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sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

INFERNO NO CIRCO: O DIA EM QUE O BRASIL ASSISTIU AO PIOR INCÊNDIO DE SUA HISTÓRIA.

André Bernardo

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    Do Rio de Janeiro para a BBC Brasil
Destruição deixada por incêndio do Gran Circo

CRÉDITO,ARQUIVO NACIONAL

Legenda da foto,

Em número de mortos, o incêndio do Gran Circo é o maior já registrado no Brasil

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Quando pediu à mãe para ir à matinê de domingo do Gran Circo Norte-Americano, que tinha acabado de chegar a Niterói, município vizinho ao Rio de Janeiro, Maria José Martins de Oliveira, a Zezé, ouviu um sonoro “não” como resposta.

Dias antes, Arlete Martins de Oliveira tivera um pesadelo medonho: sonhou que a filha de 11 anos tinha sofrido um acidente de ônibus e, presa nas ferragens, suplicava por socorro. Alheia aos “maus pressentimentos” da mãe, Maria José pediu ajuda ao pai, Geraldino Leite de Oliveira, que intercedeu em favor da filha.

Conclusão: a menina foi ao circo acompanhada por uma afilhada de batismo da mãe, nove anos mais velha.

O Gran Circo chegou a Niterói no dia 8 de dezembro de 1961 e foi montado na Praça do Expedicionário, em frente à Estação Leopoldina. O mastro principal media 17 metros de altura e a lona, feita de algodão e revestida de parafina, pesava seis toneladas.

Para ajudar na montagem, o dono do circo, o gaúcho Danilo Stevanovich, contratou 50 operários. Depois de armado, o Gran Circo ocupou um diâmetro de 50 metros em um terreno baldio que, aos sábados e domingos, servia de campo de futebol improvisado para a garotada da vizinhança. O circo estreou em Niterói na noite de 15 de dezembro, uma sexta-feira, com lotação esgotada.

Aluna do Colégio Maria Tereza, em São Domingos, Maria José voltava para casa em Tribobó, São Gonçalo, quando, na avenida Feliciano Sodré, viu, pela janela do ônibus, o desfile de alguns dos 40 artistas do circo, entre palhaços, trapezistas e domadores, e dos seus 150 animais, como leões, girafas e elefantes, pelas ruas de Niterói. “Fiquei doida!”, resume a hoje professora aposentada, com 73 anos.

Ela e a afilhada de sua mãe conseguiram comprar os últimos ingressos para a matinê de sábado, que começava às duas e meia da tarde. O circo tinha capacidade para 3,4 mil espectadores, divididos por nove arquibancadas, 800 cadeiras e 25 camarotes.

Panfleto anunciando apresentações do Gran Circo

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ARQUIVO NACIONAL

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O Gran Circo era formado por 40 artistas, como palhaços, trapezistas e domadores, e 150 animais, como leões, girafas e elefantes

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Cada uma das 10 sessões do Gran Circo em Niterói começava com um número de domadores de leões e terminava com outro de trapézio.

Foi um dos integrantes dos Flying Santiago, aliás, a primeira pessoa a gritar “Fogo!” naquela tarde calorenta de 17 de dezembro.

A trapezista Nena, nome artístico de Antonietta Stevanovich, irmã de Danilo, tinha acabado de fazer seu número quando avistou, por volta das quatro e vinte da tarde, as primeiras labaredas, a cerca de 20 metros da entrada principal. O fogo começou na parte de baixo da lona. Ela e os outros dois trapezistas, Santiago Grotto e Vicente Sanches, conseguiram escapar ilesos pela porta dos fundos.

Maria José não teve a mesma sorte. Na confusão, a menina se perdeu da afilhada de sua mãe. Sozinha, foi empurrada pela multidão e pisoteada. Conseguiu se levantar com dificuldade. Mas, quando se preparava para sair correndo, alguém pisou na sandália de borracha que ganhou de presente da mãe e levou outro estabaco.

“Caí por cima de várias pessoas. E várias pessoas caíram por cima de mim. Caí e ali fiquei, sem conseguir me levantar. Tudo o que eu conseguia fazer era pedir a Deus para me tirar dali. Até hoje, não sei como consegui”, recorda Maria José que, sob o nome artístico de Zezé Pedroza, contou sua história no romance Vidas em Chamas (Editora Viseu, 2016), dedicado à sua mãe e ao cirurgião plástico que a operou, Jacy Conti de Alvarenga.

Enquanto os trapezistas corriam para a porta dos fundos, Semba, uma das cinco elefantas indianas da trupe, abria um gigantesco rasgo na lona. Minutos antes, ela e suas irmãs – Jane, Lisa, Yoga e Mary – divertiram o público, jogando bola, dançando valsa e levantando as patas.

No entanto, ao ouvir o grito de fogo, o paquiderme de quatro toneladas fugiu em debandada e deixou um rastro de admiração e cólera.

“Herói para uns, porque abriu espaço por onde muitos passaram, vilão para outros, porque provocou mortes em seu caminho”, descreve o jornalista Mauro Ventura em O Espetáculo Mais Triste da Terra — O Incêndio do Gran Circo Norte-Americano (Companhia das Letras, 2011).

Sapatos deixados ao lado de destroços do circo

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ARQUIVO NACIONAL

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Na fuga, centenas de sapatos, sandálias e chinelos foram deixados para trás


'Corredor da morte'

Na hora do “salve-se quem puder”, poucos conseguiram fugir pela porta dos fundos — apesar de larga, era escondida por uma cortina —, outros tantos pegaram carona na fuga alucinada de Semba.

A maioria tentou sair por onde entrou. Para chegar sãos e salvos do lado de fora, tinham que atravessar um túnel de treze metros de comprimento por quase quatro de largura. No caminho, dois gradis de ferro usados para facilitar a entrada do público dificultavam sua fuga. Perto do fim da sessão, seriam retirados. Mas, com o incêndio, ninguém se lembrou disso. Conclusão: o tal túnel ganhou o macabro apelido de “corredor da morte”.

Ao longo de dois anos, Ventura entrevistou dezenas de pessoas, entre sobreviventes, familiares, médicos, voluntários e escoteiros.

Das muitas dificuldades que enfrentou, destaca três: ninguém queria dar entrevista (“O trauma foi tão grande que as pessoas preferiam evitar o tema”), as memórias vinham embaralhadas (“Eram muitas as contradições. Muita gente confundia a data e o local da tragédia”) e documentos importantes se perderam (“A começar pelo processo judicial, que simplesmente desapareceu”).

“Caso estivesse fazendo o livro hoje, a principal dificuldade seria a ausência de fontes. Os principais entrevistados morreram de 2009 para cá”, lamenta.

Estrutura danificada do túnel de treze metros de comprimento que foi apelidado de túnel da morte

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A maioria do público tentou fugir pelo que ficou conhecido como 'corredor da morte'


'Ainda tenho muito o que viver'

Um dos relatos mais emocionantes foi o de Lenir Ferreira de Queiroz Siqueira. Na tragédia, ela perdeu o marido, Wilson, e os filhos, Regina e Roberto, de três anos e meio e dois, respectivamente. Perdeu também os gêmeos que esperava.

“Ele me convenceu a ir porque a girafa era ‘xará’ de nossa filha”, contou Lenir ao programa Linha Direta Justiça: O Incêndio do Gran Circus Norte-Americano, exibido pela TV Globo em 29 de junho de 2006.

No hospital, Lenir não foi reconhecida sequer pela mãe. Maria Benigna só se convenceu de que aquela paciente era sua filha quando ouviu seu murmúrio: “Mamãe”. “Nossa Senhora! É ela mesma”, espantou-se.

O incêndio do Gran Circo durou apenas 10 minutos. Mas deixou, segundo estimativas oficiais, 503 mortos — sete em cada dez eram crianças.

“Jamais tantos brasileiros morreram em tão pouco tempo e no mesmo lugar”, afirma Ventura.

O incêndio da Boate Kiss, em 27 de janeiro de 2013, registrou 242 vítimas fatais e do edifício Joelma, em 1º de fevereiro de 1974, 188.

A exemplo do que acontecera com a mãe de Lenir, parentes e amigos tinham dificuldade para reconhecer seus mortos e feridos. De tão carbonizado, Wilson, o marido de Lenir, só foi identificado pela aliança. No verso dela, o nome da esposa.

Presidente João Goulart visita uma vítima do incêndio no Hospital Municipal Antônio Pedro

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Presidente João Goulart visita uma vítima do incêndio no Hospital Municipal Antônio Pedro

Quando todos imaginavam que aquele pesadelo não poderia piorar, o que restava da lona de algodão parafinado despencou, em chamas, sobre a multidão. Na ânsia de proteger o rosto, muitos sofreram queimaduras de terceiro grau nas mãos e nos braços.

Durante o resgate, voluntários quiseram levantar o toldo, mas foram impedidos por bombeiros. A manobra poderia arrancar a pele das vítimas incineradas. Lenir só conseguiu ser resgatada dos escombros porque ouviu um bombeiro gritar: “Quem estiver vivo faça algum movimento ou dê algum sinal!”.

Lenir Siqueira entrou e saiu do coma várias vezes, recebeu o sacramento da extrema-unção no leito do hospital e permaneceu por nove meses internada no Hospital Municipal Antônio Pedro (HMAP). Deixou a unidade no dia 8 de setembro de 1962.

