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domingo, 11 de agosto de 2013

Por: Rubens Antonio

"Existem, na Bahia, algumas peças de ouro maciço que pertenceram aos cangaceiros. Muitas delas, não todas, fruto de comércio ou saque.


Nesta imagem, um diamante de mais de 2 quilates, peça do cangaço de uso feminino, que a tradição aponta ter pertencido a Maria Bonita, tendo sido recolhido em Angicos. 


O numero é pequeno Aro 14, o que indica dedo pequeno. Atualmente, estimado em 8 mil reais. Está à venda." Orlins Santana.

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

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A abolição da escravidão em Mossoró

Por: Emanoel Pereira Braz
paduacampos.com.br

No que se refere à história da abolição da escravidão em Mossoró, a abordagem histórica predominante tenta omitir os fatos que refletem as causas do processo abolicionista em Mossoró, e assim, não faz referências ao período imediatamente anterior à abolição dos escravos nesta cidade. Esta deficiência de abordagem revela uma produção historiográfica que não prioriza a contextualização do acontecimento em seus aspectos econômico, social e político, e isto dificulta a compreensão real daquele período histórico.

A propagação do movimento abolicionista não encontrou proprietários de escravos receosos de perderem seu patrimônio, ou exigindo indenização para libertar seus escravos. Não há registros de depoimentos de políticos no âmbito local que fossem contrários ao abolicionismo. Documentou-se, no entanto, como uma das primeiras adesões à causa abolicionista a do presidente da Câmara Municipal de Mossoró Romualdo Lopes Galvão, fiel participante da campanha (NONATO,1983,228). Constatações que são reforçadas em parte pela condição econômica da cidade que às vésperas da abolição vivia fundamentalmente do comércio. A base dos seus negócios como peles, carne seca, algodão, couro, sal entre outros.

Mossoró havia conquistado a condição de empório comercial; até mesmos as secas na região contribuíram para a expansão das atividades do comércio local desde que os socorros da parte do governo para a população flagelada eram concentrados para a distribuição em Mossoró, e a presença dessa população faminta serviu de opção aos comerciantes de Mossoró como força de trabalho barata (FELIPE,1982,52-60).

Considerando que o comércio desenvolvido em Mossoró mantinha uma relação com a produção regional, e que a burguesia comercial sediada em Mossoró mantinha negócios no setor rural, chegamos a presumir que as atividades desenvolvidas no campo estivessem mais relacionadas ao trabalho escravo. Neste sentido, procuramos observar o desenvolvimento da cotonicultura que, no período bem recente ao da abolição da escravidão, aparece como uma das principais fontes de riqueza na província do Rio Grande do Norte. Cultivado principalmente nas terras do Sertão e Agreste, foi neste período o principal produto comercializado em Mossoró para várias ouras regiões do Brasil, e até mesmo para o exterior. Ao analisar o algodão no quadro da economia do Rio Grande do Norte, Takeya focaliza as relações de trabalho que mais corresponderam às circunstâncias da região e da produção. Segundo a autora, o algodão se incluía entre as culturas de ciclo vegetativo curto, e por seu plantio incidir em regiões onde a seca era uma constante, se tornou inviável o uso do trabalho escravo.

Estas condições não permitiram que a utilização da mão-de-obra escrava proliferasse, o que ocorreu também na economia criatória que deu origem ao povoamento e à evolução de Mossoró. Mesmo se confirmando a presença do escravo nas fazendas de gado, esta presença não veio a tornar-se indispensável para o desenvolvimento das atividades daquelas unidades de produção. Além da criação de gado, teve lugar nas fazendas outras atividades que dependiam desta principal, tais como: a indústria da carne seca e o ciclo do couro. Todas contribuíram direta ou indiretamente com vultosos lucros para os seus proprietários, os quais, por esta época, em sua maioria, eram também comerciantes em Mossoró. Estas e outras atividades do cotidiano da fazenda eram assumidas por trabalhadores livres com presença sempre mais numerosa que a dos escravos.

Por estas condições os habitantes das fazendas mantiveram uma convivência neste espaço de moradia e trabalho que fez desaparecer a fiscalização rígida e a utilização dos castigos tão comuns, os quais eram aplicados aos escravos rebeldes dos canaviais ou cafezais.

Na realidade, o Rio Grande do Norte não chegou a possuir grande número de escravos. Até mesmo no período de ascensão da produção açucareira que ocorreu entre as décadas de quarenta e sessenta, não há registros que comprovem ter o trabalho compulsório predominado nos engenhos de açúcar dos vales do Ceará-Mirim, São José de Mipibu, Canguaretama e São Gonçalo. Assim sendo, a mão-de-obra escrava não foi uma determinante na vida econômica das fazendas criatórias. Estando longe de se tornar a principal nos engenhos de açúcar ficou ainda mais marginalizada durante o período em que o algodão tomou conta das terras do Rio Grande do Norte. Estas constatações encontram respaldo nos estudos de Câmara Cascudo, quando ao referir-se à população escrava do Rio Grande do Norte durante a década de sessenta, enumerou a quantidade de escravos retidos nas cidades de Natal, Extremoz, Goianinha, Angicos, Príncipe, São José de Mipibu, Mossoró e Touros. O referido autor afirmou ainda que eles eram em menor número comparados ao restante da população livre, e mesmo em São José de Mipibu, local de maior produção de açúcar, o escravo não foi o principal trabalhador naqueles engenhos. Ainda mais, ao comparar a população escrava da cidade de Mossoró com a dos demais locais, constatou que os escravos concentrados em Mossoró nesta época era o menor grupo em toda a província, depois tinha apenas Touros (CASCUDO,1952,168).

É de se presumir que os proprietários de escravos da província do Rio Grande do Norte, como talvez tenha ocorrido em toda a região Norte, insistiram em permanecer com seus escravos até quando as condições ambientais e materiais favoreceram. Quando as secas constantes impossibilitaram a criação e a plantação, o escravo tornou-se um peso, um gasto a mais. Nesta situação, e diante dos preços que os cafeicultores passaram a oferecer na compra dos escravos durante as décadas de sessenta e setenta, a diminuição da população escrava principalmente na região Norte foi drástica. O escravo que já não era a força motriz da economia desta região foi valorizado na forma de mercadoria, resgatando ao senhor o valor do investimento pela sua compra. Dessa forma, o tráfico inter-regional serviu de alguma maneira, para que os proprietários de escravos do Norte emancipassem seus escravos sem prejuízos, aproveitando-se da vigência deste comércio e da cotação por escravos que esteve sempre favorável.

Todas essas circunstâncias justificam porque na cidade de Mossoró o movimento abolicionista que foi iniciado em janeiro de 1883 conseguiu, em menos de um ano, em 30 de setembro de 1883 decretar o fim da escravidão. Os abolicionistas foram favorecidos pelas condições locais, onde praticamente não houve reação à realização dos seus objetivos. A abolição dos escravos sendo efetivada antes da Lei Áurea, trouxe de volta a atenção da nação para o Norte, com seus personagens e cidades antecipando-se aos centros mais importantes do país, colocando estes abolicionistas na vanguarda da libertação de uma população oprimida e injustiçada.

Outra condição que favoreceu ao surgimento dos chamados abolicionistas de última hora, foi o fim do tráfico interno dos escravos. Enquanto o porto de Fortaleza controlou a exportação de escravos para a região do café, traficantes como Joaquim Filgueira Secundes e João Cordeiro, entre outros, contribuíram e lucraram com o comércio de escravos. E quando ocorreu a interdição do referido porto, entre outros fatores, como conseqüência do aumento do imposto sobre os escravos comercializados nas províncias cafeeiras, estes tornaram-se abolicionistas, ganhando na historiografia local a condição de heróis por lutarem e consolidarem a abolição dos escravos em Mossoró.

(Texto extraído da obra: A Abolição da Escravidão em Mossoró - Pioneirismo ou Manipulação do Fato/Emanuel Pereira Braz. -Mossoró, RN: Fundação Vingt-un Rosado, 1999. Páginas 53-58)

http://www2.uol.com.br/omossoroense/1810/esplib6.htm

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CORONEL LUCENA. - CONTOS 21/11/2009

Coronel Lucena

Vou ao cemitério visitar o túmulo de minha mãe. Estou em Maceió e sou adulto. Na saída pergunto para um funcionário: – Aquele é o túmulo do coronel Lucena? Ele me diz que não sabe, que trabalha ali faz pouco tempo. Fico a me lembrar de que o coronel foi prefeito de Maceió. E de que o seu túmulo foi uma homenagem da Prefeitura, ao tempo do prefeito Sandoval Caju. E mais: que morrera humilde e sem riquezas. E logo um frio percorre o meu corpo. E os ventos - tais os da infância - me transportam aos anos quarenta. Estou em Santana do Ipanema. A cidade se confunde com as minhas lembranças. O velho Quartel da Polícia Militar enche o meu olhar. Nele funcionava o "Comando de Caça a Lampião", que tinha como comandante o coronel Lucena. Tipo forte, cabelos ondulados, boca pequena, nariz fino, corado e sempre alegre, ele encarnava o mito da coragem. Fora disso, era o homem venerado e de quem jamais se colocou em dúvida a honestidade de princípios. E de súbito, vejo-me na formatura do curso primário tendo o coronel como nosso padrinho, fato sobre o qual até bem pouco eu ainda tinha uma fotografia. Depois o coronel está abraçado com "Seu" Carola, dono da maior farmácia da cidade, brincando o carnaval acompanhado por uma multidão de foliões, entrando em todas as casas da cidade e recebido como um rei. Um rei para o qual as famílias preparavam comidas e bebidas. Mas os dois foliões não bebiam. Os seus acompanhantes, pessoas simples do povo, é que se fartavam. O que valia era a alegria de receber o coronel e o seu inseparável amigo de carnaval. Percorrendo ruas e ruas o coronel a todos prestigiava tornando os carnavais tranqüilos. Mas o coronel Lucena não era o único mito da cidade. Ele dividia o privilégio com o padre Bulhões. 

Padre Bulhões - Pai adotivo de Sílvio Bulhões - filho dos cangaceiros Dadá e Corisco

Um era o poder material e outro o poder espiritual. Coronel Lucena, no Monumento – parte alta da cidade. E padre Bulhões, no Camoxinga – parte baixa da cidade. Assim, eles estendiam um arco de proteção sobre toda cidade. Um dia o tenente Porfírio, homem valente, tornara-se suspeito de que se preparava para formar um bando de cangaceiros. Já houvera morto uma esposa, segundo suspeitas. A desculpa fora simples: encontro casual com grupos de cangaceiros, tiroteio e etc. Saíra-se bem com a justiça. Mas haveria de matar outra esposa de nome Durvalina, refugiando-se no Camoxinga. Todos sabiam que cangaceiros não agiam nas terras de Senhora Santana. E o coronel Lucena mandou-lhe ordem para comparecer ao quartel, através de seus dois soldados de confiança, Artur e Zé Pereira. Mas tenente Porfírio debochou: – Digam ao coronel que a distância é a mesma. Ele que venha aqui. Acabrunhados, os soldados comunicaram o fato ao coronel. E ouviram: – Muito bem: voltem e tragam Porfírio de qualquer jeito! Quando os dois se aproximaram da casa de Porfírio ele já saltou de revólver em punho, na varanda. Mas tombou (numa fração de segundos) mortalmente ferido, sem ter tido tempo para algum tiro certeiro. Colocado numa rede foi levado para o quartel e depois sepultado com uma sava de tiros a que tinha direito. Abriu-se inquérito policial para apuração da ocorrência. Motivo: desacato a autoridade. Desperto-me. Estou outra vez em Maceió. Olho para a presumível sepultura. Não consigo ir vê-la de perto. E deixo o cemitério.

Fonte: Luiz Nogueira Barros
Fonte de pesquisa: Jornal Gazeta de Alagoa.

Adquiri no blog Família Camboa do pesquisador Grismarim
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A temerosa invasão de Lampião


Ao saber da morte do seu mais respeitado cangaceiro, Zé Baiano, morto em emboscada ardilosamente planejada pelo coiteiro Antônio de Chiquinho, na Lagoa Nova em Alagadiço. 


Tendo o corpo do cangaceiro sido jogado em um formigueiro, o seu líder, Virgulino Ferreira da Silva, reuniu seu bando e partiu com destino a Frei Paulo para por em prática um sórdido plano de vingança. Ele planejara uma sangrenta invasão de nossa cidade. Isso ocorreu nos anos 30, durante a famosa seca que assolou o sertão sergipano. Além das aflições causadas pela longa estiagem, a população vivia apreensiva com a eminência desse ataque. 

Eronildes Ferreira de Carvalho

O interventor federal Eronildes Ferreira de Carvalho, proprietários da Fazenda Jaramataia  determinou a criação de uma “Força Volante” que permaneceu acampada por meses na antiga praça do mercado, atualmente Praça Capitão João Tavares. O grupo dormia em dezenas de redes armadas e os mantimentos eram cozinhados em panelões.

O povo de Frei Paulo ainda hoje acredita que foi a espada do padroeiro São Paulo que impediu a entrada do bando de Lampião. Segundo uma lenda contada em prosa e versos pelos mais antigos, toda vez que o cangaceiro tentava entrar em Frei Paulo, era acometido de uma terrível dor nos olhos e nos ouvidos e uma caganeira que o deixava muito debilitado. O Padre Madeira mandou virar para cima a espada da imagem de São Paulo, que era voltada para baixo. Foram tempos difíceis e o medo imperava.


Meu pai relata que viu Lampião e seu bando na feira de Ribeirópolis no anos de 1927, como ele era uma criança, passou por baixo das pernas dos adultos que se aglomeravam para ver de perto o rei do cangaço, imponente, com suas indumentárias, olhar de mau, taciturno e sério. Armado de punhais, parabelo nos quartos, ostensivas cartucheiras em forma de xis e em uma das mãos um rifle papo amarelo. Era a lenda viva dos sertões bem ali na sua frente, cercado de outros cangaceiros e sua mulher Maria Bonita.

Mas em Frei Paulo ele jamais pisou os pés, graça a bravura de seus habitantes que voluntariamente se juntavam à "Força Volante" para enfrentar os cangaceiros. Logo os rumores de atrocidades praticadas pelo bandoleiro começaram a chegar. Ele já teria invadido fazendas em Carira, Cipó de Leite e Mocambo, sua chegada a Frei Paulo seria uma questão de tempo. Lampião mandou um bilhete para o intendente Maurício Ettinger com o seguinte teor: “Quando menos isperá nois invade sua cidade; num vai iscapá nem menino de 9 mês, a cabeça do delegado Germino vai rolar”

Germino Góes era o pai de Antônio de Germino, dono do Alambique da Imbira, que fabricava a Ibiracema, a melhor cachaça da região. Ele teve que fugir para o sul da Bahia para não ser morto, pois sua fazenda fora diversas vezes saqueada pelos bandos de Lampião e Zé Baiano. Fez isso porque se recusava a ser coiteiro de Lampião. O seu neto, Germino Neto é casado com minha irmã Selma. A morte de Zé Baiano, planejada por Antônio de Chiquinho não trouxe paz, pelo contrario, deu início a uma guerra que por pouco não se consumou.

Lampião e seu bando ainda ficaram alguns dias acampados às portas de Frei Paulo, o local onde ele se preparava para a invasão era ali, onde fica hoje o Curral do Açougue, no pé da ladeira que dá acesso à cidade. Felizmente o bandido bateu em retirada, ao saber que teria uma resistência à altura. Rumou para a Bahia e tempos depois foi morto numa troca de tiros com a volante na gruta de Angicos, próximo de Propriá.

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sábado, 10 de agosto de 2013

O Trupé Cultural de Jadilson Ferraz !

Por: João de Sousa Lima
 Jadilson Ferraz comandou o Trupé Cultural

O evento Trupé Cultural, acontecido em Petrolândia, Pernambuco, foi um sucesso. O idealizador do evento, o músico e empresário Jadilson Ferraz, conseguiu reunir os diversos seguimentos da arte e reunir uma grande multidão que lotou a orla da cidade e o Museu Restaurante Trupé cultural. O Museu foi também palco de várias apresentações. O grande poeta Chico Pedrosa e as palestras de João de Sousa Lima lotaram o espaço do Museu.Várias bandas regionais, grupos de bacamarteiros, xaxados e danças abrilhantaram o palco principal. Destaque para o grupo Art Cênics de Paulo Afonso.

 

Jadilson Ferraz e João de Sousa Lima na grande Festa que foi o Trupé Cultura 2013 !

 


O empresário e músico Jadilson Ferraz promoveu em Petrolândia, Pernambuco, o grande evento Trupé Cultural.Durante os dias 03 e 04 de agosto a cidade foi palco de grandes apresentações artísticas e culturais, com destaque para as peças de teatro, bandas de músicas, grupos de danças e xaxados, concursos de poesias, mostras culturais e lançamentos de livros . Na oportunidade o escritor e historiador João de Sousa Lima fez palestras e realizou duas mostras sobre o Cangaço e Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, ao tempo que aconteceram as exposições foram também lançados os livros do escritor.

João de Sousa Lima
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CAUSAS, PERCURSO E CONSEQUÊNCIAS DO CANGAÇO

 Por: Antonio José de Oliveira

O cangaço foi sem sombra de dúvida um fenômeno nordestino que teve as diversas motivações para sua origem, sendo, portanto, um conjunto de fatores que conduziram os nossos jovens sertanejos às perigosas aventuras.
        
E, por certo é um fenômeno ocorrido, praticamente em uma única região do nosso vasto país: o Nordeste. Procurei pesquisar nas outras quatro regiões, se encontrava vestígios do cangaço e, apenas encontrei um episódio – que o tenho por isolado -, de um cidadão de nome 

www.em.com.br

Januário Garcia Leal, de uma família renomada, que, revoltado com o assassinato trágico de seu irmão, por sete indivíduos, que o ataram a uma árvore e lhe arrancaram a pele até a morte, ingressou na vida do crime, juntamente a outros familiares, e não deu trégua até matar todos os assassinos de seu irmão.
        
Informa a Wikipédia em data de 21.03.2013, que Januário, antes do crime havia sido nomeado Capitão de Ordenança do Distrito de São José de Nossa Senhora das Dores, hoje Alfenas-MG. Portanto, cidadão de uma família de posição social elevada.

orgedesiqueira.blogspot.com

“A Justiça colonial não tomou providências, deixando impunes os sete irmãos que havia perpetrado a revoltante barbárie” – informação da supramencionada fonte.
      
As centenas de cangaceiros dos relatos da história do cangaço são filhos dos sofridos sertões nordestinos, especialmente nos idos anos VINTE e TRINTA do século passado.

Vídeo com Lampião

Mesmo assim, há mais de cento e quarenta  anos antes do ingresso de Virgolino na  senda do cangaço, morria na forca em Recife, o 

oglobo.globo.com

Cangaceiro José Gomes  - O Cabeleira, que tinha como companheiros de infortúnio, seu próprio pai Joaquim Gomes (que o ensinou a ser cruel) e Teodósio. Informa o escritor Franklin Távora em seu romance O CABELIRA.

Lucas da Feira - blogdomendesemendes.blogspot.com

“Em 25 de setembro de 1849, Lucas da Feira, o mais célebre bandido de seu tempo, foi enforcado num patíbulo erguido no Campo do Gado de Feira de Santana” – Informa o escritor Nelson Cadena em Memórias da Bahia.
       
Assim entendemos que, setenta anos, antes de Virgolino entrar no cangaço, morria na forca, um indivíduo que era tratado como cangaceiro. Lucas era tão perverso que a tradição relata que o 

Dom Pedro II - www.diariodorio.com

Imperador D. Pedro II, solicitou que o mesmo fosse conduzido a sua presença para que ele conhecesse a fisionomia de alguém que era tão cruel.
     
Antes de Virgolino virar Lampião, existia o cangaceiro romântico, Jesuíno Alves de Melo Calado, ou simplesmente Jesuíno Brilhante.

Mais tarde, comandou um grupo de cangaceiros, Manoel Batista de Morais, que passou a se chamar Antonio Silvino, apelidado de O Rifle de Ouro.

     
cgretalhos.blogspot.com

Silvino foi preso em 1914 quando Virgolino ainda era um adolescente de 16 anos  e, pensava apenas no trabalho de almocreve junto ao pai. Informa Semira  Adler Vainsencher da Fundação Joaquim Nabuco.

Sinhô Pereira -blogdomendesemendes.blogspot.com

Sebastião Pereira da Silva – o Sinhô Pereira, foi o chefe de cangaço que, em 1922, abandonou o cangaço e entregou  o grupo a um dos seus componentes – Virgolino Ferreira da Silva, vindo a falecer em 1972.
      
Muitos foram os fatores que levaram os jovens nordestinos a ingressarem no cangaço, começando pela própria aridez de um sertão que, se com os recursos de hoje não propicia melhores dias para seus habitantes, diga você, há oitenta e cem anos passados!
      
Porém, conforme os escritos que acompanhamos, a maioria entrou no cangaço por algum tipo de vingança, principalmente vingança contra aqueles que praticaram atos violentos contra seus familiares, como foi o caso de Januário Garcia Leal, que viu seu irmão João Garcia ser assassinado sem que houvesse providência. Antonio Silvino, que teve o pai assassinado e nada aconteceu com quem cometeu o assassinato. Sinhô Pereira, que passou pela mesma situação quando assassinaram seu irmão Né Pereira. E, Virgolino, que embora já tivesse as suas desavenças com a família vizinha, mas poderia ter sido evitado o pior, que foi a morte do velho pai – José Ferreira.
     
Um renomado pesquisador do cangaço, cujo nome não me recordo, afirmou que “entre os sertanejos, o filho que soubesse quem assassinou o pai e nada fizesse como vingança, seria desprezado pela sociedade do seu tempo. Era tido como um covarde”.
     
Tantos outros cangaceiros têm a sua história de vingança.
     
E com essa coragem tão extremada dos nossos jovens sertanejos, as conseqüências foram as mais desastrosas possíveis. Foram mortes, sequestros, furtos para a sobrevivência de uma vida errante por entre as caatingas, sem falar na grande quantidade de jovens que deixaram seus familiares e ingressaram na Polícia e saíram a caçar, muitas vezes os próprios conterrâneos, como aconteceu com o 


Tenente Zé Rufino, que conhecia Virgolino, e ingressou na Força Policial, chegando a matar mais de vinte jovens-cangaceiros, conforme ele mesmo relatou em entrevista.

Assim foi o cangaço! Repleto de lutas, vinganças e sofrimento. Só uma coisa eu digo: “Ninguém nasce cangaceiro”!

Enviado pelo pesquisador
Antonio José de Oliveira
Povoado Bela Vista
Serrinha-Ba.

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Casa de Menores Mário Negócio - uma instituição extinta - Parte IV

Por: José Mendes Pereira
Foto: Que coisa, hein!

Nos anos sessenta - Raimundo Feliciano e José Mendes Pereira
 Raimundo Feliciano e José Mendes Pereira

Meu amigo e irmão Raimundo Feliciano: 

Ah, se os tempos voltassem para vivermos novamente aquelas façanhas, que de vez por outra nós as aprontávamos! Principalmente você, que não deixava ninguém quieto.

Sentirmos o cheiro do leite que  bebíamos todas as manhãs fornecido pelo programa do governo “Aliança para o Progresso”.  Comermos aquele queijo de cor alaranjada; não tenho plena certeza, mas me parece que o seu nome era queijo do reino.

 
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Almoçarmos belas comidas feitas pela cozinheira Beatriz Melo, que em matéria de cozinhar, era a melhor daquela instituição. Mas em contra partida, tínhamos um jantar muito fraco, sopa feita de caldo de feijão, sem nenhum gosto de carne, que até hoje, quando eu vejo sopa, não me sai da lembrança daqueles tempos.

À noite, ao chegarmos das nossas escolas, cada um recebia um pão com um taco de rapadura. Alguns deles não queriam, porque já haviam merendado fora. Mas aquele que merendava fora, era patrocinado pelos pais ou pelos parentes.

 
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Fugirmos da presença da vice-diretora, em busca de um lugar seguro para fumarmos. Vício que ela mesma era dependente, e até hoje, tenho notícias que ainda fuma. Mesmo ela sendo fumante, combatia fortemente aos internos que também eram viciados.

 
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Permanecermos nas calçadas da escola, após o jantar, vendo as lindas meninas passeando pelas ruas dos antigos igapós, nas imediações dos Pereiros. Também para recebermos ligações de várias mocinhas que viviam nos rodeando, como se nós fôssemos artistas. Coisas de meninas novas.

Lembro que duas vezes por semana, nós dois, saíamos em uma bicicleta cargueira, até a  Ilha de Santa Luzia, à Rua General Péricles, na Mercearia do Zé Maia (cunhado da vice-diretora), para apanharmos uma porção de bananas para a escola,  e ao retornarmos, em vez de seguirmos para a instituição, ficávamos sobre 

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a barragens Jerônimo Rosado, e ali, nós comíamos bananas em abundância, e jogávamos as cascas sobre a água, só para vermos elas passando de um lado para outro através do deslizar das águas.

 
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O nosso medo era que ao chegarmos à escola, as bananas fossem contadas pelas empregadas ou pela vice-diretora. Mas felizmente isto nunca foi feito, apenas nós temíamos. E os assaltos às bananas continuavam. Mas tudo que nós fazíamos jamais nos ridicularizou, apenas praticávamos coisas de adolescentes.

Nos dias de hoje, tudo é diferente. Ninguém confia em ninguém. São poucos que praticam certas desordens, e abandonam ao se tornarem adultos. 

Aquela escola era nossa, e que todos os internos de qualquer instituição educacional praticam as mesmas desordens. Mas o bom é que não as leve para sua vida adulta.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte:
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PAULO AFONSO E PIRANHAS: ROTEIROS INTEGRADOS DO CANGAÇO (Uma visão sobre histórica)

Por: João de Sousa Lima

Paulo Afonso e Piranhas desenvolveram Os Roteiros Integrados do Cangaço e estão realizando seminários e palestras, consolidando as rotas e incentivando o turismo, despertando pesquisadores, escritores, estudantes e curiosos para os fatos históricos acontecidos nas duas cidades.

Em julho houve um grande encontro cultural em Piranhas e contou com a participação de estudiosos do cangaço de várias partes do país.

Em Paulo Afonso as visitações ao Museu casa de Maria Bonita tem crescido a cada dia.


Paulo Afonso tem muitas histórias do cangaço
Vários lugares e pessoas preservam memória












Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço 
João de Sousa Lima

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Confira a matéria sobre o escritor Rubervânio Lima na edição de julho do Jornal Folha Sertaneja

Rubinhoo Lima

Clique no link abaixo:

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O coiteiro Pedro de Cândido

Por: Antonio José de Oliveira
Antonio José de Oliveira
Mendes amigo: 

Estive falando com o nobre pesquisador RANGEL COSTA, através o BLOG-RANGEL, que o coiteiro Pedro de Cândido não merece ser chamado de traidor como às vezes alguns pesquisadores (creio que poucos), o chamam.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQoOhOXoBg6A99SuJbkuDelE9RdAdNDZMFMf-eja5aHlOxPwDoCrUqE57uGyiDVvswl2pioem4iidLAevBJ1GH9OwPkgIcWy34gEyZJJkjyeukGo4W3wFdyQuk74oQgiPBUW7EgEtRPf0/s400/DSC00915.JPG
Segundo o escritor João de Sousa Lima o Pedro é o da esquerda

Isto porque as circunstâncias devem tê-lo conduzido a tal situação - a indicação do coito de Angico. Estive gravando uma entrevista com um cidadão de Serra Talhada que conhece familiares do povo de José Ferreira, e afirma que o coiteiro Pedro de Cândido era homem de confiança de Lampião, e que foi forçado a levar a polícia até o coito. 

Lampião

Segundo meu entrevistado, "de boa vontade ele não o faria". Não sei qual é sua opinião e do Professor RANGEL quanto ao assunto. 


Mas, creio que seja a mesma coisa que eu penso. 

Antonio José de Oliveira
Serrinha-Ba. em COITEIRO

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