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sábado, 7 de novembro de 2015

O ANTIGO ATO DE “ROUBAR A NOIVA” NO VELHO SERTÃO



Típico casamento no sertão potiguar na década de 1920
Típico casamento no sertão potiguar na década de 1920

Como aconteciam os namoros no sertão de outrora. Suas regras, limitações e como se “adiantavam os papéis” com honra, decoro e respeito.
Autor – Rostand Medeiros
No antigo sertão potiguar, tal como hoje, as pessoas mantinham em suas existências uma tradicional preocupação com o medo das secas e a sempre renovada esperança das chuvas. Mas também era uma época onde a maioria da população sobrevivia com poucas possibilidades de ascensão financeira, em meio a uma intensa cobrança em relação aos costumes sociais.
Segundo apontam aqueles que conhecem a história do sertão potiguar, nas relações humanas no passado, o namoro era antes de tudo um tórrido drama com pinceladas de comédia e extrema teatralidade.
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Namoro Tradicional
A coisa toda começava com olhares rápidos e gestos extremamente controlados. E o olhar nestes casos era direto nos olhos. Quase sempre discreto e fugidio. Além do mais, se o pretendente “escorregasse” as íris para outras partes do corpo da pretensa amada, isso poderia gerar vários e sérios problemas!
Já o tocar-se, sentir a pele e o calor da pessoa que se desejava era algo infinitamente mais complicado. Tudo poderia, por exemplo, começar com um discreto e pequeno toque entre as mãos dos pretendentes, na hora de receber a hóstia, em uma missa dominical na matriz da cidade.
Vale frisar que para aqueles jovens, na maioria das vezes, bastava essa simples troca de olhares, esse leve encontro das mãos, para que em seus corações e mentes existisse a certeza que eles estavam concretamente “namorando”.
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Em muitos casos, principalmente quando havia forte afinidade entre as famílias envolvidas, a relação evoluía para rápidos, esquivos, inocentes e emocionantes encontros furtivos em festas de padroeiro, casamentos de amigos e contatos rápidos nas esquinas.
Mesmo com a anuência de ambas as famílias sobre aquela relação, não significava que “os bons costumes, o decoro e o recato”, sempre exigidos para uma moça de família e um rapaz de origem tradicional, fossem quebrados com coisas como abraços apertados, mãos passando pelos corpos e languidos beijos de boca.
Muitas vezes, para aliviar paixões sempre avassaladoras, os futuros nubentes eram forçados a recorrer a cartinhas e bilhetinhos levados pelas tradicionais “comadres”. Onde não faltavam segredos temperados de ciúmes e dúvidas atrozes, que assoberbavam principalmente os amargurados dias do amoroso sujeito.
Quando a família da futura noiva aceitava a presença do possível pretendente, mesmo ele sendo filho de uma família amiga e tradicional do burgo, acontecia toda uma série de formas de condutas e gestos, onde o rapaz era milimetricamente analisado em tudo que fazia.
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Mas, para muitos destes jovens, está na casa da dita “namorada”, mesmo que cercado por pares de olhos extremamente atentos era algo que lhe causava uma intensa emoção.
Se um dia fosse convidado a sentar-se na sala de visitas, quando no interior do sacrossanto recinto, após cruzar a incrível linha divisória do portão de entrada da casa da amada, este era capaz de sofrer vertigens.
Para está neste local o garboso rapaz via-se obrigado a redobrados cuidados com a indumentária, com o lustro dos sapatos, o asseio do chapéu e outras coisas que o deixavam com boa aparência.
A nova situação exigia cuidados, delicadezas e rapapés. Dizem que normalmente o futuro sogro pouco aparecia. Somente a futura sogra estava presente.
Se esta fosse uma mulher tranquila e o pretende abastardo, talvez o que não faltasse no rosto da futura sogra fossem sorrisos. Nesta situação poderia surgir uma fatia de bolo e um copo de suco.

Festas tradicionais, como uma procissão, era uma ótima (e muitas vezes raras) oportunidades para se namorar nos sertões antigos.
Festas tradicionais, como uma procissão, era uma ótima (e muitas vezes raras) oportunidades para se namorar nos sertões antigos.

Sempre a conversa era amena, cerimoniosa, em meio a intensos desejos contidos. A pesada solenidade do momento somente era quebrada quando, por exemplo, a futura sogra colocava a jovem para tocar algum tipo de instrumento musical e assim mostrar as prendas da filha. Se as qualidades musicais da garota fossem sofríveis, o tormento era magnificamente suportado por quem andava doido para ouvir outro tipo de música.
Podemos dizer que, com algumas variações sobre o tema, muitos relacionamentos duradouros nasceram desta forma. Mas vale frisar que neste artigo comentamos até agora sobre namoros consentidos entre jovens de famílias que se conheciam e mantinha relações.
E quando o par de querubins desejavam a união, mas a família da noiva não consentia o namoro em hipótese alguma?
“Bulir”
Bem, nestes casos o jovem e impetuoso rapaz poderia chegar um dia na casa da amada, fazer a jovem passar a perna por cima do lombo de um burro, ou de um cavalo, e levar a moça para algum lugar escondido e ermo, onde a relação seria na prática consumada. Quando acontecia essa consumação, se dizia no sertão que o rapaz “buliu” com a garota!

Festa de casamento em propriedade rural, em Juazeiro do Norte
Festa de casamento em propriedade rural, em Juazeiro do Norte

O problema é que este tipo de atitude quase sempre gerava toda uma sorte de problemas e poderia fazer muito mal a saúde do garboso rapaz!
Começa que se a família da jovem fosse formada de uma falange de homens “dispostos”, que não se inquietavam diante da “cor e do cheiro do sangue”, caso o enamorado não assumisse os erros cometidos certamente seria morto.
Isso quando a família da jovem tinha alguma pretensa ideia de fazer o casamento, se não o pobre rapaz era simplesmente eliminado!
Mesmo que a família da garota não possuísse no seu seio homens dessa natureza, mas tivessem condições financeiras, o que não faltavam nos sertões de antanho eram “cabras” dispostos a ir buscar o jovem enamorado (ou matá-lo) onde ele estivesse. Nem que fosse “no oco do mundo”. Além do mais estes homens que perseguiam e matavam os rapazes que raptavam (e “buliam”) com as meninas de família, estavam realizando uma tarefa plenamente aceita pela sociedade sertaneja do passado.

Muitas das antigas normas de comportamentos entre casais eram ditadas pela Igreja Católica, que aqui vemos uma em dia de festa no sertão.
Muitas das antigas normas de comportamentos entre casais eram ditadas pela Igreja Católica, que aqui vemos uma em dia de festa no sertão.

Mas existiu uma forma de consumação de uma relação entre dois jovens no sertão potiguar que é extremamente singular e hoje quase totalmente desconhecida – O “Roubar a noiva”.
Ao invés de explicar de forma pormenorizada, decidi trazer aos leitores do TOK DE HISTÓRIA um material que é fruto de uma entrevista que fiz com um homem do Seridó Potiguar, de família tradicional, nascido na década de 1920, muito lúcido, com quem tive a oportunidade de conversar em 2014 sobre as antigas relações do sertão de outrora.
Por razões outras esta pessoa pediu anonimato para narrar esta interessante história e que descrevesse os personagens aqui envolvidos com nomes fictícios.
“Roubar a Noiva”
Estamos nos primeiros anos da década de 1920, em uma antiga e tradicional cidade da região do Seridó Potiguar. Os jovens Zito e Mariazinha começaram a trocar sinais típicos dos enamorados daquela época, onde a praxe exigia que tudo fosse com muito recato, discrição, em razão das convenções sociais daquele tempo e o medo da reação da mãe da jovem seridoense.

 Família tradicional do sertão, em dia de festa
Família tradicional do sertão, em dia de festa

Eles agora eram namorados, mas em sua pequena urbe apenas os amigos mais próximos sabiam o que ocorria. Era uma relação onde o que mais existia eram olhares, sorrisos, quando possível algum diálogo e raramente algum tipo de contato físico.
Logo Zito soube que a sua pretensa futura sogra não admitiu qualquer ideia de um namoro entre ele e Mariazinha. Para Dona Carminha aquela troca de olhares e sorrisos não poderia continuar.
Mas esta situação, ao invés de demover o rapaz da sua intenção, o fez ver que só fugindo com a sua amada eles conseguiriam a união que desejavam.
Logo surgiu a melhor ocasião para realizar a fuga; durante a festa do padroeiro da igreja mais nova do lugar. A cidade estaria com uma movimentação bem maior que era normal, com a presença de muitas pessoas de outras localidades circulando na praça principal entre as barracas e na procissão.

Grupos de homens a cavalo. Eram grupos assim que serviam para
Grupos de homens a cavalo. Eram grupos assim que serviam para “Roubar a noiva” no sertão do Seridó – Foto meramente ilustrativa.

Como era o costume da época para esses casos, Zito então convocou os seus amigos mais próximos para lhe ajudarem na fuga de Mariazinha. Já a noiva foi informada das intenções de seu amado e aceitou o pedido para fugir. Através de amigas ela soube que deveria se encontrar em sua casa, em dia combinado, aguardando um sinal determinado, em hora especificada e só então ela poderia deixar o lar paterno.
A tradição deste ato para forçar um casamento, hoje praticamente extinto, mostrava que a ajuda dos amigos era tanto para ajudar Zito a tirar Mariazinha de casa, mas também para garantir, sob o peso de se tornarem conhecidos como mentirosos e sem honra, que o rapaz não “buliu” com a sua amada.
Em uma época onde não existia a televisão para ditar os horários caseiros e as pessoas jantavam por volta das cinco da tarde, Zito e seus amigos deixaram a comida de lado e, em uma área fora da cidade, se dedicaram a equipar seus vistosos alazões com arreios e selas. Era uma precaução para o caso da fuga de Mariazinha deixar de ser uma ação discreta e a velocidade das alimárias se tornar um fator preponderante para o sucesso da importante empreitada.

Foto de jovem casal do sertão potiguar entre as décadas de 1920 e 30. Pouca margem para mostrar em fotografias algum aspecto de felicidade.
Foto de jovem casal do sertão potiguar entre as décadas de 1920 e 30. Pouca margem para mostrar em fotografias algum aspecto de felicidade.

Às seis horas, na hora popularmente denominada “Boca da noite”, a comitiva entrou na pequena cidade seridoense na maior discrição. Devido à festa, não era incomum a presença de grupos de cavaleiros vindos dos sítios e localidades próximas. Para quem visse aquele grupo de rapazes montados, com Zito à frente, teria a ideia que eram apenas mais alguns jovens que vinham aproveitar os festejos do padroeiro.
Logo os cavaleiros chegaram ao sobrado do pai da moça, conhecido como Pedro Estevão, e o sinal previamente combinado foi emitido. Mariazinha, entre assustada e decidida, saiu de casa e montou na sela do cavalo de Zito. Naquele momento em que ela abraçou seu amado sobre a sela do seu cavalo, foi o instante em que até então seus corpos chegaram mais próximos um do outro!
Depois deram a volta no quarteirão e, na maior tranquilidade, Zito deixou a garota na casa do comerciante Romulo de Antônio Moreira, um amigo do seu pai. Este, junto com a sua esposa Santinha, seriam as pessoas que guardariam a jovem Mariazinha até o dia do casório.
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Romulo Moreira foi então à casa de Pedro Estevão e Dona Carminha para comunicar formalmente que Zito havia “furtado” Mariazinha e que ela estava na sua casa, resguardada, protegida, que agora ela era noiva e de lá só iria sair para casar.
Para os pais da moça aquele comunicado, feito por um próspero comerciante da localidade, era a certeza que aquilo era um fato consumado. Pedro Estevão e seus familiares não iriam tirar Mariazinha à força da casa de Raimundo, sob o peso de quebrar uma tradição secular no Seridó e iniciar uma intriga duradoura.
Agora o fato estava consumado e os preparativos do casamento tiveram início.

Casamento no sertão
Casamento no sertão

E, como não poderia deixar de faltar neste tipo de história, os dois foram felizes para sempre!
Modernagem
Ao logo das décadas o mundo mudou, os costumes foram alterados e as relações entre os jovens no sertão seguiu o mesmo caminho. O namorar deixou de ser salada de maneirismos e salamaleques, sustos e emoções.
O namoro sofreu profunda modificação de sentido e assumiu uma importância jamais imaginada nos relacionamentos do passado. Adquiriu diversos sentidos e proporções capazes de se confundir com a união estável, que se formaliza ainda que os envolvidos não vivam sob o mesmo teto.
E não vamos esquecer o “ficar” (com exclusividade ou sem ela)!   
Baseado no texto “OS PERCALÇOS DO NAMORO”, de Hugo Navarro  em http://www.vivafeira.com.br/hugonavarro/
Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros - http://tokdehistoria.com.br/
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MUSEU DO SERTÃO 4 QUILÔMETROS DISTANTE DA CIDADE DE MOSSORÓ

https://www.youtube.com/watch?v=igna8hjzX9Q&feature=youtu.be&app=desktop

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com:

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

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1937 – NOTÍCIAS DO CANGAÇO

Por Rostand Medeiros

Eu sou uma pessoa que sempre acreditei na democratização da informação histórica. A ideia de uma sociedade mais justa, no meu entendimento, passa por esta questão. Pode ser bobagem, mas acredito nisso!
Neste sentido, quero presentear os leitores deste nosso simples blog com algumas matérias sobre o tema cangaço, publicadas no periódico DIÁRIO DE PERNAMBUCO”, de 1937.
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Quero publicar, pois acho que existe muita gente interessada no tema e muito picareta se arvorando de pesquisador e “rastejador da história”.
O problema é que o tema cangaço abre espaço para isso, pois muito do que se tem é pura tradição oral.
Mas vamos para as notícias.
As primeiras tratam da libertação do ex-cangaceiro Antônio Silvino. Já velho e fatigado, Silvino deixava a Casa de Detenção de Recife para uma vida onde iria gozar a liberdade.
O mesmo Silvino que nas suas andanças pelo sertão, um dia esteve na fazenda Ramada, onde veio pedir dinheiro para meu bisavô, Joaquim Paulino de Medeiros, o conhecido coronel Quincó. Este lhe deu alguns “cobres” para que seguisse adiante e deixasse sua propriedade em paz. Uma vez contei isso a um pesquisador do tema, mas ele não acreditou. Me pediu uma “comprovação escrita” do fato!
Mas voltando a Silvino, este veio a falecer em Campina Grande, em 1944. Minha avó, Benícia Jacob de Medeiros, o viu nesta progressista cidade paraibana. Dizia que era “alto”!
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Bem, a segunda parte deste material mostra o cangaceiro maior do Brasil, Lampião. Este material é o mesmo que o libanês Benjamim Abrahão conseguiu indo no meio do mato atrás do “Rei do Cangaço”, sua Maria Bonita e toda trupe. A ideia do gringo era filmar e fotografia estes Guerreiros do Sol e ganhar uma grana junto com um empresário cearense.
Tanto ele, quanto Lampião, sua Maria e outros cangaceiros pagariam com a vida por esta ideia. Muito disso tem haver com a publicação deste material no periódico recifense. Conto mais desta história em http://tokdehistoria.wordpress.com/2011/08/03/quando-a-estrela-foi-lampiao/
Não tenho certeza, mas acho que a última notícia é pouco conhecida…
Boa visualização!
Rostand Medeiros
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Lançamento do livro CHARGES COM LAMPEÃO

Autor Luiz Ruben Bonfim

Introdução

Lendo e pesquisando tantos jornais e revistas da época em que Lampião atuava, isto é, anos 20 e 30 do século passado, não passou despercebido, de vez em quando aparecia caricaturas e charges de Lampião, mas, o que me chamou a atenção foi a utilização do personagem com a política e os políticos do poder naquele período.

Contextualizar cada charge ou caricatura seria por demais maçante, pois creio que elas não perderam o caráter atemporal.

As codificações visuais que os chargistas queriam passar ao retratar Lampião eram afetadas de acordo com a região do artista, o que determinava, até pela falta de conhecimento que tinham do caricaturado, a representação de formas tão dispares na fisionomia desenhada. 

As charges com Lampião, nessa pesquisa, abrangem o período de 1926 a 1939, porém acrescentei duas de 1969, sendo a última apresentada, uma propaganda com alusão ao desenvolvimento industrial através de incentivos fiscais, citando Sudam-Sudene onde Lampeão é usado como referência de uma região. Ao todo o livro mostra 83 charges e caricaturas.

A charge tem como finalidade satirizar, descrever ou relatar fatos do momento por meio de caricaturas, com um ou mais personagens de destaque, nas áreas da política com maior frequência.

As apresentadas nesse livro abrangem personagens de prestígio nacional como o Padre Cícero, Antônio Carlos, governador de Minas, Capitão Chevalier, com a famosa tentativa de uma expedição contra Lampião no início dos anos 30, Getúlio Vargas como presidente do governo provisório após a revolução de 1930.

Após sua morte, cartazes foram utilizados como propaganda de filme da Warner, com James Cagney “substituindo o famoso cangaceiro nordestino”.

A propaganda comercial também utilizou com frequência o nome de Lampião. Como curiosidade inseri no trabalho as da Casa Mathias e O Mandarim, que apresentavam nos seus comerciais um conteúdo humorístico.

Até o conhecido compositor Noel Rosa, como Lampeão foi caricaturado. Como se fossem dois personagens ao mesmo tempo é mostrado características de identificação de Lampião com o rosto de Noel Rosa. Mesmo nas capas de famosas revistas, Careta em 1926 e 1931, O Cruzeiro em 1932, Lampeão é caricaturado.

Na contracapa desse livro, consta a foto original muito popular de Lampeão e seu irmão Antônio Ferreira, já nesta época, famigerado cangaceiro, perseguido em Pernambuco, Paraíba, Ceará e Alagoas. Foi tirada em Juazeiro do Norte, no estado do Ceará, onde Lampeão foi convocado pelo Padre Cícero a pedido do deputado federal Floro Bartolomeu, para combater os inimigos do governo de Artur Bernardes, a Coluna Prestes, em 1926. Na capa, usando a foto da contra capa, foram introduzidas as faces de Getúlio Vargas como Lampeão e Osvaldo Aranha como Antônio Ferreira. Foi publicada pelo Estado de São Paulo em 24 de setembro de 1933, sendo Getúlio já vitorioso da revolta de 1932 em São Paulo. 

O desenho era utilizado, isto é, a charge, como uma crítica político social onde as situações cotidianas são exploradas com humor e sátira. Lampião foi personagem principal dos chargistas, mas o objetivo era atacar os poderosos da época, geralmente vítima dos jornais da oposição.

Coloquei tudo numa ordem cronológica para facilitar a sequência histórica, pois, no futuro com a leitura das diversas obras publicadas sobre Lampião e o cangaço em geral, teremos uma visão não contextualizada das sátiras contra os personagens vítimas dos chargistas.

Luiz Ruben F. de A. Bonfim
Economista e Turismólogo
Pesquisador do Cangaço e Ferrovia

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DOCUMENTÁRIO OS ÚLTIMOS CANGACEIROS

De: Wolney Oliveira

O Documentário produzido e dirigido por Wolney Oliveira exibe a história de Moreno e Durvinha, antigos integrantes do bando de Lampião.

Moreno e Durvinha após abandonarem o cangaço fugiram em direção a região sul do país, escolhendo o estado de Minas Gerais para se estabelecerem.

No novo estado trocaram seus nomes, constituíram família e mantiveram suas vidas passadas em segredos de todos, inclusive dos filhos.

No ano de 2005, Moreno, talvez por sentir o peso da idade, decidiu revelar o segredo que ele e sua companheira mantiveram guardado, durante longos sessenta e seis anos.

A história de Moreno e Durvinha, o último casal cangaceiro, virou manchete nos principais noticiários de todo o país e virou tema de livro e Filme (Documentário).

“Os Últimos Cangaceiros” sem sombra de dúvidas é um dos melhores documentários já produzidos sobre o tema cangaço, em todos os tempos.

Um trabalho que vale a pena conferir.

Fonte: facebook

Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)

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ANTONIO SILVINO O RIFLE DE OURO DO SERTÃO NORDESTINO


Antônio Silvino "rifle de ouro" se referindo a Lampião e aproveitando para "alfinetar" os policiais volantes, que perseguiam os cangaceiros pelo sertão nordestino.

Fonte: facebook
Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (administrador)

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

RESOLUÇÃO TCE


Gabinete da Presidência
RESOLUÇÃO Nº 014/2015-TCE, DE 05 DE NOVEMBRO DE
2015.
O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO NORTE,no uso da atribuição que lhe confere o art.
7º, inciso XIX, da Lei Complementar Estadual nº 464/2012 e
considerando o objetivo, expressamente consignado na
Resolução nº 004/2003-TCE, de reconhecer o mérito de
pessoas que, ao longo de sua existência e atuação profissional,
ofereceram relevante contribuição ao desenvolvimento da
sociedade, mediante realizações no campo cultural, político,
administrativo e técnico-científico,
R E S O L V E:

Art. 1º. Conceder a Medalha do Mérito “Governador
Dinarte Mariz” às seguintes personalidades:

Cláudio Manoel de Amorim Santos
Felipe Catalão Maia
João Batista Machado
Flávio José Cavalcanti de Azevedo
José Daniel Diniz Melo
Ezequiel Galvão Ferreira de Souza
Benedito Vasconcelos Mendes
Luciano Silva Costa Ramos
Francisco Barros Dias

Sala das Sessões do Tribunal Pleno, em Natal (RN), 05
de novembro de 2015.

Conselheiro CARLOS THOMPSON COSTA FERNANDES
Presidente
Conselheira MARIA ADÉLIA DE ARRUDA SALES SOUSA
Vice-Presidente
Conselheiro TARCÍSIO COSTA
Conselheiro PAULO ROBERTO CHAVES ALVES
Conselheiro RENATO COSTA DIAS
Conselheiro ANTÔNIO GILBERTO JALES DE OLIVEIRA
Conselheiro FRANCISCO POTIGUAR CAVALCANTI JÚNIOR
Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o MEIO AMBIENTE.


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A MORTE DO CEL. ZÉ INÁCIO DO BARRO-CE, COITEIRO DE LAMPIÃO.


A MORTE DO CEL. ZÉ INÁCIO DO BARRO-CE, Coiteiro de LAMPIÃO.

Dito coronel reinava absoluto no cariri cearense, mais precisamente no Barro, sendo um forte aliado de cangaceiros, a exemplo de SINHÔ PEREIRA e, posteriormente, LAMPIÃO.


Por questões políticas locais e, falta de apoio fugiu para Goiás, onde, algum tempo depois foi assassinado. Confira na matéria, abaixo. 

Dê um CLIC nas imagens para uma melhor visualização e leitura.


Sousa Neto:

Pelo prestígio junto aos sucessivos presidentes do Ceará, braço direito de Floro Bartolomeu e Padre Cícero, achava o Coronel Zé Inácio estar imune a medidas punitivas pelas ações nefastas realizadas nessa e noutras regiões. O bárbaro assassinato de seu conterrâneo João Flandeiro, o ataque ao Padre Lacerda do Coité, o ataque a Jericó seguido do assalto aos prestigiosos Waldivino Lobo e Adolfo Maia em Catolé do Rocha PB, foi à gota d'água que faria transbordar o vaso da tolerância dos representantes dos Estados que cobravam medidas de repressão contra o Coronel e o seu numeroso exército de bandoleiros. Era março de 1922 quando o seu valhacouto foi cercado por cerca de 300 policiais onde o povo dessa região assistiu estático o desmoronamento do mais famoso covil de assassinos de que já se teve notícias. O Coronel Zé Ignácio em outra Fazenda no sopé da Serra do Trapiá teve notícias do que ora acontecia no Barro, em sua casa, com seus familiares e protegidos. Sem nada a temer pega a sua montaria e segue ao encontro das forças combinadas. É preso em sua residência onde a noite teve a sua fuga facilitada como diferente não haveria de ser. Após alguns dias no seu esconderijo do Trapiá, segue para Juazeiro a procura de auxílio do amigo Padre Cícero que o aconselha a fugir dado a vários problemas que culminaram na determinação do Presidente da República. “O que havia de ser feito, foi feito, você está livre, vá embora, procure Luiz Padre que mudou de vida, não pretendo ter desentendimento com as autoridades”. Foi esse o diálogo naquela noite chuvosa de abril na casa do Padre excomungado. Procurou saber notícias do velho amigo e ex-protegido o que não tardou. Rumou para Goiás. Quem sabe quando baixar a poeira ou entrar outro governador amigo eu não retorne? Chega a Goiás com alguns animais e muito dinheiro, quantia para passar o tempo que fosse necessário e comprar até uma Fazenda caso interessasse. Aquela região não era muito diferente da nossa, o modus vivendi e operandi eram iguais. Porém na companhia do senhor supremo do lugar, o poderoso Coronel Abílio Wolney, um sujeito ardiloso e matreiro de nome Aldo Borges de Araújo se fez amigo do Coronel Zé Ignácio e logo compra os seus animais e toma por empréstimo valiosa quantia em dinheiro. Aldo era um homem inteligente e oportunista, era um criminoso fugitivo que usava conforme a região, nomes distintos para clinicar, pois tinha conhecimentos de medicina. Não era o seu desejo pagar a dívida e por essa razão arquitetou um plano para dar cabo daqueles nordestinos que mostravam bravura e a cada dia conquistava mais e mais a confiança do Coronel Abílio Wolney lhe causando grande inveja. Não tardou para Aldo convencer o Coronel Abílio do perigo que ele corria com a estadia daqueles homens em seu território. Os Piauís como eram chamados o Coronel Zé Inácio, Sinhô Pereira e Luiz Padre tiveram que sair da vila e ir morar na fazenda Prazeres de Antônio Póvoa, cunhado de Luiz Padre. No dia 04 de março de 1923 um domingo à tarde, o velho Coronel chega ao vilarejo e se hospeda na casa de Francisco Liberato Póvoa, também cunhado de Luiz Padre. No dia seguinte pela manhã pede ao Sr. Liberato que diga a Aldo que ele está a sua espera para a prestação de contas. Era a oportunidade que Aldo almejava o Coronel Zé Ignácio se encontrava sozinho. Aldo Borges sinaliza aos seus homens e seguem até a casa de Liberado ao encontro de seu credor. No caminho disse aos seus homens: “quando eu bater com o coice do rifle no chão, é o sinal, atirem nele”. Contam que os homens se acovardaram e Aldo desferiu os primeiros disparos. Vários tiros e múltiplas punhaladas ceifaram a vida daquele que foi por muitos anos o maior protetor de cangaceiros do nordeste, segundo Virgulino Lampião. 

Alguns jornais publicavam inveridicamente a sua morte, enquanto outros contestavam. Talvez uma estratégia de Floro que fez um eloquente discurso na Câmara defendendo o seu amigo e compadre. Mais tarde alguns periódicos dão a notícia verdadeira como vemos nesses recortes.

Abraço!

Fonte da foto e informações: Sousa Neto. Jornal A Luta.12-05-1923

Fonte: facebook

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PERSONAGENS DO CANGAÇO


José custódio de Oliveira, o Zé do Papel, de Aquidabã/SE. Aparentemente vivia uma classe média para rica. O Fazendeiro pecuarista não escapou de uma abordagem de Lampião feita em sua casa em Aquidabã/SE, em meados de 1930. Além de dinheiro, foram encontradas balas de fuzil. Questionado sobre as balas e onde estava a suposta arma, tremendo Zé do Papel a tinha emprestado para as autoridades locais. Isso balançou a desconfiança do "Rei do Cangaço. Lampião viu que talvez fosse uma forma do fazendeiro se defender do seu bando, com raiva do fato, irracional e frio arrastou Zé papel pelas ruas e parando na praça principal, com um golpe de faca decepou a sua orelha, isso depois do bando ter praticado saques no comércio local e tantos outros crimes de torturas. Zé do Papel na agonia de sentir o sangue escorrendo pescoço abaixo ainda foi obrigado a beber um litro de cachaça que ao mesmo tempo era usada para estancar o seu ferimento e aliviar a sua dor.

Fonte: facebook

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"FILHO MEU NÃO É PARA SER GUARDADO NO CARITÓ. NÃO CRIEI FILHO PARA SER DESMORALIZADO"!


Em quase todas suas viagens os irmãos tinham a companhia de Zé Dandão, indivíduo que conviveu durante muito tempo com a família Ferreira.

Nossas pesquisas na região comprovaram, através de diversos depoimentos pessoais, que José Ferreira, o patriarca da família, era pessoa pacata, trabalhadora, ordeira e de ótima índole, do tipo que evita ao máximo qualquer desentendimento.

Esses depoimentos positivos merecem especial atenção e ainda maior credibilidade por terem sido prestados por pessoas inimigas da família. Apesar da inimizade preferiram contar a verdade a denegrir gratuitamente o nome de José Ferreira.

A mãe de Virgolino já era um pouco diferente, mais realista em relação ao ambiente em que viviam. De maneira geral todos os entrevistados declararam que José Ferreira desarmava os filhos na porta da frente e dona Maria os armava na porta de trás dizendo:

- Filho meu não é para ser guardado no caritó. Não criei filho para ser desmoralizado.

http://usuarioweb.infonet.com.br/~LAMPIAO/lampiao.htm

HONÓRIO DE MEDEIROS LANÇA "HISTÓRIAS DE CANGACEIROS E CORONÉIS" EM MOSSORÓ, E GERALDO MAIA DO NASCIMENTO LANÇA "AMANTES GUERREIRAS".


DIA 6 DE NOVEMBRO (HOJE, sexta-feira), ÀS 20:00 HORAS, NA EXPOCENTER, PALCO ESTAÇÃO DAS LETRAS, EM MOSSORÓ (AV. JORGE COELHO DE ANDRADE, 2), XI FEIRA DO LIVRO, MESA-REDONDA COM HONÓRIO DE MEDEIROS E GERALDO MAIA, COORDENADA POR KYDELMIR DANTAS, ACERCA DO SEGUINTE TEMA: "AS HISTÓRIAS DO CANGAÇO QUE AINDA NÃO FORAM CONTADAS".


EM SEGUIDA, A PARTIR DAS 21:00 HORAS, HONÓRIO DE MEDEIROS LANÇA SEU LIVRO "HISTÓRIAS DE CANGACEIROS E CORONÉIS" NO LOCAL.

MAIORES INFORMAÇÕES EM 
http://www.feiradolivrodemossoro.com.br



Caro amigo, eu, Geraldo Maia do Nascimento na mesma oportunidade, estarei lançando também o meu livro AMANTES GUERREIRAS. Já está na programação da Feira do Livro

Um abraço,

Enviado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano Kydelmir Dantas

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


Dia 27 de julho de 2015, na cidade de Piranhas, no Estado de Alagoas, no "CARIRI CANGAÇO PIRANHAS 2015", aconteceu o lançamento do mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail: 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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