Ontem
(domingo), foi realizada às quatro da madrugada, uma caminhada da igreja de São
Cristóvão até a Igrejinha das Tocaias, defronte a Reserva Tocaia, além do
Bairro Floresta. Uma verdadeira multidão, liderada por Maria José Lírio,
zeladora da igrejinha, deixou a Matriz de São Cristóvão com os primeiros raios
da aurora conduzindo em charola a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Além da
multidão, havia carro-de-som e ambulância em direção aos confins da Floresta. A
igrejinha das Tocaias, localiza-se no início da zona rural e seu pequeno
terreno foi cedido pelo proprietário da Reserva Tocaia e da Fazenda Coqueiros,
o agrônomo, Albertinho Agra. Entretanto ainda não foi oficializado.
A Zeladora da
citada igrejinha pede socorro para reconstrução da calçada alta que foi
destruída pelas últimas chuvas. Além disso, se for feita a doação
oficial do terreno (documento em cartório), a igrejinha poderá ser incorporada
ao patrimônio da Paróquia de São Cristóvão. Enquanto isso a ermida
encontra-se impossibilitada de restauração e reforma, entregue apenas às mãos
de uma pessoa que pede socorro à coletividade visando melhorias onde já houve
tantas novenas, fontes de promessas e inúmeras graças alcançada com seu mentor,
São Manoel da Paciência. Sua história foi resgatada pelo escritor Clerisvaldo
B. Chagas, vencendo o tempo que separa a escravidão quando se deu ali uma
emboscada onde foi morta uma senhora. A igrejinha se desenvolveu a partir de uma
Santa Cruz de beira de estrada.
Apelamos para
a sensibilidade do Secretário da Educação e Meio Ambiente, Jorge Santana; do
Diretor de Cultura, Robson França; e da Prefeita Christiane Bulhões, no sentido
de um “chega juntos” à luta de dona Maria José Lírio, à Rua Joel Marques, bem
defronte à Pracinha do Amor.
A Igrejinha das Tocaias tradição religiosa e
turística necessita restaurar sua calçada alta, um amplo compartimento para
ex-votos, um lugar adequado, tipo escritório para A Administração. A ridícula cerca
de arame farpado e porteira que a protegem poderiam ser substituídas por coisa
mais decente. Esse episódio de mais de duzentos anos da história santanense não
pode ficar entregue às intempéries e ao desprezo. Vamos voltar às novenas de
outrora e à seriedade das coisas sagradas da nossa terra.
A ermida das
Tocaias pede socorro!
RUMO ÀS
TOCAIAS (FOTOS: MARIA JOSÉ LÍRIO). IGREJINHA (FOTO: B. CHAGAS).
"Uma boa parcela dos frequentadores dos blogs que divulgam a História e
Cultura Nordestina, especialmente do Cangaço, têm interesse em adquirir livros
que tratam desse fenômeno, mas não sabem como e onde.
O meu trabalho é facilitar e contribuir para que mais pessoas possam ter acesso
a essas obras.
Venho conseguindo bons resultados como o apoio vital de muitos amigos que tenho
espalhados por todo o Brasil. Faço esse trabalho com muito prazer."
prof. Pereira
A movimentação
dos cangaceiros é algo citado, mas pouco aprofundado. Aqui, esboços primeiros, objetivando melhor perceber o quadro. São croquis primeiros que ainda serão melhor desenvolvidos.
.
De 25 de fevereiro a 8 de julho de 1929:
De 14 de julho a 4 de agosto de 1929... Nesta fase, estão as volantes de Manoel
Campos de Menezes, Odonel Francisco da Silva e Arsênio Alves de Souza nas
suas canelas, com poucas horas de diferença. Lampeão e seu bando ainda tem,
contra ele, o bloqueio de João Galdino de Souza, na área de Senhor do Bonfim, e
o o sítio e deslocamento de Hercílio Rocha, a partir de Uauá.
Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.
Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.
Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.
Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.
Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.
A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.
Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.
......................
Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.
Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.
Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.
Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),
Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.
A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.
As Revoltas Tenentistas.
Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...
Junior
Almeida, Oleone Fontes, Francimary Oliveira, José Bezerra e Antonio Edson
O Cariri
Cangaço é uma entidade cultural que a cada dia se agiganta e se impõe como um
fórum de estudos e debates sobre temas relevantes da história do Nordeste,
envolvendo cangaço, coronelismo, movimentos messiânicos, Padre Cícero, Antônio
Conselheiro, etc. No recente encontro no Cariri, no Edição de Luxo em
Setembro, deu-se ênfase a temas da história regional. Em Lavras da Mangabeira e
Missão Velha, os painéis giraram em torno das figuras dos grandes potentados do
Cariri no passado, com destaque para os Augusto, de Lavras, e dos coronéis
Quinco Vasques, Izaias Arruda e Antônio Joaquim de Santana, de Missão Velha,
tendo como palestrantes Manoel Severo, Heitor Feitosa, Urbano Silva, João
Tavares Calixto, Cristina Couto e João Bosco André, atuando como mediadores
Geraldo Ferraz e Archimedes Marques.
O encontro
culminou com o painel “As Várias Faces de Cícero, o Santo do Juazeiro”, tendo
como mediador Ângelo Osmiro e como palestrantes os juazeirenses Emerson
Monteiro e Lailton Feitosa. Houve visita em Lavras à venerável residência
de Dona Fideralina, matriarca da família Augusto. Em Missão Velha, o grupo
esteve no Engenho Santa Tereza, de Cícero Landim, e na fazenda da família
Olegário de Santana, onde almoçamos – vejam que privilégio! – ao lado da
distinta Dona Orlandina, filha do coronel Izaias Arruda. Na Serra do
Horto, ouvimos uma síntese do episódio conhecido como Sedição do Juazeiro, nas
palavras do Padre Agostinho Justino, que não perde um encontro do CARIRI
CANGAÇO, ou seja , Cariri Cangaço é sem dúvidas espetacular e imperdível,
sempre.
O amigo Geraldo Júnior, administrador do grupo “O Cangaço” no Facebook, após mostrar três cartazes de filmes sobre o cangaço, lançou a pergunta: “Em sua opinião, qual desses três filmes sobre a vida de Lampião foi o melhor?”.
Os três cartazes mostrados são dos filmes “Meu nome é Lampião” (1969), com Milton Ribeiro e direção de Mozael Silveira; Lampião, O Rei do Cangaço (1964), com Leonardo Vilar e direção de Carlos Coimbra; e a minissérie “Lampião e Maria Bonita” (1982), com Nélson Xavier e Tânia Alves, com direção de Luiz Antônio Piá e Paulo Afonso Grisoli.
Para além das opiniões pessoais, vez que tanto os filmes como a minissérie possuem méritos que devem ser reconhecidos, prefiro modificar o questionamento feito para propor outro: “Qual ator melhor representou Lampião?”. Pergunta, aliás, que já foi proposta no grupo de estudos cangaceiros.
Como se sabe, a saga de Virgulino e seu bando já foi levada ao cinema e à televisão mais de uma dezena de vezes. Quando não tem Lampião como personagem principal ou mesmo o cangaço como trama de fundo, utiliza-se da ficção para mostrar a valentia de um povo rude frente ao poder opressor. Jagunços, cangaceiros, coronéis, beatos, renegados, bandoleiros, todos fazem parte desse contexto nordestino mitificado na dramaturgia nacional.
Neste sentido, célebre é o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), com direção de Glaubert Rocha. É uma trama cujo enredo explora o tema cangaço sem se ater à verdade dos fatos, pois fazendo da ficção o espelho do confronto entre o bem e o mal, ou seja, entre os explorados e a implacável perseguição dos exploradores, através de Antônio das Mortes. Do mesmo modo “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, também de Glaubert Rocha. No filme, Antônio das Mortes é contratado para dar fim a uma nova liderança cangaceira surgida nos sertões nordestinos.
Além dos clássicos de Glaubert Rocha, o cangaço foi explorado sob diversas vertentes, mas quase sempre através do espectro dualístico do bem e o mal ou do bem contra o mal. Há “O Cangaceiro” (1953), dirigido por Lima Barreto; “Grande Sertão” (1965), dirigido por Geraldo Santos Pereira e Renato Santos Pereira; “Quelé do Pajeú” (1969), dirigido por Anselmo Duarte. E também “Corisco e Dadá” (1996), de Rosemberg Cariry; “Baile Perfumado” (1969), de Lírio Ferreira e Paulo Caldas; “Corisco, o Diabo Louro” (1969), de Carlos Coimbra. Muitos outros títulos possuem o cangaço como trama de fundo, sendo que até mesmo pornochanchadas e filmes eróticos se basearam na vida cangaceira.
A televisão sempre foi buscar nos temas nordestinos a certeza de sucesso. Assim ocorreu com “Mandacaru”, novela exibida pela TV Manchete entre os anos de 1997 e 1998, e reexibida pela TV Bandeirantes em 2006. Faz do mandacaru a simbologia para os conflitos numa região nordestina conflagrada pelo temor dos cangaceiros desgarrados após a morte de Lampião e Maria Bonita. Mais recentemente a TV Globo exibiu “Cordel Encantado” (2011), narrando uma típica saga sertaneja de amores marcados por confrontos familiares, jagunços, coronéis, cangaceiros e fanatismos.
Contudo, o melhor diretor de todos os filmes já produzidos acerca de Lampião, o verdadeiro, chama-se Benjamin Abrahão Botto, um libanês radicado no Brasil, ex-secretário do Padre Cícero, e que após a morte deste se enveredou pelas caatingas acompanhando o bando de Lampião. Abrahão havia se encontrado com Lampião em 1926, quando este chegou a Juazeiro para receber a patente de Capitão. Fotografado e filmado, e vaidoso como era, certamente que Lampião nem pensou duas vezes quando o fotógrafo pediu permissão para registrar o cotidiano do bando.
A partir da lente e da filmadora de Abrahão, não há como não ter a certeza que Lampião foi quem melhor representou a si mesmo. A cada fotografia ou a cada película, o que se observa é um Lampião preocupado com a pose, com a aparência, com o enquadramento, com a imagem para a posteridade. Não há cena em que o Capitão não esteja se mostrando como desejaria ser conhecido no mundo exterior.
Lampião era verdadeiro modelo fotográfico. Mostra-se imponente caminhando pelas veredas sertanejas, quando aponta sua arma para ser filmado e fotografado, quando se coloca perante cartas ou jornais para o flash do libanês. Não só Lampião, mas todo o bando gostava de ser fotografado. Aquela fotografia de Maria Bonita sentada entre os cachorros Ligeiro e Guarany, e Lampião em pé com uma revista à mão, faz recordar um instantâneo da nobreza europeia num belo jardim de inverno.
Mas não, apenas os carrascais nordestinos, a dureza dos tempos permitindo um instante de rara beleza. E mais um exemplo do quanto humano havia também no cangaço. Um rei e uma rainha do nosso mundo. Nosso tão belo mundo nordestino.
Amigos leitores e amigos do nosso http://blogdomendesemendes.blogspot.com, vamos completar este ano 6 milhões de acessos? O nosso blog não tem fins lucrativos, e é mantido somente com a cultura e para a cultura do nosso Brasil, principalmente do nosso sofrido nordeste.
Acessem-no todos os dias, e leiam as nossas belas postagens, que são escritas pelos grandes escritores, pesquisadores e excelentes gravações de cineastas. Todos estes, são de nomes já conhecidos no mundo da pesquisa do cangaço, sendo responsáveis, e sem invenções no que escrevem e no que gravam.
Visitem o nosso blog. Ele não tem fins lucrativos de forma algumas. Repito, só cultura e mais nada.
Segunda-feira, 7 de janeiro de 1994. Padre "encomendando a Deus", a alma de Sérgia da Silva Chagas, a Dadá, no Cemitério Jardim da Saudade - Foto de Carlos Casaes, no jornal "A Tarde":
Registro do assentamento original de Dadá, no Cemitério Jardim da Saudade:
Aspecto geral do cemitério, na área do sepultamento original, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador, Bahia:
Sítio específico onde se encontrava a sepultura, antes do translado para o ossuário da Ordem Terceira do Carmo:
Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador, Bahia. O pequeno anexo com duas portas, à direita, é a entrada do ossuário da ordem:
Parte do ossuário da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador, Bahia, onde estão os restos de Dadá:
Parede do ossuário da Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Salvador, Bahia, onde estão os restos de Dadá:
A primeira divisão mais clara, em pequenos subgrupos, do bando de Lampeão, na
Bahia, ocorreu em outubro de 1929.
Eram basicamente três os subgrupos, liderados por Lampeão, Corisco e Antônio de
Engrácia.
Estes são os roteiros aproximados seguidos pelos subgrupos de Lampeão e
Corisco.
O subgrupo de Corisco era formado por cinco cangaceiros.
O subgrupo de Antônio da Engrácia somente indica a região em que ele estava,
naquele momento, zanzando.
Gonzaguinha
era filho registrado, mas não natural,[4][5] do
cantor e compositor pernambucano Luiz Gonzaga e de Odaleia Guedes
dos Santos, cantora do Dancing Brasil.[6]
Compôs a
primeira canção "Lembranças da Primavera" aos 14 anos, e em 1961, com
16 anos, foi morar no bairro de Cocotá,
na ilha do Governador, com o pai para estudar. Mais
tarde, estudou Economia na Universidade Cândido Mendes. Na casa do
psiquiatra Aluízio Porto Carrero conheceu e se tornou amigo de Ivan Lins.
Conheceu também a primeira mulher, Ângela, com quem teve 2 filhos: Daniel e
Fernanda. Teve depois uma filha com a atriz Sandra
Pêra, a atriz e cantora Amora Pêra.
Foi nessa
convivência na casa do psiquiatra, que fundou o Movimento Artístico
Universitário (MAU), com Aldir
Blanc, Ivan Lins, Márcio
Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Tal movimento teve importante
papel na música popular do Brasil nos anos
70 e em 1971 resultou no programa na TV Globo Som Livre
Exportação.
Caracterizado
por uma postura de crítica à ditadura, foi visado
pelo DOPS.
Assim, das 72 canções mostradas a esse órgão, 54 foram censuradas,
entre as quais o primeiro sucesso, Comportamento Geral. Neste início de
carreira, a apresentação agressiva e pouco agradável aos olhos dos meios de
comunicação valeu-lhe o apelido de "cantor rancor", com canções
ásperas, como Piada Infeliz e Erva. Com o começo da abertura
política, na segunda metade da década
de 1970, começou a modificar o discurso e a compor canções de tom mais
aprazível para o público da época, como Começaria Tudo Outra Vez, Explode
Coração, Grito de Alerta, Lindo Lago do Amor e O que É o que É,
e também temas de reggae, como Nem o Pobre nem o Rei.
No VI Festival
Internacional da Canção Popular
As composições
foram gravadas por muitos dos grandes intérpretes da MPB, como Gal Costa, Maria
Bethânia, Zizi Possi, Simone, Elis
Regina (Redescobrir ou Ciranda de Pedra), Fagner, e Joanna. Dentre
estas, destaca-se Simone com os grandes sucessos de Sangrando, Mulher,
e daí e Começaria tudo outra vez, Da maior liberdade, É, Petúnia
Resedá.
Em 1975,
dispensou os empresários e tornou-se um artista independente, o que fez em 1986
fundar o selo Moleque, pelo qual chegou a gravar dois trabalhos.
Nos últimos
doze anos de vida, Gonzaguinha viveu em Belo
Horizonte com a segunda mulher Louise Margarete Martins (Lelete) e a
filha deles, a caçula Mariana.[7]
Morte
Gonzaguinha
morreu aos 45 anos em 29 de abril de 1991, vítima de um acidente
automobilístico. Ao regressar de uma apresentação em Pato
Branco, no Paraná por uma rodovia no sudoeste daquele estado,
colidiu seu Monza contra uma camionete Ford
F-4000. O acidente ocorreu por volta de 7h20 da manhã entre as cidades
de Renascença e Marmeleiro. Gonzaguinha estava se dirigindo
para Foz do Iguaçu, de onde seguiria de avião para Florianópolis,
onde tinha um show agendado. No carro estavam também seu empresário e o dono de
uma empresa de produções artísticas, que ficaram gravemente feridos.[1][2]
Homenagens
Em 2017,
Gonzaguinha foi tema do carnaval da Estácio de Sá, no Rio de Janeiro,
com o enredo "É! O Moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu
com a Estácio!".[8] A
Estácio era a escola de coração do cantor, nascido no Morro de São Carlos, no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro.
A escola de
samba Império Serrano escolheu como enredo para seu
desfile no Grupo Especial em
2019, o sucesso de Gonzaguinha O Que é, o Que é?, usando a canção também
como o samba-enredo, num recurso inédito no carnaval carioca.[9]
Notas e
referências
Notas
↑ Ir para:ab As
fontes disponíveis no texto não indicam com precisão a cidade onde ocorreu o acidente.[1][2]
Euclides
Amaral. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008. 2ª ed.
Esteio Editora, 2010.
Regina
Echeverria. Gonzaguinha e Gonzagão – Uma história brasileira. Rio de Janeiro:
Ediouro, 2007.
Ricardo Cravo
Albin. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira - Criação e
Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto
Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
Uma foto referencial é a da entrega, em 1938, do grupo de Zé Sereno, em Jeremoabo.
Recebida, por nós, primeira e generosamente enviada pelo nosso amigo Orlins Santana de Oliveira, foi, neste blog publicada, com sua informação: “A única foto que se tem conhecimento tirada com a policia, cangaceiros e a igreja católica. Hoje ela pertence ao acervo da Família Ferreira-Expedita, Vera e outros." Porém, o amigo se equivocou. Aqui, uma imagem do conjunto da Igreja de Nossa Senhora da Piedade e o Convento dos Capuchinhos, em Salvador, Bahia.
Adentrando o mesmo, passando pelo seu pátio:
Chegamos ao seu centro de documentação, cujo responsável é o frei Ulisses Bandeira:
Este nos mostra um dos seus preciosos álbuns fotográficos:
E nos aponta uma foto única e original, de propriedade da sua ordem, guardada precisamente aí:
É a original da entrega dos cangaceiros, em 1938. na qual estavam presentes dois capuchinhos:
Corrige-se, assim, o equívoco anterior. A foto é de propriedade da Ordem dos Capuchinhos, localizando-se no seu Convento, em Salvador, Bahia. Seu endereço Praça da Piedade, SN - Centro, Salvador - BA, 40060-300 . Aqui, reapresento a foto em resolução melhor: