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segunda-feira, 31 de outubro de 2022

UM OLHAR FRANCÊS SOBRE A VIDA DE LAMPIÃO - PESQUISADOR JACK DE WITTE BUSCA EDITORA PARA PUBLICAR EDIÇÃO EM PORTUGUÊS DE SUA BIOGRAFIA

 Por Fellipe Torres - Diário de Pernambuco

Jack de Witte
(Foto Kiko Monteiro)


O primeiro grande sucesso internacional do cinema brasileiro ganhou o mundo há 61 anos, em 1953. Trata-se de O cangaceiro, escrito por Lima Barreto (cineasta homônimo do autor de "Triste fim de Policarpo Quaresma)" em parceria com Rachel de Queiroz. Bastante premiado, inclusive no Festival de Cannes, o filme circulou por 80 países. Na França, onde passou cinco anos em cartaz, o longa-metragem inspirado na história de Lampião encantou muitos espectadores, e particularmente Jack François de Witte, na época adolescente.

O cenário de truculência e banditismo no Sertão nordestino permaneceu no imaginário do francês por toda a vida. Décadas mais tarde, já formado em engenharia eletrônica, morou três anos no Rio de Janeiro, quando teve a oportunidade de conhecer mais sobre a lenda por trás de ficção, o cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva. Ao se aposentar, intensificou a pesquisa em jornais das décadas de 1920 e 1930, além de montar biblioteca com 60 livros sobre o assunto. “Me tornei um apaixonado pelo cangaço”, diz.

Munido de bastante informação, de Witte percorreu cidades nordestinas na tentativa de refazer os passos de Lampião. Visitou desde o local de nascimento, em Serra Talhada, no Sertão pernambucano, até onde foi morto, na fazenda Angico, em Sergipe. O resultado da imersão na história do cangaço rendeu o livro "Lampião VP - Sans toit , sans roi, sans loi" (em tradução livre, sem casa, sem lei, sem rei), lançado há seis anos em Paris. Agora, o escritor francês circula em busca de editora para publicar a obra em português.


A despeito de ter sido embasada em extenso levantamento, a narrativa é construída na primeira pessoa, do ponto de vista de Lampião. “Quis fazer uma abordagem meio literária, então associei notícias de jornal com essa nova maneira de contar a história”, explica Jack de Witte. No encadeamento de ideias, contudo, também há espaço para a imaginação e a subjetividade. O “VP” do título, vale ressaltar, é uma referência à comparação feita entre Virgulino e o traficante carioca Marcinho VP (protagonista de Abusado, de Caco Barcellos).

Na avaliação do pesquisador do cangaço Frederico Pernambucano de Mello, o livro é um “romance histórico desafiador”, referindo-se à maneira peculiar de narração. “Para o historiador, cometimentos assim chegam a ser arrepiantes... Mas o certo é que ele [o autor] cercou-se de informações densas sobre a vida do cangaceiro”. Pernambucano de Mello foi um dos que colaboraram com a pesquisa do francês. “Creio que cabe a tradução para o português. O assunto está vivendo efervescência máxima”, completa.

Sobre o interesse em editar a obra no Brasil, de Witte diz ter essa intenção desde o início da pesquisa.
 “Não escrevi o livro para os franceses, e sim para, de algum modo, fazer parte dessa história”.
E aproveita para explicar a pouca repercussão desde o lançamento em Paris.
“As pessoas na França são muito egocêntricas e etnocêntricas, não estão abertas para aprender a respeito de outros locais”.
Lampião, segundo estrangeiros

“Bandido social” (Visão britânica)

Eric Hobsbawn - Bandidos (Paz e terra, 254 páginas, R$ 55,00)

O historiador britânico Eric Hobsbawm traça perfis de vários “bandidos sociais” ao redor do mundo, entre eles, Lampião. No livro, ele aponta a lenda de Robin Hood como ideal universal do bom ladrão para analisar como a ausência pode transformar criminosos em heróis. A análise rendeu muitas críticas, sobretudo por sugerir que essas figuras representavam a “reação dos excluídos” contra a opressão de alguns poderes centrados no campo. No caso particular de Lampião, Hobsbawm o considerava um “bandido social” com a ressalva de que havia nele uma ambiguidade. Era “meio nobre, meio monstro”.


