio Mossoró, com Oséas na sanfona, Hermelinda no triângulo e João Mossoró no zabumba, o grupo seguiu a mesma estética introduzida por 


Luiz Gonzaga, caracterizada pela forte representação nordestina, nas vestimentas com o gibão e o chapéu de couro e nas músicas a cadência rítmica alegre e festeira do xote, do xaxado e do baião.

José Messias

Apadrinhado por personalidades como José Messias, que era jurado do programa do Raul Gil e o falecido poeta cantador Luiz Vieira, o Trio teve o privilégio de contar com a parceria de grandes compositores como Antonio Barros, Cecéu, Anastácia, Dominguinhos e o maranhense João do Vale.

Em 1965, conquistaram o troféu Elterpe, o prêmio de maior importância da Música Popular Brasileira, na época. A cerimônia de premiação aconteceu no Palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, tendo como sucesso premiado a música “Carcará”, composta por João do Vale e José Cândido. No mesmo ano, Maria Bethânia também gravou a canção que se tornou sucesso nacional e símbolo da resistência do povo nordestino ante as agruras da seca e o sistema repressor ditatorial que governava o Brasil na época.

Durante o tempo em que tocava nos programas na Rádio Mairink Veiga, João Mossoró conheceu e trabalhou com Luiz Gonzaga, tocando zabumba. Pelo Rei do Baião foi apelidado de Cibito, numa referência às suas pernas, cuja alcunha providenciou gravar em seu instrumento a frase “Cibito – O rei do zabumba”.

O Trio Mossoró se desfez em 1972 com 12 LP´s gravados, verdadeiras referências do cancioneiro nordestino em todo o Brasil. Em carreira solo, João Mossoró se manteve fiel às suas raízes, divulgando a sua arte como um menestrel dos cantares e saberes do povo nordestino.

Em 2004 o artista concretiza o seu desejo de prestar uma homenagem ao seu ídolo maior – Luiz Gonzaga, gravando o CD ‘O Mito e a Arte de Luiz Gonzaga’, com reconhecimento pelo critico e historiador musical Ricardo Cravo Albin, que dedicou todo um programa transmitido pela Rádio MEC à divulgação do trabalho. O Sucesso do disco rendeu um novo álbum: ‘O Mito e a Arte de Luiz Gonzaga’ – volume 2, complementando o ciclo de homenagens, prefaciado pelo Cravo Albin que escreveu: ‘bela voz, lindo repertório, tudo isso faz deste disco uma alegria em ligar o aparelho de som, no mais das vezes, emudecido por lançamentos bisonhos, quase insuportáveis’.

Em seu mais recente CD ‘Conexão Nordeste – O Arauto das Raízes Nordestinas’, João Mossoró interpreta canções de outros artistas também consagrados (Belchior, Chico Salles, Gonzaguinha, Nando Cordel, Dominguinhos, dentre outros), como num reconhecimento pela cumplicidade em produzir música de qualidade inspirado pela essência que brota do interior profundo do nordeste brasileiro.

Juntamente com seus irmãos Oséas e Hermelinda, João Mossoró insere o estado do Rio Grande do Norte na geografia musical brasileira, com a mesma grandiosidade com que

Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro introduziu a Paraíba, com a mesma intensidade com que João do Vale revelou o Maranhão e o mesmo ideal e devoção com que Luiz Gonzaga apresentava ao Brasil o seu Estado Pernambuco, carregando todo o sentimento nordestino em sua genialidade musical.

João Mossoró é um arauto, um menestrel, um dos últimos ícones do forró em plena atividade, contemporâneo de outros forrozeiros históricos que o Brasil precisa reconhecer e aplaudir em sua grandiosidade.”

Enviado pelo cantor João Mossoró


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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

EM RELAÇÃO À FORMATURA DE 3º. GRAU, SOU O PRECURSOR DAS FAMÍLIAS MENDES, GALDINO, NÉO E TALVEZ, 5º. OU 6º. DA FAMÍLIA XAXÁ, PORQUE, SOU NETO DE UMA XAXÁ DA GEMA, E BISNETO DE UM CASAL DE XAXÁS PURO, SENDO ELES GALDINO PEREIRA XAXÁ E MARIA JOANA DO VALE XAXÁ..

 Por José Mendes Pereira

Em relação à formatura de 3º. grau, sou o precursor das famílias Mendes, Galdino, Néo e talvez, 5º. ou 6º. da família Xaxá, porque, sou neto de uma Xaxá da gema, e bisneto de um casal de Xaxás puro, sendo eles Galdino Pereira Xaxá e Maria Joana do Vale Xaxá.

Francisca Rodrigues Duarte - dona Chiquinha Duarte.

Eu gostaria que todos os meus primos, primas e parentes tivessem tido a mesma sorte ou oportunidade que eu tive, quando fui encaminhado por Francisca Rodrigues Duarte, matriarca da família Duarte, e madrasta do senador Duarte Filho, para um internato que não mais existe, "Casa de Menores Mário Negócio", instituição totalmente mantida pelo governo estadual, que desde os 14 aos 18 anos como interno,  e dos 18 aos 20 anos, como hóspede daquela casa, porque, o meu direito de interno já não mais existia, por já ser maior de idade, fiquei por lá.


Sou precursor/pioneiro sim, porque, sou o primeiro destas famílias a conseguir um diploma de curso superior em uma Universidade de Mossoró, que é um diploma totalmente universal, válido em todo globo terrestre, e que graças a muitas oportunidades que foram oferecidas por alguns governos, hoje, em nossa família, têm muitos parentes proprietários de diplomas de faculdades, tanto em Mossoró, como em outros Estado brasileiros. Mas que digo sem sombra de dúvidas, fui o primeiro dono de um curso superior. Mas de forma alguma, estou menosprezando as minhas famílias.

Dona Chiquinha foi a 2ª. esposa do fazendeiro Francisco Duarte, e também considerada como sendo a primeira motorista que dirigiu um automóvel nas terras Mossoroenses. 

Francisco Duarte - Chico Duarte, pai do senador Duarte Filho.

Dona Chiquinha Duarte nasceu no dia 17 de Julho de 1895, na cidade de Ererê, no Estado do Ceará. Era filha de Manoel Lucas Sobrinho e Maria José de Souza.

Conheci bastante a sua mãe dona Maria José de Souza, e diariamente, eu a visitava em sua residência na Fazenda Duarte, bem próxima a casa em que meus pais e eu  morávamos de favor. Mas meu pai nunca foi empregado do fazendeiro Chico Duarte, e nem da viúva dona Chiquinha Duarte. 

Quando antes não tinha propriedade, meu pai fazia empreitas de algumas atividades da fazendeira, e colocava trabalhadores para executarem aquela obrigação empreitada.

Manoel Duarte Ferreira 

Dona Chiquinha era madrasta de Manoel Duarte Ferreira, que na história sobre a invasão de Lampião à Mossoró, no Rio Grande do Norte, no dia 13 de junho de 1927, ele é considerado o matador do cangaceiro "Colchete", e teria baleado o José Leite de Santana -  o famoso facínora Jararaca. Mas alguns estudiosos do cangaço afirmam que existem controvérsias. Se há controvérsias ou não, não posso afirmar.

Francisca Rodrigues Duarte foi quem me colocou na Casa de Menores Mário Negócio em Mossoró, para estudar, e assim, eu cheguei à porta de uma universidade, para cursar Letras, na Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte - FURRN, que em  29 de setembro de 1997, através da Lei Estadual nº 7.063, o Governador Garibaldi Alves Filho, transformou-a em Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, criando no entanto, a sigla UERN. a Lei 7.761, de 15 de dezembro de 1999, publicada no DOE de 16.12.1999, alterou a denominação anterior para Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN. 

O Decreto 14.831, de 28 de março de 2000, publicado no DOE do dia 29.03.2000, modifica a denominação da mantenedora para Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte-UERN.

Dona Chiquinha Duarte queria que todos os filhos dos seus moradores estudassem, mas somente eu cheguei a uma faculdade, muito embora, outros iniciaram os seus estudos, e por uma razão qualquer, não concluíram nem se quer o ginásio. 

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SÓ COMO ARQUIVO - A IMPRESSIONANTE MÚMIA DA DAMA JOVEM, A POSSÍVEL MÃE DE TUTANCÂMON

Por HISTÓRIA E CULTURA NO MUNDO - Credito Izabela Barreiros

Com grandes ferimentos e uma constante dúvida sobre sua identidade, a mulher foi um importante membro da dinastia egípcia

Em março de 1898, o egiptólogo francês Victor Loret fez uma descoberta inestimável para a arqueologia. No Vale dos Reis, local conhecido por abrigar inúmeras tumbas construídas para faraós pertencentes ao Império Novo do Egito Antigo, o arqueólogo encontrou um antigo túmulo egípcio que escondia múmias de figuras muito importantes para a época. Hoje, acredita-se que o vale contém pelo menos 63 tumbas e câmaras faraônicas.

No túmulo, que passou a ser chamado de KV35, estavam as múmias dos faraós Amenófis II, Tutemés IV, Ramsés IV, V e VI, entre outros personagens vitais para a História egípcia. No entanto, existia ainda um outro corpo na câmara, cuja identidade permanece em disputa até os dias de hoje. Novas pesquisas e análises de DNA procuram revelar o real nome da múmia da Dama Jovem.

As controvérsias a respeito da múmia começaram logo quando ela foi encontrada. À princípio, não era possível saber se tratava-se do corpo de um homem ou uma mulher que teria vivido há muito tempo atrás. Quando Loret a viu pela primeira vez, pensou que ela fosse um jovem, possivelmente devido à possível cabeça raspada com a qual ela foi encontrada.

Essa percepção permaneceu aceita na comunidade de pesquisa durante muitos anos. O egiptólogo Grafton Elliot Smith, porém, realizou, no início do século 20, uma análise mais aprofundada sobre as características da Dama Jovem e chegou em uma conclusão diferente. Segundo o anatomista, a múmia na verdade era de uma mulher. A descrição feita por ele permanece como a mais aceita atualmente.

Outras informações importantes sobre o corpo foram observadas por Smith. Medindo tinha 1,58 m de altura, ela provavelmente tinha pouco mais de 25 anos quando morreu. Ele também descreveu os ferimentos que a múmia apresentava — muitos foram feitos por ladrões, mas outros já estavam presentes na época que a moça morreu.

De acordo com o especialista, o peito rachado provavelmente foi consequência de vândalos que adentraram no local e depredaram o artefato. O braço direito também havia sido arrancado e colocado de volta despretensiosamente.

Um outro machucado localizado no lado esquerdo da boca e bochecha da múmia também intrigou os pesquisadores. Inicialmente, pensou-se que se tratava do mesmo efeito do peito e do braço da Dama Jovem — a ação de vândalos. No entanto, um reexame mais recente, realizado por meio de testes genéticos e por tomografias computadorizadas, revelou que a ferida pode ter sido o motivo da morte da mulher. Pesquisas feitas pelo especialista Julian Heath afirmam que o machucado pode ter sido resultado de um golpe de machado, tendo sido letal.

Ainda durante o estudo de Smith, foi a primeira vez que a hipótese de que ela fazia parte da família real egípcia foi levantada por um pesquisador. Essa teoria pensada pelo egiptólogo foi muito importante para se questionar quem realmente era essa mulher.

A partir disso, a identidade da Dama Jovem passou a ser objeto de pesquisa de muitos egiptólogos, o que iniciou uma disputa para essa definição final. Até os dias de hoje, porém, existem apenas hipóteses mais aceitas que outras, porque é muito difícil ter uma resposta definitiva para tais assuntos.

Uma das mais conhecidas teorias foi a levantada pelo egiptólogo britânico Nicholas Reeves. Segundo ele, a Dama Jovem era a múmia de ninguém mais ninguém menos que Nefertiti, rainha do Egito Antigo e esposa de Aquenáton. Hoje, a hipótese não é aceita pela comunidade de pesquisa.

De acordo com arqueólogo Zahi Hawass, essa múmia foi identificada, por análises de DNA, como a mãe do faraó Tutancâmon e filha do faraó Amenófis III e da rainha Tiye. Ainda não se sabe quais das esposas de Aquenáton ela teria sido, mas os resultados também demonstraram que ela era irmã completa do marido. Ainda assim, outros pesquisadores, como o francês Marc Gabolde, ainda desafiam essa conclusão.

Atualmente, a Dama Jovem está em exposição no Grande Museu Egípcio, localizado no Cairo, no Egito.

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VAI FAZER FESTAS PARA "DEBUTANTE, ANIVERSÁRIO, CASAMENTO, BATIZADO, CHÁ DE PANELA, CHÁ DE PAPEIRO...", PROCURA COM URGÊNCIA CONTRATAR O CANTOR ALAN JONES E SUA GALERA.

   Por José Mendes Pereira


Se vai promover festas para debutante, casamento, batizado..., procura com urgência contratar o cantor Alan Jones e sua galera, para a realização que você deseja. Grupo que faz a sua festa do seu gosto. Um cantor … Alan Jones - Radiola Clube ... Um tecladista - Um saxofonista ... Num cenário ! O mar!! Música , mar , artistas…a vida , a inspiração que vem de Deus !!

 Como entrar em contato com o grupo para contratá-lo:

Basta chegar até ao Restaurante "O ATALAIA" em Mossoró, (que é propriedade do cantor Alan Jones e sua esposa Príscila),  localizado à Rua Raimundo Firmino de Oliveira, mesmo em frente à empresa TRANSBET, rua do IFRN, antigo CEFET. - Bairro Costa e Silva - comunidade Teimosos, ou ainda através do seu facebook com o título "Alan Jones Príscila".

Príscila e Alan Jones.

Um grupo artístico já consagrado por sua vasta experiência com festa para debutante, casamento, batizado, além outros eventos comemorativos.

Prestigie os artistas mossoroenses! São os nossos conterrâneos que devemos contratá-los para estes fins. Cuida  logo para localizá-lo, porque, às vezes, a agenda já está cheia.

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VAI FAZER FESTA E PRETENDE CONTRATAR POETAS E VIOLEIROS PARA ANIMAREM A SUA SOLENIDADE?

Por José Mendes Pereira


Vai fazer festa em sua residência, escola, fazenda, sítio..., e precisa de poetas e violeiros para animar o seu evento, procura com urgência o poeta José Ribamar, que ele tem uma grande rega de amigos que são poetas e violeiros. 

Aqui o seu endereço eletrônico:

ribamarpoeta@outlook.com 

Cuida logo convidá-los para não ficar sem eles em sua festa. 



PATRIARCAS DO CORDEL


Raimundo Clementino, Chico dos Romances e Arievaldo Vianna

(Não tenho muita certeza, mas me parece que o Ariosvaldo Viana já faleceu. - José Mendes Pereira).

Franciso Pérez de Sousa:

CHICO DOS ROMANCES
E A "ENCANTARIA" DO CORDEL

Por Arievaldo Vianna

No princípio da década de 1980, ainda criança, eu trabalhava como camelô nas ruas de Canindé, no período da romaria a São Francisco das Chagas. De agosto a dezembro eu perambulava pelo Bar Canindé, Abrigo dos Romeiros, na rua Euclides Barroso (antiga Rua da Palha), Alto do Custódio, porém preferia mesmo a rua João Pinto Damasceno, que fica às margens do rio Canindé e dá acesso à Basílica do padroeiro no sentido norte-sul.

Sempre fui admirador incondicional da Literatura de Cordel e numa dessas incursões pela João Pinto deparei com o poeta e folheteiro piauiense Francisco Pérez de Sousa, o Chico dos Romances, no saguão do Hotel Santo Antônio, arrumando a sua mala de romances para começar a sua atividade numa das praças da cidade. Acheguei-me do poeta e pedi para ver os títulos que ele trazia. Praticamente não havia nenhum clássico daqueles editados em Juazeiro do Norte ou Campina Grande. Eram folhetos de sua própria lavra e alguns de Lucas Evangelista, que ele conseguia mediante permuta. Gostei de dois títulos e os adquiri: “História de Sete Cidades ou a Deusa da Encantaria” e “O homem que era ateu e uma graça alcançada por São Francisco”. Comecei a ler imediatamente. Mas os versos, lidos em voz baixa, não tinham o mesmo encanto, o mesmo sabor de quando declamados pela voz de seu autor, que é um verdadeiro show-man. Chico dos Romances é um declamador de grandes recursos, que prende a atenção do público com gracejos, inflexões na voz e a magia dos seus olhos azuis e hipnóticos.

Passaram-se os anos. Muito tempo depois ouvi falar novamente de Chico dos Romances num livro do pesquisador Gilmar de Carvalho: “Poetas populares do Piauí’. Soube um pouco de sua biografia e fiquei contente ao constatar que ainda estava lúcido e em plena atividade. "Um personagem saído dos livros de Guimarães Rosa!" É assim que o descreve Gilmar de Carvalho em sua obra.

Ao ser convocado pela professora Rosilene Melo para uma pesquisa  patrocinada pelo IPHAN, cujo objetivo era fazer um levantamento dos poetas em atividade para reconhecimento do CORDEL, da CANTORIA e do ABOIO como patrimônio imaterial do povo brasileiro, fiz questão de ir até o Piauí e, na companhia do poeta Raimundo Clementino, fomos até Piripiri onde vive o poeta Francisco Pérez de Sousa, atuando nas feiras, declamando e compondo novos folhetos. 

Primeiro entrevistei os poetas radicados em Teresina - Joames, Pedro Costa, Edivaldo Guerreiro, Josefina Gomes, Marina Campelo, Ilza Bezerra, mestre José Barbosa, dr. Pedro Ribeiro, dentre outros. Depois fui ao programa de rádio do professor Wilson Seraine que me deu a preciosa dica: "- Rapaz, você precisa ir a Piripiri entrevistar o Chico dos Romances... Um velhinho engraçado dos zóio bem azuzim, que declama bem e conversa pelos cotovelos".

Foi uma das entrevistas mais rendosas e interessantes. É um dos depoimentos que pretendo peneirar,  aprofundar e transformar em livro num futuro próximo. Pérez me disse que começou a produzir seus folhetos ainda na adolescência e teve como primeiro editor o saudoso poeta Joaquim Batista de Sena (Tipografia Graças Fátima, situada na Rua Liberato Barroso, em Fortaleza) de quem foi discípulo e companheiro de muitas jornadas pelo Brasil afora. São mais de 60 anos dedicados exclusivamente à poesia, pois Chico além de poeta é editor e folheteiro. Bom, mas isso aqui é só um esboço, um texto de introdução às peripécias desse discípulo de Cancão de Fogo. Por enquanto, apresento a vocês tão somente um resumo biográfico de CHICO DOS ROMANCES, extraído de um site de Piracuruca, terra natal do poeta:

Francisco Peres de Souza (Piracuruca, 1 de abril de 1939) - Nascido no local Retiro, município de Piracuruca-PI, em 01 de abril de 1939, filho de Gerviz Rosa de Sousa e Paulo Pereira Neres, Chico do Romance aparenta uma jovialidade na sua narração diária de seus cordéis e na presteza com que atende seus clientes. Se for entrevista se prepare para passar a manhã toda... É que ele se sente orgulhoso aos extremos de sua obra literária.
Perdendo a mãe quando tinha apenas um ano de idade, o futuro cordelista foi morar em com a avó materna, a qual também faleceu cedo, quando Chico tinha apenas seis anos. Mais um golpe na vida do pequeno Francisco Perez. Mas sua predestinação lhe reservava um futuro gratificante.
 Sua biografia, que consta em seus “romances” diz:

Pequeno, ajudava seu pai na lavoura, mas logo veio morar em Piripiri, onde começou a cantar folhetos para os amigos, daí surgiu sua paixão pela literatura de cordel, onde descobriu que em si brotava a poesia, morando com sua tia Cecília em Piripiri e cantando nas casas de fazenda. Viajando para Fortaleza, depois com os melhores poetas da época, viajou pelo Piauí, Ceará, Maranhão, Goiás e Pará. Nas estradas de chão tudo isso dos 10 aos 30 anos.

Depois passou uns tempos em Fortaleza-Ceará, onde afirma ter penado muito, sem dinheiro e sem ter onde morar, fazendo bicos para sobreviver.
Redigindo seus textos fantásticos e sempre cativantes, Chico do Romance estreou como cordelista com 15 anos de idade, e hoje já contabiliza mais de 200 obras editadas. A princípio os cordéis eram impressos pelo tradicional método da xilogravura, ou seja, a matriz de impressão eram chapas de madeira esculpidas. É que as impressões tipográficas eram muito caras nos tempos idos.

A partir do início dos anos 1970, com a disseminação do sistema offset, que barateou os custos elevados do sistema tipográfico, Chico do Romance passou a imprimir seus trabalhos na gráfica de Gilberto Mendes (em Campo Maior) e posteriormente, na gráfica do ex-prefeito de Piripiri, Arimatéia Melo. Hoje seus trabalhos são impressos em impressoras de computador.

O cordelista casou-se aos 21 Anos de idade com Luzia Pessoa de Sousa, e criou família com nove filhos em Piripiri, onde reside, sempre tendo como trabalho principal a edição e venda de obras de cordel. Mora hoje no bairro piripiriense do recreio.

Com 75 anos completados em primeiro de abril de 2014 e em pleno vigor para escrever e ministrar palestras, Chico do Romance é sempre requisitado para fazer palestras e declamar suas poesias populares em colégios, academias, centros culturais, além de se fazer sempre solícito para entrevistas de jornais, Tvs, sites, etc.

UM EXEMPLO NOTÁVEL DA CULTURA POPULAR DE LITERATURA DE CORDEL DO PIAUÍ

Sua biografia acrescenta ainda, dentre tantas homenagens:

Participou de 17 a 21/08/2009 da I Mostra da cultura Popular, realizada na Casa da cultura em Teresina, recebendo a Comenda Fontes Ibiapina. Nos dias 26 e 27 de novembro de 2009, o poeta participou da II Conferência Estadual de Cultura do Piauí, em Teresina, no Clube Atlantic City. Por último, teve ao dia  24 de abril do ano de 2010 outorgado o título de Sócio Honorário da Casa do Padre Freitas, pela ACALPI (Academia de Ciências, Artes e Letras de Piripiri).

Destacam-se, nas suas centenas de obras: História das Sete Cidades e a Deusa da Encantada; Padre Domingos de Freitas e Silva-Fundador de Piripiri; Homenagem ao Piripiri do Século; Pequenos Dados Biográficos de Virgulino Ferreira da Silva - O Lampião; História do Catirina (Lenda de Sete Cidades); As Bravuras de José Pela princesa Franluzia etc.

Piripiri se orgulha de ter entre seus filhos adotivos um dos maiores nomes da literatura cordelista do Brasil.

Fonte: fonte;http://www.piracuruca.com/

http://maladeromances.blogspot.com/2017/01/patriarcas-do-cordel.html

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