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terça-feira, 24 de maio de 2022
LAGOA DO MEL E A MORTE DE EZEQUIEL EM VISITA OFICIAL DENTRO DO CARIRI CANGAÇO PAULO AFONSO 2022
A DONA DA CHAVE DO COFRE
Tomislav R. Femenick – Jornalista e historiador
Meus bisavôs
maternos se chamavam Vicente e minhas bisavós, também maternas, chamavam-se
Philomena. Deles somente conheci um, o coronel (da Guarda Nacional) Vicente
Ferreira da Mota, pai de minha avó, Maria da Mota Lima.
Quando meu pai
faleceu no Rio de Janeiro, onde morávamos, eu, com sete anos de idade, e minha
mãe viemos morar na casa de meus avós, em Mossoró. Era um mundo bastante
desconhecido, se não estranho, para mim.
Meu avô, o
coronel (também da Guarda Nacional) José Rodrigues de Lima, era bastante
conhecido na região e no Estado. Era proprietário de salinas, comerciante, dono
de empresa de navegação de pequeno curso, industrial, agricultor, sócio do
Banco Mossoró e proprietário de imóveis localizados em Mossoró, Rio de Janeiro,
Natal e Apodi. Foi pioneiro no cultivo de frutas irrigadas e na indústria
têxtil. Homem bastante prático e simples, que usava camisas feitas de sacos de
açúcar (eram mais resistentes e frescas para enfrentar o calor), calças de
zuarte e chinelos de dedo, feitos por ele mesmo com couro de boi. Para evitar
cinturão, usava duas arreatas nas calças que, laçadas, substituíam-no. Usava,
de vez em quando, um chapéu de palha, daqueles feitos aqui mesmo. De pouca
instrução formal, era um leitor ávido de livros espiritas e dos que explicavam
as teorias de Einstein. Detestava política.
Já minha avó,
Maria da Mota Lima, a Dona Mariquinha, tinha a política no sangue. Seu pai,
Vicente Ferreira da Mota, dois irmãos, o padre Mota e Francisco Vicente Cunha
da Mota, bem com dois sobrinhos foram prefeitos de Mossoró. Isso sem contar com
o célebre Mota Neto, prefeito, deputado estadual e federal. Na época da
campanha, a nossa casa virava um comitê eleitoral e no dia da eleição era ela
que cuidava daquilo que hoje chamamos de logística: transporte, alimentação e
abrigo para os eleitores.
Além dessa
atuação, Dona Mariquinha tinha outras atribuições: cuidava da casa e dos
jardins que a circundavam, cobrava os aluguéis dos imóveis, cuidava do dinheiro
do dia a dia e tinha a chave do cofre que existia lá em casa.
Estava
escrevendo este artigo quando minha neta perguntou se eu não tenho saudades
daquela época. Disse que tenho. Mas que prefiro viver o hoje. Saudades é para
se guardar no coração.
Minha avó
tinha outros predicados bem próprios dela. Um deles era a leitura de jornais,
assinava todos da capital e de Mossoró. Quando sabia que alguém de seu circuito
de amizade ir viajar, encomendava os jornais do lugar e de onde mais pudesse. O
seu “ritual jornalístico” (como nós chamávamos) era simples: depois do café da
manhã, arrumava os jornais por ordem de data para assim os ler; mais a Ordem,
de Natal, sempre era o primeiro. Quando está nessa tarefa, não atendia a
ninguém que não fosse o marido.
Dona Maria da
Mota Lima e o coronel José Rodrigues tiveram 21 (vinte e um) filhos. Só dez
sobreviveram.
Tribuna do
Norte. Natal, 22 maio 2022
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JORGE PINTO - PROPRIETÁRIO DO CINE TEATRO PAX
Por: José Mendes Pereira
Do meu conhecimento Mossoró recebeu como divertimento para a cidade 6 cinemas, os quais foram: Cine Rivoli, na Rua Melo Franco, no bairro Paraíba, Cine Centenário, localizado na Rua Almirante Barroso, no bairro Pereiros, Cine Caiçara, na Rua Alfredo Fernandes, centro, Cine Jandaia, na Avenida Alberto Maranhão, bairro Bom Jardim, Cine Cid, na Rua Coronel Vicente Sabóia, centro e o Cine Teatro Pax, um dos melhores e com estruturas modernas para a época.
O Cine Pax foi a primeira casa projetada e construída exclusivamente para fins cinematográficos, em Mossoró. Projeto do arquiteto francês George Lumier, no estilo de arquitetura moderna. Esta obra foi realizada durante a administração municipal do
Padre Luiz Ferreira Cunha da Mota que imprimiu ares de civilidade à cidade. Este cinema foi inaugurado numa noite, de sábado, no dia 23/01/1943, e funcionou por quase 7 décadas, tendo as suas portas fechadas recentemente, o que deixou a cidade sem acesso à Sétima Arte.
O Cine Teatro Pax pertencia ao empresário Jorge Pinto, um cearense que desde muito novo viera para Mossoró, e aqui residiu até os seus últimos dias de vida, na Avenida Presidente Dutra, no centro.
Jorge Pinto era um senhor baixo, moreno, usava sempre a camisa passada, amigo dos amigos, e até gostava de prosear com as suas amizades, e pelo seu jeito simples, jamais demonstrou ser empresário.
Fui colega de trabalho na Escola Estadual José Martins de Vasconcelos da Sandra
Pinto, Zilda Pinto, ambas professoras e netas do Jorge Pinto. Além destas da família do
Jorge Pinto, também trabalharam comigo a Júlia Pinto, proprietária do Hotel
Imperial e a Ruth Pinto, sendo que esta era sobrinha do Jorge, mas ainda a Rosa
Maria Pinto que era filha do empresário.
Seu Jorge Pinto tinha um coração grande, e sempre fez com que algumas crianças
que não tinham dinheiro, eram colocadas para dentro do cinema pelo próprio
dono, mas a troco de um capilé.
Muitos já viviam acostumados, e ao chegarem ao cinema, desejavam que seu Jorge
Pinto estivesse ali por fora. Se ele estivesse ali, levariam um capilé e
entravam no cinema satisfeitos e sem dificuldades, pois um capilé não doía, mas
se fosse pagar, o bolso doía.
Seu Jorge Pinto gostava de ficar acompanhando a entrada das pessoas ao cinema,
e certa noite, um sujeito que já passava dos dezoito anos, e ao chegar lá, viu
que uma mariposa pousava sobre a manga da camisa do seu Jorge Pinto. Querendo
entrar no cinema de graça, caso fizesse algo de importância para chamar a
atenção do empresário, aproximou-se, e com o dedo, fez com que a mariposa
caísse ao chão.
Seu Jorge o agradeceu e caminhou em direção à entrada do cinema. Mas como o
sujeito queria uma oportunidade para ver o filme sem pagar, foi até onde ele
estava e disse-lhe:
- Seu Jorge, deixe eu entrar para ver o filme sem pagar, porque hoje eu não
tenho nenhum tostão.
Como tinha muita gente na fila da bilheteria para comprar a entrada, mesmo
assim seu Jorge Pinto o reconheceu, que ele era o jovem que havia expulsado a
mariposa que antes estava pousada na manga da sua camisa. E em seguida
perguntou-lhe:
- Você é o sujeito que tirou a mariposa que estava sobre a manga da minha
camisa?
- Sou sim senhor! - respondeu ele crente que depois daquele grande favor de
retirar a mariposa que estava sobre a camisa do empresário, com certeza seu ele
iria reconhecer e deixá-lo entrar no cinema sem pagar.
E olhando para ele, seu Jorge Pinto disse:
- Não deixo! E vá pegar a mariposa e colocá-la aqui na minha camisa. Eu não
mandei você tirá-la daqui. Esses favores eu agradeço.
Nessa noite o rapaz não viu o filme.
A foto do Jorge Pinto é do acervo do http://telescope.blog.uol.com.br
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HOJE QUEM ESTÁ COMPLETANDO 99 "PRIMAVERAS" É A DONA DULCE MENEZES DOS SANTOS...
... que como
todos sabem, acredito, é atualmente a última integrante do bando de Lampião,
ainda viva.
Dulce Menezes
que foi "levada" contra sua vontade pelo cangaceiro Criança III
(Vitor Rodrigues Lima / João Alves da Silva) esteve integrada ao bando de Lampião
durante os últimos seis/sete meses anteriores a morte de Lampião e foi uma das
sobreviventes de Angico, onde pereceram onze cangaceiros, um soldado da Força
Militar alagoana e o casal Lampião e Maria Bonita.
Quero diante
mão desejar muita saúde e paz para dona Dulce e muitos anos de vida, para que
possamos continuar contando com a presença dessa que hoje é o último elo do
cangaço, ou seja, da nossa história.
Feliz Aniversário. Meus parabéns.
Geraldo
Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal Cangaçologia.
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ASCRIM/ACADEM PRESIDENCIA – CONFIRMAÇÃO E RETRANSMISSÃO AO CONVITE ACJUS: “LANÇAMENTO LIVRO ‘EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS COMO DIREITO FUNDAMENTAL’, AUTOR ACADÊMICO EDILSON GOZAGA DE SOUZA JUNIOR-CADEIRA Nº 22’ E, ‘DESCERRAMENTO PLACA ESPAÇO EVENTOS ACJUS, PROFESSORA MARIA ALEXANDRINA DA CONCEIÇÃO” - OFÍCIO. Nº 011/2022.
MOSSORÓ-RN, 21 de MAIO de 2022.
‘RECEBES ESTE EXPEDIENTE PORQUE A ASCRIM O(A)VALORIZA E RESPEITA, PELO ALTO NÍVEL DE QUEM TEM O PRESTÍGIO DE SER ASSIM CONSIDERADO(a).’
AGRADECENDO AO EXCELENTÍSSIMO DR. JOSÉ WELLINGTON BARRETO, M.D. PRESIDENTE EXECUTIVO DA ACADEMIA DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS DE MOSSORÓ-ACJUS, PELO CONVITE, RESERVAMO-NOS ATRIBUIR MESMO VALOR DE PARTILHA, DIZENDO QUE É UMA GRANDE HONRA CONFIRMAR QUE NOS FAREMOS REPRESENTAR, OFICIALMENTE, À SESSÃO MAGNA DO LANÇAMENTO DE “LIVRO ‘EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS COMO DIREITO FUNDAMENTAL’ AUTORIA DO ACADÊMICO TITULAR CADEIRA Nº 22, ESCRITOR EDILSON GONZAGA DE SOUZA JUNIOR’ E, ‘DESCERRAMENTO PLACA DO ESPAÇO EVENTOS DA ACJUS, PROFESSORA MARIA ALEXANDRINA DA CONCEIÇÃO”, QUE ACONTECERÁ:
NO DIA 27(SEXTA-FEIRA) DE MAIO DE 2022, A PARTIR DAS 19H30, NO PALÁCIO CULTURAL ACADÊMICO MILTON MARQUES DE MEDEIROS, LOCALIZADO NA RUA CLEODON ALMEIDA, 100,ABOLIÇÃO I– MOSSORÓ(RN). OBS: INFORMAÇÕES PELOS CELULARES 9943-8676(FRANCINETE); DR. EDILSON) OU E-MAIL acjus@bol.com.br ou acjussecretaria@gmail.com
PORTANTO, REPASSO A TÍTULO DE LEMBRETE O ASSUNTO DO ALVO CONVITE(ANEXO) DE IGUAL MODO, POR CÓPIA, AS EXCELENTÍSSIMAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS, ACADÊMICOS DA ASCRIM E POTENCIAIS CANDIDATOS A ACADEMICOS DA ASCRIM E ACADEM, ILUSTRES PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS, GOVERNAMENTAIS, PÚBLICAS, PRIVADAS E MAÇÔNICAS, JORNALISTAS E COMUNICADORES, POR SER DO INTERESSE, CLARO, DOS MESMOS, TOMAREM CONHECIMENTO E DIGNAREM-SE, DO SEU MISTER, CONFIRMAR SUAS PRESENÇAS, JUNTAMENTE COM AS EXCELENTÍSSIMAS FAMÍLIAS CONSORTES.
DESTA FORMA, É DA PRAXE DESTA PRESIDENCIA, QUANDO OFICIALMENTE CONVIDADO, DIGNAR-SE RESPONDER AOS ECLÉTICOS CONVITES DO PRESIDENTE DE ACADEMIAS, EXEMPLO QUE NOTABILIZA O VIÉS DE OUTRO PRESIDENTE CORRESPONDER A ESSE ECLETISMO, PORQUE SABE A DIFERENÇA ENTRE O LIAME DA PARTILHA E DO PRESTÍGIO QUE ASCENDE E CRESCE NO INTERCÂMBIO ENTRE OS QUE PRESTIGIAM OS ABNEGADOS DEFENSORES DA CULTURA MOSSOROENSE.
NESTA SINTONIA, UM CONVITE PARA PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CULTURAIS E A CONFIRMAÇÃO, INTERCAMBIADOS ENTRE PARTICIPANTES E ENTIDADES SINGULARES, MERECE E FUNCIONA COMO UM “FEEDER”, EVIDENTE, REPASSADO A TODOS OS ACADÊMICOS E INTEGRANTES DE SEUS CORPOS ADMINISTRATIVOS/SOCIAIS, PELO SEU PRÓPRIO DIRIGENTE, CUJO ESSE FEEDBACK ALIMENTA, NATURALMENTE O FERVOR E A CONSIDERAÇÃO EM QUE SINGRAM OS INTELECTUAIS E SERVIDORES DESSAS PLÊIADES.
CONVOCANDO OS ACADÊMICOS DA ASCRIM PARA ESSE MAGNO EVENTO, COMUNICO, AOS QUE COMPARECEREM E SE IDENTIFICAREM COMO TAIS NO EVENTO SUPRAMENCIONADO, DEVEM CUMPRIR, NO QUE FOR POSSÍVEL, O RIGOR OBRIGATÓRIO ESTATUTÁRIO DE USO DO UNIFORME OFICIAL (VESTE TALAR), CONSOANTE NORMA ESTATUTÁRIA, ATRIBUTO DIGNITÁRIO DO DECORO INTELECTUAL E ORGULHO DA MORAL QUE ASSIM OS IDENTIFICA, ENTRE OS PARES, EM ATIVIDADES CULTURAIS DESSA GRANDEZA.
SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,
FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO
-PRESIDENTE EXECUTIVO DA ASCRIM ACADEM-
MARIA GORETTI ALVES DE ARAÚJO
-PRESIDENTA EXECUTIVA INTERINA DA ASCRIM-
P.S.: 1. CONSIDERANDO A ESSÊNCIA DA HUMANIDADE INTELECTUAL, INSERIDA NA REPRESENTATIVIDADE DE TODOS SEGMENTOS SOCIAIS ABAIXO RELACIONADOS, ENCAMINHA-SE ESTA CÓPIA ORIGINAL, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO AOS INSIGNES DIGNITÁRIOS:
P.S.: ESTA É UMA CÓPIA ORIGINAL, ENCAMINHADA, OFICIALMENTE, EM CARÁTER PESSOAL DIRETO PARA O(A)S:
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES GOVERNAMENTAIS, JURÍDICAS, MAÇONICAS E MILITARES.
REVERENDÍSSIMO(A)S PRESIDENTES, DIRIGENTES E AUTORIDADES DE ENTIDADES RELIGIOSAS.
MAGNÍFICOS REITORES E AUTORIDADES DE UNIVERSIDADES.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES E INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E PRIVADAS.
EXCELENTÍSSIMO(A)S PRESIDENTES DE ENTIDADES CULTURAIS E INSTITUIÇÕES CONGENERES.
ILUSTRÍSSIMO(A)S DIRIGENTES DE INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS, EDUCACIONAIS E DE CIDADANIA.
ILUSTRÍSSIMO(A)S JORNALISTAS E COMUNICADORES.
ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.
POTENCIAIS CANDIDATO(A)S A ACADÊMICO(A)S DA ASCRIM.
Enviado pela ASCRIM
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ONDE ESTÃO AS ANDORINHAS?
Clerisvaldo B. Chagas, 24 de maio de 2022
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.705
Ninguém pode negar o belo espetáculo das andorinhas na Santana dos anos 60. Tempo como este agora, invernoso, o bando revoava pela região do rio Ipanema e fazia seus malabarismos para os banhistas do Poço dos Homens. Revoavam circulando o poço, pegando bichinhos no ar e tocando o peito nas águas claras ou barrentas que encantavam os adolescentes e adultos frequentadores assíduos do lugar. Às vezes ali se encontrava o cantor “Cícero de Maraquinha” e, seu violão e voz maviosa pareciam uma orquestra para acompanhar as incursões das andorinhas. Do Poço dos Homens dava para vê o retorno do bando em círculo e o assentamento com alarido na torre da Igreja Matriz de senhora Santana.
Essas aves passeriformes, pertencem a família Hirundinidae e gostam muito de construírem seus ninhos colados ao teto dos casarões, dos sobrados, tal com o conhecido “sobrado do meio da rua” (hoje extinto) onde costumavam se abrigar. Sabemos sim que andorinhas são aves que migram conforme a estação do ano, mas retornam sempre. Então, ficamos a indagar por que as andorinhas abandonaram a torre da Igreja Matriz, o Poço dos Homens, a nossa Santana do Ipanema. Dos anos 60 para os anos próximos seguintes, não houve essa transformação apressada dos climas. Portanto as nossas aves que alegravam o cinza do nosso inverno foram embora sem explicações. Teria sido pela morte do cantor Cícero de Mariquinha, que nunca mais tocara para o bando?
A torre da igreja de Senhora Santana, continua bela. Ano 2022 e o mesmo cartão postal máximo da cidade. E se não tem alaridos de andorinhas, também não tem sujeira para a limpeza através de homens intimoratos à altura. O “sobrado do meio da rua” Já não existe para abrigar beleza, romantismo e andorinhas. O Poço dos Homens perdeu o brilho após a construção da Ponte General Batista Tubino. Ficou essa passagem quase em cima do poço. O lixo colocado no local pelos desavisados, fez surgir tapetes verdes de plantas aquáticas por sobre as águas poluídas.. E assim ficou o ballet das aves migratórias apenas na memória dos que viveram à época, notadamente escritores, poetas, historiadores e saudosistas.
Nunca se viu dizer que as andorinhas fizessem mal a alguém.
KYDELMIR DANTAS UM POETA DE MUITAS FACES
Por Dalinha Catunda
Recebi do poeta Kydelmir Dantas, dois livros e dois cordéis com temas bem interessantes.
No cordel “Luiz Gonzaga e a Paraíba” Kydelmir mostra a ligação do velho Lua com a Paraíba através de músicas gravadas pelo Rei do Baião.
Neste mesmo cordel, Kydelmir, que é ligado a SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos de Cangaço, publica do autor José Pacheco, “A Morte do Famigerado Lampião.”
E este cordel dois em um, é arrematado com uma sextilha bem apropriada de autoria do grande vate Manoel Monteiro:
“Os dois livrinhos num só
Custa um real, obrigada
Levem um, dois, dez ou vinte
Só não me fale em fiado
Porque fiado está preso
Pelo mau que tem causado.”
Já no Cordel: “A Peleja do Raio da Silibrina” com o “Relampo da Palavra” o versátil poeta Kydelmir Dantas com o pseudônimo de Antôi Dedé, nos presenteia com uma peleja e tanto, tendo como personagens, Bráulio Tavares e Jessier Quirino.
Quero aqui
agradecer ao poeta Kydelmir Dantas pelos cordéis e os livros enviados, e dizer
que oportunamente divulgarei os livros.
http://cantinhodadalinha.blogspot.com/2013/01/kidelmir-dantas-um-poeta-de-muitas-faces.html
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segunda-feira, 23 de maio de 2022
LIVRO DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA.
Uma Grande aventura narrada em 268 páginas direto das pessoas que vivenciaram os fatos.... para adquirir: direto como autor: 75-988074138 ou supermercado Suprave e ainda no Maria Bonita Turismo (térreo do hotel San Marino).
https://www.facebook.com/groups/545584095605711/?multi_permalinks=2175506229280148¬if_id=1649033251114895¬if_t=feedback_reaction_generic&ref=notif
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MAIS UM ANO NA MINHA LISTA DE ANIVERSÁRIO.
Por José Mendes Pereira
LIVRO
Chegou o volume 2 de 'Lampião e o Cangaço na historiografia Sergipana'
| Foto: TV Aperipê |
Neste segundo volume passeamos sobre a estada, a passagem, a vida das cangaceiras naqueles inóspitos tempos, suas dores e seus amores nas guerras do cangaço e também após esse tempo para aquelas sobreviventes.
A história do município de Carira, seus arruaceiros, seus bandoleiros, seus pistoleiros, os cangaceiros e policiais que por ali atuaram, também é minuciada e melhor estudada com a participação inequívoca de historiadores locais de renome que remontam esse tempo.
A histórica e linda Laranjeiras dos amores e horrores, não poderia ficar de fora, pois além de tudo, há a grande possibilidade de Lampião ali ter pisado, até mais de uma vez, para tratamento do seu olho junto ao médico Dr. Antônio Militão de Bragança. Nesse sentido a história, a ficção e as suposições se misturam para melhor compreensão do leitor.
| O autor a esquerda, na ocasião do coquetel de lançamento em Aracaju. Fonte Site do Bareta. |
Fotos inéditas também estão apostas neste volume, que acredito será bem aceito pelos pesquisadores do cangaço. A excelente obra pode ser adquirida diretamente com o autor, através do email: archimedes-marques@bol.com.br
Resenha e Transcrição de Volta Seca, administrador do grupo Lampião, Cangaço e Nordeste - Facebook.
LIVRO
Por José Mendes Pereira
Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.
Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.
O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.
Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.
A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.
http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/.../lampiao...
Fotos:
1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";
2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;
3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.
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LIVRO
Lampião em Serrinha do Catimbau, narra a investida de Lampião e seu bando a Serrinha do Catimbau, na época um distrito pertencente a Garanhuns e, hoje município de Paranatama. O livro traz fatos novos sobre o episódio no qual Maria Bonita foi alvejada com um tiro na região glútea, obrigando Lampião e seu bando saírem em retirada.
- Apresento ao público uma dedicada e extensa pesquisa, onde trago à tona a rota de fuga do bando, após o fogo de Serrinha, o local em que Maria do Capitão ficou em tratamento, bem como seu algoz e seu anjo da guarda, o homem que tratou de Maria Bonita durante quarenta dias, então, nada melhor que um livro que fala tanto sobre a célebre pauloafonsina, ter o seu primeiro lançamento justamente em sua terra." - Disse o pesquisador Junior Almeida.
Este é o quarto livro publicado pelo autor; a capa da obra é criação do professor Ademar Cordeiro.
Brevemente a obra será lançada na cidade de Paranatama e possivelmente em outros municípios da nossa região.
Junior Almeida e escritor, autor dos livros: "A Volta do Rei do Cangaço"; “Lampião, o Cangaço e outros fatos no Agreste Pernambucano” e “Capoeiras, Pessoas, Histórias e Causos’. Ele reside na cidade de Capoeiras - PE, onde é comerciante.
https://blogcapoeiras.blogspot.com/2022/03/escritor-capoeirense-junior-almeida.html?fbclid=IwAR0oY6NV0qs5cB4FfyXVwYxTU25VYpgAKQXwQ6QD1hphg1T9Dyc2Yb-3aWo
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A MODA DO CHOFER
Clerisvaldo B. Chagas, 23 de maio de 2022
Escritor Símbolo do Sertão
Alagoano
Crônica: 2.703
Apesar de tão útil, o chapéu de
couro nunca foi socialmente valorizado. Era coisa de carreiro, vaqueiro,
tirador de leite... Que era assim que se pensava. O chapéu de palha também não
encontrava muito abrigo em zonas urbanas. Era do roceiro, do trabalhador
braçal, do puxador de enxada. A desvalorização social fazia com que o segundo
fosse vendido aos montes, no chão das feiras semanais a preço tão baixo que era
praticamente de graça. Já o chapéu de couro era encontrado em bancas de madeira
em meio às bugigangas relativas à zona rural, como facão, foice, peixeiras... O
chapéu de couro, desprezado até pelas forças volantes de combate aos
cangaceiros, no início, terminou em cabeças de vários policiais dessas forças.
O chapéu de massa, também chamado
de baeta, demonstrava mais ou menos a posição social do indivíduo.
Incrivelmente caro (ainda hoje) era usado na zona urbana com o comerciante mais
abastado e, na zona rural pelos fazendeiros, coronéis ou particulares de boa
condição financeira.
O boné foi surgindo timidamente.
A princípio por pessoas mais humildes como carregadores de saco, engraxates e
principalmente motoristas. Entretanto, o sertanejo espirituoso que falava
jocosamente do chapéu de couro e de palha, passou a discriminar o boné. Dizia:
“Homem de boné, ou corno ou chofer. O alvo só fazia esboçar um sorriso
amarelo e, claro, levar no tudo na brincadeira.
O boné foi comendo pelas
beiradas; o preço do chapéu de massa e do panamá (palhinha) em parte, foram
culpados da ascensão do boné. Sem terras, estudantes, atletas, até chegar à
cabeça do próprio presidente dos Estados Unidos. Chapéus de couro e palha
continuam os mesmos em zona rural. E não é tão fácil encontrar um homem usando
um chapéu de massa, por aqui. Mas o boné, em um período só usado nas caminhadas,
desembestou no uso geral. Muito mais bonito, sofisticado, vai faturando em cima
de marcas famosas que descobriram o veio. Registramos também que em campanhas
eleitorais, por exemplo, é o boné o brinde mais procurado pelos eleitores, mais
do que as famosas camisetas. E mesmo detestando o troço fui obrigado a aderir à
moda.
A sociedade resgatou o objeto pagando à língua a dignidade do chofer.
http://clerisvaldobchagas.blogspot.com/2022/05/a-modado-chofer-clerisvaldob.html
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