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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

LEMBRANÇAS DO ETERNO REI DO BAIÃO

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No dia 02 de agosto de 1989, de parada cardiorespiratória, morria no Recife onde estava internado há dias, um dos maiores artistas deste País, Luiz Gonzaga, o rei do baião. Ele tinha na ocasião 76 anos de idade e continuava sendo um artista muito popular, embora já não com o esplendor das décadas de 40 e 50. Em dezembro último foram realizadas por todo o Brasil muitas homenagens a Luiz Gonzaga pela passagem do centenário de seu nascimento que se deu no dia 12 de dezembro de 1912. Aliás, Gonzaga falava com tanto entusiasmo e com tantos detalhes sobre seu nascimento, que passava a impressão de que sua memória remontava ao dia em que sua mãe, dona Santana, o trouxe à luz:


Luiz Gonzaga esteve muitas vezes na rádio Bandeirantes desde os tempos da rua Paula Souza, em algumas ocasiões para se apresentar no auditório da emissora e, em outras, para ser entrevistado por um dos apresentadores da casa. Nos arquivos do CEDOM – Centro de Documentação e Memória da rádio Bandeirantes, temos vários desses registros. Muitos deles vocês poderão conferir no sábado, dia 09 de março as 23hs00, com reprise às 05hs00 do domingo, no projeto Memória, incluindo uma longa e memorável conversa que o velho Lua teve com os irmãos Amorim Filho e Expedito Duarte apresentadores do programa Nas Quebradas do Sertão, lembram-se? Muitas músicas e muitas estórias, além de antigos programas de rádio estrelados por Gonzaga, tudo isso em duas edições do Memória. A primeira neste sábado, e a segunda no próximo, dia 16, ambas com reprise no domingo.

http://blogs.band.com.br/miltonparron/lembrancas-do-eterno-rei-do-baiao/ 
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"UM LAMENTO NOS SERTÕES DO SERIDÓ

Por: Jair Eloi de Souza
Jair Eloi de Souza

 "UM LAMENTO NOS SERTÕES DO SERIDÓ
 
Vi!, terno nascer do dia, em tela de nevoeiro,
Manhã de domingo, ainda é plena primavera,
Chora nua a mata, sem lágrimas, desespero,
Em súplicas, um velho Sertão a rezar por ela.

Branca barba, empoeirada, em tom vermelho,
pensativo, amargoso, num barranco, o Seridó!
Profecia, esperança, a brotarem o ano inteiro,
Mas, a chuva velhaca, fez um trato com o sol."

Enviado pelo professor e pesquisador do cangaço, lá da cidade de Jardim de Piranhas Francisco Borges de Araújo

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VOLTA SECA, O MAIS JOVEM E O MAIS TEMIDO CANGACEIRO


Antonio dos Santos, vulgo Volta Seca, sergipano de Itabaiana, ingressou no bando de Lampião quase menino para escapar às surras diárias que sua madrasta lhe aplicava. Pode se dizer que pulou da frigideira e caiu no braseiro, porque começou a ser surrado por Lampião e pelos demais por causa de suas peraltices, próprias da idade. 


Suas funções se limitavam a dar banho nos cavalos, lavar louça e roupa suja e também espionar nas cidades se havia muitos policiais em ronda. Tanto apanhou que acabou se tornando um dos cangaceiros mais violentos de todo o bando. Astuto, corajoso e agressivo, em contraste com uma grande sensibilidade artística. Apesar de semi alfabetizado, escrevia com grande facilidade versos e também compunha músicas que o bando inteiro conhecia e entoava com entusiasmo quando estava acampado em alguma fazenda sob proteção do próprio dono. Ouçam, clicando abaixo, Volta Seca cantando dele próprio uma das músicas que os cangaceiros mais gostavam, chamada Acorda Maria Bonita:


Volta Seca foi preso 3 vezes, tendo fugido nas duas primeiras. Foi sentenciado a 145 anos, mais tarde a pena foi reduzida para 30 e finalmente para 20, não a tendo cumprido integralmente porque o presidente Getúlio Vargas lhe concedeu o perdão, em 1954.


O cangaceiro Volta Seca morreu em 1997 em Leopoldina, Minas Gerais, onde estava morando. Ele é um dos personagens do programa Memória onde está sendo apresentada uma série especial sobre o cangaço no Brasil. Memória vai ao ar pela rádio Bandeirantes em 840 AM, e em FM 90,9, aos sábados as 23hs00 com reprise aos domingos as 05hs00. 

http://blogs.band.com.br/miltonparron/volta-seca-o-mais-jovem-e-o-mais-temido-cangaceiro

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Mossoró e suas Bandas de Músicas III - 20 de Outubro de 2013

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 1918, a Sociedade \"União Caixeiral\" resolveu fundar uma entidade que apoiasse uma nova Banda de Música, totalmente independente das que já haviam existido em Mossoró. Assim nasceu a \"União Musical\", que pleiteou junto à Intendência (Prefeitura), uma subvenção para ajudar na manutenção da Banda, o que foi concedido pelo então Presidente da Intendência (Prefeito) Jerônimo Rosado, cujo montante era de 75$000. Essa banda estreou a 13 de dezembro do mesmo ano, em plena festa da Padroeira, dirigida pelo Professor Irineu Wanderley dos Santos. Dois dias depois, a 15 de dezembro, dava a tradicional e clássica retreta no pátio do Democrata Club, para a qual afluiu grande número de ouvintes. Essa Banda, porém, teve curta duração: problemas políticos fizeram com que o Professor Irineu desistisse da Banda eem 7 de setembro de 1919 era anunciado o fim da agremiação. Depois disso houve mais um período de silêncio musical na cidade.
               
Camilo Porto da Silva Figueiredo assumiu a Presidência da Intendência de Mossoró em 1920. Interessado pelos problemas da terra, comprou em Aracati/CE, o instrumental da antiga \"Filantrópica Figueiredo\", recebendo-o festivamente no bairro Paredões, onde fez reunir os elementos que compunham as antigas corporações musicais do lugar. Foi o próprio Camilo que fez a distribuição dos instrumentos entre os músicos presentes, vindo os mesmos para a cidade, tocando, no meio da mais completa alegria, seguido pelo povo, que, mais uma vez, aplaudia a iniciativa. Entretanto a Banda não durou muito tempo. Mais uma vez as dissidências entre artistas fizeram com que o sonho não fosse avante.
               
Em 1921 organizou-se o Grêmio Musical, ficando a diretoria do mesmo entregue a Vicente Gomes Bezerra (Vicente Canuto), os quatro irmãos Paraguai, Manuel Chaves, mais conhecido por Sêo Né de Zuza, Estevam Cruz, Maciel Pereira e os cearenses Napoleão e José Afonso Coelho.
               
Por volta de 1922 surge o Capitão Trigueiro, influente e entendido no assunto. Encabeçando um movimento pró-arte, sai em comissão pelo comércio, em companhia do Monsenhor Manuel de Almeida Barreto, dos senhores José Alves Tavares, Cunha da Mota e Dr. Eliseu Viana. Arrecadaram a quantia de 5.000$000, que foi destinado a uma orquestra, que foi assim constituída:
               
.Violinos: Dona Alcinda Carvalho, Dona Apolonia Bezerra de Albuquerque e seu irmão, Vicente Gomes Bezerra;

               .Violoncelos: Pedro Ciarlini e Artur Paraguai;
               .Basso de Cordas: Pedro Paraguai;
               .Flautas: Dr. Eliseu Viana e Silvério Gilgueira (Filgueirinha);
               .Oboe: Cícero Adeoliveira (Cícero Padeiro);
               .Clarinetes: Geraldo Paraguai e Cícero Fernandes;
               .Piano: Mimosa Almeida;
               .Bandolino: Albaniza Montes.
               
Era o próprio Capitão Trigueiro que ensaiava e regia essa orquestra, cujo repertório continha belas músicas. Mas as atividades dessa agremiação não foram constantes, fazendo apenas algumas raras apresentações.
               
Em 9 de abril de 1927 Joaquim Ribeiro chega a Mossoró, acompanhado do seu filho menor, José Nogueira Freire, vindos da cidade Jaguaribana de União, hoje Jaguaruana. Atendendo ao convite do Coronel Rodolfo Fernandes, Presidente da Intendência, comparece a uma reunião juntamente com outros membros da Intendência, os músicos da terra, jornalistas José Martins de Vasconcelos e Joaquim Carvalho e outros. O motivo da reunião era exatamente o de reativar o \"Grêmio Musical\". A direção da agremiação ficou a cargo de Joaquim Ribeiro. Esse, depois de vários ajustes, mudou o nome da banda para\"Grêmio Musical Santa Luzia\". Essa Banda sobreviveu até 1942. Com o fim da Banda, os seus instrumentos foram doados a Diocese de Mossoró.
               
De posse desses instrumentos o Bispo passou os mesmos ao Colégio Diocesano Santa Luzia, na época dirigido pelo Cônego JorgeO\'Grady, que organizaou uma agremiação musical no Colégio, tendo a frente o Professor Pedro de Castro.
              
               Continua...


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Fonte: http://www.blogdogemaia.com/index.php?arq=09/2011


Autor:
Jornalista Geraldo Maia do Nascimento

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CONVITE

 


Poeta e cronista
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