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segunda-feira, 1 de julho de 2024

O DRAMA DA FAMÍLIA CAUAÇU E SUA PASSAGEM EM VOLTA DOS MEIRAS {CATINGAL}

 


Anésia Meira Sertão, nascida em Boa Nova, BA, em 03/01/1922 (filha de Alfredo Meira Sertão e Elisia de Sá Meira) e Deoclides de Souza Meira, nascido em Boa Nova, BA, em 22/01/1903 (filho de Ambrosio de Souza Meira e Arcina de Souza Meira). Casaram-se em Catingal em 26/11/1944. Ele foi casado em primeiras núpcias com Etelvina Meira Sertão.

A data acima não se referem à cangaceira Anésia Cauaçu, e sim ao casal Anésia Meira Sertão e Deoclides de Sousa Meira.

Anésia Adelaide Cauaçu, foi uma cangaceira brasileira que viveu na região de Jequié, interior da Bahia, no início do séc. XX.
Inicialmente, Anésia era uma dona de casa dedicada ao marido e a filha, mas abandonou essa vida para ingressar no cangaço, juntando-se aos seus tios e e irmãos que formavam o temido e afamado bando dos Cauaçus.

Carismática e extremamente bonita, Anésia era o membro mais célebre desse bando pois, além de ter conhecimento de táticas de guerrilha e ter uma mira infalível, ela também jogava capoeira. Um de seus grandes feitos foi de arrancar, com um tiro certeiro, o dedo de um delegado que indicava aos policiais onde deveriam se posicionar, durante um tiroteio no centro de Jequié, a uma distância considerável.

Em 1916, Anésia abandonou o cangaço e foi viver com sua família sob proteção de um fazendeiro que devia favores aos Cauaçus mas, traída pelo mesmo, foi entregue a polícia e nunca mais se teve notícias dela.

O escritor Ivan Estevam Ferreira, no seu livro "A Pedra do Curral Novo",sugere que Anésia pode ter falecido em Jequié e a identifica com uma anciã que morreu no ano de 1987 com 93 anos, que vivia sob os cuidados de pessoas caridosas.


O drama da Família Cauaçu; que lutaram de 1906 até 1920. Com os Chefes de Jagunços, que eram: Major Zezinho dos Laços, Coronel Cassiano, Irmão de Zezinho e o Coronel Marcionílio, amigo de ambos. Os três eram ricos e poderosos e tinha muitos Jagunços pistoleiros; Família Cauaçu eram de Gente Pobres, lavradores, criadores de pequenos rebanhos de cabras, ovelhas e porcos e plantavam roças de milho e mandioca abobra melancia e outras lavouras da caatinga no Sertão da Bahia, isto era no Município de Boa Nova perto do Rio de Contas, na fazenda Fedegoso, era lá que moravam os dois irmãos dono da fazenda. Constantino Cauaçu e Rufino Cauaçu. Constantino tinha dois filhos Augusto Cauaçu Marcelino Cauaçu e Rufino tinha Cinco filhos: José Cauaçu, Olímpio Cauaçu, Antônio Cauaçu, Durvigem Cauaçu e Terto Cauaçu; e tinha umas moças que eu não me lembro; nesta época eu ainda era bem pequeno, só sei que a mais velha chamava Anésia, mulher de naquele tempo Augusto Cauaçu foi ser empregado do Major Zezinho e sendo empregado era preciso ser pistoleiro também.

25 de julho de 1976

Um dia, quando jagunços e populares bebiam numa venda da localidade. Próximo dali, vinha um jagunço do Major Zezinho montado em uma mula, quando repentinamente surgiu uma porca que ao atravessar a rua, foi atropelada pelo seu animal. A porca morreu e, por estar na hora de dar cria, os filhotes tiveram o mesmo fim. O fato causou um grande desentendimento entre o dono da porca, o qual pertencia à família dos “cauaçus” e queria receber a indenização pela perda do suíno, e o jagunço, que não aceitou os argumentos apresentados. Depois de muita conversa e interferência dos amigos das partes, os ânimos foram acalmados, mas ficaram as promessas de vingança.

Na extrema esquerda está Zezinho dos Laços e na extrema direita, Lucas Nogueira. Entre eles, a família Nogueira. Foto tirada em 1909.
No outro dia, quando o jagunço de Zezinho foi pegar a mula no mangueiro, encontrou-a morta. Sinais de perfuração de bala foram verificados na região da cabeça. O jagunço não fez nenhum comentário, apenas retirou as quatro ferraduras da mula e colocou na capanga. Três dias após o ocorrido, Augusto Cauaçu foi encontrado morto com as quatro ferraduras no pescoço.
A partir deste dia começou a desavença, pois o jagunço que matou Augusto Cauaçu, disse que o mandante do crime teria sido Major Zezinho, mesmo ele tendo afirmado não ter participação no assassinato. Declarações da família dos “cauaçus”, isto é, os Cinco primos e o irmão de Augusto, que vingaria a morte do seu familiar e o alvo era o suposto mandante, José Marque da Silva, o Zezinho dos Laços.

Os bandos dos Cauaçus eram formados por seis homens: O Irmão de Augusto; Marcelino Cauaçu e seus primos: José Cauaçu, Olímpio Cauaçu, Antônio Cauaçu, Durvigem Cauaçu e Terto Cauaçu. Todos unidos e destinados, se armaram com boas armas e muita munição.

O Major Zezinho dos Laços morava em Porto Alegre, as margens do Rio de Contas, dali o Major Zezinho comandava seus jagunços, naquela Caatinga seca de pedregulhos. 

Não acreditando e não temendo as ameaças, Zezinho dos Laços viajou para Volta dos Meiras (atualmente Catingal), em companhia de Lucas e de um dos seus capangas, para resolver assuntos pessoais.

Os Cauaçus ficaram sabendo da viagem de Zezinho para Volta dos Meiras e armaram uma emboscada na Fazenda Rochedo, ali o Major Zezinho tinha de passar para voltar a Porto Alegre.