“Apesar de tudo pelo que passou, achava que existiam dois caminhos: o da lamentação e o do sorriso. Optou pelo segundo. ‘Tenho que falar bobagem para os outros rirem’, costumava dizer. Quando enfrentava algum problema de saúde, sequela do incêndio, dava bronca em Santo Antônio: ‘Não me leva, não. Ainda tenho muito o que viver’”, relata o jornalista.

Lenir morreu em 2018, aos 81 anos.

'Gentileza gera gentileza'

O livro de Mauro Ventura também desfaz algumas lendas urbanas. Uma delas afirma que as feras do circo teriam escapado das jaulas e estariam devorando crianças pelas ruas de Niterói.

A mais famosa, porém, faz alusão ao Profeta Gentileza (1916-1996). Dizia que o empresário José Datrino, dono de uma pequena empresa de cargas, teria se transformado em pregador depois de perder a família no incêndio. Nada disso. Por ocasião da tragédia, alega ter recebido uma “revelação” que o levou a trocar sua vida material por outra, espiritual. A bordo de um caminhão, seguiu para o local da tragédia. Lá, permaneceu por quatro anos, consolando as famílias das vítimas.

“Desde os 12 anos, José Datrino sabia que, um dia, teria que cumprir uma missão na Terra”, diz Leonardo Guelman, doutor em Literatura Comparada pela UFF e autor de Univvverrsso Gentileza (Mundo das Ideias, 2008). “O incêndio do circo foi o episódio que deflagrou essa transformação interior. Para Gentileza, o circo era a representação do mundo. A lona circense corresponderia à abóbada celeste”.

Com barba e cabelos grandes e vestindo bata branca, o andarilho eternizou versos como “Gentileza gera gentileza” nas 56 pilastras do viaduto do Gasômetro, no Centro do Rio. Ganhou homenagens musicais de Gonzaguinha (1945-1991) e Marisa Monte.

Gentileza morreu em 28 de maio de 1996, aos 79 anos, na cidade de Mirandópolis (SP), a 594 km da capital.

Destroços do incêndio

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O circo era dividido em nove arquibancadas de madeira, 800 cadeiras de ferro e 25 camarotes


Queimaduras em 90% do corpo

O número de mortos no incêndio foi tão grande que o então governador do Rio, Celso Peçanha (1916-2016), convocou todos os marceneiros de Niterói para fabricarem quatrocentos caixões.

O estádio Caio Martins, com capacidade para 12 mil torcedores, foi transformado em uma imensa oficina de carpintaria. Se faltavam caixões para inúmeros cadáveres, também faltavam sepulturas para incontáveis enterros.

O prefeito de Niterói, Dalmo Oberlaender, resolveu criar um anexo ao Cemitério do Maruí, no Barreto. Chamou 300 funcionários da prefeitura para abrir novas covas no alto do morro. Até 50 presos, todos com bom comportamento, foram deslocados para o trabalho. Até onde se sabe, ninguém tentou fugir.

Do lado de fora do circo, também faltavam ambulâncias para tantos feridos. Muitos foram socorridos em táxis, ônibus e caminhões. Até um carrinho de picolé foi usado na remoção de uma criança. Mas, para a tristeza do vendedor da Kibon, morreu a caminho do hospital.

Nas unidades superlotadas, as vítimas esperavam por atendimento médico em todo e qualquer canto: deitadas nos corredores, sentadas no chão, estiradas nas macas... “Perdi mais de 60 crianças. Não conseguia socorrer a todas ao mesmo tempo”, lamenta o cirurgião plástico Ronaldo Pontes, de 90 anos, que dava plantão no Hospital Pediátrico Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca.

“Fiquei duas semanas sem voltar para casa, trabalhando sem parar”.

Pilha de caixões construídos para vítimas

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Carpinteiros foram chamados às pressas para construir 400 caixões

Quem também emendou plantões foi o clínico geral Waldenir Bragança. Até pensou em levar os filhos mais velhos ao circo, mas uma reunião de última hora em Araruama, na Região dos Lagos, o obrigou a refazer seus planos.

Na volta para casa, levou um susto ao se deparar com o caos pelas ruas. Como o Hospital Antônio Pedro, o maior de Niterói, estava em greve, Bragança correu para o Hospital Psiquiátrico de Jurujuba.

“Encontrei um antigo colega de ginásio entre as vítimas”, relata, aos 92 anos. “Já estava sem visão, com os olhos e parte do corpo queimados. Chamou meu nome, apliquei uma injeção nele e, logo em seguida, morreu”.

Maria José foi levada para o Hospital Orêncio de Freitas (HOF), no Barreto, em Niterói. “Sofri queimaduras de terceiro grau em 90% do corpo”, relata.

Quando completou 12 anos, no dia 25 de dezembro de 1961, estava em coma. Passou quase um mês inconsciente. Foi submetida a 15 cirurgias plásticas e a oito enxertos de pele. Recebeu alta em julho de 1962, sete meses depois da tragédia.

Dona Arlete entrou na Justiça em 1962. Mas, o processo, a exemplo do que acontecera com outros documentos importantes, como os registros dos hospitais e dos cemitérios, desapareceu. Até hoje, Maria José não recebeu um centavo de indenização. No entanto, ingressou com uma ação no Tribunal Internacional de Haia por crime contra a humanidade.

'Monstro incendiário' ou bode expiatório?

A suspeita da polícia recaiu sobre Adilson Marcelino Alves, o Dequinha, um dos 50 operários contratados por Stevanovich para ajudar na montagem do circo.

Denunciado por um funcionário, Maciel Felizardo, foi preso e interrogado. Em seu depoimento à polícia, confessou ter ateado fogo à lona. “Se eu soubesse que ia morrer tanta gente, não teria feito o que fiz”, declarou o rapaz.

Foi condenado a 16 anos de prisão. Seus cúmplices, Walter Rosa dos Santos, o Bigode, e José dos Santos, o Pardal, também cumpriram penas — de 16 e 14 anos, respectivamente. Dequinha escapou em 26 de janeiro de 1973. Foi morto a tiros, menos de uma semana depois. Está enterrado no mesmo cemitério construído às pressas para as vítimas da tragédia.

Ainda hoje, a causa do incêndio divide opiniões.

“Para uns, Dequinha era um ‘monstro incendiário’. Para outros, um bode expiatório. Afinal, interessava às autoridades encontrar logo o culpado”, explica Ventura.

Há quem acredite na hipótese de acidente. Neste caso, a versão mais provável é a de curto-circuito.

“O que mais me chamou a atenção foi a ausência de fiscalização”, observa a historiadora Ana Maria Mauad, do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade Federal Fluminense (UFF). “Deixaram instalar um circo para mais de 500 pessoas com lona altamente inflamável e sem controle de segurança das instalações elétricas”.

Bigode e Dequinha são interrogados pelo governador do Rio de Janeiro

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Bigode e Dequinha são interrogados pelo governador do Rio de Janeiro

“O caso levou à condenação de um jovem de origem pobre e com deficiência mental, que mesmo as vítimas não acreditam ter sido capaz de realizar o ato”, endossa o historiador Paulo Knauss, do LABHOI-UFF.

Não foi o primeiro circo da família Stevanovich a pegar fogo. O Bufallo Bill e o Shangri-lá também foram destruídos pelas chamas, em 1951 e 1952, ambos no Rio de Janeiro.

Danilo morreu em 2001. Mas, o Gran Circo, rebatizado de Le Cirque, continua em atividade, sob a direção de George Stevanovich, sobrinho de Danilo.

O incêndio no Gran Circo gerou uma comoção internacional.

O papa João 23 (1881-1963) mandou rezar uma missa em homenagem às vítimas. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) doou a quantia de 1 milhão de cruzeiros. E o Santos de Pelé (1940-2022) e o Botafogo de Garrincha (1933-1983) fizeram uma partida beneficente em pleno Maracanã.

Por outro lado, provocou um trauma sem precedentes. Niterói só voltou a assistir a um espetáculo do gênero em 1975. Mas, ao contrário do Gran Circo, o Hagenback tinha lona italiana à prova de fogo, seis saídas de emergência e numerosos extintores de incêndio.

Estrutura de lona do circo

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O mastro principal tinha 17 metros de altura e a lona de algodão com resina de parafina, material inflamável

Muitos moradores ainda passam mal ao entrar em ambientes fechados, evitam frequentar lugares abarrotados de gente ou deixaram de comer churrasco por causa do cheiro de carne queimada.

É o caso de Cézar Teixeira Honorato, de 69 anos. “O maior impacto talvez seja o de não conseguir, passado tanto tempo, ir a um circo”, diz.

O professor de História Econômica e Social da UFF não foi à matinê porque seu pai deixou para comprar os ingressos na hora da sessão.

“Naquele domingo, almoçamos na casa dos meus avós. Ao voltar de bonde, soubemos do incêndio e seguimos direto para casa. Como morávamos ali perto, pudemos ver toda a tragédia”, relata Cézar.

O terreno que, em 1961, abrigou o Gran Circo cedeu lugar, sete anos depois, à Policlínica Militar de Niterói.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c89y43gvdl4o

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POEMA...

Por Veraneide Saraiva da Rocha



Há dias em que sou ponto,

querendo encerrar coisas.

Em outros, vejo-me vírgula,

que a tudo tenta separar.

Tenho também meus momentos de dois pontos,

ao tentar enumerar aquilo que me incomoda.

E quando sou travessão,

é para tirar os nós da garganta,

berrar, se for preciso.

A verdade é que em mim cabem todas

as pontuações.

Afinal, sou um texto diferente a cada dia.

Um dizer que nunca se acaba.


https://www.facebook.com/veraneide.saraivadarocha

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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

SERTÃO CANGAÇO.

Por Euridice Barros Dos Santos

GITIRANA E JANDAIA.

EM PINHÃO SE .
ANO 1938.

https://www.facebook.com/photo/?fbid=432593565768635&set=gm.2128292807515019&idorvanity=893614680982844

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O HOMEM NA LUA – UM GRANDE SALTO PARA HUMANIDADE.

 

”Aqui, homens do Planeta Terra pisaram na Lua pela primeira vez. Viemos em paz, em nome de toda a Humanidade.”

Biólogo e engenheiro, o francês Júlio Verne combinou seus conhecimentos científicos com uma alta dose de imaginação; e com esses, instrumentos escreveu contos proféticos, antecipando a seus incrédulos leitores do século XIX muitas das espetaculares conquistas a que o homem chegaria por meio da ciência.

Em 1870, após publicar o conto Da Terra à Lua, afirmou que não se passaria um século antes que homens de carne e osso repetissem a formidável façanha conseguida por seus personagens: a conquista da Lua. Passaram-se 99 anos.

Em 20 de julho de 1969, cerca de um bilhão de pessoas, em todos os cantos da Terra, reuniam-se em torno de televisores. E assistiam às mais estranhas imagens já transmitidas pela TV. Era uma cena histórica.

Neil Armstrong, comandante da primeira expedição terrestre à Lua, desce lentamente pela escada do Módulo Lunar; envolto no traje de proteção, sua figura toda branca destacando-se contra um fundo de céu negro. Agora, já sobre uma das “patas” do veículo, ergue o pé esquerdo, para em seguida baixá-lo cuidadosamente, imprimindo naquele empoeirado solo a marca de sua bota. É o primeiro a pisar na Lua.

Clique no link para ler o texto inteiro: 

https://tokdehistoria.com.br/2024/01/15/o-homem-na-lua-um-grande-salto-para-humanidade/

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CANGACEIRO PORTUGUÊS É EXECUTADO DENTRO DA CADEIA ( VINGANÇA !!!! ).

Por Cangaço Eterno.

https://www.youtube.com/watch?v=7vkUilp-t-E&ab_channel=Canga%C3%A7oEterno

Já ouviu aquele ditado " Aqui se faz, aqui de paga " ?

Pois bem, ele é aplicado de forma incrível à trágica história do cangaceiro Português, que matou um homem e encontrou seu fim onde ele menos imaginaria. " Quem bate, esquece, quem apanha lembra " !

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VERA FERREIRA FAZ DEPOIMENTO NA ACB SOBRE LAMPIÃO

Por Cangaço em Foco.
https://www.youtube.com/watch?v=LeGyu9xwb4M&ab_channel=benjaminbatista1

BENJAMIN BATISTA FILMA DEPOIMENTO DA NETA DE VIRGOLINO FERREIRA -- LAMPIÃO, VERA FERREIRA NA ACAD. DE CULTURA DA BAHIA, BRASIL, QUANDO A ESCRITORA LANÇOU O LIVRO BONITA MARIA DO CAPITÃO. DEPOIS BB CANTA UMA CANÇÃO DE AUTORIA DO MAESTRO CARLOS GOMES.

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LAMPIÃO EM BARBALHA/CE - CANAL CANGAÇO EM FOCO

 Por Cangaço em Foco.

https://www.youtube.com/watch?v=XZdGl8CfXag&ab_channel=CANGA%C3%87OEMFOCO

Passagem de Lampião em Barbalha em 1926, antes de chegar em Juazeiro do Norte.

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LAMPIÃO E MARIA BONITA: UMA JORNADA ALÉM DO CANGAÇO

Por Randel Protásio

Caros amigos e amigas,

hoje trago até vocês uma viagem no tempo, uma reimaginação do que poderia ter sido a vida de dois ícones do cangaço, Lampião e Maria Bonita, se tivessem tido a chance de envelhecer. Imaginem esses dois personagens fascinantes, que viveram intensamente durante um período turbulento da história do nordeste brasileiro, agora mais velhos, mas igualmente cheios de paixão e história para contar.

Se estivessem vivos hoje, Lampião estaria com aproximadamente 122 anos, enquanto Maria Bonita estaria com 111 anos. O tempo pode ter deixado suas marcas, mas a chama da resistência e a história de amor que os uniu continuaria queimando forte.

