O cantor
Agnaldo Timóteo foi casado duas vezes. Agnaldo Timóteo tinha quatro filhos
adotivos. A esposa do cantor Agnaldo Timóteo foi a vedete Watusi na década de
70. Agnaldo Timóteo faleceu aos 84 anos de idade.
O cantor Agnaldo Timóteo
ficou conhecido por ter uma das vozes mais bonitas do Brasil. Ele começou sua
carreira muito jovem em sua cidade natal no interior de Minas Gerais. Na época
suas apresentações em circos de sua região eram marcadas pela potência de sua
voz.
Agnaldo Timóteo nasceu na cidade mineira de Caratinga no dia 16 de outubro
de 1936. Desde criança ela já gostava de cantar, no entanto sua vida mudou
quando ele se encontrou com a cantora Angela Maria. O cantor já era seu fã
desde menino e ela virou sua fada madrinha após ouvi-lo cantar pela primeira
vez.
Na época Agnaldo já estava morando em Belo Horizonte para onde havia se
mudado com o desejo de se tornar conhecido. Ele fazia várias apresentações e se
apresentava em rádio da capital onde passou a ser conhecido como o "Caubi
Mineiro", uma referência ao seu estilo de cantar parecido com o de Caubi
Peixoto.
Numa determinada ocasião Agnaldo Timóteo se apresentou na abertura de
um show de Angela Maria. Ela se encantou com sua voz e o aconselhou a se mudar
para o Rio de Janeiro, onde ele teria mais sucesso na música.
No outro dia, o
cantor já estava no Rio onde virou motorista da cantora até conseguir a
oportunidade de gravar seu primeiro disco.
No entanto, ele teve que esperar
cinco anos até conseguir assinar um contrato com a gravadora Odeon em 1965. A
partir daí, Agnaldo Timóteo emplacou vários sucessos como "Aline",
"Os Verdes Campos da Minha Terra", A Casa da Irene" e muitas
outras.
Ao longo de sua carreira o cantor vendeu milhões de cópias de disco e
ganhou muitos prêmios.
Infelizmente Agnaldo Timóteo faleceu neste sábado, 03 de
abril, aos 84 anos de idade em função de complicações da Covid-19. O cantor
estava internado desde o dia 17 de março desse ano. Os médicos acreditam que
ele se contaminou entre a primeira e a segunda dose da vacina. Já no dia 27,
ele precisou ser intubado para o tratamento.
Agnaldo Timóteo era muito
reservado sobre sua vida pessoal e raramente falava sobre o assunto. Numa
entrevista para a Record, ele comentou que foi casado duas vezes. Numa delas
sua esposa foi Watusi, uma famosa vedete brasileira na década de 70.
O cantor
também disse na entrevista que teve uma única filha biológica que infelizmente
faleceu ainda criança. Ele contou que a relação com a filha lhe causava muito
arrependimento. A menina se chamava Elizabeth e Agnaldo não a registrou em seu
nome. "Com a minha filha, fui um canalha. A mãe criava, eu dava apoio
financeiro, mas não deu apoio moral", revelou ele. No entanto, Agnaldo
Timóteo tinha quatro filhos adotivos: Márcio, Marcelo, Cícero e a Keith Evelyn
que ele adotou ainda bebê.
Além da carreira musical, ele também foi importante
na política como deputado federal e vereador no Rio de Janeiro. Agnaldo Timóteo
também foi vereador por dois mandatos em São Paulo.
Em maio de 2019, o cantor
ficou internado por dois meses por causa de um AVC e se curou por milagre. Após
isso ele chegou a voltar aos palcos e fazer algumas apresentações.
Nos últimos
tempos ele estava morando na Barra da Tijuca no Rio na companhia dos filhos
adotivos.
No mundo
cangaceiro, era no coito que a cangaceirama se escondia, repousava ou se
entrincheirava até novamente arribar seu destino. Quando o repouso era só de
passagem, qualquer sombreado de umbuzeiro servia, mas não quando havia pernoite
ou descanso mais demorado. Então, o local de estadia tinha que ser bem
escolhido e oferecer meios de proteção contra as surpresas inimigas.
Imaginava-se que do local estratégico, não só fosse dificultada a chegada de
estranhos como fosse possível avistar qualquer movimentação suspeita ao redor e
até mais adiante.
Angico, o mais famoso dos coitos, depois se mostrou como de péssima escolha aos cangaceiros. Ao invés de acoitados e protegidos, ficaram entrincheirados entre serras e montes, e ao largo da beirada de um rio, à mercê do ataque dos soldados e seus comandantes conhecedores da região. Quando a soldadesca chegou já não havia o que fazer. Era como um ninho de passarinhos cercado por gaviões. Não muito distante de Angico, ainda dentro dos sertões sergipanos de Poço Redondo, há um coito que se pode chamar de perfeito: o Coito da Pia das Panelas, na região da Comunidade Areias.
Em meio à
caatinga, tufos água é juntada em tempo de chuvarada. São as chamadas pias.
Algumas delas cabem até mais de uma pessoa. Assim, um local perfeito para um
coito cangaceiro, pois em meio à vegetação fechada e espinhenta, do alto é
possível avistar as distâncias, entre as fendas é possível posicionamento para
ataques, e as pias servindo como verdadeiras trincheiras para defesa e
contra-ataque.
Por isso mesmo
que o Coito da Pia das Panelas era um dos preferidos da cangaceirama quando de
passagem pela região. E não há notícia de nenhum ataque das volantes na
localidade. Mas, por outro lado, há notícias de terríveis acontecimentos no
coito, e envolvendo os próprios cangaceiros e outros sertanejos. Nada menos que
cinco mortes no coito e ao redor: Lídia de Zé Baiano, morta pelo próprio
companheiro; Coqueiro, o delator da traição de Lídia; Zé Vaqueiro e Preta de
Virgem. A quinta morte foi a de Rosinha, logo adiante. Do alto do coito se
avista o Riacho Quatarvo, alguns passos mais abaixo, onde a companheira de
Mariano foi morta, a mando de Lampião, pelas mãos de Zé Sereno, Juriti, Balão e
Vila Nova. Quem conhece o passado da região e o que por ali ocorreu nos tempos
cangaceiros, é como se os vultos ainda rondassem e os gritos ainda ecoassem por
todo lugar. O sangue um dia jorrado ainda está por ali, as ossadas também.
Fantasmas da história que ainda assombram. Num coito perfeito, um leito
carrasquento de mortes.
A primeira obra é "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS" que já está na 5ª. edição, e aborda o fenômeno do cangaço e a vida do maior guerrilheiro das Américas. Um homem que não temeu às autoridades policiais e muito menos aqueles que lutavam contra a sua pessoa, na intenção de desmoralizá-lo nas suas empreitadas vingativas, e eliminá-lo do solo nordestino. Realmente foi feito o extermínio do homem mais corajoso e mais admirado do Nordeste do Brasil, na madrugada de 28 de julho de 1938, na Grota do Angico, no Estado de Sergipe, mas não em combate, e sim, através de uma emboscada muito bem organizada pelo alagoano tenente João Bezerra da Silva.
O Segundo livro da trilogia do escritor e pesquisador do cangaço é: "FATOS ASSOMBROSOS DA RECENTE HISTÓRIA DO NORDESTE" com 332 páginas, e um grande acervo de fotos relacionado ao assunto. E para aqueles que gosta de ler e ver fotos em uma leitura irá se sentir realizado com todas as fotos.
O terceiro livro da trilogia também do escritor José Bezerra Lima Irmão é: "CAPÍTULOS DA HISTÓRIA DO NORDESTE" resgata fatos sobre os quais a história oficial silencia ou lhes dá uma versão edulcorada ou distorcida: o "desenvolvimento" do Brasil, o desumano progresso de colonização feito a ferro e fogo, Guerra dos Marcates, Cabanada, Balaiada, Revolução Praieira, Ronco da Abelha, Revolta dos Quebra-Quilos, Sabinada, Revolta de Princesa, as barbáries da Serra do Rodeador e da Pedra do Reino, Guerras de Canudos, Caldeirão e Pau-de-Colher, dando ênfase especial à saga de Zumbi dos Palmares, Invasões Holandesas, Revolução Pernambucana de 1817, Confederação do Equador e Guerras da Independência, incluindo o 2 de Julho, quando o Brasil se tornou de fato independente... São assunto que dá gosto a gente lê-los.
Adquira-os com o professor Pereira através deste e-mail:
Passou toda a
sua infância em sua terra natal, Caratinga. Desde pequeno se interessou por
música e se apresentava nos circos que passavam pela cidade. Foi lá onde ele
conheceu o cartunista Ziraldo, seu conterrâneo.
Iniciou sua
carreira como intérprete de versões de sucessos internacionais. Teve grande
popularidade nas décadas de 1960-1970, foi recordista de vendas de discos e foi
agraciado com vários prêmios ao longo de sua carreira. Com mais de 55 anos de
carreira, o cantor continua a se apresentar pelo Brasil e consegue mobilizar
grande público, principalmente nas cidades do interior, tendo ainda
reconhecimento internacional em Moçambique. Também mantém-se ativo devido as
suas participações em programas de televisão e entrevistas.
Carreira
musical
Década de 1950
Aos dezesseis
de idade, saiu de Caratinga e foi para Governador Valadares, no mesmo estado, e
iniciou seu trabalho como torneiro mecânico, fabricando peças para veículos que
eram usados nas construções de estradas e rodovia. Lá trabalhou na oficina de
italianos “Lambertucci Retifica”, no Bairro Prado, que era vizinha de uma casa
onde se ouvia muita música. Agnaldo largava o trabalho para ouvir "Adeus,
Querido", sucesso da cantora Angela
Maria.[1][2]
Os anos
cinquenta foram marcados pelas viagens em busca de oportunidades para gravar e
cantar. Mudou-se para Belo Horizonte, onde não obteve muito êxito, embora fosse
reconhecido pelas rádios da cidade como o "Cauby mineiro".[carece de fontes] Era
chamado para "defender" as canções do niteroiense e até se fazer
passar por ele, pois o mesmo viajava muito e não podia comparecer a todos os
convites e compromissos, ele era chamado para imitá-lo nas rádios.[1]
Com a ajuda de
Aldair Pinto cantou nas rádios Inconfidência, Itatiaia, Mineira e Guarani. Teve
a oportunidade de conhecer Angela Maria em um show que ela realizou em Belo
Horizonte e ela deu-lhe o conselho para ir para o Rio
de Janeiro, onde, provavelmente, teria mais chances e oportunidades.[1][3]
No Rio de
Janeiro, passou por hospedarias e casas de parentes, passando pelo Lins de
Vasconcelos, onde conheceu o cantor Roberto
Carlos, que na época havia buscado a capital pelo sonho de virar cantor.
Agnaldo revelou em um programa de televisão que eles costumavam ir a pé do Lins
à Cinelândia para as Rádios Nacional e Mayrinck Veiga em busca de oportunidades,
pois não tinham dinheiro sequer para pagar o bonde.[carece de fontes]
Neste período,
não encontrando as oportunidades que buscava, pediu trabalho para Angela Maria,
que tinha um automóvel e não sabia dirigir. Em 1961, indicado pela sua patroa,
aconteceu sua estreia em disco: um 78 rotações com “Sábado no Morro” e “Cruel
Solidão”, para o selo Caravelle, onde gravou também no ano seguinte a marcha
“Na Base do Amendoim”. Nada aconteceu.
Em 1963, pela
Philips, gravou o compacto duplo “Tortura de Amor” de Waldick
Soriano, um trabalho mais bem elaborado e fiel ao seu estilo romântico. A
gravadora, no entanto, não acreditou no sucesso e as 180 cópias foram vendidas
de mão em mão pelo próprio artista.
Rio Hit Parade
- 1965
O programa
realizado por Jair de Taumaturgo na TV Rio, teve
Agnaldo Timóteo como o "defensor" da balada "The house of the
rising sun", sucesso do grupo britânico The
Animals. Agnaldo ganhou todos os prêmios do programa e arrebatou o público
jovem, sendo contratado, imediatamente, pela EMI-Odeon, onde teve a oportunidade
de gravar seus primeiros discos. O LP "Surge um Astro", um disco de
versões de sucessos internacionais lançado naquele ano, foi sucesso de vendas
do mercado fonográfico daquele ano. Emplacou sucessos como "A Casa de
Irene" (A Casa D'Irene), "A Casa do Sol Nascente" (The House Of
The Rising Sun), "É Tão Triste Veneza" (Que C'est Triste Venise), mas
o hit ficou como "Mamãe" (La Mamma). O cantor participou de muitos
programas da juventude, principalmente o Jovem Guarda, embora fosse mais velho
que a média dos outros participantes.[1][5]
Em 1966,
lançou "O Astro do Sucesso", que seguia o mesmo roteiro de sucesso do
primeiro, era composto por versões de sucessos internacionais que estavam
fazendo sucesso. As músicas de maior destaque foram "Último
Telefonema" (L'ultima Telefonata), "Não Te Amo Mais" (Je Ne
T'Aime Plus) e "Aline", estas últimas sucesso do jovem francês Christophe.[4]
Meu Grito -
1967
Em 1967 lançou
o álbum "Obrigado Querida", emplacando como Hit daquele ano a canção
"Meu Grito" (de Roberto
Carlos), ficando em primeiro lugar em todas as gravadoras do país.[6] O
disco veio ainda com dois grandes sucessos da sua carreira: "Mamãe Estou
Tão Feliz" (Mamma) e "Os Verdes Campos da Minha Terra"
("Green Green Grass Of Home). Segundo o cantor, "Meu Grito"
consolidou a sua carreira, que precisava de uma música própria e original,
diferente das versões que recebia para gravar. O disco de 1968 veio com
"Deixe-me outro dia, menos hoje" (de Roberto Carlos e Erasmo
Carlos), mas esta não estourou como a primeira, obtendo apenas sucesso com
"A Hora do Amor" (L'ora Dell'amore).[4]
O LP de 1969
não teve muito destaque, trazendo apenas "Eu Vou Sair Para Buscar
Você" (de Nelson Ned) como sucesso. Em 1970 tentou carreira no
mercado latino, com versões de sucessos seus, de Cauby
Peixoto e Nelson Gonçalves, mas também não disparou. Lançou
neste meio tempo regravações de hits de outros artistas como "These Are
The Songs" (de Tim Maia). O LP "Agnaldo Timóteo Sempre Sucesso"
também não foi de grande sucesso, embora estivesse como um dos mais vendidos
daquele ano.
Em 1972, com o
álbum "Os Brutos Também Amam", Agnaldo Timóteo mostrou que seguiria a
linha dos românticos, cada vez menos falando a linguagem dos jovens. Este disco
mostrou o amadurecimento musical do artistas, que vinha contando seus
sentimentos e desastres amorosos através de músicas inéditas. O maior sucesso
foi "Os Brutos Também Amam", da dupla Roberto e Erasmo. A capa deste
disco trazia um desenho seu com dois leões de fundo, fato que fez o
apresentador Silvio Santos colocar o cantor para cantar ao
vivo em uma jaula ao lado de um leão.
O próximo
disco traria outro sucesso inédito da dupla “Frustrações”, que deu o título do
seu álbum de 1973. A capa deste também foi emblemática, pois trazia o cantor no
gramado de um Maracanã vazio, para demonstrar tamanha solidão. Segundo ele
próprio, o estádio foi um símbolo de uma grande frustração sua – o futebol.
Botafoguense de carteirinha, ele nunca foi bom no esporte. O disco trazia
outros sucessos também como “Adeus Pampa Mia” e “Cedo Para Amar”, levando o
cantor várias vezes no mesmo ano para receber prêmios no Programa do Chacrinha.
Década de 1970
A Galeria do
Amor – 1975
Agnaldo
Timóteo lançou a primeira composição própria – A Galeria do Amor. "A
Galeria do Amor", segundo Nelson
Motta foi uma música de grande valor na música brasileira e foi uma
das grandes contribuições da música chamada Brega.[7][8] O
disco contou inclusive com uma canção do jornalista em parceria com Guto Graça Melo "Enigma de uma
vida", além de "Quero ser seu amigo" de Benito
di Paula, ambas inéditas, além da regravação de "A noiva", versão
de Fred Jorge, sucesso de Cauby.
Em 1978, “Eu
Pecador” foi outra mensagem de duplo-sentido deixada pelo cantor em seu disco.
Entretanto, desta vez, o cantor deixou a sua outra visão sobre os romances de
que tratava, afirmando que eles eram o seu “pecado”. O álbum contou com a sua
primeira tentativa de incursão no grupo da MPB, a gravação de “Por Causa de
Você” (de Dolores Duran e Tom Jobim).
Depois do
sucesso de “A Galeria do Amor”, Agnaldo voltou ao tema da vida noturna no Rio
de Janeiro. Em 1977 fez o seu disco de maior sucesso “Perdido na Noite”, com a
canção de trabalho assinada por si mesmo, além de outras composições:
“Aventureiros” e “O Conquistador” (esta com Wagner Montanheiro e Miguel
Plopschi). O álbum teve “Tristeza Danada” (de seu irmão Majó) como segundo
destaque. Provavelmente foi sua primeira tentativa de incursão para o grupo de
cantores da MPB, pois neste álbum esteve presente “Olhos nos Olhos” (de Chico
Buarque), sendo lançada simultaneamente por ele, pelo compositor e
por Maria Bethânia.
Década de 2010
Em 2011 lançou
"A Força da Mulher", álbum que reunia 14 faixas com nomes de mulher,
dando voz a sucessos como Michelle, dos Beatles,
Manuela, de Julio Iglesias e Mulher (Sexo Frágil) de Erasmo
Carlos e dedicou o trabalho a então presidente da república Dilma
Rousseff.[9] Em
2012 concorreu ao Prêmio da Música Brasileira, na categoria melhor cantor
popular pelo álbum[10] e
gravou no mesmo um DVD com mesmo nome, saindo em turnê.[11]
Realizou
participação especial no show Duas Gerações da dupla Matogrosso & Mathias gravado ao
vivo em 2014, cantando o sucesso "24 horas de amor".[12]
Agnaldo
Timóteo posa para foto antes do ensaio para show comemorativo dos seus 50 anos
de carreira em São Paulo
Em 2015 lançou
o álbum (DVD + CD) Agnaldo Timóteo 50 Anos na Estrada Asfaltada (Ao Vivo),
lançado em parceria da Coqueiro Verde com o Canal Brasil. O
show foi gravado um ano antes no Teatro São Pedro (SP), onde o
artista celebrou sua carreira cantando sucessos com participações especiais
de Alcione, Angela
Maria, Cauby Peixoto, Claudete
Soares e Martinha.[13] No
mesmo ano participou do projeto "MPB na ABL" (comemorando a música
romântica nos 450 anos da cidade do Rio) ao lado do cantor Luiz
Vieira, a convite de Ricardo Cravo Albin para um bate-papo
intercalado com apresentações musicais.[14]
Escreveu o
prefácio do livro "Mensagens para a Vovó" de autoria de Antonio
Marcos Pires e junto com o autor participou da Bienal do Livro SP 2016
autografando este livro.[15]
Lançou no
início de 2017 o álbum "Obrigado, Cauby" em tributo ao cantor
falecido no ano anterior. Agnaldo perpassa vários sucessos da carreira do
ídolo, tais como "Conceição" (em dueto póstumo com o homenageado),
"Bastidores" e "Ninguém é de ninguém".[16][17] O
cantor saiu em turnê pelo país com show homônimo.[18][19][20] No
mesmo ano foi lançado nos cinemas o documentário "Eu, Pecador",
retratando a vida musical, pessoal e política do artista.[21]
Em 2018 gravou
o álbum Reverências, ao vivo no Teatro
Itália (SP), em que presta tributo a ídolos e artistas do seu tempo
que influenciaram sua obra como Elis
Regina, Gonzaguinha e Tim Maia.[22][23] No
mesmo ano grava um show para o programa Todas as Bossas da TV Brasil apresentando
seus recentes trabalhos[24] e
participa de álbuns coletivos em homenagem a outros artistas, tais como Luiz
Vieira[25] e
Martinha,[26] as
apresentações musicais foram registradas em disco. Também participou ao lado de
grandes artistas nacionais do projeto especial em homenagem ao centenário da
cantora Dalva de Oliveira e saiu em turnê na
companhia de Claudete Soares, Eliane
Pittman e Márcio Gomes com pelo país para a divulgação do
trabalho.[27] Junto
destes artistas gravou um especial em 2019 em tributo à Dalva que foi
transmitido pela TV Brasil no programa Todas as Bossas.[28][29]
No ano de 2019
o cantor sofreu um AVC quando se preparava para uma
apresentação no interior da Bahia.[30][31][32] O
cantor ficou hospitalizado por 59 dias e ao longo do ano foi recuperando sua
saúde;[33][34][35] retornou
aos palcos em dezembro do mesmo ano.[36][37] Seu
grande retorno se deu no programa Conversa
com Bial, onde conversou sobre sua vida e carreira com o apresentador e
interpretou alguns sucessos.[38]
Vida pessoal
Em 2017, aos
81 anos, Agnaldo Timóteo assumiu, no documentário Eu, pecador, de Nelson
Hoineff, já haver tido relações com outros homens. Porém, opta por não
definir a sua sexualidade.
O cantor
Agnaldo Timóteo morreu neste sábado (3) aos 84 anos, em decorrência de
complicações causadas pela Covid-19.
O artista deu entrada no Hospital São Bernardo, no Rio de Janeiro, dia 17 de
março e dez dias depois precisou ser intubado.
Os familiares
do artista relataram sucessivas pioras no quadro do artista e pediram correntes
de oração, no que foram atendidos pelos fãs do cantor.
A morte
aconteceu às 10h45 e foi confirmada pela assessoria do cantor.
"É com
imenso pesar que comunicamos o FALECIMENTO do nosso querido e amado Agnaldo
Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e
faleceu hoje às 10:45 horas.Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para
vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos
corações!", diz o texto.
Timóteo já
havia recebido as duas doses do imunizante contra o coronavírus. No entanto, os
médicos acreditam que o cantor foi infectado no intervalo entre a primeira e a
segunda dose da vacina.
Natural de
Caratinga, em Minas Gerais, Timóteo se mudou para Governador Valadares aos 16
anos, onde se tornou torneiro mecânico. Na década de 1950, em busca do sonho de
ser cantor, foi para Belo Horizonte. Embora fosse conhecido como "Cauby
mineiro" na cidade, Timóteo não obteve muito sucesso.
Já na década
de 1960 mudou-se para o Rio de Janeiro e passou a trabalhar como motorista
particular para o empresário e produtor Kléber Lisboa. Conquistou a admiração
da esposa de Kléber, a cantora Angela Maria, consagrada, na época, como a
"Rainha do Rádio", que passou a apoiar sua aspiração pela carreira
artística.
Ao longo dos
mais de 50 anos de carreira musical, Agnaldo Timóteo lançou mais de 30 LPs,
mais de 20 CDs e três DVDs. Mesmo tantas décadas depois, o cantor seguia com
mais de 100 mil ouvintes mensais segundo o Spotify.
Em 2019, o
artista sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e precisou ser colocado em
coma induzido.
Carreira
Política
Agnaldo
Timóteo se candidatou ao cargo de deputado federal pelo PDT do Rio de Janeiro
nas eleições de 1982 e obteve a maior votação daquele pleito: mais de 500 mil
votos. Deixou a Câmara no fim da legislatura, em janeiro de 1987, retornando à
vida artística.
Em 1990, já no
PDS, voltou ao cenário político e disputou o governo do Rio de Janeiro contra
seu ex-aliado Leonel Brizola, que venceu o pleito ainda no primeiro turno.
O cantor
voltou a se candidatar a deputado federal em 1994. Concorrendo pelo Partido
Progressista Reformador (PPR) - resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata
Cristão (PDC) - obteve votação inexpressiva. O Tribunal Regional Eleitoral
(TRE), diante de uma suspeita de fraude, impugnou as eleições e convocou novo
pleito. O desempenho de Timóteo foi o suficiente para conquistar a primeira
suplência e o levar à Câmara novamente, em maio de 1995.
Timóteo
substituiu o deputado Amaral Neto, que precisou se afastar por motivos de
saúde, e atuou como titular nas comissões de Defesa do Consumidor, de Meio
Ambiente e das Minorias. Ele atuou também junto à comissão especial criada para
analisar a proposta de abertura de cassinos no país.
Com a fusão do
PPR com o Partido Progressista (PP) em 1995, o cantor filiou-se ao Partido
Progressista Brasileiro (PPB). Com a morte do deputado Amaral Neto, em outubro
do mesmo ano, Timóteo foi efetivado na Câmara. Em julho de 1996 tornou-se
membro das comissões de Viação e Transportes e de Direitos Humanos.
Nas eleições
de 1996, em outubro, concorreu ao cargo de vereador Rio de Janeiro pelo PPB e
conquistou 29.383 votos, alcançando a maior votação do partido. Renunciou ao
cargo de deputado federal e assumiu o mantado na Câmara Municipal do Rio em
janeiro de 1997. Na Câmara dos Deputados, foi substituído pelo suplente Osmar
Leitão.
Tentou se
reeleger em 2000, mas não obteve sucesso e deixou o cargo em janeiro de 2001.
Mudou-se para São Paulo e pelo Partido Progressista (PP) - legenda oriunda da
refundação do PPB - voltou a se candidatar como vereador e foi eleito em 2004.
Começou o
mandato na Câmara Municipal de São Paulo em janeiro de 2005 e logo em julho do
ano seguinte migrou para o Partido Liberal (PL). Seis meses mais tarde, a sigla
anunciou a fusão com o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (PRONA),
originando o Partido da República (PR).
Em 2008, foi
reeleito para um novo mandato como vereador por São Paulo. Dois anos depois, no
mês de outubro, se licenciou do cargo para disputar uma vaga na Câmara dos
Deputados. No entanto, conseguiu apenas uma suplência.
De volta ao
mandato de vereador, destacou-se na Comissão da Verdade, criada em abril de
2012 para investigar violações de direitos humanos no período do Regime
Militar. Apesar de crítico à criação da Comissão, integrou o grupo até agosto.
Nas eleições
de outubro de 2012, Timóteo tentou se reeleger, mas não obteve sucesso. Após a derrota,
o cantor declarou estar decepcionado com os números e anunciou que iria se
retirar das atividades políticas para retomar a carreira artística.
Documentário realizado em 2005 pelos jornalistas: Ulisses Brandão, Kele Gualberto e Marcos Leandro, o qual recebeu o Prêmio Cristina Tavares de Jornalismo 2005, narra o assassinato do bispo de Garanhuns, Dom Expedito Lopes, pelo então padre Hosana. Tem no elenco:
Álvaro Lucard (Dom Expedito) e Abel Araújo (Padre Hosan
Romana, a Bizunga, moradora de Bonfim, Bahia, estuprada
por Virgulino Ferreira da Silva, o Lampeão, em abril de 1931. Recriação com
retificação e colorização minhas.