Seguidores

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

DÚVIDA SOBRE O LEUCOMA DE LAMPIÃO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=iOI7lxQHpaA

Vídeo interessante sobre a análise dos registros no qual lampião aparece sem o leucoma. CANAL CANGAÇO EM FOCO Pesquisador: Getúlio Moura

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

INVENCIONICE.

 Por José Mendes Pereira


Mentira tem perna curta. Este senhor passou a vida quase toda inventando que era Virgolino Ferreira da Silva, o capitão Lampião do Nordeste brasileiro. 


A começar pelo olho de Lampião que tem uma glaucoma e o Lampião de Buritis nem aparenta isso, apenas a pálpebra do olho permanece um pouco arreada. Este velho mentiu tanto que ninguém acreditou. Somente o saudoso fotógrafo José Geraldo Aguiar acreditou nas histórias que ele contava.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

NINHOS VAZIOS

 Por Artur Leite

(foto de artur leite, escrita minha.)

Os ninhos estão vazios.

Os pássaros abandonaram seus ninhos,

assim como as pessoas deixam pra trás suas conquistas.

A casa vazia, o ninho vazio,

onde já houve muita vida e alegrias.

Quanto custo para um pequeno pássaro

construir o ninho e depois esvazia-lo.

quanto custo para se construir uma casa e depois deixa-la.

https://www.facebook.com/friends/?profile_id=100002354001159&notif_id=1731504636348586&notif_t=friend_confirmed&ref=notif

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SEPULTURA DO CANGACEIRO SABINO

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=EyETeIrl7ss

https://www.facebook.com/luis.bento.39142

http:/blogdomendesemendes.blogspot.com

EM UM DADO MOMENTO NA HISTÓRIA DO BRASIL

 Por Alfredo Bonessi


Incentivado  por Chico Pereira, o único cangaceiro cowboy do sertão, pois usava botas, chapéu de mocinho de cinema e rifle, Lampião enviou seus irmãos Antonio e Levino, com o bando de cangaceiros, para atacar a cidade de Sousa na Paraíba. Lampião não foi ao ataque – estava ferido no pé por bala da volante de Theofannes Torres.  

Theofannes Torres

Para Chico Pereira o ataque serviria como vingança contra os desafetos que tinham  feito atrocidades contra o seu pai naquela cidade. Nessa ocasião Lampião e o seu bando estavam a serviço do Coronel  José Pereira, de Princesa, na Paraíba.  Esse coronel não gostava de Lampião e nem dos cangaceiros – tinha em seus mandos  centenas de jagunços, pistoleiros e muita gente que não prestava – ele era o manda-chuva na região.

Coronel José Pereira de Lima

Com o ataque dos cangaceiros a cidade de Sousa o Coronel Pereira rompe em definitivo com Lampião e seu bando e os expulsa das suas fazendas, mas um cunhado de Pereira continua amigo de Lampião e  o recebe em sua casa, almoçam juntos e são amigos do peito. Essa amizade é do conhecimento do Coronel Pereira que não podendo fazer nada, apenas tenta aconselhar o cunhado a se desligar desse tipo de má gente. Mas ele continua amigo do Rei do Cangaço e é coiteiro dele.

O cangaceiro Chico Pereira

Essa amizade com Chico Pereira não dura, esse cangaceiro quando ferido, foi traído,  e abandonado pelos irmãos Ferreira em um canavial quando estava cercado pelas volantes, estava sem forças e quase moribundo e ainda, nessa ocasião, estava picado de cobra venenosa.

Surge a questão entre João Pessoa e João Dantas – dizem alguns por ciúmes e interesse na namorada de João Dantas. João Pessoa manda a polícia atacar e prender João Dantas na casa da namorada. Esta estaciona o automóvel nos fundos da casa e João Dantas escapole pela janela dos fundos. Mas a policia invade a casa e vasculha todos os aposentos e se apossa das cartas de namoro entre os dois. Essas cartas vão parar nos jornais e os ataques pela mídia da época fica acalorado entre os dois e como decorrente surgem  as ameaças entre ambos: João Dantas avisa: - Se você vier a Pernambuco, morre!

A política  brasileira na ocasião ferve no Sul do País e João Pessoa é o candidato  para a posse  política  – seu prestigio  e fama  estão em alta – todo o País sabe quem é ele.

João Pessoa decide ir ao Recife, mas é avisado pelas pessoas mais chegadas: - Não vá! Você está ameaçado de morte!

- Que nada! vou ao Recife!  e fez pouco caso dos avisos.

João Dantas vem de bonde – está em pé e uma pessoa está sentada  lê o jornal do dia. João Dantas dá uma brechada  na página principal do jornal e vê a noticia que João Pessoa está na cidade. No mesmo bonde ele volta para casa e apanha o revolver.  Procura por João Pessoa e o encontra na confeitaria – espera por ele. João Pessoa sai da confeitaria e João Dantas se aproxima pelas costas. Grita para ele: eu não te disse que não viesse ao Recife!!!! – João Pessoa se vira e investe contra ele de bengala em punho: - Ora seu! .................e leva três tiros.

A noticia se  espalha que nem fogo Brasil afora – João Dantas é considerado o Judas Nacional.  O  crime imediatamente serve de pretexto político e passa a ser considerado político e vira  motivo  principal para a sublevação nacional. Forças Getulistas  tomam o poder e João Dantas é preso com um parente seu que nada tinha a ver com o caso.

Ao lado da cela de João Dantas está o cangaceiro Antonio Silvino cumprindo pena. Tempos antes ele se oferece para pegar Lampião a unha, vivo ou morto e dá até um prazo para o feito:  20 dias.  Mas ninguém acredita nele e o deixa mofar atrás das grades. Você já pensou se houvesse esse encontro?

- quem mataria quem nesse embate?

Antonio Silvino fora um cangaceiro justiceiro, respeitador de lares e de mulheres, pedia antes de se apossar, se alguma mulher  o repreendesse ele até pedia desculpas e ia se embora. Praticava a justiça por onde andava e casou muita gente nesse sertão na marra, às vezes a coice de rifle, outras vezes a ponta de punhal. Não digo que era um homem corajoso, mas astucioso, esperto, muito precavido – andava sempre com pouca gente e se fazia obedecer pelos seus comandados.

Lampião

Lampião era aguerrido, ágil,  não fazia esse tipo justiça, não respeitava as mulheres, permitia que elas fossem estupradas e marcadas a ferro, ele mesmo forçou algumas delas,  não tinha dó de ninguém,  não ligava para a tortura que sofria as suas vitimas, desprezava a morte e sabia que um dia morreria por uma bala qualquer – sua estratégia maior era  não ser pego pela policia. Diversas vezes quis se entregar e seus irmãos não o deixaram.  Levino Ferreira, seu irmão, dizia para ele: você é um frouxo, um covarde – não serve para ser cangaceiro.  Lampião  sabia quando era a hora de lutar e a hora de escapar. E dizia sempre: - Não enfrente os macacos.  Lampião tinha a sua própria justiça, a justiça lampiônica, pois  a justiça era dele – a justiça era ele – ele fazia as suas  vinganças  a sua moda, muito  cruel. Lampião andava quase sempre com muita gente no bando e permitia que   chefes previamente designados mandassem nos seus grupos e decidisse a sorte daqueles cangaceiros  que por acaso fizesse algo que deveria  ser punido com a expulsão do bando ou até mesmo a morte.

- Ele sempre dizia:

“cangaceiro é para morrer no mato, de bala, feito bicho!”

Cumpriu-se essa profecia.

Antonio Silvino sempre afirmava: Lampião é um príncipe!

Lampião sempre dizia:

- Antonio Silvino é um covarde, pois se entregou!

A polícia invade a cela de João Dantas e a luta é ferrenha. Antonio Silvino escuta tudo – foi uma longa briga que acabou com a morte de João Dantas e do seu parente. A população fica sabendo do ocorrido e comemora o acontecido – a vingança fora feita.

Novamente  procura-se um responsável  pela ideia e autorização para a chacina de João Dantas: quem mandou?

A culpa cai em cima do Deputado  Suassuna que nada tem a ver com o caso. Ele mesmo decide ir ao Rio de Janeiro se explicar e  provar que não tem nada a ver com o assassinato de João Dantas. Seus familiares  o aconselham que não vá. Ele vai e é assassinado no Rio de Janeiro.  A questão esfria e a política continua – tudo abafado, mas não para os familiares do Deputado Suassuna que até hoje estão indignados por esse crime e procuram pelos mandantes. Na época o criminoso é mandado trabalhar  próximos as fazendas do Deputado assassinado - mas a viúva  não autoriza a vingança. Depois o criminoso vem trabalhar nas fazendas da  família do Deputado Suassuna, mas a viúva não deixa que o matem.

Final

Com a Revolução de 30 o Coronel Pereira  é derrotado e expulso de suas propriedades e vai se esconder no interior do Sertão  - errou de lado no apoio militar. Somente voltou as suas terras  muito  tempo depois do fato, mas nunca mais se recuperou no poder de mando e decisão, pois a revolução de 30 acabou com a poder dos coronéis e criou a classe política.

Chico Pereira, escapou das balas da polícia e do veneno da cobra mas acabou preso  e covardemente assassinado pela polícia.

Lampião reinou  absoluto no sertão durante o período da revolução de 30 – os militares e as volantes que o perseguiam foram brigar em outra praça de guerra. Por estar tudo calmo e bom demais arrastou  mulheres para o seu bando – Sinhô Pereira comentou; acabou-se a invencibilidade dele.

Dois irmãos Ferreira já estão mortos, Antonio e Levino e em breve morrerá o caçula da família, Ezequiel Ferreira e o cunhado Virginio, ferido em combate mas executado com um tiro no peito pelo cangaceiro Moreno que acabou ficando com a mulher  do “Juiz do Cangaço”.

Lampião sempre dizia; o cabra mais safado que eu conheci foi o Coroné Pereira de Princesa – mas Lampião nunca dizia o porque. Essa rusga começou por um erro de estratégia de Lampião em atacar a cidade de Sousa na Paraíba – como vimos – cidade protegida pelo Coronel Pereira que ali tinha vários amigos.

Hoje, se me perguntarem qual foi o principal fator que desencadeou a revolução de 30 – eu digo: foi um crime passional.

Se me perguntarem quem matou João Dantas na prisão ? – eu respondo que foi a policia a mando dos revolucionários de 30 – para  eliminar a dita causa que deflagrou o conflito. Se ouvissem João Dantas sobre os reais motivos do crime, a tese  inicial da morte política iria por águas abaixo e o caso poderia dar uma reviravolta.

Quem matou o Deputado Suassuna ? – também acredito que foi os revolucionários de 30 para eliminar todas as duvidas de quem mandou matar João Dantas na prisão – acredito que ele estava inocente do fato, até mesmo na morte de João Pessoa que como vimos a causa foi passional e não política.

Por fim veio a morte de Lampião e  o Estado Maior do Cangaço em Angico - Sergipe.


Estava certo Corisco, que na ocasião, com os olhos cheios de lágrimas e riscando o chão com a ponta do punhal profetizou:

-acabou-se a alegria do sertão.

https://blogdomendesemendes.blogspot.com/2012

SUMIU TUDO

 Clerisvaldo B. Chagas, 12 de novembro de 2024

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.145

Dez horas da manhã em minha rua, neste domingo de novembro. Céu limpo, Sol forte, nem gente, nem gato, nem passarinho, nem nada, absolutamente nada de animal ou gente na via. Rua completamente deserta como se o povo do mundo tivesse se evaporado. Nem chega coragem de calçar os tênis    e perambular pelos arredores. Os tênis porque a velocidade com que esse tipo de calçado chegou ao comércio, fez desaparecer quase de uma vez os sapatos de couro. Foi mais uma profissão extinta, a do engraxate ou engraxador como dizia ser o correto, o professor de Português e Matemática, bancário Antônio Dias. Os inúmeros engraxates que havia no sertão e que lutavam por alguns trocados contra a fome de tempos difíceis, representavam os jovens pobres da periferia.

O primeiro golpe nos jovens que tentavam sobreviver, foi o surgimento do sapato de verniz. Esse, não precisava graxa, tic-tac e nem outros cuidados oferecidos pelos engraxadores.  Aquele número grande desses profissionais que se acumulava na Praça Coronel Manoel Rodrigues da Rocha, muitas vezes ficava sufocado com tantos sapatos masculinos e femininos que faziam montes perto dos bancos de cimento. Porém, o tempo que tudo renova, fez chegar o sapato de tecido que foi ficando cada vez mais atraente e usado com a força da propaganda. Chegou para ficar tal o Jean, de origem americana. Golpeados engraxates, golpeados alfaiates. Tudo em extinção. Muitas classes procurando outras atividades que também logo serão extintas.

Essas extinções de engraxates, de alfaiate, fazem desparecer outros profissionais: retelhadores, tangedor de burro, a espanadador da casa, flandreleiro, quebra-queixo, puxa, comprador de cinzas, sola, curtumes e vigias de praça. E a medida que o tempo vai passando, vai desaparecendo outras profissões que mostravam ser atualizadas, mas não eram.  Tá ruim a coisa por que ninguém consegue se dedicar a uma profissão que dure toda vida. E as tecnologias numa velocidade incrível vai esmerilhando tudo.

Por que pensar tanto no futuro!

MINHA RUA (B. CHAGAS).


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA

Por Autor desconhecido

Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.

Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira.

Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.

As reuniões de Natal, regadas com o cheiro a tinta fresca, que cada ano que chegam, pensamos “...e se essa for a última vez”? É difícil aceitar que isso tenha um prazo, que um dia tudo ficará coberto de poeira e o riso será uma lembrança longínqua de tempos talvez melhores.

O ano passa enquanto você espera por esses momentos, e sem perceber, passamos de crianças abrindo presentes, a sentarmos ao lado dos adultos na mesma mesa, brincando do almoço, e do aperitivo para o jantar, porque o tempo da família não passa e o aperitivo é sagrado.

A casa dos avós está sempre cheia de cadeiras, nunca se sabe se um primo vai trazer namorada, porque aqui todos são bem-vindos.

Sempre haverá uma garrafa térmica com café, ou alguém disposto a fazê-lo.

Você cumprimenta as pessoas que passam pela porta, mesmo que sejam estranhas, porque as pessoas na rua dos seus avós são o seu povo, eles são a sua cidade.

Fechar a casa dos avós é dizer adeus às canções com a avó e aos conselhos do avô, ao dinheiro que te dão secretamente dos teus pais como se fosse uma ilegalidade, chorar de rir por qualquer bobagem, ou chorar a dor daqueles que partiram cedo demais.

https://www.facebook.com/friends/suggestions/?profile_id=100003265914423

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

REEDIÇÃO DESTE LIVRO

 Por Ângelo Osmiro Barreto

Agradeço ao Professor e editor Adriano Carvalho pelo trabalho de reedição do nosso primeiro livro, "Curiosidades do Cangaço", ampliado e revisado e com capa dura. 212 páginas.

ADENDO:

Linda capa deste livro. 

Parabéns pela escolha, pesquisador do cangaço Ângelo Ormiro Barreto! 

J. Mendes Pereira.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=9122574794419329&set=a.1111603532183202

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

terça-feira, 12 de novembro de 2024

ENCONTRO PRECIOSO

Por Humberto Paz

Com o talentoso conterrâneo de Itapajė, SERGINHO MAGALHÃES, poeta e artista multifacetado que somente agora tive o prazer de conhecer pessoalmente.

https://www.facebook.com/humberto.paz.3939

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO...,...

 Por Itamar Nunes Art

https://www.facebook.com/groups/179428208932798/user/100000145164167/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO...

 Por Itamar Nunes Art


Um especial trabalho do artista Itamar Nunes.

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CAPELA DA SANTA CRUZ - Tobias Barreto-SE.

 Por Antônio Corrêa Sobrinho

Com seus 113 anos de existência, a CAPELA DA SANTA CRUZ, na Av. 7 de Junho, Centro, Tobias Barreto/SE, resiste às pressões por alterações do espaço urbano, sem falar do barulho dos pedestres e dos automóveis que transitam pela frente e lateral.

Que ela permaneça na sua faina de desafiar o tempo, e que continue a nos convidar, em meio ao corre-corre da vida, a não perdermos o Criador e Mantenedor da vida.


https://www.facebook.com/antonio.correasobrinho

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO JARARACA E SUAS GARGALHADAS NA CADEIA PÚBLICA DE MOSSORÓ.

Por José Mendes Pereira

Muita gente pensa que histórias que se passaram no cangaço e foram contadas por cangaceiros que chegaram a ser presos, ou contadas por remanescentes que conseguiram salvar as suas vidas, quando perseguidos pelas volantes policiais, que após o fim do cangaço, estas histórias são apenas invenções. Mas não são.

Leia o que disse o escritor "Xico Sá" sobre o que escreveu o jornalista Lauro da Escóssia, na entrevista que fez com José Leite de Santana, o cangaceiro Jararaca, lá de Buíque, no Estado de Pernambuco, quando estava preso na Cadeia Pública de Mossoró. 

"Mesmo com um rombo de bala no peito (na foto você, leitor, ver claramente o estrago feito por uma bala no peito) conseguiu gargalhar durante uma entrevista na cadeia.

O cabra de Lampião dizia que era por causa das lembranças divertidas do cangaço. Entre as memórias que ouviu do preso, Lauro da Escóssia descreve o dia em que Lampião teria invadido a festa de casamento de um inimigo e, com seu próprio punhal, sangrado o noivo. Já a noiva teria sido estuprada na caatinga pelos cabras do bando.

Segundo o relato de Jararaca, Virgulino também ordenou que os convidados de um baile tirassem as roupas, e dançassem um xaxado completamente nus".

http://meumundojosemendespereira.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/.../o-cangacei...

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

ANDRÉ DA MATA

 Por José Mendes Pereira

André da Mata é cantor e compositor potiguar. Nasceu no Estado do Rio Grande do Norte (capital Natal), e  em 1991, veio com a família morar em Mossoró, no interior do Estado. Já é considerado mossoroense. 

Cursou Fisioterapia, mas por alguns motivos não revelados, não concluiu. No ano de 2013, foi morar no Rio de Janeiro, Viajou durante quatro dias com sua mãe, acabou ficando e por lá permaneceu por alguns anos. 

Segundo ele, me contou em minha casinhola, fugiu da cidade maravilhosa e retornando ao seu chão querido Mossoroense, porque foi assaltado três vezes. 

https://www.booking.com/index.html?aid=7913993

Dados artísticos - Informação do site https://dicionariompb.com.br/artista/andre-da-mata/

Aos 16 anos de idade, criou o grupo Samba Nobre, com o qual fez várias apresentações em Mossoró (RN).

Em 2008 gravou o DVD “Tá ficando sério”, com o grupo Samba Nobre, no Teatro Municipal de Mossoró (RN), no qual incluiu músicas de sua autoria.

Em 2013 foi finalista do “Festival SP Exposamba”, no qual defendeu a música “Favelado eu sou”, de sua autoria com Kinho.

Teve composições gravadas por Mumuzinho, Arruda, Beatriz Rabello, Gitana Pimentel, entre outros.

Em 2015 lançou seu primeiro CD solo “André da Mata”, com 13 peças autorais mais a faixa “Comida de comer com a mão”, de Nino Miau e Paquera. O disco contou com as participações de Marcelinho Moreira, em “O samba da inveja” (André da Mata); Mingo Silva, em “Saudação aos tambores” (André da Mata e Mingo Silva); Ronaldinho do Fundo de Quintal, em “Alma gêmea” (André da Mata, Kinho e Mingo Silva); Maria Menezes, em “Nas mãos do tempo” (André da Mata); e Moyseis Marques, em “Ser sambista” (André da Mata). O show de lançamento do disco foi realizado no Teatro Municipal de Niterói (RJ).

https://www.youtube.com/watch?v=YiNVX0b94i0
https://www.youtube.com/watch?v=cQYTnkXwu1E
https://www.youtube.com/watch?v=GT70rUYf94o&list=RDEM1yNcT68LxUtQ_kEyhq6tcg&start_radio=1&rv=cQYTnkXwu1E
https://www.youtube.com/watch?v=ChApdMqAbG4&list=RDEM1yNcT68LxUtQ_kEyhq6tcg&index=3
https://www.youtube.com/watch?v=jHBtJkwSOuw&list=RDEM1yNcT68LxUtQ_kEyhq6tcg&index=2
https://www.youtube.com/watch?v=UPSdJ1RsG9k&list=RDEM1yNcT68LxUtQ_kEyhq6tcg&index=5

Vamos valorizar os nossos artistas: André da Mata, Amanda Costa, Edy Lemos, João Mossoró, Carlos André, Hermelinda Lopes entre outros.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

CAPELA ONDE LAMPIÃO FOI BATIZADO.

 Por Helton Araújo

Capela Bom Jesus dos Aflitos, localizada na antiga vila de São Francisco, em Vila Bela, atual Serra Talhada, no estado de Pernambuco. Local onde Virgolino Ferreira, o Lampião, foi batizado em 03 de setembro de 1898, pelo padre José Antônio de Siqueira Torres, popularmente conhecido como Padre Quinca.

Padre Quinca era filho do Barão de Água Branca e enteado da senhora Joana Vieira Sandes, a Baronesa de Água Branca, que em um futuro não distante se tornou vítima daquele que foi batizado por seu enteado.

Nesse local, Lampião também fez sua primeira comunhão.

A capela Bom Jesus dos Aflitos, assim como toda Vila de São Francisco hoje estão debaixo de 311 milhões de metros cúbicos de água, submersas pela barragem de Serrinha, construída nos anos 90.

Gostou das informações? Deixe seu like e um comentário de avaliação do nosso trabalho.

 https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

SOLENIDADE EM HOMENAGEM A PERSONALIDADES DO RIO GRANDE DO NORTE, PERFORMANCE DO GRUPO ARTÍSTICO E CULTURAL FILHOS DESTA TERRA E LANÇAMENTO DO LIVRO “EU CONTADOR DE HISTÓRIAS”, AUTORIA DO DR. IVO BARRETO DE MEDEIROS.


1481522002230_PastedImage

ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO DO CONVITE A  “SOLENIDADE EM HOMENAGEM A PERSONALIDADES DO RIO GRANDE DO NORTE, PERFORMANCE DO GRUPO ARTÍSTICO E CULTURAL FILHOS DESTA TERRA E LANÇAMENTO DO LIVRO “EU CONTADOR DE HISTÓRIAS”, AUTORIA DO DR. IVO BARRETO DE MEDEIROS.” O EVENTO SERÁ PROMOVIDO EM MARTINS RN, PELA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE MARTINS-ALAM.

   MOSSORÓ-RN, 05 DE novembro de 2024 - OFÍCIO. Nº 035/2024.
  ‘RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a)!         
“REVERENCIAL DO PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTA EXECUTIVOS DA ASCRIM À SOLENIDADE promovida pela ALAM “”SOLENIDADE EM HOMENAGEM A PERSONALIDADES DO RIO GRANDE DO NORTE, PERFORMANCE DO GRUPO ARTÍSTICO E CULTURAL FILHOS DESTA TERRA E LANÇAMENTO DO LIVRO “EU CONTADOR DE HISTÓRIAS”, AUTORIA DO DR. IVO BARRETO DE MEDEIROS””.
DATA VENIA, NOSSO REVERENCIAL DE HOJE PARABENIZA E ENALTECE O EXCELENTE DESEMPENHO DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE MARTINS-ALAM, EM NOME DE QUEM HOMENAGEAMOS O EXCEPCIONAL FERVOR DO ESCRITOR MARTINENSE, O MÉDICO IVO BARRETO DE MEDEIROS !
EVIDENTE, QUE TRANSCREVEMOS, AQUI, AGORA E ABAIXO, COMENTÁRIOS COLHIDOS DE VÁRIAS FONTES FIDEDIGNAS, AS QUAIS CITADAS, SERÃO TRANSCRITAS NA ÍNTEGRA:
“Eu, contador de histórias” reúne textos sobre mais de 60 figuras populares da região de Martins. Entre esses tipos memoráveis e irreverentes, estão Amélia de Maria Joaquina, Carabodé, Antonio Coró, Babão, Chica Boa, Jatobá, Paulo Flor de Gororoba e Pixico. Além das histórias, o livro também traz um glossário inédito com referências biográficas desses tipos que marcaram a memória da cidade e do autor.
Ivo Barreto explicou que são pequenas histórias que ele vinha guardando na memória ao longo dos anos. “Umas histórias são alegres, outras são tristes, e eu resolvi registrá-las agora, para a posteridade. Muitas delas são conhecidas dos amigos, colegas de trabalho e pacientes”, revela o hoje professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRN, e atual superintendente adjunto da Liga.
Entre os causos que o médico abordou estão o de Fragosinho, o “campeão das mentiras”; o Vaqueiro Simplício e suas tiradas espirituosas; e Carabodé, o maior brutamontes do Alto Oeste.
O prefácio é do jornalista e imortal da Academia Norteriograndense de Letras, Vicente Serejo, que enxerga uma grande harmonia entre o médico e agora escritor e seus personagens. “Ambos encarnam o sertão monumental, hoje desaparecido, na expressão de Câmara Cascudo; ou, o outro, o sertão do nunca mais, de Osvaldo Lamartine”, destacou. A capa e as ilustrações são do cartunista e artista gráfico Brum.
NO ENSEJO, DESTE REVERENCIAL, APROVEITAMOS PARA EXPRESSAR O DESLUMBRE QUE A CATIVANTE, HISTÓRICA E ROMÂNTICA CIDADE SERRANA DE MARTINS-RN, NOS PROPORCIONA, SEMPRE QUE A VISITAMOS ! FAZEMOS DAS VOZES, DE TODOS QUANTO A CONHECEM, A NOSSA ADMIRAÇÃO POR MARTINS, POR SEU POVO ACOLHEDOR,  PRINCIPALMENTE PELO GRANDE PATRIMÔNIO CULTURAL E NATURAL! OS PARQUES NATURAIS, AS FEIRAS LIVRES E OS PONTOS RELIGIOSOS E HISTÓRICOS DA CIDADE. NOTADAMENTE, A  CIDADE DE MARTINS, ENCRAVADA NA SERRA DE MESMO NOME DESLUMBRA SENTIR O GLAMOUR DE UMA ALTITUDE DE MAIS DE 700 METROS EM RELAÇÃO AO NÍVEL DO MAR, FATO QUE PERDURA RECONHECER MARTINS SER DETENTORA DAS ALCUNHAS "PRINCESA SERRANA E CAMPOS DO JORDÃO DO RIO GRANDE DO NORTE", DEVIDO SEU CLIMA CONSIDERADO AGRADÁVEL EM CONTRASTE COM A VIZINHANÇA. NOS MESES DE JULHO OU AGOSTO, ÉPOCA MAIS FRIA DO ANO, A CIDADE REALIZA, ENTRE OUTRAS ATRAÇÕES TURÍSTICAS, UM FESTIVAL GASTRONÔMICO DE RUA, CONSIDERADO O MAIOR DO RN ! ADORAMOS MARTINS !
É PRAXE DESTA PRESIDÊNCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO/COMUNICADO (VIA EPISTOLAR OU ELETRÔNICA), TEMPESTIVAMENTE(3 DIAS CORRIDOS), DIGNAR-SE RESPONDER, EM TEMPO HÁBIL, ÀS ECLÉTICAS MENSAGENS  DO(A)S ENTUSIASTAS CULTURAIS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE UM(A)  INTELECTUAL CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE, NO INTERCÂMBIO DOS QUE RESPEITAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.  
    DESTA FORMA, AGRADECENDO À EXCELENTÍSSIMA PRESIDENTA DA ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE MARTINS-ALAM, M.D. DRA.TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO, PELO ESPECIAL CONVITE, DESTACA-SE ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA GRANDE HONRA PARTILHAR DO SUCESSO DESSE MAGNO HISTÓRICO EVENTO, DIZENDO QUE NOS FAREMOS REPRESENTAR, OFICIALMENTE À:
SOLENIDADE EM HOMENAGEM A PERSONALIDADES DO RIO GRANDE DO NORTE, PERFORMANCE DO GRUPO ARTÍSTICO E CULTURAL FILHOS DESTA TERRA E LANÇAMENTO DO LIVRO “EU CONTADOR DE HISTÓRIAS”, AUTORIA DO DR. IVO BARRETO DE MEDEIROS.
O EVENTO SERÁ REALIZADA NO DIA 30 DE NOVEMBRO de 2024, ÀS 20HS, NO SALÃO DE EVENTOS DO HOTEL SERRANO, MARTINS (RN).
O contato para Reserva de hospedagem no Hotel Serrano é 98839-3208
     PORTANTO, REPASSO O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA,  AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS,  ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM E ACADEM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, GOVERNAMENTAIS, PÚBLICAS, PRIVADAS E MAÇÔNICAS,  JORNALISTAS E COMUNICADORES, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.    
    NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES   DESSAS PLÊIADES.  
      CONVOCANDO OS ACADÊMICOS DA ASCRIM E ACADEM PARA ESSE MAGNO EVENTO, COMUNICO, AOS QUE COMPARECEREM E SE IDENTIFICAREM COMO TAIS NA SESSÃO SOLENE SUPRAMENCIONADA, DEVEM DIGNAR-SE CUMPRIR, NO QUE FOR POSSÍVEL, O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.  
NA OPORTUNIDADE, ENFATIZAMOS NOSSO CONTÍNUO INCENTIVO DE RECONHECIMENTO E DE ELEVADA ESTIMA E DE ALTA CONSIDERAÇÃO ÀS INSTITUIÇÕES CULTURAIS E CONGÊNERES DE MOSSORÓ, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE E DO BRASIL, A EXEMPLO DA ALAM, SEMPRE PREOCUPADA EM PROMOVER ATIVIDADES NOTABILIZADAS PELA ÊNFASE CULTURAL, EM DEFESA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO DO SEU POVO, EMBASADO NAS PERSPECTIVAS DE PROGRESSO ECONÔMICO E SOCIAL DO PAÍS ! 
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO 
-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM- 
MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO 
-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM- 
P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS  INSIGNES DIGNITÁRIOS: 
P.S.-2): EVENTUALMENTE – EM RESPOSTA À TRANSMISSÃO DE CONVITE - RECEPCIONAMOS MENSAGENS QUE NOS SÃO ENVIADAS PELOS SIGNATÁRIOS DOS EMAILs DESTINATÁRIOS, AS QUAIS ENVIAMOS PARA OS PATROCINADORES DOS EVENTOS, ATRAVÉS DO NOSSO MALOTE DIGITAL OFICIAL DA ASCRIM-MADA .  
P.S.-3): ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA, OFICIALMENTE, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.   
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.  
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTI
TUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.  
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.  
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.  
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.  
ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM  E ACADEM.  
POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A) DA ASCRIM E ACADEM

De: Alam Alam <alamcsaberes5@gmail.com>
Enviado: sábado, 19 de outubro de 2024 19:59
Para: ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES ASCRIM <asescritm@hotmail.com>; ASCOM Reitoria <ascom@reitoria.ufrn.br>
Assunto: Convite ALAM
 
image.png

O contato para Reserva de hospedagem no Hotel Serrano é
98839-3208

Enviado pela ASCRIM

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

1932 – COMO FOI O ATAQUE DOS “CANGACEIROS-OPORTUNISTAS” NO SÍTIO VACA BRAVA DE BAIXO, EM ACARI, RIO GRANDE DO NORTE.

 

1932 – COMO FOI O ATAQUE DOS “CANGACEIROS OPORTUNISTAS” NO SÍTIO VACA BRAVA DE BAIXO, EM ACARI, RIO GRANDE DO NORTE

Um Caso Desconhecido de Violência Rural no Seridó Potiguar, Onde Encontramos Um Típico Caso de “Cangaço-Oportunismo” no Rio Grande do Norte.

Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros  

Em um sábado, dia 19 de julho de 2008, junto com o amigo Solon Rodrigues Almeida Neto e sua esposa Raquel Bezerra Mosca, visitamos a região do sítio Vaca Brava de Baixo, zona rural do município de Acari, no Seridó Potiguar. Um lugar que fica a cerca de 12 quilômetros a sudoeste da cidade de São Vicente e a 30 a sudeste da sede do município de Florânia. O objetivo foi pesquisar sobre um pretenso ataque de cangaceiros ocorrido no ano de 1932.

A informação que ocasionou essa viagem surgiu ao folhearmos os antigos exemplares do jornal A República, o principal do Rio Grande do Norte na primeira metade do século XX. Foi na edição de quinta-feira, 25 de agosto de 1932, que soubemos os detalhes do caso, do qual comentaremos mais adiante.

Edição do jornal A República de quinta-feira, 25 de agosto de 1932, foi que soubemos mais detalhes do caso.

Na zona rural de Acari tivemos a oportunidade de encontrar pessoas que tinham um bom conhecimento sobre aquele triste acontecimento. Conversamos com o Senhor João Bezerra dos Santos, então com 90 anos de idade e muito lúcido, bem como com o casal Tomaz Maurício Silva e Dona Josefa Maria da Silva, que na época da entrevista tinham 79 e 64 anos de idade respectivamente. Já o Senhor João dos Santos, com quatorze anos na época dos eventos comentou que nunca esqueceu o medo que os ditos “cangaceiros” viessem a atacar a casa da sua família, que não era muito distante da casa invadida.

De maneira geral o que me contaram foi o seguinte….

Vida Difícil em 1932  

Era madrugada de quinta para a sexta feira de mais uma noite quente e sem nenhuma perspectiva de chuvas no horizonte. Na propriedade Vaca Brava de Baixo o dono Antônio Theóphilo de Carvalho Pinto continuava trabalhando arduamente com a sua família para sobreviver a mais um desastre climático que castigava a sua propriedade e toda a região.

Seca no Nordeste – Fonte – http://vereadorgilsondejesus.blogspot.com.br

Ele já havia ultrapassado os 70 anos, tinha visto várias secas, algumas bem pesadas e difíceis, como as de 1877 a 1879, que presenciou quando bem jovem. Ou a de 1915, que também alterou toda a economia local. O problema era que naquela madrugada de 30 de junho para 1 de julho de 1932 a sua idade e o cansaço natural de enfrentar tantos contratempos naquele sertão cobravam o seu preço.

Mas Antônio Theóphilo tinha ao seu lado os filhos Antônio e Diavolácio, além das filhas Theresa, Maria, Ernestina, Justina e Josefa. Também contava muito com o apoio da sua mulher Umbelina Ernestina da Silveira Torres, com quem vivia unido nos sacramentos da Santa Igreja desde o século anterior e que teve o prazer de registrar oficialmente no ano de 1902 a sua união na “Lei dos Homens”, perante o Doutor Juvenal Lamartine de Faria, então juiz de Acari, tendo como testemunha seu amigo Cipriano Bezerra Galvão Santa Rosa, da Fazenda Fortaleza[1].

Para Antônio Theóphilo era uma tristeza que a tal da “Rivulução de 30” tenha mandado o Dr. Juvenal, que foi um governador tão bom para o Rio Grande do Norte pra tão longe, exilado na Europa.

Em 23 de maio de 1932 o chamado Batalhão Esportivo desfilava pelas ruas da capital paulista.

E naquele mesmo ano, além da seca que a tudo consumia, lá para os lados de São Paulo o povo daquela terra combatia as forças do governo do Dr. Getúlio Vargas. Diziam que eles queriam se separar do Brasil, mas o que se falava na região da Vaca Brava de Baixo era que até do Rio Grande do Norte foi tropa para combater os paulistas.

Realmente a vida não estava nada fácil naquele 1932 e o que Antônio Theóphilo não sabia era que naquela madrugada tudo iria ficar pior!

O Ataque dos Homens Maus

Seu João dos Santos, homem de uma memória privilegiada na época de nossa entrevista, lembrou que o grupo de bandoleiros chegou na região na “boca da noite”, ou seja, cerca de seis horas da tarde. Aí eles se “amoitaram”, ficaram escondidos para praticar o ataque quando fosse noite fechada.

Senhor João Bezerra dos Santos, então com 90 anos de idade e muito lúcido na época.

Os entrevistados também comentaram que circulou a informação que esses bandidos vieram para a região com uma lista de três casas para serem assaltadas. Foram na primeira, de um cidadão conhecido como “Chico Dondon” ainda na tarde de 30 de junho, mas perceberam que o local se encontrava com várias pessoas e desistiram por medo de alguma reação armada.

Aparentemente foi só na madrugada que a casa do Sítio Vaca Brava de Baixo foi invadida por quatro homens armados, que diziam ser “cangaceiros” e logo começaram a praticar terríveis violências. Gritavam que queriam os 60 contos de réis que o velho Antônio Theóphilo tinha apurado em um negócio recente de terras e que o homem que se apresentava como chefe do bando sabia em detalhes.[2]

Para as pessoas que entrevistei esses bandidos não eram conhecidos na região, mas me comentaram através dos relatos das vítimas e de outras pessoas que eles repetiram várias vezes serem “cangaceiros”. Mas nem os entrevistados e nem o material sobre o crime existente nas páginas de A República informaram se esses homens tinham os materiais típicos que caracterizavam os grupos de cangaceiros errantes.

Casas da região da propriedade Vaca Brava.

Independentemente dessa questão os nossos entrevistados comentaram que as violências foram extremas. Theóphilo, Dona Umbelina, as filhas, Antônio e Diavolácio sofreram bastante. Nessa ocasião dormia na casa um irmão de Dona Umbelina, de nome João Pereira, que também sofreu várias sevícias.

Gritos, empurrões, murros, estocadas com punhais e chutes eram dados em profusão. Logo o que se colocava como chefe do bando passou a ameaçar o fazendeiro Antônio Theóphilo mais fortemente com um punhal. O acossado idoso afirmava repetidamente, mesmo diante das maldades praticadas contra seus familiares, que já não tinha mais o dinheiro em casa.

Mas isso só enfurecia mais e mais o bandoleiro de punhal na mão, que não parava de espicaçar e sangrar o velho. Diante das negativas de Theóphilo, que teimosamente resistia ao interrogatório “a ponta de punhal”, a paciência do “cangaceiro” foi chegando ao fim e logo o homem sucumbiu ao martírio que sofria.

Aquela cena aterrorizou Diavolácio, que de alguma maneira se desvencilhou dos invasores e conseguiu pegar um rifle que existia na casa. Um objeto que os bandoleiros não sabiam da existência e parece que nem se deram o trabalho de procurar.

Conversando em 2008 sobre o assalto da Vaca Brava com o casal Tomaz Maurício Silva e Dona Josefa Maria da Silva, que na época da entrevista tinham 79 e 64 anos de idade

O que consta é que o jovem de arma na mão e carregado do mais puro ódio disparou contra o chefe do grupo, atingindo-o nas costelas, tendo o projétil varado seu corpo. Segundo Seu João me relatou em 2008, Diavolácio só não matou mais gente porque seu rifle de repetição, provavelmente um Winchester, “engasgou” no meio da balaceira.

Nessa hora de confusão outro atingido mortalmente foi João Pereira, o irmão de Dona Umbelina, que estava paralisado diante de toda aquela violência e acabou recebendo um tiro que lhe varou a cabeça. Consta que encontraram essa bala dentro da gaveta de uma cômoda.

Diavolácio correu então para uma parte anexa da casa, em uma espécie de depósito onde se guardava os frutos da produção agrícola e ali encontrou um facão. No meio da escuridão do ambiente gritou “– Posso até morrer, mas ainda mato outro”. Os bandidos compreenderam muito bem a ameaça daquele valente seridoense e debandaram. O ataque chegava ao fim!

Os entrevistados me narraram que após receber o balaço de Diávolácio o chefe do grupo seguiu se esvaindo em sangue e amparado por seus companheiros. Foi conduzido até um lajedo de pedras nas redondezas, onde foi ordenado que um dos bandidos ficasse guardando o cadáver enquanto os outros buscavam os animais para fugirem. Só que os bandidos começaram a demorar e o tal vigilante do morto deixou o corpo ali mesmo e tratou de desaparecer. No final das contas essa ação funcionou positivamente para ele, pois depois policiais vindos de Acari chegarem até o local, seguindo o rastro de sangue.

Os entrevistados recordaram também que após o assalto o valente Diavolácio pegou um búzio marinho e “buzou” para pedir ajuda aos vizinhos, que prontamente responderam. Essa antiga prática de alerta no sertão, hoje esquecida, acontecia porque certas espécies de búzios marinhos possuem a capacidade de produzir fortes sons, que serviam para comunicação a distância. Eles foram utilizados para esta prática em várias partes do mundo, por vários povos, através dos séculos. No sertão nordestino, de largas paragens, a utilização de búzios era uma forma de comunicação prática entre vaqueiros que tangiam gado no meio da caatinga. Vem daí o termo “buzar”, para tocar o instrumento.

Outra casa antiga da região da propriedade Vaca Brava.

Mas enfim, quem eram aqueles homens?

De onde vieram e para onde foram?

E eram mesmo cangaceiros?

E No Jornal…

Seu João recordou que no outro dia após o crime ele esteve na residência assaltada e viu os estragos. Também presenciou seus familiares irem para o enterro do dono da fazenda e do seu cunhado João Pereira.

Como disse anteriormente o Nordeste queimava com a seca e no sul do Brasil o povo de São Paulo sangrava em meio a Revolução Constitucionalista de 1932, o que gerava muitos problemas para as autoridades policiais potiguares, mas o caso da Vaca Brava de Baixo não poderia ficar sem algum tipo de resposta.

Nessa época o Chefe de Polícia do Rio Grande do Norte era João Café Filho, futuro Presidente da República e único potiguar a alcançar esse cargo. Ele então mandou a polícia proceder as investigações para capturar os assaltantes e assassinos e até designou um delegado especial para o caso. O escolhido foi o segundo tenente Agripino Antônio de Lima.

O Senhor Tomaz Maurício Silva.

E na edição do jornal A República de quinta-feira, 25 de agosto de 1932, foi que soubemos mais detalhes do caso[3]. O curioso é que as respostas partiram de uma menina de quatorze anos de idade.

Dias antes da publicação, em 11 de agosto, a jovem Iracema Muniz de Medeiros, acompanhada do seu pai Manuel Muniz de Medeiros, ambos moradores da cidade de Flores, atual Florânia, no Seridó Potiguar, entraram na Cadeia Pública da cidade para ela prestar um depoimento ao tenente Agripino. Esse militar estava acompanhado do sargento Augusto Emílio Dantas e quem atuou como escrivão foi o cidadão João Praxedes de Medeiros.

O texto existente no jornal A República informa que Iracema era filha de uma família muito humilde, analfabeta e trabalhava como empregada doméstica na casa de um dos mais ricos e influentes homens de Florânia.

Contou que cerca de dois meses antes viu a filha do seu patrão, uma mulher casada e com 33 anos, confeccionando uma “máscara de pano preto”. Curiosa com aquilo, a jovem empregada perguntou para que servia aquele negócio e a resposta foi – “amedrontar meninos”. Iracema não ficou nem um pouco satisfeita com o que ouviu.

Fita cassete da gravação da entrevista realizada em 2008.

No mesmo dia, segundo seu depoimento, chegou na casa do seu rico patrão um indivíduo bem conhecido na comunidade, tido como “uma pessoa de bem”, que junto ao genro e a filha do seu chefe se trancaram em um quarto da casa. Para a realidade comportamental e da moral vigente naquela época, aquela atitude era muito estranha e só atiçou a curiosidade da garota.

Ela contou no depoimento que foi observar, “brechar” como se diz no dito popular, o que acontecia no quarto por uma janela. Viu a filha do seu patrão experimentando a tal máscara preta em seu marido, sob o olhar do dito “cidadão de bem”. Não demorou e um filho do seu patrão, rapaz jovem e bem disposto, também se juntou a reunião que acontecia no quarto. Iracema então viu os homens buscando em baixo da cama alguns rifles e abrindo bornais de couro de onde extraíram farta munição.

O autor e seu João Santos.

A curiosa menina também relatou ao tenente Agripino que depois do encontro no quarto, já a noite, dois outros indivíduos chegaram em possantes cavalos à casa onde trabalhava. Não demorou para que o genro e o filho do seu chefe pegarem seus animais e partirem com os recém-chegados para local ignorado. O “cidadão de bem” que participou da reunião no quarto e trouxe a munição, presenciou a saída e ficou em Florânia.

No outro dia a menina viu o genro repartir com o dito “cidadão de bem” várias moedas de prata e dinheiro em cédulas. Logo ficou sabendo de um assalto praticado por supostos cangaceiros na propriedade denominada “Pau Lagoa”, que atualmente faz parte do território do município potiguar de Cruzeta.

Iracema narrou então que na tarde do dia 29 de junho viu o “cidadão de bem” trazer um bisaco com bastante carne, farinha e rapadura e que por volta das quatro da tarde desse dia os mesmos quatro homens que anteriormente partiram de Florânia a cavalo, saíram novamente da cidade. Afirmaram que se dirigiam para um lugar chamado “Bentos”, do qual não consegui nenhuma informação sobre a sua localização.

A menina afirmou que ainda na manhã do dia 1° de julho toda a Florânia soube da orgia de violência e sangue na propriedade Vaca Brava de Baixo, mas ela nada comentou sobre o retorno e o destino das pessoas ligadas ao seu patrão. Ainda delegacia Iracema reconheceu a máscara e afirmou que algumas pessoas reconheceram que entre os materiais roubados do sítio Pau Lagoa estavam as mantas utilizadas para transportar o corpo do chefe do bando para Florânia.  

Com o casal Tomaz Maurício Silva e Dona Josefa Maria da Silva, sendo fotografado pelo amigo Solón Rodrigues Almeida Neto no dia 19 de julho de 2008.

Depois do crime circulou na região a informação, comentada por todos que entrevistei, que um irmão do bandido morto buscou demovê-lo de praticar outros atos criminosos, mas sem sucesso. Esse irmão era conhecido como “Lopinho” e morava em Florânia.

Para os entrevistados em 2008 e no depoimento de Iracema publicado em 25 de agosto de 1932, não existe nenhuma referência que o rico sogro do falecido chefe do bando soubesse da atitude transloucada do seu genro, ou da participação dos seus filhos e de outras pessoas de Florânia naquela doidice.

Para o Senhor João dos Santos e o casal Tomaz e Josefa, esse caso repercutiu muito na região e durante vários anos se falou sobre isso.

Para finalizar fui informado que o valente Diavolácio não foi preso pela morte do bandido. Ele continuou a viver na Vaca Brava de Baixo, casou com uma prima, mas um dia foi embora para o sul e os meus entrevistados nunca mais tiveram notícias dele. Já Dona Umbelina parece não ter mais desejado viver na casa onde mataram seu marido e terminou seus dias morando com uma filha em Cruzeta. Imaginei que a jovem Iracema Muniz de Medeiros tivesse sofrido alguma represália daquela família de marginais, mas ela estava viva em 1946.

Nas pesquisas que realizei nas velhas páginas do jornal A República, estranhamente não encontrei mais nenhuma nota, nenhuma notícia e aparentemente nada mais saiu sobre esse caso. Não sei sequer se alguém foi preso, processado ou condenado!

“Cangaço Oportunismo”’

Certamente que nas priscas eras outros casos como o da propriedade Vaca Brava de Baixo aconteceram pelo sertão afora. Mas confesso que não sei aonde, quando e como ocorreram. Mas não deixa de ser interessante o conhecimento desses casos, até mesmo para compreender como esse tipo de situação, que possui suas especificidades, continua a acontecer e a crescer.

Talvez no passado a proporção desses casos fosse muito menor, ou muito se abafava para evitar escândalos. Mas também é verdade que sempre escutei nas minhas andanças pelos sertões afirmações como “– Muita gente se aproveitou do cangaço para praticar atos de violência, assaltos, roubos e até assassinatos”. Mas o fato é que eu nunca tinha me debruçado com um caso tão específico e ainda mais no meu Rio Grande do Norte e no querido Seridó das minhas raízes.

Ao comentar esse caso com uma pessoa ligada a justiça em Natal, ouvi que provavelmente quem praticou esses crimes eram “pessoas sem maiores perspectivas, normalmente desqualificadas, muito pobres e sem preparo”. Para mim ou essa pessoa ou não ouviu meu relato, saiu comentando na base do chute mesmo e só faltou dizer que os meliantes eram “negros”.

Como podemos ler anteriormente os homens que praticaram o crime na propriedade Vaca Brava de Baixo eram membros da “fina flor” da sociedade do seu lugar e tidos como “Gente de bem”. Eram cidadãos aparentemente exemplares, mas que não tiveram nenhum problema de matar um velho fazendeiro por dinheiro e aterrorizar sua família. Se não fosse um rapaz valente e a existência de uma arma de fogo, a situação teria sido muito pior.

Já para quem tem um mínimo de conhecimento sobre a História do Cangaço no Nordeste, os homens que praticaram o crime na Fazenda Vaca Brava de Baixo certamente não eram cangaceiros, ou pertenciam a algum grupo errante de bandoleiros que estava circulando pela região do Seridó Potiguar em 1932. Talvez algum deles tivesse tido alguma experiência nessa área, mas é algo que creio ser muito difícil. Para mim eram apenas um grupelho mal organizado de “cangaceiros-oportunistas, cujo chefe teve o que mereceu!

Sabemos através de estudos realizados que o fenômeno do cangaço possuía características peculiares e próprias sobre como os seus muitos membros agiam. Podemos compreender melhor essa questão na página 89 do interessante livro Guerreiros do Sol, de Frederico Pernambucano de Mello (Ed. A Girafa, São Paulo – SP, 2013), onde esse autor comentou sobre as formas básicas dos que praticaram o cangaceirismo no Nordeste do Brasil –

“São em número de três essas formas básicas: o cangaço-meio de vida; o cangaço de vingança e o cangaço-refúgio. A primeira forma caracteriza-se por um sentido nitidamente existencial na atuação dos que lhe deram vida. Foi a modalidade profissional do cangaço, que teve em Lampião e Antônio Silvino os seus representantes máximos. O segundo tipo encontra no finalismo da ação guerreira de seu representante, voltada toda ela para o objetivo da vingança, o traço definidor mais forte. Foi o cangaço nobre, das gestas fascinantes de um Sinhô Pereira, um Jesuíno Brilhante ou um Luís Padre. Na terceira forma, o cangaço figura como última instância de salvação para homens perseguidos. Representava nada mais que um refúgio, um esconderijo, espécie de asilo nômade das caatingas.”

Talvez fosse interessante o ilustre pesquisador e escritor Frederico Pernambucano de Mello incluir entre as ideias de formas básicas desse movimento a do “cangaceiro-oportunista”. Gente que aproveitava para agir prioritariamente durante o recrudescimento das secas, que geravam uma total desorganização socioeconômica do sertão e, nesse caso específico, talvez aproveitando a agitação social de fundo político, como o da Revolução Constitucionalista de 1932.

Através da sugestão de dois bons amigos que vivem no Seridó Potiguar, a quem confidenciei esse caso, resolvi aqui não apresentar os nomes das pessoas envolvidas como perpetradores desse crime. Poderia gerar uma tremenda chatice com a família daqueles bandidos, ainda cheia de “brilho e cobre” em Florânia. Mas o caso está todo aí, conforme foi publicado no jornal em 25 de agosto de 1932 e como me foi dito lá na Vaca Brava em 19 de julho de 2008 pelo Senhor João Bezerra dos Santos e o casal Tomaz Maurício Silva e Dona Josefa Maria da Silva, os quais nunca mais reencontrei e nem tive notícia alguma.

Só espero que aonde eles estiverem, estejam bem e em paz!

“Nenhum conteúdo desse site, independente da página, pode ser usado, alterado ou compartilhado (além das permitidas por meio de botões sociais e pop-ups específicos) sem a  permissão do autor, estando sujeito à Lei de Direitos Autorais n. 9.610, de 19 de fevereiro de 1998”.

NOTAS


[1] Os registros sobre Antônio Theóphilo de Carvalho Pinto e seus familiares se encontram disponíveis em https://www.familysearch.org/tree/person/sources/GFQ7-1HP

[2] Aquele valor era uma verdadeira fortuna, mais ainda em uma região assolada por uma forte estiagem. Para se ter ideia do que esse volume financeiro representava naquele tempo temos na página 2 do jornal natalense A República, edição de sábado, 9 de julho de 1932, a publicação do “Balancete das despesas e recitas referente aos meses de janeiro a abril de 1932” e consta que nesse período as despesas com a Imprensa Oficial no Rio Grande do Norte, ou seja a circulação, pagamento de pessoal e manutenção do jornal A República, foi de 66.359$780, ou seja sessenta e seis contos, trezentos e cinquenta e nove mil e setecentos e oitenta réis.

[3] Quem folheia as páginas desse jornal, existente na Hemeroteca do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, ou no Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Norte, vai perceber o detalhismo existente nesse depoimento e o extenso espaço dado pelo jornal.

https://tokdehistoria.com.br/category/cangaco/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com