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terça-feira, 1 de abril de 2025

FUTEBOL SANTANENSE

 Clerisvaldo B. Chagas, 31 de março de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 3.217

A trajetória do futebol santanense, talvez apareça em escritos esporádicos como uma crônica, um artigo, um comentário, porém estar faltando um abnegado, sobrevivente da catástrofe futebolística da cidade para contá-la em livro. O tempo de Ipanema, era um mundo à parte. O tempo de Ipanema e Ipiranga é outro discorrer de riquezas detalhista. A proliferação de outras agremiações ao mesmo tempo com grande potencial, como o São Pedro, o Independente e mais uns três, representam um complemento indispensável à história consistente do esporte em Santana do Ipanema. Épocas em que muitos dos atletas da cidade se tornaram monstros sagrados na região como a série de goleiros do Ipanema: Josa, Zuza, Tina, Torquato, Petrúcio (Lata d’água).

Outros monstros adorados pelo povo: Joãozinho, Lau, Luís de Praça. Ainda podem ser entrevistados, três que restaram: Severiano (hoje Paraná) mecânico, Torquato, aposentado, ambos vivendo no Bairro Camoxinga. Mais Josa. Será que não vai aparecer ninguém, absolutamente, ninguém que viveu dentro desse mundo da bola que registre em livro esses momentos gloriosos do nosso passado? Estamos perdendo definitivamente pedaços da história por falta de registros completos em livros específicos sobre o Padre Bulhões, O DENER e DNOCS e o futebol. Já resgatei OS CANOEIROS DO IPANEMA, A IGREJINHA DAS TOCAIAS, SANTANA, REINO DO COURO E DA SOLA, mas essas acima não são comigo. Será mesmo que ninguém vai se habilitar? Quanto mais o tempo passa mas, desaparece gente, protagonistas da época.

Santana do Ipanema entristeceu muito, com o desaparecimento gradual de todos seus grandes times. E não dar para entender, uma cidade polo do Sertão alagoano sem futebol. A cara dos esportistas é de um sentido velório. Todo mundo sabe do poder infinito de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a única força deste mundo e dos mundos capaz de fazer o futebol voltar à Santana do Ipanema e, com a mesma pujança de antigamente. E assim vamos vivendo de lembranças que no final traz amarguras e revoltas dos que contribuíram para a extinção do melhor lazer que havia.

FOTO RARA DO IPANEMA, 1959 (O BOI, A BOTA E A BATINA, HISTÓRIA COMPLETA DE SANTANA DO IPANEMA).

DE PÉ: TIDE, TINA, LULA, LULA PASSARINHO, LAU E GERALDO BELO.

AGACHADOS: SANTOS, GORDINHO, CELEDINO, RENATO E JOÃOZINHO V8.


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24 DE MARÇO FAZ LEMBRAR O NASCIMENTO DE PADRE CÍCERO

 Por Valdir José Nogueira

24 de março é uma importante data pois faz lembrar o nascimento do Pe. Cícero . Polêmicas e gosto pessoal a parte pra mim o padre Cícero sempre será modelo de fé e liderança e imagem de alguém a frente do seu tempo que procurou de modo profético e sábio alertar as pessoas para que preservassem a Caatinga. Viva meu Padim!!!

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DO ESCONDERIJO DE LAMPIÃO NA SERRA DO CATOLÉ

Por Valdir José Nogueira

“Deslumbrante e maravilhoso o panorama descortinado de lá de cima. De um lado, a serra da Pedra do Reino, com dois gigantescos monólitos no cimo, esguios e irmãos, coroados de malacacheta faiscante aos raios do sol. Envoltos, esses grandiosos blocos, nos mistérios da lenda sebastianista do desencanto, ao bárbaro custo de sangue e vidas, de um rei outrora desaparecido...

Ou envolvidos das névoas que, descendo, se esgarçavam, se estendendo e se espalhando, pelas imensuráveis ondulações mansas dos vales e vargedos, até o desalcance da vista... Tudo agora verde com o inverno copioso, espelhando também em filetes de riachos e córregos e em conchas de lagoas, o prateado de suas águas abendiçoadas. O sertão virando mar...”
(Frederico Bezerra Maciel em Lampião, Seu tempo e Seu Reinado (pag. 148)
Foto: Visão panorâmica da Pedra do Reino Encantado a partir do mirante da gruta da Casa de Pedra de Lampião, na Serra do Catolé, São José do Belmonte PE. Foto tirada no mês de julho de 2018.

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EM 23 DE MARÇO DE 1924, LAMPIÃO FOI GRAVEMENTE FERIDO NO PÉ...

 Por Valdir José Nogueira de Moura

HÁ 101 ANOS. 23 DE MARÇO DE 1924, APÓS SER FERIDO GRAVEMENTE NO PÉ, O REI DO CANGAÇO BUSCOU REFÚGIO NA “CASA DE PEDRA” DA LENDÁRIA SERRA DO CATOLÉ, EM SÃO JOSÉ DO BELMONTE (PE).

Frondosa e ainda existente, a árvore do tipo “pau-ferro”, localizada bem às margens da lendária Lagoa do Vieira, a pouca distância da Pedra do Reino, testemunhou o combate travado no dia 23 de março de 1924, com uma volante comandada pelo major da polícia de Pernambuco Theophanes Ferraz, onde o cangaceiro Lampião foi seriamente atingido no pé e morta sua montaria, tombando o animal sobre sua perna. Tendo se livrado do peso do animal morto e mesmo ferido, o cangaceiro consegue reagir à altura da situação. Na gruta conhecida como Casa de Pedra, na Serra do Catolé município de São José do Belmonte, Lampião se refugiou e iniciou sua recuperação.

Interessante apontar que da Casa de Pedra onde se refugiou Lampião, tem-se uma magnífica visão do vale onde fica a famosa área histórica conhecida como Pedra do Reino, retratada no romance de Ariano Suassuna – O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta. A Lagoa do Vieira também é citada nesse famoso romance através de uma explicação dada pelo personagem Luís do Triângulo:

“Naquele momento, chegávamos a uma Lagoa rasa, situada à direita da estrada, Luís do Triângulo explicou:

- Essa é a Lagoa do Vieira! Os Vieiras eram parentes do Rei João Ferreira e estiveram, também, metidos na “Guerra do Reino”! Diziam 8eles que esta Lagoa era encantada e que, aqui, Dom Sebastião tinha uma mina de ouro para os pobres!”.

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PRÉ-VENDA

Por Fabiana Agra

 ATENÇÃO!

Entre em contato com a autora pelo WhatsApp 83 98142-8365, porque esta está sendo a última semana de promoção de pré-venda do livro MOSSORÓ: OS 37 DIAS QUE ABALARAM LAMPIÃO.
Somente até o próximo domingo você poderá adquirir a obra pelo preço promocional de R$ 80 + frete grátis.
Uma amostra do que você irá encontrar no livro:
SUMÁRIO
Prefácio
Apresentação
Prólogo
Tomo I
PARA CONHECER MOSSORÓ ATÉ A DÉCADA DE 1920
Parte 1
O “NORTE SECO” DOS BEATOS, CORONÉIS E CANGACEIROS
Os vastos sertões das capitanias do Norte – O Norte Seco e a Grande Seca – Dos Beatos e das beatas – Dos Coronéis & Cangaceiros.
Parte 2
MOSSORÓ: TERRA DE SECAS E DE SAL
Quando Mossoró era do Siará Grande – Ave, Mossoró! – 1877-79: a seca dos mil dias em Mossoró – A estrada de ferro que chegou tarde à Meca da Liberdade – A presença do cangaço na região oesteana e na ribeira do Apody-Mossoró – Os potentados da fronteira oeste potiguar
Tomo II
OS 37 DIAS QUE ABALARAM LAMPIÃO
Parte 1
LAMPIÃO ANTES DE MOSSORÓ
Virgulino Ferreira – Lampião – Capitão Virgulino Lampião.
Parte 2
O ATAQUE DE MASSILON A APODY
Tropelias lampiônicas em três estados – Massilon entra em cena – O ataque de Massilon a Apody – Lampião comanda o terror na extrema paraibana – O encontro de Lampião com Massilon – Mossoró dormia – mas Rodolpho, não...
Parte 3
O ATAQUE DE LAMPIÃO À CIDADE DAS QUATRO TORRES
O início da marcha rumo a Mossoró – Invasão ao povoado de Boa Esperança – A chacina no sítio Caboré e o sequestro do coronel Gurgel –13 de junho de 1927 – Bandidos versus resistentes – A fuga do bando de Lampião
Parte 4
CORRENDO DE LIMOEIRO, ATÉ CHEGAR AO SERTÃO DO PAJEÚ
O desfile lampiônico na cidade vazia – O fogo da Roda – O combate da Macambira e a descida para o Cariri – A traição de Isaías Arruda
Parte 5
LAMPIÃO DEPOIS DE MOSSORÓ
Lampião na gangorra do destino – O fogo da Piçarra e o desaparecimento do Carcará de Lampião – Velho Chico: o Rubicão de Virgulino
Tomo III
POR QUE MOSSORÓ?
E outras anotações
Parte 1
RECORTES DE JORNAIS E CARTA
Cem horas de terror em solo potiguar – Primeiras notícias sobre o ataque a Mossoró – Notícias sobre a Resistência, com “erre” maiúsculo – Lampião e Rodolpho: informes sobre os dois generais – Notícias sobre Jararaca – Carta de Paulo Fernandes a Nertan Macedo
Parte 2
QUATRO POBRES-DIABOS E UM QUASE-SANTO
Colchete, Dois de Ouro, Mormaço e Bronzeado – “Matou a cobra, mas não mostrou o pau”, ou o quase-santo Jararaca.
Parte 3
HONÓRIO DE MEDEIROS: O “PLANO DENTRO DO PLANO”
Hipóteses levantadas por Honório de Medeiros sobre o real motivo do ataque a Mossoró – Apontamentos de Marcos Pinto sobre o ataque a Mossoró – Alguns dados inéditos na obra de Calixto Junior – Novamente Honório e Marcos: ligações e conluios para o ataque a Mossoró – Crítica de Cid Augusto Rosado à hipótese de que o ataque a Mossoró resultou de um plano político
Parte 4
SÉRGIO DANTAS: POR MUITOS CONTOS DE RÉIS
O caminho percorrido pelo bando até chegar a Mossoró – A atuação das forças públicas no combate ao bando de Lampião no Rio Grande do Norte – Não foi por poder, foi por dinheiro
Parte 5
(IN)CONCLUSÕES
Respostas (ou mais dúvidas) às 22 questões propostas por Honório de Medeiros sobre a hipótese da motivação política para o ataque a Mossoró – Dinheiro ou Política?
Epílogo
Referências

https://www.facebook.com/groups/179428208932798

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TVE DOCUMENTA - LAMPIÃO - OS ÚLTIMOS DIAS DO REI DO CANGAÇO (PARTE 1)

 Por Educativa TV (TV Educativa)

https://www.youtube.com/watch?v=FhV8O5VDqts

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CANGAÇO - A TRAGÉDIA DO SITIO TARÁ #LAMPIÃO

 Por Nas Pegadas da História

https://www.youtube.com/watch?v=wCd2UryKP8Y

Contribua com qualquer valor a partir de 1 Real com o Canal: chave PIX jflavioneres@gmail.com

⬇️⬇️LIVROS SOBRE O CANGAÇO, CLICK NO LINK ABAIXO: https://bit.ly/49uEqv5 CANAIS PARCEIROS: UMA HISTÓRIA PARA A MEMÓRIA https://url.gratis/EKbuum

ROSINHA VIDA MINHA:   / @rosinha-vidaminha7399   Pr. FLÁVIO NERES :   / @pastorflavioneres7450   Cangaço - A tragédia do Sitio Tará #lampião

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A VERDADE SOBRE O OURO ESCONDIDO DO SERTÃO - LAMPIÃO FICOU RICO?

 Por A História do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=xDVpDRBiW6s

Diziam que, sob o altar de uma antiga igreja no sertão, dormia um baú cheio de ouro, enterrado por um coronel fugido da guerra. Desde menino, Lampião ouvia essa história — e carregava o desejo de descobrir a verdade. Anos depois, já como o Rei do Cangaço, ele decide invadir a cidade, enfrentar as volantes e escavar o chão da casa de Deus. Mas o que ele encontrou dentro daquele baú mudou sua vida para sempre…

Uma história real com lições profundas sobre fé, ganância e redenção.
Se inscreva no canal para mais histórias impactantes como essa!

Deixe seu like e comente: você teria coragem de cavar um altar por um tesouro?

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segunda-feira, 31 de março de 2025

O PRIMEIRO AMOR DE LAMPIÃO: NÃO FOI MARIA BONITA - HISTÓRIA CANGACEIRO.

Por A História do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=6o6qLm6ee6c

 Antes de se tornar o rei do cangaço, Virgulino Ferreira foi apenas um jovem vaqueiro…

E como todo jovem, ele também amou.

Essa é a história do seu primeiro e único amor — um romance proibido, vivido em silêncio, entre cercas de arame e olhos vigiando.

Quando o pai da moça descobriu, tudo desabou. E ali, entre a dor e a despedida, nascia o homem que o mundo aprenderia a temer: Lampião.

Prepare-se para uma narrativa emocionante, baseada em fatos reais e contada no estilo que o nosso canal sabe fazer: com alma, com verdade e com o coração batendo forte.

Comente de onde você está assistindo!

👉 Inscreva-se no canal pra não perder nenhuma história do sertão!

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MARIA BONITA

Por Angélica Cardoso

Maria Bonita nasceu em 17 de janeiro de 1910, em Malhada da Caiçara, no atual município de Paulo Afonso, na Bahia. Filha de José Gomes de Oliveira e Maria Joaquina Conceição de Oliveira, sua trajetória ficou marcada pelo relacionamento com Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião. Em 1930, ela se tornou sua companheira e fez história ao ser a primeira mulher a integrar um grupo de cangaceiros. Sua presença no cangaço quebrou padrões da época, e ela se destacou por sua coragem e personalidade forte.

Sua vida no cangaço foi intensa, mas breve. Em 28 de julho de 1938, Maria Bonita e Lampião foram mortos em uma emboscada policial, tendo seus corpos decapitados e expostos ao público em Maceió. Mesmo após sua morte, Maria Bonita se tornou um símbolo de resistência feminina e independência, inspirando gerações. Seu legado permanece vivo na cultura popular brasileira, sendo retratado em músicas, livros e filmes.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=9392796160809169&set=a.639530142802525

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MARIA BONITA

 Por Rubens Antonio

Tirando uma foto com Maria Bonita... Luiz Ruben F. A. Bonfim e esposa posaram ao lado da imagem que eu colorizara.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=29272035885743327&set=a.25361146876832267

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O DIA QUE LAMPIÃO PERDEU UM OLHO E ENTERROU O IRMÃO: MUDOU O CANGAÇO.

Por A História do Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=jslNiY0JVrI

Você já ouviu falar do dia mais marcante na vida de Lampião? Neste vídeo, vamos contar em detalhes a história real e emocionante do combate da Baixa do Tenório, onde o Rei do Cangaço perdeu seu irmão Levino e a visão do olho direito. Uma narrativa intensa, cheia de dor, coragem e transformação — o momento em que Lampião deixou de ser apenas um líder… e se tornou lenda.

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PELA PRIMEIRA VEZ EM AL, MULHER ALCANÇA POSTO DE CORONEL NO CORPO DE BOMBEIROS: “QUANDO UMA MULHER VENCE, TODAS VENCEM COM ELA”

Por Raíssa França

Pela primeira vez na história do Estado de Alagoas, uma mulher foi promovida ao mais alto posto do Corpo de Bombeiros Militar. Camila Paiva agora é coronel e compartilhou a novidade nas redes sociais.

Em um vídeo, Camila compartilhou a sua trajetória. Antes de ser promovida, Camila foi alvo de deputados estaduais dentro da Assembleia Legislativa de Alagoas.

Na época, eles criticaram a aprovação de um projeto de lei, chamaram de Lei ‘Coronel Camila’, acusaram a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Camila Paiva, de fazer discórdia dentro da Casa, disseram que ela não tinha caráter e dignidade, além de questionarem “o que ela fez de tão importante para ser oficial?”.

E ela contou…

Ela iniciou compartilhando suas memórias de 2002, quando as portas se abriram para que mulheres pudessem ingressar no curso de oficiais do Corpo de Bombeiros. “Naquela época, com apenas 18 anos, fiz o concurso e, com muita determinação, conquistei o primeiro lugar na classificação”, relatou.

“Além disso, completei o curso como a primeira colocada da turma, o que me encheu de orgulho. Posteriormente, fui promovida, tornando-me a primeira oficial mulher da corporação”, afirmou com satisfação.

Camila Paiva também ressalta que conquistou o título de primeira mulher mergulhadora do estado. Além disso, ela é amplamente reconhecida por sua liderança no movimento “Somos Todas Marias”, que se dedicou ao combate à violência de gênero e ao assédio sexual dentro das corporações.

“Tenho dedicado meu trabalho à defesa dos direitos das mulheres, e atualmente ocupo o cargo de chefe das políticas de segurança para mulheres na Secretaria de Segurança Pública de Alagoas”, acrescentou.

A coronel enfatizou que sempre recebeu o reconhecimento por seu trabalho com gratidão. “Quando uma mulher vence, todas as outras vencem com ela”.

Paiva também ressaltou que não é por acaso que, em quase 200 anos de existência da Polícia Militar e quase 80 anos do Corpo de Bombeiros, nunca uma mulher havia sido promovida a esse posto. “Essa situação causa indignação, demonstrando a resistência e o desconforto presentes no sistema”, disse ela.

Conheça a história de Camila aqui:

 Conheça a história de Camila aqui:

Foto de Raíssa França

Raíssa França

Cofundadora do Eufêmea, Jornalista formada pela UNIT Alagoas e pós-graduanda em Direitos Humanos, Gênero e Sexualidade. Em 2023, venceu o Troféu Mulher Imprensa na categoria Nordeste e o prêmio Sebrae Mulher de Negócios em Alagoas.
https://www.eufemea.com/2023/07/pela-primeira-vez-em-al-mulher-alcanca-posto-de-coronel-no-corpo-de-bombeiros/
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O PRIMEIRO SHOPPING CENTER DO BRASIL

 Por Fernando Machado

Delmiro Gouveia se atualizando com as notícias (Foto: Divulgação)

Há 115 anos, (7 de setembro de 1899) o empreendedor cearense Delmiro Gouveia inaugurava o Mercado Coelho Cintra, que a partir de 1924, foi reformado e virou o quartel da Policia Militar de Pernambuco. Uma informação empresarial: Para muitos foi a versão pioneira de um shopping center no Brasil. Delmiro Augusto da Cruz Gouveia nasceu em 5 de Junho de 1863 em Ipu, no Ceará. Depois de perder os pais, em 1877, veio tentar a vida no Recife. Foi tipógrafo, mascate e despachante de barcaças no Cais de Ramos. Depois descobriu sua vocação de empresário e ingressou no negócio de peles de bode, carneiro e cabra, criando, em 1896, a Delmiro & Cia.

Apesar de jovem empresário os jornais o batizaram de o Rei das Peles, tornando-se o único exportador de couros do Nordeste para os Estados Unidos. Vivia numa vida de fausto: sua residência, a Vila Anunciada (em homenagem à primeira esposa). Lá o grand monde recifense participava das grandes festas e saraus. Delmiro ditou moda com os colarinhos à Delmiro Gouveia, adorava se vestir de roupas brancas e usar perfumes importados. A fama de negociante próspero logo foi acompanhada pela de galanteador pois enviava rosas e bilhetinhos apaixonados às amantes.

Conselheiro Rosa e Silva e o governador Sigismundo Gonçalves (Foto: Arquivo)

Tinha pouca instrução, mesmo assim foi presidente da Associação Comercial de Pernambuco. Delmiro depois de conhecer a Exposição Universal de Chicago, em 1893, voltou com a cabeça cheia de ideias. Trouxe da Terra de Tio Sam a inspiração da criação do Derby, um mercado com 129 metros de comprimento por 28 de largura, 18 portões, 112 janelas e venezianas, e um restaurante. Funcionavam no Derby 264 lojinhas, todos com balcões de mármore, onde se vendiam de tudo. 

Delmiro Gouveia e sua esposa Anunciada (Foto: Arquivo)

O prefeito do Recife, José Coelho Cintra (1843-1939), outro homem de visão, estava no seu último ano, apostou tudo no empreendimento de Delmiro Gouveia dando isenção de impostos e de outros favores. Por conta disso o local foi batizado com seu nome. No dia 2 de Janeiro de 1900, soldados da Brigada de Pernambuco incendiaram o Mercado Coelho Cintra. Dizem que o autor do crime foi o senador Francisco Rosa e Silva (1857-1929), e então vice-presidente da República, amigo e aliado do governador Segismundo Gonçalves (1845-1915). Delmiro, foi preso, acusado de ter ordenado o fogaréu para receber o seguro. 

Prefeito Coelho Cintra (Foto: Arquivo)

Conseguiu ser inocentado, mas uma crise conjugal, o levou até a Europa, onde ficou um ano longe dos negócios, que estavam em declínio. Quando retornou ao Brasil, estava falido. Para se vingar resolveu raptar a menor Carmela Eulália do Amaral Gusmão, por quem se apaixonara. A Lolita era filha do governador de Pernambuco, Segismundo Gonçalves (1845-1915). Fugiu para Alagoas e montou uma hidrelétrica, na região de Paulo Afonso, para fornecer energia ao Recife, todavia o governador Dantas Barreto (1850-1931) negou a concessão e a obra ficou restrita às suas terras. Ele conseguiu modificar a paisagem do sertão alagoano. A vila de 10 casas pulou para 250 habitações. Seus cinco automóveis os primeiros a rodarem pela região deram um susto aos camponeses.

Delmiro Gouveia sempre vestindo branco (Foto: Arquivo)

Delmiro Gouveia era um verdadeiro ditador, ou melhor imperador. Apesar de temido era sedutor. Era um homem muito elegante e bonito. No sertão Delmiro criou uma usina hidrelétrica Angiquinho, encravada na região do Rio São Francisco. No sertão, manejava com habilidade o chicote e sabia fazer-se respeitar. 

https://www.folhasertaneja.com.br/noticias/memoriaviva/427020

Por conta deste requisito era chamado de coronel Delmiro Gouveia, ou coronel dos coronéis. Com a energia, impulsionou a Companhia Agro-Fabril Mercantil, conhecida como Fábrica da Pedra — a primeira a produzir linhas de coser no país. No dia 17 de Outubro de 1917 foi assassinado com três tiros por ordem dos coronéis da região.

Mercado Coelho Cintra no Derby (Foto: Arquivo

https://www.fernandomachado.blog.br/o-primeiro-shopping-center-do-brasil/

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domingo, 30 de março de 2025

BORNAL DA POESIA

 Por José Di Rosa Maria


https://www.facebook.com/jose.ribamar.3939

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POR QUE REPETIR NOMES DE CANGACEIROS EM FACÍNORAS PRINCIPIANTES?

 Por José Mendes Pereira


Ao estudar a "Literatura Lampiônica" a maior parte de estudantes principiantes no que diz respeito ao tema, fica com dúvidas quando encontra em determinada data, o cangaceiro tal já assassinado, e mais adianta, em outro texto encontra o cangaceiro em plena atividade de crime. 

A razão disto é porque quando um cangaceiro valente era assassinado pelas volantes, para confundir a polícia, o capitão Lampião repassava o apelido daquele cangaceiro, ou para principiantes ou para algum que já fazia parte da sua "Empresa de Cangaceiros Lampiônica & Cia". É o caso dos cangaceiros como: 

Jararaca que foi morto em Mossoró, mas antes dele já existia o Jararaca I, e com a morte deste foi colocado o apelido no cangaceiro José Leite de Santana. José Leite de Santana desapareceu do mundo e do grupo de Lampião, batizou um outro com o apelido de Jararaca. 

Cangaceiro com o nome de Candeeiro existiram dois, muito embora tenha tido mais outro que eu não tomei conhecimento.

Segundo o pesquisador Manoel Belarmino existiram mais cangaceiros com o apelido de Azulão:

Palavras do Manoel Belarmino: 

"Um deles era o Luiz de Maurício como era conhecido antes de entrar no Cangaço, Luiz José da Silva, natural de Poço Redondo, nascido e criado no quilombo Serra da Guia, foi o Azulão do Bando de Lampião. Como no Cangaço de Lampião existiu mais de um cangaceiro com o nome de Azulão, o Azulão da Guia foi o terceiro do bando de Lampião.

Segundo alguns pesquisadores Azulão da Guia entrou no cangaço em 1934, e atuou no grupo de Zé Sereno. Estava naquela madrugada do dia 28 de julho de 1038, e escapou com vida.

Depois da chacina de Angico, Azulão da Guia entregou-se à polícia na cidade de Jeremoabo no mês de outubro de 1938, sendo condenado a 30 anos de prisão. Cumpriu 19 anos a pena e foi indultado em 06 de novembro de 1957. Azulão da Guia saiu da cadeia aos 68 anos de idade". 


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BARBARIDADES AOS TROPEIROS.

  Por José Mendes Pereira

Alcino Alves Costa conta em seu livro “Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico”, que noutros tempos, o pequeno povoado Bahia, no Estado de Sergipe, foi um dos que mais abrigou sertanejos. Estes fugiam das perseguições policiais, que não davam espaço para os camponeses, por fazerem constantes ataques aos cangaceiros nas regiões nordestinas, principalmente em Sergipe, Alagoas e Pernambuco. 

Tenente Zé Rufino.

Como o tenente Zé Rufino era comandante de uma volante do governo, sendo ele poderoso na lei e na sua vontade própria, usava e abusava do cargo que lhe fora confiado, uma vez que era apenas subordinado a um dos seus amigos, João Maria de Carvalho, sendo este chefe geral das forças policiais do governo, e se o seu superior não o castigava pelos os seus erros, claro que ele continuava maltratando as pessoas pobres.                                        

Era do conhecimento de todos que o comandante Zé Rufino e seus subordinados, não se cheiravam bem com a matutada, pois existia um boato que os sertanejos espionavam os seus passos, quando muitas vezes matavam pessoas inocentes por puro prazer. E quando assassinavam bandidos, principalmente cangaceiros, sem nenhum constrangimento, decepavam as suas cabeças, só para serem considerados valentes e receberem simbolicamente troféus.   

Temendo que os bandos fossem aumentando a quantidade de cangaceiros, Zé Rufino apoderou-se de um ódio contra a três rapazes que haviam chegado para residirem em Poço Redondo. Um deles era o jovem João, filho de um senhor chamado Terto. Ainda o Zé de Emídio, filho do nomeado Emídio, e um irmão do cangaceiro Diferente, alcunhado por Zé Grosso.  

Como em todos os lugares existe fofocas, não era de admirar que lá em Poço Redondo também surgissem mentiras ou verdades.  E quem inventou essa, ninguém sabia. Mas o mais árduo foi que a conversa tão mentirosa saiu alastrando todos os lugares, que os três rapazes estavam se preparando para se incorporarem ao bando de Zé Sereno. Como a mentira anda mais rápida do que a verdade, o tenente Zé Rufino ao tomar conhecimento, deu plenos poderes ao cabo Artur para arquitetar uma maneira muito inteligente e assassinar os três jovens, não dando chance a eles se aliarem aos cangaceiros, pois os eliminando antes de se firmarem no cangaço, não aumentaria mais bandidos.

Assim que Zé Rufino deu poderes ao cabo Artur para chaciná-los, de imediato deu-se pronto. Mas depois, duvidoso, pôs-se a si interrogar: Por que matar João de Terto, um jovem que quando chegava a Serra Negra não saía de sua casa, passando todos os momentos possíveis debaixo da saia de suas irmãs? Por que matar João de Terto que era como se fosse uma verdadeira moça? Ele, matar este rapaz, de jeito nenhum! Não iria cometer uma atrocidade desta contra um jovem que não tinha nem aparência de um homem violento. E agora, o que faria ele para não matá-lo? Os outros dois já estavam na mira de sua arma. Mas o João de Terto, de jeito nenhum o mataria.     

O cabo Artur não querendo fazer a morte do rapaz como havia recebido ordem do seu comandante, tomou uma decisão sábia, mas bastante arriscada. Como ele tinha bom relacionamento com a mãe de João, a dona Mãezinha, resolveu lhe dizer por baixo de sete capas as maldades de Zé Rufino contra o seu filho. E assim que dona Mãezinha tomou conhecimento do futuro extermínio do filho, ficou desesperada. Ficou sem saber o que fazer, uma vez que o cabo Artur fora generoso com a sua pessoa, dizendo-lhe as intenções maldosas de Zé Rufino. Mas não se aguentando, e não podendo tomar decisões próprias, foi de imediato à presença do chefe geral da polícia, João Maria de Carvalho. E lá comentou o que soubera das intenções do tenente contra seu filho João. Preocupado e não querendo desrespeitar a ordem de Zé Rufino, apesar de ser um dos seus subordinados, decidiu o seguinte: Mandar João e o seu pai Terto para trabalhar em sua Fazenda São Bento. Só assim eles ficariam protegidos contra os balaços das armas do cabo Artur, uma vez que ele não queria assassinar o rapaz de Terto.                           

Zé Rufino logo foi informado sobre a proteção que os dois haviam recebidos, filho e pai.  Mas a verdade era que ninguém sabia se houve uma combinação, isto é, uma jogada entre o coronel Zé Rufino com o chefe João Maria de Carvalho. Ou então, sem querer criar problemas com o seu superior, o tenente fingiu que não sabia de nada. Como um dos marcados para morrer já tinha sido acobertado pelo chefe superior, e que não teria mais chance de assassiná-lo, o tenente Zé Rufino ordenou que dois de seus subordinados, Doutor e o dito cabo Artur, fossem procurar Zé Grosso lá na Serra Negra. Lá, não se demoraram em fazer a chacina, pois o Zé Grosso foi surpreendido com dois infelizes tiros, falecendo ali mesmo.

Como a mentira tem a perna curta, dias depois os boatos que haviam surgidos nas calçadas pela vizinhança, que Zé Grosso e Zé de Emídio iriam entrar para o cangaço, a verdade apareceu. Ambos, jamais tinham pensado em algum dia serem cangaceiros. Mas o que foi protegido pelo João Maria, o João de Terto era um dos convictos que um dia iria entrar na volante do governo. Na finalidade de fortalecer seus amigos de Poço Redondo.  

MORTE REALIZADA, VINGANÇA FEITA.

Mas como uma morte por crime sempre acontece outra semelhante, a vingança feita pelo irmão cangaceiro, não tardaria. E logo que o assecla Diferente tomou conhecimento da morte do seu irmão Zé Grosso, caiu em pranto. Entristecido, incentivou os comparsas para invadirem e descontarem em cima de Serra Negra. Mas o seu pedido no momento foi rejeitado. Os asseclas o alertaram que não colocasse a charrete na frente dos cavalos. Tivesse paciência. Pois a população daquele povoado iria pagar caro com uma horrorosa vingança. Mas Diferente estava muito sentido e não queria que se demorasse, pois tinha que lavar a honra do seu irmão também com sangue.                                                             

E quais seriam as vítimas mais fáceis? Nada mais, nada menos do que os trabalhadores de um agropecuarista chamado Galdino Leite. Estes eram os comboieiros que transportavam algodão em tropas para os avantajados armazéns do coronel Joaquim Resende, lá do Pão de Açúcar. (Aquele, leitor, que se reuniu com o capitão Lampião lá na Fazenda Floresta).                                        

O período em que aconteceu este episódio, foi no ano de 1936, e nesse dia, era um sábado. Lá na casa do agropecuarista os comboieiros se encontravam todos aglomerados e prontos para a partida em direção à feira de Curralinho.                                                

Como os cangaceiros sabiam a hora em que todos partiriam para os Armazéns do coronel Joaquim Resende, escolheram o lugar. E por lá, armaram as tocaias e se recolheram para esperarem suas vítimas. Os companheiros que juntamente com ele iriam fazer a chacina eram: Os cangaceiros Beija-Flor e Coidado.                            

Como o plano já tinha sido bem elaborado, estudado e calculado, os três asseclas tinham certeza de que fariam um bom trabalho sem complicação alguma.      

E lá nos esconderijos, sem muita demora, alguém pôs o focinho em direção ao local em que eles estavam. Observaram cuidadosamente para não se enganarem. E logo perceberam que era Agenor Pitomba, um senhor que ganhava o seu pão de cada dia através do seu acordeom, fazendo festas nas regiões adjacentes. Como não era o alvo, os facínoras deixaram-no caminhar tranquilamente.                                                             

Com alguns minutos passados, um por um foi passando, e sem menos esperarem, os asseclas saíram das tocaias.  As três armas olhavam para os tropeiros e todos ficaram surpresos com o que estavam presenciando. O que a final eles tinham feito contra aqueles cangaceiros? Com certeza, os asseclas estavam equivocados. E pelo que observaram não era brincadeira. Aquilo que se passava no momento era além de sério.                           

Temendo a morte, um tropeiro humilhou-se, pedindo-lhes que não os matassem, uma vez que não tinham culpas com o que fizeram com o seu irmão. Mas Diferente não estava ali para ouvir desculpas de qualquer um. E sem muita demora, ordenou que três deles iriam morrer.  Mas um ficaria vivo para contar a história lá na Serra Negra. Os quatro homens ficaram atordoados. Não existia nenhuma forma de reagirem e se salvarem daqueles cobradores de justiça injusta.  E qual dos quatro ficaria com vida? Quem iria contar a trágica história acontecida com os que morreriam? A sentença não seria voltada atrás. Com certeza três deles já tinham certeza que iriam devolver as suas almas a Deus.                                         

Assim que tomaram conhecimento das suas mortes, se sentiram desprezados pela força divina. E sem mais querer perder tempo, pensando se matava ou se soltava, Diferente disparou sua arma e derrubou um senhor chamado Manezinho Izidório. Beija Flor e Coidado, não esperaram por uma ordem de Diferente, atiraram em Miguel Casimiro Carlos e Antonio Pedro. E ali, todos caíram mortos. Diferente, irado, olhou para o último, dizendo-lhe que corresse antes que ele se arrependesse e o matasse também. E que dissesse lá na Serra Negra, que Zé Grosso tinha um irmão e era além de macho. Nessas alturas, sem mais esperar outra ordem de Diferente, o último dos quatro, o comboieiro Silvino se embrenhou às matas no seu sofrido animal. O seu desejo era sair dali o quanto antes possível, já que três haviam partido para p além.

Diz Alcino Alves que a população ficou alvoroçada. Mas como vingar aquele assassinato? Os cangaceiros eram quem ditavam as leis nas regiões sertanejas com o poder das suas armas. Qualquer um que tentasse impedir atos de crueldades e depredações deles podia ficar sabendo que o seu enterro era naquele mesmo dia. Com cangaceiros não se brincava.

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