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quinta-feira, 9 de março de 2017

MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA E CARIRI CANGAÇO JUNTOS !






Helena Câncio e Manoel Severo: Missa do Vaqueiro de Serrita e Cariri Cangaço, juntos !

Todos que percorrem os sertões de nosso nordeste, são apaixonados por nossa história e cultura, exploram o fundo de nossa alma ressaltando os valores que nos fazem únicos, conhecem a força dessa "mata branca" espetacular; a magia de suas cores, sons, aromas, e sabem que aqui se estabeleceu uma cultura única no planeta, aqui temos o sol como grande irmão e que a cada amanhecer nos concede bençãos para mais um dia de conquistas. Aqui é a Nação dos Vaqueiros, berço de Luiz Gonzaga e Virgulino Ferreira, paixão de Padre Cícero e Conselheiro, esse é o nordeste que conhecemos, construído por homens e mulheres de Raiz, Força e Fé.

Helena Câncio é uma gigante ! Dessas pessoas que ao longo do tempo se consolidaram como referência de garra, luta, determinação, talento e paixão. Sertaneja arretada que abraçou muitas paixões e por elas se dedicou por toda vida; viúva de uma das lendas do sertão pernambucano; João Câncio, o padre vaqueiro, que ao lado de Luiz Gonzaga e Pedro Bandeira criaram a Missa do Vaqueiro de Serrita em homenagem a Raimundo Jacó; trouxe para si a responsabilidade de perpetuar uma das maiores Festas Nordestinas.

 Tiago e Helena Câncio
Tiago e Helena Câncio, Michelline Garcia, Ingrid Rebouças e Manoel Severo
 Fundação Padre João Câncio recebe Cariri Cangaço
Heldemar Garcia, Assessor do Cariri Cangaço

Helena Câncio, Presidente da Fundação Padre João Câncio, com sede em Serrita,Pernambuco, recebeu ao lado de seu filho, Tiago Câncio; secretário de cultura de Serrita; o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo e equipe, em reunião na manhã do último dia 01 de março, em Salgueiro para sacramentarem um encontro que ficará para a história: A Missa do Vaqueiro de Serrita e o Cariri Cangaço enfim estão juntos. 

A Pauta do encontro foi justamente as formas e possibilidades da aproximação e parceria do Instituto Cariri do Brasil, promotor do Cariri Cangaço; e  a Fundação Padre João Câncio; promotora da Missa do Vaqueiro de Serrita. "Esse era um sonho antigo de todos nós que fazemos o Cariri Cangaço e agora o destino resolveu ser generoso conosco; por ocasião do Cariri Cangaço Exu teremos a oportunidade de termos ao nosso lado Helena Câncio e a Missa do Vaqueiro, isso é realmente sensacional" afirma Manoel Severo.

"Prezado Manoel Severo, a honra é nossa em recebe-los. A Missa do Vaqueiro terá seu conteúdo enriquecido, certamente. Transmitirei aos vaqueiros o propósito da tão valiosa visita! A troca de saber e a vontade de realizar coisas no nosso sertão, aproximam a Fundação Padre João Câncio do Cariri Cangaço" comenta Helena Câncio.

Tiago e Helena Câncio, Manoel Severo e Ingrid Rebouças na chegada do Cariri Cangaço a Missa do Vaqueiro de Serrita

Serão dois grandes eventos acontecendo simultaneamente e que se encontrarão de forma espetacular no domingo, dia 23 de julho quando o Cariri Cangaço Exu 2017 celebra junto com a Fundação Padre João Câncio a 47ª Missa do Vaqueiro, em Serrita. "Temos dois enormes eventos, a inigualável e fenomenal 47ª edição da Missa do Vaqueiro e nosso Cariri Cangaço, ambos acontecendo na mesma época e com programações sensacionais de ambos os lados, realmente o sertão vai parar e o Brasil de alma nordestina vai voltar seus olhos, sem dúvidas para Exu e Serrita entre os dias 20 e 23 de Julho, principalmente no domingo, dia 23 quando o encerramento do Cariri Cangaço será na Missa do Vaqueiro de Serrita ao lado de Helena, de Tiago e da Nação Vaqueira desse nosso amado Brasil" completa Manoel Severo.

"A Fundação Padre João Câncio surgiu com o objetivo de explorar, promover, pesquisar e incentivar sob todas as formas o desenvolvimento da cultura sertaneja. Integramos o projeto do artesanato de Serrita a revitalização do Evento Missa do Vaqueiro, agregando a ele um conjunto de informações que define a história, expressada na arte do nosso povo."Revela Helena Câncio.

O que já era Maravilhoso se tornará Excepcional...

Ao longo dos próximos meses, Manoel Severo e Helena Câncio estarão ainda promovendo outras reuniões para estreitarem a parceria, inclusive dentro do próprio Cariri Cangaço Exu 2017, "Eu e Helena estivemos conversando e estamos vendo, além do encerramento do Cariri Cangaço Exu ser na Missa do Vaqueiro, encontrarmos outra possibilidade de encontro de nossas agendas, ou numa pega de boi ou em outra atividade, estaremos trabalhando nessa direção e estarei indo a Serrita e Exu agora em Abril para vermos juntos tudo isso" revela Manoel Severo.

Manoel Severo, Curador do Cariri Cangaço
Salgueiro, 01 de Março de 2017
Fotos: Heldemar Garcia

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TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO: OS NECESSÁRIOS PINGOS NOS “IS” DIANTE DO DESCARAMENTO DE ALGUNS POLÍTICOS PARAIBANOS

Por Jonas Duarte

Falo com a autoridade de quem já foi um crítico persistente do Projeto de Transposição do São Francisco. Consideramos o projeto como uma obra que continua limitada à busca de soluções apenas hidráulicas para o Semiárido. Consideramos, todavia, que a questão do Semiárido é muito mais ampla e grave. Não se pode esperar desenvolvimento nessa região, no sentido amplo do termo, que não passe por sua reestruturação socioeconômica.

Essa reestruturação socioeconômica exige democratização do acesso a terra e a água, a eliminação da pobreza com políticas sociais inclusivas, a estruturação do território com inúmeras técnicas e tecnologias de captação, armazenamento, usos e reusos dos recursos hídricos no Semiárido, os quais não são poucos. Exige ainda um trabalho vigoroso de recuperação do nosso principal bioma, a Caatinga, e um redirecionamento forte na educação ali praticada, no sentido dela se tornar uma Educação Contextualizada às condições próprias do Semiárido, o que implica promover uma revalorização do Bioma e do Território com todas as suas características, colocando em evidência as potencialidades e possibilidades de convivência e transformação social desse lugar.

Pudemos constatar, ao longo do tempo e de profundas pesquisas, que muita gente foi capaz de progredir, avançar cultural, social e economicamente nessas terras, mesmo sob as desastrosas ou ausentes políticas públicas para o território, como resultado do uso de tecnologias disponíveis para produção e renda já existentes nesse espaço maravilhoso do território nacional.

Infelizmente, o nosso Bioma continua desvalorizado e mesmo a população da região ainda ignora as suas imensas possibilidades decorrentes da riqueza e diversidade das suas características próprias. Em conseqüência, o manejo ambiental e as técnicas mais utilizadas continuam ampliando o processo de desertificação, a degradação de nossos solos, de nossa vegetação e de nossa fauna. Persiste apenas a busca de soluções definitivas através de grandes obras, como se pudessem ser soluções mágicas.

É importante destacar desde já que no Semiárido brasileiro há muita possibilidade de vida, riqueza e desenvolvimento apenas tendo em conta as condições específicas que lhe foram dadas naturalmente. Acrescentamos que é possível praticar políticas econômicas inclusivas e de desenvolvimento social sob as condições naturais do semiárido.

Para ilustrar as afirmações acima, comparemos a realidade de dois municípios nordestinos. O primeiro, o pequenino município de Várzea, no estado da Paraíba, com pouco mais de 2 mil habitantes, inserido no Seridó Ocidental, região com média pluviométrica em torno dos 500 mm anuais. O segundo, o município de Belém do São Francisco, em Pernambuco, com cerca de 20 mil habitantes, banhado pelo Velho Chico, com uma média pluviométrica de 500 mm. Em ambos o MMA – Ministério do Meio Ambiente registra estágio grave de desertificação. Observem as diferenças sociais entre esses municípios.

TABELA I
DADOS SOBRE REALIDADE SOCIAL DOS MUNICÍPIOS DE VÁRZEA – PB E BELÉM DO SÃO FRANCISCO – PE
Índices
Várzea – PB
Belém de São Francisco – PE
IDH M (2010)
0,707
0,642
ÍNDICE DE GINI
0,35
0,44
INCIDÊNCIA DE POBREZA
46,97%
64,28%
Fonte: IBGE, Censo 2010

Para o leitor que não é acostumado com esses índices, segue uma pequena referência para facilitar o entendimento.

IDH M – Índice de Desenvolvimento Humano Médio – Expressa, de forma geral, a qualidade de vida da população a partir de três referenciais: Renda, educação e saúde. Quanto mais alto melhor a qualidade de vida da população.

Índice de Gini – Mede a concentração de rendas. Quanto mais próximo de 1 (um), mais concentrada se encontra a riqueza.

Incidência de Pobreza – Mede em percentual a população considerada pobre no município, pelos critérios de renda e acessibilidade a bens e serviços.

É indiscutível, pelos dados da Tabela, apresentados acima que, no geral, a qualidade de vida no município de Várzea, em uma das regiões mais secas do Brasil, e com dificílimo acesso a água é melhor do que em Belém de São Francisco, banhada pelo Velho Chico. Aliás, para quem conhece, sabe que às margens do São Francisco fica a grande miséria daquele município. Quem conhece Várzea, na Paraíba, sabe também que sua elevada taxa de desenvolvimento, comparada aos padrões do Semiárido brasileiro, advém de investimentos na área de Educação.

Os dados comparativos servem apenas para ilustrar o pensamento de parte da esquerda brasileira que, na época de apresentação do Projeto de transposição do rio São Francisco, em 2006/2007, se posicionou por privilegiar outras prioridades do governo Lula. Questionava-se tanto o aspecto dos riscos socioambientais da obra, como do ponto de vista socioeconômico.

Pressionava-se por uma nova forma de cuidar do nosso principal Bioma, a Caatinga. Defendíamos um novo rumo a ser dado nas políticas econômicas para o Semiárido, que se fizesse a Reforma Agrária no Semiárido, obedecendo às suas características próprias; que se fortalecesse a Agricultura Familiar Camponesa, as tecnologias de convivência, as obras de captação e distribuição de água, democratizadas; que em detrimento da Agricultura Familiar camponesa que alimenta o povo brasileiro, não fortalecêssemos as grandes empresas internacionais que, afinal, já tomam conta das águas e de parte do próprio São Francisco, onde essas águas se escasseiam fruto desse uso desastroso. Enfim, era nesse rosário de críticas que parte da esquerda militante no Semiárido se baseava para contestar as obras de transposição do São Francisco, tidas como prioridade absoluta pelo Governo Lula para a Região.

Parte do que as esquerdas propunham para o Semiárido foi atendido nos governos Lula e Dilma. Outros aspectos não foram contemplados. Porém, de uma coisa Lula e Dilma não abriram mão. DA INTEGRAÇÃO/TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO.

Sendo sinceros e honestos com a história e com as pessoas, temos que reconhecer que, enfrentando todas as críticas acima apontadas, e todas as desconfianças expressas pelos movimentos sociais de caráter popular mais à esquerda (que o apoiaram sempre), foi o presidente Lula quem arregaçou as mangas, assumiu o Projeto e teve a coragem de iniciar, construir e assegurar os recursos para a Obra. Isso foi feito com o absoluto desprezo e descrédito por parte das oligarquias de sempre, que nunca tiveram ou quiseram destinar recursos a grandes obras no Nordeste.

O debate à esquerda agora não pode ser mais “que a obra não deveria, não poderia ter sido prioridade”. Parte das alternativas apresentadas ao projeto original não foram incorporadas, ponto final. A realidade objetiva nos mostra hoje que essa obra vai salvar, eu disse: SALVAR, da sede, milhões de nordestinos. Não há mais sentido ficar em discussões: “mas SE… Se … se”. Não. A primeira atitude de alguém sensato, preocupado com as transformações sociais que necessitamos é discutir a realidade objetiva, concreta. O fato é que a obra foi feita, com todos os riscos que conhecemos.

Cabe agora aos movimentos populares sociais debater como a obra pode e deve beneficiar o máximo de pessoas, sem incorrer em tantos riscos ambientais que sabemos existir. E sem se tornar base de mais concentração de riquezas de um lado, pobreza, miséria e destruição ambiental do outro, como enfim ocorre em todas as obras inseridas na lógica perversa do capital.

É preciso combater com veemência o Hidronegócio, que pode (está de olho) transformar em mercadoria as águas que começam a jorrar, usando às claras esses recursos públicos, comuns a todas e todos, para seu exclusivo beneficio, como já se faz desde muitos anos em gigantescas áreas de terras às margens do Velho Chico, acumulando fortunas de um lado e espalhando miséria e destruição ambiental do outro.

Em função do que foi dito até aqui é preciso colocar alguns pingos nos “is” e divisar algumas tarefas para minimizar os riscos efetivos que decorrem da Transposição do São Francisco.

Primeiro e fundamental aspecto. Desmascarar esses políticos oportunistas, que descaradamente e sem nenhuma vergonha querem se apropriar da Obra. Como se a Transposição tivesse sido uma conquista deles ou mérito deles. Estou falando de políticos GOLPISTAS, responsáveis por toda onda de violência e agressividade que sofrem hoje a Presidenta Dilma e o Presidente Lula. Políticos que agora se apressam em ir a rádios, TV’s,  Jornais, espalhar outdoors em defesa da transposição, pegando carona e  dizendo que a transposição tem suas caras. Ora, estes políticos participaram, apoiaram os diversos governos federal a vida toda, se beneficiaram de todos, absolutamente todos os governos que ali passaram, sejam de golpistas, ditadores ou democratas; neoliberais ou desenvolvimentistas. Abarrotados de dinheiro, nunca foram além de tratar a Transposição do rio São Francisco como mero projeto, ou de fazerem belos discursos. Só isso. Na hora H, apenas Lula teve coragem, “sangue no olho”, como se dizemos por aqui, para tirar a Obra do papel, do discurso, e assegurar sua execução.

A Lula principalmente, e a Dilma devemos o nosso reconhecimento. Não se pode esquecer que a Obra fez parte do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento, claramente uma política desenvolvimentista, antineoliberal, assegurada pela visão de Dilma e Mantega (demonizados por neoliberais de plumagem tucana). A Obra cumpriu também um papel anticíclico, sendo uma forma de enfrentar a crise do capitalismo, sem se render ao neoliberalismo clássico.

O que já ouvimos e vimos nos últimos dias nas emissoras de rádio e TV na Paraíba, nos enoja. Seria risível se não fosse trágico e imoral…Até o “chuchu tucano” de São Paulo apareceu por aqui para dar entrevistas mostrando o que fez pela Obra. Nossos políticos voltaram ao nível anterior a 30, pré-Getúlio Vargas. Seus comportamentos são lastimáveis, tristes, coronelescos. Nunca assisti tanto cinismo, despudor e oportunismo. O líder local golpista, dos tucanos, eleito senador pela Paraíba para defender as “Quatrocentonas paulistas”, descaradamente, desavergonhadamente atribui à FHC o inicio da Obra. Como não se indignar diante de tanto oportunismo? De tanto descaramento?

Caso tivéssemos influência junto aos petistas ou tivéssemos algum contato pessoal com Lula ou com alguém do seu staff, proporíamos uma vinda de Lula à Monteiro, à pequenina e rebelde Paraíba. Iniciaria na terra do valente João Santa Cruz, de saudosa memória do levante de 1912 contra João Machado e o “machadismo”, uma cruzada pela verdade. Ali, nas terras do maior repentista do Brasil, Pinto, esse símbolo da cultura popular sertaneja; nas terras do grande Zé Marcolino (aquilo tudo era Monteiro). Na terra do cantor da música que pede para o “rio desaguar”, o grande Flávio José. A partir de Monteiro deveria surgir uma espécie procissão da verdade sobre a Obra de Transposição do velho Chico. Lula à frente, ali em Monteiro. Reuniria Ciro Gomes, seu Ministro que começou toda essa peleja e brigou com muita gente, especialmente com nós da esquerda para a Obra sair. Traria Dilma e Mantega, os ideólogos economistas. Unir-se-ia ao Governador Ricardo Coutinho, guerreiro fiel nas horas de turbulência, aliado digno, que ficou ao lado desse Projeto, econômico, hídrico…

Ali, Lula, Ciro, Dilma, Ricardo Coutinho e todos os movimentos sociais que apoiaram e lutaram pelos governos deles, recebendo as águas do Velho Chico começaria uma reação à operação asquerosa contra os que querem se tornar “donos da obra”, claro. Seus objetivos é privatizar seus fins e amealhar seus rendimentos políticos e financeiros.

Essa turma golpista, aqui na Paraíba já se movimenta para privatizar a CAGEPA. No Congresso Nacional querem aprovar a permissão da entrega das terras banhadas agora pelas águas do Velho Chico para empresas estrangeiras, que monopolizam o agro e o hidro negócios hoje no mundo. Para essas explorarem as nossas águas, solos e sol e deixarem o cascalho conosco. São entreguistas sem pudor. As águas que hoje salvam de sede milhões de paraibanos, são vistas por eles, como matéria prima de fazer fortunas.

Do ponto de vista político é importante nesse momento fortalecer algumas das bandeiras levantadas pelo Governador Ricardo Coutinho, sobretudo, a sua posição firme em defesa da CAGEPA e da AESA. Companhias como estas, em mãos privatistas, vendáveis, entreguistas, seria um desastre para a Paraíba e paraibanos.

É necessário defender um Projeto Popular para Agricultura Familiar Camponesa, que fortaleça os pequenos agricultores, disponibilizando-lhes a água e tecnologias apropriadas para uma produção agroecológica, saudável e em harmonia com o meio ambiente. Na mesma direção, cabe fortalecer o INSA – Instituto Nacional do Semiárido, para efetivamente chegar junto das populações desse território com ciência e tecnologias voltadas ao desenvolvimento sustentável desse território. Os movimentos sociais do campo precisam ainda pressionar e exigir a recriação do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário e, nele, uma Coordenação de Políticas para o Semiárido.

É de fundamental importância organizar uma campanha educativa e efetiva de revitalização e salvamento do Rio São Francisco. A Transposição não pode ser (como está sendo) mais um fator de agressão e morte àquele rio. Pode e deve se transformar num instrumento de sua defesa, de sua revitalização. Faz-se igualmente necessária uma campanha em defesa da revitalização dos rios da Paraíba, especialmente das bacias hidrográficas do Paraíba e Taperoá (recebedoras do Eixo leste).

Hoje todos os paraibanos devem saber que desmatar é crime e o atalho curto para destruir sua perspectiva de futuro. é necessário aproveitar a oportunidade para um grande programa de educação ambiental, voltado ao recaatingamento, ao combate à desertificação e a recuperação de nossas áreas degradadas e consequentemente da revitalização de nossos rios. São tarefas fundamentais de quem pensa no futuro.

Vamos aproveitar a chegada das águas do São Francisco para fazer esse debate em nosso estado.

Sejamos firmes: Água para a vida, não para a exploração, lucro e acumulação de riquezas só de alguns. Afinal é no Semiárido que a vida pulsa, é no semiárido que o povo resiste.

Sobre o assunto:
Transposição: o legado de Marcondes e o paradoxo político

COMENTÁRIOS
João Suassuna – Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco

Que a água vai chegar na Paraíba, isso não resta a menor dúvida. No entanto, o foco da discussão não é esse. O problema está na segurança do rio, no fornecimento de volumes suficientes para o abastecimento de 12 milhões de pessoas no Setentrional nordestino, sem, ante, por em risco o meio ambiente da bacia e todos os investimentos já efetuados no rio. A Chesf já investiu algo entorno de U$ 13 bilhões, no parque gerador de energia do Nordeste. Cerca 80% dos volumes do rio são utilizados no setor geração elétrica. Atualmente, está sendo irrigada uma área de mais de 340 mil ha, e ainda existem os bombeamentos efetuados para o atendimento das demandas hídricas das populações ribeirinhas. Lembro, também, que a represa de Sobradinho está com cerca de 14,6% de seu volume útil (no mês de abril a represa teria que estar com 60% de seu volume preenchido para não haver problemas no atendimento de demandas). Estamos à cerca de 60 dias do encerramento da quadra chuvosa da região, ou seja, há possibilidades concretas de a represa vir a entrar em volume morto no mês de novembro. Caso isso aconteça, gostaria de ver a cara de todos esses políticos que, atualmente, estão brigando pela paternidade desse conflituoso projeto.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MONUMENTO AOS HERÓIS DE CANUDOS - FORTE DE SÃO PEDRO (SÃO PEDRO) - SALVADOR - BAHIA / BRASIL

Criação de Aurino Lopes


Monumento em Homenagem aos Heróis de Canudos feita pelo Exército, localizado no Forte de São Pedro (São Pedro), Salvador - Bahia / Brasil.


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DIA UNIVERSAL DA MULHER


A REFLEXÃO MASCULINA DO PRESIDENTE DA ASCRIM
EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER !

PARABÉNS A TODAS MULHERES DO MUNDO!
  
“TOTA DIE UNIVERSALIS FEMINA”

"TODO DIA É  UNIVERSAL DA MULHER"

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
- PRESIDENTE DA ASCRIM -

“EXCERTOS DO CONTO "QUINTESSÊNCIA MULHER"
(livro de SILVA NETO)”

(...)

TEOREMAS DA PRISIONEIRA DO AMOR  

Texto que romanceia a Psicopatologia da mulher, uma visão machista, como forma de erradicar, na ótica Sociológica, o elo perdido entre o êxodo da prisão e o exílio de liberdade da mulher, imposta pelo homem. !

NUMA SIMBIOSE HOMEM X MULHER, ESTA, ECLETICAMENTE PRECONIZA  EMANCIPAÇÃO DIALÉTICA ANTERIOR AO MACHISMO:

" ... – Não sou casulo! Não sou caça! Por que me confundes com utopia, mito e mística? Pensas que sou escrava, seu endeusado rato imberbe! Sou mulher e vivo para ser mulher! És tão convencido de tua hipotética sabedoria que te confundes em teu próprio contrassenso! Chego a crer que não sabes que foste gerado de uma mulher!

(,,,)
 “Ora, tanto o servo quanto o rei aguardam o momento certo de servir e servir-se. Como signatário daqueles personagens não contrariou quaisquer arrazoamentos; não quebrei a magia encantada que se formara entre nós dois. Um amigo não se justifica com o poder, unicamente, da cura, se impõe externando confiabilidade, eliminando desconfianças, reconstruindo falibilidades. Tínhamos um acordo tácito: APENAS UM MINUTO PARA UMA VIDA SER TOCADA, APENAS UMA ETERNIDADE PARA UMA MULHER SER AMADA.”
(...)

Observei a agonia e a esperança se fundirem, quais forças opostas congruentes, paradoxais, criando novos blocos de sentimentos; fusão estadista, urdida no descrédito e na penúria, como fogueira queimando a felicidade. Nessa alquimia, o caráter inusitado das novas emoções a fez debater-se; inconsciente ou conscientemente ela colocava-se no plano da tese e da antítese das deusas amantes.  

“era uma videira, não uma mulher da vida”! Encheu-me de pavor, a ideia de vê-la definhar, mitigando à falta de afeto. Essa carência assustou-a, fê-la emigrar em nova viagem para os Alpes andinos."
(...)

De volta ao Brasil, resoluta, contou-me dos dias e noites infindáveis; dormia cansada e acordava exausta, sem fogo para queimar o seu frio, sem corpo para aninhar o seu calor; entrava e saia do lar, ainda prisioneira da maléfica obcecação de querer ficar para não fugir; disse-me, quantas vezes não olhou para o homem que lhe fazia companhia, mas estava sempre só, sem o amparo da legítima união que imanta a vida de um casal. 

Descobriu, em tempo, que as mentiras expiadas não se afinavam com as verdades expiradas. 

Refletiu sobre a coragem de ceder, mas desfaleceu no furor das traições sujas. Ousou testemunhar que a fonte do amar deixa de ser cristalina quando torna impura a água que a expele.

“Andei sobre as veredas do inconformismo, onde o princípio sugere viver metade da vida com base no infinitismo do mundo. Um corpo delira nas mãos de quem semeia a libertação, vence o vendaval e se protege no beijo da borboleta.” Fi-la ouvir: A TUA ÁGUA E O TEU FÔGO MOLDAM E TRANSFORMAM CADA PENSAMENTO DIAMANTINO DO TEU AMOR” (SN). (...)


SILVA NETO, autor do texto(integra no LIVRO QUINTESSÊNCIA MULHER)

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso.

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MARIA BONITA (EX-COMPANHEIRA DE LAMPIÃO), NÃO NASCEU NO DIA 08/MARÇO - DIA INTERNACIONAL DA MULHER..!

Por Voltaseca Volta

Maria Bonita (ex-companheira de Lampião), não nasceu no dia 08/março - dia internacional da mulher..!

Voldi de Moura Ribeiro

Esse assunto permaneceu como um "tabu", ao longo de quase 100 anos. O pesquisador Voldi Moura com a ajuda da diocese de Jeremoabo (a qual já havia sido procurada pelo Dr. Antônio Amaury), conseguiu documentos "incontestes" que a grande cangaceira NASCEU NO DIA 17-JANEIRO DE 1910 (Veja-se, abaixo, a certidão de nascimento). 


O Dr. Voldi já tem em mãos, um trabalho praticamente pronto para ser publicado sobre esse assunto e, tem o aval do Dr. Antônio Amaury e dezenas estudiosos. 

Pesquisador Dr. Antonio Amaury 

Esses documentos, já foram apresentados em um Seminário do Cariri cangaço realizado em Juazeiro, há alguns anos atrás e, não foi contestado por pesquisadores/estudiosos.

"ADENDO - 
https://tokdehistoria.com.br/tag/voldi-de-moura-ribeiro/"

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NAS TRILHAS DO MEU AVÔ

Por José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo é um jovem mossoroense, filho de José Edilson de Albuquerque Guimarães e Deodina Silveira de Albuquerque Guimarães. Neto de um ferroviário que escreveu um livro enquanto trabalhava na montagem dos trilhos da Rede Ferroviária, contando os bastidores da obra e que foi citado em texto do neto na contracapa: "Na escolha do título desta obra, resolvi optar por fazer uma homenagem a meu avô materno, Pedro Leopoldo da Silveira, que por sinal, não conheci. Soube que viveu a maior parte da sua vida exercendo, com esmero, a profissão de ferroviário e, com pendor para literatura, como ele mesmo gostava de mencionar, percebi que teríamos alguma coisa em comum. Por essa razão, a vontade de seguir seu mesmo caminho literário, surgiu: Nas Trilhas de Meu Avô".


Em Trilhas do Meu Avô o autor apresenta o perfil biográfico de alguns mossoroenses ou pessoas que em Mossoró fincaram raízes, lembrando as obras dos saudosos Raimundo Nonato e Walter Wanderley, que soubera tão bem descrever seus conterrâneos e contemporâneos. Edilson Segundo descreve Padre Freire, Miguel Faustino do Monte, Família Albuquerque, Francisco Isódio, Deoclides Vieira de Sá, Affonso Freire de Andrade, Milton Freire de Andrade, Chico Guilherme, professora Hilda Guimarães, Heloísa Leão de Moura, os  irmãos sacerdotes, Dom José Medeiros e o Monsenhor Leão, Américo e Alfredo Simonetti, Hamilcar e Alcir Silveira; o atleta Dequinha, Walter Wanderley, Mota Neto e Almir de Almeida Castro.  

Nas Trilhas do Meu Avô tem 110 páginas, o professor, escritor e blogueiro Honório de Medeiros assina as orelhas, no qual aposta no novo escritor: "Eis que de forma discreta, mas incisiva, desponta nas letras mossoroenses - e do estado - esse jovem escritor (...) desta vez nos brinda, seguindo a tradição mossoroense do ensaio biográfico, com Nas Trilhas do Meu Avô no qual, traça o perfil, dentre outros, de Pedro Leopoldo da Silveira, de quem é neto, um homem como poucos os há nos dias de  hoje, posto que parece terem jogado fora a fôrma com a qual foram eles feitos. Tristes tempos!"

 O editor David de Medeiros Leite assina a apresentação do livro, lembrando frase de Charles Chaplin: "A vida é um assunto local". Escreve David sobre Nas Trilhas do Meu Avô: "A historiografia provinciana desperta interesse, justamente por retratar personagens que, de algum modo, modificaram ou protagonizaram fatos que nos dizem respeito, seja de forma direta ou nos remetendo aos nossos antepassados, levando-nos a caminhar sobre o chão que conhecemos tão bem. Resta-nos, assim, enaltecer a iniciativa de Edilson Segundo que, ao seguir as trilhas do seu avô, presenteia-nos com significativo livro".

Sobre o autor

Edilson Segundo é graduado em Ciências Biológicas, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e Mestre em Geociências, também pela UFRN. É servidor municipal em Mossoró e iniciou suas atividades literárias em 2012, com um texto na Revista Oeste. Em 2014, em parceria com o professor e escritor, Doutor David de Medeiros Leite, publicou o livro Mossoró e Tibau Em Versos: Antologia Poética, também pela Editora Sarau das Letras. Edilson Segundo é casado com a paulista, Andreia Hirakawa, fotógrafa profissional, e pai de Larissa. Contatos do autor: jesegundo@hotmail.com e celular da operadora Claro: 84 99175.2422.

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quarta-feira, 8 de março de 2017

A LINHA DOS MÍOPES

Por Clerisvaldo B. Chagas, 7 de março de 2017 - Escritor Símbolo do Sertão Alagoano - Crônica 1.642

Toda cidade possui potencial para crescer ainda que somente possa contar com pedras e espinhos. Tudo depende da visão dos que amorosamente abraçam à causa, repletos de boa vontade. Quanto à topografia, desestimula algumas atividades e favorece a outras. Pelo Brasil inteiro se aposta no turismo ecológico, religioso, cultural, de lazer, de descanso de trilha, esportivo e mesmo de negócios. Mas não somente o turismo alavanca a economia. Um gerenciamento inteligente, honesto e dinâmico pode transformar uma vila, um município, uma cidade. A rede da preguiça, o marasmo da ignorância, o arroto dos bestas, são os entraves caríssimos pagos amargamente por uma população dependente e escravizada.


No interior de Alagoas, assim como em outros estados, existem cidades ladeirosas que procuram os caminhos para a vocação. Algumas promovem festivais de inverno, outras pregam o clima ameno, o turismo de esporte radical, às visitas dirigidas aos seus mirantes naturais.

Na Capital do Sertão, Santana do Ipanema com o segundo comércio do interior (perdendo apenas para Arapiraca) não tem mais aonde estacionar tantos veículos durantes as manhãs. Diariamente chegam à cidade transportes alternativos de todo o Médio e Alto Sertão e até mesmo de Sergipe. A multidão se espalha pelo centro em busca dos serviços bancários, comerciais, advocatícios, médicos e de todas as faixas escolares.

Rodeadas de mirantes naturais como o serrote do Cruzeiro, Gonçalinho, Pelado, serra Aguda e a colina do Bairro Floresta, todas são ignoradas oficialmente. Apenas a última onde se encontra o Hospital Dr. Clodolfo Rodrigues de Melo, com seu magnífico panorama, é usada pelos que visitam a unidade. Ali defronte a UFAL – Universidade Federal de Alagoas – está construído o seu prédio e que, somente pelo cenário espetacular dos arredores inspira vontade de estudar. Assim os grandes empreendimentos vão trazendo outros à altura e a cidade se agiganta pelas iniciativas de particulares e abnegados.

Tudo, tudo sob a linha remendada e míope das maiores autoridades capenga.



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NO MUNDO DA PAZ?

Por *Rangel Alves da Costa
 

As bandeiras brancas tremulam pelos mais diversos organismos internacionais e nas sedes governamentais e de poder mundial. Pombas da paz estampam bandeiras, livros, murais e muros, enfeitam paredes, estão presentes em camisetas, em papéis timbrados e panfletos. Inúmeras são as legislações preconizando a paz como anseio mundial e determinação de convívio entre povos e nações.

Mas onde estará mesmo a paz mundial, onde será mesmo esse tão propalado mundo da paz? Somente nas utopias, nas quimeras e ilusões, torna-se possível avistar uma realidade ao menos de justiça, de dignidade, de comunhão, de fraternidade e respeito ao próximo. Contudo, as utopias foram, desde muito, desmitificadas pelas durezas do mundo real e vividamente presente entre povos e nações. Significa, pois, que o mundo da paz simplesmente não existe em lugar algum.

Os organismos internacionais e seus tratados de paz jamais conseguiram impor qualquer medida neste sentido. Os países signatários simplesmente assinam simbolicamente a aceitação e depois simplesmente colocam os considerandos e os preceitos debaixo da sola dos sapatos. Igualmente ocorre com relação ao clima, à proliferação de armas nucleares, à erradicação da miséria e da pobreza, ao fim do trabalho escravo, o respeito às minorias, dentre tantos outros, que acabam tendo pouquíssimas consequências nas suas políticas.

Mas onde estará mesmo o tal mundo da paz? Olha-se de canto a outro do planeta e o que se avista é de causar espanto e medo. Como pode haver paz num mundo onde a fome afeta e mata milhares de pessoas todos os dias, onde as epidemias mais simples de serem combatidas ainda provocam dizimações de comunidades inteiras, onde a escravização infantil e adulta ainda persiste acontecer, onde a miséria e a pobreza continuam tornando insuportável o viver em meio à falta de saneamento básico, de postos de saúde e medicamentos?


Certamente Hitler e Stalin queriam um mundo de paz para suas nações. E uma paz que somente seria possível com mortes e trucidamentos de milhões de pessoas. Os campos de concentração, as trincheiras de guerra, as perseguições, as mortes nos paredões e demais tipos de execuções, foram algumas das políticas adotadas em busca dessa paz interna e da expansão do poder perante as demais nações. Daí indagar-se: pode haver paz quando os objetivos da paz primeiro passam pela morte, pelo sangue e pelo terror?

Pacificar o mundo através da religiosidade dos povos sempre foi acreditado por muitos, porém impossível de acontecer, como bem demonstram as lutas religiosas, as guerras santas, o terrorismo fanatizado, onde a cruz e a fé são trocadas pela espada, pela arma e pelo covarde ataque. Até mesmo as Cruzadas foram reconquistar as terras santas através das armas, pelas armas foram recebidas e pelas armas tiveram seus desfechos infrutíferos. Quando expedições e exércitos cruzavam fronteiras levando à frente a cruz real, que não se imagine a ausência da sanha sangrenta no afã de conquistar.

Que paz é esta que campeia nos campos de refugiados, nos povos apátridas, nas etnias que são vistas e tratadas como asquerosas? Que paz é esta que faz uma população inteira fugir pelos mares e morrer entre as águas em busca da salvação em qualquer terra, que vitima velhos e crianças e que separa famílias inteiras? Que paz é esta que impõe toque de recolher, que sequestra jovens e adolescentes e espalha o terror por tribos e comunidades inteiras? Que paz é esta passa em facão o ódio exacerbado, que vitima qualquer um sem qualquer causa que justifique, que atrai menores para a guerra e o terrorismo?

Que paz é esta que assola o mundo africano e faz de seus pequeninos uns seres rastejantes em busca de qualquer grão, que não permite que a vida dure mais do que apenas alguns anos, que não dá esperança de hoje nem de amanhã? Que paz é esta incendeia o que encontrar, que corta cabeças, que coloca em mira desde a infância à velhice, que dizima civilizações inteiras em nome do ódio, do medo e da violência? Que paz é esta que torna nações ingovernáveis e governos em tiranos, povos em escravos e todos em busca de razão pra viver? Que paz é esta que sempre vê no outro um inimigo, que faz de qualquer um inimigo, que desconhece totalmente o ser em sua existência e dignidade?

Será este o mundo da paz? Verdadeiramente jamais será paz apenas a intencionalidade, o sonho de ter o mundo em comunhão, a esperança de que os povos se respeitem mutuamente. Não haverá paz enquanto as guerras forem tidas como mais lucrativas e os egoísmos governamentais forem mais importantes que o respeito às demais nações. Não pode haver paz no mundo onde a violência é alarmante, onde a insegurança prospera por todo lugar e onde o cidadão não se sente seguro sequer dentro do próprio lar. Não cabe a paz onde as leis são injustas e os julgadores mais injustos ainda.

Sim, talvez haja um mundo de paz. No coração daquele que teme até abrir a porta para abraçar o sol. A paz inalcançável num mundo de todas as guerras.

Escritor
Membro da Academia de Letras de Aracaju
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CONVOCAÇÃO

ASSOCIAÇÃO DOS DOCENTES DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO NORTE - ADUERN - SEÇÃO SINDICAL DO ANDES-SN
Av. Prof. Antonio Campos, 06 - Costa e Silva
Mossoró - RN CEP: 59.625.620
Fone / Fax: (84) 3312.2324
Home Page: www.aduern.org.br E-mail: aduern@uol.com.br
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

C O N V O C A Ç Ã O

A Diretoria da Associação dos Docentes da UERN – ADUERN/Seção Sindical do ANDES/SN, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONVOCA todos os professores da UERN para participarem da Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará na Área de Lazer Prof. FRANCISCO MORAIS FILHO, no dia 10 de março de 2017, sexta-feira, em primeira convocação, com 20% do número de sindicalizados, às 08:30 horas, em segunda convocação com 10% do número de sindicalizados, às 08:45 horas, ou, em terceira e última convocação, com qualquer quorum, às 09:00 horas, oportunidade em que serão apreciados os seguintes pontos de

pauta:

1. GREVE GERAL 15 DE MARÇO DE 2017
Mossoró (RN), 08 de março de 2017

Prof. Lemuel Rodrigues da Silva
Presidente

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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UM RELÍQUIA QUE PERTENCEU AO CANGACEIRO GATO

Por Guilherme Machado

Uma das últimas raridades do Cangaço. Este Revólver Belga, modelo Girard. Fabricante Julius Krawfman na Cidade de Liggie Bélgica. 


Em 1897, este Revólver veio para o Brasil por mãos do exército Brasileiro, veio para a campanha da Guerra de Canudos, onde caiu nas mãos dos Cangaceiros...!!!


Revólver foi uma doação de um militar aposentado da cidade de Macururé o revólver tem 130 anos. Calibre 380, 6 tiros e pesa 800 gramas... E hoje, faz parte do acervo do Portal do Cangaço de Serrinha Bahia...!!! 


Segundo o Militar que depois da Guerra de Canudos este Revólver foi parar nas mão do Cangaceiro Santilho Barros o (Gato).

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