Em Volta dos Meiras, (Hoje Catingal), morava o Coronel Martiniano Meira, homem muito rico e sábio, respeitado por todos, um homem da paz; Ele tinha o apelido de Nonô e assim era conhecido, Coronel Nonô.

O Major Zezinho dos Laços, estando em Catingal, antiga Volta dos Meiras, passou na casa do Coronel Nonô e o Coronel Nonô que já sabia de tudo, avisou ao Major Zizinho dos Laços, que, os vaqueiros dele tinham visto uns homens armados, que parecia os Cauaçus, próximo da fazenda Rochedo, que era a Fazenda do Sr. Candido Meira. Os vaqueiros vinham tocando gado quando viram aqueles homens armados, próximo a um riacho, entrando no mato; e fingiram que não estava vendo nada, para que os homens não desconfiassem. Chegando na casa do patrão contaram o que tinha visto ao Coronel.

O Coronel disse: eu estou lhe avisando Major, e o Major respondeu: “Eu não tenho medo, Moleque não mata homem”. O Major Zezinho dos Laços ia junto com seu cunhado, Major Lucas, e mais três capangas de sua confiança, todos bem armados e montados em bons burros, viajaram já o sol quase se pondo. O Major e seus companheiros eram homens fortes e muito valentes, eles não tiveram medo daquela notícia e viajaram. De Volta dos Meiras a Porto Alegre dista aproximadamente 20 Km ou 3 Léguas, como costumavam dizer; A Fazenda Rochedo era quase o meio do caminho, eles só iam chegar a Porto Alegre a noite.

Quando eles iam atravessando o riacho os Cauaçus gritaram, fogo! E os capangas do Major Zezinho dos Laços também gritaram, fogo! E o tiroteio começou. O Major Zezinho foi alvejado com um tiro no peito e o burro que ele ia montado saiu marchando pela estrada até chegar na casa da Fazenda Rochedo, propriedade do Sr. Candido Meira, porque o Major já tinha costume de parar ali; o Major segurou na cabeça da sela já quase sem vida; enquanto isso, os capangas trocavam tiros com os Cauaçus. O Major Lucas saiu correndo a pé pelo mato pois sua mula foi baleada e caiu logo, o tiroteio durou pouco pois os Cauaçus correram; o Major Zezinho dos Laços foi tirado do burro pelos donos da casa, o Sr. Candido e seu filho, Enpidio, porém, o Major não resistiu e Morreu.

Candido Meira mandou Elpídio Alves a Porto Alegre avisar os parentes. Ficaram na fazenda velando Zezinho dos Laços: Cândido Alves, sua esposa Joana Alves Meira e suas filhas Florinda Meira, Leonilha Meira. Rita Meira e Ana Meira. No dia seguinte, Zezinho dos Laços foi levado e sepultado em Porto Alegre.

Imediatamente depois da sua morte e enterro; com apoio da polícia e ajuda de Marcionílio Antônio de Souza, influente chefe político em Maracás, Cassiano Marques da Silva e seus sobrinhos Rodolfino Marques da Silva e Randulfo Marques da Silva passaram a perseguir o mandante e todos os envolvidos no assassinato de Zezinho dos Laços.

Depois de várias investigações feitas em fazendas, eles foram informados de que havia passado uma família com destino a Bom Jesus da Lapa. Na região próxima ao destino da família, foi montada uma emboscada pelos dois jagunços de Zezinho dos Laços, que conheciam bastante Marcelino Cauaçu. No tiroteio Marcelino, irmão de Augusto Cauaçu foi alvejado por vários tiros que somente a ele atingiram. Agora só restaram os cinco irmãos, os primos de Augusto e Marcelino Cauaçu.

Depois disso, os cinco irmãos se emprenharam numa serra e sumiram foram parar nas matas do Sul da Bahia. Muitos acharam que tal vez tivesse sido baleados e tivesse morrido no mato. Naquele tempo não exista estrada, nem carro, a condução era burro ou cavalo ou então no chinelo de dedo mesmo. O Sul da Bahia era como se fosse um outro país. Os Cauaçus ficaram por lá uns 7 anos sem que ninguém soubesse do seu paradeiro. 

Os filhos do Major Zezinho dos Laços não eram homens inclinados a vingança, eram uns moços educados e não quiseram seguir o caminho de seu pai, acabaram deixando essa luta de lado, o Coronel Cassiano também já estava velho e não quis mais seguir adiante com essa luta; e nessas idas e voltas o tempo passou e os Irmãos Cauaçus começaram a aparecer.

O povo começou a dizer: “Os Cauaçus estão de volta, e agora parecem estarem protegidos e muito mais fortes” Os primeiros apareceram em Jequié, depois em Maracás e Boa Nova. Era época de política e os Cauaçus aproveitaram para aparecerem e fazer grande movimento naqueles três municípios; Jequié, Maracás e Boa Nova.

Na cidade de Maracás estava uma política muito forte, O Coronel Marcionílio era de um partido e o Coronel Teotônio Alves era de outro. O Coronel Marcionílio era cunhado do Coronel Teotônio Alves, eles não eram inimigos, mas também não gostavam um do outro. O Coronel Marcionílio era muito rico e poderoso, ele possuía muitas fazendas, tinha muitos jagunços a seu serviço e era amigo do governador da Bahia.

O Coronel Teotônio Alves, não era um homem pobre, mas comparado ao Coronel Marcionílio, ele não tinha quase nada. 

Teotônio Alves tinha 11 filhos, 3 rapazes e 8 moças, todos muito educados e bonitos. As moças eram simpáticas gostavam de conversar e da mesma forma os rapazes, o mais velho se chamava Francisco e era chamado Chiquinho. Um dia, em plena campanha política, Chiquinho, filho do Coronel Teotônio, estava em um bar e chegou ali um jagunço do Coronel Marcionílio, o jagunço tomou uma pinga e ofereceu para Chiquinho, porém Chiquinho respondeu: Eu não bebo pinga de bandido. O cara puxou o revolver e atirou em Chiquinho, a polícia prendeu o jagunço.

