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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

DONDE VEM ESSE POETA?

Clerisvaldo B. Chagas, 15 de janeiro de 2019
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
“Crônica”: 2.038

  Mais uma vez mergulhando no mundo encantado dos repentistas, vamos para três passagens que nos repasses orais, vão perdendo seus autores.
Estava havendo uma cantoria de pé de perede, quando algumas pessoas entraram na sala do desafio. Um dos poetas disse nos seus versos que a “trinca chegaram”. O companheiro rebateu imediatamente:

XILOGRAVURA: MARCELO ALVES SOARES

“Dizer a trinca chegaram
É erro de português
E mesmo só se diz trinca
Se a turma for de três
Donde vem esse poeta
Com dois erros duma vez?”.

     Entrou em cena a filosofia cabocla quando dois cantadores cantavam sobre uma seca que teria acontecido no Maranhão. Um deles terminou a estrofe:

...Quase tudo se acabando.

     O parceiro pegou a deixa fazendo uma estrofe de rima difícil, rica, rara e filosófica:

“Eu tava me sustentando
De fruta de macaúba
Mas o galho ficou alto
Eu não conheço quem suba
De vara ninguém alcança
De pedra ninguém derruba”.

     Em uma cantoria na roça chegava a hora dos elogios, isto é, elogiar as pessoas para arrecadar o dinheiro. Cada um que colocasse notas altas no prato da arrecadação. Foi aí que um pobrezinho chamado Joaquim, depositou o que possuía: apenas uma cédula amassada de um real. O repentista humilhou o coitado para não perder a verve:

“Parece que seu Joaquim
Passou a noite no mato
Com uma faca amolada
Tirando couro de rato
Deixou o rato sem couro
Botou o couro no prato”.

 FIM


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DIÁRIO INÉDITO NARRA A VIAGEM DE DOM PEDRO II AO EXÍLIO

PERTO DO FIM - Em 1889, a família posa em Petrópolis (Teresa Cristina, sentada, e, de pé, Isabel, dom Pedro, o neto Pedro Augusto, e o conde d’Eu): no diário, o sofrimento ao partir (Museu Imperial/VEJA).

Passados 124 anos da chuvosa madrugada em que a família imperial brasileira embarcou em um navio rumo ao exílio, o melancólico fim da monarquia ganha um relato tingido de tristeza na voz de uma protagonista da história – Maria Amanda Paranaguá Dória, a baronesa de Loreto. Seu diário, esquecido nos arquivos do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), no Rio de Janeiro, narra com riqueza de detalhes a jornada para a Europa do grupo que tinha à frente o já ex-imperador Pedro II – material que, recuperado recentemente, constará em um livro comemorativo da instituição. Outros diários conhecidos versaram sobre a viagem, inclusive um do próprio dom Pedro. Mas das impressões de Maria Amanda, dama de companhia da imperatriz Teresa Cristina (chamada de Amandinha no círculo imperial), resulta uma visão particularmente tocante. O primeiro caderno, de 120 páginas, se encerra com o momento carregado de dor em que dom Pedro chora a morte de Teresa Cristina, três semanas após o desembarque em Portugal. “Esse tipo de diário é raríssimo, já que poucas mulheres registravam suas memórias no Brasil imperial, e tem o mérito de documentar um importante capítulo da história sob o calor da emoção”, avalia a historiadora Mary Del Priore.

O barão e a baronesa de Loreto acompanharam o imperador no exílio por vontade própria, em demonstração de fidelidade. Juntaram-se à comitiva de duas dezenas de integrantes que, dois dias depois de proclamada a República, se dirigiu ao cais em tom de marcha fúnebre, embalada pelo silêncio do Rio de Janeiro que dormia. Foram de lancha até o cruzador Parnaíba e, nele, até a enseada do Abraão, na altura de Angra dos Reis, quando se transferiram para o vapor Alagoas. “O mar estava um pouco agitado e, temendo enjoo, que me é inevitável, fui entrinchei­rar-me no beliche, onde me deitei com vivas saudades e lembranças de origens diversas”, anotou a baronesa na primeira de vinte noites ao mar. Em escrita simples e clara, ela destaca a nostalgia e a resignação dos passageiros, sobretudo de dom Pedro. Quase todas as menções a ele são acompanhadas da palavra “saudade”. Não se discutia política a bordo, só literatura. Ali, dom Pedro manteve o hábito das rodas de leitura noturnas, às quais ele próprio batizou de “conversações saudosas”.

UMA DURA VIAGEM – O navio Alagoas, que conduziu à Europa a família imperial e seus súditos mais fiéis, entre eles a baronesa de Loreto: a bordo, rodas de leitura e uma profunda nostalgia dos bons tempos no Rio de Janeiro

A vida relativamente simples que a família imperial levava no Rio de Janeiro se reproduzia a bordo. Não havia festas, banquetes ou roupa de gala; no dia do aniversário do imperador, 2 de dezembro, abriu-se uma garrafa de champanhe, de que todos compartilharam. Ele ergueu-se com a taça em riste e disse: “Brindo à prosperidade do Brasil”. A imperatriz não participou; sentia-se mal. “As outras senhoras estavam mais ou menos enjoadas e nem se mexiam nas suas cadeiras”, ressalta a baronesa. Dom Pedro fazia pouco-caso da maioria dos rituais, mas, mesmo assim, segundo o diário, os almoços e jantares eram servidos sobre uma mesa devidamente aparelhada, e a princesa Isabel vivia escoltada por duas criadas. A falta de dinheiro não impedia que o imperador, como era seu costume no Brasil, fizesse generosas doações. Amandinha relata que, numa escala na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, ele fez questão de dar dinheiro a um padre, para que distribuísse aos pobres.

A baronesa de Loreto também se estende sobre um dos maiores motivos de preocupação a bordo do Alagoas: o comportamento do neto mais velho do imperador, Pedro Augusto. Preparado desde criança para assumir o trono, Pedro Augusto – que tinha tendências paranoicas e viria a ser encerrado em um manicômio – sofreu surtos psicóticos, os quais os demais passageiros atribuíam à aflição que lhe causava a movimentação do navio encarregado de fazer a segurança do Alagoas. “Todas essas manobras só têm servido para assustar o príncipe dom Pedro Augusto, que, desde ontem, sofre de superexcitação nervosa, se acha possuído de pânico e pensa que estamos todos perdidos e não chegaremos a Lisboa. O seu estado é lastimável”, registra o diário. Também a imperatriz Teresa Cristina viajava adoentada. Ela logo morreria vitimada por um infarto. A baronesa lança parte da culpa na República: “Desde que saiu do Brasil, ela mostrava-se impressionada pelos horrorosos acontecimentos tão sabidos. Eles, sem dúvida, concorreram para a sua morte”.

- Na casa da condessa de Barral (de chapéu), amante de dom Pedro (de barba branca), um ano após a morte da imperatriz: o diário da baronesa de Loreto (abraçada à princesa Isabel) relata a dor do imperador A OUTRA.

A cena mais pungente descrita no diário é justamente a morte da imperatriz em um hotel simples da cidade do Porto, para onde havia se retirado. Dom Pedro tivera amantes; com uma delas, a condessa de Barral, manteve um romance de 26 anos que continuava vivo naquele momento. Mas, no quase meio século em que esteve casado com Teresa Cristina, apegara-se a ela e tratava-a com ternura. “Antes de soldar-se a urna, o imperador quis despedir-se da imperatriz e mandou chamar a todos nós para fazermos também nossas despedidas”, escreveu a baronesa. “Não se pode descrever a dor dos príncipes e a nossa. Beijamos-lhe a mão e choramos copiosamente sobre o seu corpo sem vida.” O próprio dom Pedro, normalmente contido em suas reações, não esconde a tristeza. “Ele abraçou a sua muito amada esposa soluçando e foi logo retirado dali pelo Mota Maia (médico da família). A princesa beijou sua santa mãe repetidas vezes; o mesmo fizeram os príncipes, e nós beijamos a mão de nossa imperatriz, que fora sempre tão boa e carinhosa.” O choro de dom Pedro era também por ele, que acabou morrendo dois anos depois, aos 66 anos, de pneumonia, no modesto hotel de Paris onde viveu o fim de seus dias. A baronesa de Loreto voltou com o marido ao Rio de Janeiro, onde morreu em 1931, aos 82 anos, sem jamais publicar seu relato da viagem que mudou tantas vidas e que agora, enfim, vem à tona.

https://veja.abril.com.br/brasil/diario-inedito-narra-a-viagem-de-dom-pedro-ii-ao-exilio/

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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA

Por Francisco Pereira Lima

Chegou a segunda remessa do livro Apagando o Lampião: Vida e Morte do Rei do Cangaço. Preço 60.00 com o frete incluso. Quem desejar adquirir este e outros 550 títulos: 

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SARA, A JOVEM E A RENDA DE BILROS

*Rangel Alves da Costa

Coisa estranha a muitos pode parecer, eis que logo surgindo a ideia de que fazer renda, bordados e outras artes na linha e no pano, é coisa pra gente já envelhecida. E até ela já ouviu: “Quem faz renda não casa!”.
Estou falando de Sara, ou Sara Silva Ferreira, uma jovem rendeira de Poço Redondo, no sertão sergipano do São Francisco, que não só casou como aprimorou sua arte nos ofícios da almofada (enchimento de palha, algodão ou outro produto, no formato de um cilindro), no papelão ou na forma desenhada (pequenos furos apontando os contornos da linha), nos bilros, nos espinhos de mandacaru, nas linhas e na maestria das mãos. Tudo isto envolve o ofício da rendeira, principalmente da renda de bilros.
E o nome renda de bilros pelo fato de que são os bilros (pequenas peças de madeira) que vão puxando a linha segundo as marcações no papelão, deixando aos cuidados das mãos fazer o tracejamento que vai dando vida e beleza à peça. Passo a passo, de maneira sutil e delicada, todo um ofício de maestria artesanal vai se tornando em genial criação. Arte esta que Sara traz consigo desde os doze anos de idade.
Começou muita nova, por curiosidade e interesse em também produzir coisas tão belas. Hoje, já aos 23 anos, esposa e mãe, continua na feitura de sua primorosa arte que tanto enriquece, preserva e valoriza a cultura poço-redondense do artesanato de renda. E Poço Redondo que no passado contava com numerosas rendeiras, mulheres que se entregavam aos ofícios como se estivessem debulhando um feijão de corda para a alimentação, dado o prazer em gestar uma arte tão primorosa.
Poço Redondo também famoso pela sabedoria matuta daquelas mulheres. Muitas delas criavam seus próprios papelões de marcação. Quer dizer, desenhavam os formatos que desejavam e depois perfuravam nos locais onde as agulhas ou os espinhos deveriam fazer as curvas e as tramas na renda. O resultado era uma de inestimável valor, ainda que os compradores insistissem em desvalorizar a qualidade e a beleza do trabalho.


Hoje o número de rendeiras está muito reduzido, até contando a dedo, como se diz. Daquelas mais velhas, apenas poucas continuam com seus ofícios. Mas eram muitas. Só para citar algumas, as lembranças de Carmosina, de Maria de Miguel, de Dom, de Araci, todas já falecidas. E ainda perante suas almofadas  e espinhos, temos Cenira, Conceição de Laura, Domingas e algumas jovens, a exemplo das filhas de Dona Domingas e de Sara. Dona Clotilde era uma das mais famosas rendeiras do lugar, mas hoje, pela idade já avançada, não mais produz belas criações.
Ainda bem que Sara chamou para si a continuidade do ofício. De vez em quando até que aparecem projetos e algumas turmas de jovens iniciam aprendizados na renda de bilros. Contudo, poucas são as jovens que continuam preservando tais tradições sertanejas. Certamente que todo mundo - principalmente o visitante - se encanta quando encontra alguma rendeira em ação. Bom que seja assim, mas melhor seria que em muitas calçadas, salas e oficinas, tais atividades fossem mais avistadas. E Sara é uma destas que produz no seu próprio lar.
Conforme diz, vai tecendo sua renda muito mais pelo prazer do que mesmo pelo lucro maior que possa ter numa grande peça. Acrescenta que nada mais prazeroso ao espírito que ter suas mãos caminhando pela almofada e dando vida a tanta beleza. E certamente que é assim mesmo. Enquanto fala de seu trabalho, logo se percebe o prazer que possui em continuar tracejando em suas mãos tão importante herança cultural sertaneja.
Ontem eu tive o prazer de prosear com Sara por alguns instantes. Conheci também Thaislane, sua sobrinha, que ainda bem jovem também já enveredou pelos ofícios da renda. Sem dúvida, uma gestação familiar que tanto enobrece a cultura e as tradições de Poço Redondo. Parabéns Sara, parabéns Thaislane. Parabéns a todas as rendeiras deste sertão tão esquecido nas suas raízes e nas riquezas.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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CENTENÁRIO DE DONA FIDERALINA

Por Manoel Severo

A Academia Lavrense de Letras e o Cariri Cangaço convidam a todos para participar da Programação em alusão à Celebração do Centenário de Morte de Fideralina Augusto Lima que acontecerá em grande estilo nesta próxima sexta-feira, dia 18 de janeiro de 2019, em Lavras da Mangabeira, no estado do Ceará.


PROGRAMAÇÃO

Dia 18 - Sexta-Feira
8h30min: Missa na Matriz de São Vicente Ferrer.
Celebrante: Confrade Pe. Benedito Evaldo Alves.

9h30min: Café e Visita Guiada
Casarão de Dona Fideralina Augusto Lima.
Rua Major Ildefonso-83, centro - Lavras.

Roda de Conversa:
Émerson Monteiro, Jorge Emicles
Manoel Severo e Cristina Couto.

Solenidade de doação da Foto-pintura de Dona Fideralina Augusto Lima aos proprietários do Casarão
Heitor e Magnólia Férrer,
doado pelo artista plástico Francisco Ivo;

12h00min: Almoço e Visita Guiada
Sítio Tatu - Propriedade de Dona Fideralina
Recepção e guias: Gualberto e Ítalo Leite,
Émerson Monteiro e Jorge Emicles.


17h00min: Solenidade da Academia Lavrense de Letras
Câmara Municipal de Lavras da Mangabeira.
Exposição dos quadros da Artista Plástica lavrense
Sinhá D'Amora e do artista plástico Francisco Ivo.

17h20min: Cerimônia de Entrega da Medalha Fideralina Augusto Lima
Pesquisadores e Biógrafos: Dimas Macedo, Émerson Monteiro, Melquíades Pinto Paiva, Rejane Monteiro Augusto Gonçalves,
Rui Martinho Rodrigues e Heitor Férrer.

18h00min: Cerimônia da entrega da Medalha do Mérito Educacional Prof. Gustavo Augusto Lima, a professora Maria Sizenita Venâncio Gonçalves. Saudação da acadêmica Íria Zogob.

18h20min: Entrega de Título do Mérito Cultural aos incentivadores e pesquisadores da literatura e da História de Lavras da Mangabeira professores: Maria da Glória Rolim Cavalcanti, Luiz Raul Cavalcanti Marcolino, Sara de Holanda Laurindo, Francisco Aparecido Alencar, Maria Gildete Olimpio da Silva, ao poeta Agustinho Firmino de Oliveira e ao escritor Vicente Ferrer Augusto Gonçalves.

18h50min: Entrega de Título de Sócio Honorário da
Academia Lavrense de Letras aos escritores:
Benedito Vasconcelos Mendes, Heitor Feitosa Macedo,
José Glauber Lemos, Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto e
Raimundo Custódio Neto (Poeta Mundoquinha).

19h00min: Entrega de Título de Sócio Correspondente
Francisca Pereira da Costa e Francisco Correia Ivo.

20h. Entrega de Medalhas de Honra ao Mérito aos estudantes/pesquisadores:
Cícera Rejane de Sousa Magalhães, Flávia de Sousa Oliveira, Lucas Oliveira de Freitas e Márcia Rhakell Guedes de Oliveira.

20h30min. Encerramento do Evento.

Cristina Couto
Presidente da Academia Lavrense de Letras
Conselheira Cariri Cangaço

https://cariricangaco.blogspot.com/2019/01/centenario-de-dona-fideralina.html?fbclid=IwAR16bNZsgOwg2eojv5SCMwHccMWG1H_euGsnxOI9lIK1_ybtC0J82bGfxWE

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159 ANOS HOJE DA VISITA DE DOM PEDRO II A SERGIPE

Por Antônio Corrêa Sobrinho

(E-book disponível gratuitamente a partir de amanhã).

APRESENTAÇÃO

Em outubro de 2018 próximos passados, fui buscar em jornais brasileiros a descrição da visita do imperador Dom Pedro II às populações alagoanas e sergipanas das margens do rio São Francisco, e da sua inesquecível presença na fantástica cachoeira de Paulo Afonso, compilação esta que chamei de "Visita do Imperador Dom Pedro II à Cachoeira de Paulo Afonso e às populações do baixo São Francisco, em 1859".


Como sabemos, esta viagem fez parte integrante da longa excursão que o Imperador D. Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina, com grande comitiva, fizeram às capitais e regiões a estas adjacentes das províncias de Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Espírito Santo, de outubro de 1859 a fevereiro de 1860, presença imperial esta que se constitui um dos grandes acontecimentos social-histórico-cultural ocorridos no nordeste brasileiro durante o segundo Império. 

Destes históricos momentos de Dom Pedro II com as realidades destas províncias e seus súditos nordestinos, resolvi resgatar o importante artigo do jornal "CORREIO SERGIPENSE" sobre a presença de Suas Majestades Imperiais na província, hoje estado de Sergipe. Artigo que, propositadamente, apresento hoje, dia 11 de janeiro de 2019, 159 anos depois que a esquadrilha imperial, comandada pelo almirante Tamandaré, trazendo a bordo do iate imperial Barão Apa, D. Pedro II e Dona Teresa Cristina, deixou as águas oceânicas e pelo rio Sergipe em estuário, em espetacular desfile de vapores embandeirados, em meio a fogos, gritos e arroubos do povo nas margens, entregou, pelo ancoradouro construído para este fim, o casal de Imperadores aos milhares de sergipanos, que naquela tarde e noite estiveram ansiosos e ávidos para receber e estar com a maior expressão política do Brasil, o filho de D. Pedro I e neto de Dom João VI, em veneração e adoração; dia apoteótico foi a quarta-feira de 11 de janeiro de 1860, grande festa que curtiu a recém-fundada capital dos sergipanos, Aracaju, meu berço querido. 

A Barra dos Coqueiros, a foz do rio Japaratuba, o rio Pomonga, as vilas de Maruim e Laranjeiras, as cidades de São Cristóvão e Estância, o engenho Escurial, em Itaporanga, foram os outros lugares e locais visitados pelo Imperador, sempre aclamado e tratado com carinho e muito respeito. 

Era eu escrevendo estas linhas e me lembrando dos interessantes episódios descritos na narrativa do jornal sergipano, como o fato de os batedores que levavam o Imperador de Aracaju para São Cristóvão simplesmente terem perdido o caminho; o papagaio que assistiu à chegada de D. Pedro e gritou com o povo: “Viva o Imperador!”; o imponente nascer da Lua, que estava cheia, por trás do exuberante coqueiral da Barra dos Coqueiros, após a chegada dos monarcas, um show da natureza que fascinou todos, inclusive o rei e a rainha, que admiraram do Paço; o relógio de parede da Alfândega que estava 1 hora adiantado em relação ao do rei; Dom Pedro II experimentando a água de beber dos aracajuanos; o cemitério, que o Imperador indagou por que ele não estava cercado; a resposta que o monarca deu ao professor, quando este lhe afirmou que seus alunos não rendiam por falta de livros; o encalhe do vapor que levava o Imperador para visitar Laranjeiras; o discurso do padre para pedir uma ajuda ao rei, etc.

Além das idas e vindas do monarca brasileiro, pelas localidades, suas visitas a escolas, repartições públicas, igrejas, recomendo também a leitura dos discursos e das poesias em homenagem ao governante-mor, bem como, das descrições dos locais de recepção aos reis, os paços imperiais em São Cristóvão e em Aracaju, do mausoléu do fundador de Aracaju, Inácio Joaquim Barbosa, e da Ponte do Desembarque, hoje Ponte do Imperador; eles dizem de um povo e seu tempo.

Obrigado.

Antônio Corrêa Sobrinho

Enviado pelo pesquisador do cangaço e autor deste Antônio Corrêa Sobrinho

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RELEMBRANDO - FREI DAMIÃO EM TAPEROÁ-PB NO ANO DE 1969(INCRÍVEL)

https://www.youtube.com/watch?v=Fro6J-n_NpY

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PRIMEIRA CERVEJA BRASILEIRA A BASE DE CACTO É DE SANTANA DO IPANEMA; CONHEÇA


Nascida no seio do mandacaru e velame, duas plantas características da Caatinga, a primeira Cacto Beer brasileira é genuinamente alagoana, mais precisamente natural de Santana do Ipanema, cidade do Médio Sertão.

A notícia foi dada ao site Alagoas na Net pelo empresário Tiago Barros, dono de um restaurante da cidade. Ele explica que sempre vendeu bastante cerveja artesanal, mas que, devido sua paixão pelo líquido, ano passado decidiu produzir as próprias cervejas.

“Tudo começou no ano passado, após uma reunião que tive com o chefe de cozinha Timóteo Domingos, alagoano radicado em Canindé de São Francisco e especialista em gastronomia com cactos, e o mestre cervejeiro de Aracaju, Raoni Matos, experiente na área de bebidas e que já produziu outras cervejas em seu estado”, conta Tiago.

Dessa união Alagoas/Sergipe nasceu uma cerveja do tipo Blond Ale com essência de cacto. “O primeiro lote foi feito entre abril e maio e começamos a vender no restaurante durante os jogos da Copa do Mundo. Ela foi muito bem aceita e logo esgotou”, conta o empresário.

Outro lote foi feito para um evento especial do Oishi Sushi, a Oktoberfest Sertão. Novamente a cerveja foi muito procurada, garantido o sucesso da noite. RELEMBRE AQUI. Agora, para 2019, a Cacto Beer sertaneja vai ganhar uma nova roupagem e até outras companheiras...


Cacto Beer é um dos destaques do Oktoberfest Sertão (Foto: Messinho Tenório / Inove)

“Depois do sucesso da Cacto criamos mais duas cervejas artesanais e produzimos um belo rótulo para todas. Nos próximos dias estaremos apresentando todas elas para o público”, revela Raoni, sócio de Tiago.

https://www.alagoasnanet.com.br/v3/primeira-cerveja-brasileira-a-base-de-cacto-e-de-santana-do-ipanema-conheca/?fbclid=IwAR2jBYheBIvwaRlPA6zfgW0nXXEKs9in6v8Fr7hEDQFiiITE5tTlWvNjMMg

Adquiri no facebook na página do pesquisador Joel Reis

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domingo, 13 de janeiro de 2019

10 ANOS DE PRÉ-SAL | HISTÓRIA E DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS

Material do acervo do pesquisador kydelmir Dantas
https://www.youtube.com/watch?v=IvdDXljIiS8

Você sabia que metade da produção do petróleo brasileiro vem do pré-sal? E lá se vão 10 anos nessa jornada pelo conhecimento. Conheça um pouquinho dessa história: http://petrobr.as/pre-salfb

https://www.facebook.com/profile.php?id=100010681625071

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FICA POR DENTRO - O JORNALISTA ALEXANDRE GARCIA PEDE DEMISSÃO DA GLOBO


O mundo jornalístico foi surpreendido nesta sexta-feira (28/12) com o anúncio de que Alexandre Garcia deixou a Globo após 31 anos. A emissora confirmou a informação por meio de um comunicado. 

“Em decisão muito refletida, depois de quase 31 anos de trabalho aqui na Globo, Alexandre decidiu deixar a emissora para amenizar um pouco o seu ritmo frenético de trabalho. Diante do trabalho exemplar ao longo de todos esses anos, é uma decisão que respeito. Ele deixa um legado de realizações que ajudaram o jornalismo da Globo a construir sua sólida credibilidade junto ao público. O trabalho na Globo foi a sequência de uma vida profissional que poucos podem ostentar”, escreveu Ali Kamel, diretor de jornalismo da TV Globo.


Garcia ainda não havia se pronunciado. Porém, no fim da tarde, por meio do Twitter, ele agradeceu as décadas de trabalho na emissora carioca. “Nesses 31 anos de aprendizado, agradeço o companheirismo, o carinho, a confiança, o respeito que recebi de todos na Globo”, disse o jornalista.  Alexandre Garcia estava na TV Globo Brasília como comentarista. O profissional também participava da escala de fim de semana do Jornal Nacional.

CLIQUE NO LINK PARA LER MAIS SOBRE ELE

https://www.metropoles.com/brasil/imprensa/alexandre-garcia-se-pronuncia-apos-deixar-a-globo-depois-de-31-anos

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DO LUXO AO LIXO - CELEBRIDADES MILIONÁRIAS QUE FICARAM POBRES!

https://www.youtube.com/watch?v=ziQL-aM6U6M

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12 FAMOSOS QUE MORRERAM EM 2018

https://www.youtube.com/watch?v=gg2sK4pyHPI

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LAMPIÃO É UMA FIGURA CONTROVERSA DA HISTÓRIA BRASILEIRA

https://www.youtube.com/watch?v=Pvzmo8dWZB0&t=18s

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SAIBA O QUE FAZ O IBAMA AUTORIZAR O ABATE DE JAVALI EM QUASE TODO O BRASIL

https://www.youtube.com/watch?v=3yHkY5Eu9w8

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DOENTE, JOSÉ MAYER FOI ESQUECIDO PELA GLOBO E ABANDONADO POR ‘AMIGOS’



“Em relação à denúncia de assédio envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllen Tonani, a Globo reafirma o teor da nota divulgada na última sexta-feira, quando afirmou que o caso foi apurado e que as devidas providências estavam sendo tomadas.

Naquela nota, a emissora enfatizou que repudia toda e qualquer forma de desrespeito, violência ou preconceito. E que zela para que as relações entre funcionários e colaboradores se deem em um ambiente de harmonia, de acordo com o Código de Ética e Conduta do Grupo Globo.

Esta convicção da Globo foi reafirmada para um grupo de atrizes, diretoras e produtoras, reunidas no domingo à noite, quando a emissora informou que, apurado o caso, tomou a decisão de suspender o ator José Mayer de produções futuras dos Estúdios Globo por tempo indeterminado.

O ator foi notificado na segunda-feira dessa decisão. Sobre a iniciativa de funcionários, colaboradores e executivos de usar hoje camisetas com os dizeres ‘Mexeu com uma, mexeu com todas’, a Globo se solidariza com a manifestação, que expressa os valores da empresa.

O ator José Mayer, de enorme talento e com grandes serviços prestados à Globo e às artes brasileiras, certamente terá oportunidade de expressar seus sentimentos em relação ao triste episódio e esclarecer que atitudes pretende tomar.

A Globo lamenta que Susllen Tonani tenha vivido essa situação inaceitável num ambiente que a emissora se esforça cotidianamente para que seja de absoluto respeito e profissionalismo. E, por essa razão, pede a ela sinceras desculpas.”

Também na época, o ator José Mayer divulgou a seguinte carta:

“Eu errei. Errei no que fiz, no que falei, e no que pensava. A atitude correta é pedir desculpas. Mas isso só não basta.

É preciso um reconhecimento público que faço agora. Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas.

Sou responsável pelo que faço. Tenho amigas, tenho mulher e filha, e asseguro que de forma alguma tenho a intenção de tratar qualquer mulher com desrespeito; não me sinto superior a ninguém, não sou. Tristemente, sou sim fruto de uma geração que aprendeu, erradamente, que atitudes machistas, invasivas e abusivas podem ser disfarçadas de brincadeiras ou piadas.

https://compartilhou.net/doente-jose-mayer-foi-esquecido-pela-globo-e-abandonado-por-amigos/2/

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LEMBRANÇAS EMOCIONADAS DOS PLANTIOS DE ALHO E CEBOLA DIX-SEPTIENSES

Por José Romero Araújo Cardoso
Publicado em abril de 2016

Quando criança se constituía verdadeira diversão ajudar, talvez mais atrapalhar, querido tio de nome João Onofre Cardoso a preparar canteiros de alho e cebola nas vazantes do rio Apodi-Mossoró no percurso deste curso d´água no município de Governador Dix-sept Rosado.

Ficava encantado com a destreza do meu velho tio ajeitando cuidadosamente os sedimentos depositados pelo escoamento superficial, trabalhando artesanalmente um dos principais sustentáculos econômicos das famílias dix-septienses.

Culturas bastante democráticas, as quais atendiam de forma significativa à geração de emprego e renda para a população, sobretudo àquela parcela que dispunha de terras à beira do rio, os plantios de alho e cebola tornaram-se um dos símbolos do lugar. Governador Dix-sept Rosado ficou conhecida em épocas pretéritas como a capital do alho.

flores.culturamix.com

Compradores de todos os recantos, espalhados Brasil a fora, procuravam o alho e a cebola plantados em Governador Dix-sept Rosado devido à qualidade inigualável. Tranças de alho eram penduradas no mercado, na estação, nos bancos das praças, nas casas, enfim, em todos os lugares da cidade. Produziam-se em larga escala o melhor alho e a melhor cebola, não havendo concorrentes para àqueles produtos maravilhosos que eram beneficiados pela melhor terra ribeirinha do Estado do Rio Grande do Norte.

As colheitas eram festas indescritíveis, todos participavam de alguma forma. Era a garantia de dinheiro extra, apurado além do que se ganhava na exploração de gipsita ou em atividades agro-pecuárias as quais se dedicava e ainda se dedica a população dix-septiense.

Em consórcio com o alho e com a cebola plantava-se ainda batata que crescia enorme, verdadeira garantia de subsistência às famílias. Quantas saudades daqueles tempos, quantas alegrias tenho em minhas recordações dos plantios em vazantes em Governador Dix-sept Rosado.

www.revistacampoenegocios.com.br

O velho e saudoso trem levava alho e cebola para vários lugares, pois era grande a demanda pelos produtos extraordinários plantados e colhidos no meu querido rincão potiguar, no município em que estão fincadas minhas mais profundas raízes, terra heróica de encantos e prazeres que marca de forma extraordinária minhas reminiscências de infância, terra que amo de todo coração.

Infelizmente a década de oitenta do século passado foi marcada pelo advento de maléfico fungo conhecido por mal-de-sete-voltas. O estrago foi total, fragmentaram-se as culturas de alho e de cebola, nada prosperava quando dos plantios em vazantes após a chegada de infernal praga.

Destruía-se de forma violenta toda uma estrutura cultural que marcou por anos e anos a coletividade dix-septiense. Difícil e caro de ser contido, o mal-de-sete-voltas é responsável pela expressiva deficiência na insuficiência da qualidade de vida do meu povo, restando apenas a saudade de uma época em que Governador Dix-sept Rosado se destacava na economia do Estado do Rio Grande do Norte, entre outros bens e serviços, devido a intensa produção de alho e cebola.

José Romero Araújo Cardoso é geógrafo e professor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern)
Enviado pelo autor José Romero de Araújo Cardoso

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LOCAL DE ONDE PARTIU SINHÔ PEREIRA PARA GOIÁS

Por Cícero Aguiar Pereira

Cancela que dá acesso a Fazenda Preá, Município de Serrita-PE, foi dessa fazenda que Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira) no ano de 1922 partiu para Goias, deixando no comando do grupo Virgulino Ferreira da Silva (Lampião). 

A esposa e Sinhô Pereira

A época essa propriedade pertencia a Napoleão Franco da Cruz Neves, que era casado com Ana Pereira da Silva (Donana da Carnaúba) ela sendo irmã de meu trisavô Cel. José Pereira de Aguiar. 


Sem dúvidas um local que é parte importante da história do sertão nordestino.

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PARABÉNS PELO SEU ANIVERSÁRIO! QUE DEUS ESTEJA SEMPRE PRESENTE EM SUA VIDA.





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