Em nosso vídeo, exploramos as linhas do tempo imaginárias desses dois ícones, mostrando como teriam vivido suas vidas além do cangaço. A experiência do envelhecimento pode ter alterado suas aparências, mas a essência de suas personalidades indomáveis permaneceria inalterada.

Lampião, seria como foi e agora uma fonte de sabedoria, compartilhando suas experiências e ensinamentos com as gerações mais jovens. Maria Bonita, a rainha do cangaço, seria uma figura de resiliência, uma testemunha viva de uma era passada, ainda envolvida em mistério e romance.

Esta é uma homenagem à memória desses dois personagens que desafiaram o status quo de sua época. Eles continuariam a inspirar e a encantar, mesmo nas rugas do tempo. Que a história de Lampião e Maria Bonita perdure, lembrando-nos da força do espírito humano e do amor que transcende as adversidades.

Lampião e Maria Bonita, se tivessem tido a chance de envelhecer. Essa narrativa vai além das armas e dos combates; ela mergulha na alma sensível de Lampião, um homem multifacetado cuja vida foi moldada por circunstâncias cruéis.

Lampião, cujo verdadeiro nome era Virgulino Ferreira da Silva, não foi apenas um cangaceiro, mas um homem de muitas qualidades. Sua entrada no cangaço foi marcada pela tragédia de ver seu pai ser brutalmente assassinado. Consumido pela sede de vingança, Lampião assumiu as rédeas de sua própria justiça, transformando-se no líder destemido que conhecemos.

Além de sua ferocidade no campo de batalha, Lampião carregava consigo uma sensibilidade única. Ele era um homem que apreciava a arte da perfumaria, envolvendo-se em fragrâncias que desafiavam a dureza do sertão. Surpreendentemente, ele também tinha habilidades em costura, desafiando estereótipos e mostrando que sua inteligência ia muito além das estratégias de combate.

No vídeo que compartilhamos, destacamos o lado multifacetado de Lampião, o líder cangaceiro que amava, costurava e apreciava a beleza nas pequenas coisas. A história de amor entre ele e Maria Bonita transcende as fronteiras do cangaço, revelando um laço profundo e verdadeiro.

Ao lado de Maria Bonita, uma mulher forte e determinada, Lampião encontrou não apenas uma companheira de armas, mas uma parceira na vida.

Esta é uma homenagem à memória desses dois personagens que desafiaram o status quo de sua época. Eles continuariam a inspirar e a encantar, mesmo nas rugas do tempo. Que a história de Lampião e Maria Bonita perdure, lembrando-nos da força do espírito humano e do amor que transcende as adversidades.

Assistam ao vídeo e juntem-se a nós nessa jornada imaginativa. Que as lendas de Lampião e Maria Bonita continuem a iluminar nossos corações como uma lâmpada que nunca se apaga.

#LampiaoEMariaBonita #Cangaco #CulturaNordestina

Restauração e simulação de:

Randel Protasio

randelprotasio@gmail.com

(87) 9.8857-6679

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

Informação: Grande Randel Protásio, não consegui repassar nenhuma foto para o blog.

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CANGAÇO: JORNAL PUBLICA CARTA DE LAMPIÃO

 Acervo Anderson Batista.

https://www.youtube.com/watch?v=2rQCUnafKhU&ab_channel=FatosnaHist%C3%B3ria-Canga%C3%A7oeNordeste

Quando o Jornal "A Batalha" publicou uma carta de Virgolino Ferreira, o Lampião. Referências: Jornal "A Batalha", de 12 de março de 1931


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𝐴 𝑆𝐴𝐼́𝐷𝐴 𝐷𝐸 𝑇𝐸𝑂́𝐹𝐼𝐿𝑂

Acervo Jaozin Jaaozinn

Fotografia da força volante baiana do Tenente Zé Soares (1° em pé à esquerda), possivelmente no final da década de 1930. Nela, aparecem os volantes João Crispa (2° agachado da esquerda para a direita) e Teófilo Pires (3° agachado da esquerda para a direita).

Após seis longos anos participando da campanha contra o cangaceirismo na região baiana, tendo como destaque o tiroteio no Raso da Catarina/BA que culminou na morte de seu sobrinho, o cangaceiro Calais, Teófilo decide dar baixa das forças policiais em julho de 1938.

Segundo o depoimento que o mesmo deu para o pesquisador João de Souza Lima, o seu irmão, Zé Pires, pegou um ladrão que estava roubando ouro e prata na casa de suas primas. Desconfiou de que o salteador fosse o rapaz por nome José Menezes; ficou sabendo que o homem estava seguindo viagem e então fez uma emboscada para o pegar em flagrante, viu os objetos que tinham sido furtados pelo o homem, porém, o rapaz acabou ficando com os ouros para que não fosse colocado que Zé Pires era o meliante, levando uma falsa acusação.

Ocorreu uma certa confusão entre a família Pires e os Menezes sobre o roubo dos utensílios, chegando ao ponto de que o Capitão Menezes, primo de José Menezes, afirmasse que o seu parente era um contratado da volante, para que este tivesse o direito de andar armado.

Por essa cobertura de seu primo militar, o “ratoneiro” acabou tendo um revólver para a sua defesa. Em uma mesa de jogo que acontecia no povoado Encozeira/BA, Zé Pires estava sentado e participando com os demais. De repente, aparece Menezes dando um tapa no ouvido de Pires. Acabou pensando que fosse um conhecido, porém, reparou que era o homem que emboscou na estrada. Ao se levantar, viu que José estava armado, se “acovardando” naquela situação.

Uma semana depois, em dia de feira, Zé Pires e outro irmão seu, este com um chicote, aparecem no local. Ergue e fala para Zé: “Quer bater ou quer que eu bata?". O Pires, que fora recentemente ameaçado por Menezes, pegou o chicote da mão de seu irmão. Deram uma surra no dito cujo, já caindo no chão na primeira chicotada.

Dias depois, Zé Pires junto com o seu primo Antônio Nunes, decidem integrar a força policial em Chorrochó/BA, para o Sargento Comandante Zé Soares, substituindo o Capitão Menezes. Chegando no local, Soares acabou tomando as armas dos dois e apreendendo-os.

Sendo volante a serviço do Sargento e parente dos presos, Teófilo fora chamado para conversar com Zé Soares sobre o acontecido. Ao chegar no local, se apresentou e entregou o seu fuzil, dizendo que não queria mais servir para ele, pois entrou na polícia para perseguir cangaceiro e não parente seu, e se desligou do batalhão contra o banditismo no mesmo dia.

Uma/duas semanas depois, em Chorrochó, ficou encarregado de entregar o armamento do Estado que estava na casa de seu pai, João Pires, para o Sargento Zé Soares. No caminho, encontra a tropa do mesmo em direção à Encozeira.

Já na Encozeira, acabaram soltando o seu irmão e primo da cadeia. Teófilo recebeu um chamado para ir até a morada do Sargento Comandante. Chegando lá, Soares acabou falando que seus parentes foram presos por terem deflagrado a munição e o armamento do Estado.

Ao receber essa mensagem, Teófilo diz que, se fosse ele, teria dito a verdade. Pois não foram presos por essa acusação, e sim por terem batido num salteador ladrão de casa e roubador de utensílios de ouro e prata.

Depois dessa conversa, Teófilo encerrou o assunto e fora embora da casa do seu já ex-comandante da força baiana, virando, agora, um paisano da Vila de São José, em Chorrochó/BA.

𝐅𝐎𝐍𝐓𝐄𝐒: 𝑷𝒆𝒔𝒒𝒖𝒊𝒔𝒂𝒅𝒐𝒓 𝒆 𝑯𝒊𝒔𝒕𝒐𝒓𝒊𝒂𝒅𝒐𝒓 𝑱𝒐𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝑺𝒐𝒖𝒛𝒂 𝑳𝒊𝒎𝒂; 𝑪𝒂𝒏𝒂𝒍 𝒏𝒐 𝒀𝒐𝒖𝒕𝒖𝒃𝒆 𝑨𝒅𝒆𝒓𝒃𝒂𝒍 𝑵𝒐𝒈𝒖𝒆𝒊𝒓𝒂 - 𝑪𝒂𝒏𝒈𝒂𝒄̧𝒐.

.𝐶𝐴𝑁𝐺𝐴𝐶̧𝑂 𝐵𝑅𝐴𝑆𝐼𝐿𝐸𝐼𝑅𝑂.

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CANGAÇO LAMPIÃO...

 Por Fatos na História

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DESCULPEM-NOS!

 Por José Mendes Pereira


O blog do Mendes e Mendes e eu, pedimos desculpas aos nossos leitores e amigos sobre a falta de postagens em nossa página. Nós estávamos sem sinal. Foi resolvido o problema, e esperamos retornar aos nossos trabalhos com muita firmeza. 

Agradecemos a compreensão dos nossos leitores e amigos deste blog.

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terça-feira, 23 de janeiro de 2024

O CASO DO CANGACEIRO MENINO DE OURO!

 Por Geraldo Júnior


Embora identificado na tradicional fotografia do bando de lampião em limoeiro do Norte/Ce tirada em 15 de junho de 1927, alguns pesquisadores/historiadores afirmam que o cangaceiro Menino de Ouro foi ferido gravemente durante a tentativa de invasão à Mossoró/Rn e que veio a falecer durante a fuga, antes de chegar à Limoeiro do Norte/Ce, sendo enterrado em terras cearenses.  