Chiquinho foi levado ao hospital, o médico tirou a bala e Chiquinho sobreviveu. O Coronel Marcionílio mandou a polícia soltar o jagunço; o que pareceu ao Coronel Teotônio uma grande afronta e tratou de tomar providências para se vingar do Coronel Marcionílio.

O Coronel Teotônio mandou chamar José Cauaçu; mandou que José viesse com urgência que ele tinha um negócio importante para José, José Cauaçu não demorou; e combinaram entre eles de matar o Coronel Marcionílio. Os Cauaçus já a muito tempo não gostavam do Coronel Marcionílio, pois o Coronel era um de seus perseguidores.

Nessa época, José Cauaçu já tinha sua turma, os quatro irmãos e mais uns vinte capangas. Os Cauaçus começaram a estudar meios para armar uma emboscada para matar o Coronel Marcionílio, mas para a surpresa dos Cauaçus, o Coronel viajou para Salvador, Capital Baiana, e como ele era amigo do Governador, pediu uma força policial para ajudá-lo a perseguir os Cauaçus. O Governador cedeu duzentas praças comandado por um coronel da Polícia Militar e com este Coronel vieram outros Oficiais como: Tenentes, Sargentos e cabos que, marcharam e desembarcaram na cidade de Jequié. 

E foram divididos todo exército em grupos para os lugares em que os Cauaçus costumavam habitar. A polícia fechou o cerco em cima dos Cauaçu, que antes procuravam matar o Coronel Marcionílio e tiveram que fugir rapidamente e então eles fugiram para Volta dos Meiras, porém, não ficaram no Arraial, foram acampar na Fazenda do Sr. Mário Meira, Fazenda Larga Nova, lugar de muitas pastagens e de muito gado, não só do fazendeiro, mas também dos vizinhos que entravam na Fazenda e ficavam por lá.

Os Cauaçus começaram a matar o gado e não queria nem saber quem era o dono, quem ficavam no prejuízo eram os fazendeiros, as Fazendas eram escondidas numa brenha de mata fechada sem estrada, que só ia lá quem tinha negócio.

A polícia ficou sabendo que os Cauaçus estavam em Volta dos Meiras, e foram atrás dos Cauaçus. Volta dos Meiras ficava 2 léguas de distância da Fazenda que os Cauaçus estavam; mas os policiais chegaram em Volta dos Meiras tudo estropiados pois a caminhada por caminhos de difícil acesso não era tarefa fácil, não havia transporte e a tropa chegou em Volta dos Meiras a pé.

O Comandante era o Tenente Simão, que escolheu 30 homens da polícia, dos que ainda se encontravam mais fortes e mandou no comando do Sargento Etelvino, homem forte e de muita coragem, para verificar se os homens ainda estavam na Fazenda Larga Nova. 

Naquela época eu tinha uns 11 anos de idade, e a nossa Fazenda era bem perto da Fazenda Larga Nova. Eu e meus irmãos acordavam sedo para tirar o leite e naquele dia eu acordei mais sedo ainda, quando abrir a porta tomei um baita susto, a casa estava cercada pela polícia perguntando; onde estavam os Cauaçus. Eu corri para dentro de casa, morrendo de medo e chamei meu pai, tínhamos tanto medo que quase não conseguíamos falar. Meu pai foi lá e conversou com o Sargento, eles pensaram que era em nossa Fazenda que os Cauaçus estavam escondidos, pediram desculpas e pediu para que um de meus irmãos ir com eles até perto da Fazenda que os Cauaçus estavam e quando tivesse perto, eles mandariam de volta. Meu pai permitiu e assim o fizeram, quando se aproximaram da Fazenda Larga Nova, eles mandaram o rapaz voltar; Os Cauaçus naquele dia estava matando um boi, eles só comiam carne assada com farinha de mandioca, era o único alimento que tinham.

Quando os Cauaçus viram que a polícia se aproximavam eles se abrigaram na casa e sentaram o tiro na polícia e a polícia também meteu chumbo nos Cauaçus, e trocaram tiros por mais de uma hora. Os policiais se afastaram e os Cauaçus continuaram firmes na Fazenda. Da minha casa eu e meus irmãos escutavam os tiros, pareciam que estavam batendo em uma lata detrás da serra. 

A tardinha a polícia chegou em nossa casa e pousaram em uma casa desocupada que tínhamos, casa de fazer farinha, ali a gente guardava sacas de feijão e farinha; Os Soldados estavam com muita fome e meu pai deu para eles um taxo de fazer rapadura, um bode e eles mataram o bode e cozinharam com feijão e comeram com farinha.

Nesta noite os Cauaçus, que já estavam sem munição, se retiraram da Fazenda e foi para outros lugares mais escondidos, mas, a polícia não desistiu e continuaram a perseguição.

Os Cauaçus se esconderam na Fazenda Boa Vista, do Coronel Teotônio, que se encontrava desocupada e rapidamente conseguiram mais munição. Ali ficaram muitos dias sem ninguém saber notícias deles.

Um dia a polícia, que andava sempre procurando, passou naquela Fazenda e encontrou a turma toda de frente. O Sargento Etelvino com seus 30 homens armados travou um violento tiroteio com a turma dos Cauaçus, que eram também mais de 20 homens, todos armados com repetição, a famosa espingarda de 12 tiros.

No tiroteio a polícia acertou o José Cauaçu, Chefe do bando, os Cauaçus fugiram levando José nas costas, eles foram por dentro do mato e a polícia se recuou, porque temiam entrar no mato e os Cauaçus, que, conheciam bem o mato armarem uma emboscada e matar muitos policiais.

Naquele mesmo dia o Chefe dos Cauaçus faleceu e foi enterrado por seus irmãos em cima da serra que eles estavam escondidos. Essa sepultura foi procurada depois, mas nunca foi encontrada por ninguém. A polícia continuava à procura dos Cauaçus, um dia depois de enterrar o José Cauaçu, seus irmãos passaram em nossa casa; um grupo de homens sujos, rasgados e famintos pedindo comida; meu pai deu carne, requeijão, farinha e rapadura; eles pediram que não falássemos nada sobre eles para a polícia, no meio deles tinha um que estava baleado no braço e meu pai deu remédio para ele e foram embora.

No outro dia a polícia chegou também lá em casa, a procura dos Cauaçus, porém, não nos contaram o que tinha acontecido. Contamos para eles que os Cauaçus haviam passado lá em casa e estavam com fome, e nós damos comida para eles; contamos também para a polícias que eles nos disseram que, o José Cauaçu tinha morrido no tiroteio na Fazenda Boa Vista.

Os Cauaçus, agora já derrotados, pois o seu chefe havia morrido, tomaram os matos do Sul da Bahia e a polícia continuava a perseguição. Nesta feita ficaram mais de 2 anos sem ninguém ouvir falar dos Cauaçus.

Depois de 2 anos sumidos os Cauaçus voltaram a mostrar as caras. Apareceu o Terto, depois o Olímpio e foram juntando os outros dois irmãos; juntaram muitos jagunços, todos bem armados e retornaram do Sul da Bahia e tomaram conta do Arraial de Volta dos Meiras (Hoje Catingal), a cidade de Jequié distava de Volta dos Meiras 80 Km, isso para quem andava a pé era muito longe, e os Cauaçus passaram a mandar em tudo e em todos no Arraial de Volta dos Meiras.

Em Volta dos Meira, os Cauaçus e seus 60 homens de brigas, todos armados, estavam folgados; maravam o gado dos moradores comiam e bebiam e ninguém falava nada. Eles se ajuntaram com a família do Coronel Teotônio, que tinha moças bonitas e o Olímpio, que era o chefe, casou-se com a mais velha, que se chamava Maria Rita. Todo dia tinha festas, eles matavam cabras dos moradores e comiam com sua turma.

Um dia eles mandaram recado para meu Pai mandar um capado gordo, e tivemos que mandar; com isso, eles ficaram muito feliz, disseram para nós que se precisássemos deles ou dos homens deles para qualquer coisa era só falar. Outro dia mandaram pedir um boi gordo e meu pai mandou o boi, nosso vaqueiro levou o boi e eles ficaram muito satisfeitos.

E assim a gente ia levando eles e quando eles chegavam em nossa casa, nós não tínhamos medo deles, e eles nos respeitavam e nos consideravam de mais.

O agrado do meu pai fazia os Cauaçus ficarem mansos; naquela época muitos fazendeiros abandonaram suas fazendas e foram morar em suas casas da cidade, por medo dos Cauaçus; porém, nós, que não tínhamos casa na cidade tivemos que permanecemos firmes em nossa Fazenda e tratar de agradar a todos, tanto a polícia, quanto os Cauaçus.

Mas um dia eles estavam fazendo uma grande festa em Volta dos Meiras; comendo, bebendo e farreando à vontade. Então apareceu uma turma de polícia, juntos com os jagunços do Coronel Marcionílio e sentaram o chumbo na turma dos Cauaçus e os Cauaçus também meteram chumbo na polícia e o tiroteio durou mais de uma hora.

Não morreu ninguém no tiroteio, pois a polícia atirava de longe, pois temiam medo da mira dos Cauaçus, assim eles davam fuga para a turma se retirar. Na verdade, a polícia só veio para fazer os Cauaçus desocupar o Arraial de Volta dos Meiras.

Depois disso, os Cauaçus desapareceram do Arraial e ninguém mais soube notícias de sua turma. Em viagem a Bom Jesus da Lapa eu encontrei com Maria Rita, ela estava vestida de preto e nos contou que seu marido, o Olímpio Cauaçu tinha desaparecido.

A família do Coronel Teotônio procurou as cidades e desapareceu, e nunca mais se ouviu falar dessa gente. (Portal Catingal)

História contada por Deoclides de Souza Meira em 1976
Digitação e Diagramação para Internet: Levy Barros

https://www.charlesmeira.com.br/2015/08/o-drama-da-familia-cauacu-e-sua.html

100 ANOS DA ENTREVISTA DA CANGACEIRA ANÉSIA CAUAÇU AO JORNAL A TARDE

 Por Domingos Ailton


Há exatos 100 anos, dia 25 de outubro de 1916, coincidentemente data do aniversário de Emancipação Política de Jequié, o Jornal A TARDE trazia como manchete JEQUIÉ, Cauassus, Marcionilio e Zezinho dos Laços. A empreitada dos crimes. Narrativa de uma Cauassu ao nosso repórter, com uma foto da cangaceira Anésia Cauaçu ao lado de uma criança. Na primeira página e nas páginas internas do jornal, Anésia narra a trajetória da família Cauaçu cuja grafia da época se escrevia Cauassu, dando conta de que seus familiares eram simples agricultores e comerciantes e que se tornaram cangaceiros por conta de uma vingança.

Na extrema esquerda está Zezinho dos Laços e na extrema direita, Lucas Nogueira. Entre eles, a família Nogueira. Foto tirada em 1909. - https://www.charlesmeira.com.br/2015/08/o-drama-da-familia-cauacu-e-sua.html

Em Ituaçu, antigo Brejo Grande, na Chapada Diamantina, duas famílias disputavam o poder local: os Silvas, chamados de "rabudos", e os Gondins, denominados de "mocós”. O major Zezinho dos Laços (um dos líderes dos “rabudos”) exige que Augusto Cauaçu acompanhe seu grupo de jagunços em uma emboscada contra a família Gondim. Por conta da recusa de Augusto, este é assassinado a mando de Zezinho dos Laços. Então, a família Cauaçu se reúne e resolve vingar a morte, assassinando Zezinho dos Laços seis anos depois em uma tocaia na Fazenda Rochedo. Chefes dos “rabudos”, a exemplo do coronel Marcionílio de Souza e de Casseano do Areão passam a perseguir e matar membros da família Cauaçu e de seus aliados, comandados por Anésia e seu irmão José Cauaçu. Pressionado pelos coronéis, o então governador da Bahia, Antônio Muniz, denomina o movimento armado dos Cauaçus de "conflagração sertaneja” e envia para Jequié mais de 240 soldados em três expedições da polícia militar da Bahia, com participação inclusive de oficiais que combateram na Guerra de Canudos, a exemplo do tenente-coronel Paulo Bispo. Ocorre então a Guerra do Sertão de Jequié, conflito envolvendo os cangaceiros Cauaçus, policiais militares e jagunços dos coronéis. A força policial pratica uma série de atos violentos não só contra os cangaceiros, mas também contra a população inocente de Jequié e região. O alferes Francisco Gomes – Pisa Macio obriga um homem a comer lama no povoado do Baixão, crucifica outro nas margens do Rio das Contas e lança crianças para o ar,que são amparadas com a ponta das baionetas e levava suspeitos para um pequeno morro no Curral Novo onde eram sangrados com requintes de perversidade. O local ficou conhecido como Morrinho da Matança.

O genocídio é denunciado pelo Jornal A TARDE, que envia um repórter para fazer a cobertura das expedições policiais em Jequié e na ocasião entrevista Anésia Cauçu, dando destaque a sua narrativa a respeito da história do bando e do histórico conflito daquele ano de 1916.


Anésia Cauaçu foi uma mulher que esteve à frente do seu tempo. Foi a primeira mulher nordestina a ingressar no cangaço, uma vez que em 1911, ano do nascimento de Maria Bonita, Anésia já lidera um bando de mais de 100 bandoleiros. Ela também foi a primeira no sertão de Jequié a praticar montaria de frente, já que as mulheres de sua época montavam de lado em uma sela denominada silhão, e a pioneira das terras jequieenses a vestir calças compridas (as mulheres do período em ela viveu apenas usavam vestidos e saias), para facilitar o combate em cima do cavalo. O historiador Emerson Pinto de Araújo, que registou a história da cangaceira assim a descreve: “era uma mulher branca, de olhos azuis, bons dentes, alta e delgada, que tomava suas pingas, sem que ninguém ousasse faltar-lhe com respeito. Numa época em que não existiam academias de defesa pessoal, ela tinha ginga de corpo, conhecia- ninguém sabe com quem aprendeu - os ´rabos-de-arraia da capoeira, batendo forte nas fuças de muitos valentões que tentavam avançar o sinal. Manejando armas de fogo com uma pontaria invejável, jogava pra escanteio os melhores atiradores. Certa feita, bafejada pelo acaso, numa distância de trezentos metros, cortou o dedo do sargento Etelvino, quando este indicava aos seus comandados a direção em que deveria atacar”. Com base na memória coletiva de tradição oral, em documentos escritos e no meu imaginário, escrevi um romance histórico que tem como protagonista Anésia Cauaçu. Inspirado neste texto ficcional, o poeta e cordelista José Walter Pires produziu um livro de cordel e o compositor e cantor Jonas Carvalho compôs uma música sobre a saga de Anésia Cauaçu. Diversos estudos acadêmicos foram e estão sendo desenvolvidos sobre essa guerreira do sertão de Jequié. A entrevista publicada em 25 de outubro de 1916 e as matérias publicadas pelo Jornal A TARDE há 100 anos sobre os conflitos na região de Jequié constituem relevantes documentos da história do coronelismo e do cangaço na Bahia.

http://www.juniormascote.com.br/blog/100-anos-da-entrevista-da-cangaceira-an-sia-caua-u-ao-jornal-a-tarde/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

MULHERES CANGACEIRAS: ANÉSIA CAUAÇU

Samuel Medeiros*

Praticamente desconhecida no Sul, Anésia Cauaçu é personagem lendária entre os papéis femininos que permeiam o imaginário coletivo do cangaço brasileiro, formando um painel rico em detalhes e a valorização, embora por linhas tortas, da mulher como ser e não como objeto.

Lutadoras imbatíveis?

A história nacional contempla as mulheres no cangaço com acentuada curiosidade, levando-se em conta a comparação entre a fragilidade natural feminina e o ambiente violento e hostil dos grupos que elas acompanhavam. A primeira percepção é a de que foram lutadoras imbatíveis nos ataques promovidos pelos bandos, mas isso não se constituiu regra. Elas surgiram junto aos bandoleiros que assolavam principalmente o Nordeste entre as décadas de 1920 e 1930 e cultiva-se a ideia de que foram ousadas, companheiras fortes e lutadoras junto aos jagunços, mas não foi bem assim. A primeira mulher que surge no lendário popular é Maria Bonita. Embora Lampião tenha iniciado suas atrocidades após 1922, ela só aparece no cenário após 1930, já na Bahia, e sua notoriedade foi mais pela beleza, personalidade forte, e por ser a mulher do rei do cangaço.

A ala feminina no cangaço, pelo menos ao que se vê na literatura, mostra-se menos expressiva do que a memória oral é capaz. Pelo que se sabe elas não participavam dos combates, atiravam ou andavam armadas “até os dentes”; é como o imaginário popular gostaria que fossem, para justificar o papel feminino num contexto de extrema violência. Uma das únicas “vantagens”, é que a motivação para entrada no bando tornava-se uma forma de protesto contra a família que as oprimia. No cangaço, pelo menos podiam adotar atitudes libertárias em relação aos costumes como se pintar, usar saias mais curtas e justas, e não ter a obrigação de lavar, cozinhar, costurar e bordar. Isto era atribuição dos homens. Apesar da postura liberal que adotavam, tolerada, quando se aliavam a algum homem do cangaço eram oprimidas pelo machismo; a infidelidade feminina punia-se com a morte. Como entre eles rondava muita superstição, alguns acreditavam possuir o “corpo fechado”, sempre escapariam das emboscadas e, se fizessem sexo antes de um combate, estariam “sujos” e perderiam parte da imunidade.

Antes de Lampião

A história mostra que a Bahia foi o Estado que mais teve representantes femininas nessa marginalidade dominada pelos homens. E é nesse mesmo Estado, e anteriormente a Lampião, em 1916, que surge uma personagem diferente das companheiras que acompanhavam os bandos: Anésia Cauaçu. Ela tem seu protagonismo na cidade de Jequié e arredores, em um cenário sem lei quando se fazia justiça pelas próprias mãos. Persistia a lei do mais forte, e quem não detivesse armas para sua defesa ou vingança, tornava-se fatalmente vítima, e não teria a quem recorrer com um Poder Público incipiente e ocasional no sertão. Duas famílias da região da cidade de Ituaçu se rivalizavam: os Silva, denominados “rabudos” e os Gondins, os “mocós”. 

Na extrema esquerda está Zezinho dos Laços e na extrema direita, Lucas Nogueira. Entre eles, a família Nogueira. Foto tirada em 1909. - https://www.charlesmeira.com.br/2015/08/o-drama-da-familia-cauacu-e-sua.html

O major Zezinho dos Laços (um dos líderes dos “rabudos”) exige que Augusto Cauaçu acompanhe seu grupo de jagunços em uma emboscada contra a família Gondin. Este se recusa, e é assassinado a mando de Zezinho. Então a família Cauaçu se une para o processo de vingança de seu patriarca, executando primeiramente o mandante da morte de Augusto. Concomitantemente, vários membros dos Cauaçus são assassinados.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/10/anesia-cauacu-foi-a-primeira-cangaceira-a-liderar-o-seu-proprio-bando-em-1910.shtml

Com as repetidas mortes de familiares, Anésia assumiu o protagonismo da luta por vingança e forma, com um grupo de cangaceiros, um movimento armado intitulado “Conflagração Sertaneja”. O governo da Bahia organizou um comando para desbaratar o bando, mas foram tocaiados no legítimo estilo de guerrilha quando os Cauaçus se dividiam nos vales pedregosos e áridos do sertão escondendo-se em grupos para tocaiar a força policial que teve de recuar depois de sucessivas baixas. Após obtidos reforços, os volantes abusavam da população por entender que os moradores estavam atocaiando os Cauaçus comandados por uma mulher: trucidavam crianças, enforcavam autoridades, violavam as mulheres.

Anésia então aparece com tons de encarnação da mulher forte do Nordeste. Desfruta de quase igualdade com os homens, fumando em público, tomando cachaça, conhecendo os golpes de capoeira e, principalmente, manuseando com desenvoltura as armas de fogo. A história registra um feito simbólico: sentindo-se acuada ela atirou a uma distância de cem metros e decepou apenas o dedo de um sargento. Enquanto ele gritava e os soldados foram atendê-lo, ela escapuliu. Isso lhe deu mais um aspecto de notoriedade, de exímia atiradora. Essa façanha foi registrada nos jornais da época e nasceu aí o mito da cangaceira praticamente imbatível.

Ela foi a primeira mulher na região a usar calças compridas e trocar o silhão pela sela comum, e era seguida de lendas das mais variadas. Uma delas, é que se “invultava”, ou simplesmente se tornava em outro ser, invisível. Certa vez, fugindo de soldados, saltou do cavalo e se escondeu numa gruta. Os soldados não viram quando ela pulou, e simplesmente acreditaram que sumira no ar, pois o cavalo continuou andando sozinho. Vasculharam as redondezas e não a acharam, motivo para crer que se “invultava”. Ela foi uma personagem lendária praticamente desconhecida entre os papéis femininos que permeiam o imaginário coletivo do cangaço brasileiro, formando um painel rico em detalhes e a valorização, embora por linhas tortas, da mulher como ser e não como objeto.

Pesquisando o universo feminino no cangaço, é mais comum saber que Dadá, mulher de Corisco, o “Diabo Loiro”, um dos bandoleiros mais célebres do bando de Lampião, manuseava armas com precisão e chefiou emboscadas. Ele a ensinou na prática de armas. Mas, ainda falando no cenário do Nordeste e, principalmente na Bahia anteriormente às décadas de 1920 e 1930, é Anésia a protagonista de maiores atrocidades, tudo em nome da “justiça”, a sua justiça. Anésia Cauaçu é descrita no romance de Domingos Ailton, baiano também de Jequié, que não só reporta ao cenário em que atuou, como enriquece sua história com esmerados recursos da ficção aliados à pesquisa histórica. Recentemente, o tema voltou com um novo livro do escritor Wilson Midlej, também de Jequié, fornecendo mais dados documentais sobre Anésia, trazendo novos elementos figurativos dessa personagem intrigante na historiografia brasileira.

(*) Samuel Xavier Medeiros é advogado e escritor. Membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras e da União Brasileira de Escritores de MS. Associado efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de MS (cadeira n. 6 - patrono: Manoel da Costa Lima).

Autor: Samuel Medeiros

Anésia Cauaçu é personagem lendária entre os papéis femininos que permeiam o imaginário coletivo do cangaço brasileiro, formando um painel rico em detalhes e a valorização, embora por linhas tortas, da mulher como ser e não como objeto.

https://ihgms.org.br/artigos/mulheres-cangaceiras-anesia-cauacu-26

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domingo, 30 de junho de 2024

ANÉSIA CAUAÇU

 Por José Mendes Pereira


Há quem diga que Anésia Cauaçu nunca foi cangaceira, e sim fazendeira destemida. Criou o seu bando de jagunços, possivelmente para proteger a si mesma, homens violentos contratados como seus guarda-costas.

Anésia Adelaide Cauaçu nasceu na Bahia em Jequié, no ano de 1894, é possível que faleceu lá mesma no ano de 1937. Foi pioneira ao formar seu bando de jagunços em 1910, muito antes da aparição de Virgolino Ferreira da Silva, o capitão Lampião como cangaceiro. Afirmam também que ela nasceu e viveu na região de Jequié, no início do século XX.

Como Ingressou na vida fora-da-lei:

Era uma dona de casa dedicada ao marido e à filha, mas abandonou essa vida, unindo-se a seus tios e irmãos, que formavam o bando dos Cauaçus.

Ainda dizem que tinha carisma e bonita, Anésia era o membro mais célebre do bando de jagunços, pois, além de ter conhecimentos de táticas de guerrilha, e uma mira infalível, também jogava capoeira. Um de seus grandes feitos foi de arrancar, com um tiro certeiro, a uma distância considerável, o dedo a um delegado que apontava aos policiais onde deveriam se posicionar, durante um tiroteio no centro de Jequié. 

Vida após os seus feitos errados.

Em 1916, Anésia teria abandonado a vida de desordeira e foi viver com a sua família sob a proteção de um fazendeiro que devia favores aos Cauaçus, mas traída pelo mesmo, foi entregue à polícia, e não houve mais notícias dela.

O escritor Ivan Estevam Ferreira, na obra "A Pedra do Curral Novo", sugere que Anésia pode ter falecido em Jequié, e identifica-a com uma anciã que faleceu em 1987, aos 93 anos, que vivia sob os cuidados de pessoas caridosas.

A data do seu nascimento, que foi em 1837, e segundo o escritor Ivan Estevam Ferreira, ela faleceu em 1987, aos 93 anos, não bate. Sendo esta data, Anésia Cauaçu teria morrido com 150 anos. Impossível. Possa ser que ela tenha uma outra data de nascimento, ou erro de digitação em relação à sua morte. 

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COISAS DO CANGAÇO

 Por Robério Santos

Ontem disseram “você é o advogado de João Bezerra? Pra que defender tanto ele?”. Incrível que quando faço um programa sobre Lampião nunca ouvi isso. A ironia pelo fato de ter mostrado documentos oficiais comprovando que Bezerra tratou Adrião como herói incomodou alguns pesquisadores do caos. 

Uma pena que ao invés de absorverem o conhecimento se preocupam mais com minha barba. Na foto, estou ao lado de meu mestre e amigo pessoal Vladimir Souza Carvalho: Desembargador da Quarta Turma e da Segunda Seção do TRF5; autor de um dos melhores livros que já li Feijão de Cego (2009). 

Ele sim é Bacharel em Direito, eu sou apenas um analfabeto que tive que ver muitos amigos se afastando porque não sou bom o suficiente para eles. Desculpem o desabafo, é que tem dias que não dá. 

Abraço! PS: ao centro, a estátua de Maria Thetis Nunes, ela sim foi uma grande escritora e pesquisadora,

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FERRO DO FAMOSO ZÉ BAIANO.

 Por Robério Santos


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NOSSA QUERIDA ESCOLA ESTADUAL JERÔNIMO ROSADO.

 Por José Mendes Pereira


Foto do acervo do Lindomarcos Faustino

Esta  é a Escola Estadual Jerônimo Rosado, a escola pública mais linda de Mossoró da nossa cidade Mossoró, no Rio Grande do Norte. Nela,eu estudei 1º, 2º. e 3º. anos científicos.

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EXPEDITA FERREIRA NO MAIS VOCÊ - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco

https://www.youtube.com/watch?v=6F1gmuZfBQY&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

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VAMOS PARA MAIS UMA FOTO POUCO DIVULGADA COM PERSONAGENS RELACIONADOS AO CANGAÇO.

Abaixo vemos um momento de laser entre Wilton Santana e Silva (Vilson da Piçarra) e seu avô Antônio Teixeira Leite (Antônio da Piçarra), antigo coiteiro e posteriormente desafeto de Lampião.

Nesta ocasião Antônio da Piçarra estava com 92 anos e desfrutava da companhia no neto.

Foto: Acervo Familiar (Wilton Santana e Silva)

Créditos: Blog A Munganga Promoção Cultural (Herlon Fernandes Gomes e Bruno Yacub).

Publicado no: Lampião, Cangaço e Nordeste por Helton Araújo

https://www.facebook.com/photo/?fbid=481182437725463&set=gm.999612035159618&idorvanity=414354543685373

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FERRO DO FERRADOR

 Por Guilherme Machado Historiador


O Ferro do Ferrador " JB " José Baiano.

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LUÍS PAULO PRIMO DE LAMPIÃO

  Por José Mendes Pereira


O pesquisador Francisco Jose De Lima Tico disse:

" - Legal! Muito bom! Tem um único primo que vive em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. É o Luis Paulo. Essa é boa! Zé Paulo morava no Estado de Minas Gerais. Tinha ainda Antônio Norberto, Alfredo Cândido Anjo... era cerca de trinta primos de primeiro grau, filhos de Manoel Ferreira e Naná Ferreira”.

Mas o que me refiro é que uma das suas filhas, isto é, filha de Luís Paulo disse o seguinte:

Retificando o comentário do pesquisador Francisco José de Lima Tico, informo que Luiz Paulo Bezerra, filho de José Paulo Bezerra, este, primo e amigo de Virgulino Ferreira residia sim em Serra Talhada, até março de 2016, quando veio a falecer. 

O mesmo deixa um irmão, José Paulo Bezerra que recebeu o mesmo nome do pai e hoje reside no Estado de Goiás. 

Atenciosamente, Aparecida Nunes (filha de Luiz Paulo Bezerra).

https://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2015/11/melhor-identificacao-da-familia-de.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR00TkDjG_4T51MkiHRN0s84s2BEhRhRd--hmuRfbKq0DDwkZN2hChq8D8Y_aem_3gdOIPFfb-fON46RiYvHJg

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sábado, 29 de junho de 2024

LEON TOLSTOI

Não é pobre, nem mendigo nem sem teto, este é o gigante da literatura mundial: Leon Tolstoi! Era um dos nobres da Rússia que possuía vastas terras e grandes riquezas. 

Deu toda a sua riqueza aos pobres, aos pobres, aos necessitados e aos desamparados e viveu uma vida ascética. Um dos seus ditados famosos é: "Não me fale muito de religião, antes deixe-me ver a religião nas suas ações". 

Ele disse: 

"Se você sente dor, você está vivo, mas se você sente a dor dos outros, você é humano"

Tolstoi.

https://www.facebook.com/photo?fbid=800453155518834&set=a.105893884974768

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LUÍS PAULO PRIMO DE LAMPIÃO

 Por José Mendes Pereira


O pesquisador Francisco Jose De Lima Tico disse:

" - Legal! Muito bom! Tem um único primo que vive em Serra Talhada, no Estado de Pernambuco. É o Luis Paulo. Essa é boa! Zé Paulo morava no Estado de Minas Gerais. Tinha ainda Antônio Norberto, Alfredo Cândido Anjo... era cerca de trinta primos de primeiro grau, filhos de Manoel Ferreira e Naná Ferreira”.

Mas o que me refiro é que uma das suas filhas, isto é, filha de Luís Paulo disse o seguinte:

Retificando o comentário do pesquisador Francisco José de Lima Tico, informo que Luiz Paulo Bezerra, filho de José Paulo Bezerra, este, primo e amigo de Virgulino Ferreira residia sim em Serra Talhada, até março de 2016, quando veio a falecer. 

O mesmo deixa um irmão, José Paulo Bezerra que recebeu o mesmo nome do pai e hoje reside no Estado de Goiás. 

Atenciosamente, Aparecida Nunes (filha de Luiz Paulo Bezerra).

https://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2015/11/melhor-identificacao-da-familia-de.html?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTAAAR00TkDjG_4T51MkiHRN0s84s2BEhRhRd--hmuRfbKq0DDwkZN2hChq8D8Y_aem_3gdOIPFfb-fON46RiYvHJg

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VAMOS PARA MAIS UMA FOTO POUCO DIVULGADA RELACIONADA AO CANGAÇO.

Acervo Helton Araújo

Em setembro de 1932, um pelotão sob comando do capitão João Miguel da Silveira, saiu em perseguição a um grupo de cangaceiros, que tinham sob sua liderança, Virginio Fortunato, vulgo Moderno. A 25 km da fazenda Bordão, João Miguel dividiu o pelotão em duas cunhas. Uma ele mesmo comandava e a outra tinha no comando o tenente Ladislau Reis de Sousa, popularmente conhecido como tenente Santinho.

O encontro acontece, os bandoleiros fazem fogo, mas aos poucos se evadem do local, ficando apenas três fazendo a contenção, entre eles o cangaceiro Tiburtino, vulgo Açúcar. Esses cangaceiros também recuam, porém, Açúcar está baleado, começa ali uma longa perseguição dos homens de Santinho ao bandoleiro.

Doze quilômetros depois alguns militares cansados ficam para trás, seguindo no encalço do cangaceiro apenas seis. Ferido, sem forças, Açúcar usa suas últimas energias para entrar em uma gruta, de lá, ele faz fogo contra seus inimigos, é em vão, finalmente acaba sendo executado.

Dada a dificuldade de conduzir o corpo todo, o cangaceiro é decapitado. Sendo sua cabeça fotografada em Jeremoabo-BA.

Estiveram no local da morte de Açúcar, para buscar provas da morte do cangaceiro, o capitão João Miguel da Silveira e o capitão médico Arthur Xavier da Costa, anotou-se que o cangaceiro morrera por "hemorragia da artéria radial".

Foto: Jornal "A Tarde" (22/03/1933)

Fonte: Livro Cangaço na Bahia "Cavalos do Cão" (pag. 258 e 259)

De: Rubens Antônio

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2465567046985558&notif_id=1719655607553540&notif_t=group_highlights&ref=notif

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CANDEEIRO E PAULO GASTÃO JUNTOS.

Por Helton Araújo 

Vamos para mais uma foto pouco divulgada com personagens ligados ao tema cangaço.

Abaixo um encontro super legal, entre Manoel Dantas Loiola, o ex-cangaceiro Candeeiro, que no pós cangaço era conhecido como "Seu Né" e o escritor e pesquisador Paulo de Medeiros Gastão, ou simplesmente Paulo Gastão.

Esse encontro se deu na cidade Buique, no estado de Pernambuco, onde Candeeiro residia, podemos ver os saudosos personagens na bodega do ex-cangaceiro.

Foto: Acervo de Paulo Gastão (in memorian)

Ano: 1995

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2465567046985558&notif_id=1719655607553540&notif_t=group_highlights&ref=notif

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C A R I R I .- C A N G A Ç O.

Por Luís Bento

" Na chapada do Araripe na cidade de Jardim-CE no nordeste do Brasil. A memória, a história do cangaço e do Coronelismo sertanejo na região do Cariri ".




Luís Bento

Diretor de Cultura.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/?multi_permalinks=2465567046985558&notif_id=1719655607553540&notif_t=group_highlights&ref=notif

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NILTON MENDES PEREIRA

 Por José Mendes Pereira



Este é o meu irmão mais velho, Nilton Mendes Pereira. Filho de Pedro Nél Pereira e de Antônia Mendes Pereira. A foto foi feita no Quartel 16-RI, quando ele servia ao Exército Brasileiro em Natal, Estado do Rio Grande do Norte. Seu número da tropa era 170.

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HÁ 200 ANOS, PERNAMBUCO CRIOU "BRASIL ALTERNATIVO" AO IMPÉRIO DE PEDRO I.

 LEIA EM JORNAL DE FATO DE MOSSORÓ - SÁBADO 22 DE JUNHO DE 2024.


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CABEÇAS GIGANTES.

 Por Universo Cético

A descoberta arqueológica de esqueletos enormes reescreve a história...

https://www.facebook.com/universocetico2?locale=pt_BR

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