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domingo, 11 de dezembro de 2022

✝️MORRE AOS 99 ANOS, DULCE MENEZES, A ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO DULCE MENEZES DOS SANTOS

 Por SomPODCast

https://www.youtube.com/watch?v=5vhWNYE1hNc&ab_channel=SOMPODCAST

Morre aos 99 anos, Dulce Menezes, última cangaceira do bando de Lampiã Dulce Menezes dos Santos, cangaceira que foi segunda mulher do cangaceiro Criança, faleceu na manhã de ontem (sexta, 09/12), em ã Paulo, aos 99 anos de idade. Dulce era única cangaceira do bando de Lampiã ainda viva, completaria 100 anos no dia 23 de maio de 2023. 

Provavelmente, Dulce nasceu no Estado de Sergipe, em Canindé de ã Francisco, nos arredores da Fazenda Jerimum de propriedade do senhorAntônio Menino(Antônio José Gomes de Britto) Sinhô do Jerimum(Francisco Correa de Britto), este último era sogro do Cel. Joã Bezerra, militar que comandou ataque que deu cabo vida de Lampiã na gruta de Angico em 1938. 

Filha de lavradores, Dulce ingressou no cangaç ainda menina, resistiu à dureza da vida nas caatingas sobreviveu chacina de Angico em 28 de julho de 1938. MORRE AOS 99 ANOS, DULCE, ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO. Dulce Menezes dos Santos, cangaceira que foi segunda mulher do cangaceiro Criança, faleceu na manhã de hoje, de dezembro de 2022, em ã Paulo, aos 99 anos de idade. Dulce era única cangaceira do bando de Lampiã ainda viva, completaria 100 anos no dia 23 de maio de 2023.  

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MORRE DULCE DE MENEZES A ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO.

 Por O Cangador de Histórias

https://www.youtube.com/watch?v=xjSrmhGW5PA&ab_channel=OCA%C3%87ADORDEHIST%C3%93RIAS

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A MORTE DA CANGACEIRA DULCE | CNL | 1215

 Por O Cangaço na Literatura

https://www.youtube.com/watch?v=X7xS3o2mBXM&ab_channel=OCanga%C3%A7onaLiteratura

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MORRE DULCE MENEZES A ÚLTIMA INTEGRANTE DO BANDO DE LAMPIÃO.

 Por Cangaçologia

https://www.youtube.com/watch?v=6Kkvvee4U9A&ab_channel=Canga%C3%A7ologia

Dulce Menezes que faria 100 anos de idade no próximo dia 23 de maio de 2023.

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MORRE AOS 99 ANOS, DULCE MENEZES, A ÚLTIMA CANGACEIRA DO BANDO DE LAMPIÃO.

 

Dulce Menezes dos Santos, a cangaceira que foi a segunda mulher do cangaceiro Criança, faleceu na manhã de ontem (sexta, 09/12), em São Paulo, aos 99 anos de idade.

Dulce era a única cangaceira do bando de Lampião ainda viva, completaria 100 anos no dia 23 de maio de 2023.

Provavelmente, Dulce nasceu no Estado de Sergipe, em Canindé de São Francisco, nos arredores da Fazenda Jerimum de propriedade do senhor “Antônio Menino” (Antônio José Gomes de Britto) e “Sinhô do Jerimum” (Francisco Correa de Britto), este último era sogro do Cel. João Bezerra, o militar que comandou o ataque que deu cabo a vida de Lampião na gruta de Angico em 1938.

Filha de lavradores, Dulce ingressou no cangaço ainda menina, resistiu à dureza da vida nas caatingas e sobreviveu a chacina de Angico em 28 de julho de 1938.

http://www.folhapatoense.com/2022/12/10/morre-aos-99-anos-dulce-menezes-a-ultima-cangaceira-do-bando-de-lampiao-2/

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MONTAGEM - LÁ VEM SABINO MAIS LAMPIÃO CHAPÉU DE COROU FUZIL NA MÃO

 Por Helton Araújo


https://www.facebook.com/photo/?fbid=198996895944020&set=gm.673469641107194&idorvanity=414354543685373

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DA FAZENDA SANTA LUZIA À CIDADE DE MOSSORÓ

Acervo do Jornal De Fato


No começo eram apenas criadores de gado e proprietários de fazendas, hoje, a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

O povoado teve sua origem com a pecuária, como muitas cidades interioranas, pois o lugarejo surgiu a partir de uma fazenda de gado, nas margens do rio Apodi-Mossoró, que recebeu o nome de "Fazenda de Santa Luzia", do proprietário português de Braga, Sargento-mor Antônio de Sousa Machado, onde foi edificada uma Capela com pedra e cal em 5 de agosto de 1772, à Santa Luzia, conforme uma promessa feita por sua esposa, Dona Rosa Fernandes.

Com a construção da Capela, aos poucos foram surgindo as casinhas nos arredores do templo religioso, no meio de denso matagal. E o pequeno povoado foi se formando, passando o lugar a se chamar, depois de Algum tempo, de povoado de Santa Luzia; mas, não se sabe quem foi o autor dessa razão social.

Com o tempo, os habitantes foram limpando os matagais circunvizinhos e formando pequenas "ruas" pelo arraial, e logo foram surgindo os nomes das ruas: Rua do desterro, Rua do Cotovelo, Rua do Triunfo, Rua Domingos da Costa, dentre outras.

No começo, essa região de Mossoró contava apenas com criadores de gado, proprietários de fazendas, sendo eles todos de outros Estados e cidades que ficavam próximas ou distantes; isto bem antes de 1739, quando a fazenda tinha como proprietário o capitão Teodorico da Costa. No ano de 1754, a fazenda passou a pertencer a José de Oliveira Leite. Nesta época existiam apenas 50 habitantes, não mais do que isso. 

Desde a criação do povoado que essa gente era ligada politicamente ao município e cidade de Apodi, na região do Médio Oeste potiguar. Mas, no dia 27 de outubro de 1842, pela resolução Nº 87, a freguesia de Santa Luzia de Mossoró foi desmembrada de Apodi, pelo Governo da Província. A Capela de Santa Luzia foi elevada à categoria de Matriz, tornando-se independente e, seu primeiro vigário, foi o Padre Antônio Joaquim Rodrigues, um homem que seria mais tarde um batalhador para que Mossoró se transformasse em cidade. 
Padre Antônio Joaquim Rodrigues

A pessoa que mais lutou por isso foi Antônio Francisco Fraga Júnior que encaminhou os papéis para o bispo Dom João da Purificação Marques Perdigão, que estava visitando o Estado do Ceará, naqueles idos, pois tudo que as pessoas queriam era o desligamento da Paróquia de Apodi e, naquele ano, 1838, não foi possível essa realização, nada ficou concretizado.

No dia 6 de outubro de 1840, ele voltou novamente a insistir pedindo para que a ideia fosse revista e, finalmente, depois de tanto tempo, esse sonho foi realizado por meio da Resolução nº. 87, de 27 de outubro de 1842, desmembrando,, assim, a nossa igreja da Freguesia de Apodi, e elevando à categoria da Matriz e incorporando-a ao termo da comarca de Assú.

Com o desligamento do município de Apodi, o povoado de Santa Luzia passou a pertencer politicamente à cidade de Assú-RN, situação que durou cerca de dez anos.

Na sessão do dia 13 de janeiro de 1852, chegava à Câmara Municipal um abaixo-assinado dos moradores da Freguesia de Santa Luzia, pedindo a elevação do povoado à categoria de Vila de Santa Luzia, sendo o abaixo-assinado lido pelo Secretário da Assembleia, Jerônimo Cabral Raposo da Câmara, e foi justamente pelo decreto Providencial, por meio da Lei Nº. 246, de 15 de março de 1852, que o povoado de Santa Luzia (Mossoró) foi elevado à categoria de vila, com o nome Vila de Mossoró, sendo sancionado pelo Dr. José Joaquim da Cunha, nascendo assim o décimo nono município da Província do Estado do Rio Grande do Norte. 

Padre Antônio Freire de Carvalho

No dia 24 de janeiro de 1853, fora instalada, nesta cidade, a primeira Câmara Municipal sob a presidência do padre Antônio Freire de Carvalho, e só foi elevada à categoria de cidade no dia 9 de novembro de 1870, pela Lei Nº. 620, por meio do Vigário Antônio Joaquim Rodrigues. Nesta época, ele era Deputado Provincial, quando apresentou o projeto à Assembleia Legislativa, no dia 25 de outubro de 1870, e com muito orgulho disse: "Fiz disto aqui uma cidade".

As três primeiras famílias a residiram neste município de Mossoró foram: Cambôa, Guilherme e Ausentes, sendo que a mais numerosa era a família de Cambôa, que no começo habitava somente na Ilha de Dentro; logo depois, estava habitando em toda a ribeira. A família Guilherme habitava o lugar chamado de "Camurupim" e a família Ausentes habitava o lugar mesmo nome.

No dia 12 de janeiro de 1871, a Câmara Municipal de Mossoró resolveu denominar  as ruas e numerar as casas, sendo escolhido para realização desse serviço o capitão Antônio Filgueira Secundes e Jeremias da Rocha Nogueira, mas não se sabe se eles fizeram mesmo.

No dia 17 de agosto de 1873, o vigário pediu autorização para construir um cemitário aos restos mortais das pessoas que moravam nesta cidade, sendo hoje o Cemitério São Sebastião. 

Cemitério São Sebastião de Mossoró

Mossoró é a segunda maior cidade do RN, com mais de 300 mil habitantes, e serve de polo para as regiões do Médio e Alto Oeste, Costa Branca, Vale do Assú e até Região Central. Indústria, comércio e serviços são carros-chefes de uma economia pujante. As indústrias de sal e do petróleo são destaques.

Mossoró tem na sua história e na cultura o perfil de cidade da resistência. Quatro importantes episódios são celebrados: Abolição da Escravatura, Motim das Mulheres, Primeiro Voto Feminino e a Resistência ao bando de Lampião.

Fonte: Livro Catedral de Santa Luzia - Um pouco de sua história. 

Segunda fonte: Revista de Santa Luzia.
Jornal De Fato.
Mossoró - Dezembro de 2022.

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110 ANOS DO LUIZ GONZAGA...

Por Conrado Matos


Meus amigos por favor compartilhem.
A BAHIA ESTARÁ LIGADA. Imperdível e ninguém deve deixar de assistir. O PROGRAMA NAÇÃO NORDESTINA DESTE DOMINGO, às 08 horas, 11 de Dezembro de 2022, vai estar fazendo uma grande homenagem aos 110 anos de Luiz Gonzaga. O Rei do Baião nasceu no dia 13 de Dezembro (Oficialmente Dia Nacional do Forró).

Sintonize às 08 horas pelo aplicativo Radiosnet, Rádio Aperipê FM 106,1, do Estado de Sergipe para assistir o programa ou acompanhe pela live no facebook de Paulo Corrêa

Programa NAÇÃO NORDESTINA, 15 anos no ar. Sucesso em Sergipe, Nordeste, em todo o Brasil e no Mundo.

Apresentação de Paulo Corrêa, radialista, jornalista e pesquisador de cultura nordestina. Direção e produção cultural: Kalina Elisabete e na Técnica de som: José Renato Machado Freitas.
Conrado Matos - Sócio Honorário do Programa NAÇÃO NORDESTINA, Rádio Aperipê FM 106.1, do Estado de Sergipe. Psicanalista, Poeta e Escritor sergipano radicado em Salvador. Nascido em Canhoba Sergipe.
Foto do Radialista e Jornalista Paulo Corrêa.

Compartilhando o informativo do Programa NAÇÃO NORDESTINA.

O programa Nação Nordestina desse domingo, dia 11 de dezembro, será todo dedicado aos 110 anos de nascimento de Luiz Gonzaga e ao Dia Nacional do Forró, ambos comemorados no mesmo dia, o 13 de dezembro.
Transmissão pelo aplicativo Rádios Net, pela sintonia da Rádio Aperipê FM, 106,1, na nossa @aperipesergipe e pelo Facebook Paulo Corrêa.
Programa Nação Nordestina - 15 Anos no Ar, aos domingos, das 08h às 10h, da manhã.
A BAHIA ESTARÁ LIGADA. Imperdível e ninguém deve deixar de assistir. O PROGRAMA NAÇÃO NORDESTINA DESTE DOMINGO, às 08 horas, 11 de Dezembro de 2022, vai estar fazendo uma grande homenagem aos 110 anos de Luiz Gonzaga. O Rei do Baião nasceu no dia 13 de Dezembro (Oficialmente Dia Nacional do Forró).

Sintonize às 08 horas pelo aplicativo Radiosnet, Rádio Aperipê FM 106,1, do Estado de Sergipe para assistir o programa ou acompanhe pela live no facebook de Paulo Corrêa

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Apresentação de Paulo Corrêa, radialista, jornalista e pesquisador de cultura nordestina. Direção e produção cultural: Kalina Elisabete e na Técnica de som: José Renato Machado Freitas.
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Foto do Radialista e Jornalista Paulo Corrêa.

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O programa Nação Nordestina desse domingo, dia 11 de dezembro, será todo dedicado aos 110 anos de nascimento de Luiz Gonzaga e ao Dia Nacional do Forró, ambos comemorados no mesmo dia, o 13 de dezembro.
Transmissão pelo aplicativo Rádios Net, pela sintonia da Rádio Aperipê FM, 106,1, na nossa @aperipesergipe e pelo Facebook Paulo Corrêa.
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sábado, 10 de dezembro de 2022

TRILOGIA DO ESCRITOR JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO

   Por José Bezerra Lima Irmão

Diletos amigos estudiosos da saga do Cangaço.

Nos onze anos que passei pesquisando para escrever “Lampião – a Raposa das Caatingas” (que já está na 4ª edição), colhi muitas informações sobre a rica história do Nordeste. Concebi então a ideia de produzir uma trilogia que denominei NORDESTE – A TERRA DO ESPINHO.

Completando a trilogia, depois da “Raposa das Caatingas”, acabo de publicar duas obras: “Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste” e “Capítulos da História do Nordeste”.

Na segunda obra – Fatos Assombrosos da Recente História do Nordeste –, sistematizei, na ordem temporal dos fatos, as arrepiantes lutas de famílias, envolvendo Montes, Feitosas e Carcarás, da zona dos Inhamuns; Melos e Mourões, das faldas da Serra da Ibiapaba; Brilhantes e Limões, de Patu e Camucá; Dantas, Cavalcanti, Nóbregas e Batistas, da Serra do Teixeira; Pereiras e Carvalhos, do médio Pajeú; Arrudas e Paulinos, do Vale do Cariri; Souza Ferraz e Novaes, de Floresta do Navio; Pereiras, Barbosas, Lúcios e Marques, os sanhudos de Arapiraca; Peixotos e Maltas, de Mata Grande; Omenas e Calheiros, de Maceió.

Reservei um capítulo para narrar a saga de Delmiro Gouveia, o coronel empreendedor, e seu enigmático assassinato.

Narro as proezas cruentas dos Mendes, de Palmeira dos Índios, e de Elísio Maia, o último coronel de Alagoas.

A obra contempla ainda outros episódios tenebrosos ocorridos em Alagoas, incluindo a morte do Beato Franciscano, a Chacina de Tapera, o misterioso assassinato de Paulo César Farias e a Chacina da Gruta, tendo como principal vítima a deputada Ceci Cunha.

Narra as dolorosas pendengas entre pessedistas e udenistas em Itabaiana, no agreste sergipano; as façanhas dos pistoleiros Floro Novaes, Valderedo, Chapéu de Couro e Pititó; a rocambolesca crônica de Floro Calheiros, o “Ricardo Alagoano”, misto de comerciante, agiota, pecuarista e agenciador de pistoleiros.

......................

Completo a trilogia com Capítulos da História do Nordeste, em que busco resgatar fatos que a história oficial não conta ou conta pela metade. O livro conta a história do Nordeste desde o “descobrimento” do Brasil; a conquista da terra pelo colonizador português; o Quilombo dos Palmares.

Faz um relato minucioso e profundo dos episódios ocorridos durante as duas Invasões Holandesas, praticamente dia a dia, mês a mês.

Trata dos movimentos nativistas: a Revolta dos Beckman; a Guerra dos Mascates; os Motins do Maneta; a Revolta dos Alfaiates; a Conspiração dos Suassunas.

Descreve em alentados capítulos a Revolução Pernambucana de 1817; as Guerras da Independência, que culminaram com o episódio do 2 de Julho, quando o Brasil de fato se tornou independente; a Confederação do Equador; a Revolução Praieira; o Ronco da Abelha; a Revolta dos Quebra-Quilos; a Sabinada; a Balaiada; a Revolta de Princesa (do coronel Zé Pereira),

Tem capítulo sobre o Padre Cícero, Antônio Conselheiro e a Guerra de Canudos, o episódio da Pedra Bonita (Pedra do Reino), Caldeirão do Beato José Lourenço, o Massacre de Pau de Colher.

A Intentona Comunista. A Sedição de Porto Calvo.

As Revoltas Tenentistas.

Quem tiver interesse nesses trabalhos, por favor peça ao Professor Pereira – ZAP (83)9911-8286. Eu gosto de escrever, mas não sei vender meus livros. Se pudesse dava todos de graça aos amigos...

Vejam aí as capas dos três livros:


https://www.facebook.com/profile.php?id=100005229734351

Adquira-os através deste endereço:

franpelima@bol.com.br

Ou com o autor através deste:


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O NOSSO BLOG ESTÁ COM AS LETRAS MIUDINHAS? SÓ PARA AS PESSOAS QUE NÃO TÊM MUITA INTIMIDADE COM BLOGS.

 Por José Mendes Pereira


Algumas pessoas que são leitoras do nosso blog, vez por outra reclamam do tamanho minúsculo das letras que aparecem no texto, mas este problema não está ligado ao blog, e, para corrigir isto, basta o leitor apertar a tecla de baixo do lado esquerdo onde está escrito Ctrl, pressione-a segurando-a, e vá até + (mais) ou - (menos) do lado direito na parte final e superior do teclado. Fique clicando em mais ou menos, que as letras serão aumentadas ou diminuídas de acordo com o seu gosto, não só as letras, como todo o texto mudará para letras grandes ou pequenas, inclusive as imagens. 

É apenas para as pessoas que não conhecem bem blogs.

Entendeu?

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MUDOU DE LADO A ENTREVISTA DE UM SUPOSTO EX-CANGACEIRO DO BANDO DE LAMPIÃO EM 1931


Durante o período de atuação de Virgulino Ferreira da Silva, o “Lampião” como chefe cangaceiro, chama a atenção de quem deseja conhecer a sua história através dos jornais, a quantidade de notícias que se pode encontrar na hemeroteca do Arquivo Público do Estado de Pernambuco.
 
Em alguns dos muitos jornais que circulavam em Pernambuco no período compreendido entre os anos de 1918 a 1938, quase todos os dias, principalmente entre os anos de 1922 e 1933, é difícil não se encontrar alguma notícia sobre o “rei do cangaço” e o seu bando.
 
Muitas das antigas coleções destes jornais, proveniente de diversos pontos do Estado de Pernambuco, estão devidamente encadernados e abertos à pesquisa, que pode ser feita de forma tranquila, com pessoal especializado assessorando os pesquisadores, farto material, seguindo regras básicas de manuseio e correta utilização. 


Localizado na Rua do Imperador D. Pedro II, número 371, no bairro de Santo Antônio, próximo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo pernambucano, esta repartição pública é um verdadeiro oásis de informações, onde aqueles que desejam se aprofundar nas pesquisas sobre o cangaço, certamente deverão sair deste local com alguma nova informação.
 
Recentemente estive em Recife para mais uma pesquisa sobre o cangaço neste local. Manuseando cuidadosamente o grande volume onde estão encadernadas as edições do primeiro semestre de 1931, o jornal recifense “A Notícia”, na edição do dia 8 de março, que em meio a muitas notícias da famosa e malfadada tentativa do capitão-aviador Chevalier, de utilizar um avião para dar combate a Lampião e seu bando no interior da Bahia, na primeira página, traz uma nota que chama a atenção pelo título; “Lampião, O soberano Sinistro - Um Ex-Companheiro do Famoso Cangaceiro, Faz Interessantes Declarações a Imprensa Carioca”.

Capitão Carlos Chevalier
Cortesia de Nildo Alexandrino

Uma Interessante Entrevista

O jornal pernambucano transcreve uma reportagem do periódico carioca “Jornal de Notícias”, com uma entrevista do então soldado do exército brasileiro, Otaviano Pereira de Carvalho. Ele é apresentado como “um homem que conhece os esconderijos de Lampião, os seus processos, as suas táticas”.
Otaviano, informa haver nascido na cidade cearense de Iguatu, estava agora, segundo o jornal, “incorporado à civilização”. Infelizmente a entrevista não informa como se deu a sua entrada no bando.
 
Afirmou que Lampião era um “bom homem”, que vivia na espingarda, mas era educado, possuía gestos de generosidade, distribuía dinheiro com os pobres, os cegos e falava pouco.
 
Otaviano informou que no assalto a casa da baronesa o cangaceiro teria conseguido a fortuna de 150 contos de réis, brilhantes, rosários de ouro, onde o rosário principal estaria com uma suposta amante de Lampião, que vivia “na fazenda do Maxixe, em Pernambuco”. Informa o modo como a ação ocorreu através de um falso cortejo fúnebre que entrou na vila pela manhã cedo, onde as armas são retiradas de uma rede que supostamente traria um defunto, passando o grupo a atacar a casa do delegado e exterminam a vida deste militar.
 
Seguramente este pretenso ex-cangaceiro comentava sobre o famoso assalto ocorrido em 26 de junho de 1922, a casa da senhora Joana Vieira Sandes de Siqueira Torres, a Baronesa de Água Branca, moradora deste município alagoano, homônimo ao seu título de nobreza. Fato este que gerou forte publicidade para a atuação de Lampião e do seu bando.
Mas quem seria a amante da “fazenda do Maxixe”, em Pernambuco?

Detalhes sobre Lampião
 
 

O ex-cangaceiro Otaviano em nenhum momento fala algo negativo sobre seu suposto ex-chefe. Já em relação ao irmão deste, Levino, não nega palavras desaforadas;  
“Levino é um impossível. Eu queria ter um tostão, por cada moça que ele deixou a toa. É Malvado. Mata só para ver a queda”.
Sobre os protetores e coiteiros de Lampião, o então militar narrou que um certo “Véio Praxedes”, que vivia próximo à cidade de Custódia, em Pernambuco, lhe guardava muitas munições.
 
Sobre as armas o ex-cangaceiro comentou que os fuzis do bando sempre eram utilizados serrados, transformando-os em “carabinas”, tornando o amamento mais leve e ágil na sua utilização. O armeiro que deixava as armas preparadas, um “mestre” na definição de Otaviano, seria um certo ferreiro de nome “Zuza”, do município cearense de Jardim, localizado na fronteira de Pernambuco.
 
Comentou que “o melhor esconderijo de Lampião fica na Serra da Forquilha”, que teria sido descoberto pelo então falecido cangaceiro paraibano Cícero Costa. No local, Otaviano informou existir um precioso caldeirão de água. Sobre este esconderijo, existe na região da Serra do Catolé, na zona rural do município pernambucano de São José do Belmonte, em direção à fronteira paraibana, um lugar conhecido como “Serra da Forquilha”. Estaria este pretenso ex-cangaceiro comentando sobre este lugar?
 
Sobre a medicina típica do bando, ele comentou a reportagem que para ferimentos de bala, Lampião e seus comandados utilizavam água de caroá para lavar o ferimento, depois colocavam leite de favela e entre quatro a cinco dias a ferida cicatrizava satisfatoriamente.
 
A reportagem enalteceu o comentário de Otaviano sobre o fato de Lampião não haver perseguido em 1926 a Coluna Prestes, na época do governo Artur Bernardes,. Disse que o ex-chefe era francamente favorável às revoluções no país, pois nestes períodos aproveitava para “descansar das perseguições”.
Sobre a propalada pontaria de Lampião, o jornal transcreveu as palavras do militar sertanejo na íntegra; “com um ôio só faz o servicinho míó do que com dois óio,,,”. Perguntado se ele era valente, comentou que Lampião “não tem preguiça de brigar, não”.
 
Já em relação à questão de onde surgiu à alcunha de Virgulino Ferreira da Silva, o ex-cangaceiro comentou sobre uma interessante tese. Segundo ele, em uma ocasião que Virgulino estava na vila pernambucana de Nazaré, local de onde surgiram seus mais ferrenhos perseguidores, ele teria feito um grande escarcéu, “quebrando todos os lampiões que existiam no lugar” e daí surgindo o nome que tornaria este cangaceiro famoso. Aqui temos uma versão bem diferenciada e original da origem do apelido.
 
Sobre a ação da polícia, chama a atenção os extensos e satisfatórios comentários feitos pelo ex-cangaceiro Otaviano, sobre a valentia e a forma de agir do então capitão Lucena, da polícia alagoanaEra o mesmo oficial José Lucena que em uma desastrada ação policial ocorrida em território alagoano, no ano de 1921assassinou o pai de Virgulino, o pacato José Ferreira.
 
Durante toda a entrevista, Otaviano Pereira de Carvalho em nenhum momento comenta o seu nome como ficou conhecido no meio dos cangaceiros.

Dúvidas

 

Esta interessante entrevista chama a atenção pela falta de fotografias do entrevistadomaiores dados sobre o militar Otaviano no Exército Brasileiro e outras notas mais detalhadas sobre a sua vida como cangaceiro. Seria para este pretenso ex-combatente do bando de Lampião se proteger?
 
Mas seria este entrevistado e sua história verdadeira? Otaviano Pereira de Carvalho era quem ele realmente afirmava ser na entrevista? Seria tudo isso uma grande farsa?
 
 só mais outras pesquisas para corroborarou não, a reportagem de capa do jornal pernambucano “A Notícia”, do dia 8 de março de 1931. Não podemos esquecer que em 1931, o militar e político cearense Juarez Fernandes do Nascimento Távora havia comandado as forças nordestinas que apoiaram Getúlio Vargas na implantação do movimento revolucionário de 1930 na região. Seu poder era tanto que Juarez Távora ganhou o apelido de “Vice-Rei do Norte”.
 
Távora e a Revolução de 1930 desejavam alterar as bases políticas e econômicas existentes então no Sertão nordestinoretirando tudo que representasse o atraso, daí se enquadravam desde os coronéis aos cangaceirosNeste sentido, uma entrevista com um ex-cangaceiro, agora militar do Exército Brasileiro, “um homem recuperado das hostes de Lampião”servia de maneira extremamente positiva ao novo regime.
Uma outra coisa que chama a atenção é o fato que todas as informações apresentadasprovavelmente  eram de conhecimento dos órgãos oficiais de repressão ao cangaceirismoNão se pode esquecer que em 1931 um certo número de cangaceiros estavam atrás das grades, a maioria cumprindo pena principalmente na Penitenciária de Recife.
 
Estes “cabras de Lampião” haviam sido presos na época da campanha de repressão comandada pelo então Chefe de Polícia de Pernambuco, Eurico Souza LeãoEsta campanha repressiva teve seu auge entre 1927 e 1929sendo um dos principais fatores para Lampião e um reduzido número de homenscruzarem o rio São Francisco e atuarem principalmente nos sertões da Bahia, Alagoas e Sergipeaté a sua morte em 1938.
Estes cangaceiros poderiam (talvez até sob tortura?) terem fornecido estas informações à polícia e elas terem sido utilizadas para a reportagem?

Conclusão

Estas conjecturas, sobre uma simples e antiga reportagem, mostra o quanto é interessante e difícil este tipo de trabalhoEvidentemente que para aqueles que trabalham com a pesquisa históricaseja em relação ao cangaço ou outros assuntosvenha à informação pesquisada oriunda de fontes orais ou documentaisconseguidas através de um diálogo com um informanteou em uma hemeroteca de algum arquivo, não é nenhuma novidade comentar que o material analisado deve ser sempre visto com ressalvas e exaustivamente analisado.
 
Entretanto visitar arquivos, em um futuro não muito distantedeverá ser a principal forma de se pesquisar sobre o cangaço. Pois enfim o tempo não para, e as últimas testemunhas reais dos fatos relativos ao cangaço estão seguindo seu caminho natural.


Por Rostand Medeiros
Pesquisador
 
Ops! Não tirem conclusões antes de ler os comentários.

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