Seguidores

domingo, 11 de dezembro de 2011

NAS ENTRANHAS DA FAMÍLIA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Silva
Rangel Alves da Costa

NAS ENTRANHAS DA FAMÍLIA
Problemática, incompreensível demais, verdade é que não gosto de me ater com questões familiares, principalmente da que faço parte como linhagem e das outras que repousam sobre a mesma feição e moldura. Alguém já disse que basta um retrato pendurado na parede.
Contudo, num instante de pensamento hereditário, buscando nos ancestrais algumas explicações para o presente, comecei a fazer certas observações interessantes, para depois concluir que as mudanças ocorridas no seio familiar podem ser melhor compreendidas se a própria família for vista como a formação da terra, como camadas de sedimentos que foram se acumulando até chegar às características atuais.
Creio que esteja com a razão; ou não. Contudo, as ciências ensinam que a terra é formada por camadas, sendo quatro para uns (crosta terrestre ou litosfera, manto, camada intermediária e núcleo) e três para outros (crosta, manto e núcleo), contando ainda com subdivisões (litosfera, astenosfera e mesosfera). Mas o que isto tem a ver com família?
Calma, pois chegaremos lá. Voltando aos aspectos geográficos da estrutura da terra, tem-se que a crosta é a parte mais superficial, a primeira camada, é onde a vida se desenvolve; o manto é a segunda camada da terra, essencialmente viscosa, formada por minerais ricos em silício, ferro e magnésio; já o núcleo é a camada mais interna, mais profunda do planeta, bem como a mais enraizada, contendo basicamente elementos metálicos como ferro, níquel e silício.
Agora respondam uma coisa: Será que a crosta, o manto, a camada intermediária e o núcleo lembram alguma coisa da estrutura familiar, das estruturas que se sobrepõem no seu seio, das gerações mais antigas às presentes, para formar um todo? Será que compensa comparar, por exemplo, o núcleo, a camada mais interior, com a primitiva ascendência familiar, aquela primeira, de onde tudo se originou?
Ora, igualmente a terra que é formada por estruturas mais recentes e vai se aprofundando até chegar ao núcleo originário, a família também é composta de ascendência que, adentrando-se às gerações passadas, vai levar aos primeiros núcleos onde as raízes começaram a ser geradas.
Desse modo, todos que fazem parte do momento atual da família, que são os pais e filhos, seriam aqueles indivíduos na crosta, na parte de cima. Lembrando que na crosta da terra está aquilo que vemos, que nos deparamos, como a as plantas e as rochas, do mesmo modo na crosta familiar estão aquelas pessoas que dão feição atual à linhagem.
Os pais poderiam ser vistos como as plantas e os seus membros, as pedras que despontam por todos os lugares, os cumes e os momentos, os declives de onde se deitam os rios, mares e oceanos. Por sua vez, os filhos e netos seriam os galhos, as folhagens, os acúmulos que se formam pelas vastidões da terra.
Nesse passo, nossos avôs e bisavôs seriam parte da segunda camada, da segunda estrutura familiar. Essa camada, também conhecida como manto, é parte que está logo abaixo da crosta e que a sustenta. Os pais dos nossos pais e os pais destes seriam o manto de onde se originou toda a geração futura e que, por terem características muito próprias e acentuadamente marcantes, dizem do muito que somos hoje, nossos aspectos genéticos, nossa força hereditária.
O núcleo, que é a parte mais profunda e de maior intensidade, se constitui na própria família em si, com seus fundamentos genéticos, sua história de formação e desenvolvimento, as características que foram sendo adquiridas ao longo das gerações. Nessa base que forma o núcleo familiar está também a raça, o sangue, as crenças, as predisposições genéticas, os sobrenomes familiares. Uma visão maior dessa estrutura levaria aos bisavôs de nossos tataravôs e assim por diante, sempre em descendência.
Pensar numa camada intermediária seria atinar para a existência e influência de outras pessoas que se aproximam do núcleo familiar, mas formando outros núcleos com raízes próprias. Seriam os parentes mais distantes, aquelas pessoas que sabemos que guardam vestígios do nosso sangue, mas não são consideradas dentro do eixo parental principal. São primos em terceiro ou quarto graus, por exemplo, que são tidos como da família, porém muito mais de outra.
Contudo, a terra é subdividida de cima para baixo; enquanto a família repousa acima da terra e se espalha horizontalmente em todas as direções. E quando desce um pouco, às vezes é para subir aos céus.

Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

Tributo a Gonzagão em Mossoró

 
Neste próximo dia 12 de dezembro, Mossoró vai parar para prestar justa homenagem aos 99º anos de nascimento do Rei, Luiz Lua Gonzaga, o Mestre do Baião.
 

 Será no Açaí da Praça, Alto de São Manoel, a partir das oito da noite.

Kydelmir Dantas
 

O BRASIL DISPAROU

Por: Delúbio Soares
 13 momentos de Delúbio Soares
Estagnação econômica, paralisia das atividades produtivas, ociosidade no parque industrial, férias coletivas de trabalhadores, comércio em crise, setor de serviços subaproveitado, desemprego, inflação galopante, recessão, futuro sombrio.
Os brasileiros, infelizmente, conhecem tudo isso. Já conviveram com essas mazelas e sobreviveram ao caos econômico e social gerado pelos desgovernos que antecederam a estabilidade proporcionada pelos governos desenvolvimentistas dos presidentes Lula e Dilma.
Há uma década, quando o PT e os seus partidos aliados assumiram o poder pela vontade majoritária do povo brasileiro, a situação não diferia muito do que hoje sofrem os nossos irmãos italianos, portugueses, espanhóis e gregos, por exemplo.
No início do século XXI o Brasil era um país derrotado, que havia privatizado de maneira lodosa as suas maiores empresas, em um processo eivado de total suspicácia e absoluta ausência de patriotismo. O conluio entre o PSDB e o então PFL, hoje DEM, estabeleceu um projeto de país para não mais que 30 milhões de aquinhoados, excluindo, de forma absurda, os demais 170 milhões de cidadãs e cidadãos brasileiros. Um país excludente, conservador e elitista, fechado para os pobres, com uma classe média arrochada, com um funcionalismo público confrontado e desprestigiado, aposentados em situação de miséria e tachados de “va-ga-bun-dos” pelo próprio presidente
Fernando Henrique Cardoso, freqüentes idas à banca internacional e aos guichês do FMI nas humilhantes negociações e renegociações de nossas sucessivas quebras. O caos, enfim.
Com Lula, a partir de 2003, retomou-se o desenvolvimento, com a redistribuição de renda, a valorização do trabalhador, a facilitação do crédito, o incentivo às indústrias nacionais, a inclusão de 40 milhões de brasileiros vindos das classes D e E para a classe média, elevando o consumo e mudando a fisionomia social e econômica do país. Nasceu um Brasil muito melhor, mais generoso, mais humano, solidário, fraterno e democrático.
O Brasil reinventou-se com Lula, tendo Dilma como sua principal gestora. A equipe econômica teve desempenho dos mais notáveis: Banco Central, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES ofereceram o suporte necessário para que o país pudesse avançar com segurança e solidez. Não houve, em oito anos de governo Lula, e no primeiro ano da administração de Dilma Rousseff, um único momento em que os mercados interno ou externo não tenham senão dado as maiores demonstrações de respeito e confiança na condução de nossa economia pelo governo petista e seus competentíssimos administradores públicos. A boa governança petista é uma realidade.
Quando, em 2008, os Estados Unidos sucumbiram diante da gravíssima crise provocada pela falência do mercado imobiliário, com a quebra e a forçada fusão de alguns de seus maiores bancos comerciais, de investimentos e seguradoras, o presidente Lula recomendou aos brasileiros que continuassem a consumir, a comprar, a investir, pois para o Brasil aquela crise seria “uma marolinha”. As críticas das cassandras do apocalipse, dos “urubólogos” de sempre, foram as mais brutais possíveis, não poupando o Estadista dos mais virulentos ataques. Porém, Lula estava certíssimo: sua recomendação – seguida ao pé da letra por nosso povo – preservou a escalada produtiva de nosso parque industrial, o giro intenso de nosso comércio e a pujança de nossa economia. A crise nos EUA, para nós, foi, sim, uma “marolinha”!
Lula, agindo com descortino e sabedoria, impediu que a crise internacional chegasse ao Brasil e nos contaminasse. Enquanto isso, o candidato derrotado do PSDB,
José Serra (aquele cujos conselhos econômicos eram solenemente desprezados
por FHC e Pedro Malan…), fazia uma leitura absolutamente equivocada da crise, recomendando medidas despropositais e absolutamente equivocadas. Trocando em miúdos: se os tucanos estivessem no poder, e não nós os petistas, o Brasil teria quebrado de forma brutal, com prejuízos sociais dramáticos e caído em uma recessão terrível. Mas, graças a Deus, o povo sabe o que faz.
Hoje, quando a Zona do Euro enfrenta as dificuldades advindas de crises localizadas em alguns dos países integrantes da Comunidade Européia, agravada pelo discutível fato da existência de apenas um banco central, desconhecendo as especificidades de cada Nação, seus problemas e potencialidades, o Brasil novamente passa ao largo de quadra histórica tão dramática. Nossa capacidade de superação dos grandes traumas internacionais, novamente, se faz sentir.
Com alguma “alegria” mal escondida, a oposição e parte da mídia reacionária comemoraram a notícia de que nosso crescimento econômico de 2011 será de “apenas” 3% ao ano, ou pouco menos que isso. Providencialmente, se “esquecem” de que o governo Dilma cortou gastos, conteve o crédito, impediu que essa tendência mundial (menor crescimento das economias) se fizesse sentir de forma mais efetiva em nosso país. Isso preservou esse apreciável índice de crescimento que, apesar da crise internacional, ainda iremos apresentar!
O Brasil disparou faz tempo. Desde que Lula pagou as pesadas dívidas (social e econômica) deixadas por seus antecessores (especialmente o governo tucano que o antecedeu), o Brasil não parou de crescer, disse “adeus” ao subdesenvolvimento, ingressou no seleto time dos eleitos para o protagonismo no novo milênio e recuperou o respeito das demais Nações.
Os que estão, de forma impatriótica e desabrida, sem disfarçar suas posturas condenáveis, torcendo contra o Brasil, precisam examinar melhor os números: no terceiro trimestre de 2011, os índices de crescimento mundiais se comparados aos do mesmo período do ano anterior, nos reservam algumas surpresas interessantíssimas. O Brasil cresceu 2,1% contra 1,6% da poderosa França e dos Estados Unidos, a maior potência mundial. A Zona do Euro ficou com 1,4%, a Espanha (que perdeu o posto de sétima economia mundial para o Brasil), amargou os 0,8%, e a Inglaterra, mesmo parecendo estar livre do pesadelo europeu, não passou dos 0,5% de crescimento econômico.
O Brasil é a Nação do futuro. Mais que isso: o seu presente já atesta isso, já demonstra sua pujança, sua vocação de grandeza, a competência de seus empreendedores, a garra de seu povo. Portanto, apostar contra o Brasil é um péssimo negócio. 
Delúbio Soares é professor
 Postado por: Dr. Lima/Cruz-CE
Um Potiguar em Terras Alencarinas

sábado, 10 de dezembro de 2011

Manoel Benício

Por: Nasciso Dias
Narciso Dias, Manoel Severo e Capitão Marins 
Manoel Benício da Silva, nascido em 17 de novembro de 1884 na cidade de Santa Luzia do Sabugi na Paraíba, Tenente-Coronel da reserva (falecido). Ingressou na Polícia Militar da Paraíba, logo como Aspensada em 1908 (antigo posto entre o soldado e o Cabo), o presidente do Estado era o Dr. João Machado.

Foi Delegado em quase todas as cidades do interior do Estado e desde o posto de Sargento comandou o banditismo no sertão do Estado. Sempre falou com euforia de suas constantes lutas contra os cangaceiros, que infestavam a Paraíba e o Nordeste na época de sua mocidade, e cada episódio é um motivo de glória pela sua tenacidade e coragem; porém não se sentiu realizado, apenas por não ter completado o rosário de 100 orelhas de bandoleiros.
Com Lampião teve dezoito combates e em um deles chegou a brigar duas vezes no mesmo dia, foi na cidade de Princesa Isabel-PB, onde o Rei do cangaço perdeu dois de seus cabras: Jararaca e Coruja, sendo que esse Jararaca foi o primeiro integrante do bando e não o José Leite de Santana que morreu em Mossoró-RN.
O Tenente-Coronel Manoel Benício alcançou quase todos os degraus hierárquicos da Polícia Militar sem possuir nenhum curso de especialização exigido para o oficialato de hoje; subia de posto pela sua inédita coragem pessoal. Em 1912 o então Sargento Benício à frente de 22 comandados encontrou um grupo de cangaceiros do Dr. Augusto Santa Cruz no município de São João do Cariri-PB, tal fato se deu por ele ter perdido a trilha no meio do mato. Usando de sua astúcia ao encontrar os cangaceiros foi logo dizendo: “Somos seus companheiros é que perdemos a trilha!” Enquanto isso o Cabo Damião avançava com onze homens fingindo ser do mesmo bando, em meio a conversa apareceu um negro forte que desconfiou da atitude do Sargento, gritou: São “macacos” e não amigos, ameaçando-o com um fuzil, então fez com que Benício tomasse uma atitude decisiva quando falou com serenidade, porém pronto para tudo: ”Sou o Sargento Benício, da força do tenente Raimundo Rangel”. E juntando a ação à palavra fulminou com um tiro o atrevido cangaceiro dando início a um intenso tiroteio, conseguindo sair ileso devido à debandada dos cangaceiros. Manoel Benício quando já estava com idade avançada e sofrendo a sexta intervenção cirúrgica mantendo o bom humor disse ao médico que o assistia: “Pode cortar doutor, pois todo tipo de operação eu já fiz sem nunca ter sido médico”. Numa apreciação mais rigorosa, em qualquer tempo se poderá verificar que naquela época do trabuco não havia muita diferença entre cangaceiros e policiais, não somente no modo rústico de guerrear, mas porque tanto uns como outros pouco sabiam o significado da palavra “crime”. Manoel Benício ganha posição de destaque entre os bravos militares combatentes do cangaceirismo na Paraíba. Esse estado de tranqüilidade passou, mas não passará tão cedo a preocupação dos estudiosos do assunto em pesquisar com profundidade esses fatos que se transformaram em fenômeno social na história do nordeste brasileiro.

NARCISO DIAS
Sargento da Polícia Militar da Paraíba
Conselheiro do Cariri Cangaço
Fonte: “CANGACEIRISMO DO NORDESTE”
Autor: Antonio Barroso Pontes

Extraído do blog: "Cariri Cangaço" do amigo Manoel Severo

UM FINAL DE TARDE NO AÇUDE DO UMARI - CE

Por: Claude Bloc


 


Final de tarde no Açude Umari...
Açude do Umari (município de Crato - Ce)
Por: Claude Bloc
Fotos extraídas do blog:
"Cariricaturas"

Maria Bonita e a origem do seu apelido por Frederico Pernambucano de Mello

Por: João de Sousa Lima


Que bom que o amigo
Frederico já voltou à ativa,
ele realizará palestra falando sobre o apelido de Maria Bonita.
Participem, divulguem!!!!!

Extraído do blog do escritor e pesquisador do cangaço
João de Sousa Lima

ALCINDO OU ALCINO?

Por: José Mendes Pereira
Leia o que escreveu um leitor anônimo
Caro José Mendes

"Há um erro que o senhor insiste em cometer mesmo depois de inúmeros textos copiados dos blogs. Por que escrever ALCINDO? É Alcino com "N". 
Está nos livros e textos, o mesmo já comentou conosco que não sabe o porquê desta cisma de escrever "Alcindo". Acho que você deveria corrigir o quanto antes. Detalhes que as vezes aborrecem os escritores. Fica a dica."
Explicando o equívoco
Amigo leitor anônimo:

O problema não é insistir. Eu trabalhei quase vinte anos com um senhor chamado ALCINDO. Com esse convívio eu memorizei o seu nome como Alcindo. Agora é o escritor Alcino, e para lhe falar a verdade, nunca prestei atenção que o nome de Alcino é Alcino, devido o nome do meu amigo ser Alcindo.

 Na minha mente mesmo que eu fizesse a leitura do nome de Alcino, com certeza eu estaria lendo Alcindo. Mas a partir de hoje não escreverei mais Alcindo, e sim, Alcino.

Isso são coisas que muitas vezes acontecem sem a gente perceber que está trocando um nome por outro.


Se o escritor Alcino tivesse me comunicado a troca do seu nome para Alcindo, com certeza já fazia uma porção de meses que ele tinha deixado de ser Alcindo, e eu estaria escrevendo o seu  nome verdadeiro: "Alcino".

Revendo vários textos vi que a minha mente estava me enganando, fazendo trocar o nome do escritor "ALCINO por ALCINDO". 

O livro: "Lampião Além da Versão - Mentiras e Mistérios de Angico", que eu já tive oportunidade de lê-lo, e quase todos os dias o vejo na Internet, eu nunca via escrito Alcino, eu só via Alcindo. Mas na verdade é Alcino. Que mente ridícula, me enganando!

EXPEDIÇÃO FOTOGRÁFICA AS CAVERNAS POTIGUARES

Por: Rostand Medeiros
Photo

Meus amigos e amigas.
Existem pessoas que na busca de um local para desparecer, esquecer os problemas, relaxar, seguem para uma bela praia, um belo resort e outros locais paradisíacos.

Entrando no Mundo Subterrâneo
Mas existem aqueles (poucos, muito poucos) que buscam o quente sertão nordestino para relaxar e curtir a bela natureza que Deus criou. Estes poucos, não satisfeitos com o calor de lascar que encontram, ainda inventam de entrar nas entranhas desta terra que o sol resseca sem clemência.
E o que buscam?
Apenas e tão somente visualizar a beleza natural existente em várias cavernas localizadas na região do Alto Oeste Potiguar.
E eu sou um deles. Pois sou “viciado em pedra”. Mas na pedra calcária que formam estas cavernas.
Entro nestas cavidades desde o final da década de 1980. Hoje já passei dos “enta”, tô gordo, a agilidade não é a mesma, mas continuo participando.
Nesta semana estive com o fotógrafo paraibano radicado no Rio Grande do Norte, especializado em cavidade naturais, Solon Rodrigues de Almeida Netto e os amigos Reginaldo Silva e Ciro Targino, todos membros da SEP – Sociedade Espeleológica Potiguar. Estivemos em várias cavernas próximas a fronteira cearense, em vários municípios.
Um abraço a todos.
Proteção e segurança em primeiro lugar
Nossa casa no meio da catinga
Beleza calcária
Grandes salões
Uma beleza diferente
Passagens difíceis
Para onde seguir?

Locais pouco visitados
Formações diferenciadas
Locais abertos, ou...
Bem apertadas.
Enquanto lá fora passa um estranho veículo...
Dentro das cavernas temos uma diferente fauna.
Com belezas rupestres
Descanso no meio da caatinga. Aqui quem manda é a natureza, pois estávamos a 12 quilômetros da habitação mais próxima
Sobre este acampamento, fazendo uma comparação bem distante (e muito mais confortável) dos acampamentos dos antigos cangaceiros, posso dizer que certamente os sons da natureza são iguais
Um oásis no sertão
Um agradecimento especial ao amigo Solon Rodrigues de Almeida Netto pela sessão destas fotos
Todos os direitos reservados
É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Extraído do blog: "Tok de História" do historiógrafo
Rostand Medeiros.

NOSSO VELHO GUARDIÃO

Por: Rostand Medeiros
Photo
Nosso velho Forte

Para nós potiguares, ele é tão somente o nosso “Forte”, marco de importância histórica da criação desta terra, na ótica dos colonizadores que aqui chegaram vindos de terras portuguesas.


Na foto da década de 1950, vemos a velha Fortaleza dos Reis Magos. Marco que protege a barra do Rio Potengi, ou Rio Salgado, ou Rio Grande.

Todos os direitos reservados
É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.


Extraído do blog: "Tok de História" do historiógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

Amor que virá (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Amor que virá

Da lua que desce banhando
esse silêncio de tanta recordação
ainda cedo e eu já sonhando
suave pulsar no seu coração

o afeto afaga o peito
flor adormecida em ser ausente
imensamente vazio esse leito
queimando saudade dormente

amanhã de manhã será o dia
tarde ou noite ou qualquer hora
nunca mais amargar a vida vazia
renascer para sempre agora

porque a porta logo se abrirá
e o olhar e o sorriso na face
sentimento de vida nesse retornar
fim da tristeza na paz que renasce

amor esse eterno amar
e a solidão escondendo o beijo
e tanto sofrimento fazer duvidar
se é sonho essa deusa que vejo.



Rangel Alves da Costa

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

UM CORPO NU (COM GROSELHA E FRAMBOESA POR CIMA) (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

UM CORPO NU (COM GROSELHA E FRAMBOESA POR CIMA)
E veio o vento voraz, ventania sedenta, passagem intencional na sua sede açoitada, alcançando o seu corpo quando espalhava a roupa no varal. Na frágua que fez, de súbito o vestido fininho, folgado, não se susteve, subiu pelas ancas, alcançou os ombros, chegou ao rosto, depois se desfez em pedaços e os retalhos de panos se espalharam pelo ar.
Fiapos pela atmosfera, restos de roupa bailando ao vento, restando apenas um corpo nu. E tudo nu pelo corpo. Como gostava de tomar banho no riachinho só com o leve vestido encobrindo suas atraentes e belas formas, naquela manhã não usava por baixo nem sutiã nem a calcinha de renda.
Completamente nua, ao invés de correr para um abrigo qualquer, colocou as mãos sobre as ditas vergonhas e gritou pedindo socorro. Ora, mas por ali, àquela hora da manhã, só estavam o passaredo, a mataria mais adiante, as árvores frutíferas e pequenos animais zanzando de lado a outro. E o vento que zunia sem querer ir logo embora.
E também um vizinho, amigo da moça desnuda, que toda manhã colhia amoras, morangos, framboesas, maçãs e groselhas para a gula dos mais ricos. Pobre rapaz, vivendo do pomar familiar, trabalhando a terra e dela tirando todo o fruto do sustento próprio e dos seus. Ela sabia que mais tarde ele chegaria para oferecer a fruta mais doce e mais bonita da manhã, porém não teve tempo nem de receber nem de saborear.
A força do vento entrecortava os rogos, mas ainda assim o jovem correu naquela direção, com o cesto dos frutos colhidos à mão, e se deparou com a nudez paradisíaca. Somente de calça, vez que não colhia frutas de vestes completas, se viu sem qualquer pano que pudesse encobrir a nudez da mocinha.
Diante da situação, com um olhar extasiado sobre o corpo e outro tentando enxergar qualquer pano que viesse como salvação, o que momentaneamente lembrou-se de fazer foi colocar o cesto de frutas ao lado dela e sair correndo, desembestado, feito cavalo a galope, em busca de qualquer cobertor para vestir a deusa da manhã.
Parecia voando, levado também pela ventania, deixando sua colheita matinal ali praticamente sem qualquer serventia. O que uma mulher completamente nua, com todas as roupas de cima levadas pelo vento safado, iria fazer para se proteger tendo ao lado apenas um cesto de vime repleto de groselhas e framboesas?
O rapaz entrou na residência apressado e foi logo tentando encontrar qualquer coisa. Sua mãe não estava em casa, não sabia onde encontrar um vestido ideal para levá-lo emprestado até que tudo se resolvesse. Contudo, enquanto procurava o dito pano um pensamento lhe tomou o juízo que quase o cegava completamente. E que pensamento estranhamento bom, inusitadamente confortante.
Como o pensamento impedia de encontrar qualquer coisa, se punha somente a imaginar como ela estaria agora sem qualquer roupa, completamente nua ao sabor do tempo e do vento, uma Eva virginal em seu paraíso. Tão bela, tão linda, tão encantadoramente feminina, e agora ali completamente nua como qualquer homem gostaria de ao menos vê-la um dia.
Estranhamente não pensou em sexo, em possuí-la, em amá-la naqueles descampados da natureza. Sua mente imaginava somente o sentido da beleza refletido naquela mulher, a perfeição das formas e a certeza de que ela era muito mais encantadora do que se imaginaria por debaixo das roupas. Contudo, quase uma imaginação inocente, pura, sem intenção qualquer de ser apelativa nem meramente sexual.
E por que não pensar em sexo, não pensar em aproveitar da situação e tentar seduzi-la por um momento? Não, já havia ouvido falar em estátuas de deusas da beleza, em ninfas da perfeição feminina e em outras entidades do amor e do erotismo, e logo lhe veio a certeza de que aquele fato, aquele corpo nu estranhamente surgido, servia apenas para confirmar a ideia da perfeição que podia ser encontrada numa mulher.
Voando em imaginários impossíveis de se descrever, voltou correndo levando na mão um jarro de flores. Mas por que um jarro de flores se a mocinha precisava mesmo era de um vestido, um pano, um lençol ou cobertor? Porque a imagem daquela deusa o havia feito perder a noção de realidade, alcançando as flores pensando ser uma vestimenta.
Mas não precisava mais. Não acreditou no que viu, mas a bela mocinha, tal qual deusa mitológica da beleza, repousava ao sol com o corpo inteiramente tomado por sucos, cascas e restos de groselhas e framboesas moídas pelas próprias mãos. Do pescoço abaixo escorria um sumo avermelhado de fruta macerada, tudo envolto num sabor estonteante de pomar matinal. E ao sol o corpo parecia uma pintura de artista apaixonado pela mais bela mulher.
E ele ainda ofereceu as flores para ela vestir.

Rangel Alves da Costa
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

E QUE RIAM AS HIENAS

Quando eu for, morrer, quando chegar minha vez, que seja de repente para que meus conhecidos algozes não tenham tempo de fazer conjecturas sobre a causa mortis. Sim, que seja tão ligeiro o corte da foice que tudo o que possam dizer seja apenas: Foi-se! Assim, rápido e sem explicação. Conversei com ele a pouco, dirão alguns; parecia tão bem, lamentarão alguns poucos lá no Bom Dia Brasil.
Quando tocar a derradeira badalada... Eu queria que fosse sem dor e que já se estivessem grandes os meus filhos e cansada a companheira de guerra, mas como todo bom canalha, não quero descansar em batalha. Queria que fosse após as dez da manhã, hora chique para acordar, queria que fosse sozinho em meu recanto, sentado ao sofá, portando importante livro, livrando-me a goles de vinho, assim, sozinho, com meus botões.
Quando enfim, me encontrar com a última donzela, aquela que espero bela, que não divulguem, não contem tal piada em horário impróprio sob pena de processo. Deixem que meu regresso seja na entoca. Uma brilhante fuga em plena luz do dia, um drible em quem sempre torceu contra, com direito a gol de placa, mas sem entrevistas no final. Não me queiram tanto mal.
Não depositem sobre o meu féretro nenhuma bandeira ou insígnia, também não quero o mau uso das flores em meu derradeiro jardim. Guarde-as para defunto mais ilustre e amostrado... Conheço gente que passou a vida esperando os louros e louvores post mortem, mas eu não. Não espero nada, apenas que tenham para comigo o respeito que me faltou em vida. Não peço muito, apenas que haja silêncio nos primeiros quinze minutos da descoberta de minha partida (silêncio é bom e eu gosto), e passado o quarto de hora, podem desatar nas fofocas e frases feitas: era tão bom o moço, descasou, encontrou o que tanto buscou na vida, agora está com Deus... Com Deus? Já foi tarde!
Fui, sou um vivo maçante e malquisto, fora de moda e idealista, mas prometo aos meus compatriotas que não haverá nesta alta aldeia cadáver mais quieto e dentro dos padrões da estética oficial. Faço, no entanto, um último pedido: Não me enterrem. Sofro de claustrofobia e a frieza da terra decerto me fará algum mal, principalmente à minha desafinada garganta. Já pensou que coisa mais feia um defunto sufocando e sem voz? Dispensem os sete palmos de terra. Contrariem a vigilância sanitária e deixem-me inerte no coreto da praça, próximo ao elefante. Quero, graveolante, perfumar a cidade, incomodar os sensatos narizes, e dali, quase ao fim do espetáculo, serei o alimento aos vira-latas que cuidarão de me espalhar todinho pelas ladeiras destas serras sem calor.
Postado por Lucivaldo Ferreira
 Bastante interessante e um pouco cômico. 