Para adquirir este livro entre em contato com o Professor Pereira. franpelima@bol.com.br ou fplima1956@gmail.com

Bandido de origem social” (Visão Norte-americana)


Lampião: o rei dos cangaceiros (Paz e terra, 335 páginas, R$ 47,50), de Billy Jaynes Chandler

O norte-americano Billy Chandler é um dos críticos de Hobsbawm. Para ele, Lampião só se encaixa no conceito de “bandido social” por ter origem em ambiente injusto, e que seria exagero falar em justiça social por parte do cangaceiro. Na biografia de Virgulino, examina a trajetória desde a infância até o episódio de sua morte. Separa fatos da ficção e coloca o personagem no contexto do sertão, onde tornar-se cangaceiro era um ato natural e atrativo para o filho de um agricultor. Relatos atuais e da época, arquivos e entrevistas sustentam a análise sistemática sobre o cangaceiro.


 “Gênio do Marketing” (Visão francesa)

Lampião - Senhor do Sertão (Edusp, 392 páginas, R$ 200,00), de Élise Grunspan-Jasmin

A historiadora francesa fez vasto levantamento e comparou várias versões sobre a vida de Lampião. Também explica como a imagem do “mito” foi construída pela imprensa dos anos 1930, que embora criticasse a violência, ajudava a construir a lenda do herói invencível, de corpo fechado. Ela aponta as numerosas fotos publicadas na imprensa, e revela o enorme prazer de Virgulino em posar para fotógrafos e se ver nos jornais. Com grande senso de marketing, manipulava jornalistas para se promover. A “lenda” seria reforçada com a literatura de cordel, bonecos de barro, filmes e músicas.

 Para adquirir este livro entre em contato com o Professor Pereira. franpelima@bol.com.br ou fplima1956@gmail.com

Depoimento: Frederico Pernambucano de Mello

Frederico Pernambucano de Mello
Foto: Igo Bione/Jornal do Commercio

 “Conheci pessoalmente Jack de Witte em Paris, em 2004, quando fui fazer palestra sobre o cangaço. Alto, magro, contido, ares de jesuíta que largou a batina. No dia seguinte, à noite, nos avistamos demoradamente para um vinho em casa da também brasilianista do cangaço Élise Grunspan-Jasmin.

Jack estava cavando informações para escrever seu livro sobre Lampião, um romance histórico muito desafiador, vez que corre o risco de dar voz ao grande cangaceiro, fazendo com que este vá alimentando a narrativa com revelações sobre fatos e sobre motivos por trás desses fatos. Para o historiador, cometimentos assim chegam a ser arrepiantes...

Mas o certo é que ele não se lançou ao risco a partir do vazio. Ao contrário,  cercou-se de informações densas sobre a vida do cangaceiro, detendo-se por anos no levantamento destas, o que confere respeitabilidade ao produto final. Li a versão em francês de seu livro, faz alguns anos, e creio que caiba a tradução para o português, com vistas ao nosso público. O assunto está vivendo efervescência máxima.

Jack de Witte está longe de ser um aventureiro. Cercou-se criteriosamente dos elementos necessários a nos dar a visão pessoal do que entende terem sido algumas das razões e propósitos do Capitão Virgulino Ferreira. Trata-se, por outro lado, de um enamorado do Nordeste do Brasil sem meios-termos, sobretudo dos sertões setentrionais. Que não deixa turvar seus estudos por essa paixão.”

Publicado originalmente in Diário de Pernambuco

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EM MEIO À FUGA - O PADRE QUE CASOU DULCE E 'CRIANÇA' E BATIZOU 'BALÃO'

 Padre Lima

Gonçalo de Souza Lima, popularmente conhecido por Padre Lima, nasceu em Porto da Folha aos 27 de julho de 1900, filho de Pedro de Souza Rito e Josefa Maria dos Prazeres. Nessa época Porto da Folha passava por significativa mudança no que se refere ao fim da escravidão à cerca de 20 anos, algo que havia deixado por lá a ferrenha marca do preconceito racial.

A primeira missa celebrada pelo Padre Lima aconteceu dia 01 de Dezembro de 1929 na terra natal. No ano seguinte foi designado a substituir o Padre Arthur Passos em Porto da Folha, permanecendo até 1931, quando foi transferido para a paróquia de Pacatuba, onde ficou até 1937, ocasião em que passou a ser o pároco de Aquidabã.

O Padre Lima esteve por diversas vezes a celebrar missas, casamentos e batizados em Porto da Folha, embora sendo o pároco oficial de Aquidabã. Este compromisso espontâneo se deu pelo fato de sua terra natal haver ficado longo período sem Padre.

 Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no município de Porto da Folha/SE

Após a chacina de Angico, em 28 de Julho de 1938, quando morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros, chegou a Porto da Folha um grupo de 17 cangaceiros para se entregar, três deles foram à casa do Pe. Lima a procura dos sacramentos. 

Entre estes, o casal Criança e Dulce e o cabra Balão.

João Alves da Silva "o Criança" e Dulce Menezes pediram para se casar e Guilherme Alves dos Santos "o Balão", para ser batizado. O Padre, então vigário de Aquidabã, encontrando-se na terra natal não se opôs ao pedido de Criança. Quanto ao pedido de Balão, disse com seu vozeirão:

“Eu não acredito que um homem na sua idade seja pagão!”

E o cangaceiro respondeu: “Eu sou”. A minha família é crente. O Capitão só me aceitou porque prometi que tão logo encontrasse um Padre, pediria pra me batizar.”

O Padre Lima retrucou: “Lampião já morreu!”

Balão justificou: “Mas eu estou devendo e quero pagar.”

O Padre achando bonito o gesto do cangaceiro, lhe disse: “Então vá procurar um padrinho”.

Ele foi direto a “seu” Manezinho Delegado, mas este recusou o convite.

O cangaceiro voltou triste e o Padre Lima perguntou: “Já tem padrinho?”

Balão: “Eu convidei seu irmão e ele não aceitou”.

O Padre mandou chamar o irmão e disse: “Aceite, que é para fazer dele um cristão”.

O casamento e o batizado foram realizados perto do meio dia, na presença de muitos curiosos, principalmente meninos, tendo por padrinhos o Sr. Manoel de Souza Lima, "Manezinho delegado" e sua esposa Dona Estefânia Poderoso a Dona Ester.

Manoel de Souza Lima, o 'Manezinho delegado'. (1910 - 2012)

A partir deste e de outros acontecimentos marcantes, o Padre Lima foi se tornando cada vez mais conhecido no sertão de Sergipe. O religioso faleceu no dia 28/01/1980, em sua residência na capital sergipana.

Trecho da biografia composta por Joaquim Santana Neto, de acordo com informações da família em conjunto com os dados contidos no livro “Porto DA Folha, fragmentos da história e esboços biográficos” de Manoel Alves de Souza.

Pescado em http://www.joaquimsantana.net/galeria/padre-lima/

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A TRADIÇÃO DE BOM NOME RECEBE O CARIRI CANGAÇO EM GRANDE FESTA

 

Cilene Pereira Valões; neta de Né da Carnaúba e anfitriã do Cariri Cangaço Bom Nome
e o Conselheiro Valdir Nogueira

BOM NOME DISTRITO DE SÃO JOSÉ DO BELMONTE, SOB A COORDENAÇÃO DA PROFESSORA CILENE PEREIRA VALÕES, GESTORA DA ESCOLA NAPOLEÃO ARAÚJO E EQUIPE, SE PREPARA PARA RECEBER O CARIRI CANGAÇO SERRA TALHADA-CALUMBI-BOM NOME 2022!

Evento de cunho turístico-cultural e histórico-científico, o Cariri Cangaço reúne alguns dos mais destacados pesquisadores e historiadores das temáticas; cangaço, coronelismo, misticismo, messianismo e correlatos ao sertão e ao nordeste, do Brasil, configurando-se como o maior e mais respeitado evento do gênero no país.

Sob a coordenação da professora Cilene Pereira Valões, a comunidade e as famílias de Bom Nome; tradicional distrito do município de São José de Belmonte; se prepara para receber pela primeira vez o Cariri Cangaço, desta vez no dia 12 de novembro de 2022 para um conjunto de visitas técnicas e em especial uma caminhada histórica pelas ruas do lugar mostrando os principais cenários, episódios e personagens que escreveram a história desse importante cenário sertanejo.

Foto de Egberto Araújo/Flick

"Bem próximo da Vila, está localizado numa elevação, que por sinal, é a mais alta da redondeza, um bucólico morro conhecido como Monte de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que ao mais descuidado observador denota a devoção e a simplicidade do seu povo. É voz corrente no lugar que o bandoleiro Lampião sempre que por Bom Nome passava, subia o monte para rezar para sua madrinha e protetora Nossa Senhora."

"Nos sentimos inteiramente honrados em chegar pela primeira vez em Bom Nome nesta edição do Cariri Cangaço e ainda mais pelo total apoio, confiança e o zelo da professora Cilene Pereira Valões e todo o corpo de profissionais da Escola Napoleão Araújo, que preparam uma grande festa para receber a família Carira Cangaço de todo o Brasil. Nossa eterna gratidão a professora Cilene, e abraçamos os profissionais da gestão escolar: Rosane, Flávio, Tiquinha, Alesxandra, Lurdes, enfim, que estão se empenhando para nos proporcionar o melhor" revela Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço.

Cilene Pereira Valões anfitriã do Cariri Cangaço Bom Nome

"Severo, Bom Nome se encontra no epicentro da questão Pereira x Carvalho juntamente com São Francisco (Vila Bela) e Santa Maria (Tupananci). Uma de nossas preocupações, junto com a professora Cilene, é justamente proporcionar a todos que nos visitam; além de conhecer nossa história; uma maior integração com as família de Bom Nome, ou seja, aqui é um lugar de uma vocação importante de cultura, artesanato e de culinária, aqui em cada casa vamos encontrar muita comida gostosa e muita coisa bacana para levar; principalmente nosso famoso doce de leite, então será uma festa inesquecível" lembra o Conselheiro Cariri Cangaço, Valdir Nogueira, da Comissão Organizadora do Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome.

Bom Nome, São José de Belmonte
Cenário Cariri Cangaço 2022
29 de outubro de 2022

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/a-tradicao-de-bom-nome-recebe-o-cariri.html

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RELATOS SOBRE LAMPIÃO EM SERRINHA DO CATIMBAU

 Por Aderbal Nogueira

https://www.youtube.com/watch?v=Iu51zUXwxxk&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Maria foi baleada em Angico com tiro de fuzil, levantou e correu, em Serrinha foi rifle.

Fechando os vídeos sobre o ataque de Lampião a Serrinha do Catimbau vamos ouvir o ex-cangaceiro Candeeiro, o ex-volante Pompeu Aristides de Moura e o Sr. Rinaldo Vaz narrando fatos sobre a passagem de Lampião pela Fazenda Guaribas na época do ataque a Serrinha.
Seja membro deste canal e ganhe benefícios: https://www.youtube.com/channel/UCG8-... Link desse vídeo: https://youtu.be/Iu51zUXwxxk

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ALISANDO OS VENTOS

 Clerisvaldo B. Chagas, 31 de outubro de 2022

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.792

Você lembra daquelas chatices escolares sobre ventos alísios e contra-alísios? Vamos tentar retirar a má impressão do assunto que para muitos era difícil de entender. “Ventos Planetários ou Regulares: os alísios e os contra-alísios são considerados ventos regulares e especiais. Os ventos alísios sopram dentro do mecanismo geral dos ventos, das áreas de alta pressão (regiões mais frias-temperadas) para as de baixa pressão (regiões mais quentes - equatoriais). Ao chegarem ao Equador, esses ventos se aquecem e sobem, porém, ao atingirem maiores altitudes, perdem calor e voltam às áreas de origem (zonas temperadas), constituindo assim, os contra-alísios. Esperamos que você tenha entendido claramente essa primeira parte.

VENTOS DE TEMPESTADE (FOTO: AUTOR NÃO IDENTIFICADO)

Se o nosso planeta estivesse parado no espaço, esta troca se faria de forma mais rigorosa, obedecendo a direção norte-sul. Porém, devido ao movimento de rotação, verifica-se um desvio dos ventos alísios. No hemisfério norte, eles são denominados alísios de nordeste, enquanto no hemisfério sul são conhecidos como alísios de sudeste.

Ventos periódicos. Este tipo de vento sopra em determinados períodos, ora numa direção, ora noutra. Seu mecanismo decorre da diferença do aquecimento e resfriamentos das terras e dos mares. As brisas e as monções são ventos periódicos. As primeiras ocorrem próximo ao mar e são sensíveis até 500 m de altura, penetrando nos continentes até quase 40 km. Sua velocidade raramente atinge mais de 4 a 5 m por segundo. As monções são ventos encontrados na Ásia, particularmente na Índia, com grande influência nas atividades agrícolas.

Durante o verão o continente se aquece mais rapidamente que o Oceano Índico, cujas baixas temperaturas dão origem a uma zona de alta pressão e de onde o ar se desloca, levando grande umidade para as terras que ele banha (monções de verão). No inverno o processo é inverso. O continente, tornando-se mais frio (área de alta pressão), emite ventos secos para o oceano (monções de inverno ou continentais).

Ventos locais. São restritos a pequenas partes do globo terrestre devido à formação de áreas ciclonais e anticiclonais de âmbito mais reduzidos. Como exemplos desse tipo de vento, destacam-se:

·        O Mistral, no Mediterrâneo Ocidental;

·        O Bora, frio e violento, na Iugoslávia;

·        O Foehn, na Suíça;

·        O Simun, responsável pelas tempestades de areia no Saara;

·        O Pampeiro ou Minuano, na Argentina e no Rio Grande do Sul.

·        O Noroeste, no planalto Meridional”.

Novembro é o mês dos ventos, para nós.                                                                               

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domingo, 30 de outubro de 2022

LIVRO

  Por José Mendes Pereira

Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva, Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva.

Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.

O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor e pesquisador do cangaço José Bezerra Lima Irmão - a partir da página 70.

Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba.

A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço, e sobre a família Ferreira, do afamado Lampião.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br/.../lampiao...

Fotos:

1 - Livro: "Lampião a Raposa das Caatingas";

2 - José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação os pais de Lampião;

3 - O autor do livro José Bezerra Lima Irmão.

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LIVRO

   

Recentemente, o escritor paraibano radicado no Rio Grande do Norte Epitácio de Andrade Filho publicou um livro chamado A Saga dos Limões:  Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante. Na obra, Andrade Filho tece considerações sobre a relação entre a identidade negra da família dos Limões e sua importância no combate ao Cançaço no Rio Grande do Norte.

Em  um trecho do livro, o autor menciona Chico Mota e sua importância na reconstituição histórica do conflito entre as famílias Brilhante e Limão (p. 18):

O poeta paraibano Gil Hollanda, ouvindo o cancioneiro octogenário Chico Mota, conterrâneo catoleense de Alicio Barreto, apresentar nos versos da viola passagens do conflito dos brilhantes com os limões, retratados em Solos de Avena, consolidou algumas estrofes do seu cordel sobre Jesuíno e a família Limão: “Eram sete os irmãos/Da família dos Limões,/Ousados por natureza./Todos eram valentões,/Protegidos por políticos/Lá e outras regiões. E na estrofe seguinte passa a tratar de outro episódio do conflito: Além do furto, os Limões/Chico e Honorato Limão/Deram uma forte surra/Em Lucas Alves, irmão/De Jesuíno, na festa/Da Vila de Conceição.

Referência
ANDRADE FILHO, Epitácio de. A Saga dos Limões:  Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante. Natal: 2011.

ADENDO -  EPITÁCIO ANDRADE

Amigos José Mendes Pereira, William Felix Andrade, Luiz Dutra Borges Galego Vovô Aluísio Dutra de Oliveira, Geraldo Júnior, na foto, o registro da entrevista que consegui do senhor José Firmo Limão, aos 99 anos, no sítio São Francisco, zona rural de Catolé do Rocha/PB. 


Essa entrevista me ajudou a compreender que o cangaço dos brilhantes com os limões foi uma disputa pelo controle do incipiente comércio no Sertão. Essa história de Jesuíno saquear comboios para dar aos pobres é conversa da carochinha.

Para adquirir este livro entre em contato com o autor através deste endereço no facebook: https://www.facebook.com/epitacio.andrade.5

Fonte: http://chicomota.com
http://romulogondim.com.br

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LIVRO

  Por José Mendes Pereira


Recentemente o escritor e pesquisador do cangaço Guilherme Machado lançou o seu trabalho sobre o mundo dos cangaceiros com o título "LAMPIÃO E SEUS PRINCIPAIS ALIADOS". 

O livro está recheado com mais de 50 biografias de cangaceiros que atuaram juntamente com o capitão Lampião. 

Eu já recebi o meu e não só recebi, como já o li. Além das biografias, tem fotos de cangaceiros que eu nem imaginava que existiam. São 150 páginas. Excelente narração. Conheça a boa narração que fez o autor. 

Pesquisador Geraldo Júnior

Prefaciado pelo pesquisador do cangaço Geraldo Antônio de Souza Júnior. Tem também a participação do pesquisador Robério Santos escritor e jornalista. Duas feras no que diz respeito aos estudos cangaceiros.

Jornalista Robério Santos

Não deixa de adquiri-lo. Faça o seu pedido com urgência, porque, você sabe muito bem, livros escritos sobre cangaços, são arrebatados pelos leitores e pelos colecionadores. Então cuida logo de adquirir o seu! 

Pesquisador Guilherme Machado

Adquira-o através deste e-mail: 

guilhermemachado60@hotmail.com
Ou dê um pulinho lá em Cajazeiras:

franpelima@bol.com.br

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CALUMBI E A INVASÃO DE LAMPIÃO : CENÁRIO CARIRI CANGAÇO 2022 !

 Por Manoel Severo

Joaquim Pereira, Manoel Severo e Louro Teles no cenário da invasão de Lampião a Calumbi


O Cariri Cangaço Serra Talhada - Calumbi - Bom Nome , se aproxima. Uma agenda intensa de visitas técnicas nos proporcionarão conhecer uma gênese importante do coronelismo e cangaço de nosso nordeste. O  município de Calumbi recebe a agenda da programação Cariri Cangaço no dia 14 de novembro, segunda-feira. Depois das extraordinárias visitas técnicas ao cenário do combate da Serra Grande e a Fazenda Tamboril; do episodio dos baleados;  a caravana Cariri Cangaço parte para o centro da cidade de Calumbi para ali reviver os momentos de medo e terror da invasão de Calumbi por Lampião, episodio que marcou aquela gente.

"Severo, Lampião teve sim uma forte ligação com Calumbi, desde os tempos em que a família Ferreira dedicava-se ao oficio de almocreve, ele já tinha amizade com moradores do lugar, muitos coiteiros, mas também muitos inimigos. Aqui teve um surpreendente romance e até um suposto filho com uma menina chamada Tatu. Teve estupro, uma briga de Lampião com o primeiro prefeito, o processo movido pelo delegado da cidade e a invasão de Calumbi por Lampião e 50 cangaceiros" Conta o pesquisador e escritor Louro Teles, Conselheiro Cariri Cangaço e organizador do Cariri Cangaço em Calumbi.

Joaquim Pereira, Manoel Severo e Louro Teles

O município de Calumbi teve início com a família Barbosa, cujos membros foram seus primeiros habitantes, os quais construíram a Igreja Católica do lugar, tendo como padroeira Nossa Senhora da Conceição. Assim, originou-se a sua festa tradicional, em 08 de dezembro de 1877. Foi elevado à condição de vila, com a denominação de São Serafim, pertencente à Comarca de Flores. Posteriormente, passou a se chamar Calumbi devido à existência de grande quantidade de arbustos de pequeno porte no rio Pajeú. O município se estende por 179,3 km² e contava com 5 750 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 32,1 habitantes por km² no território do município. Vizinho dos municípios de Triunfo, Santa Cruz da Baixa Verde e Serra Talhada. Calumbi se situa a 17 km a Norte-Leste de Serra Talhada

Calumbi em pleno centro-norte do estado de Pernambuco
Paroquia de Nossa Senhora da Conceição em Calumbi

A padroeira de Calumbi é Nossa Senhora da Conceição, dessa forma originou-se a sua festa tradicional, em 08 de dezembro de 1877. A atual Calumbi foi elevada à condição de vila, com a denominação de São Serafim, pertencente à Comarca de Flores. Posteriormente, passou a se chamar Calumbi devido à existência de grande quantidade de arbustos de pequeno porte no rio Pajeú. A invasão do bando de Lampião ocorreu exatamente a partir da praça e do patamar da igreja de Nossa Senhora da Conceição. 

"Para nós é uma grande satisfação estarmos chegando pela primeira vez a Calumbi com uma grande agenda do Cariri Cangaço, sem dúvida a primeira de outras varias no futuro. O empenho do Conselheiro Louro Teles e o apoio incondicional da Secretária Jocielma Silva e principalmente do Prefeito Joelson nos dão a certeza de um espetacular evento para todos os que nos visitam e também para as queridas família de Calumbi." ressalta Manoel Severo.

Calumbi, Pernambuco - Cenário Cariri Cangaço 2022
Cariri Cangaço Serra Talhada-Calumbi-Bom Nome
11 a 15 de novembro de 2022

https://cariricangaco.blogspot.com/2022/10/calumbi-e-invasao-de-lampiao-cenario.html

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sábado, 29 de outubro de 2022

MARIA DO CARMO, A CARMINHA ERA MÃE DO CANTOR MILTON NASCIMENTO

 Por A História Esquecida

A empregada doméstica Maria do Carmo, a Carminha, em foto tirada de sua carteira profissional no ano de 1940. No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir. Mesmo assim Maria do Carmo foi morar na favela com a família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa Augusta (dona da pensão onde Carminha trabalhava), que impressionada com as péssimas condições de vida do menino ainda pequeno (não tinha dois de vida) sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego. Contudo, a jovem contraiu tuberculose e temendo que contagiasse o filho, retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade. 

O menino acabou sendo adotado por Lília Silva Campos, filha de dona Augusta, indo residir em Três Pontas (MG). O seu nome é Milton Nascimento, que hoje completa 80 anos de idade...

Crédito da imagem: UOL

ViaPensamentos Livres

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