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sábado, 14 de janeiro de 2017

ENTREVISTA CONCEDIDA PELO CANGACEIRO ANTENOR JOSÉ DE LIMA, "BEIJA-FLOR" AO REPÓRTER GUARACY OLIVEIRA DA REVISTA "O CRUZEIRO", EM 18 DE AGOSTO DE 1962. FOI MANTIDA A GRAFIA DA ÉPOCA.

Por Guaracy Oliveira

"Maria Bonita, casada, vivia com seu marido, um sapateiro que, por sinal, está vivo e mora no Mato Grosso. Se o senhor quiser, êle pode confirmar tudo. Lampião é que gostava muito dela. E Ritinha, a outra mulher de Lampião, sabia de tudo. Um dia, êle me chamou e disse: 

- Pegue o burro e vá buscar Maria Bonita. Diga que fui eu que mandei. 

Quando me aproximei da casa dela percebi que havia uns "macacos" por perto. Mas continuei. Olhei pela janela e ela estava sentada sozinha, na sala. Fiz um sinal, ela veio. De repente, seu marido apareceu e perguntou o que era aquilo. Maria Bonita respondeu: 

- Vou morar com Lampião. Você não é homem pra mim não. Em seguida, montou no burro e fomos embora.

"Quando chegamos de volta" - continua -, "Lampião ficou tão satisfeito que até sorriu. E me deu, como prêmio, quinze contos de réis. Era muito dinheiro. Maria Bonita melhorou a vida da gente. Cinco horas da manhã, estava todo mundo de pé. A gente comia do bom e do melhor".

"Beija-Flor" se entusiasma com Maria Bonita:

- Foi a mulher mais bonita que Deus já botou no mundo. Tinha o pé grande como diabo. Calçava botinas feitas sob medida e tinha mais pontaria que qualquer um de nós. Ninguém se metia com ela, porque sabia que ia morrer. Brigava de faca, de punhal e de fuzil. Não tinha quem pudesse com ela. Nas noites de lua, os bandidos sentavam no chão, bebiam cachaça, Lampião tocava sanfona e Maria Bonita acompanhava no  bandolim. Os cangaceiros cantavam modas. Canções que falavam de sua vida aventurosa e cheia de perigos. Também falavam de amor.

Os últimos dias de Lampião e Maria Bonita são contadas pelo bandoleiro aposentado:

"Foi em Angico. Eram quatro horas da manhã quando a casa foi cercada por mais de mil "macacos: um alvoroço da peste! Maria Bonita correu para a porta e levou uma rajada de tiros na barriga. 

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"O cangaceiro Beija-Flor está totalmente enganado. Foram apenas 48 policiais que fizeram o cerco aos cangaceiros". 

Continua: Gritou: "Acorde, Lampião! Estamos cercados!" Lampião pegou a arma, abriu a janela e, quando meteu a cara, levou um tiro na bôca. 

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"Não se sabe qual janela, porque o ataque foi na Grota do Angico, e lá não existia casas". 

Continua o depoente: - Foi Jacinto Moreira César, seu antigo cangaceiro, quem atirou. Eu vi. Depois, o Tenente Bezerra acabou de matá-lo. Quando vimos que tudo estava perdido, eu, "Corisco", "Cascavel", "Ventania", "Gasolina", "Relâmpago" e outros fugimos pelo oitão. Fui para São Paulo, depois Mato Grosso e há dois anos estou em Brasília.

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"O cangaceiro Beija-Flor mentiu mais uma vez, porque o cangaceiro Corisco não estava na Grota no momento do ataque aos cangaceiros".

Lampião sabia que estava perto de morrer e mata seu próprio filho:

"Lampião sabia que estava perto de morrer" - acrescenta. - "Uma tarde, chamou seus "cabras" de maior confiança e mandou matar seu filhinho de menos de um mês de idade. Não queria deixar nenhum descendente no Mundo - era o que dizia. Fomos todos, um de cada vez ao berço do menino e ninguém teve coragem de matá-lo. O "bichinho" sacudia as pernas e os braços. Cheguei a levantar o punhal, mas, na hora de sangrá-lo, êle sorriu para mim. Lampião irado, ordenou a Maria Bonita que executasse o filho. Ela respondeu: "Você que o fêz, você que o mate!" E Lampião, sem pestanejar, foi  ao berço, jogou o menino para o alto e espetou-o no punhal. Deu o punhal para a gente lamber: "Vejam como é doce..." Ninguém aprovou isso, mas o filho era dêle..."

Esta é a história de "Beija-Flor". Um bandido que, aos setenta anos de idade, ainda não conheceu o arrependimento pelos crimes bárbaros que cometeu. Duas vêzes conseguiu fugir da cadeia. E sorri quando relembra o seu passado de sangue e de maldades.

http://www.anchietagueiros.com/2016/02/cangaceiro-beija-flor-ganhou-15-contos.html

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A CAPA DO LIVRO

*Rangel Alves da Costa

Eu gosto de capas de livros. Uma boa capa tem o dom de impressionar à primeira vista. E capas existem que traduzem com perfeição toda a trama, todo o enredo, todo o conteúdo da história.

Verdade que muitos títulos já sintetizam o livro inteiro, não precisando que o artista gráfico se esforce muito para bem representá-lo através de pintura, desenho ou fotografia. Mas outros se tornam reconhecíveis pela expressividade da capa.

Aqui tenho um menino de engenho olhando para um velho engenho e como se rememorando seu passado. Aqui tenho uma gravura de um tufo de mato com arma cuspindo fogo em emboscada. Aqui tenho um bordel com prostituta à porta. O que mais dizer?

Certa feita, um famoso escritor afirmou ser bastante temeroso pela capa de seus livros. É que o leitor gosta de ler somente a capa e não o livro. O grande desafio do escritor é que o leitor crie sua própria imagem descritiva após uma vagarosa e compreensiva leitura. Não sua imaginação estará a melhor capa que possa haver.

Outro dia encontrei uma capa de livro deveras impressionante. Sem título, sem nome do autor, sequer na contracapa. A bem dizer, a capa era totalmente preta e a contracapa totalmente branca. Somente na terceira página avistava-se o nome do autor e do livro: Solidão.

De início, não compreendi muito bem o motivo de uma capa totalmente preta e de uma contracapa totalmente branca, sem que houvesse sequer o nome do livro ou uma pequena explicação de orelha. Contudo, folheei rapidamente e resolvi adquirir. Mas um dos principais objetivos na aquisição foi decifrar aquele mistério.


Contudo, ainda nas páginas iniciais já estavam justificadas as pretensões com aquela capa e contracapa tão inusitadas. Percebi então que bastaria o título do livro para fazer toda a leitura do livro somente pelas opções gráficas de apresentação.

Quer dizer, todo o discurso do livro poderia ser lido na capa e contracapa. Toda a força e toda a pujança explicativas já estavam ali magistralmente expostas. Depois de avistar o título e ter na capa o preto e na contracapa o branco, bem que poderia não ler mais nada. Tudo já estava entendido e compreendido.

Como afirmado, o título do livro, encontrado somente na terceira página, era Solidão. O que significam, então, o preto e o branco na solidão? Eis a maestria visual. Traduzidas estavam as duas etapas fundamentais desse constante estágio humano: a entrada e a saída.

Ou ainda a permanência na solidão e a sua lenta fuga. Ou ainda as dores e sofrimentos da solidão e as luzes e esperanças quando de sua partida. Ou ainda o negrume da alma e a tristeza do espírito na contundência da solidão, e paz retornada quando a porta e janela começam a se abrir para novos horizontes de paz e convívios.

Assim, a cor totalmente preta da capa representava, pois, a solidão mais solitária, mais profunda, mais angustiante, mais aflitiva. E o branco na contracapa representava a saída daquele quarto e fechado, a fuga daquela tristeza medonha em busca de afetos e afeições. Dois estágios no durante e depois da solidão.

Eis o mistério da capa. E sem mistério algum. Apenas a tradução visual de uma solidão tão conhecida por todos e que, verdadeiramente, possui um quarto na escuridão de breu e uma possibilidade de fuga na brancura da paz interior.

Mas já não sei o que pensar diante de um livro que encontro agora. O livro possui a minha fotografia na capa. Mas por quê? Um livro é muito para minha história. Bastariam umas poucas linhas ou talvez algumas letras em papel comum:

“Um homem sem história. Um homem apenas de fatos. E fatos tão inusitados de vida que nem mesmo a junção de tudo possibilita conhecê-lo”.

Escritor
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

FRANCISCO PEREIRA LIMA PROFESSOR PEREIRA É O MAIOR DISTRIBUIDOR DE LIVROS SOBRE CANGAÇO E NORDESTE


Amigos que curtem a literatura cangaço e nordeste. Apresento Francisco Pereira Lima o maior sebista na sua modesta residência ao lado de algumas raridades. Só um aperitivo de boas leituras. Pensou livros do cangaço e nordeste!!! É contatar por e-mail: 

franplima@bol.com.br




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DOCUMENTO DE DEMARCAÇÃO DAS TERRAS DO SÍTIO BARREIRO, MISSÃO VELHA, CEARÁ, PERTENCENTE AO PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA.


Documento de Demarcação das terras do sítio Barreiro, Missão Velha, Ceará, pertencente ao Padre Cícero Romão Batista. O documento (1914) traz a discriminação dos marcos dos sítios Barreiro, Arraial, Lameiro, Caldeirão e Cachoeira. 



Aos interessados, estarei disponível ao repasse do conteúdo.

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UM EXCELENTE COMENTÁRIO



Caro amigo Sálvio Siqueira:

Muitos autores citam a falta de preparo de caserna de Manoel Neto e Zé Saturnino. Acho importante ressaltar as circunstâncias em que aconteceram a entrada destes e de diversos outros volantes da região. Os nazarenos, mais especificamente, vinham sofrendo com os ataques de Lampião, especialmente após a visita ao Juazeiro onde adquiriu armamentos e munição, além da patente de “Capitão” dos batalhões patrióticos para o combate à Coluna Prestes. Como os pernambucanos não reconheceram essa patente, Lampião chegou a afirmar que “Eu estava até querendo me encontrar com esse tal de” Prestres “, para ver ser ele prestava mesmo, mas se é assim que os policiais pensam, minha espingarda vai cantar na toada antiga... Eu nunca fui bandido, mas de hoje em diante vou ser ".

Lendo “As CRUZES DO CANGAÇO” podemos perceber que em 1926 Lampião se dedicou a matar inimigos e os florestanos sofreram muitos ataques do cangaceiro. Nazaré especialmente, sofreu inclusive um cerco e os homens acabaram sendo forçados a perseguir para não serem perseguidos. Se assim não fizessem corriam o sério risco de serem exterminados. Os nazarenso eram inimigos do cangaceiro desde o final do ano de 1919 quando Livino foi baleado e preso em Floresta. Foi nessa ocasião que José Ferreira e os filhos se mudaram para Alagoas, onde se uniram aos Porcino e passaram a atuar também naquele estado. 

Muitos florestanos, temendo os ataques do bando preferiram persegui-lo em vez de esperar sentados por suas visitas. Afinal de contas, o cangaceiro costumava dizer que “sua volta era cruel”. Foi por isso é que os nazarenos adquiriram a fama de grandes perseguidores de Lampião...

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JOANA A AZARENTA

Por Vanessa Campos

Refregas. Sarará, alta, magra, testuda, no dizer do escritor Renato Bandeira. Prendia os cabelos com força para trás deixando sua testa ainda maior.

Era do Bando de Lampião e foi a companheira de Cirilo de Engrácia durante quatro anos, até que ele morreu “de sucesso”, ou seja, em combate na linguagem cangaceira. Logo depois, ela juntou-se ao cangaceiro Jacaré e não demorou muito, ele que morreu do mesmo jeito. Os companheiros começaram a suspeitar que Joana era azarenta e a expulsaram do bando. Nenhum quis mais se juntar a ela. Não se sabe que rumo tomou. Desapareceu no horizonte das caatingas.

Quando se fala em cangaceira a maioria imagina uma mulher bandida, uma vez que a imprensa da época desdenhava delas, desconhecendo os motivos que a levaram a entrar no bando. Ter liberdade de escolha, sair do domínio paterno, ter dinheiro, joias, conhecer “o mundo”, numa ilusão de vida. Enfim, fizeram suas escolhas. Poucas foram raptadas e se acostumaram ao novo estilo de vida. Tiveram também seus dias de alegria.

Clique neste link para conhecer outra história sobre a Joana que na verdade, não bate total uma com a outra.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br/2016/03/joana-gomes-de-jacare-ou-moca-de-cirilo.html


http://www.mulheresdocangaco.com.br/joana-a-azarenta/

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LANÇAMENTO!


NOVO LIVRO SOBRE PERSONAGENS, NÃO TÃO CONHECIDAS PELA MAIORIA, DO FENÔMENO SOCIAL CANGAÇO.

UMA NOVA ‘REMESSA’ DA HISTÓRIA QUE ESTÁ PRESA NO TEMPO E QUE TODO NORDESTINO DEVE SABER.

“O FOGO DA JUREMA – Sertão das Emboscadas”

MORAIS, Francisco Nunes de. 1ª Edição. Editora Offset. Natal, RN – 2016

“(...) tiroteio pesado com Febrônio e seus inimigos na margem esquerda do Rio Piancó no sentido Piancó, (PB) à Pombal, (PB), no Sítio Canoas(...).” (Ob. Ct.)

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NOVO LIVRO DO ESCRITOR SABINO BASSETTI - LAMPIÃO O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS


Através deste e-mail sabinobassetti@hotmail.com você irá adquirir o  mais recente trabalho do escritor e pesquisador do cangaço José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.
Não perca tempo e não deixe para depois, pois saiba que livros sobre "Cangaço" são arrebatados pelos colecionadores, e você poderá ficar sem este. Adquira já o seu.

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PROFESSORA INALDA CABRAL ROCHA

Por Lindomarcos Faustino

A Professora Inalda Cabral Rocha nasceu no dia 25 de janeiro de 1925, no Sítio Riacho do Meio, município de Pau dos Ferros, Estado do Rio Grande do Norte, a Professora Inalda Cabral Rocha; filha de seu Pedro Alves Cabral e dona Antônia Neri Cabral. 

Ela iniciou seus estudos aos oito anos de idade, no Grupo Escolar Joaquim Correia, em sua cidade natal, tendo como primeira professora dona Carmelita Rocha, onde passou apenas dois anos nesta Escola; depois, migrou para Mossoró no final de 1934, onde passou a estudar no Ginásio Sagrado Coração de Maria em 1935, se formando em 1942. No ano seguinte passou a estudar na Escola Normal de Mossoró, pois não havia o Segundo Grau, no Colégio das Irmãs. A colação de grau de Inalda Cabral foi realizada no dia 12 de dezembro de 1944. Em 1978 prestou vestibular para Pedagogia, pela UERN e passou com muito êxito. 

Por se tratar de uma pessoa determinada passou por diversas escolas do Estado do Rio Grande do Norte, vejamos: em agosto de 1945 passou a lecionar no Grupo Escolar Joaquim Correia; depois, no ano de 1947, era a gestora daquele Grupo Escolar; trabalhou no Grupo Escolar Padre João Maria, na cidade de Jardim de Piranhas, em 1951; Ambulatório Padre Dehon, em Mossoró; em 1957 foi transferida para a Escola Estadual Moreira Dias, sendo diretora da instituição; em 1961, passou por outra transferência para o Grupo Escolar 30 de Setembro; em 1963 foi transferida para o Grupo Escolar dos Excedentes, que ficava no município de Assu-RN; em seguida, retornou para o Grupo Escolar 30 de Setembro, onde permaneceu até o ano de 1966; Grupo Escolar Modelo; Escola Municipal Joaquim da Silveira Borges; Diretora de Educação do Município de Mossoró (Gerente Executiva de Educação), na gestão do então Prefeito Raimundo Soares de Souza; Escola Princesa Isabel; Escola Lions; Escola Estadual Solon Moura. Mais tarde, abriu uma escola particular, na Rua Mário Negócio, denominado de Educandário Nossa Senhora Aparecida, em 1970; foi nomeada em 27 de maio de 1971 como Chefe do II NURE, atualmente XII DIRED – Direção Regional de Ensino e Desporto, onde se aposentou nesta função; tempos depois passou a se dedicar ao seu Educandário Nossa Senhora Aparecida, mas surgiu o convite para assumir a Coordenação Municipal Mobral, nomeada pelo então Senhor Prefeito João Newton da Escóssia, em 09 de agosto de 1977, pela portaria 73/77, dispensando uma atenção maior a sua escola. 

Em 1947 casou-se com o senhor Pielson Dantas Rocha e desta união nasceram doze filhos: Luzia Maria Rocha, Teresinha, Judas Tadeu, Jacinta de Fátima, Maria Aparecida, Rocha Neto, Francisco Canindé, Lúcia de Fátima, Filomena e Maria da Conceição.

Professor Inalda Cabral Ro

Em 20 de outubro de 1986, após dez anos de sua aposentadoria, recebeu uma justa homenagem em vida, do então Governador José Agripino Maia, quando da inauguração da Escola Estadual Professora Inalda Cabral, bairro Santo Antônio, nesta cidade, fazendo uma justa homenagem a esta grande professora que adotou Mossoró como sua cidade natal. Esta nobre cidadã também possui o título de Cidadão Mossoroense, outorgado pela Câmara Municipal de Mossoró, através do vereador Lupércio Luiz de Azevedo.

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OS 100 ANOS DA TRAGÉDIA DO VAPOR MOXOTÓ NAS ÁGUAS DO VELHO CHICO

*Rangel Alves da Costa

Na última segunda-feira, dia 10, completaram-se 100 anos da tragédia do Vapor Moxotó nas águas do Velho Chico, entre Bonsucesso e Belmonte (Belo Monte, como é mais conhecida), na divisa são-franciscana entre Sergipe e Alagoas. Ante a ausência da prefeitura municipal de Poço Redondo, a própria comunidade ribeirinha de Bonsucesso se organizou para relembrar com missa e outros eventos, a fatídica, porém histórica, memória.

Flores ao passado, flores aos mortos, preces e cantos, missa pela memória triste das águas, assim foi o dia nas beiradas do Velho Chico, bem no local onde ainda repousam os restos da velha canoa, que de vez em quando reaparecem na magreza do rio. Intitulado Moxotó: Destino e Sina do Velho Vapor, abaixo segue um texto de minha autoria, escrito no ano passado, onde descrevo os passos da tragédia.

“Povoado ribeirinho de Bonsucesso, município de Poço Redondo, sertão sergipano. No outro lado, encravado entre as serras, o pequeno arruado alagoano de Belo Monte, o mesmo Belmonte para alguns. Entre os dois, limitando estados e terras, as águas remansosas do São Francisco, o rio da raiz de todo o nascer e viver sertanejo. De leito vasto e opulento antigamente, agora apenas um caudal que de repente ganha vida para no instante seguinte melancolicamente emagrecer.

Nas suas águas, contudo, uma história triste e comovente que se prolonga, ainda com sombras que despontam, desde os tempos idos, desde a segunda dezena do século passado. Quando as águas são muitas e o leito se estende alto de margem a margem, os visitantes sequer imaginam o que jaz sem vida nos escombros aquosos. Mas quando as vazantes chegam, o rio diminui e seus ossos vão ficando à mostra, então surgem os esqueletos e os restos de uma embarcação e sua trágica história: Moxotó! Sim, um pouco mais além do meio do leito, já nas proximidades das ribeiras do Belo Monte, ainda permanecem os restos naufragados do velho Vapor Moxotó. E que história mais instigante!


10 de janeiro de 1917, uma quarta-feira. O percurso da Moxotó, uma embarcação que fazia parte da Companhia Pernambucana de Navegação, na verdade um vapor também conhecido como Chata, era cantado e decantado por toda a região. Ora, o principal meio de transporte. Tinha porto de origem em Penedo, seguia até Propriá, desembocava em direção a Pão de Açúcar e prosseguia até os costados de Piranhas, passando pelas povoações ribeirinhas que se estendiam ao longo das ribeiras do São Francisco.

Naquela tarde de quarta-feira, já com itinerário de retorno, partiu de Piranhas com muitos passageiros, produtos para serem comercializados em outras cidades, fardos e mais fardos de sortimentos, sacos de açúcar, feijão e farinha, além de muitos outros objetos de valor tão costumeiros naqueles tempos áureos e faustosos nas ribeiras e pelos arredores sertanejos, mas também por que muito do que transportava possuía destinação aos grandes centros e até outros países. Até ouro e prataria levava, segundo relatam.

  Ao entardecer, retornando de Piranhas, seu último porto no trajeto, a Moxotó singrou as águas do Velho Chico para uma viagem normal, como costumeiramente fazia. Estava lotada de passageiros, amontoada de bagagens, repleta de um tudo. Com destino à cidade alagoana de Pão de Açúcar, para na manhã seguinte seguir até Penedo e Propriá, primeiro aportou na povoação de Curralinho, no atual município de Poço Redondo, no intuito de receber mais passageiros e descer e fazer subir objetos e mercadorias, o que igualmente faria mais adiante, quando chegasse às margens de Bonsucesso, tendo Belo Monte no outro lado.

Como meio de transporte mais utilizado naqueles idos de 1917, a Moxotó acomodava em seus balanços e remansos diversas classes sociais sertanejas e nordestinas, levando e trazendo desde coronéis a pequenos comerciantes e homens da terra. Contudo, o acúmulo de pessoas acabava causando problemas a uma embarcação reconhecidamente frágil perante as águas revoltosas e as verdadeiras armadilhas que se apresentavam a cada avanço do rio. E ante as tempestades, então a situação se tornava verdadeiramente desesperadora. Foi uma situação assim que começou a surgir depois das quatro da tarde, enquanto seguia ao largo do Curralinho. O céu enegreceu, a ventania soprava cada vez mais forte, as águas sacolejavam ante a repentina tormenta.

O medo toma conta de tudo e de todos. As vozes são caladas pelos assombrosos sacolejos que tornavam o frágil vapor como brinquedo de papel dentro de uma banheira agitada. Pedem para que o comandante imediatamente providencie uma parada numa margem qualquer. Mas nenhum efeito surtiram os rogos dos aterrorizados passageiros. A decisão é seguir em frente e baixar as âncoras mais adiante. Já estavam entre o Bonsucesso e o Belo Monte quando a Moxotó não mais suportou as ferozes investidas das águas e sucumbiu entre as vagas então profundas. Neste passo, urge trazer o relato tão dramático quanto emocionante do escritor Etevaldo Amorim, em texto intitulado “O Destino da Moxotó”:

“Seguem-se momentos de pavor. Forma-se de repente um cenário dantesco: gritos, choro, desespero. A água transpõe o convés e invade todo o vão interior. Pânico geral! Passageiros e tripulantes se atropelam em movimentos desordenados. Uns se lançam ao rio em busca de salvação; outros são tragados pelas ondas e sucumbem ao soberbo poder das águas tempestuosas, soçobrando inevitavelmente. Consuma-se a tragédia. A tempestade afinal se aplaca ao cair da noite. Dia seguinte, a notícia se espalha. De Pão de Açúcar, onde a tempestade destelhou casas e derrubou árvores, partiram equipes de busca, coordenadas pelo Capitão Manoel Rego. Trabalho difícil e doloroso que ia revelando, a cada corpo encontrado, a extensão e a gravidade do que ocorrera no morro do Belmonte”.

Quase cem anos depois, eis que de repente uma amiga de Bonsucesso, Quitéria Gomes, me envia algumas fotografias e nestas, tal qual os restos de uma baleia que de repente aparecem nas águas rasas, também os restos da Moxotó. As recentes fotografias demonstram o quanto insepulto continua o velho vapor”.


Escritor
Membro da Academia de Letras de Aracaju
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

MORRE A MUSA DO COMPOSITOR ZÉ DANTAS

Acervo José João de Souza

Yolanda, uma jovem de 17 anos, que morava no Recife, resolveu ser professora no distrito Caiçarinha da Penha, município de Serra Talhada, no Sertão pernambucano. Lá, ela conheceu o estudante de Medicina, José Dantas de Souza Filho, conhecido por Zé Dantas. Os dois iniciaram um namoro que terminou em casamento em 1954. Zé Dantas formou-se como médico, mas ficou mais famoso como compositor de muitas músicas gravadas por Luiz Gonzaga, algumas delas dedicadas a Yolanda.


O segundo dia deste novo ano, dona Yolanda Dantas morreu, aos 86 anos. Ela conservava um acervo de objetos e partituras musicais do marido, falecido em 1962, e agora a preocupação dos amantes do forró é saber como será preservado esse acervo valioso de um dos mais respeitados compositores de nossa música regional.

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MISS BASIL EM MOSSORÓ VERA FISCHER


Ano de 1969, visita da então Miss Brasil, Vera Fischer, a Mossoró. Ela veio para uma festa na ACDP. 


O então Presidente do clube, César Ferrário Leite. Faleceu em sua terra natal no dia 30 de janeiro de 1979) a levou à gerência do Banco do Brasil para uma visita ao seu gerente da época, Obery Rodrigues.

Fonte: 
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CORONEL DELMIRO E CARMELA EULINA SUA SEGUNDA ESPOSA


Por uma bela moça como essa, muitos corações se despedaçaram, intrigas tomaram corpo, economias foram à ruína. Cada um de nós, filhos e filhas dessa terra, carregamos a saga de várias gerações que desbravaram esse sertão, com muita coragem.


Saibam, até o Virgolino Ferreira, Lampião do Cangaço, se dobrou à maravilhosa epopeia que se deu nessas terras: a montagem da Fábrica de Fiação. 


Em um ambiente hostil, teve Delmiro Augusto da Cruz Gouveia a capacidade de perceber inúmeras possibilidades, seja o beneficiamento do couro (até de calango, cf. as más línguas), a introdução da palma forrageira (Opuntia f. indica), o cultivo do algodão mocó, potencial hidroelétrico da Cachoeira de Paulo Afonso, a capacidade de cada ser humano, mesmo perdido na ignorância, fruto da exploração das oligarquias às comunidades camponesas, se tornar em operário tomando em suas mãos, num impressionante processo de produção onde voga a distribuição social do trabalho, ainda taylorista, mas surpreendente para as condições desse teatro humano de cenário ambiental semiárido. 

Adquira este através deste e-mail: gilmar.ts@hotmail.com

Outro elemento importante nisso tudo, o reconhecimento do papel do operariado, sendo toda a estrutura pensada para o seu acolhimento: feira aos sábados a partir das 12h (horário da saída do pessoal), teatro, cinema e rinck de patinação, sem contar as habitações para o pessoal laborioso. A propósito, todos nos apaixonamos algum dia, uns mais outros menos, poucos fogem com suas morenas e/ou galegas, quem acometeu desse capricho que tome a liberdade de se denunciar, a começar por mim.

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LAMPIÃO, A MEDICINA E O CANGAÇO


Tenho o prazer de apresentar aos amigos o livro: "Lampião a medicina e o Cangaço" de autoria dos escritores: Dr. Leandro Cardoso e Dr. Antonio Amaury, que dispensam apresentações. Sem dúvidas uma grande obra que já tinha muito interesse.






Agradeço a gentileza do presente. Acredito que o Professor Francisco Pereira Lima tenha esse, e outros títulos em seu grande acervo de livros sobre o Cangaço e o Nordeste. franpelima@bol.com.br

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LUIZ GONZAGA É CEM: O ANÃO XAXADO E A TURNÊ DE 53

Abílio Neto · Abreu e Lima, PE

Corria o ano de 1953 e já como Rei do Baião, Luiz Gonzaga fazia um sucesso danado. Teve que provocar uma alteração no seu conjunto pé-de-serra, uma vez que seu sanfoneiro Catamilho só vivia bêbado. Luiz gostava de cerveja, de uísque, de um bom vinho, mas bebia com moderação. Era patrocinado por toda espécie de cachaça, porém detestava gente bêbada. Quem sabe, a perda do irmão mais velho, o Joca, falecido em 1947, vítima de cirrose, tenha provocado essa reação, pois Gonzaga fez de tudo, mas não conseguiu afastá-lo do vício.

Em 1952, numa turnê pelo sertão baiano, Gonzaga conheceu o anão Osvaldo Nunes Pereira e naquela ocasião já pensava em colocá-lo no seu conjunto como tocador de triângulo porque entendia que o fato seria uma coisa inusitada. Mandou o anão ir ensaiando. Um ano depois, a família de Osvaldo havia mudado pra Xonin (nome indígena), distrito de Governador Valadares, em Minas Gerais, mas o motorista de seu Luiz achou o anão, que foi incorporado à comitiva do cantor. A turnê prosseguiu, mas chegando em Itabuna, a capital do cacau, no sul da Bahia, durante um show, Catamilho estava tão bêbado que caiu no palco com zabumba e tudo. Gonzaga, a princípio tentou enrolar o público dizendo que o zabumbeiro tinha ensaiado a queda, mas aí um baiano da plateia falou o seguinte: “oxente, esse cabra tá é bebum!” Como não pôde manter a mentira, Gonzaga ficou irado! O público, no entanto, riu às escâncaras.

Catamilho foi demitido sumariamente, porém o “triangueiro” Zequinha, em solidariedade ao amigo resolveu sair. Saíram os dois e pior pra Gonzaga que naquele momento havia ficado sem seus ritmistas, em que pese a agenda do sanfoneiro registrar compromissos para os dias seguintes, a começar por um em Santo Antonio de Jesus-BA. A turnê do Rei do Baião teve que ser interrompida até a formação de um novo trio. Foi quando Luiz se lembrou de um engraxate do sul do Piauí que chamava a atenção dos fregueses porque fazia malabarismo e percussão com as escovas. Mandou sem demora seu motorista para lá a fim de apanhar o engraxate Juraci Miranda. Motorista de Luiz Gonzaga sofria muito, mas trabalhava contente porque o homem além de ser bem humorado, era espirituoso, contava “causos” e tratava o empregado muito bem.

No Piauí, o engraxate, de imediato, topou a proposta de tocar com Gonzaga. Chegaram cansados da longa viagem, mas seguiram todos no mesmo dia pra Santo Antonio de Jesus com novo conjunto formado e um grande problema: o novo trio não havia ensaiado e, portanto, não poderia se apresentar sem o devido e mínimo ensaio.

Antes de chegarem em Santo Antonio de Jesus, fazia um calor danado no recôncavo baiano, mas seu Luiz sabia da existência de um riacho com cachoeira, às margens da estrada. Foi quando Gonzaga falou pro divulgador Romeu o seguinte: “olha, nós vamos parar na beira desse rio, tomar um banho de cachoeira e ensaiar debaixo daquele pé de pau, pois eu tenho que treinar o conjunto. Você segue com o motorista pra cidade a fim de anunciar o show. Quanto estiver tudo pronto, volte pra apanhar a gente”.

O banho segundo Gonzaga serviria pro ensaio do grupo mas também pra tirar a inhaca do anão que, no carro, já vinha com um “cheiro danado de ruim”. Gonzaga era exímio ritmista de zabumba e triângulo e queria que os dois novos ritmistas tocassem do seu gosto e, além disso, que também dançassem o xaxado (segundo Dominguinhos, Gonzaga foi o maior dançador de xaxado que ele viu). Bem, então, todos tiraram a roupa e ensaiaram por quase três horas. Ensaiavam, tomavam banho, ensaiavam e novamente tomavam banho! Palavras de seu Luiz:

“O ensaio foi com todo mundo pelado. Expliquei que Juraci ficava com o zabumba e Osvaldo com o triângulo, e ensinei o ritmo a eles: ‘Olha, vocês vão andando, andando, andando até cansar, mas vão fazendo o passo certo no ritmo. Depois com os instrumentos, andando, andando, andando e tocando, no passo certo do ritmo’.

Em 1952, Gonzaga havia se afastado de Zé Dantas em função de problemas havidos com a parceria entre os dois e Humberto Teixeira tinha se tornado deputado federal, de maneira que Luiz teve de recorrer ao maestro Hervé Cordovil que trabalhava em São Paulo para colocar letra em algumas de suas melodias: “Xaxado”, “Baião da Garoa” e o grande sucesso “A Vida do Viajante”. A primeira e a terceira faziam parte do roteiro musical apresentado naquela excursão e “A Vida do Viajante” ficou famosa justamente a partir daquela turnê, mas outro xaxado também, além de “Xaxado”, ganhou fama naqueles meses de viagens.

Voltando ao banho de cachoeira, os três esqueceram somente de um simples detalhe e assim cometeram uma falha imperdoável perante os costumes dos habitantes daquelas bandas: quem vai tomar banho de cachoeira e se o banheiro é público, na cerca de palha seca que protege a cascata contra os espiões, o sujeito tem que colocar a roupa estendida com metade pro lado de fora, que é justamente pra dar a entender que o local está ocupado.

Nisso entra no enredo uma cabocla baiana do recôncavo que foi se aproximando da cachoeira também pra tomar seu banho, ao mesmo tempo em que ia escutando o som já harmonioso de um trio composto por sanfona, zabumba e triângulo. Imaginou que estivesse havendo uma festa no local e foi pra lá espiar. Mulher é um bicho danado de curioso! Foi se chegando, se chegando, e por entre as palhas, de cócoras, resolveu dar uma “brechada”.

Para seu grande espanto viu três homens nus tocando seus instrumentos e dançando ao mesmo tempo! Mas quando ela olhou pro anão, quase caiu sentada: o anão tinha uma rola tão avantajada que o fazia se assemelhar a um jumento nordestino e, dançando, parecia que tinha uma cobra balançando entre as pernas, presa por uma das extremidades, mas querendo se soltar!

Mulher nordestina daquele tempo era criada pra ver só um homem nu em toda sua vida, justamente pra evitar certo tipo de desejo, pois cabôca nordestina é mulé de um homem só. Assustada, deu um grito tão danado que interrompeu o ensaio e desembestou feito uma égua com sede pelo sertão afora, gritando pelos santos protetores dos baianos: “valei-me meu São Bom Jesus da Lapa, ajudai-me meu Senhor do Bonfim, socorrei-me meu Santo Antônio de Jesus, livrai-me dessa visão do inferno!”, passando como uma bala pelo espantado motorista de Luiz Gonzaga que tinha vindo buscar o trio naquele exato momento.

Na noite de 23 de outubro de 1953, em Santo Antônio de Jesus/BA, Gonzaga estreou o novo conjunto com seus integrantes devidamente batizados: Cacau na zabumba, e no triângulo, o anão Xaxado. Um ano depois Gonzaga mudou o nome do anão pra Salário Mínimo. Numa excursão à região Norte, um recepcionista de um hotel disse que aquele músico era tão pequeno que mais parecia com o salário-mínimo do estado do Maranhão (naquela época o salário mínimo era diferenciado por região). Foi sem dúvida o mais carismático ritmista de Luiz Gonzaga. Deixou de trabalhar com ele porque também se danou a beber. Muito tempo depois, Salário Mínimo voltou a usar o nome artístico que lhe deu o Rei do Baião, Xaxado, e a trabalhar com ele no Forró Asa Branca, na Ilha do Governador/RJ (1972/1975). Cacau, a partir de 1957, passou a trabalhar com Marinês e Abdias formando o conjunto “Marinês e Sua Gente”. Luiz Gonzaga, em entrevista 34 anos depois, confirmou que o anão tinha uma “pra ti vai” fora dos padrões: aproximadamente meio metro!!! E olhe que todos os homens da família de Januário tinham a fama de ter a penca grande.

Nessa turnê de 1953 em que apareceu esse anão roludo, Luiz Gonzaga cantava uma música que viria tornar-se um dos seus grandes e inesquecíveis sucessos: “A Vida do Viajante”, lançada em disco de 78 RPM em novembro/53, dele e Hervé Cordovil. E o xaxado que também apresentava pelo Brasil afora, era um dos mais significativos do seu repertório: “Vamos Xaxear”, de Luiz Gonzaga e Geraldo Nascimento, gravado em agosto de 1952.

Para ouvir “A Vida do Viajante” com um solo de sanfona irresistível do Rei do Baião, basta clicar aqui.

Para escutar “Vamos Xaxear”, um xaxado que em cuja gravação estão presentes todos os ingredientes que dão sabor a esse ritmo gostoso, é só clicar aqui.

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O CANGACEIRO VOLTA SECA


O cangaceiro Volta Seca em 1944, demonstrando como fugiu da penitenciária, em Salvador.

Fonte: facebook
Página: Rubens Antonio
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O CANTIL QUE PERTENCEU AO FAMIGERADO CANGACEIRO ´ZÉ BAINO, O FERRADOR DE MULHERES...


O CANTIL QUE PERTENCEU AO FAMIGERADO CANGACEIRO ´ZÉ BAIANO, O FERRADOR DE MULHERES...


Um dos homens mais perverso que o cangaço gerou.

Acervo: Coleção particular

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