Extraído do blog:"BOOM", do amigo André Vasconcelos

Lançamento da Revista: História da Bahia

 
Confirmada a nova data para o lançamento: 12 de dezembro, segunda feira às 9h. Click na imagem para ampliá-la.
Extraído do blog: PESQUISANDO A HISTÓRIA", 
amigo Urano Andrade 

Janio Soares e o confronto entre Capitão Bolsonaro e Capitão Virgulino



Capitão Bolsonaro X Capitão Virgulino
Quase ao mesmo tempo em que o deputado
Jair Bolsonaro desafiava a presidente
Dilma a admitir se gosta ou não de homossexual, o juiz Aldo Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju (SE), proibia a publicação e comercialização do livro “Lampião – o Mata Sete”, de autoria do juiz aposentado Pedro de Morais, onde o autor afirma que
o rei do cangaço mantinha uma relação homoafetiva com o cangaceiro
Luiz Pedro, e que o mesmo também seria namorado de
Maria Bonita – formando assim o primeiro triângulo amoroso do cangaço. A ação judicial foi movida pelos seus descendentes, obviamente ofendidos por Lampião ter sido chamado de gay e Maria Bonita ter sido literalmente associada ao impagável bordão de
Valéria, personagem do programa Zorra Total (“ai, como eu tô bandida!”).
Sem entrar no imbróglio jurídico/erótico e nem aí para as preferências sexuais dessa rapaziada, comecei a pensar numa idéia que poderia dar uma bela literatura de cordel, que seria uma peleja entre o capitão Bolsonaro (sim, ele é capitão da reserva do Exército) e o temido capitão Virgulino, elevado a patente a pedido de seu
“padim” Padre Cícero, para combater a Coluna Prestes.
O local do embate seria o Raso da Catarina, esconderijo de Lampião e octógono perfeito para confrontos de cabras que não têm medo da morte nem da sobrancelha arqueada de Dilma. E lá, o velho caçador de boiolas - sabiamente disfarçado de cangaceira - se entrosaria no bando e ganharia a simpatia de Lampião, dividindo com ele alforjes, perfumes e punhais. Plano perfeito.
Só que, numa noite de Lua cheia, Zóio de Lume (era assim que Lampião o chamava por conta de seu olhar de rolinha-fogo-pagô) exageraria na cachaça, dormiria mais cedo e acordaria com uma estranha ardência lombar inferior a lhe incomodar.
Na dúvida se teria sido o peba na pimenta ou algo do tipo “valha-me Deus, será?”, um desconfiado Bolsonaro voltaria para Brasília e nunca mais homofobizaria ninguém. Já o Capitão Virgulino, coitado, uivaria apaixonado, toda vez que a Lua do Raso prateasse sua saudade sem fim.
Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima