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terça-feira, 5 de julho de 2011

VOCÊ QUER SABER SOBRE SEUS ANTEPASSADOS?


Ivanildo, Rostand, João Lima, ..., Kiko e Paulo Gastão
           
             Você gostaria de saber informações sobre seus antepassados? Sobre sua árvore genealógica, então deve entra no endereço:
 http://www.familysearch.org/eng/default.asp (inglês)
ou https://new.familysearch.org/pt/action/unsec/welcome (português) e iniciar uma busca.


             A “Family Search International” é considerada a maior organização que trabalha o tema da genealogia em todo o mundo.  Sua principal ferramenta consiste no site FamilySearch.org, que oferece acesso gratuito a imagens digitais de registros genealógicos em todo o mundo. É uma grande coleção de registros, recursos e serviços projetados para ajudar as pessoas a aprender mais sobre sua história familiar.
            A “Family Search” foi criada em 1894, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, primeiramente como Genealogical Society of Utah (GSU), um dos segmentos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Igreja Mórmon), que até hoje administra esta organização em mais de 110 anos de trabalho em prol da genealogia em todo o Planeta.
             A “Family Search International” começou a utilizar a microfilmagem para seus registros genealógicos em 1938 e a imagem digital de registros em 1998. Estas imagens, que abrangem famílias de mais e100 países, estão armazenadas no Granite Mountain Records Vault. Este é um grande arquivo, escavado profundamente no subsolo, próximo ao Cnyon Little Cottonwood, próximo a Salt Lake City.
 
Granite Mountain Records Vault

            Nestas instalações, ideais para criar um ambiente controlado para o armazenamento de longo prazo e apto a resistir até mesmo a ataques atômicos. Lá estão mais de 2,4 milhões de rolos de microfilme, que equivalem a mais de 3 bilhões de páginas de registros familiares e todo ano mais 40.000 rolos de microfilme são incorporados ao acervo.
            Mas para que os Mórmons tem todo este trabalho, quando a maioria dos nomes  registrados, que estão guardados e disponibilizados no site da“Family Search International”, não são de membros de sua igreja?
Os membros de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acreditam que o rastreamento da linhagem de uma família é essencial, pois as famílias são destinadas a ser a força central de nossas vidas e que as relações familiares são destinadas a prosseguir para além desta vida. Isso independente de questões religiosas, politicas, de origem étnica, etc.
 
Os arquivos no subsolo

             Não se acanhe nobre leitor de tentar saber um pouco mais sobre suas raízes. O fato de viver na América do Sul, ser brasileiro e nordestino não é problema para utilizar esta maravilhosa ferramenta e conhecer mais sobre seus antepassados.

             
              Boa Sorte.

 

Todos os direitos reservados


É permitida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso,
desde que citada a fonte e o autor.


Extraído do blog "Tok de História" de propriedade
do autor deste artigo, Rostand Medeiros


Adesões para o evento "Cangaço e Negritude"

Oficiais militares apoiam livro do pesquisador Epitácio
 

          O Escritor e Capitão Médico Epitácio de Andrade Filho, em visita ao Centro Clínico da Polícia Militar em Natal, neste último dia 30 de junho, agradeceu ao Coronel Médico Silvério Monte, chefe do setor de atenção básica da Diretoria de Saúde, o apoio cultural recebido para a viabilização do livro “A Saga dos Limões – Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante”, que será lançado em Currais Novos, no próximo dia 08 de julho, na Escola Estadual Cap. Mor Galvão, e em Patu, no próximo 10 de julho, no Campus Avançado João Ismar de Moura.

Epitácio Andrade e o cel. Silvério Monte 
         
            Médico Clínico e Intensivista, o Tenente Coronel Silvério Monte foi o coordenador da equipe de assistência médica prestada acerca de 900 cossacos que trabalharam na construção do Açude do Tourão, localizado na zona rural do município de Patu, sendo concluído no ano de 1983, na gestão do Prefeito Epitácio Andrade (in memorian), pai do pesquisador patuense. Silvério Monte participou, em 2003, da Mostra de Etnopsiquiatria “Seca e Saúde Mental”, realizada sob a coordenação do Psiquiatra Sanitarista Epitácio Filho, durante a Feira da Cultura de Patu, para referenciar os vinte anos da conclusão do “Tourão” e resgatar as estratégias de enfrentamento à seca de 1877, época do cangaço de Jesuíno Brilhante.

Inauguração do Açude do Tourão - 1983
         
          Durante a visita ao Centro Clínico, Epitácio Andrade teve oportunidade de reencontrar o Coronel Ângelo Mário de Azevedo Dantas, o maior pesquisador da História da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que estava desenvolvendo investigações científicas e coleta de dados para um novo livro que está elaborando. Recentemente, o Coronel Ângelo Mário publicou “Cronologia da Polícia Militar do Rio Grande do Norte - 175 anos de história - de 1834 a 2009”, livro que retrata as efemérides da Polícia Militar Potiguar.

Medalha alusiva aos 80 anos do Início da Resistência
ao cangaço – 2007.  
            Parceiro cultural de Epitácio de Andrade Filho, com quem produziu o artigo informativo “O Fogo da Caiçara – Início da Resistência a Lampião no Rio Grande do Norte”, Ângelo Mário juntamente com Epitácio foram condecorados pela Prefeitura Municipal de Marcelino Vieira, em 10 de Junho de 2007, com a medalha comemorativa dos 80 anos do Fogo da Caiçara, episódio que marcou o início da resistência ao bando de Lampião nas terras potiguares.
Lampião
             Neste episódio foi registrada a morte do Soldado José Monteiro de Matos, símbolo da bravura da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, e do cangaceiro Azulão, pertencente a um subgrupo do bando de Lampião que estava sob o comando de Sabino Gomes.
Sabino Gomes
  
            Na ocasião da visita ao Centro Clínico da PM/RN, o Escritor Epitácio Andrade também agradeceu o apoio cultural do Major Francisco Avelino, Vice-presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por ter colaborado decisivamente para a descoberta da Comunidade Pimenteiras, na Serra de Santana do Matos, no Sertão Central do Estado, principal lugar de memória contemporânea do grupo étnico representado pela Família Limão, que resistiu ao recrutamento forçado para a Guerra do Paraguai (1865-70), participou da Insurreição dos Quebra-quilos (1874-75) e enfrentou o cangaço de Jesuíno Brilhante (1871-79). 

Major Avelino, Coronel Ângelo Mário e Epitácio Andrade.
          
           Em acordo com os oficiais colaboradores d’A Saga dos Limões, o Capitão-Escritor Epitácio Andrade decidiu que o primeiro exemplar do seu primeiro livro será autografado para o Coronel Francisco Araújo, comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
Então é isso, tá chegando a hora, todos ao encontro
de Jesuino!

Cliquem para ler ou imprimir o folder com programação
 Frente
  verso

Fotos históricas de cangaceiros do bando de Lampião

Da esquerda para a direita:
Vila Nova, lá nos fundos, um cangaceiro desconhecido, Luiz Pedro, Amoroso, Lampião, Cacheado, Maria Bonita, Juriti, outro cangaceiro desconhecido e Quinta Feira. Foto do repórter Benjamim Abraão em 1936. Acervo Abafilm - Fortaleza-Ceará.

http://observatorio.virtual.74.zip.net/images/cangaceiros.jpg
Corisco e o cangaceiro Vinte e Cinco

            O cangaceiro Corisco foi assassinado em combate no dia 25 de maio de 1940, pelo tenente Zé Rufino. Mas o cangaceiro Vinte e Cinco, segundo o escritor João de Sousa Lima, ainda está vivo.

O cangaceiro Gato e Inacinha

          O cangaceiro Gato foi morto em combate no dia 28 de setembro de 1936. Inacinha faleceu vítima de câncer no ano de 1957.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiBjSSwwAg2ZwJk6JtpPs7241VOmuiYPbbHMwJVqJHK0XhKMOdSrZ3ls5o0feitefypwGCSF1E1OWhgNm9G6lBbls7hxEMqQYEKcXU0PaRelU52jXm1vBcBvgN0K5DBEF3aQP60YWd4WPI/s400/azulao+oculos,+enedina,dada+e+sabonete.jpg
Enedina, Moreno, Dadá e Sabonete

           Enedina foi morta na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota de Angico, no Estado de Sergipe. Moreno faleceu no dia 06 de setembro de 2010. Dadá faleceu em fevereiro de 1994.

Lampião e seu irmão Antonio Ferreira

              No final do ano de 1926, ou início de 1927, na fazenda do coronel Ângelo da Gia, uns cangaceiros jogavam baralho quando  Luiz Pedro, sem intenções manobrou seu rifle, disparou e matou Antônio Ferreira, o irmão mais velho de Lampião. 
             Uns foram avisar a Lampião que se encontrava num local distante, enquanto outros colegas o aconselharam:
              - Luiz Pedro, corra que Lampião vai te matar.
             Consciente de que o tiro não fora intencional, Luiz Pedro decidiu, corajosamente enfrentar  Lampião.
             Quando Lampião chegou, ouviu aqueles que o aconselhavam que matasse Luiz Pedro. Mas outros o defendiam alegando que fora um acidente.
              O Capitão  voltando-se para Luiz Pedro disse-lhe:
              - Se ocê tivesse fugido eu ia lhe porcurá para matá-lo. Mais, cumo ocê ficou e eu já cunheço ocê de muito tempo, vou deixá ocê viver.  
              Agradecido pelo voto de confiança do líder, Luiz Pedro falou:
              - Seu Capitão, o senhor poupou minha vida. Eu juro acompanhá-lo até o fim. No dia em que o senhor morrer, eu morro também.
              E foi verdade. No dia em que Lampião morreu, Luiz Pedro viajou com ele.

Canário com três cangaceiros
CANGACEIRO BARREIRA
 http://www.lampiaothemovie.com/uploaded_images/main_images/archive_22.jpg
BANDO APÓS CAPTURA PELA VOLANTE
CABEÇA DE ZEPELIM  EM 1937
PORTUGUÊS, QUITÉRIA, VELOCIDADE,
PEDRA ROXA E BARRA DE AÇO
O cangaceiro Vila Nova após captura
Pancada após captura

Maria Bonita

           Foi a rainha do rei do cangaço, o Lampião. Durante oito anos o acompanhou pelas caatingas do nordeste brasileiro. Foi fiel a ele até o seu último dia de vida. Por mais que alguém queira levá-la a julgamentos, por desprespeito a Lampião, jamais isso foi confirmado pelos remanescentes do rei.



            O cangaceiro Balão afirmou a alguns repórteres que todos os asseclas a respeitavam muito.



           O cangaceiro Volta Seca deu seu testemunho, disse que o cangaceiro que por ventura tentasse  desrespeitar a rainha do cangaço, a Maria Bonita, já sabia qual seria o seu destino, pois Lampião não perdoava e o mataria sem prévio aviso.  



José Mendes Pereira

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Zé Rufino, hoje na Saraiva do Iguatemi

Tenente Zé Rufino

Logo mais às sete da noite temos um encontro marcado. 
Mais uma reunião do Cariri Cangaço - GECC em Fortaleza.

Nesta terça, teremos a presença de um dos personagens mais marcantes de todo o ciclo lampiônico: José Rufino; em Documentário e Debate.

Mediador:
Manoel Severo
Debatedores:
Aderbal Nogueira,
Ângelo Osmiro e
Alfredo Bonessi

Não Perca, você é nosso convidado


Zé Rufino e convidados na noite
Cariri Cangaço - GECC na Saraiva

Terça-feira, dia 05 de Julho de 2011, 19 horas
Livraria Saraiva - Shopping Iguatemi
Fortaleza Ceará

Fonte: "Cariri Cangaço"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O cangaço em Flores, PE.

Sobrinha de membro da Volante fala do encontro com Lampião.


Com tantas evidências,
município busca integração na Rota do Cangaço.
         
            Na busca de provar a passagem de Lampião e seu bando no município de Flores, fomos até a casa de Maria Severa da Conceição, conhecida na localidade por Maria Grande. 94 anos. Dona Maria ganhou o apelido ainda jovem, no tempo do cangaço e nos revelou  o porque do apelido , como também do seu encontro com o cangaceiro e como seu tio,  Pedro Ferreira (Paisano), teria matado Livino Ferreira, irmão de Lampião.

Confira o vídeo,
reportagem de Alberto Ribeiro:



Pescado em:  Flores, PE.net

Extraído do blog: "Lampião Aceso",
do amigo Kiko Monteiro

Quem pesquisa, acha!!!

MUSEU DO CANGAÇO/SERRA TALHADA-PE
           
             Nesse Museu, funciona o CEPEC. Guarda o mesmo, vasto material sobre o cangaço (fotos, objetos, livros, armas e utensílios etc..), sendo administrado pela Fundação Cabras de Lampião.
            Veja a ousadia do visitante, ao tirar uma foto, como cangaceiro. Pode!!!

              
            Vista, ao fundo, da "SERRA TALHADA", que deu origem à cidade do mesmo nome, antiga "VILA BELA", localizada no Sertão Pernambucano. Logo abaixo da Serra, vê-se, a magnifica cidade.

O rei Lampião
            
             No Sítio Passagem das Pedras, situado há aproximadamente 45 Km de Serra Talhada ( antiga VILA BELA), nasceu no dia 07 de julho de 1897, VIRGULINO FERREIRA DA SILVA (LAMPIÃO), filho de José Ferreira da Silva e Maria Sulema da Purificação.



09/01/2008 Publicada por Ivanildo

Extraído do blog: "Fotoblog", do próprio autor deste artigo,
Doutor Ivanildo Alves da Silveira

Vida e morte de Lampião

Por: José Mendes Pereira

            Virgulino Ferreira da Silva, vulgarmente chamado   Lampião, ou capitão Lampião. Uma das versões a respeito de sua alcunha "Lampião" é que ele modificou um fuzil, possibilitando-o a atirar mais rápido, sendo que sua luz lhe dava a aparência de um lampião.
Vida de Lampião

              Virgulino nasceu no dia  4 de Junho de 1898, na cidade de Vila Bela, atual Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. Dos filho de José Ferreira da Silva e dona Maria Sulena da Purificação, ele era o  terceiro filho.


Retrato da família Ferreira tirado em Juazeiro, em 1926. Lampião está à direita, seu irmão Antonio à esquerda. Em pé, no meio, João, o único irmão Ferreira que não entrou para o cangaço. Ezequiel Ferreira, o irmão mais moço, está à direita de João. João está com a mão no ombro de sua mulher. As outras senhoras são irmãs dos rapazes. Os outros no grupo são primos. Foto liberada por João Ferreira. Propriá.

           Sua família travava uma disputa mortal com um fazendeiro chamado Zé Saturnino, até que seu pai foi morto em confronto com a polícia em 1920. Virgulino jurou vingança e, ao fazê-lo, provou ser um homem extremamente violento. Ele se tornou um criminoso e foi incessantemente perseguido pela polícia, a quem ele chamava de macacos.

O fazendeiro Zé Saturnino - inimigo número "1" de Lampião
         
            Durante mais de 20 anos, percorrendo e invadindo vilas, cidades e fazendas,  ele viajou com seu bando de cangaceiros, às vezes a pé, às vezes a cavalo, fortemente armados usando roupas de couro como: chapéus, sandálias, casacos, cintos de munição e calças para protegê-los dos arbustos com espinhos típicos da caatinga.

Esquadrão de Lampião
             
              Era um bando que cruzava os sertões com armas roubadas da polícia e unidades paramilitares como a espingarda Mauser militar e uma grande variedade de armas pequenas como rifles Winchester, revólveres e pistolas Mauser semi-automáticas.
              Lampião foi acusado de atacar pequenas fazendas e cidades em sete Estados, além de mortes e roubos de gado, sequestros, assassinatos, torturas, mutilações, estupros e saques.

Maria Bonita e o cangaceiro Candeeiro

           Lampião foi o grande felizardo, quando Maria Gomes de Oliveira, conhecida no mundo inteiro por  Maria Bonita, juntou-se ao seu respeitado bando de cangaceiros no ano de 1930. Assim como as demais mulheres do grupo, vestiam-se como cangaceiros e participou de muitas das ações do bando.
           Consta à literatura lampiônica que a única sobrevivente de quatro gravidez de Maria Bonita, apenas uma conseguiu vir ao mundo, A Expedita Ferreira Nunes,  tendo  nascida em 13 de Setembro de 1932. Há ainda a informação controversa de que eles tiveram mais dois filhos:

Expedita Ferreira Nunes

             Dias antes do dia 28 de Julho de 1938, o bando montou o seu coito  na fazenda Angico, situada nas terra de Poço Redondo, no Estado de Sergipe,  lugar onde Lampião se sentia seguro e longe e difícil acesso aos seus perseguidores.  Ao anoitecer uma chuva deu início, e os cangaceiros  dormiam aproveitando aquele frio em suas barracas. 

Volante de João Bezerra

               A volante chegou no maior silêncio  que nem os próprios cães do bando de cangaceiros sentiram a presença de estranhos em volta do coito.  Por volta das 5:15 do dia 28, a maioria dos  cangaceiros já havia se levantado. Lampião deu início ao oficio de Nossa Senhora. Mas quando cuidavam de tomar café, já era tarde demais, as volantes deram início ao mais horroroso tiroteio já visto nas caatingas da Grota de Angico.
               Não se sabe ao certo quem os traiu.  Uns afirmam que foi Pedro de Cândido, um dos mais confiados coiteiros de Lampião. Outros afirmam que o acontecido, havia chegado a hora do rei do cangaço, deixar sua arma para sempre. Nenhum tiro foi disparado pelos cangaceiros, apenas receberam os estilhaços de balas naquele momento. 
              Não há quem se livre de balas vomitadas por metralhadoras. Quando os policiais do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva abriram fogo com metralhadoras portáteis, os cangaceiros não puderam empreender qualquer tentativa viável de defesa.
              
