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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

REVISTA "REGIÃO" DE CRATO/CE - A VINGANÇA DO TENENTE ANTÔNIO .

Reportagem de Osvaldo Alves

Dizendo chamar-se legitimamente Antônio Manuel Filho, o tenente Antônio de Amélia, famoso por haver vingado a morte de um sócio, matando três cabras de Lampião, recebeu o repórter na sua Fazenda Piau, a cinco quilômetros da cidade de Ouricuri. Naquela visita fizemo-nos acompanhar do Dr. Edilton Luna, Promotor de Justiça de Bodocó e do jornalista Francisco Rocha, correspondente de "Região" no estado de Pernambuco.

A historia do tenente Antônio é longa e cheia de lances perigosos. Nascido em Alagoas, na cidade de Mata Grande, AL pertenceu a Policia pernambucana, na época de Lampião. Hoje é tranquilo fazendeiro em Ouricuri, somente molestado pela insistente curiosidade de algum repórter da revista Região, pois fomos os únicos, até agora, a localizar, no seu retiro, o valente oficial reformado da Policia pernambucana, muitos anos depois de sua arriscada aventura.

Trajando calça escura e camisa branca, óculos de grau a ponta do nariz, foi assim que encontramos Antônio de Amélia no alpendre da Casa Grande da Fazenda Piau. Inicialmente meio arredio, mas logo se derramou em cordialidade e falou com toda franqueza contando sua historia, suas proezas, suas aventuras, finalmente o desfecho com a morte de quatro elementos do grupo de Lampião. Foi bate-papo longo, aqui e acolá entremeado de risos do nosso entrevistado, quando recordava um episódio cômico ocorrido em meio a mais terrível expectativa, nas horas de maior perigo.

Corisco sangra Mizael e desfecha-lhe dois tiros na cabeça.


Primeiro veio a noticia: mataram Antônio Mizael. Corisco - Conta-nos o Tenente Antônio - Tocaiou o meu sócio Mizael. Ele tinha uma propriedade - O sitio Catinga. Deu feira em Inhapi, e depois foi empreitar umas terras para plantação de feijão. Em lá chegando deparou com Corisco, cabra do grupo de Lampião. Com a ajuda de outros três bandidos Corisco amarrou o meu sócio, em seguida sangraram-no e depois deu dois tiros na cabeça. Recebi telegrama em Caruaru comunicando o fato. Meio tonto com a noticia fui a Inhapi e comuniquei ao Prefeito Antônio Mota que iria fazer uma tragédia com a morte de Mizael. Só Deus evitaria de matar um dos cangaceiros. Mizael será vingado, custe o que custar. E preparei o plano.

Familiares do Tenente eram amigos de Lampião.

Após um cafezinho servido as visitas, Antônio de Amélia prossegue no seu relato: "Estando, certo dia, em uma firma comercial, em Inhapi, em companhia do meu amigo corretor Pedro Paulo, expliquei para ele o meu desgosto por ter sabido da grande amizade de pessoas de minha família com Lampião e seus cangaceiros. Sendo eu da família, prefiro ir embora a ver acontecer alguma coisa desagradável com eles. A uma perguntas de Antônio Paulo, que o maior relacionamento de Lampião era com o meu parente Sebastião. Soube até que ele tem um rifle do bandido para consertar, além de um cantil que eles mandaram fazer de zinco e tem ainda umas cartucheiras enfeitadas de metal, também para conserto.

O encontro com Sebastião

Sem mencionar o sobrenome de Sebastião, Antônio de Amélia conta as providências tomadas na articulação de seu plano para vingar a morte do sócio Mizael. Protestando, de inicio, suas ligações com o grupo de Lampião, Sebastião findou concordando com Antônio de Amélia. No momento travou-se este dialogo, entre os dois:

- Sebastião, vamos liquidar esses cabras?

- Não, porque ninguém pode. Eles são muito desconfiados e valentes como cobras venenosas.

- Confie no meu plano. Garanto que dará certo.

- Estou até esperando por alguns deles, para entregar umas encomendas.

A longa espera

Atendendo a uma sugestão de Sebastião, Antônio de Amélia conta que, em companhia de pessoa indicada por Sebastião, se dirigiu para o local não muito distante do sitio onde o seu parente teria encontro com os cabras de Virgolino. Ali aguardaria as noticias de Sebastião ou a ordem para se apresentar na casa onde estavam os bandidos. Antônio de Amélia conta que, durante oito horas, escondido no mato, ficou a espera de Sebastião, que só apareceu as dez da noite, esclarecendo que teve que realizar algumas compras em Inhapi e, de volta, demorou numa festinha de casamento.

- Pensei - disse Antônio de Amélia - que você tivesse denunciado o plano e nós é que iriamos morrer: A seguir Sebastião meio pessimista quanto ao bom resultado do plano do seu parente:

- Não vai dar jeito para vocês, apesar de Lampião não ter vindo com os cabras que já estão aqui. Quem veio comandando os cangaceiros foi Luiz Pedro, agora, tem muita gente. Estão distante daqui, uma légua.

Fingiram haver morto um soldado para gozar da confiança dos cangaceiros.


Distante uma légua do sitio onde se encontravam Antônio de Amélia, seu primo Sebastião e Antônio Tiago, compadre do primeiro e amigo para enfrentar as mais difíceis situações, estava acampado um dos grupos do famoso bandoleiro do Pajeú. Foi neste local, conta Antônio de Amélia, que Sebastião, conhecido do grupo, pois para eles trabalhava em serviço de consertos de armas, costura de embornais e outras atividades de sua profissão, apresentou-me a mim e ao compadre Antônio Tiago: - Aqui é gente minha - esclareceu na hora da apresentação, adiantando: - Eles mataram um soldado e estão refugiados na Casa de João Aires. A policia os anda perseguindo, embora não saiba onde eles se encontram.

A historia da "morte" do soldado, ardilosamente criada por Antônio de Amélia, foi o bastante para que os estranhos passassem a gozar da simpatia e confiança do grupo. Para eles, cabras de Lampião era herói quem assassinasse um soldado e duas vezes herói quem matasse um oficial.

Integrados ao grupo, Antônio e seus companheiros passaram a dar os últimos retoques no plano. Pelo menos já haviam conseguido penetrar no bando, o que muito facilitaria a execução de tudo quanto imaginaram perpetrar para vingar a morte do sócio Mizael. Naquele mesmo dia, a sombra das árvores, comeram, beberam e dançaram, homem com homem.


Antônio de Amélia é o quarto à direita.

Interessante observação nos fez o Tenente Antônio de Amélia, a nos explicasse que mesmo sendo em pequeno grupo, os cabras de Lampião jamais dormiram todos agrupados num mesmo local. Na hora de dormir se espalhavam a fim de garantir uma reação no caso de serem surpreendidos por uma visita desagradável dos volantes policiais.

Encontro com Lampião.

Reunidos ao grupo chefiado por Luiz Pedro, prossegue Antônio de Amélia na sua narração - Fomos a Fazenda de Pedro Ferreira, um amigo de Lampião.

Ali recebidos com muito queijo e carne seca de bode. Neste local os cabras demoraram pouco tempo. Daí seguiram ao encontro do chefe. A apresentação da mais nova aquisição do bando foi feita por Luiz Pedro.

- É gente de Sebastião - explicou o apresentador sob o olhar meio desconfiado de Lampião. Dada a grande confiança que gozava Sebastião junto a Lampião e seus cabras, os visitantes logo puderam ficar a vontade.

Grupo se divide para confundir as volantes 

Contou-nos Antônio de Amélia: Todos os elementos do grupo estavam reunidos. Lampião, tendo ao seu lado a companheira inseparável Maria Bonita, começou a distribuir ordens. Precisava demorar, por muito tempo, naquele acampamento, para repouso, depois de longas caminhadas e reiterados encontros com as volantes policiais e de ataques a indefesas cidades nordestinas. Chamando Suspeita, um dos seus fiéis comandados, ordenou que fosse a cidade de Mata Grande. E prosseguiu o Rei do cangaço:

- Receba umas encomendas de Sebastião e depois, da Mata Grande mate Alfredo Curim, Zé Horácio da Ipueira e faça 6 ou 7 mortes na família dos Bentos que é para ficarmos aqui despreocupados. De lá viaje para onde quiser, que passe fora uns 15 dias a um mês. 

Alegando Suspeita, que os cangaceiros do seu grupo precisavam arrumar certas coisas, Lampião autorizou que retirasse elementos de outros grupos. Foi aí que Fortaleza, que era do grupo de Luiz Pedro, Medalha, que sempre acompanhava o chefe, e Limoeiro, que pertencia a outro, passaram a compor o pessoal de Suspeita para o cumprimento daquelas ordens. Ao mesmo grupo nos incorporamos. Isto é, eu, Sebastião e Antônio Tiago. Mais tarde, quando estávamos de passagem pelo município de Santana, Zeca, irmão de Sebastião e Alfredo, seu primo, se reuniram a nós, após as necessárias apresentações.

Em diferentes direções outros grupos saíram.

Seguindo as ordens do capitão Virgolino, diversos grupos seguiram em diferentes direções, com o mesmo objetivo de desviar a atenção das volantes e facilitar a permanência de Lampião, naquele local: Um deles, disse-nos Antônio de Amélia, se dirigiu a Matinha de Agua Branca, terra da famosa baronesa, cujas jóias foram roubadas por Lampião, no inicio de sua carreira.

Cangaceiros deram para desconfiar.

Acampados no meio da mata, Suspeita e sua gente aproveitaram a presença de Zeca, primo de Sebastião, que era bom rabequista, para, ao lado de uma fogueira, dançarem e beberem durante toda a noite.

Antônio de Amélia prossegue na sua narração: Aproveitando os cabras entretidos na dança, chamei Sebastião e disse para ele: vamos ter um pouquinho de cuidado com os cabras. Parece que eles estão um pouquinho desconfiados. Chamei depois o meu compadre Antônio Tiago e combinamos:

- O primeiro tiro será dado por mim em "Fortaleza". Compadre Antônio cuida de "Limoeiro" e Sebastião de "Suspeita".

Aguardaremos, com cuidado a melhor oportunidade. Neste momento pude observar que Suspeita e Fortaleza se isolaram do grupo e, todos equipados, se dirigiam a um riacho nas proximidades do lugar de nosso acampamento.

Foi aí que Sebastião se dirigiu até o local onde os dois se achavam e perguntou:

- O que está havendo com você, Suspeita, que está triste e capiongo? 

Ao que Suspeita exclamou:

- Nada não, companheiro. Quem anda nessa vida precisa ter todo cuidado. Precisa confiar desconfiando.

Sebastião retrucou:

- Então está desconfiando de mim que tudo tenho feito por vocês e gosto de você e do Capitão? Neste caso não mande mais me chamar para coisa nenhuma. E saiu para perto da fogueira.

Diante da reação de Sebastião tudo voltou ao normal no acampamento, mesmo porque advertir, - disse Antônio de Amélia - para cessar a dança e o barulho da rabeca, pois dada a pequena distancia daquele local para a estrada, poderiam ser surpreendidos por alguma volante.

Tentativa frustrada.


Prosseguindo na entrevista, comenta Antônio de Amélia: todos reunidos ao pé da fogueira contavam anedotas ou relembravam fatos pitorescos ocorridos em outras ocasiões. Medalha levanta-se e se encontra a um pé de catingueira, enquanto Fortaleza se ampara em um toco escorou o embornal e ficou voltado para o fogo. Limoeiro, ao lado de Antônio Tiago, ouvia as historias que outros contavam. Foi neste momento que, ao me aproximar cautelosamente de Fortaleza, baixei o mosquetão em cima dele mas pinou a bala. Foi quando procurei despistar colocando rápido o rifle as costas e fui passando debaixo dos galhos das árvores.

Nisto gritou Limoeiro:

- O que foi?

- Foi o galho que pegou aqui na mira do rifle.

Passando o episódio, frustrada a primeira tentativa de liquidar os bandidos, pude distanciar-me um pouco e sacudi a bala fora, colocando outra na agulha. Antes, justifiquei o caso afirmando inexperiência no uso de armas daquele tipo.

A hora da vingança.

O momento da vingança chegou: disse o tenente Antônio, de volta após mudada a bala que falhou e colocada outra na agulha, desci o mosquetão e o primeiro tiro pegou na cara do bandido Fortaleza, que enterrou os pés e caiu em seguida por sobre os paus. Dei o segundo tiro que o atingiu no ombro. Nisto ouvi disparo: Era compadre Antônio Tiago havia atirado em Limoeiro, enquanto numa sequência rápida, Sebastião pegou Suspeita pelo meio.

Alfredo ataca Medalha e saíram aos trancos e barrancos numa luta corporal danada. Corri para lá e encontrei suspeita com Sebastião imprensado na ribanceira do riacho tentando puxar o punhal que, por ser grande demais, não dava para arrancar da cintura. Sebastião então grita para mim: chegue se não este cabra me mata. Bati com a boca do mosquetão no pé do ouvido do cabra que o sangue acompanhou. Nisso Sebastião pode dominar Suspeita e joga-lo no chão. Quis usar novamente o mosquetão, mas Sebastião gritou:

- Não atire que você pode errar e me atingir, e mesmo o bandido já está morrendo.

Em seguida corremos para o lugar onde António Tiago e Limoeiro se engalfinhavam numa luta de gigantes. Eram dois negros enrolados numa luta feroz.

Nisso Sebastião pegou nos cabelos de Limoeiro e exclamou: 

- Foi este bandido que sangrou o finado Mizael. 

- Fui mandado, disse Limoeiro. Pelo amor de Deus não me sangrem. Atirem na minha cabeça, mas não me sangrem. 

Um tiro reboou na mata. Caia morto o terceiro bandido. Estava vingada a morte do amigo de Antônio de Amélia. Partimos para o lugar onde Alfredo, pegado com medalha, tentava matá-lo. Alfredo é desses cabras vermelhos de cabelo ruim que quando pegam um não soltam. Ao nos ver disse:

- Decá uma faca. Deixem eu matar este peste.

Não permiti que matasse, explicando que deveria levá-lo para ser entregue as autoridades.

O diálogo entre Sebastião e Medalha

Outro episodio que nunca foi citado nos livros e reportagens sobre o rei do cangaço foi o que passamos a enfocar: já amarrado, pés e mãos, Medalha exclamou para Sebastião a que passou a tratar de Tião:

- Como é que você faz dessas... chamar seus parceiros para vir matar a gente?

Ao que Tião responde:

- Vocês estão acostumados a matar com facilidade, nós também podemos matar vocês na facilidade.

- Eu não sou homem para ser preso, me atirem na cabeça... me sangrem que eu fico satisfeito.

- Você está preso e garantido, explicou Tião.

No meio da luta uma segunda vingança

Praticamente encerrado o impasse entre matar ou prender, entra em cena novamente Alfredo, de arma em punho. Com revólver colocado por cima dos ombros de Tião, desfechou um tiro certeiro na cabeça de medalha. Tombou o quarto bandido. É o próprio Tenente Antônio de Amélia, explica a interferência de Alfredo no caso Medalha:

No meio da luta o velho Felix, pai de Alfredo, ao se aproximar do local do acampamento foi atingido por uma bala no peito esquerdo e foi fulminado na hora. O filho, como um louco, viu o pai cair morto e não teve outra alternativa a não ser a de matar, com a pistola de Limoeiro, mais um bandido do grupo sinistro de Lampião.

Exposição macabra dos bandoleiros e no caixão Félix Alves, pai de Alfredo.



O enterro coletivo dos quatro cangaceiros no cemitério de Mata Grande.
Noite Illustrada, Edição 319 de 12 de outubro de 1935. Página 10
 Cortesia do scanner: Robério Santos

Créditos: Roberto de Carvalho
Transcrição Antonio Moraes para o Blog do Sanharol
Correções e adição de imagens: Lampião Aceso

Adendo Lampião Aceso

A literatura nos diz que este grupo foi orientado pelo tenente Joaquim "Grande", mas em nenhum momento este ou outro oficial é citado por Antônio de Amélia. De acordo com a legenda das duas primeiras fotografias o fato ocorreu entre 18 e 19 de setembro de 1935 em Mata Grande Alagoas.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

PROGRAMA PONTO DE VISTA 299 - LUIZ SERRA

https://www.youtube.com/watch?v=SZ6c6SdbReA&feature=youtu.be

Publicado em 27 de fev de 2017
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Fonte 2: facebook
Grupo: O Cangaço
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VALE A PENA REPETIR - ABRINDO ESPAÇO PARA BARACK OBAMA E SUA FAMÍLIA!

Por José Mendes Pereira

UM EXEMPLO DE HONESTIDADE!

Quem se atreve em dizer algo contra este ex-presidente que administrou a mais importante potência do mundo sem nenhum escândalo? Imagina se o Brasil fosse governado por esta família!


Por que esta família está de cabisbaixa?

Para a maioria dos políticos do Brasil esta família tem vergonha de ser honesta. Mas ela nunca teve e nem terá vergonha de ter conservado a honestidade como primeiro plano para administrar os Estados Unidos, um país que pertence a uma nação. 

Esta família não tem vergonha de ter mantido relações diplomáticas com o nosso querido Brasil, mas tem vergonha quando alguém fala nos políticos do nosso Brasil. 


Só em você olhar bem para esta família imagina como seria se os políticos brasileiros copiassem esta honestidade!

Família Obama se despede dos funcionários da Casa Branca.


Vejam a simplicidade do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e sua família. Em vez de colocarem garçons para servirem aos seus ex-funcionários que os serviram durante 8 anos de governo, os garçons são: Barack Obama, sua esposa Michelle e suas duas filhas Malia Ann e Natasha.


O escritor e editor do Brasil José Renato Monteiro Lobato (Monteiro Lobato) nascido em Taubaté, mo Estado de São Paulo, em 18 de abril de 1882, e faleceu no dia 4 de julho de 1948, foi um dos mais influentes escritores brasileiros de todos os tempos, e criou a frase bem famosa que é:

"Um país se faz com homens e livros". 

Mas, eu, observando bem, vi que o escritor Monteiro Lobato se esqueceu de completar o que desejaria falar sobre os homens aliados ao país criado: 

"...mas que os homens têm que serem honestos". 

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MULHERES CANGACEIRAS - NOVO LIVRO DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA- LANÇAMENTO EM MAIO DE 2017


EM MARÇO SERÁ LANÇADO NOVO LIVRO (MULHERES CANGACEIRAS: A ESSÊNCIA FEMININA COMO QUESTÃO DE GÊNERO).
ESSE SERÁ O 8º. LIVRO DO ESCRITOR E HISTORIADOR JOÃO DE SOUSA LIMA SOBRE O TEMA CANGAÇO.
PARA ADQUIRIR: 75-988074138
joaoarquivo44@bol.com.br
LANÇAMENTO PREVISTO PARA MAIO DE 2017

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SOLICITAÇÃO AOS PARENTES DO EX-CANGACEIRO "VOLTA SECA"

Por José Mendes Pereira
Ex-cangaceiro Volta Seca

O nosso   blog registrado com o nome de "Blog do Mendes e Mendes" http://blogdomendesemendes.blogspot.com solicita aos descendentes de Antonio dos Santos o ex-cangaceiro "Volta Seca" que entrem em contato conosco, para registrarmos em nossos arquivos a sequência da família do cangaceiro. Posteriormente serão registradas pelos pesquisadores e escritores.

Já recebemos informações de netas e bisnetas do ex-cangaceiro Volta Seca, mas elas desapareceram, e nunca mais retornaram com informações. 

Os familiares do ex-cangaceiro "Volta Seca" não têm de que temerem, pois o tempo está tão longe do tempo do cangaço. Não haverá mais nenhuma perseguição aos parentes dos cangaceiros, e nem tão pouco a algum cangaceiro que ainda esteja vivo e no anonimato. Sabe-se que tem a ex-cangaceira Dulce Menezes viva, mas é impossível ainda ter cangaceiros vivos no anonimato, mas ninguém sabe.

Dois bisnetos de dona Anália Ferreira irmã de Lampião já entraram em contato conosco, e tudo foi registrado neste blog:

O nosso e-mail é: 

josemendesp58@gmail.com 

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com.br
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LAMPIÃO ALÉM DA VERSÃO MENTIRAS E MISTÉRIOS DE ANGICO


Amigo leitor:

Se você quer adquirir um livro com excelentes histórias sobre o cangaço solicite este: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico".

Você irá adquirir uma grande obra sobre as grandes invasões de Lampião. Adquira-o logo. 

Valor: R$ 50,00 (Com frete incluso).
Contatos para aquisição:
franpelima@bol.com.br
tel. (83) 9911 - 8286 / 8706 2819.

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PALAVRAS DO POETA, ESCRITOR PESQUISADOR DO CANGAÇO E GONZAGUIANO KYDELMIR DANTAS


Assistindo A HORA DO FARO e emocionando-me muito com a presença e o amor pelo Nordeste dos meninos-homens Pedro Lucas Feitosa e Pedro Motta Popoff ... 

https://www.youtube.com/watch?v=6NsnOJzL0Y8

Ô Nordeste abençoado por ter gente deste tipo que o valoriza... E partindo de dois jovens com 11 anos de idade... Serão eternos LUIZ GONZAGA e sua musicalidade... LAMPIÃO e sua história. 

Um acôcho nos dois cabras!!!


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=388161401549911&set=a.110106342688753.1073741828.100010681625071&type=3&theater

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SILA EX-CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO EM ENTREVISTA NO PROGRAMA JÔ SOARES ONZE E MEIA (SBT)

https://www.youtube.com/watch?v=eFwfZ7JkqVM&feature=youtu.be

Publicado em 27 de fev de 2017
Entrevista completa com a ex-cangaceira Sila (Ilda Ribeiro de Souza) antiga integrante do bando de Lampião no antigo Programa "Jô Soares onze e meia" do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).
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https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?multi_permalinks=1482720425074404%2C1482582328421547%2C1482562265090220%2C1481942301818883&notif_t=group_activity&notif_id=1488129709080113

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OS RIFLES CUSPINDO FOGO

*Rangel Alves da Costa

Todos se exaurem das tratativas de tocaias e mortes. Todos se cansam das estratégias de vingança. Todos se enfadam de tantas ordens dadas e de tantas ordens recebidas. Mas os rifles não.

Os rifles têm de estar continuamente em sentinela, em vigília constante, de boca aberta e olhos atentos. Os rifles não repousam senão ao lado de mãos embrutecidas e dedos vorazes para apertar seus gatilhos.

Coronel Teovegildo diz ter suas razões para manter matadores dia e noite a seu dispor. Ou faz assim ou os inimigos chegam primeiro e fazem jorrar pelo terno de linho branco o sangue muito mais da desonra do que da morte.

Coronel Fenelon diz ter seus motivos para manter tantos jagunços e pistoleiros prontos tanto para o ataque como para a defesa. As inimizades semeadas agora tendem a vingar um mundo de revides sobre si e sua família. Todos estão jurados de morte certa.

Coronel Sá de Quaranta diz ter justificativas mais que suficientes para viver rodeado de homens ramados até os dentes. Os seus desafetos rodeiam seus latifúndios como urubus buscando carniça pra se fartar. Gaviões e carcarás povoam seus terríveis pesadelos.

Há, num mundo assim, um império de rifles, de vinditas de sangue, de desmedidas violências. Cada coronel quer, através das armas e do terror, impor-se sobre o outro a qualquer custo. É o preço do mando, da honra e do poder.

Preço do mando, da honra e do poder, mas também uma doença com feição incurável pelos latifúndios e posses das distâncias nordestinas. Males crônicos que vingam nos casarões e sobrados e se estendem pela terra tingida da vermelhidão putrefata da violência.

Os motivos? São muitos. Cabidos e descabidos, justificados e aberrantes. Mas quem há de falar em justa motivação quando o coronel quer, a todo custo, não só fazer prosperar seu império de poder como dizimar todo aquele igualmente poderoso que se mostra como pedra na botina?

Rixas históricas, confrontos quase épicos senão vergonhosos para a história a ser contada. E os livros com o dever de abrir suas páginas para situações verdadeiramente escabrosas das lutas entre coronéis e suas tropas de desalmados. Bala zunindo, os rifles sedentos de sangue, covas rasas ou carcaças deixadas pelos bicos afiados.


Na conflagração das guerras de poder e honra, não somente os coronéis são personagens principais. Os sobrenomes familiares se envolvem de tal modo nas desavenças que a morte de qualquer é sempre motivo para a deflagração de revides intermináveis.

Assim, se um familiar do Coronel Teovegildo é tocaiado e morto, que não se espere apenas o pranto. Daí em diante terá início uma caçada sem fim aos algozes. É a honra familiar berrando, gritando, bravejando terror.

Se um parente do Coronel Fenelon ou do Coronel Sá Quaranta tomba pelo cuspe do rifle dos homens de qualquer outro coronel, logo o mundo parece que vai acabar. E o sangue vai respingando em irmão, em primo, em afilhado, até em amigo. E as cruzes vão se somando nas guerras familiares.

Vinditas antigas, de raízes as mais distantes. Guerras se muitas vezes se iniciaram pela disputa de terras, pelas espertas demarcações, pelas invasões premeditadas. O acinte de um é logo traduzido pelo outro como um chamamento ao duelo. Mas mesmo os dois desafetos tombando, as rixas repassam para os sobrenomes familiares.

Por isso mesmo que historicamente as famílias permanecem em vingança após vingança. O troco pela morte de um se dá pela morte de outro, ou mais de um, da outra família. Mesmo quem com menos violência nos dias recentes, ainda perduram os ódios, os confrontos e a cusparada dos rifles. Tiro após tiro, bala após bala, morte após morte, assim o mundo medonho e doentio da honra e do poder familiar coronelista.

Em tal configuração, os rifles nunca descansam, nunca adormecem, nunca são deixados esquecidos num canto. Igualmente, agora travestidos de matadores de aluguel, os antigos jagunços continuam em alerta ao recebimento de ordens. Basta que um serviço tenha de ser feito, então a tocaia é logo preparada, a emboscada é colocada em ação.
Jagunço é bicho desalmado. Mão fria e traiçoeira, impiedoso aperto de gatilho. Não há gente diante de sua mira, apenas um bicho qualquer que merece morrer. Não é diferente com os matadores de hoje. A covardia é sempre a mesma, a violência é sempre a mesma, o cuspe da arma nunca muda nesse mundo bárbaro e atroz.

Por isso mesmo que os senhores do sangue e do mando lançam mão de pessoas tão bestiais para os seus intentos igualmente bestiais. Como o jagunço ou o matador não respeita senão ao mandante e ao gatilho, o que se tem a devastação de famílias inteiras pela boca dos rifles, pelos canos famintos de sangue.

Os rifles de outrora são os mesmos rifles de hoje, ainda que em nome de outras armas ainda mais potentes. Mas a situação é a mesma. Apenas cuspir fogo para a desgraça alheia, para o último gemido de vidas entrelaçadas pelas sangrentas vinditas.

Escritor
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ANTIGO LÓCUS NO QUAL FUNCIONAVA PRECARIAMENTE A FEIRA DO BODE EM MOSSORÓ/RN

Por José Romero de Araújo Cardoso

Antigo lócus no qual funcionava precariamente a Feira do Bode em Mossoró/RN, localizado em um terreno que outrora era baldio, próximo ao Museu Lauro da Escóssia. Essas fotografias fazem parte do acervo iconográfico da pesquisa realizada entre os anos de 2001 e 2002 para dissertação de mestrado enquanto requisito para a obtenção do título de mestre em desenvolvimento e meio ambiente.









Crédito das fotos: José Romero Araújo Cardoso.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador, do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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MAIS OUTRA DO CORONEL SANTANA

Por Pesquisador do cangaço Bosco André

Numa de suas fazendas o coronel Santana mantinha um criatório de bodes e começou a desaparecer os bodes, e o coronel chamou ao seu encarregado e disse:


- Compadre, isso é a onça que está pegando estes bodes, e vamos pastorar a onça para matar”, lhe entregando um rifle.

Debalde aquela ordem do coronel, pois o compadre sempre alegava que não conseguia matar a onça e os bodes sumindo.

Um dia o coronel Santana manda chamar o compadre à Serra do Mato, e conversa vai, conversa vem, escureceu e o coronel Santana diz ao compadre:


- Você hoje vai dormir aqui e pode amarrar o seu cavalo perto daquela cana que replantei a poucos dias, mas amarre bem seguro para não estragar a cana, e ainda porque, lá perto tem uma bola de capim que dá para o cavalo alimentar-se bem durante a noite.

O compadre preparou um torno, fincou ao chão e amarrou o burro com uma corda nova.

Por trás, o coronel Santana manda um seu cabra a noite velha, cortar a corda com pedras, para que o compadre de nada desconfiasse.

Madrugada cedo, o compadre levantou-se e foi até onde estava amarrado o seu cavalo, e para seu espanto, o mesmo estava dentro da cana tão recomendada pelo coronel.

Ao retornar à casa grande, o coronel Santana já estava de pé, e perguntou:

- Como foi compadre, o cavalo estava amarrado no lugar que você deixou?

E o compadre disse:

- Compadre, o burro soltou-se e deu um estrago muito grande na sua cana, isso eu não posso negar.

Então o coronel Santana disse:

- Pode ir para casa compadre, pois o homem que não mente, também não rouba!


Tirando a limpo a história de que a onça realmente era quem estava comendo os bodes do coronel e não o compadre, como ele desconfiava.


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