Seguidores

sábado, 21 de novembro de 2015

PRECISAMOS COMPROVAR QUEM É QUEM NA FOTO

Por Geziel Moura

Solicito pequena ajuda dos amigos, na identificação de um cangaceiro, e para isto, farei breve relato, que me fez ficar em dúvida. Em seu livro, Lampião: As Mulheres e o Cangaço, edição de 1984, o escritor Antônio Amaury aponta tal cangaceiro, como sendo Cirilo de Engrácia (p. 156) (vide foto), é óbvio que não poderia ser, pois este morreu, em agosto de 1935, conforme o Diário de Pernambuco de 28.08.1935 (vide imagem), sendo que o autor da foto, Benjamin Botto esteve com o bando, por duas vezes, somente em 1936. Na edição de 2012, do mesmo livro, a foto foi suprimida, portanto a dúvida persistiu.

No Livro - Álbum, Os Cangaceiros de Élise Jasmin, o cabra aparece em diversas fotos, porém a autora não assume o nome, dizendo apenas que seja "desconhecido".

Em sua recente obra Corisco, A sombra de Lampião, de Sérgio Dantas, o cangaceiro aparece com o nome de Ricardo Rocha, vulgo Ricardo Pontaria (Vide foto), cuja identificação, tal autor se apoia, dentre outras coisas, o reconhecimento feito por Moreno, e Candeeiro. E agora? o que os amigos pensam sobre isto?

Fonte: facebook
Página: Geziel Moura‎ OFÍCIO DAS ESPINGARDAS

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O FORRÓ DE JAIME

Por Rangel Alves da Costa*

Com o falecimento de Miltinho, responsável pela preservação e continuidade da tradição forrozeira no sertão sergipano de Nossa Senhora da Conceição de Poço Redondo, alguns logo sentenciaram o fim do autêntico forró pé de serra como animação costumeira de chinelado e ralabucho. Com efeito, somente Miltinho mantinha a preocupação de não deixar esmorecer o autêntico forró de salão e aquelas raízes tão profundamente fincadas no povo sertanejo de mais idade.

Amainando as preocupações dos antigos forrozeiros, verdadeiros apaixonados pelo compasso suado e o vai-e-vem requebrado, alguns sanfoneiros continuaram puxando o fole no salão de Miltinho. Mas nada mais era como antes. Sem a presença do comandante maior, mesmo forró de casa cheia tinha a mesma animação nem o mesmo contagiamento de antes. Por consequência, os forrós foram se rareando e somente em épocas festivas o salão reabre suas portas.

Logicamente que tudo isso causava um desânimo danado nos apaixonados pelo velho e bom pé de serra. Ademais, era até incompreensível que em pleno sertão o seu habitante mais tradicional de repente se visse apartado da sanfona, do zabumba, do pandeiro, do triângulo, do cantador, do forró como expressão maior. Foi então que o empresário Jaime Mendonça teve a ideia de aproveitar um espaço aberto num seu empreendimento e ali colocar à disposição do forró e dos forrozeiros.

Foi a tábua de salvação forrozeira. A partir de então, todos os sábados, geralmente a partir da boca da noite e se estendendo até dez horas ou mais, a sanfona come solta ao lado do Alto de Tindinha, num espaço adjacente ao Posto Bijota, todo cimentado, seguro, com o frescor da aragem sertaneja, e distando menos de um quilômetro do centro da cidade. E é a coisa mais bonita de se apreciar: a velha guarda sertaneja ali reunida, dançando sem parar, sem pagar um tostão, num fôlego e disposição maiores que o da juventude.

A iniciativa de Jaime – que não somente fornece o espaço como cuida do bem-estar de todos e paga ao tocador e seu grupo - prosperou de tal forma que a fama do forró ultrapassou fronteiras. Todo sábado uma verdadeira procissão de forrozeiros, entre homens e mulheres, chega das redondezas sertanejas e até municípios mais distantes para aproveitar a festança matuta. Quem está na cidade sequer imagina a forrozança animada de logo depois da ponte.


É uma verdadeira romaria. Ônibus são fretados em Canindé exclusivamente para o chinelado bom, veículos de todas as placas estacionam para o “funrufá da moléstia”. Há um carteiro de Nossa Senhora da Glória, rapaz ainda moço, que não perde um só forró. Que chova ou faça sol, e ele marcando presença. E assim muitos outros que veem no Forró de Jaime a oportunidade de reencontrar suas raízes e cultivar suas tradições mais antigas.

Mas o Forró de Jaime só alcançou tal fama e importância pela organização que possui. Jaime fornece o espaço, paga o sanfoneiro, mas quem toma frente para tudo sair a contento é o vereador Aderaldo Caldeira, contando sempre com a ajuda de João e outros da velha guarda cabocla. Segundo o próprio Aderaldo, há também uma preocupação em socializar as oportunidades. Ou seja, não há um só sanfoneiro responsável pela festança, mas dando a cada um a chance de ganhar sua parte. Assim, um sábado é reservado a Olivan, outro sábado a Vera, ou mesmo os dois numa só noite, ou ainda outros tocadores. O próprio Aderaldo de vez em quando puxa o fole com gosto. Sabe mais fazer política, mas ali o dançador quer mesmo é o som do fole roncando.

E quando o fole ronca é um deus nos acuda. Pedro Rosendo puxa uma de lado e sai numa maestria forrozeira de deixar qualquer um de queixo caído. Zé Bina se transforma em menino novo e parece não querer mais parar de dançar. Fernando rodopia pelo salão de fazer voar a saia da companheira. Até Eraldo de Chico Bilato se mostra passinho de ouro naquele encantamento matuto. É coisa verdadeiramente de se admirar. Senhores com oitenta anos e mais num fôlego de espantar. Senhoras já tidas como velhas por muitos e ali numa graciosidade dançadeira e numa afoiteza que só vendo. E o forró correndo solto.

Toda vez que chego ali logo recordo de Miltinho. Todo forró tem a sua feição e a sua memória. E certamente que Jaime mandará levantar uma placa dizendo “Espaço Forrozeiro Miltinho”. Nada mais justo.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com 

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Livro CHARGES COM LAMPEÃO

Autor Luiz Ruben Bonfim

Adquira logo o seu através deste gmail: luiz.ruben54@gmail.com

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

TEMOR EM MOSSORÓ, MEDO EM AREIA BRANCA

Por Tomislav R. Femenick – Historiador

No dia 31 de janeiro de 1926, quando o jovem Padre Luiz Ferreira da Mota (o célebre Padre Mota que depois viria a ser vigário geral, prefeito e deputado estadual) tomava posse como o novo vigário de Mossoró, correu a notícia de que os revoltosos da Coluna Prestes estavam na iminência de atacar a cidade. Em ata paroquial, o Padre Mota registrou o impacto que a noticia de um provável ataque da Coluna a “capital do oeste” teve entre a população da cidade. Dizia ele:

“Neste mesmo dia, espalhou-se pela cidade o terror da notícia de que os revoltosos se encaminhavam pa­ra nossas fronteiras, noticia que foi divulgada pe­la manhã, e logo começou o êxodo da população. Quando me dirigia para a Matriz, às 8 e meia, para a posse, fui, com surpresa, avisado do que se passava e sobretudo de que certas pessoas de autorida­de e responsabilidade já haviam abandonado, preci­pitadamente, a cidade. Diante desta situação, resolvi fazer um apelo de tranquilidade ao público, para melhor se resolver a situação e convocar uma sessão de todas as autoridades e pessoas de responsabili­dade, o que fiz de púlpito, com palavras repassadas de fé no patrocínio de nossa Virgem Padroeira, Santa Luzia, e também de confiança no patriotismo do nos­so povo. A sessão realizou-se no mesmo dia, a 1 ho­ra da tarde, no edifício do Colégio Diocesano, com grande comparecimento de povo e nela tomaram-se me­didas que são do domínio público. Dai por diante, nos dias de aflição e apreensão pa­ra o nosso povo, sempre tomei a dianteira de todas as manifestações civico-patrióticas pela defesa da nossa cidade, procurando, sobretudo despertar o ânimo do povo, aconselhando a calma, prudência e per­manência na cidade, para guarda dos acontecimentos. Aprouve a Deus que tudo se passasse sem desgraças e atropelos para nosso povo; os rebeldes tomaram outro rumo e nossa população voltou à paz do costu­me, que a caracteriza. Todos [nós] reconhecemos, nesta salvação de tamanho fla­gelo, [que foi] o dedo de Deus que nos protegeu, por intercessão da nossa querida Padroeira Santa Luzia. Em reconhecimento de tão grande graça, cantou-se um ‘Te Deum’ solene, em ação de graças, no domingo, 21, pelas 5 horas da tarde” – Texto transcrito do livro do tombo da igreja de Santa Luzia, em Mossoró-RN.
           
Mossoró, pela sua importância econômica e estratégica, foi um palco de agitação quando os revoltosos que estavam nas imediações da cidade de Jaguaribe, no Ceará, se preparavam para adentrar em nosso Estado. Diz Raimundo Nonato (1966): Mossoró era “um porto aberto ao intercambio de vasta área do comercio nordestino, no negócio de algodão, sal, sementes de oiticica, cera de carnaúba, gesso [e com] agência do Banco do Brasil, não sendo despropositada a precisão de assalto, depois de longas travessias e combates, a um porto que oferecia vantagens múltiplas, inclusive o reaprovisionamento de tropa”.
          
Essa ameaça de ataque iminente espalhou o medo na população que procurou fugir da cidade. Um grande contingente de pessoas foi se refugiar em Areia Branca. A companhia Estrada de Ferro Mossoró-Porto Franco colocou diversos trens extras, porém não conseguiu atender a demanda e mais de 150 pessoas não tiveram como embarcar. Quem não conseguiu lugar nos trens, fugiu para qualquer lugar da vizinhança.
          
Na cidade se preparava a resistência. O deputado Juvenal Lamartine, o chefe da polícia (Dr. Silvino Bezerra), o comandante da polícia militar (Cel. Joaquim Anselmo), o intendente municipal (Cel. Rodolfo Fernandes, que um ano depois comandou a defesa da cidade contra o ataque de Lampião), o presidente da Associação Comercial (Cel. Cunha da Mota), o vice-presidente da intendência (Dr. Hemetério Fernandes) e muitos outros organizaram o esquema de defesa. Algumas das decisões tomadas foram: a distribuição de armas e munições fornecidas pelo Exército Nacional, a formação de trincheiras em torno da cidade e na zona urbana e a vigilância da fronteira com o Ceará.
         
O Padre Mota, o novo vigário da Igreja de Santa Luzia, atuava em várias frentes. Ao mesmo tempo em que cedia o prédio do Ginásio Santa Luzia (onde hoje é a agencia central do Banco do Brasil) para servir de sede do “quartel general” da defesa da cidade, promovia reuniões entre os representantes do governo com as lideranças civis e procurava acalmar as famílias e evitar as fugas precipitadas, com seus sermões nas missas e, inclusive, com a publicação de um Boletim.
          
Os revoltosos não chegaram a Mossoró, como não chegaram a Areia Branca e Natal, cidade onde as notícias e boatos de ataques da Coluna Prestes também chegaram, com maior ou menos alarme que causaram na “capital do oeste”.
Medo em Areia Branca
            
No ano do ataque da Coluna Prestes ao Rio Grande do Norte, a cidade e o porto de Areia Branca tinham importância vital para a economia do Estado. Muito mais do que é hoje. Eram ligados a Mossoró pela Estrada de Ferro Mossoró-Porto Franco, cujos trilhos serviam de rota para as exportações e importações do oeste potiguar, da região jaguaribana cearense e, ainda, do alto sertão paraibano.
            
Segundo Paulo Pereira dos Santos (2002), por um longo período que vai das décadas de 70/80 do século XIX até as três primeiras do século XX, toda a atividade empresarial da região oeste do Estado, em especial dos estabelecimentos industriais e comerciais localizados em Mossoró, se refletia na intensa movimentação do porto de Areia Branca. De 1893 a 1895, cento e cinquenta e seis embarcações atracaram naquele porto, enchendo seus porões com mercadorias exportadas por firmas mossoroenses. Em 1911, cento e treze navios nacionais e outros 153 estrangeiros levaram produtos negociados por empresários de Mossoró, sendo 33 noruegueses, 30 ingleses, 50 alemães, 17 dinamarqueses, 10 suecos, seis holandeses, quatro portugueses, um americano, um francês e um russo. O porto de Areia Branca movimentava anualmente entre 200 e 250 mil toneladas de cargas, enquanto o porto de Natal movimentava cerca de 40 mil e os de Fortaleza e Cabedelo, 90 mil cada um deles. Era o sétimo maior porto do Brasil, em movimentação de tonelagem de cargas e contribuía com 58% das receitas portuárias do Estado, enquanto que Natal contribuía com 40%, e Macau apenas com 2%. Além de porto cargueiro, Areia Branca era também ponto de escala de navios de passageiros (os chamados paquetes) e navios mistos – carga e passageiros – da Companhia Nacional de Navegação Costeira, da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro e de outras empresas marítimas.
          
Naquele começo de ano, a notícia que circulava na cidade era de que um batalhão de Exército estava vindo de Fortaleza pelo navio Paconé (embarcação de origem alemã, confiscada pelo governo brasileiro durante a Primeira Grande Guerra e então agregado à frota do Lloyd) e de lá deveria seguir para Mossoró e para o alto oeste, com a missão de defender as localidades ameaçadas de ataques pelos integrantes de um pelotão avançado da Coluna Prestes, o mesmo que já havia atacado cidades do interior do Ceará.
            
Envolta nesse clima, a cidade recebia uma multidão que era despejada das embarcações que faziam a ligação entre Porto Franco e Areia Branca. Eram as pessoas vindas de Mossoró – principalmente, mulheres, crianças e velhos –, fugidas de um possível ataque da Coluna Prestes. Como as hospedarias já estavam cheias pelos passageiros que esperavam a chagada do Paconé e que iriam embarcar para Recife, Maceió, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, os mossoroenses foram abrigados em casas de parentes, amigos e até de desconhecidos.
            
Em uma localidade relativamente calma, essa situação inusitada de agitação gerou uma serie de hipóteses e especulações, envolvendo a cidade e o porto. Umas eram simples boatos. O mais difundido dizia que entre os defensores das cidades atacadas haveria um herói areia-branquense, José de Samuel, isso quando nem ataques ainda tinha havido no Rio Grande do Norte e o impávido Zé de Samuel estava placidamente trabalhando em uma máquina de beneficiar arroz, em uma fazenda localizada em Apodi. Outro propagava que o popular “Geleia, muito conhecido nos círculos de jogatina”, servia de indicador de caminho para os revoltosos.
           
Todavia as autoridades estudavam seriamente um sistema de defesa para o porto, tendo em vista a possibilidade de que os militares rebelados, com a habilidade de estrategistas que possuíam, optassem por um caminho alternativo e, evitando atacar Mossoró, atacassem Areia Branca, o seu porto de abastecimento. Seria uma maneira de garantir o reaprovisionamento das suas tropas e, ao mesmo tempo, um grande tento que, certamente, teria repercussão nacional como uma derrota das forças legalistas. Afora a invasão da multidão de mossoroenses que foram se abrigar na cidade, nada mais aconteceu em Areia Branca.
           
No Rio Grande do Norte as lutas da Coluna Preste se limitaram a São Miguel e Luiz Gomes.

Tomislav R. Femenick

Mestre em Economia, pela PUC-SP, com extensão de Sociologia e História; pós-graduado em Economia Aplicada para Executivos, pela FGV-SP e bacharel em Ciências Contábeis, pela Universidade Cidade de São Paulo.

É sócio e diretor principal da Femenick & Associados Auditoria e Consultoria S/C Ltda, empresa nacional de auditoria, perícia e consultoria, fundada em 1987 e foi diretor adjunto (assistente da diretoria) da Soteconti Auditores, Campiglia & Cia e da Revisora Nacional/Deloit, empresas nacionais de auditoria. Foi sócio e diretor da Technoway, empresa de organização de eventos e editora; diretor superintendente das Empresas Mayrton Monteleone, revendedoras Mercedes Bens e Massey Fergunson, em São Paulo e Goiás; gerente de divisão do Banco Geral do Comércio S/A; diretor adjunto da Cia. Real Brasileira de Seguros; assistente da diretoria do Banco Cidade S/A; titular do Serpes Serviço de Promoções e Pesquisas, de Mossoró-RN, empresa jornalística, instituto de pesquisas e de elaboração de projetos econômicos, além de funcionário do Banco do Nordeste do Brasil S/A.

Na capital paulista foi professor titular dos Centros Universitários UNIBERO, UNIFMU, FIAM-FAAM e Belas Artes, nas áreas de Economia, Contabilidade, Administração, Câmbio, Comércio Exterior, Finanças, Orçamentos, Mercado de Capitais, Custos, Auditoria e Perícia Contábil, além de Coordenador Acadêmico do curso de Hotelaria, do UNIFMU, e orientador de Estágios e Monografias, do UNIBERO. Foi professor visitante na PUC-SP, UNICID, Faculdades Paulo Eiró e Faculdade Santa Rita de Cássia. Atualmente é professor da FACEN-Faculdade de Ciências Empresariais e Estudos Costeiros de Natal e da Faculdade União Americana e professor visitante da UnP-Universidade Potiguar e da FAL-Faculdade de Natal.

É escritor, com mais de 40 obras publicadas, entre livros e monografias. Como jornalista, atuou em vários jornais do país. Atualmente é colaborador dos jornais Tribuna do Norte e O Jornal de Hoje, de Natal, e da Gazeta do Oeste e de O Mossoroense, de Mossoró – RN.

http://www.tomislav.com.br/temor-em-mossoro-medo-em-areia-branca/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

ESTES FORAM G-MAILS ENVIADOS PARA MIM POR DANIEL MOURA, BISNETO DE ANÁLIA FERREIRA DA SILVA IRMÃ DE LAMPIÃO.

Por Daniel Moura
Não sei quem é neto de Anália, se é o pai ou a mãe, mas os outros são bisnetos de Anália Ferreira

Boa tarde, amigo José Mendes Pereira! - Em Mossoró Rio Grande do Norte:

Eu sou o Daniel Moura bisneto da Anália Ferreira, e conforme o combinado, essa é a foto da minha família. Sentados estão meus pais, e em pé da esquerda para direita, minha irmã mais nova, e a mais velha, e eu, claro.

E perante as fotos já postadas, só peço que os leitores respeitem, e não façam o uso distorcido ou deturpado, juntamente com as informações por mim já fornecidas, pois tenho que prezar pelo bem da minha família né? Se puder avisar em seu blog, desde já agradeço.

Outro:

Mas ainda pode me tirar uma dúvida? Estou em conflito com o nome de minha bisavó, Anália/Amélia. Será que não teria por acaso alguma outra mulher na família com nome de Amélia segundo os estudiosos? Nem que fosse uma prima ou tia?

Adendo: - José Mendes Pereira

Grande Daniel Moura:

Eu estou apenas lhe passando o que estudei sobre os seus tios e tias, mas aprendi com os estudiosos do cangaço, e, eu, residindo em Mossoró, no Rio Grande do Norte, tão distante de onde nasceu o cangaço mesmo, só informo o que aprendi com os pesquisadores e escritores.

Todos os filhos dos seus tetra-avós são:

Antonio Ferreira,
Livino Ferreira,
Virgulino Ferreira,
Virtuosa Ferreira,
João Ferreira,
Angélica Ferreira,
Ezequiel Ferreira,
Maria Ferreira (dona Mocinha),
Anália Ferreira.

Ainda nasceram duas meninas e segundo um pesquisador (não me recordo no momento, mas me parece ter sido informação do escritor Sabino Bassetti, "se não foi, desculpa-me grande José Sabino Bassetti"), e uma delas morreu queimada. Então foram 11 filhos de José Ferreira com dona Maria Sulena da Purificação.

Alguns estudiosos do cangaço afirmam que Antonio Ferreira não era filho de José Ferreira, e sim, de um senhor chamado Venâncio, mas o escritor José Bezerra Lima Irmão que fez pesquisa durante 11 anos, descobriu que, o Antonio também era filho de José Ferreira. Como ele chegou a esta conclusão? Pela data do casamento de José Ferreira/Maria, e pela contagem dos meses do casamento do casal, ele é mesmo filho do patriarca dos Ferreiras.

Não tem na história do cangaço uma Amélia sendo irmã de Lampião. Você é muito novo e deve ter si confundido, já que não conheceu a sua bisavó, por morar em outro lugar distante da cidade que você morava ou ainda mora.

Respondeu-me o Daniel dizendo seguinte:

Ah, sim José Mendes Pereira! Então deve ser isso, porque depois que minha avó foi embora da Paraíba os contatos com os familiares foram perdidos, tanto que ocorreu um encontro com seus irmãos que já não se sabia mais o paradeiro. Ela podia estar confundindo o nome então pela distância e os longos anos que ficaram sem se falar. 

Netinha, Limério e Chiquinha filhos de Anália irmã de Lampião

Segue uma foto de Francisca Ferreira da Silva, carinhosamente chamada de Vó Chiquinha por nós netos, bisnetos e tataranetos ou Dona Chiquinha por seus amigos e pessoas de seu convívio, juntamente com seus irmãos Limério e Tia Netinha nesse grande e feliz reencontro. Da esquerda pra direita: NETINHA, LIMÉRIO, CHIQUINHA. Somente Netinha está viva.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ANTÔNIO SILVINO “RIFLE DE OURO” NO MOMENTO DE SUA SAÍDA DA PENITÊNCIÁRIA DO RECIFE/PE, OCORRIDA NO DIA 13 DE MARÇO DE 1937.


ANTÔNIO SILVINO “RIFLE DE OURO” NO MOMENTO DE SUA SAÍDA DA PENITENCIÁRIA DO RECIFE/PE, OCORRIDA NO DIA 13 DE MARÇO DE 1937.

Antônio Silvino foi capturado no dia 27 de novembro de 1914 pela Volante pernambucana comandada pelo Alferes Theophanes Ferraz Torres, foi enviado para a cidade do Recife/PE onde foi julgado e condenado a trinta e nove anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.

Permaneceu preso até o dia 13 de março de 1937, quando obteve sua liberdade mediante um indulto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas.

Antônio Silvino permaneceu vinte e três anos, dois meses e dezoito dias na prisão.

Faleceu em 28 de julho de 1944, na casa de uma prima onde morava de favor em extrema pobreza, na cidade de Campina Grande no estado da Paraíba.

Assim foi o fim da vida do antigo Rei do Cangaço, antes da chegada de Lampião.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

http://meumundojosemendespereira.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

EZEQUIEL FERREIRA O PONTO FINO IRMÃO DE LAMPIÃO


Ezequiel Ferreira da Silva nasceu no ano de 1908. Entrou para o cangaço no ano de 1927, no grupo do seu irmão Lampião com apenas 19 anos. Seu apelido foi motivado à sua boa pontaria e rapidez. Morreu em combate na Várzea do Touro, Paulo Afonso, no Estado da Bahia, em 1932 aos 23 anos de idade, em confronto com a volante baiana do Tenente Arsênio.

Fonte: facebook


http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

O CANGACEIRO CATINGUEIRA


Poucas informações tenho a respeito dele. Seu nome é Cícero Garrincha, pertencia ao grupo de Moreno, companheiro de Aristeia única pessoa que diz ter visto morrer após ser baleado. A chacina que o vitimou aconteceu em Santana de Ipanema, no Estado de Alagoas. Após a morte de catingueira, sua esposa decidiu deixar a vida do Cangaço.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 

gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

“AINDA SOU MOÇO, MAS JÁ TIVE CEM ANOS OU MAIS”

Por Rangel Alves da Costa*

Qualquer pessoa se espanta ao ouvir a declaração acima. Logo se imaginaria a pura insanidade naquele que dissesse que ainda está moço, mas na verdade já teve cem ou mais. Ninguém em sã consciência acreditaria que alguém regredisse na idade, primeiro envelhecesse para somente depois ir ficando cada vez mais novo até chegar à infância. Seria a existência de cabeça pra baixo ou a idade do homem trocando de tempo.

Mesmo que não acreditem ou que me chamem de louco, insano, maluco, doido de pedra, ainda assim ouso afirmar que “ainda sou moço, mas já tive cem anos ou mais”. Não sei bem até quantos anos cheguei, mas com certeza muito mais do que qualquer velhice que se tenha agora. Hoje em dia chamam de velho aquele que está com sessenta anos – ou até menos -, sem saber, contudo, que tal idade está ainda a caminho, e bem distante, do verdadeiro envelhecimento. Para citar um exemplo, com mais de oitenta anos e eu ainda sequer me achava na idade adulta. Sempre imaginava dançando a valsa da adolescência.

Desse modo, que não se imagine a minha idade num percurso lógico, numa linha temporal para frente. Que não se imagine que nasci, fui criança, cheguei à idade adulta, vou envelhecer, até chegar o tempo de despedida. Quem afirmar assim estará incorrendo em desarmonia com a minha existência. Logicamente que nasci, fui criança, adolescente e tudo o mais, só que numa mudança de tempo. Bastou que avistasse a vida e a realidade ao redor, então já não tinha mais aquela idade. Corpo de criança, mas com uma idade muito além do que poderia imaginar qualquer vã filosofia.

Assim, contra toda lógica que possa parecer, fato é que cheguei à velhice antes de envelhecer. Na verdade, já fui muito mais velho do que sou agora. Não sei nem mais quantos anos já vivi, porém a única certeza é que já fui bem velhinho. Nada de história bíblica, daquela descrição onde um viveu quatrocentos anos, outro seiscentos, e assim em diante. Também nada de Matusalém, o avô de Noé e que viveu perto de mil anos. No Gênesis está a sua história. Mas a minha está na verdade para ser acreditada.


E quando eu era mais velho enfim pude viver todas as alegrias da existência. Sábio, filósofo, profeta, conhecedor do mundo e da vida, então soube separar o joio do trigo e caminhar sem medo pelos lírios que ondulavam floridos pelos campos. Mesmo muito velho, brinquei como criança brinca, desandei mundo afora como menino faz, malinei sem parar como todo pequenino faz. Mas eu sabia onde brincar, onde correr, o que fazer, quando parar.

Quando eu era mais velho, muito mais velho, então foi quando me senti um adolescente realizado. Andava envolto em sonhos, planos, arriscando aqui e acolá, procurando amor, buscando amar. O que diferenciava erram os erros, pois sabia que não deveria ir além do permitido pela idade. E velho, mas como adulto vivendo, então frutifiquei nos quadrantes do mundo. Fui feliz na medida da possível felicidade.

Assim eu compreendia que deveria ser. Contudo, o meu erro maior foi ter chegado à velhice sem antes ter vivenciado as outras idades no seu tempo próprio. Mas o que mais me doía era saber que assim jamais deveria ser, pois o que valoriza a vida é o instante vivido perante a idade, e não pelo envelhecimento.

Eu era velho demais e sabia o peso que isso recaía sobre mim. Tudo fazia para avistar as outras idades da vida com a liberdade merecida, com as reinações necessárias, com os perigos que não se pode evitar. Ser velho demais tem esse problema: entristece por conhecer demais. Quer fazer diferente e não faz, e porque conhece demais. E isso não é viver. É apenas esperar que o velho tronco esmoreça e caia sobre a terra sem flores.

Quantos anos tenho hoje? Não sei. Só sei que nasci um dia, cheguei a um tempo distante, e depois retornei sem idade precisa. Se sou velho ou novo tanto faz. Quando velho, muito velho, aprendi que a vida é o instante. E ele que procuro viver em qualquer idade.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

http://meumundojosemendespereira.blogspot.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVROS DO ESCRITOR ANTONIO VILELA DE SOUZA


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU
Adquira logo o seu, antes que os colecionadores venham invadir a estante do autor.

Peça-o através deste e-mail: 

incrivelmundo@hotmail.com


O livro "DOMINGUINHOS O NENÉM DE GARANHUNS" de autoria do professor Antonio Vilela de Souza, profundo conhecedor sobre a vida e trajetória artística de DOMINGUINHOS, conterrâneo ilustre de GARANHUNS, no Estado de Pernambuco.

Adquira logo o seu através deste e-mail:
incrivelmundo@hotmail.com
R$ 35,00 Reais (incluso frete)

http://blogdomendesemendes.blogspot.com
http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

EM RECENTE ENTREVISTA PARA ADERBAL NOGUEIRA: O BENJAMIN ABRAÃO MODERNO

Por João de Sousa Lima

O Cearense Aderbal Nogueira tem realizado inúmeras entrevistas e documentários sobre o cangaço, ouvindo seus últimos remanescentes.





Ele conseguiu reunir o mais extenso arquivo de depoimentos de ex-volantes, cangaceiros, coiteiros e estudiosos do cangaço, acervo que disponibiliza para os pesquisadores sérios do tema.




Em recente evento do cangaço acontecido no Cariri Cearense, Aderbal começou mais um documentário que com toda certeza trará fatos e discussões pontuais  com a temática cangaço.

http://joaodesousalima.blogspot.com.br/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O CANGACEIRO JARARACA E SUAS GARGALHADAS NA CADEIA PÚBLICA DE MOSSORÓ

Por José Mendes Pereira

Muita gente pensa que histórias que se passaram no cangaço, e foram contadas por cangaceiros que chegaram a ser presos, ou contadas por remanescentes que conseguiram salvar as suas vidas, quando perseguidos pelas volantes policiais, que após o fim do cangaço, estas histórias são apenas invenções. Mas não são.

Leia o que disse o escritor "Xico Sá" sobre o que escreveu o jornalista Lauro da Escóssia, na entrevista que fez com José Leite de Santana, o cangaceiro Jararaca, lá de Buíque, no Estado de Pernambuco, quando estava preso na Cadeia Pública de Mossoró. 

Historiador Vingt-un Rosado Maia e o jornalista Lauro da Escóssia    

"Mesmo com um rombo de bala no peito (na foto você, leitor, ver claramente o estrago feito por uma bala no peito) conseguiu gargalhar durante uma entrevista na cadeia.
            
O cabra de Lampião dizia que era por causa das lembranças divertidas do cangaço. Entre as memórias que ouviu do preso, Lauro da Escóssia descreve o dia em que Lampião teria invadido a festa de casamento de um inimigo e, com seu próprio punhal, sangrado o noivo. Já a noiva teria sido estuprada na caatinga pelos cabras do bando.
             
Segundo o relato de Jararaca, Virgulino também ordenou que os convidados de um baile tirassem as roupas, e dançassem um xaxado completamente nus".

http://meumundojosemendespereira.blogspot.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

APELIDOS DE CANGACEIROS


As alcunhas/apelidos dos cangaceiros eram baseados em fenômenos da natureza: (Relâmpago; Corisco; Trovão etc); 


ANIMAIS: (Gato Preto; Cobra Verde, Cascavel etc). 
AVES: (Gavião, Zabelê, Lambu, Juriti, Papagaio, Pássaro Preto, Peitica, Canário etc).

PLANTAS: (Catingueira; Cansanção; Cajueiro, Jurema etc), DENTRE OUTRAS FONTES.

Acima, a foto do cangaceiro que tinha a  alcunha de cascavel e, que pertenceu ao bando do cangaceiro Antônio Silvino. Após o cangaço passou 15 anos na prisão e, morreu de causas naturais.

Fonte: facebook

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

RESISTÊNCIA AO BANDO DE LAMPIÃO

Lampião e seu bando em Mossoró, no ano de 1927.

Mais um importante ato libertário ocorrido em Mossoró, ano de 1927, foi a resistência ao bando do cangaceiro mais famoso do nordeste brasileiroVirgolino Ferreira da Silva, popularmente conhecido como "Lampião". Nesse mesmo ano, o município experimentava um crescimento tanto no comércio e na indústria. O bando entrou no Rio Grande do Norte pelo município de Luís Gomes, na transição entre os dias 9 de 10 de junho, percorrendo várias cidades do oeste do Rio Grande do Norte, até chegar a uma cidade conhecida até os dias atuais como "a capital do oeste potiguar": Mossoró. Nesse ataque, Lampião e seu bando sofreram sua única derrota desde o seu início da vida como cangaceiro. No dia 12 de junho, o cangaceiro e seus companheiros chegaram ao distrito de São Sebastião, anexado ao município de Mossoró, hoje o município de Governador Dix-Sept Rosado. Lá, ele enviou um telegrama à sede do município de Mossoró, avisando à população sobre o ataque do bando. Isso fez com que Mossoró entrasse em desespero e levou o prefeito a organizar um êxodo, montando trincheiras para conter os invasores.

Já em 13 de junho, Lampião e seu bando chegaram ao Sítio Saco. Lá, ele enviou um bilhete, que pedia uma quantidade total de 400 réis em dinheiro, para poupar a cidade de Mossoró. O prefeito de Mossoró negou e depois recebeu um segundo bilhete ameaçador. O ataque a Mossoró só começou de fato às quatro horas da tarde, quando o líder do bando dividiu seus cangaceiros em três grupos diferentes, cada um com a função de atacar um local diferente: o primeiro grupo atacou a casa do prefeito, que hoje abriga a sede da prefeitura municipal, o segundo grupo atacou a estação ferroviária de Mossoró, enquanto o terceiro teve a função de atacar o cemitério. Uma hora depois, o bando recuou, deixando Colchete (morto no momento do confronto) e Jararaca para trás. Este último foi ferido, preso e morto 3 dias depois do ataque[32] e encontra-se enterrado no mesmo cemitério que havia sido invadido pelo bando de Lampião, sendo depois um elemento de culto pelos mossoroenses.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com