Por No Rastro do Cangaço
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domingo, 28 de abril de 2024
LAMPIÃO E ZÉ BAIANO EM CANINDÉ – O CARRASCO FERRADOR
LAMPIÃO A FERA DAS CAATINGAS - EXECUÇÕES, SAQUES E PILHAGENS
Por No Rastro do Cangaço
LAMPIÃO SEM DÓ NEM PIEDADE - O ESQUARTEJAMENTO DO TENENTE GEMINIANO
Por No Rastro do Cangaço
Lampião, o Rei do Cangaço, comandando o seu Bando de cangaceiros, é informado por um coiteiro que uma volante policial está no seu rastro, à sua procura. Virgulino então, com muita estratégia, arma uma emboscada mortal para os militares. O Tenente Geminiano, comandante da Força, não percebe e cai numa esparrela fatal. Sem desconfiar das informações fornecidas pelo coiteiro, a volante cai numa cilada e é fuzilada pelos cangaceiros.
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No Rastro do Cangaço
sábado, 27 de abril de 2024
FOTO RARÍSSIMA DE FREI DAMIÃO EM MONTEIRO NA PARAÍBA EM 1941.
Frei Damião de
Bozzano, nascido Pio Giannotti, OFMCap foi um frade italiano radicado no
Brasil. Está em processo de beatificação, tendo recebido os títulos de servo de
Deus e venerável.
Nascimento: 5
de novembro de 1898, Massarosa, Itália
Falecimento:
31 de maio de 1997, Paissandu, Recife, Pernambuco
Local de
enterro: Convento de São Félix, Recife, Pernambuco.
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FOTO COMPLETA...
Por Robério Santos
JARDA, A ESPOSA MENINA
Por Mulheres no Cangaço
“Esconde essa
aliança e casa com outro. Chico já morreu”. Era o que Jardelina Nóbrega
ouvia das pessoas aconselhando-a a desistir de se casar com Chico Pereira, que
virou cangaceiro. Jarda, como era chamada começou a namorar com Chico aos
12 anos, noivou aos 13, casou aos 14 e ficou viúva aos 17 anos de idade,
com três filhos pequenos. O caçula tinha apenas seis meses.
Sua vida daria
um filme, como já tentaram fazer. Tudo começou em 1920, na localidade de
São Gonçalo, Sertão da Paraíba, quando Jarda conheceu Chico, então com 20
anos, um pacato comerciante de cal. Filho do coronel João Pereira, pessoa
bem relacionada na redondeza. De repente, o coronel viu-se envolvido numa briga
na sua mercearia. E nela, foi morto o coronel. Uma morte
encomendada por questões políticas. Agonizante, João Pereira pediu aos filhos
que não queria vingança como ditava o código de honra da época.
Chico, o filho
mais velho conseguiu prender Zé Dias, que matou seu pai e o entregou à polícia
achando que assim a justiça seria feita. Mas na semana seguinte, Zé Dias estava
solto, para revolta de todos. Chico era insuflado pelo povo a vingar-se e ao
mesmo tempo não queria revidar, mas percebia a má vontade da polícia em prender
Zé Dias. Tinha receio de ser chamado de frouxo.
Então, o jeito
foi fazer justiça com as próprias mãos, como fez Virgolino. A cidade de Souza
perdeu a tranquilidade e a briga entre famílias Pereira e Dias
ganhava corpo. Chico vingou a morte do pai e tornou-se cangaceiro. Formou
um bando e sua vida mudou totalmente e a de sua noiva também. Passou a ser
foragido da polícia.
Entretanto,
sua preocupação maior era Jarda, sua noiva adolescente. Após uma longa
conversa com ela, alertou para o tipo de vida que levava e, se ela quisesse
desistir do casamento prometido, ele iria entender. “É com você que quero me
casar” , foi a resposta. E como seria esse casamento?
Conseguiram
celebrar por meio de procuração, na manhã de 26 de maio de 1925, na
igreja de Pombal. Jarda continuou morando com a família e os encontros com o
marido eram escondidos. Nasceu o primeiro filho, Raimundo. Depois vieram Dagmar
e Francisco. Houve uma menina, mas morreu prematura. Jarda teve uma vida
marcada por mortes trágicas: pai, sogro, cunhado e marido.
Chico Pereira
comandou vários ataques, inclusive com cangaceiros de Lampião. Passou seis anos
nessa vida até encontrar a morte misteriosa numa estrada do Rio Grande do
Norte, aos 28 anos de idade, a 24 de agosto de 1928. Uma morte até hoje não
esclarecida.
Jarda, com
três filhos pequenos, pensava o que seria dela. E dos filhos? Futuros
cangaceiros? Como iria educar os meninos com salário de professora rural? A
solução foi deixar cada um com um parente. Periodicamente viajava a cavalo para
ver os filhos. Uma vida sacrificada. Os três irmãos só se
encontraram bem mais tarde.
Certo
dia, recebeu um bilhete anônimo por meio de um cavaleiro desconhecido
montado num cavalo branco, quando estava pensativa no alpendre da casa. O
bilhete dizia:” Se queres ser feliz, perdoa seus inimigos”. Uma cena
quase irreal. E Jarda tinha muito a quem perdoar. Decidiu queimar todas
as cartas, livros de cordel, jornais, tudo que falava de Chico Pereira. Estava
queimando seu passado para salvar o futuro dos filhos, escreveu
Francisco no seu livro “Vingança, não”.
Os anos foram
passando e a primeira alegria veio com Raimundo que se formou em
engenharia civil no Recife. Depois, foi a vez de Dagmar, que se tornou frade
franciscano com o nome de frei Albano. Surpresa maior veio com
Francisco, ordenado padre em Roma, onde estudou. Com ele, a
alegria de Jarda foi maior, pois assistiu sua ordenação, recebeu bênção
especial do papa e a comunhão pelo próprio filho na sua primeira missa.
Jarda encontrou a felicidade através do perdão.
Dos três
filhos, apenas frei Albano está vivo, no Convento de São Francisco, em
Salvador, Bahia. Jarda ficou viúva para sempre e morreu em João Pessoa onde
morava e o filho Francisco também.
Jarda foi uma
Maria Bonita.
NOTA –
Conheci e convivi com dona Jarda desde menina até a idade adulta, na minha casa
e na da minha irmã mais velha, Wanice, casada com Raimundo com que ela
morou durante muito tempo. Dona Jarda, muito alva, cabelos castanhos, bonita e
vaidosa que me pedia para comprar batons de cores claras. Falava baixinho,
gostava de conversar e contava com naturalidade sua vida com Chico Pereira.
Demonstrava serenidade e nem parecia ter um passado sofredor. Os filhos diziam
que ninguém conseguiu ver Jarda chorar. Gostava dela.
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NAUTÍLIA A IRMÃ DE JARDA PEREIRA (esta última era esposa do cangaceiro Chico Pereira) FALECEU!
Por José Mendes Pereira
JARDELINA NÓBREGA, ESPOSA DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA
Por Beto Rueda
Chico Pereira foi assassinado na
madrugada de vinte e oito de outubro de 1928, na comunidade rural Maniçoba, na
atual BR 226, a pouco menos de dez quilômetros de Currais Novos, pela escolta
policial que o conduzia de Natal à Comarca de Acari, onde seria submetido a
julgamento por um crime que supostamente havia cometido.
Jarda como era conhecida, foi sua
namorada aos doze anos, noiva aos treze, esposa aos quatorze e viúva aos
dezessete.
Sua vida foi sofrida, sempre
conviveu contra as dificuldades e o sentimento de vingança.
Seu pai, esposo, sogro e cunhado
foram assassinados. Essas quatro mortes lhe marcaram o passado. Essas três
vidas - seus filhos, Raimundo, Dagmar e Francisco - lhe encheram o futuro. Foi
filha do alto sertão paraibano, do sertão sem polícia, sem autoridade, sertão
do bacamarte e da emboscada. Da vingança erigida em questão de honra e dever de
consciência. Sertão dos anos de 1920 a 1930.
REFERÊNCIAS:
NÓBREGA, P. Pereira. Vingança,
não: depoimentos sobre Chico Pereira e os cangaceiros do Nordeste. Rio de
Janeiro: Freitas Bastos, 1960.
SARMENTO, Guerhansberger Tayllow
Augusto. Nas redes das memórias: As múltiplas faces do cangaceiro Chico
Pereira. Natal: Sebo Vermelho, 2017.
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