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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tenente João Gomes de Lira

Por: Jornalista Antonio Galdino

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Saímos de Paulo Afonso, para Carqueja, antiga Nazaré, onde houve a maior repressão a Lampião na época do cangaço. As volantes que saíam dali eram conhecidos como “os nazarenos”.
Acompanhado do escritor João de Souza Lima fomos conhecer e gravar um entrevista com o
Antonio Galdino
Ten. João Gomes de Lira, um dos últimos remanescentes daqueles tempos.
Nascido em 3 de julho de 1913 na Fazenda Genipapo, distrito de Nazaré do Pico – Carqueja – Município de Floresta/PE nos recebeu com a peculiar simpatia do sertanejo, com direito a lanche e boas conversas. A sua casa, muito procurada por pesquisadores até do exterior, é quase um museu.
Ali está a farda dos seus tempos de combatente e, guardada a sete chaves, a sua Winchester 44, cuidada pelo caseiro e pelo filho. Fotos do tempo de militar da ativa, diplomas e homenagens estão espalhados pelos móveis e paredes da casa. O velho tenente nos recebeu na frente da casa, debaixo de uma frondosa árvore e nos contou, sem nenhum rodeio a sua versão dos acontecimentos, que estão publicados em dois volumes, com mais de 700 páginas com o título: “Lampião – Memórias de um Soldado de Volante”.
Primeiro falou de seu estado de saúde: “Minha saúde não anda boa, embaraçada. Diabetes, nervos, coração” mas logo começou a relator o que viu nesses anos de luta.
Deixamos que ele falasse e um dos fatos que narrou com detalhes foi a chegada de Lampião, Antônio e Livino, distribuídos estratégicamente no lugarejo.
Ten. João Gomes de Lira – Aí, eles chegaram. Os três irmãos, todos armados. Lampião acolá, Antônio aqui e Livino ali do outro lado. Lampião ficava jogando o rifle pra cima e aparando e gritava: - Aqui hoje não me chora ninguém! Aí, Antônio respondia: - Se chorar eu acalento! E Livino respondia: - Bem baixinho! E ficavam repetindo.
Aí pai, (Antônio Gomes Jurubeba, que era Delegado) chamou eles e disse: - Não façam isso não. Hoje é dia de feira, vocês armados assim, o povo tá todo apavorado. Guardem as armas, vocês têm os inimigos lá, na Serra Vermelha. Aqui vocês não têm inimigos. Eles não vêm aqui e vocês podem ficar à vontade. E Lampião disse: - Pode dizer ao delegado que as armas estão guardadas nas nossas mãos e nos ombros. Pode vir tomar. E pai disse: - Isso não é modo de se falar com Delegado. E Lampião disse: É isso mesmo!
Então pai falou: Se daqui a oito dias vocês voltarem com as armas podem se preparar pra gente trocar tiro aqui no meio do povo. Aí Lampião disse: - Junte seus cachorros e jogue em cima dos Ferreira pra você o peso dos Ferreira como é. Foi aí o começo da questão aqui, em 1917.
E continua, seguro, o Ten. João Lira: - Passados uns dias, eles foram pra Triunfo e dias depois resolveram vir pra cá. Os três irmãos Ferreira e mais outro cabra, também armado.
 O pai de Lampião foi encontrar-se com eles e pediu pra não vir que aqui tinha soldados. Depois de muita insistência Lampião insistindo até que foi convencido de não entrar e saiu aqui por trás. Ali deram um tiro e a polícia foi ao encontro deles.
Meu pai juntou mais alguns parentes que tinham armas e foram ajudar a polícia. Eram os Flor, Euclides, Odilon, Arcôncio, Cícero Leite e trocaram tiros. Foi quando Livino Ferreira foi ferido. Os outros correram e Livino foi preso e levado para Floresta. Foi aí que o pai deles resolveu se apressar em vender as coisas pra ir embora.
O Ten. João Lira fala sobre o casamento de Licor, com quem Lampião tinha namorado mas veio para o seu casamento e teria carregado a sanfona e com isso acabado a festa. Falou da morte da mãe de Lampião, Maria Lopes “de aperreio” e do assassinato do pai José Ferreira dos Santos.
E a prosa continuou por quase uma hora, com episódios de enfrentamentos da força policial contra os cangaceiros, inclusive um de 1º de agosto de 1923. O ten. tinha então 10 anos. Em 16 de julho de 1931, com 18 anos entrou na carreira militar e já seguiu para a Bahia para atender um pedido de apoio do governo baiano. Seu comandante era o parente e compadre Manoel de Souza Neto sob as ordens de quem participou de muitos combates com o grupo de Lampião.
(LEIA: - "Lampião – Memórias de um Soldado de Volante" – Vol. I e II – João Gomes de Lira – editado pela Prefeitura Municipal de Floresta-PE - 2007).
Extraído do blog "Folha Sertaneja"

As Praças de Mossoró - 20 de Setembro de 2009

Por: Geraldo Maia do Nascimento

No início, era apenas a capela e algumas casas que formavam a quadra da rua, como nos informa os nossos primeiros cronistas. Henry Koster, um aventureiro inglês que por aqui passou em 7 de dezembro de 1810, descreve o povoado dizendo constar de “200 ou 300 habitantes, edificado num quadrângulo, tendo uma igreja e casas pequenas e baixas”. Existiam apenas quatro ruas, que
Francisco Fausto de Souza, nosso primeiro historiador, identificou como sendo: Rua do Desterro, que era a que ficava ao lado direito da capela, tendo em vista a frente da mesma voltada para o centro do quadro; rua do Cotovelo que correspondia a atual parte da frente do Banco do Brasil, correndo, portanto, ao lado esquerdo da capela, para quem estivesse olhando para a frente do quadro; Rua Domingos da Costa, que era a que ficava por detrás da capela e a rua Padre Longino, que correspondia ao prolongamento atual da rua 30 de setembro. No centro do quadro, surgiu a nossa primeira praça. 
(foto: Carlos Costa). Mossoró/RN
Era a Praça da Matriz, atual Praça Vigário Antônio Joaquim, que ocupa todo o largo do velho quadro da capela, numa área de aproximadamente 2.100m². Esta praça é marco de grandes concentrações culturais e religiosas, principalmente durante os festejos de Santa Luzia, quando a praça é totalmente tomada pelo povo. 
O povoado cresceu, tornou-se vila e depois cidade, e as casas se multiplicaram, fazendo surgir outras praças. A Praça da Redenção, que
Raimundo Nonato nos informa ser a antiga Praça da Independência, que teria perdido esse nome depois do feito da abolição em Mossoró foi, ao que se sabe, a Segunda praça da cidade. No início, era ponto de tradição comercial, pois daí se expandiram as primeiras grandes firmas comerciais, principalmente as dos capitalistas estrangeiros. 
Essa praça serviu de palco a acontecimento importantes, que culminaram com o feito histórico da abolição dos escravos, realizada a 30 de setembro de 1883. Atualmente sua denominação é
“Praça da Redenção Dorian Jorge Freire”, em homenagem póstuma ao grande jornalista mossoroense. 
Outras praças vão surgindo, como a Praça da Ibueira, depois chamada de Praça Coração de Jesus. A dita praça ficava pelos fundos da atual Coração de Jesus, em terreno onde o comerciante Miguel Faustino do Monte mandou construir um convento, ligado a igreja, para os homens que fariam a adoração noturna ao Santíssimo Sacramento, atendendo ao desejo do então Bispo Diocesano D. Jaime de Barros Câmara. Tinha a Praça Pedro Velho, que era o antigo Paço Municipal (Praça da Cadeia), hoje Praça Antônio Gomes. Tinha a Praça São Vicente, que era um local amplo, de frente para a igreja. Depois, pessoas importantes tiveram autorização da Prefeitura para construir casas na praça. E a praça acabou... Tinha ainda a Praça Redonda ou Praça do Poço, construída na chamada “cidade nova”, ao lado sul da “Vila Justa”, hoje Palácio Episcopal, residência do Bispo Diocesano. Nela foram construídas duas caixas d’água, ainda hoje existente. 
Praça Bento Praxedes, mais conhecida como “Praça do Codó”. No começo era só um quadro coberto de um cerrado de pereiros. De início, foi denominada de Padre Antônio Joaquim, conforme registrado numa planta da cidade. Depois Bento Praxedes, em homenagem a um cidadão que prestou relevantes serviços à cidade, tendo nela publicado um jornal por mais de 10 anos consecutivos. 
Em 10 de janeiro de 1904, por proposta do intendente (vereador) Francisco Tavares Cavalcanti a Câmara Municipal, por unanimidade, passa a denominar Praça dos Fernandes o antigo logradouro que tinha o nome de Barão de Ibiapaba, antes também chamada Praça Chico Tertuliano e Praça da República e desde 1953 denominada Praça Rafael Fernandes. 
Muitas outras praças surgiram na cidade, tornando mais alegre e agradável a vida dos habitantes da terra de Santa Luzia do Mossoró.
 
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Autor:
Geraldo Maia do Nascimento

ROSEANA SARNEY - PRIMEIRA GOVERNADORA BRASILEIRA



Roseana Sarney está em seu terceiro mandato como governadora do Maranhão e foi a primeira mulher a ser reeleita governadora no Brasil – eleita em 1994 e reeleita em 1998 com 66% dos votos. Venceu as eleições para o Senado, em 2002, e novamente para governadora na eleição seguinte. Antes, foi a deputada federal mais votada do Maranhão em 1990, com 45 mil votos.

Atuou como assessora parlamentar do Gabinete Civil da Presidência da República, de 1985 a 1990, e foi assessora política na campanha das Diretas Já, da Aliança Democrática, que culminou com a eleição de
Tancredo Neves e José Sarney para presidente e vice-presidente da República e marcou o fim da ditadura militar no Brasil. Foi secretária extraordinária do Governo do Maranhão e chefe de gabinete do senador José Sarney.

Hábil negociadora política, foi apontada em 1992 como a "musa do impeachment", quando coordenou, como deputada federal, as articulações no Congresso que levaram ao afastamento do ex-presidente Fernando Collor de Mello.


É socióloga, formada pela Universidade de Brasília (UnB). Estudou na Escola Normal do Maranhão, em São Luís, e, em Brasília, no Colégio Sacré-Coeur de Marie e no Colégio Pré-Universitário. Fez mestrado em Ciência Política, na Suíça. De volta ao Brasil, ela trabalhou durante cinco anos na Novacap, empresa que construiu Brasília, e no Instituto de Planejamento Econômico e Social (Ipea), fundação do Governo Federal.


Roseana nasceu na casa do avô materno, em São Luís, no dia 1° de junho de 1953. É casada com o economista Jorge Murad, tem uma filha, Rafaela Sarney Murad, e dois netos: Fernanda e Rafael.
FONTE: SITE DO GOVERNO DO MARANHÃO
e
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

VILMA MARIA DE FARIA - 1ª GOVERNADORA POTIGUAR


Natural de minha querida e amada cidade de Mossoró, nascida na Avenida Rio Branco, casa número 1248, em frente a antiga Estação Ferroviária, atual Estação das Artes "Elizeu Ventania", no dia 17 de fevereiro de 1945, filha de MORTON MARIA FARIA e de FRANCISCA SALES PARAGUAI DE FARIA, ex-esposa do ex-governador, ex-senador e deputado estadual
LAVOISIER MAIA SOBRINHO, natural de ALMINO AFONSO-RN, nascido a 9 de outubro de 1928, filho de LAURO MAIA e IDALINA MAIA. Foi eleita em 2002 e reeleita e 2006. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde é professora (licenciou-se para exercer o cargo de Governadora) do Departamento de Educação do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas.
Carreira política
Wilma de Faria iniciou sua vida pública em 1979 ao ser nomeada para a presidência do MEIOS – Movimento de Integração e Orientação Social - pelo Governador do Rio Grande do Norte e, à época, seu marido, Lavoisier Maia. À época atendia pelo nome de Wilma Maia.
José Agripino Maia
Em 1983, Wilma de Faria assume a Secretaria de Trabalho e Bem-Estar Social durante o primeiro governo de José Agripino Maia, cargo do qual se desvencilhou em 1985 quando, filiada ao PDS, disputa a sua primeira eleição e perde a prefeitura de Natal para o então deputado estadual Garibaldi Alves Filho.
Em 1986 é eleita deputada federal a atua na Assembléia Constituinte. Seus votos em temas relacionados a direitos sociais e dos trabalhadores fizeram-na figurar entre os deputados nota 10, distinção concedida pelo Departamento Intersindical de Assuntos Parlamentares (DIAP).
Em 1988, Wilma já estava filiada ao PDT e vence a eleição para a prefeitura de Natal cumprindo um mandato de quatro anos ao final do qual, com a sua popularidade em alta, consegue eleger
Aldo Tinoco como seu sucessor em 1992 quando já estava separada de Lavoisier Maia, fato esse que culminou no seu ingresso ao PSB. Em 1994, disputa a eleição para governador e fica em quarto lugar. Em 1996, já rompida politicamente com Tinoco, volta a disputar a Prefeitura de Natal com o apoio de José Agripino Maia e vence novamente.

Antonio Banderas, Marisa Letícia, Presidente Lula, Melanie Griffith e Wilma de Faria.

Em 1998, rompe politicamente com José Agripino Maia e em 2000 recebe o apoio do então governador Garibaldi Alves Filho na sua reeleição para a Prefeitura de Natal. Em abril de 2002, renuncia à prefeitura para disputar o governo do estado, sendo eleita com 820.541 votos, correspondentes a 61,05% dos votos válidos.
Em 2006, candidata-se à reeleição para governadora, junto com o parceiro de chapa, Iberê Ferreira de Sousa.
Numa disputa histórica com Garibaldi Alves, venceu no segundo turno com 824.101 votos, correspondentes 52,38% dos votos válidos.
Em 2008 através da Operação Hígia da Polícia Federal viu seu filho ser preso junto com outros integrantes do governo suspeitos de desviar R$ 36 milhões.[1][2]
No final de março de 2010, Wilma de Faria decidiu renunciar o governo do Rio Grande do Norte e deixá-lo a cargo de seu vice, Iberê Ferreira, para que pudesse se candidatar ao Senado da República nas eleições gerais de 3 de outubro do mesmo ano. Em 31 de março de 2010, Wilma de Faria renunciou ao governo do Estado.[3]
Perdeu a eleição em 1º de outubro de 2010 para o Senado para Garibaldi Alves Filho e José Agripino Maia ficando em terceiro lugar com 651.358 votos, com uma difereça para o segundo lugar de mais de 300 mil votos.
FONTE: WIKIPÉDIA - ENCICLOPÉDIA LIVRE
e

O famoso cangaceiro Jesuíno Brilhante

Serra do Cajueiro - Patu-RN

Para Câmara Cascudo, ele "foi o cangaceiro gentil-homem, o bandoleiro romântico, espécie matuta de Robin Hood, adorado pela população pobre, defensor dos fracos, dos velhos oprimidos, das moças ultrajadas, das crianças agredidas (...) Baixo, espadaúdo, ruivo, de olhos azuis, meio fanhoso, ficava tartamudo quando zangado. Homem claro, desempenado, cavaleiro maravilhoso, atirador incomparável de pistola e clavinote, jogava bem a faca e sua força física garantia-lhe sucesso na hora do "corpo a corpo". Era ainda bom nadador, vaqueiro afamado, derrubador e laçador de gado.

Sua pontaria infalível causava assombro, especialmente porque Jesuíno, ambidestro, atirava com qualquer das mãos. Casou com D. Maria, tendo cinco filhos dessa união.

Envolvido com uma questão de família, Jesuíno matou o negro Honorato Limão, no dia 25 de dezembro de 1871. Foi sua primeira vítima.

Como lembra Tarcísio Medeiros, era "irredutível em questão de honra". O autor, em seguida, cita um texto de Raimundo Nonato, que narra um episódio, onde Jesuíno Brilhante se hospedou em uma casa. O marido estava ausente. Um bandido, de nome Montezuma, procurou se aproveitar da situação para perseguir a proprietária da casa. Jesuíno, revoltado, matou o malfeitor. Outro caso: assassinou um escravo, José, porque tentou violentar uma mulher.


Serrote da Tropa - Sítio Santo Antônio Zona Rural do Município de São José de Brejo do Cruz-PB (conhecido também como São José dos Cacetes). Foto Pôla Pinto
Obs: Provável local da emboscada contra Jesuíno Brilhante causando a sua morte
Fontes:

Blog: Folha Patuense 
Texto de Frederico de Mello e pesquisa de Edvaldo Morais.

MORENO (CANGACEIRO)


Antônio Ignácio da Silva (Tacaratu, 1 de novembro de 1909Belo Horizonte, 6 de setembro de 2010), mais conhecido pela alcunha de Moreno, foi um cangaceiro pertencente ao bando de
Lampião e Maria Bonita. Após a morte deste, fugiu de Pernambuco e adotou o pseudônimo de José Antônio Souto, fixando-se em Minas Gerais. Foi um dos integrantes do bando com maior longevidade, e um dos últimos a morrer.
Filho de Manuel Ignácio da Silva (o Jacaré) e Maria Joaquina de Jesus, Antônio perdeu o pai na adolescência, quando este foi morto pela polícia nas proximidades de São José do Belmonte, em uma suposta queima de arquivo. Exerceu a profissão de barbeiro, mas seu desejo era ser soldado da polícia. O sonho terminou quando foi preso e espancando por policiais de Brejo Santo, após ser acusado injustamente de roubar um carneiro. Libertado, matou o homem que o denunciou, que seria o verdadeiro ladrão.
Foi contratado por um proprietário rural para defender sua fazenda do ataque de cangaceiros, mas terminou integrando-se ao grupo de Virgínio, cunhado de Lampião, de quem tornou-se amigo.
Na década de 1930 casou-se com Durvalina Gomes de Sá, a Durvinha. O casal teve um filho, que não pôde permanecer com o bando, pois seu choro poderia denunciá-los. A criança foi deixada então com um padre, que a criou.
Moreno era conhecido por não gostar dos rifles de repetição americanos, muito usado na época e ter, a sua disposição, um mosquetão.
Dois anos após a morte de Lampião, o casal fugiu para Minas Gerais. Por precaução, Moreno passou a chamar-se José Antônio Souto, e Durvalina tornou-se Jovina Maria. Estabeleceram-se na cidade de Augusto de Lima, e prosperaram vendendo farinha. Tiveram mais cinco filhos, e mudaram-se para Belo Horizonte no final da década de 1960.
Ainda com medo de serem descobertos e mortos, mantiveram o passado em segredo até para os filhos. A situação manteve-se até meados da década de 2000, quando a existência do primogênito foi revelada. Encontrado em 2005, Inácio Carvalho Oliveira pôde finalmente reencontrar seus pais biológicos. Só então é que a família conheceu a história do passado no cangaço; Durvinha morreu pouco tempo depois.
Deprimido com a morte da esposa, a saúde de Moreno passou a ficar cada vez mais debilitada. Ele morreu no dia 6 de setembro de 2010 em Belo Horizonte, aos 100 anos de idade. Durante o sepultamento foi realizada queima de fogos de artifício, a pedido do próprio Moreno, que pensou que nunca teria uma cova; o temor de morrer como um cangaceiro, decapitado e com o corpo deixado no mato, não o abandonou nos 70 anos que manteve seu disfarce.
Fonte:

Cariri Cangaço: Feliz Natal Família Cariri Cangaço !!! Por:Aderba...

Cariri Cangaço: Feliz Natal Família Cariri Cangaço !!! Por:Aderba...: Feliz Natal, são os votos da SBEC, GECC e Cariri Cangaço Olá, amigos, Venho aqui fazer uma justa homenagem a uma grande família que agora ...

D. Noemi Escóssia - 23 de Julho de 2009

Por: Geraldo Maia do Nascimento


Em 23 de julho de 1974, numa terça-feira, morria em Vitória/ES, D. Noemi da Escóssia Nogueira, aos 96 anos de idade. D. Noemi foi a companheira de toda a vida do jornalista João da Escóssia Nogueira, diretor do jornal “O Mossoroense” no período de 1902 a 1917, que além dos afazeres domésticos, acompanhava o marido nas batalhas jornalísticas. 
Noemi Dulcila de Souza, posteriormente Noemi da Escóssia, nasceu em Mossoró a 15 de junho de 1876. Casou-se com João da Escóssia, com quem teve 12 filhos, sendo que os dois primeiros, Jeremias da Rocha Nogueira Neto e Isabel, morreram ainda criança. Com o marido, participava da luta diária do jornal que ele herdou do pai. Para ela o jornalismo era “a mais nobre das profissões, por ser dinâmica e ao mesmo tempo uma escola mais profunda do que qualquer universidade, para os que a integram. Dizia ela que “se aprende mais em dois anos de jornalismo do que em 20 numa faculdade de Ciências Humanitárias”. Com a sensatez que lhe era peculiar, e a experiência de toda uma vida, dizia: “A profissão de jornalismo nos ensina a viver e a olhar o mundo através de planos objetivos. Passamos por todas as emoções possíveis: do nojo, ao vermos um cadáver em putrefação dentro de uma sala de autópsia; passamos medo, quando realizamos determinada cobertura de reportagem; passamos ódio, quando descobrimos as injustiças do mundo; e alegria quando vemos um grupo de crianças brincando alheias aos defeitos dos homens, num parque de uma escola”. 
Era uma mulher de espírito filantrópico, presidindo por vários anos a Sociedade Damas de Caridade, “além de acompanhar o seu marido no infortúnio de uma paralisia parcial que o atormentou nos dez anos que precederam sua morte em 1919. Viuva, não se deixou abater frente à responsabilidade de educar a todos seus filhos na mesma escola de trabalho gráfico e jornalístico que era portador João da Escóssia. E com os mesmos manteve acesa a chama da imprensa mossoroense através dos anos”, como disse Lauro da Escóssia ao se referir a ela. 
Em 1934 D. Noemi deixou Mossoró e fixou residência na capital capixaba, onde residiam três dos seus filhos, e onde viveu até o fim dos seus dias. Era uma mulher notável, de excessiva força de vontade e de grande vocação religiosa.
Nas palavras de Raimundo Nonato, “com os Escóssia “O Mossoroense” transpôs a raia do centenário, comemorado a 17 de outubro de 1972, e relembrado numa promoção de afetuoso reconhecimento pelos serviços prestados pelo velho órgão a Mossoró, à cidade e ao município, sempre colocado no combate leal, na defesa dos seus problemas e dos seus legítimos interesses\"” 
Na edição do dia 24 de julho de 1974 de “O Mossoroense”, um dia após a sua morte, uma nota que dizia: “Noemi da Escóssia Nogueira – a velha jornalista incentivadora das gerações que sucederam ao seu marido João da Escóssia, na permanência deste órgão de imprensa, mãe e avó dos que na atualidade arcam com a responsabilidade da sua existência, fechou os olhos ontem para sempre, na resignação dos desígnios traçados por Deus”. E completa Raimundo Nonato: “Com ela desapareceu não só uma existência, porém uma tradição, uma força geradora de entusiasmo, um exemplo de orientação que se refletiu nos filhos, Augusto e Lauro, continuadores históricos da luta do jornalismo mossoroense, que vem dos dias de Jeremias da Rocha Nogueira, e se engrandeceu, admiravelmente, com João da Escóssia, um grande artista e um espírito iluminado pelo idealismo e pelo amor à liberdade”.
Geraldo Maia do Nascimento
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A VIDA DE ZÉ DO TELHADO


O NOSSO, “CHE… DO TELHADO”


José Teixeira da Silva, vulgo Zé do Telhado foi, na essência, salvo as devidas distâncias de contexto, o nosso Che Guevara. De facto, assim continua a sua memória entre quem dele ouviu histórias e de quem algo conhece da sua atribulada existência que, grosso modo, consistia em… subtrair aos ricos para, distribuir pelos pobres.
Em rigor, verdade se diga, nem sempre assim foi, apesar de escassos terem sido os assaltos a alguns, arrogantes, remediados. Rigorosa foi a sua postura, sempre, a favor do mais fraco, independentemente da sua condição social e, das vítimas dos poderosos de então. Devido a este comportamento, tornou-se num marginal, um fora-da-lei, por necessidades, opção sua e porque a Lei, apesar de Lei, nem sempre é promotora de justiça.
Vivia na aldeia de Castelões de Recezinhos, município de Penafiel, onde nasceu em 1816, com a família, sendo um jovem do campo, inteligente, de bom porte físico, trabalhador e bastante sociável. Em suma, era o orgulho daquela pacata aldeia. Tornou-se homem muito cedo já que, aos catorze anos saiu de casa começando por abraçar a profissão de castrador e de curandeiro de animais, actividade conhecida pela designação de “alveitar”, ou seja, veterinário não diplomado.
A primeira contrariedade da sua vida foi o amor escondido que tinha com a sua prima Aninhas, ao qual, o seu tio e pai daquela bela donzela, um ex-soldado das fileiras de Napoleão que, aquando das invasões francesas, por cá ficou, não dava tréguas nem consentimentos. O amor entre os dois, esse, resistiu pelos anos fora até se consumar o enlace… o Zé nunca foi homem de desistir.
Entretanto, chegou a vida militar e, lá foi rumo a Lisboa. Rapidamente, devido à sua subtil inteligência e bravura se tornou no orgulho dos oficiais do Regimento onde serviu, sendo conhecido no meio pelo “soldado do Norte”. Foi na vida militar que a sua vida começou a projectar o Zé do Telhado que conhecemos. A falta de entendimento entra os protagonistas políticos de então, levou à guerra civil entre Setembristas e Cabralistas, na qual o nosso Zé se viu envolvido, lutando pelos Setembristas, ao lado do Marquês, Sá da Bandeira. Entretanto, o pai da Aninhas acaba por aceitar o enlace da sua filha Aninhas com o seu sobrinho Zé do Telhado, goradas as ideias peregrinas de a ver casada com um dos abastados ricos pretendentes da região. Com a breve acalmia da guerra civil, regressou a Lousada, onde vivia a sua amada a fim de consumar o casamento. Assim aconteceu, tendo, regressado à vida das feiras e práticas de “alveitar”.
Entretanto, a guerra civil retoma o país, agora mais sangrenta que nunca devido ao envolvimento popular. Zé do Telhado deixa a seu pacato viver de aldeão e, de novo, volta a participar na guerra, apresentando-se ao serviço da Junta Militar de Sá da Bandeira, na mui nobre e sempre leal, cidade do Porto. Uma das Leis de Costa Cabral, que na época mais revoltou a população, foi a da proibição de sepulturas dentro das igrejas, levando à revolta, liderada por mulheres que enfrentavam as autoridades com todas as alfaias utilizadas nas lides do campo, conhecida pela; “A Revolta da Maria da Fonte”. Por esta altura, devido às suas boas capacidades, Zé do Telhado é promovido a sargento passando a comandar o pelotão de cavalaria da escolta do seu general Sá da Bandeira. A bravura do nosso sargento em actos militares contra os actos de roubo, violações de mulheres e saques praticados pelos “Cabralistas”, e o facto de ter salvo a vida ao seu general, este condecorou-o com a medalha de “Torre de Espada”!
Devido ao superior poderio dos Cabralistas, as hostes Setembristas sofrem uma pesada derrota na batalha de Valpaços, levando a uma reorganização dos combatentes. A falta que Zé do Telhado sabe estar a fazer à sua família leva-o por alguns dias à aldeia, onde é recebido como um herói! Por sua vez, a Aninhas, persistentemente, tentava persuadir o seu marido a não continuar a participar na guerra até porque, a situação financeira da família era débil porque, o Zé gastou as economias familiares com a guerra em que, empenhadamente, participava. Determinado, volta à guerra participando numa revolta dos presos da cadeia de Lisboa. O país está ingovernável! A rainha D. Maria II e os seus aliados cabralistas pedem ajuda a espanhóis, franceses e ingleses e estes, entrando no país, dizimam tudo aquilo que seja político. Com a assinatura da Convenção do Gramido, acordada entre os beligerantes, em 1847 no Porto, termina aquela sangrenta guerra civil. Começa a entrega das armas sob a ameaça dos cárceres do Forte de Peniche e das galerias da fortaleza de Almeida. É o fim da carreira de guerrilheiro resistente, do sargento patuleia José Teixeira, vulgo Zé do Telhado e o seu regresso à aldeia de Sobreira.
O nosso leal Zé do Telhado ainda pensou que, o seu general Sá da Bandeira lhe arranjasse um bom emprego pelos serviços prestados, para fazer frente à situação de miséria em que a família se encontrava… Zé do Telhado gastou todo o dinheiro que tinha e hipotecou todas as propriedades que possuía para ajudar a luta contra os Cabralistas. Bem esperou mas, nada! Com a miséria dentro de casa, Zé pede ajuda batendo a várias portas… todas se fecham incluindo a do padre seu compadre e padrinho da sua filha! Agora, com a vitória dos “Cabralistas”, ninguém conhecia o fiel lutador Zé do Telhado. Ao chegar perto de casa, Zé ouve os filhos a pedirem pão à mãe Aninhas. Era demais! Zé não consegue suportar mais aquela situação e decide roubar para matar a fome aos seus.
O primeiro roubo foi a um modesto pedreiro. Zé pergunta-lhe: quantas moedas trazes? Tenho dez mas, foram ganhas honestamente com o meu trabalho! O nosso Zé diz-lhe: dividimos isso… dá cá cinco e fica com outras cinco. Anos volvidos, Zé do Telhado viria a devolver as cinco moedas ao modesto trabalhador.
Entre lamentos da sua situação e a realidade, Zé integra-se na famosa quadrilha do conhecido “Boca Negra” onde militava o seu irmão Joaquim do Telhado. Os assaltos sucederam-se, nas regiões da Beira Alta, Beira Baixa, Vale do Sousa, etc. A fama de Zé do Telhado depressa se espalhou pela região. Aninhas, não suporta aquela situação e trata de arranjar formas do marido ir para o Brasil mudar de vida e limpar a reputação da família. Zé do Telhado viaja para o Estado do Rio Grande do Sul, naquele grande país em busca de alguma riqueza.
No Brasil, Zé retoma o seu trabalho de “alveitar” e, bem sucedido. Zé é informado que, o dinheiro que envia para a sua Aninhas nunca lhe chega às mãos. A raiva e as grandes saudades dos filhos e da sua querida Aninhas, tomam-no, fortemente, e decide voltar à sua aldeia…ainda mais pobre do que nunca. Regressa igualmente aos assaltos e à distribuição dos roubos pelos necessitados, integrado no mesmo bando, entre a “honra” da substituição do chefe Custódio, o “Boca Grande” e a presença na quadrilha, do seu inimigo de estimação, José Pequeno. Os assaltos estendem-se, agora, às regiões do Alto Douro, Minho e Trás-os-Montes.
Pela iniciativa do governador de Lousada, que pede reforços militares, começa a perseguição das Autoridades a Zé do Telhado. Com a destreza e valentia que o caracterizam, lá vai escapando e enfrentando as forças militares. O cerco aperta-se, cada vez mais! O administrador do Marco de Canavezes empreende uma perseguição, sem tréguas ao quadrilheiro, contando com a colaboração do traidor José Pequeno que, dá informações sobre o seu chefe. Zé do Telhado vai no encalço do sanguinário e traidor José Pequeno. Encontra-o e, depois de uma farta luta vinga-se, cortando a língua ao delator José Pequeno que, acaba por morrer, facto que constitui motivo para festejo dos aldeões das redondezas. Zé Pequeno era um sanguinário ladrão. A perseguição das autoridades ao Zé torna-se implacável… este já não tem onde esconder-se. Aconselhado pelos mais fiéis amigos, pensa em voltar ao Brasil. Assim decide e viaja até ao Porto para, clandestinamente tomar o barco de destino. Pelo caminho, pede asilo, por alguns dias, à dona da Casa do Carrapatelo, D. Ana Vitória, a quem já assaltara. Dona Vitória fica surpreendida mas, recorda com reconhecimento, o respeito que Zé do Telhado exigiu aos seus parceiros de quadrilha e, acede a dar-lhe guarida. Dias depois, em segredo, Zé toma o barco em Massarelos mas, é denunciado por um delator que o viu entrar no navio. O administrador de Marco de Canavezes consegue, finalmente, apanhar Zé do Telhado! Preso na cadeia da Relação do Porto, é julgado dois anos depois, no Tribunal de Marco de Canavezes e, condenado ao degredo perpétuo com trabalhos públicos, em África. É transferido para a cadeia do Limoeiro em Lisboa. Dali é embarcado no “Pedro Nunes” e lá vai para o degredo em África de onde, nunca mais regressará.
Mesmo em África, Zé era estimado por todos, gozando de poderes e algumas liberdades.
Faleceu em 1875, em Xissa, Malange, onde ficou sepultado.

Estou certo que, o facto de Zé do Telhado ser uma figura incomodativa para certa burguesia “bem pensante”, não recolhe, senão nas bocas do povo, o reconhecimento de figura marcante de uma das fases da história de Portugal.
Jorge Afonso

(publicado in Diário de Aveiro de 29 de Outubro de 2007)
Extraído do blog de Cacia - Portugal "OLHO NU"

Presente novo de minha amante (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Presente novo de minha amante

Lembro que no último natal
ofereci uma carruagem de nuvem
transbordante de joias e perfumes
e também jamais esqueci
dos vestidos bordados a ouro
e enfeites marinhos reluzentes
tudo que o olhar se encantasse
e a vaidade enfim reconhecesse
que a vida é o ter e não o viver

neste natal redobrei os presentes
e coisas novas fiz providenciar
para encanto de tão bela amante
mas dessa vez os mimos dourados
estarão ao meu lado repousando
como repousa agora a minha solidão
e a ela caberá simplesmente
abrir a porta e perguntar como estou
se envelheci muito desde o natal passado.

Rangel Alves da Costa

Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
http://blogdomendesemendes.blogspot.com    

A CEIA DA ESPERANÇA (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

A CEIA DA ESPERANÇA
Enraizou-se culturalmente a ideia da celebração do natal tendo sempre uma mesa farta para alimentar e brindar a família e os amigos. No passo da secular tradição, massificou-se a tendência de que somente a mesa abundante não basta sem antes haver a distribuição de presentes.
Ora, quem pode se fartar e presentear com o que bem entender, é justo que o faça. Por ser tradição, muitas vezes as pessoas se esforçam e vão além dos limites de suas possibilidades econômicas para não fugir do contexto. E pensam que se todo mundo faz, não seria merecido que ficassem alijadas da festança e da comilança.
Pobres ou ricas, com maiores possibilidades ou não, verdade é que a grande maioria das pessoas transforma o natal e as celebrações de fim de ano apenas num evento onde serão demonstrados o glamour e a abundância. Fazendo desses momentos experiências meramente materialistas e comerciais, acabam até por esquecer o porquê da existência do natal e da importância da passagem de ano.
E por isso mesmo muitos se endividam até o final do ano seguinte para o grande banquete e a troca de presentes. Verdadeiros barracos se iluminam para a mesa que será posta; as residências se enchem de luzes para o evento de cores, sabores e qualidades; as mansões tilintam de taças e talheres importados, gulodices afrancesadas, demasiado luxo para o que não sabem nem o que estão confraternizando.
As compras são muitas, pois o cardápio tende a ser muito variado. Perus, pernis, chesters, tenders, bacalhaus, camarões, peixes, queijos do reino, vinhos, uísques, refrigerantes e sucos, champanhes, saladas, tortas, bolos, doces e salgados, panetones, conservas e reservas importadas. Velas espalhadas pela mesa, mas não como motivo natalino nem como oferenda religiosa, e sim para enfeitar as detalhadas arrumações.
Nessa noite ninguém lembrará mais do pão com manteiga, do cuscuz com ovos, do café com leite, da macaxeira ou inhame com carne torrada, da bolacha, do pedaço de queijo de coalho, do bolo de ovos ou de leite. Ninguém lembrará que a fome se dissipa com o que se tem como alimento e não pelo preço ou enfeite do prato colocado à frente. E o pior é que ninguém se lembra da sua real condição econômica, de suas contas a pagar, de seus tantos negócios a resolver.
Logicamente que são momentos únicos – natal e ano novo – e que por isso mesmo devem ser celebrados, comemorados, confraternizados. Contudo, exatamente nesse período que tanto se elevam os sentimentos e muito se fala em amor, amizade, confraternização e comunhão, é que a competitividade começa a transformar os corações. E por isso tudo tem de ser o melhor, o mais bonito, o mais abundante, o mais luxuoso.
Muitos esquecem, eis que a grande maioria sempre esquece, mas não muito distante dessa sala onde será exposta a luxuosa mesa, haverá uma outra sala de barro, de reboco, de madeirite, de papelão pregado em pedaços de pau. E também um povo que faz das festas natalinas um raro momento de confraternização consigo mesmo e com a linhagem que corre nas veias.
O papai Noel sempre acha o lugar muito distante e nunca vai até lá; com a seca terrível que se abate, nem um pé de pau folhado servirá como árvore de natal; as luzes que piscam ao anoitecer são apenas da imensa lua que moldura esse mundo; os presentes são trocados apenas no olhar, no abraço apertado, no dengo. Mas a ceia, esta sim, é sempre muito mais grandiosa do que qualquer outra da cidade grande.
A grandiosidade da ceia está na esperança que ela representa pelo pouco ter ou nada ter sobre a mesa, dentro dos pratos, aos olhos. Cada um se serve apenas do que sobrou para aplacar a fome noturna, e tudo com jeito de pão e manteiga, cuscuz com uma caneca de café, e apenas isso. E porque sabem que é noite de natal e que este representa o nascimento e permanência da cristandade, é que se enchem de fé e esperança tamanhas que ninguém diria que não receberam o ouro, o incenso e a mirra.
E louvam e agradecem a Deus para que a ceia da esperança esteja sempre à mesa, ainda que dentro de um prato com apenas um pedaço de pão. E que natal eterno e abençoado esse do meu povo sertanejo.

Rangel Alves da Costa*
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Pôla Pinto participou de evento em Campo Grande

Vereador Pôla Pinto e Fátima Bezerra
A convite da deputada federal Fátima Bezerra (PT), o vereador Pôla Pinto (PT), participou nesta segunda-feira (19), da inauguração da ponte de Campo Grande e do ato que marcou o início da obra da BR 110.

Estiveram presentes no evento, a governadora Rosalba Ciarlini, o prefeito Bibi de Nenca (PMDB), o vice-prefeito Caramuru (PT), o superintendente do DNIT Ézio Gonçalves, além de diversos prefeitos de municípios vizinhos como Assú, Messias Targino, Upanema e Caraúbas.
Após o evento de inauguração o vereador acompanhou Fátima Bezerra durante uma entrevista em uma FM local, onde a deputada destacou a luta para a chegada o beneficio.
Vereador discutiu com Fátima sobre investimentos para Messias Targino
O vereador Pôla Pinto (PT), discutiu com a deputada federal Fátima Bezerra (PT), sobre investimentos para o município de Messias Targino para o ano de 2012.

Além das emendas parlamentares que já foram indicadas pela deputada para o município, Fátima assegurou que em breve estará buscando a liberação dos investimentos para a construção da Creche Modelo para que seja construída no município no valor de mais de um milhão de reais.
Pôla Pinto, Shirley e Fátima Bezerra
Os dois também tiveram uma rápida conversa sobre as eleições municipais de 2012, aonde o PT vem buscando seu fortalecimento. O secretário municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Manoel Cardoso Neto também participou das duas atividades.
Fonte: