Por José Mendes Pereira
A minha foto é só ilustração do texto.
Há dois dias que o jovem lambreteiro chegara à região de gente desnutrida e infeliz, montado em sua velha e desarrumada lambreta, fabricada no ano de 1964; conduzindo uma bolsa a tiracolo, um boné atufado à cabeça, com óculos de grau, olhos avantajados e orelhudo, vestido numa calça azul e camisa cinza, e uma sacola preta enfiada ao guidão do seu invejado transportezinho.
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Ninguém sabia nada sobre a vida daquele forasteiro tão esquisito. De onde vinha aquele sujeito feioso, que mais parecia uma ruma de ossos em movimento? Além do mais, tísico? Quem o era? O que queria daquele lugarejo tão paupérrimo?
Apesar da sua aparência feiosa e desajeitada os moradores já censuravam que aquele indivíduo era um fiscal do governo, um espião das coisas do Estado, ou simplesmente, um delinquente sem rumo e sem pretensões para o futuro, que havia fugido de alguma casa de saúde, para tratamento de pessoas com problemas mentais.
Vez por outra, o jovem "lambreteiro" caminhava em direção ao bar da freguesia, para beber uma loirinha, cervejinha gelada, e ao chegar, era observado pelos fregueses do bar, que todos eles, o viam com maldosos rabos de olhos e acotovelando-se uns aos outros.
Já preocupado com a presença do forasteiro o dono do bar quis saber um pouco sobre a sua vida, e com voz tímida e compassada, perguntou-lhe:
- Por mal pergunta que lhe faço, se isto não lhe incomoda, qual o nome do jovem, e de onde é, e qual é a sua ocupação na vida?
- Meu nome é Valentim Carrasco Leão - respondeu com educação. Eu sou do Estado de Pernambuco do Virgolino Ferreira da Silva. o afamado capitão Lampião, e além do mais, sou seu conterrâneo, lá de Serra Talhada. Terra dos homens que não medem tamanho de bigodes e nem temem macho nenhum. E me orgulho bastante por isso.
- Meu nome é Valentim Carrasco Leão - respondeu com educação. Eu sou do Estado de Pernambuco do Virgolino Ferreira da Silva. o afamado capitão Lampião, e além do mais, sou seu conterrâneo, lá de Serra Talhada. Terra dos homens que não medem tamanho de bigodes e nem temem macho nenhum. E me orgulho bastante por isso.
Eu sou "esculápio" - continuava o interrogado - com diploma registrado no órgão competente, e filho de dona Valentina Carrasco, a reconhecida viúva do ex-sargento policial da corporação militar de Pernambuco, o João Leão, o homem de nome e renomado "Mão Pesada".
O capitão Lampião
O comerciante encerrou ali mesmo as suas perguntas. De imediato, deduziu que, apesar do seu corpo de caveira, aquele jovem não era boa peça. E também, nunca ouviu falar nesta tal profissão, "esculápio". Achava ele que, o jovem já tinha dito tudo, um marginal de primeira classe, e além do mais, filho de uma mulher de nome Valentina Carrasco, e de um homem chamado "João Leão", com o apelido de "Mão Pesada", era sem dúvida, um perverso e criminoso qualquer.
O jovem lambreteiro saiu do bar e o comerciante chamou a atenção dos fregueses, que tivessem cuidado! Aquele sujeito mais parecendo com uma caveira humana, disse que era "esculápio", e todos ficassem de olho nele, porque, ele mesmo, não era conhecedor deste nome.
Na verdade, o homem mais instruído no lugarejo era ele, o dono do bar. E se não conhecia esta profissão, o caveira poderia ser mesmo um marginal, um pistoleiro afamado e de primeira categoria.
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Assim que a notícia se espalhou pelas pequenas ruas do lugarejo duas beatas que todos os dias rezavam terços na capela, organizaram logo para ao anoitecer, uma procissão com velas e lamparinas acesas. Era preciso de imediato. Só assim, o jovem "esculápio" sairia da vila o mais rápido possível.
Em uma das reuniões no conselho comunitário do lugarejo, o presidente alertou aos moradores, que o jovem poderia ser um assassino cruel, e que todos evitassem manter contato com ele, só assim, iria se sentir excluído, e desapareceria o mais rápido possível do lugar.
No momento em que acontecia a reunião no conselho comunitário, o médico que dirigia um pequeno posto de saúde, ao descer do automóvel, estava acompanhado do jovem que se dizia ser "esculápio".
Os presentes ficaram assustados e se perguntando? Por que o nosso médico se mistura com um sujeito tão feio e perigoso assim?
Os dois entraram na sede do conselho comunitário.
O médico pediu a palavra ao presidente, pois precisava apresentar o novo funcionário do Posto de Saúde. E deu início dizendo-lhes:
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- Meus amigos! Este jovem que me acompanha e que está ao meu lado esquerdo, será o novo cuidador da saúde de vocês nesta comunidade. Ele é um capacitado médico do nosso Estado. Formado pela USP - Universidade de São Paulo. Espero que todos vocês o recebam com muito carinho.
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Todos ficaram de boca aberta, pois jamais esperariam que um sujeito tão feio, magro, com aspecto tuberculoso, desajeitado, sem presença física chegaria a ser médico.
Esculápio significa "Médico".
Moral da minha historinha: "As aparências enganam".
Minhas Simples Histórias
Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro.
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ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Quando estiver no trânsito, cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é matá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein?
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Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada.
Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
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