Segundo o pesquisador/escritor Antônio Amaury Corrêa de Araújo, Menino de Ouro não foi o cangaceiro que foi morto nessa ocasião, e que inclusive esteve pessoalmente com ele há algumas décadas atrás.  

Pesquisador e escritor Dr. Antônio Amaury Corrêa de Araújo

Um detalhe que devemos observar com atenção é o fato de todos os moradores da região da Lagoa do Rocha (Chapada do Apodi) em Limoeiro do Norte/CE., serem unânimes em afirmar que o cangaceiro que foi ali enterrado é realmente o “Menino de Ouro”. Inclusive, o próprio senhor que serviu de guia para Lampião até Limoeiro, afirmou ser o referido cangaceiro.  

Onde está a verdade nisso tudo? Será mais um enigma não solucionável do cangaço?  Na imagem acima em destaque (círculo), aquele que é apontado por alguns como sendo o cangaceiro Menino de Ouro. Observem que na foto ele está identificado como “Alagoano” - (Informações de: Geraldo Antônio de Souza Júnior - administrador do grupo O Cangaço).

 ADENDO:

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Por José Mendes Pereira
Menino de Ouro é o nº 25 e sua foto está com um círculo

Não sou um grande conhecedor do cangaço e muito menos querer ser, sou apenas um estudante que muito erra, aqui acolá acerta, mas acho que o pesquisador e historiador Dr. Antonio Amaury tem suas razões sobre o cangaceiro Menino de Ouro.

O pesquisador Geraldo Júnior disse: “Segundo o pesquisador/escritor Antônio Amaury Corrêa de Araújo, “Menino de Ouro” não foi o cangaceiro que foi morto nessa ocasião (referindo-se após a saída da frustrada tentativa de assalto à Mossoró), e que inclusive esteve pessoalmente com ele há algumas décadas atrás”. - https://www.facebook.com/groups/ocangaco/?ref=ts&fref=ts

Escritor Antonio Amaury

Dona Francisca da Silva Tavares é a viúva de Antonio Luiz Tavares, o cangaceiro Asa Branca, a segunda esposa do mesmo. 

Asa Branca.

Asa Branca nasceu no dia 10 de janeiro de 1902 e faleceu de problemas cardíacos em Mossoró, no dia 02 de novembro de 1981, sendo que os seus restos mortais repousam no Cemitério São Sebastião em Mossoró, aos fundos do túmulo de José Leite de Santana, o ex-cangaceiro Jararaca.

Francisca da Silva Tavares viúva do cangaceiro Asa Branca

Dona Francisca reside aqui em Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte, e sempre que eu tenho um tempinho, a visito em sua casa. Excelente senhora, educada e muito simpática.

Foi me contado por ela o que segue, mas não sei se for preciso, se ela continuará contando do jeito que me contou em sua casa, porque as pessoas às vezes mudam os seus depoimentos, mas certo dia, acho que já se foram dois anos quando ela me falou o seguinte:

Quando ela morava em Macaíba, no Estado do Rio Grande do Norte, 41 min (29,0 km) da capital Natal, segundo ela, o ex-cangaceiro “Menino de Ouro” morava vizinho à sua casa, e muito ajudou ao casal criar seus filhos, pois eles estavam em dificuldades financeiras, e como ele não tinha família, isto é, filhos, o que ele adquiria referente a alimentos, sempre levava para sua casa, no intuito de ajudar o “Asa Branca” sustentar a sua família.

Perguntei se quando eles saíram da cidade de Macaíba se o cangaceiro “Menino de Ouro” havia ficado lá. Ela disse que ele ficou morando lá, mas não soube mais o seu destino. Esta foi a informação que foi dada por ela sobre o cangaceiro “Menino de Ouro”.

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ENCONTREI UM FILHO DO CANGACEIRO MENINO DE OURO QUE FEZ PARTE DO GRUPO DE LAMPIÃO O REI DO CANGAÇO.

 Por Sertão Mamoeiro.

https://www.youtube.com/watch?v=Hy4dimBAOhE&ab_channel=Sert%C3%A3oMamoeiro

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VIRGOLINO FERREIRA DA SILVA AOS 20 ANOS.

 Por Randel Protásio

Virgulino Ferreira se transformou em Lampião quando entrou para o cangaço, em 1921. Ele integrou o bando liderado por Sinhô Pereira, um dos mais temidos cangaceiros do Nordeste.

Este era o nome de guerra de Sebastião Pereira e Silva, um sertanejo da mesma origem que Virgulino: Vila Bela que hoje é Serra Talhada em Pernambuco.

*foto: Virgulino jovem .
(restauração : Randel Protásio).

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— em Serra Talhada, Pernambuco.

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