11 cabeças de cangaceiros abatidos
          
           O ataque aos malfeitores não durou mais do que  vinte minutos, e poucos conseguiram escapar ao cerco e a morte, ficando onze cangaceiros estirados sobre as pedras do acampamento.
           Lampião foi um dos primeiros a perder sua estimava vida. Logo em seguida, Maria Bonita, que já ferida,  foi degolada viva.
           Satisfeitos com a missão cumprida, e se sentindo vitoriosos,  os policiais apreenderam os bens e mutilaram os mortos. Apreenderam todo o dinheiro, o ouro e as jóias.

Força volante alagoana diante dos mortos na grota

            A força volante decepou a cabeça de Lampião. Maria Bonita ainda estava viva, apesar de bastante ferida, quando foi degolada. O mesmo ocorreu com Quinta-Feira, Mergulhão (os dois também tiveram suas cabeças arrancadas em vida), Luís Pedro, Elétrico, Enedina, Moeda, Alecrim, Colchete (2) e Macela. Um dos policiais, demonstrando ódio a Lampião, desfere um golpe de coronha de fuzil na sua cabeça, deformando-a; este detalhe contribuiu para difundir a lenda de que Lampião não havia sido morto, e escapara da emboscada, tal foi a modificação causada na fisionomia do cangaceiro.
           
Volante alagoana posando com 
a cabeça de Lampião ao centro

            Após de todas  as cabeças separadas dos corpos, foram colocadas em latas de querosene, que dentro tinha aguardente e cal.   Os corpos mutilados e ensanguentados foram deixados a céu aberto, atraindo urubus. Para evitar a disseminação de doenças, dias depois foi colocada creolina sobre os corpos. Como alguns urubus morreram intoxicados por creolina, este fato ajudou a difundir a crença de que eles haviam sido envenenados antes do ataque, com alimentos entregues pelo coiteiro traidor.
             O coronel João Bezerra orgulhoso por ter vencido o bando de cangaceiros, fez exibição  das cabeças, e por onde passava, atraiu uma multidão de pessoas. Primeiro, os troféus estiveram em Piranhas, onde foram arrumadas cuidadosamente na escadaria da igreja, junto com armas e apetrechos dos cangaceiros, e fotografadas. Depois foram levadas até a Maceió, como prova de heroismo dos policiais.

Grota de Angico
             
            Finalmente os reis do cangaço "Lampião" e  "Maria Bonita" estavam mortos. Na Grota que muitas vezes lhes deram prazer, divertimentos, confidências, jogos de cartas, bailes, ninguém mais foi testemunha do horroroso ataque aos que ali estavam presentes.
            Os policiais estavam com cede de vingança, ambição pelas riquezas daqueles malfeitores, pelas jóias que reluziam entre as poucas árvores que ali tentavam esconder os famigerados cangaceiros. Árvores que sem dúvidas, sofreram ataques quantos os asseclas. Algumas ficaram pipinadas de malditas balas que saiam daquelas vingativas armas, dominadas pelos pensamentos poluídos dos seres humanos.  Foi um massacre impiedoso e no momento exato.  
            Se os bens dos cangaceiros eram valiosos, muito mais seriam as patentes  dadas aos poderosos sargentos e tenentes. Ouro reluz e patente engrandece o homem.


Fonte de pesquisa:

Wikipedia

Certidão de óbito do cangaceiro Corisco

Por: Ivanildo Alves da Silveira


Xerox da certidão de óbito do cangaceiro Corisco

 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES:   
           
           1º. - Certidão de óbito lavrado em: 27 de maio de 1940;     
           2º. - Data e hora da morte: 25 de maio de 1940, às 17:00 hr;
           3º. - Local: Outrora, Cidade de Djalma Dutra. Hoje Miguel Calmon-BA;
           4º. - Profissão:  Bandido (Ora, não existe essa profissão no Ministério do Trabalho...) rsrsrsrs;                  
           5º. - Estado Civil: Solteiro - Errado - Corisco era casado no religioso com Dadá;
                           



              6º. - Que deu como causa da morte: Tiros de metralhadora no abdomem (errado - esse foi o meio - A morte se deu devido a anemia aguda, choque hipovolêmico; lesões de grandes vísceras...etc...           
          7º. - Não teve assistência médica...
          8º. - Enterrado no Cemitério da Consolação da cidade de Miguel Calmon-BA.

 
Um abraço a todos
IVANILDO SILVEIRA
Pesquisador e colecionador do cangaço
Membro da SBEC