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domingo, 22 de outubro de 2023

𝐺𝐼𝑇𝐼𝑅𝐴𝑁𝐴

Acervo do Jaozin Jaaozinn

Fotografia dos cangaceiros (da esquerda para a direita) Gitirana {ou Jitirana} e Jandáia, registrada no final da década de 1930, possivelmente.

Antônio José dos Santos, nasceu em 1914, viveu na região de Pão de Açúcar/AL, e, por questões de vingar a morte do pai, entrou no mundo das armas, em 1937.

Segundo os jornais, José ingressou no bando de Corisco, por convite de Cristino. Ademais, no noticiário O Globo, relata que Antônio tinha um certo "fascínio" pelas histórias sobre Lampião e o famoso Diabo Loiro, motivo este de sua entrada no cangaço.

Gitirana esteve no Massacre da Família de Domingos Ventura, em 1938, onde morreram, assassinados, cerca de 7 membros.

Além de ser apontado por ser um grande combatente, seus companheiros relatam que Gitirana era um ótimo compositor, fazia versos e cantava muito bem.

𝐸𝑁𝑇𝑅𝐸𝐺𝐴

Se entrega no dia 7 de agosto de 1940, juntamente com sua companheira Maria de Jesus, e o filho do casal. Em interrogatório, Gitirana relata o local onde escondeu seus pertences, bem como o fuzil mauser 1908, sua pistola automática e grande quantidade de munição.

Antônio José morreu de tuberculose poucos anos depois.

𝑪𝑼𝑹𝑰𝑶𝑺𝑰𝑫𝑨𝑫𝑬

No ano de 1938, espalha-se a notícia de que Cristina, mulher de Português, estava de caso com o cangaceiro cantor. O marido da cangaceira, cheio pelo ódio, pede a permissão de Lampião para que matasse os dois.

Segundo Dadá, Gitirana implora para a mesma que não deixe que o matasse, em que, numa conversa rápida, Corisco fala a Português sobre Antônio, já que era o animador do grupo, em questão das músicas, e, perdendo ele, o bando ficaria triste.

Atendendo ao pedido, o cangaceiro traído poupa Gitirana e mata a sua companheira, em forma de se vingar do ocorrido.

𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸: 𝑱𝒐𝒓𝒏𝒂𝒍 𝑶 𝑮𝒍𝒐𝒃𝒐, 𝒍𝒊𝒗𝒓𝒐 𝑪𝒂𝒏𝒈𝒂𝒄𝒆𝒊𝒓𝒐𝒔 𝒅𝒆 𝑨 𝒂 𝒁- 𝑩𝒊𝒔𝒎𝒂𝒓𝒄𝒌 𝑴𝒂𝒓𝒕𝒊𝒏𝒔 𝒅𝒆 𝑶𝒍𝒊𝒗𝒆𝒊𝒓𝒂.

.𝐶𝐴𝑁𝐺𝐴𝐶̧𝑂 𝐵𝑅𝐴𝑆𝐼𝐿𝐸𝐼𝑅𝑂.

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JESUS NÃO VEIO NOS ENSINAR A SERMOS HONRADOS...,

Por Ana Lúcia dos Santos

Logo porque, a honra é uma consequência da obediência.

Ele veio nos instruir a permanecer firmes no propósito, mesmo quando formos traídos.

A traição de Judas não alterou o plano de Deus em Jesus e nós como filhos do Altíssimo devemos permanecer gerando vida, dando frutos e crescendo em amor, graça e misericórdia, mesmo quando somos feridos.

Permaneça fazendo o bem, buscando a paz no dia mal, com o mesmo entusiasmo do dia do bom.

Assim você gera testemunho e atrai as bençãos do Senhor para sua vida.

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" PÓS CANGAÇO "

 Por Helton Araújo

Ladislau Reis de Souza, popularmente conhecido como Tenente Santinho.

Tão cruel e perigoso quanto qualquer cangaceiro.

Quem conhece as histórias do Tenente " Santinho ?

Créditos : RUBENS ANTÔNIO

EDIÇÃO ARQUIVO DIGITAL HELTON ARAÚJO

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sábado, 21 de outubro de 2023

MARTHA MENEZES

Por José Mendes Pereira


Martha Menezes é filha da última cangaceira Dulce Menezes, que faleceu em  9 de dezembro de 2022, em São Paulo, aos 99 anos de idade.

Veja um pouco sobre a biografia da sua mãe Dulce Menezes.

https://www.facebook.com/felipe.neri.7739814/posts/pfbid0wZ4KNXXtxLfgAv2ttuKbXXBTi4QuYrwu8XvQPcwfuxSPJ9U8RB9MLc3MkGy6tVDul?ref=embed_post

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DESTINOS DIFERENTES - A FAMÍLIA DE LAMPIÃO EM JUAZEIRO DO NORTE, CE

 Por: Leandro Cardoso


Muita gente não sabe, mas a família de Lampião viveu em Juazeiro do período de 1923 a 1927, com a permissão do Padre Cícero. Na segunda década do século passado, por duas vezes, a família Ferreira teve que se mudar em razão dos entreveros com o vizinho José Alves de Barros, o Zé de Saturnino. Na primeira vez, obedecendo a um pacto de acomodação arbitrado pelo Coronel Cornélio Soares de Vila Bela, mudaram-se para a Vila de Nazaré (hoje Carqueja–PE).

Na segunda vez, demandaram à cidade alagoana de Mata Grande, ocasião em que morreram os genitores de Lampião, José Ferreira (vítima da volante de José Lucena Maranhão) e Dona Maria (vítima de um ataque cardíaco).

Em 1922, o jovem cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, já definitivamente com o pé fincado no cangaço, assume a chefia do bando do célebre Sinhô Pereira, que deixava o Nordeste em fuga para Goiás.

A família Ferreira, sem possibilidade de retornar para Vila Bela, procura abrigo em Juazeiro do Norte. Com a morte dos pais, João Ferreira (o único dos irmãos que não entrou para o cangaço), assume a chefia da família. Após conversa com o Padre Cícero, recebe permissão para se estabelecer em Juazeiro com as irmãs, cunhados, primos (os Paulo) e sobrinhos.

Lampião e familiares em Juazeiro do Norte

Na passagem de Lampião por Juazeiro do Norte, em 1926, foram tiradas várias fotografias da família. Na célebre foto da família reunida (que é vista acima), vemos na extrema esquerda sentado, Antônio Ferreira e na extrema direita, Lampião; a segunda sentada da direita para a esquerda é Dona Mocinha (tendo seu marido, Pedro Queiroz, atrás de si); ao lado direito de Pedro está João Ferreira; do lado esquerdo de João está Ezequiel (que depois entraria para o cangaço com o vulgo de Pente Fino); e, finalmente, o segundo da direita para a esquerda, em pé, é Virgínio (seria o futuro cangaceiro Moderno, chefe de grupo), casado com uma irmã de Lampião, que logo morreria de parto em Juazeiro.

Na ocasião da foto, Dona Mocinha (Maria Ferreira de Queiroz) estava recém-casada com Pedro e, nas várias ocasiões em que a entrevistei, ela sempre externou a enorme benevolência do Padre Cícero, e que todos da família se sentiam seguros em Juazeiro. Dona Mocinha, hoje com 96 anos, única remanescente viva dos irmãos e irmãs de Lampião, mora em São Paulo e foi diversas vezes entrevistada por mim. Contou-me que aprendeu a dançar com Virgulino tocando “harmônica” no terreiro da fazenda “Passagem das Pedras”, em Vila Bela, e que o irmão vivia na casa da avó, Dona Jacosa Lopes. Refere-se aos irmãos sempre com muito carinho, dizendo que o mais fechado era Antônio e o mais brincalhão era Livino Ferreira. E, em todas as vezes que conversamos, sempre externou a excelente acolhida que a família teve em Juazeiro, e gratidão de todos ao Padre Cícero. Tanto é que seu primogênito é afilhado do Padre Cícero.

Rememora com muita satisfação dos familiares de João Mendes de Oliveira, de quem se tornaram amigos. Dona Mocinha casou em Juazeiro com Pedro Queiroz e só deixou a Meca nordestina quando a polícia pernambucana intimou seu marido em Vila Bela, e o prendeu arbitrariamente. Então, Dona Mocinha (e parte da família), teve que deixar Juazeiro em 1927 para residir em Serra Talhada.

Para finalizar, deixo minhas homenagens à Dona Mocinha, que hoje, quase centenária e lúcida, é um repositório vivo da história recente do Brasil e de Juazeiro do Norte, uma vez que foi expectadora de camarote de um dos períodos mais interessantes e polêmicos da nossa história recente, além de ser testemunha inconteste do desprendimento e da bondade incondicionais do Padre Cícero Romão Batista.

 O autor com Dona Mocinha

O autor é médico, cordelista, escritor, residente em Teresina, PI – Foto

A PRISÃO DOS MISSIONÁRIOS AMERICANOS POR LAMPIÃO

Beto Klöckner Rueda

No dia 29 de novembro de 1930 Lampião estava descansando na casa grande da fazenda Riacho Verde do amigo José Malta, ao lado de Mata Grande, Alagoas. Trouxeram a sua presença alguns sujeitos branquelos de fala enrolada que foram aprisionados pelos cangaceiros a meia légua da cidade. Eram missionários americanos, havia também uma mulher. O líder era o missionário Virgil Frank Smith, estavam acompanhados do professor de matemática Maurício Wanderley. Lampião perguntou ao missionário como era o seu nome e o que fazia. Como o americano não se expressava bem em português, o professor Maurício explicou: - O nome dele é Virgílio capitão. É um religioso americano e está ensinando o caminho certo ao povo.

- Então somos colegas, disse Lampião. Porque eu também estou corrigindo os erros dessa gente. Diga a ele o que é que eu faço com mulher de vestido curto e cabelo cortado... e diga também que eu quero onze contos para soltá-los.

Os missionários entregaram tudo o que tinham, cédulas e umas moedas. Lampião devolveu as moedas: -Toma isso que eu não sou cego para aceitar moedas de vintem. Tratem de arranjar o resto do dinheiro.

Os missionários não tinham mais dinheiro, mas quem disse que estavam preocupados? Diziam-se felizes por terem a oportunidade de pregar o evangelho para aquelas criaturas, que também eram filhos de Deus. Começaram a ler trechos da bíblia em voz alta e cantar hinos de louvor. Lampião impacientou-se: - Meninos, soltem esses cabras e mandem embora que eu não aguento mais essa "zuada"!! Para rezar precisa gritar tanto? Será que eles pensam que Deus é surdo???

REFERÊNCIA:

IRMÃO, José Bezerra Lima. Lampião, a raposa das caatingas. Salvador: JM Gráfica e Editora, 2014. 369p.

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PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É COLÍRIO.

 Por José Mendes Pereira

Identidades: 1- Zé Paulo, primo; 2 -Venâncio Ferreira, tio; 3 - Sebastião Paulo, primo; 4 - Ezequiel, irmão; 5 João Ferreira, irmão; 6 -Pedro Queiroz, cunhado (casado com Maria Mocinha, que está à sua frente, sentada); 7- Francisco Paulo, primo; 8- Virgínio Fortunato da Silva, cunhado (casado com Angélica) 9 – Zé Dandão, agregado da família. Sentados, da esquerda para direita: 10 - Antônio, irmão; 11-Anália, irmã; 12 - Joaninha, cunhada (casada com João Ferreira); 13 -Maria Mocinha, ou Maria Queiroz ,irmã; 14-Angélica, irmã e 15 - Lampião. Dos nove irmãos da família Ferreira, dois estão ausentes nesta foto: Levino, que morrera no ano anterior, 1925, no sítio Tenório, Flores do Pajeú/PE, em combate contra as volantes paraibanas dos sargentos Zé Guedes e Cícero Oliveira. E Virtuosa, que, sinceramente, não sei dizer se simplesmente não quis aparecer na foto, ou já era falecida. Élise Jasmin afirma no seu Livros cangaceiros, que esta foto foi feita por Lauro Cabral de Oliveira, que dividiu então com Pedro Maia, a fama de fazer as fotos de Lampião, bando e familiares em Juazeiro, Março de 1926. Fonte: Volta Seca.

Às vezes a gente ignora o péssimo comportamento de um amigo, um primo, parente..., ou até mesmo de pessoas que nem fazem parte da nossa família, convivência, do nosso círculo de amizade. Mas para julgarmos o outro, o certo seria colocarmos no seu lugar, para depois abrirmos a boca e dizermos o que bem pensamos do outro.

Muitos que ainda não conhecem o que significa a palavra "cangaceiro", e o porquê das perversidades que fez o rei do cangaço e seus comparsas, acham que eram uns verdadeiros desumanos. Na verdade eles eram. Mas para o sujeito saber como tudo começou e dar a sua opinião, é preciso que leia livros sobre o cangaço, os quais, irá encontrá-los em diversas livrarias do nordeste e do Brasil, como por exemplo: diretamente na Livraria do Professor Pereira, lá em Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail: franpelima@bol.com.br.

A péssima e aperreada vida que ganhara a família de José Ferreira da Silva, não foi fruto de si mesma, mas causada por vizinho que não teve um tico de dó, mudando a sua bela vida que tinha nas terras de Pernambuco, desmoralizando-a desnecessariamente, só no intuito de vencer, de magoar, de humilhar, de vingar as acusações de roubos de animais  feitas por Virgulino Ferreira da Silva, o futuro Lampião.
  
Lampião consertando equipamento

Baixar a cabeça e entregar o lombo para o inimigo bater, o que irá acontecer é que o castigador sente logo a fragilidade do castigado, que não tem coragem de reagir, e daí passará a enfrentá-lo para vencê-lo de qualquer forma, já que o castigado aceita. 

Foi o caso do patriarca José Ferreira da Silva, homem íntegro, paciente, honesto, e não queria ver nenhum escândalo dentro da sua família, e nem desavenças com os seus vizinhos, principalmente causados pelos seus filhos, findou no que findou. Se desde o início José Ferreira da Silva tivesse endurecido o pescoço, como se diz, contra qualquer um dos seus vizinhos que tentasse lhe desrespeitar, juntamente com seus filhos, tinha evitado tamanha confusão, porque o inimigo, no caso o Zé Saturnino, teria temido, e a confusão perderia forças para seguir, morrendo ali mesmo. E como José Ferreira não apoiava os filhos, Zé Saturnino já sabia que um a menos na confusão não participaria, no caso José Ferreira, esperava vencê-los de qualquer jeito.


Antes que julgue a família Ferreira, adquira logo o livro "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS", de autoria do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão, para você entender o que realmente aconteceu com os Ferreira nos anos 20 e 30 do século passado.

Encontro em Piranhas - da esquerda para a direita: José Bezerra, Paulo Brito e Oleone Coelho Fontes. Paulo Brito, filho do legendário João Bezerra, que comandou a tropa no tiroteio da Grota do Angico, quando morreu Lampião, sustém na mão o livro "No Rastro das Alpercatas do Conselheiro", de Oleone Coelho.

O livro é cheio de informações que muitos estudiosos do cangaço ainda não conhecem. O leitor irá conhecer a vida dos Ferreira, desde os pais de José Ferreira e dos pais de dona Maria Sulena da Purificação, casamento dos patriarcas dos Ferreira, primeira residência, mudanças de sítios para outros, empurrados por

Zé Saturnino da Fazenda Pedreiras - o inimigo nº 1 de Lampião

Zé Saturnino, as propriedades que os pais dos Ferreira possuíram, comprovadas com documentos e cópias em poder do autor do livro; sofrimentos, humilhações, decepções, perseguições, acordos, roubos de animais..., mortes dos pais dos Ferreiras..., a causa da morte de dona Maria Sulena (Maria Lopes), a morte de José Ferreira da Silva... 

O livro é uma excelente obra, e foram 11 anos de pesquisas. O livro não é apenas a família Ferreira, está completo sobre "cangaço". Eu falei apenas um pouquinho sobre a família Ferreira, mas tem tantas novidades que você ainda não as conhece.

- Total de Páginas: 736
- Tamanho: 29 centímetros
- Largura: 21 centímetros
- Altura: 4 centímetros
Para você adquiri-lo é através deste e-mail:
josebezerra@terra.com.br

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EUCLIDES CUSTÓDIO VULGO CACHEADO.

Acervo do Helton Araújo

Euclides Custódio, vulgo Cacheado, esse cangaceiro apesar de pouco falado, era extremamente perigoso, após a morte do cangaceiro Gato, Cacheado passou a executar para Lampião algumas das missões mais cruéis designadas pelo rei do cangaço. Assim como Santilio Barros, o Gato, Cacheado agia de modo sádico e cruel.

Na foto podemos ver Euclides Custódio, o Cacheado, detido na casa de detenção de Salvador no ano de 1944.

Obs : Importante não confundir esse Cacheado com outros da história. Esse é o mesmo que aparece nas fotos e filmagens de Benjamin Abrahão no ano de 1936.

Créditos : Jornalista Joel Silveira ( in memoriam ), Blog Lampião Aceso e Ivanildo Silveira.

Edição : Arquivo Digital Helton Araújo

Conheciam esse personagem da historiografia do cangaço ?

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𝐕𝐎𝐋𝐓𝐀 𝐒𝐄𝐂𝐀 𝐅𝐎𝐆𝐄 𝐃𝐀 𝐏𝐄𝐍𝐈𝐓𝐄𝐍𝐂𝐈𝐀́𝐑𝐈𝐀 𝐄 𝐏𝐑𝐎𝐌𝐎𝐕𝐄 𝐀𝐒𝐒𝐀𝐋𝐓𝐎 𝐄𝐌 𝐂𝐀𝐓𝐔(𝐁𝐀)

 Acervo de Guilherme Velame Wenzinger

𝖭𝗈 𝗂𝗇𝗂́𝖼𝗂𝗈 𝖽𝖾 𝟣𝟫𝟦𝟦 𝗈 𝖾𝗑-𝖼𝖺𝗇𝗀𝖺𝖼𝖾𝗂𝗋𝗈 𝖵𝗈𝗅𝗍𝖺 𝖲𝖾𝖼𝖺, 𝗃𝗎𝗇𝗍𝗈 𝖼𝗈𝗆 𝖬𝖺𝗇𝗈𝖾𝗅 𝖯𝗈𝗋𝖿𝗂́𝗋𝗂𝗈, 𝖿𝗈𝗀𝖾 𝖽𝖺 𝗉𝖾𝗇𝗂𝗍𝖾𝗇𝖼𝗂𝖺́𝗋𝗂𝖺 𝖽𝖾 𝖲𝖺𝗅𝗏𝖺𝖽𝗈𝗋. 𝖭𝗈 𝖿𝗂𝗆 𝖽𝖾 𝖥𝖾𝗏𝖾𝗋𝖾𝗂𝗋𝗈, 𝗃𝗈𝗋𝗇𝖺𝗂𝗌𝗌 𝗇𝗈𝗍𝗂𝖼𝗂𝖺𝗏𝖺𝗆 𝗊𝗎𝖾 𝖺 𝖽𝗎𝗉𝗅𝖺 𝖺𝖼𝗈𝗆𝗉𝖺𝗇𝗁𝖺𝖽𝖺 𝖽𝖾 𝗆𝖺𝗂𝗌 𝗎𝗆 𝖻𝖺𝗇𝖽𝗈𝗅𝖾𝗂𝗋𝗈 𝗉𝗋𝖺𝗍𝗂𝖼𝗈𝗎 𝖽𝗂𝗏𝖾𝗋𝗌𝗈s 𝖺𝗌𝗌𝖺𝗅𝗍𝗈𝗌 𝖾𝗆 𝖢𝖺𝗍𝗎(𝖡𝖠), 𝖼𝗂𝖽𝖺𝖽𝖾 𝖽𝗂𝗌𝗍𝖺𝗇𝗍𝖾 𝖼𝖾𝗋𝖼𝖺 𝖽𝖾 𝟣𝟢𝟢𝗄𝗆 𝖽𝖺 𝖼𝖺𝗉𝗂𝗍𝖺𝗅.

𝖫𝗈𝗀𝗈 𝖽𝖾𝗉𝗈𝗂𝗌 𝖿𝗈𝗋𝖺 𝗋𝖾𝖼𝖺𝗉𝗍𝗎𝗋𝖺𝖽𝗈 𝖾 𝖾𝗆 𝖭𝗈𝗏𝖾𝗆𝖻𝗋𝗈 𝖽𝗈 𝗆𝖾𝗌𝗆𝗈 𝖺𝗇𝗈 𝖺𝗉𝖺𝗋𝖾𝖼𝖾 𝖾𝗆 𝗋𝖾𝗉𝗈𝗋𝗍𝖺𝗀𝖾𝗆 𝖽𝗈 𝗃𝗈𝗋𝗇𝖺𝗅 "𝖮 𝖢𝗋𝗎𝗓𝖾𝗂𝗋𝗈", 𝗌𝖾𝗇𝖽𝗈 𝖿𝗈𝗍𝗈𝗀𝗋𝖺𝖿𝖺𝖽𝗈 𝗃𝗎𝗇𝗍𝗈 𝖺 𝗈𝗎𝗍𝗋𝗈𝗌 𝖼𝖺𝗇𝗀𝖺𝖼𝖾𝗂𝗋𝗈𝗌 𝗉𝗋𝖾𝗌𝗈𝗌 𝖾𝗆 𝖲𝖺𝗅𝗏𝖺𝖽𝗈𝗋 𝗉𝗈𝗋 𝖩𝗈𝖾𝗅 𝖲𝗂𝗅𝗏𝖾𝗂𝗋𝖺.

𝖥𝗈𝗇𝗍𝖾: 𝖢𝗈𝗋𝗋𝖾𝗂𝗈 𝖽𝖺 𝖳𝖺𝗋𝖽𝖾. 𝟤𝟦 𝖽𝖾 𝖥𝖾𝗏𝖾𝗋𝖾𝗂𝗋𝗈 𝖽𝖾 𝟣𝟫𝟦𝟦.

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SEU ANTÔNIO DA PIÇARRA

 Por Helton Araújo

Foto raríssima de Antônio Teixeira Leite, popularmente conhecido como Antônio da Piçarra, grande coiteiro de Lampião no Ceará. Tempos depois se tornaria mais um desafeto do rei do cangaço.

Geralmente somos acostumados a ver fotos de Antônio da Piçarra já com uma certa idade, nesta, vemos Antônio bem jovem, com apenas 23 anos de idade, no ano de 1918.

Créditos : Wilton da Piçarra ( Vilson da Piçarra ), neto de Antônio da Piçarra.

EDIÇÃO ARQUIVO DIGITAL HELTON ARAÚJO

Você conhecia essa foto de Antônio da Piçarra ainda jovem ?

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PEDRO DE CÂNDIDO, COITEIRO DE LAMPIÃO.

Por Helton Araújo

Esse homem foi peça crucial para que as volantes conseguissem emboscar Lampião e seu bando na grota do Angico, e assim dar cabo a vida do rei do cangaço em 28 de Julho de 1938.

Obs : Pedro de Cândido foi torturado pela polícia para entregar o esconderijo de Lampião.

Qual sua opinião sobre Pedro de Cândido ?

EDIÇÃO ARQUIVO DIGITAL HELTON ARAÚJO

Foto/Fonte Primária : Procuro informações, quem souber deixe nos comentários.

Deixo claro que as fotos não me pertencem, apenas são frutos de pesquisas e passaram por edição para entregar para vocês algo em melhor qualidade. Sendo assim, fazem parte dos meus arquivos digitais.

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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

JOSÉ ALVES SOBRINHO...

 Por Aderbal Nogueira

José Alves Sobrinho, pesquisador, filho de Luiz Cazuza, conta nesse vídeo o início da desavença entre Virgulino e José Saturnino. Vídeo gravado em 2005 nos escombros da casa da mãe de José Saturnino. Esse vídeo é dos acervos da SBEC e está em meus arquivos.https://youtu.be/HsJlsqEJjkY

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2300362600172671%2C2300283493513915&notif_id=1697819438999462&notif_t=group_highlights&ref=notif

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FALSOS PROFETAS....

Por José G. Diniz 


Falsos profetas são desleais

Invocam o nome de Deus em vão

Enganando seu próprio irmão

Prometem o que só Deus faz

Nosso futebol ficou para trás

Deixando o topo da lista

A política existe falsa conquista

A pratica um verdadeiro absurdo

O povo acredita em quase tudo

E a mídia é sensacionalista.


https://www.facebook.com/josegomesd

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FOTOS INÉDITAS

 Por Guilherme Velame Wenzinger

Essas duas fotos foram encontradas por mim este ano publicada em jornais, encaminhei na época para Ivanildo e o mesmo me disse que ambas eram inéditas.

São os dois: Zé de Julião, o cangaceiro Cajazeiras, marido de Enedina. E Jararaca, em foto tirada de outra perspectiva, repare com as conhecidas e veja que não trata-se da mesma.

https://www.facebook.com/photo?fbid=7269830346438869&set=gm.2300362600172671&idorvanity=179428208932798

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ÁGUAS CONTINENTAIS

 Clerisvaldo B. Chagas, 20 de outubro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.981

RIO GRANDE (ISTOCK)

As águas que correm ou se acumulam na superfície das terras emersas, são chamadas de águas continentais. São representadas pelos rios e pelos lagos.

Parte dessas águas se infiltra no solo. Quando encontram rochas, ali se acumulam e o lugar é chamado de lençol freático que dão origem às nascentes, bicas, olhos d´água. Essas são formas que podem originar um rio, porém, o rio pode ser formado pela intensidade de chuvas, pelo derretimento de neve e também pelo transbordamento de lagos.

O trajeto percorrido pelo rio, das nascentes à foz ou desembocadura, constitui o seu curso. O canal por onde ele cava e escorre, damos o nome de leito, cujo ponto mais profundo chama-se talvegue.

Quando seguimos o curso de um rio na direção de suas nascentes, estamos caminhando para montante. Quando no dirigimos rio abaixo em direção à foz, caminhamos para jusante.

Consequentemente, os rios em suas escavações formam vales que são classificados, pelo menos em quatro tipos:

Vale em garganta – O rio escava o leito mais rapidamente de que as modificações das encostas abruptas.

Vale normal – equilíbrio entre as escavações do leito e as modificações das encostas. Formas de vale em “V”.

Vale em calha – A acumulação no leito é maior do que a erosão das encostas. Vale em forma de “U”.

Vale dissimétrico – Caracteriza-se pelas diferenças em suas encostas.

Qual seria, então, o tipo do vale do rio Ipanema?  O rio Ipanema tem muita variação de margens no seu curso. E com certeza o seu curso urbano em Santana do Ipanema demonstra claramente correr em vale dissimétrico. Porém, o rio Ipanema também escorre em vale de garganta, ao margear o povoado Telha, entre Batalha e Belo Monte.

Esperamos que de alguma forma a exposição acima tenha sido útil. Não é preciso gostar da Ciência Geográfica, basta admirar a Natureza de forma como se apresenta. E conhecimento nunca é demais em nossa evolução cultural e humana.

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IMBUZEIRO DE BETÂNIA

 Clerisvaldo B. Chagas, 19 de outubro de 2023

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.980

IMBUZEIRO (EMBRAPA)

Se já era prazeroso sabermos sobre o imbuzeiro comum, imagine saber sobre o maior imbuzeiro do Brasil! Assim como o maior cajueiro do país, o de Pirangi, no Rio Grande do Norte, ouvimos e vimos pela Internet sobre o imbuzeiro de Betânia, Pernambuco. O relato também nos encantou com a narração de uma senhora de voz muito educada e bastante didática. O imbuzeiro é grande e, como o cajueiro de Pirangi, ao invés de crescer para cima, cresceu para os lados, espalhando-se por sua área. É menor do que o famoso cajueiro, mas se houver interesse das autoridades locais, poderá ter fama igual. Segundo o relato da senhora que faz parte da família longeva testemunha do cajueiro no tempo, a existência da árvore é calculada pela família em 300 anos e continua produzindo bons frutos.

As contas vêm desde pessoa da família que viveu mais de 100 anos e já falava do cajueiro que um antepassado também da mesma idade falava. Desde os tempos mais remotos a árvore servia de abrigo para viajantes, tais os ciganos. Vale salientar que não se conhece em outra região do mundo, o imbuzeiro sertanejo nordestino. Os metidos à besta, chamam imbuzeiro de umbuzeiro (Spondias tuberosa). Ele oferece sombra aos animais e gente. Dar seus imbus rico em Vitamina “C”, que pode ser consumido in natura, em forma de doce, de geleia, de sorvete. O imbuzeiro é de fato a árvore sagrada do Sertão. Nunca vimos falar sobre alguém que tenha plantado pelo menos um pé dessa árvore nativa. Quando fazem coivaras (fogo proposital para limpeza do terreno), chamuscam ou matam os imbuzeiros. Um crime!

Suas raízes não são tão profundas. Formam tubérculos que acumulam água, acodem o homem na estiagem e são muito utilizados para se fazer “doce de batata de imbu”. Os tubérculos são chamados popularmente de “cafofas”. É fácil subir num imbuzeiro para coletar seus frutos, sua própria formação facilita a tarefa. O imbu, no lugar onde não existe cooperativa, é vendido nas feiras locais em recipientes de latas com capacidade de um litro. Principalmente, nos tempos de Semana Santa, faz-se muito no Sertão a deliciosa “imbuzada”, tão famosa quanto a canjica. Da nossa parte, agradecemos muito a senhora que narrou sobre o imbuzeiro de Betânia. Uma também deliciosa narrativa.

Ê, Sertão!....

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NA BORDA DA MATA

Por Antônio Corrêa Sobrinho

A Inspeção do Trabalho me conduz aos quatro cantos do meu Sergipe. Ontem, a fim de verificar as condições de trabalho dos que fazem a limpeza pública do município de Canhoba, eu e o colega Antonio Neto resolvemos almoçar na beira do Velho do Chico, exatamente na antiga fazenda Borda da Mata, hoje pequeno povoado, nascedouro do, sem dúvida, mais conhecido governador de Sergipe, o doutor Eronides de Carvalho, filho do comerciante, fazendeiro e ex-prefeito de Canhoba, Antonio de Carvalho, mais conhecido como Antônio Caixeiro, este apontado pelos historiadores como um dos principais protetores de Virgulino Lampião. Borda da Mata que, nos idos de 1930, serviu de refúgio e ponto de apoio do imortal cangaceiro.


Aproveitei o ensejo para tirar estas fotografias: das ruínas da imponente casa que, em 1969, doutor Eronides construiu, moradia que por muito tempo foi de uma sua filha; foto da antiga capela e de um resto da antiga residência do coronel Antonio Caixeiro, que, segundo me informou o dono do restaurante que nos serviu a saborosa moqueca, Lampião e seus companheiros se arranchavam quando visitavam a fazenda. Não poderia deixar passar a oportunidade e não fotografar as belas imagens que as águas do baixo do São Francisco nos proporciona.


O que Sergipe tem em abundância é lugar por onde o rei do cangaço passou, embora os sergipanos, de uma forma geral, façam de conta que essa história não lhes pertence. E a Borda da Mata, penso, é um dos mais significativos, porque, salvo melhor juízo, foi um dos locais de fomento do cangaço, onde Lampião e o coronel se encontravam, ou seja, onde o cangaço e o coronelismo se "alimentavam" - prova robusta e insofismável de que o cangaço foi (mal) nascido e (bem) provido pelo coronelismo.



Mas já que estamos falando de história, que Sergipe se acorde e chame o Brasil e o mundo para estarem aonde Lampião esteve, e inclusive morreu, porque, de mostrar e ganhar dinheiro com a história vivem também os povos.

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SOBRINHA E FILHA DE CANGACEIROS

 Por João de Sousa Lima

Marileide Gomes sobrinha da cangaceira Durvinha e Maria São Pedro "Pêda" filha do cangaceiro Zé Gato visitam o Museu Casa de Maria Bonita.

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O CANGACEIRO AZULÃO

 Por Conrado Matos

Foto do ex-cangaceiro Azulão e sua filha.

Existiram outros cangaceiros de apelido Azulão. Este do meu poema é um Azulão que foi cangaceiro de Lampião, um bandoleiro que fugiu do cangaço e que veio a falecer com 115 anos. Nasceu em Pedro Alexandre, Bahia. Segundo sua filha, o cangaceiro antes de morrer estava vivendo lucidamente e dava até entrevista. Seu nome verdadeiro, Ângelo Maurício da Silva. Deixo aqui meu poema.

O EX-CANGACEIRO AZULÃO
Poema de Conrado Matos
Ângelo Maurício da Silva
Um cangaceiro querido
Do bando de Lampião
Seu apelido Azulão.
Noite de onze mortes em Angico
Morrendo nove cabras de Lampião
Maria Bonita e o soldado Adrião
Para contar história ficou Azulão.
Azulão veio a se regenerar
Mais tarde vem a se entregar
Desejava deixar a valentia
Largando o cangaço um dia.
Quando largou o bando
Reviveu tanta história a contar
Na velhice sempre recordando
O que teve que suportar.
No cangaço não quis ficar
Queria um lugar pra trabalhar
Era respeitado onde vivia
Pelos amigos e sua família.
O destino do cangaceiro Azulão
Foi de ser vítima da rejeição
Não justifica o crime pelo crime
Nem justifica a justiça na omissão.
Conrado Matos - Psicanalista,
Poeta, Escritor sergipano,
residente em Salvador há 41 anos.
Autor dos livros, A RECEITA da FELICIDADE
vem de VOCÊ, O SERtão em Versos, Salvador ao Vivo e a Cores - Anos 80.
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