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terça-feira, 27 de maio de 2025

A ODISSEIA DE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA NA REVOLTA DE PRINCESA

  Por José Tavares de Araujo Neto


No livro *"A Odisseia de José Américo de Almeida na Revolta de Princesa"*, os municípios de *Catolé do Rocha e *Brejo do Cruz*, bem como as famílias Maia e Saldanha, especialmente Joaquim (Quinca) Saldanha, desempenham papéis importantes no contexto político e militar da revolta. Eis um resumo do que a obra relata:

Catolé do Rocha; Sérgio Maia, coronel e chefe político de Catolé do Rocha, foi um dos principais apoiadores do governo de João Pessoa. Junto com seu filho João Maia, declarou apoio total à restauração da ordem, representando também os Maia de Brejo do Cruz e a família Saldanha. O município passou por grande instabilidade política, com exonerações em massa nos cargos de subprefeitura, suplência de subdelegado e escrivão, refletindo a reorganização promovida por João Pessoa. Foi citado em telegramas enviados por opositores como local onde a população estava sem garantias de direitos, o que gerou sarcasmos por parte de Sérgio Maia, especialmente dirigidos aos irmãos Suassuna.

Brejo do Cruz; Foi cenário de ataques por parte das forças princesenses. A casa do deputado João Agripino Maia foi invadida e houve intenso tiroteio. O médico Américo Maia foi levemente ferido durante a resistência ao ataque. O local também serviu de prisão para o cangaceiro Moita Brava, capturado com objetos roubados, o que indicava a rota e os delitos do bando envolvido.

Família Maia; Representada principalmente por João Agripino Maia, deputado e liderança de Brejo do Cruz, e por Sérgio Maia, de Catolé. Os Maia foram aliados de João Pessoa na repressão à Revolta de Princesa e enfrentaram diretamente ataques armados. Tinham prestígio político e poder local significativo.

Joaquim (Quinca) Saldanha; Coronel e fazendeiro influente, inicialmente radicado em Brejo do Cruz e Apodi. Era primo de Duarte Dantas, mas recusou qualquer aproximação política por seu ódio à família Suassuna, especialmente a João Suassuna. Organizou uma milícia de homens armados para apoiar o governo de João Pessoa. Seu grupo, sem experiência militar, foi integrado ao destacamento do tenente Manuel Arruda para missão perigosa em Tavares. Mostrou coragem e compromisso com a causa legalista, sendo peça-chave entre os sertanejos que se mobilizaram contra o levante de Princesa.

Esses trechos mostram como Catolé do Rocha e Brejo do Cruz foram palcos de conflitos diretos e estratégicos na Revolta de Princesa, e como os Maia e os Saldanha foram protagonistas na defesa do governo estadual.

José Tavares de Araujo Neto, Conselheiro Cariri Cangaço

Pombal, 18 de maio de 2025

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BEIJA, BEIJA, BEIJA

Clerisvaldo B. Chagas, 26 de maio de 2025

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica:  3239



 Não quero falar aqui somente sobre o pequeno pássaro, o que daria muitas e muitas crônicas. Apenas registrar a presença de uma das 362 espécies, na fiação da minha rua. Sim, é ele mesmo, Sua Majestade o Beija-flor, que fazia anos e anos que eu não via um. Pois o Trochilidae, com inúmeras denominações no Brasil, também é conhecido como Beija-flor, Colibri, Cuitelinho e aqui no Sertão Alagoano, como Bizunga. Bizunga dos meus antigos quintais, dos nossos jardins, das nossas capoeiras da caatinga... Criatura encantadora tão pequena e, a mais bela ave da Natureza. Só pode ter vindo das bandas ajardinadas do rio Ipanema, ali bem pertinho, ora cheio ora seco. Mas o Beija-flor, se já é ligeiro e parece elétrico naturalmente, parecia com medo de alguma coisa, pois logo deixou a fiação e zás!

Por falar nisso, em um dos meus romances recém-lançados, tem um personagem por apelido Bizunga. Faz parte de um trio de cangaceiros de Lampião, separado, que se mete numa grande e perigosa aventura. Trata-se do romance DEUSES DE MANDACARU, um clássico nordestino inigualável, segundo os que já o leram. Também existe uma página musical belíssima chamada “Cuitelinho” na voz dos sertanejos Jacó e Jacozinho, página que eu estava sempre a pedir ao saudoso poeta e cantor Ferreirinha e sua viola de “ouro”.  Graças a Deus eu era ruim de pontaria com a peteca (estilingue) e quando criança ou adolescente nunca consegui acertar uma bizunga.

Continuamos a receber pássaros da região do rio Ipanema. Como já disse inúmeras vezes, o rio seco é um grande jardim, mas parece que só eu, eu, poeta, eu geógrafo, eu apaixonado pela Natureza que isso descubro. Sim, já vi outras pessoas falando sobre coisas belas do rio Ipanema, mas parece-me que, igual a um disco que rachou, para por ali como a obrigação de ganhar um prêmio e pronto. E chega a rolinha, chega o bem-te-vi, chega o anu-preto e passa na rota da manhã os bandos de espanta-boiadas (quero-quero). E se esse desfile, vez em quando, de pássaros selvagens não for privilégio da Natureza, não sei o que é privilégio.  Ninguém amou o rio Ipanema mais do que eu, tanto é que foi instituído o DIA DO RIO IPANEMA, A 21 de ABRIL É um dos poucos rios do Brasil que tem aniversário oficializado. Graças a idéia desse caboclo e sua persistência à Câmara de Vereadores Tácio Chagas Duarte.

BEIJA-FLOR.

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SAÚDE MENTAL E CINEMA

Por Dr. Epitácio de Andrade Filho

Recebi com alegria e satisfação o abraço e autógrafo do professor e pesquisador Anderson Baumgartner (ao centro), que lançou recentemente o livro "Jogabilização - Gamificação, Motivação e Inteligências Múltiplas na Educação". A obra resultou de sua dissertação de mestrado em Educação. Parabéns meu querido "Panda". Você tem toda minha admiração. Abraço forte! procurando Games & Games com Pablo Ribeiro e Anderson Baumgartner em Zumbi Bar.

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SEU MIGUEL FOI AO ENCONTRO DE DEUS.

 Por José Mendes Pereira

Imagem de Lindomarcos Faustino - https://www.facebook.com/groups/768856323197800/?multi_permalinks=9694141927335817%2C9667036936712983%2C9662480570501953%2C9659697910780219%2C9659686087448068&notif_id=1747923613568414&notif_t=group_activity&ref=notif

Com muita tristeza, o Relembrando Mossoró comunicou  a todos do Bairro Pereiros, o falecimento de Sr. Miguel Arcanjo Lopes. Todos nós teremos que fazer esta viagem. A estrada poderá ser outra, mas o caminho será exatamente o mesmo. Adeus, seu Miguel!

O velório será realizado no Centro de Velório Sempre, na Rua Melo Franco, próximo ao tiro de Guerra. O sepultamento está marcado para as 16 :30 no cemitério São Sebastião. 

Conheci bastante o seu Miguel no Bairro pereiros quando eu morava lá na rua Almirante Barroso. Gente da gente, gente de sincera amizade. Gente respeitado por todos que faziam parte do seu círco de amizade. 

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FAZENDA LAGES, FLORESTA-PE.

Acervo Giovane Gomes

Em 1926, as Volantes pernoitaram de lado dessa casa e no dia seguinte balearam Lampião na Fazenda Tigre que fica a 02 km. Algumas fotos que tirei do interior do antigo casarão. Hoje encontrasse abandonado. Mas percebemos alguma marca de tiro na parede, segundo populares essa casa é assombrada.








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segunda-feira, 26 de maio de 2025

ABERTURA DO SEMINÁRIO CARIRI CANGAÇO NO OESTE POTIGUAR.

 Por Volta Seca

Mercado Público da cidade de Martins no Rio Grande do Norte.
Onde o Brasil de Alma Nordestina se encontrou neste final de semana!
SIMPLESMENTE SENSACIONAL!









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O CANGACEIRO JESUÍNO BRILHANTE - FILME COMPLETO

 Por Histórias da Vida Real

https://www.youtube.com/watch?v=Wk-LOGYZqIY

O Cangaceiro Jesuíno Brilhante - Filme Completo, Veja o filme da história do primeiro cangaceiro do Brasil Jesuíno Brilhante, é um dos melhore filme do cangaço, você vai se surpreender. SEJA MEMBRO, AJUDE O CANAL: APENAS 5 REAIS POR MÊS:    / @historiasdavidareal   #historiasdavidareal #historiasdelampião Contato: artehoraciomoura@gmail.com

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𝑨𝑪𝑬𝑹𝑽𝑶 𝑷𝑨𝑹𝑻𝑰𝑪𝑼𝑳𝑨𝑹: 𝑪𝑨𝑵𝑮𝑨𝑪̧𝑶 𝑩𝑹𝑨𝑺𝑰𝑳𝑬𝑰𝑹𝑶.

Facebook - Página do Jaozin Jaaozinn

Meus amigos, hoje marcam 85 anos da morte do bandoleiro Corisco e fim do cangaceirismo na região do Nordeste. E, para não deixar essa data em branco, publico para vocês uma fotografia inédita e original das cabeças do famoso casal cangaceiro: Lampião e Maria Bonita. Foto essa tirada no Instituto Nina Rodrigues, de Salvador/BA, no ano de 1947.

Não é algo que irá mudar totalmente a história do cangaço, mas sim um material que comprova a existência e exibição das cabeças de cangaceiros e cangaceiras na capital baiana; entre elas a de Corisco, Canjica, Azulão, Maria de Azulão e Zabelê.

Atualmente, este registro está guardado comigo, fazendo parte do meu acervo pessoal. Veio colado em uma das páginas do livro "Assim Morreu Lampião", do pesquisador Antonio Amaury Corrêa de Araújo, de 1975.

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CONVERSANDO COM AUGUSTO MARANHÃO - LAMPIÃO EM MOSSORÓ.

 Por TV Assembleia RN.

https://www.youtube.com/watch?v=UVf1FrS_1eo

Programa Conversando com Augusto Maranhão Apresentação: Augusto Maranhão Tema: Lampião em Mossoró Exibido em 19 08 2016

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domingo, 25 de maio de 2025

LUIZ GONZAGA É DO POVO.

 Por Luiz Gonzaga é do Povo

Por trás da famosa imagem do cantor Luiz Gonzaga tocando a sua sanfona branca, há uma linda história por poucos conhecida, acontecida em dois atos, na cidade de Bento Gonçalves.

Tudo começou com um telefonema do Rei do Baião ao empresário Luiz Matheus Todeschini, diretor presidente da maior fábrica de acordeões da América do Sul, comunicando que ele estava a caminho de Bento Gonçalves em busca do acordeão dos seus sonhos.

— E o senhor, Seu Luiz, vai fazer essa sanfona para mim, disse o cantor nascido em Exu, em Pernambuco, ao se despedir.

Poucos dias depois, Gonzagão chegava a Bento Gonçalves e se instalava na casa do empresário, na rua 10 de novembro, onde permaneceria por duas semanas.

De imediato disse ao empresário como queria a sua sanfona, em tamanho fora do padrão da linha Todeschini, e deixou claro que ela tinha que ser branca, para contrastar com o gibão de couro cru que usava em suas apresentações.

Luiz Matheus reuniu alguns dos seus melhores colaboradores e, tendo Gonzagão palpitando ao lado, dedicaram quase dez dias exclusivos de trabalho para fazer a gaita dos sonhos do já então ídolo da música popular brasileira.

Concluído o trabalho de equipe e o produto final devidamente aprovado pelo cliente, era preciso inaugurar a sanfona em grande estilo.

E foi o que aconteceu em pleno centro da cidade, em frente ao Edifício Bento Gonçalves, quando Gonzagão apresentou oficialmente a sua sonhada sanfona branca para uma grande plateia que se formou ao seu redor já no primeiro acorde. Logo após os primeiros acordes, aconteceu um fato inusitado, que ficaria registrado e marcado como a integração do gaúcho com o nordestino: o tradicionalista Edes Moré, acompanhado do filho Luciano, devidamente pilchados, alinharam-se a Gonzagão, vestido a caráter com sua roupa nordestina. Num gesto de carinho, o cantor tira seu chapéu de vaqueiro da cabeça e o troca pelo gaudério de Moré, sem interromper a canção que interpretava, sob os aplausos da população. Foi o fecho de ouro da passagem do grande cantor por Bento Gonçalves que, a partir daquele dia incerto de 1967, passou a carregar em todos os palcos por onde se apresentou, a marca Todeschini gravada em letras douradas na sua famosa sanfona branca.

A Garota Todeschini

A passagem de Luiz Gonzaga pela fábrica de acordeões Todeschini coincidiu com a escolha da rainha da empresa, evento comum naqueles anos. A vencedora foi Maria Helena Bonatto (hoje Brunetto), a quem o compositor escreveu (e dedicou) a canção “Garota Todeschini”, que ele incluiu em seu primeiro disco gravado com a sanfona branca. Na letra, ele faz um agradecimento às trabalhadoras da empresa que, com suas mãos, fazem os acordeões com que os sanfoneiros/gaiteiros ganham o seu pão, mas deixa nas entrelinhas uma admiração pela jovem rainha:

Garota Todeschini / Ouça bem essa homenagem / Que um caboclo de coragem / Sanfoneiro e cantador / Que nunca cantou vantagem / Nem na luta e nem no amor // Você gauchinha merece / Toda minha gratidão / Por fazer esta sanfona / Pr’ eu tocar o meu baião } bis

Quando boto ela no peito / Sinto o mundo em minha mão / Cada baixo representa / Um pedacinho do sertão / É dela que tiro o pão/ Com ela é que eu dou estudo / Garota Todeschini, prenda minha / Com essa gaita e você sou tudo } bis

(Garota Todeschini, letra e música de Luiz Gonzaga)

Malandramente, o cantor deixa nas entrelinhas a dúvida de qual seria a garota Todeschini: a rainha da empresa ou a nova sanfona? Na dúvida, aposte nas duas.

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FALECEU DONA ÊTA, COMPANHEIRA DO CANGACEIRO CAJAZEIRA(ZÉ DE JULIÃO)

Por Manoel Belarmino

Dona Êta, esposa do cangaceiro Cajazeira(Zé de Julião), faleceu em Poço Redondo, na manhã desta quarta-feira, dia 7, com idade beirando aos 95 anos.

Dona Êta era aquela senhora de tez morena, bastante conhecida em Poço Redondo, foi umas das tantas companheiras do cangaceiro Cajazeira, o Zé de Julião, com quem tem dois filhos, Venúncio e Alaíde.

Venúncio reside na cidade de Poço  Redondo E Alaíde mora na localidade Caximbeiro, próximo ao Povoado Santa Rosa do Ermírio, no Município de Poço Redondo.

Lembro-me de Dona Êta nas suas novenas tradicionais em Poço Redondo. Como sempre, a novena de Dona Êta é animada pelos Pífanos e Zabumbas do Vito e dos Pimba.

Descanse em paz, Dona Êta. Aos poucos as testemunhas e personagens do Cangaço se despedem deste plano terrestre.

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste

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AS TRINCHEIRAS DE RODOLFO - EM 1927: "I" - O PALÁCIO DA RESISTÊNCIA

Por Palácio da Resistência 

A leitura da obra do médico-escritor Raul Fernandes,  A Marcha de Lampião, Assalto à Mossoró,  induziu-me a criar esta pequena série que a intitulei de As trincheiras de Rodolfo, para descrever, utilizando sempre que possível uma imagem identificadora, sobre os locais na cidade, definidos pelo Prefeito Rodolfo Fernandes, (1872-1927), quando da elaboração do plano estratégico voltado para defesa da mesma, em 1927, do ataque do bandoleiro Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, (1900-1938). Esta pequena Série não tem o objetivo de debater ou contar a história sobre os temas cangaço ou Lampião, pois, estes temas têm vasta literatura disponível sobre os mesmos, com estudiosos de plantão para elaborá-la.

Recomendo a leitura da obra em destaque, por tratar-se de trabalho bem feito, escrito numa linguagem elegante e correta; a obra é fruto, não somente de alguém que foi testemunha dos fatos descritos, mas, também, de uma pesquisa bem elaborada, de acordo com os princípios metodológicos aplicados à ciência histórica, e além de tudo isto, é um registro único deste fato histórico. Por meio dela, pude construir uma idéia mais clara a respeito deste fato, e realmente, tem um aspecto que nos entristece que é reconhecer que o banditismo social que tanto retrocesso acarretou a região nordeste, nada mais foi do que a conseguência do banditismo político existente, naquela época, na região.

Após concluir a leitura desta obra, muitas perguntas surgiram e, claro, ficaram sem respostas, pois somente uma profunda pesquisa, talvez, respondesse estes questionamentos. Alguns deles deixo aqui, esperando, quem sabe, alguma indicação: A quem interessava a destruição da cidade e a derrota do Prefeito Rodolfo Fernandes com o ataque do Lampião?  Por que os Rosados não participaram da resistência ao ataque? Por que saíram todos da cidade antes da convocação para a resistência? Pois, na obra está bem claro que quase metade da população local não acreditava na possibilidade do ataque; não acreditava na ousadia do bandido. Contudo, os Rosados acreditaram e partiram para Porto Franco, em Areia Branca-RN.   

Já que todo cidadão mossoroense que, naquele momento,  estivesse com saúde e pudesse pegar em armas, participou da defesa da cidade. Este sentimento cívico deu forças para empreender a vitória sobre o bando de cangaceiros. Quem sabe, no futuro, estas respostas possam aparecer.

A mansão da imagem 01 era a residência de Rodolfo Fernandes, situada na Av. Alberto Maranhão, número 1751, no bairro Cidade Nova. Esta imagem já foi objeto desta postagem que apresenta outras informações sobre a edificação. Exatamente neste local, o prefeito estabeleceu a trincheira principal de resistência ao ataque de Lampião, à cidade, na tarde de 13 de junho de 1927. As armas e munição necessárias à defesa foram adquiridas às expensas das empresas particulares Tertuliano, Fernandes & Cia., Alfredo Fernandes & Cia., M.F. do Monte & Cia., (leia-se Miguel Faustino do Monte), F. Marcelino Hollanda e Luiz Colombo Ltda. 

Estas defesas eram formadas por donos das firmas, funcionários e trabalhadores, clérigos - não portaram armas, profissionais liberais e até estudantes, enfim, todos civis, sem experiências no campo bélico. Em síntese, o governo estadual, na época, representado pela figura política de José Augusto de Medeiros, absolutamente não fêz nada, ou seja, entregou o destino da cidade ao Deus Dará.

A residência do prefeito transformou-se num grande quartel general. Participaram da defesa planejada desta trincheira principal, além do Prefeito Rodolfo Fernandes, as pessoas abaixo:

1) no telhado da frente - Manoel Duarte, tido como exímio atirador, e, Honório Ferreira;

2) no telhado detrás - Francisco Pinto e o irmão Antônio e Bodoca;

3) no alpendre da entrada principal - Francisco Fernandes de Queiroz e dois senhores;

4) Julio Maia e José Pereira comandavam 8 homens na barricada central, em frente à casa;

5) no muro divisor do quintal - Enedino Inácio da Silva e João Domingos;

6) - no corpo do casarão, vigiavam através dos vãos das janelas: José Rodolfo Fernandes, (filho de Rodolfo Fernandes), Amaro Silva, (funcionário federal),  Abel Freire Coelho, (promotor público adjunto), Adrião Duarte, Francisco Vidal, os irmãos Francisco e Raimundo Calixto, Herculano Barbosa, Geraldo Dunga, Joaquim Benedito, Rochinha Freire, Antonio Coló, José Grosso, Francisco Elpídio, José Romão, José Conrado, Antonio Rolim e Antonio Caldas.

Várias pessoas desarmadas ou não procuraram a residência do prefeito, por segurança. Estas pessoas ficaram no sótão da casa e na sala de jantar, e ajudavam limpando as armas e selecionando a munição. Foram elas:

7) José de Oliveira Costa, (Costinha Fernandes - sócio da firma Tertuliano, Fernandes & Cia.), José Martins Fernandes, José Ribeiro Dantas, José Miguel de Oliveira Martins, Mirabeau de Carvalho Costa e Jofily Paiva de Carvalho, (estudantes do Ginásio Diocesano Santa Luzia), Joaquim Mafaldo de Oliveira, (estudante),  Raimundo Nonato da Silva, José de Paula, (motorista do prefeito), e  Epifânio Dias Fernandes, (estudante)

A estratégia desta trincheira principal foi de extrema importância para a derrota que imposta ao grupo de Lampião. Ao final da tarde, do dia 13 de junho, os bandoleiros bateram em retirada da cidade, deixando para trás muitos dos seus elementos feridos ou mortos naquele combate. O Prefeito Rodolfo Fernandes mostrou às demais cidades do estado como não ficar refém de bandido.

Escrito por Copyright@Telescope 

Próxima a ser postada: -  II 

Posteriormente IIIIVVIVIIVIIIIXX, XI

Fontes: Memória Fotográfica

http://telescope.zip.net/historia/

http://amantesdeclio.blogspot.com.br/2012/01/as-trincheiras-de-rodolfo-fernandes.html

 Télescope. Fontes: FERNANDES, Raul. ( 1908-1998). A Marcha de Lampião, Assalto a Mossoró. 7a. edição, Coleção Mossoroense, Volume 1550,  Fundação Vingt-un Rosado, outubro de 2009; Fonte do  arquivo fotográfico P&B - Azougue. Provável autor da fotografia: Manuelito Pereira, (1910-1980);  Índice das Matérias Publicadas em Memória Fotográfica. 

O blog do Mendes e Mendes, cuidadosamente, cita  as fontes para respeitar quem pesquisou e dar credibilidade a quem escreveu.

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sábado, 24 de maio de 2025

BREVE HISTÓRIA DO PASTEL DE TANGARÁ

 Por Dr.Epitácio de Andrade Filho

Distante 95 km de Natal, a pequena cidade de Tangará, com população estimada em 15.869 habitantes (2020), revelou para o estado um de seus principais manjares. Na verdade, a milenar invenção do pastel é atribuída à civilização chinesa. No brasil, surgiu como uma adaptação dos famosos rolinhos primavera, comercializados por imigrantes, desde 1890.

A história da guloseima em Tangará teve início com Joaninha de Josué (1915/1987), dona do antigo hotel Irapuru, que detinha a receita, possivelmente conseguida por meio de sua ligação com uma família tradicional da região Trairi, que era liderada pelo político, agropecuarista e hoteleiro Theodorico Bezerra. Em 1990, a microempresária presenteou a amiga Josefa Maria de Lima (a Finha) com o modo de preparo, que passou a confeccionar e vender a domicílio e em escolas os pastéis de Tangará. O sucesso do empreendimento da quituteira foi tão grande que extrapolou os limites do município. Em 2020, a governadora Fátima Bezerra (PT) sancionou a lei que tornou a iguaria “Pastel de Tangará” patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio Grande do Norte.

Tangará

Pastel de Tangará

Rolinho Primavera

Pastel de Tangará Criadora

Tangará regras da fazenda Irapuru

Tangará Pecuária

Pastel de Tangará Patrimônio cultural imaterial

Enviado pelo Dr. Epitácio de Andrade Filho

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