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sábado, 24 de dezembro de 2011

Luiz Inácio Lula da Silva

Aos sete anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva mudou-se com a família para Santos (SP), deixando o interior de Pernambuco em busca de melhores oportunidades de vida. Quatro anos mais tarde, em 1956, foi para a capital do Estado de São Paulo. Lá, ainda criança, trabalhou como vendedor ambulante, engraxate e office-boy. Aos 15 anos, tornou-se aprendiz de torneiro mecânico.

Em 1970, depois de perder a esposa grávida do primeiro filho, Lula passou a se dedicar intensamente à atividade sindical.
Em 1973, casou-se com Marisa, sua atual mulher. Em 1975, chegou à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Liderou a primeira greve de operários do ABC paulista em 1978, durante o regime militar.

Em 1980, aliou-se a intelectuais e a outros líderes sindicais, para fundar o PT (Partido dos Trabalhadores), do qual se tornou presidente. No ano seguinte, liderou nova greve de metalúrgicos, foi preso e teve seu mandato sindical cassado.


Participou da fundação da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e, em junho de 1983, integrou a frente suprapartidária pró-eleições diretas para a presidência da República com os governadores de São Paulo, Franco Montoro (PMDB),

Fonte: Wikipédia

e do Rio de Janeiro, Leonel Brizola (PDT).

Fonte: Wikipédia

Lula foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com a maior votação do país. Concorreu à presidência da República em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por
Fernando Collor de Mello, e em 1994 e 1998, quando perdeu para Fernando Henrique Cardoso.


Em 1995, deixou a presidência do PT e tornou-se presidente de honra do partido. Em 2002, foi eleito presidente do Brasil com votação recorde de 50 milhões de votos. Reelegeu-se em 2006, vencendo, em segundo turno, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo Alckmin.
Fonte: desciclopedia.org
Na presidência, a gestão de Lula seguiu a política econômica de seu antecessor, conseguindo com isso colocar o país no rumo do desenvolvimento econômico. Lula também surpreendeu os observadores da cena política por conseguir manter altos índices de aprovação e popularidade, descolando-se das denúncias de corrupção que atingiram seus auxiliares mais próximos.
É inédito na história do Brasil o fato de um presidente concluir seu segundo mandato com um índice de popularidade de 87% (pesquisa CNT/Sensus). Trata-se de um recorde mundial. Fiel ao estilo que marcou seu governo, Lula se despediu da Presidência com choro e nos braços da multidão, tendo sido o centro das atenções na cerimônia de entrega da faixa à sucessora Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em 1 de janeiro de 2011.

PRESIDENTES DO BRASIL
Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais,  Campos Salles Rodrigues Alves, Afonso Pena, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes,,Washington Luís, Getúlio Vargas, Eurico Gaspar Dutra, Café Filho, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, João Goulart, Castello Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel, João Baptista Figueiredo, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luis Inácio Lula

Com informações do Centro de Informação de Acervos dos Presidentes da República e Almanaque Abril. 

Dilma e o retrato da mulher coragem

Dilma e o retrato da mulher coragem
Foto: Agência Estado

Foto central no livro A Vida Quer Coragem, do jornalista Ricardo Amaral, lança um poderoso farol sobre a história; esquálida porém forte, presa e no entanto superior, a hoje presidente Dilma Rousseff está diante de uma Justiça Militar de rosto tapado; era 1970 e ela fora torturada 22 dias seguidos
05 de Dezembro de 2011
Marco Damiani_247 – É por isso que eles não querem a Comissão da Verdade. Por um instantâneo como esse que distingue “A Vida Quer Coragem”, do jornalista Ricardo Amaral (Editora Primeiro Plano, com lançamento nacional em 15 de dezembro), e revela, no olhar inquiridor da então presa política Dilma Rousseff, em 1970, toda a superioridade dos que lutaram contra a ditadura sobre a ditadura em si.
band.com.br
Eles não podem mesmo querer essa verdade. Nela vai emergir, entre milhares de outras tantas, a história que Amaral que se propôs a contar e a foto cristaliza para muito além do estupefato da revelação presente. A história de militância política da atual presidente Dilma, retrato pronto e acabado de uma mulher coragem. Não há margem para outra interpretação. Na dúvida, reveja a foto. Porque nela não há retoques. Ali sentada, cercada pelos altos muros de mogno da Justiça Militar, 22 dias após ser torturada em pleno 1970 de ainda não contados mortos e desaparecidos, é ela, Dilma, a esquálida que não perdeu a elegância, a exausta que está forte, a quem por mais que batessem não conseguiram quebrar a alma.
sejaditaverdade.net
Ainda sem trechos divulgados, o livro de Ricardo Amaral já presta o serviço de reposicionar uma discussão que, ao longo dos anos, foi dia a dia tendo sua raiz deturpada. Pelas mentiras escarradas, farsas bem urdidas, conivência dos covardes e franco estímulo dos poderosos, trabalha-se como sendo a mais adequada para todos a versão de que houve uma guerra justa entre esquerda e direita no Brasil, entre guerrilheiros e militares, opositores e regime. Na qual se tratava de matar ou morrer, apenas isso. Procura-se deixar de lado, em nome da cordial conciliação brasileira, os motivos dos opositores e a barbárie praticada pelos executores do golpe de 1964 e seus seguidores carniceiros.
Amiúde, o que se pode esperar do livro é nada menos que o melhor quadro já feito do período decisivo da vida de Dilma, no qual ela jogo a vida e por pouco sobreviveu. Isso porque o Ricardo Amaral que mergulhou no passado da presidente até chegar aos dias de hoje é, todos nos meios políticos sabem, um dos mais capacitados profissionais de seu tempo. Aos fãs de seus textos apurados nas melhores fontes e analisados por sua visão pessoal e experiente, ele parecia meio à sombra, nos últimos tempos, um tantos distante das páginas na grande mídia. Mas é que ele é mineiro e estava tramando essa surpresa que, desde a foto, já ilumina a história e deixa no ar um advertência: quando falarem de Dilma, respeito!
Fonte:

PARABÉM!

Por: José Mendes Pereira

Parabém! Um Ano de sua criação
O blog do Mendes e Mendes está completando hoje, dia 24 de Dezembro de 2011, (um) 1 ano de sua criação.
Convidados para participarem do aniversário:

Novo Site - SBEC

Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço,


Grupo de Estudos do cangaço do Ceará, demais entidades ligadas aos estudos do cangaço
e todos leitores destas páginas.
O blog deseja um Mensagens & Imagens

e Próspero Ano Novo.
São os sinceros votos de:

Porta-retrato (Poesia)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

Porta-retrato

Meus olhos
repousam nos teus
e se eu chorar
vou molhar teu olhar
porque a fotografia
espera somente
eu te encontrar
sem sair do lugar
sem adormecer
sem ao menos piscar

quando a fotografia
me sorria e falava
quando na face além
eu sentia e tocava
alguém retratou
esse rosto tão meu
esse mesmo olhar
que era você
se aqui não estava
e sempre procurava

cadê seu olhar
aquele de luz e sorriso
que agora desejo
que tanto preciso
pra não ter de molhar
afluir rio e mar
diante da fotografia
que ainda me olha
sem o mesmo brilhar
que tinha o seu olho
o seu olho de amar?


Rangel Alves da Costa
 Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

A COR DO VENTO (Crônica)

Por: Rangel Alves da Costa
Rangel Alves da Costa

A COR DO VENTO
                         
Não imagine que a cor do vento é a tonalidade da fumaça, da fuligem, da poeira ou do pó. O vento possui uma cor muito própria, invisível no ar e somente refletida no olhar.
Na verdade, o olhar apenas visualiza a matiz do momento, pois a cor do vento é trabalhada, produzida, pigmentada, bem no âmago de cada pessoa. Somente a pessoa, na junção de seu estado espiritual com a placidez de sua alma, pode definir a aura que vem e passa adiante.
Conceituando vento talvez seja mais fácil dizer como a sua cor se forma em cada um. Afirmam, pois, que o vento é o ar se deslocando de um ponto a outro, de uma região de pressão atmosférica maior para uma menor; é o ar em movimento, soprando com maior ou menor intensidade em uma direção.
Seria ou não o espírito uma região de alta pressão atmosférica? Ora, a mente, enquanto portal do espírito exerce constante pressão sobre o indivíduo. Desse modo, a força exercida, fruto principalmente daquilo que se costuma denominar estado de espírito, faz a pessoa sentir a brisa ou a rajada e dar cor ao vento, através do olhar.
O pé de vento dá seu primeiro passo distante, bem atrás, muito mais atrás das montanhas, e vem cortando a estrada do espaço ainda invisível. Nasce misteriosamente oculto e assim permanecerá se no percurso não encontrar alguém que lhe dê uma cor. Passando por uma janela fechada será apenas vento, pois nenhum olhar entristecido ou cheio de alegria modificará seu significado.
É preciso, então, que o vento que vem e que passa tenha significado para ganhar cor. É preciso saber, porém, que o significado que ele terá já é preexistente no indivíduo, já está formalizado na mente, já está espelhado na alma. Desse modo, mesmo ainda distante já terá uma feição, por exemplo, de saudade, de relembrança, de fazer a pessoa pensar em coisas alegres ou tristes.
Se a mente está voltada para a espiritualidade enquanto fé e devoção, a cor do vento virá em tonalidade ocre, acinzentada, como retalhos e páginas de um tempo muito distante: “Ele inclinou os céus e desceu, calcando aos pés escuras nuvens, cavalgou sobre um querubim e voou, planando nas asas do vento” (Samuel 22, 10-11); “Queres, então, assustar uma folha levada pelo vento, ou perseguir uma folha ressequida?” (Jó 13, 25); “Agora já não se vê a luz, o sol brilha através das nuvens; passe um golpe de vento, e ele as varrerá (Jó 37,21)”.
Se o espírito está tomado de saudade e o corpo tremula sentindo a falta confortante de alguém amado, então o vento chegará mais forte e já será ventania de cor escurecida, em tons marrons, quase enegrecidos. E geralmente vem acompanhado de fuligens de tantos momentos idos e agora revividos no toque cortante na pele, no açoite no olho, no desconforto que dá.
Se o espírito está desalentado, a mente cheia de angústia se enche de desesperança e aflição, então o vento terá a descoloração da própria água, pois tudo que poderá ser avistado já está encoberto, enuviado, transbordando na lágrima que brota. Vento sem cor, incolor, mas com gosto de sofrimento e o sabor amargo da desesperança.
Se o espírito está pronto para a chegada de alguém ou mesmo imaginando que determinada pessoa possa logo aparecer, então a cor que se formará logo adiante, ainda nos vãos dos descampados, será a da feição da própria pessoa. Se for mulher, por exemplo, será um vento bonito, de lábio rosado, semblante vivaz, pele morena, olhos de negrume retinto, cabelos esvoaçantes como o próprio vento.
Na tristeza da solidão surgirá um vento medonhamente entrecortado por muitos matizes incompreensíveis, pois virá num turbilhão que fará fechar a janela para sentir a negra cor; no abandono surgirá um vento com tonalidades ilusórias, mentirosas ao olhar, e este desesperadamente imaginará enxergar qualquer coisa que venha pelo ar, pela estrada, por qualquer lugar, para confortar o coração angustiado.
Mas é na alegria que a cor do vento é mais visível, surgindo mais forte, mais encantadora. Alguns pensam que é arco-íris, outros pensam que é uma pintura no ar, mas é apenas uma confortante brisa de paz e felicidade. E é por isso que a janela fica sempre aberta esperando essa aragem chegar.

Rangel Alves da Costa* 
Poeta e cronista
e-mail: rangel_adv1@hotmail.com
blograngel-sertao.blogspot.com

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ad Perpetuam Rei Memoriam - 18 de Setembro de 2009

Por: Geraldo Maia do Nascimento

Em 28 de julho de 1934 era assinada, por Pio XI, a Bula Papal que criava a Diocese de Mossoró.

Essa notícia, porém, só chegou em Mossoró no dia 14 de setembro, através de um telegrama do Bispo de Natal. No telegrama, dizia o Sr. Bispo: “ Grato comunicar que Santo Padre houve por bem criar Diocese de Mossoró. Atenciosas saudações.” Texto curto mas suficiente para que a cidade entrasse em festa. Todos os sinos das igrejas repicaram, soltaram girândolas de foguetões como demonstração de viva alegria do povo mossoroense pela grata e ansiada notícia. O povo foi à rua celebrar o feito. Muitos telegramas de felicitações foram passados ao Bispo de Natal pelo coroamento dos seus esforços sobre a criação da Diocese de Mossoró.
  
No dia 18 de novembro de 1934, num dia de domingo, dava-se a inauguração da Diocese de Mossoró, conforme determinação do Sr. Bispo de Natal D. Marcolino Dantas. O padre Luiz Ferreira Cunha da Mota registrou no 4º Livro de Tombo da Matriz: “Tendo recebido procuração de S. Excia. Revma. para em seu nome oficiar na cerimônia conforme as prescrições canônicas, o fiz com toda a solenidade na Catedral de Santa Luzia em sessão pública, com o comparecimento de todas as associações católicas, clero, autoridades e grande público. Nesta ocasião, tomei da palavra para explicar o grande acontecimento e declarar oficialmente inaugurada a Diocese de Mossoró. O Cônego Amâncio Ramalho, como secretário do ato, procedeu à leitura em vernáculo da Bula de criação da Diocese, do S. Padre Pio XI, datada de Roma, no dia 28 de julho do corrente ano como também da Provisão da Nunciatura Apostólica do Rio de Janeiro, nomeando o Sr. Bispo de Natal, D. Marcolino Dantas, Administrador Apostólico da nova Diocese até a nomeação do seu primeiro Bispo. De tudo fez-se ata especial em livro próprio para os atos da Diocese e foi assinada por todos os presentes. Em seguida à solene sessão, oficiou-se um “Te Deum” em ação de graças. A Catedral estava repleta de todo povo católico de Mossoró, representado por todos os seus elementos sociais. Era notada a satisfação geral com a elevação da sua Igreja à dignidade de Sé-Catedral e nossa cidade distinguida com tão grande honra pela Igreja de N. S. Jesus Cristo. Renovaram-se os cumprimentos ao Sr. Bispo de Natal, nosso Administrador Apostólico, ao Vigário da Catedral de Santa Luzia, ao Clero.

O primeiro Bispo da Diocese de Mossoró foi dom Jaime de Barros Câmara, que tomou posse em 26 de abril de 1936. O segundo Bispo foi dom João Batista Portocarrero Costa que tomou posse no dia 8 de dezembro de 1943. Dom Eliseu Simões Mendes tomou posse em 20 de fevereiro de 1954 como terceiro Bispo da Diocese de Mossoró. O quarto Bispo foi Dom Gentil Diniz Barreto, o quinto Bispo foi Dom José Freire de Oliveira Neto que foi empossado em 01 de abril de 1984. Foi Dom José que em 18 de novembro de 1884, quando se comemorava o cinqüentenário da instalação de Diocese, que proclamou Santa Luzia como padroeira de toda Diocese. Atualmente a Diocese de Mossoró é administrada pelo seu sexto Bispo, Dom Mariano Manzana.
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É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
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Autor:
Geraldo Maia do Nascimento


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Hoje na História - 24 de Dezembro de 2011

Por: Geraldo Maia do Nascimento

No dia 24 de dezembro de 1916 iniciou-se a aprendizagem agrícola sob o patrocínio e orientação da sociedade “Mossoró - Novo”, por iniciativa do vereador Antônio Martins de Miranda e instalação orientada pelo Farmacêutico Tércio Rosado.

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Geraldo Maia do Nascimento


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Um pouco do antigo Natal que ainda resta em nós...

Por: José Cícero

Aos poucos já se avizinha de nós o chamado ano-bom. Mas sem antes, experimentarmos a imensa sensação de se vivenciar em todas as suas emoções o tão esperado momento do Natal. Há por assim dizer, uma expectativa incrível de um Natal nunca dantes experimentado – quem sabe o Natal dos nossos sonhos. Um instante singular no qual reside a mais absoluta superação de todas as fraquezas do mundo. Um esperado ato da mais eterna felicidade, onde todas as nossas esperanças se renovam num congraçamento amigável e fraterno entre os chamados “homens de boa-vontade” e (até) os maldosos da vida - a marcha-ré de toda história.

Especial momento em que nossos espíritos se elevam na tentativa (quem sabe) quase desesperada de se chegar muito mais perto de Deus. Eis aí o grande 'barato' da gostosa espera do natal; uma remoção das antigas "noites de festa" que adornaram nossas cidades em outros anos.
Há um imenso oceano de luzes como a iluminar as nossas emoções mais latentes. Como se o próprio mundo em seus exageros se transformasse de vez numa belíssima lapinha de natal. Ao redor da qual, uma multidão de pirilampos em seu redor, permanecem como em eterna vigília com suas candeias a clarear as nossas noites pela vida adentro. 
Árvores coloridas, pinheiro de outras floras começam a crescer diante dos nossos olhos saturados de espera e de tragédias. Mashá luzes belas e estonteantes amainando aos poucos nossas agruras e sofrimentos. É noite de festa. É natal. O bom-velhinho não tardará a chegar em seu antiquado e esquisito trenó. Contudo, ele virá...
Uma imensa áurea de otimismo está a envolver, como nunca, a humana raça. Numa sinergia do mais completo contentamento que nos anima a acreditar num amanhã possível e renovado prenhe de conquistas e de felicidade. A esperança é tudo o que nos resta... Todos queremos ser felizes como se esta noite não fosse acabar nunca mais.
Mas, de carne e osso, o mundo é muito mais cruel. A vida não nos oferece nenhum meio-termo. Tudo o mais agora é feito de espera e de escolha. Há por isso mesmo uma sensação de estranhamento no ar. Um grande mistério a cair dos céus. Uma multidão de estrela começam a abandonar todas as nossas árvores de natal. Assim é pensam os pessimistas de plantão. Os insensíveis e indiferentes a qualquer milagre.
Mas acreditamos. Existe como que de fato, uma enorme possibilidade de que todos os nossos sonhos possam de vez se transformar em realidade. Ao ponto de não haver mais nenhum limite para as nossas utopias tão grandiloqüentes. A ordem agora é simplesmente – acreditar e acreditam... Assomam-se em nós, desde então, todas as expectativas de viver o fantástico.
As noites agora estão mais fagueiras e convidativas. Há luzes coloridas pelas ruas, praças e avenidas. Os lares se vestem de belíssimos enfeites e as pessoas se irmanam ante a esperança do futuro diante do sagrado. A vida haverá de sorrir para todos nós a qualquer momento. Somos todos crianças a esperar pacientemente o bom-velhinho. Os sinos dobram nas antigas igrejas. O campanário esta iluminado como nos bons tempos do passado. Os que não acreditam sofrem muito mais toda a dureza da realidade. O adro da matriz é uma celebração de alegria pública.
O artificialismo dos piscas-piscas e dos presentes dão o ar da graça, como se o próprio mundo estivesse naquele exato instante a se cobrir de plumas, brilho e vaga-lumes querendo desafiar o nosso luxo. Tudo, num evidente prolongamento das nossas meninices e nossas ilusões adolescentes. Mas tudo que resta, decerto, é empáfia e vaidade... Ninguém se dá conta desta parte. A ceia do Natal é imperdoável...
De sorte que, até nos sertões mais longínquos agora nesta noite parece que vai nevar... Quando de súbito, suje do nada em meio a multidão de curiosos uma criança que não se contendo de entusiasmo, grita alto e estridente, com todos os pulmões que o Papai Noel acabara de chegar por trás da igreja num carro-de-boi. Um imenso silêncio caiu por sobre a multidão...
Todas as pessoas como que por pura mágica, pareceram de fato querer a todo custo acreditar naquele informe pueril. Pura fantasia, diria o padre. Afinal de contas, hoje mais do que nunca Papai Noel existe. Ele mora e vive eternamente nas mentes sinceras, na íris dos olhos, assim como para sempre nos corações inocentes e puros de todas as crianças do planeta.
Porém, para a tristeza de todos. Aquele menino que trouxera a boa-nova como por encanto ou por capricho – saiu de cena. Desapareceu num piscar de olhos. Sumira sob a escuridão da ruazinha por trás da igreja que solitariamente, vai dá pras bandas do cemitério e da lá pra velha estação do trem. Ninguém mais o vira desde então.
Cansado do mundo e da sua gente interesseira e descrente partira ele com Papai Noel para as terras do sem-fim. Quem sabe, até o dia que nós possamos de novo voltarmos a ser crianças como nos velhos tempos em que o bom-velhinho na mais pura intimidade interiorana, passeava conosco tranquilamente, durante a missa em redor da igreja e pela feirinha noturna da cidadezinha em todas as noites de festa.
Desde então, a noite de natal passou assim, meio sem graça e monótona como nunca havia ocorrido com nenhum de nós. Oh, Aurora quanta saudade dos natais de outrora.
José Cícero -
Secretário de Cultura
Aurora - Ceará.

WWW.prosaeversojc.blogspot.com

Enviado pelo autor: José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora, no Estado do Ceará

Quilombo dos Palmares : Verdades e mitos sobre o quilombo e Zumbi



Comunidades fundadas por escravos de origem africana que conseguiram fugir de seus senhores. Assim, podemos definir os quilombos que existiram no Brasil e em todas as outras partes do continente americano onde houve a exploração do trabalho de escravos de origem africana. O que mudou foi apenas o nome: quilombos ou mocambos nas áreas de colonização portuguesa (Brasil); maroons nas áreas de colonização inglesa (exemplo: sul dos atuais Estados Unidos), palenques nas áreas de colonização espanhola (exemplos: Cuba e Colômbia) e grand marronage, nas áreas de colonização francesa (exemplo: Haiti).
Houve quilombos de diversos tamanhos, alguns pequenos, com apenas vinte ou trinta habitantes, e outros grandes, com centenas ou milhares de habitantes. O maior e mais famoso de todos os quilombos brasileiros foi, sem dúvida alguma, o dos Palmares. Na verdade, Palmares era um conjunto de dez quilombos. Estima-se que, em 1671, sua população tenha sido algo em torno de 20 mil habitantes. No entanto, justamente por causa dessa fama criou-se um grande mito em torno de Palmares e de um dos seus líderes, Zumbi. Este artigo pretende mostrar o que há de verdadeiro e de falso neste mito.
O Quilombo dos Palmares
Fonte: alagoas24horas.com.br
O Quilombo dos Palmares localizava-se na serra da Barriga, região situada no que hoje são os estados de Alagoas e Pernambuco. O nome, Palmares, veio do fato de a região possuir um grande número de palmeiras. A data de sua fundação não é certa. Segundo algumas fontes, Palmares teria surgido em 1597, quando cerca de quarenta escravos fugiram de um engenho de açúcar no litoral do Nordeste e se refugiaram na Serra da Barriga. A mais antiga referência conhecida ao nome Palmares é uma carta do mesmo ano, escrita pelo padre Pero Lopes, superior dos jesuítas em Pernambuco, ao rei de Portugal.
Negros, mestiços, índios e brancos
No entanto, há pesquisadores que contestam essa data, para eles, Palmares pode ter surgido por volta de 1580. Outros ainda afirmam que talvez até antes disso já existissem comunidades quilombolas na mesma região. Seja como for, no início, a população de Palmares era pequena, não passava de poucas dezenas, mas as notícias sobre o lugar começaram a atrair um número maior de escravos fugidos de engenhos, especialmente de Pernambuco.
Fonte: eportuguese.blogspot.com
Além de negros, a população de Palmares era composta por mestiços, índios e até brancos. Entre as pessoas brancas que viviam em Palmares estavam, provavelmente, mulheres acusadas de feitiçaria e outros indivíduos procurados pelas autoridades da época.
A população de Palmares cresceu muito em decorrência das invasões holandesas  no Nordeste (1624-1654). Com as invasões, os engenhos desorganizaram-se e houve uma diminuição da vigilância, o que facilitou as fugas. Além disso, as autoridades portuguesas no Brasil ofereceram alforria (libertação) aos escravos que guerreassem contra os holandeses. Assim, muitos escravos recrutados aproveitaram para desertar (abandonar o exército) e refugiaram-se em Palmares, enquanto outros, como Henrique Dias destacaram-se na luta para expulsar os holandeses e chegaram até a participar de expedições de ataque aos quilombos.
Vale lembrar que era comum encontrar capitães-de-mato (encarregados de recapturar escravos fugidos) negros. Ou seja, nem sempre a cor da pele determinava de que lado a pessoa estava, pois, se havia brancos morando nos quilombos, também havia negros que lutavam contra os quilombolas. As relações com os índios também variavam: conforme a situação, os quilombolas tanto podiam ser aliados quanto adversários das comunidades indígenas que habitavam a região.
Zumbi e Domingos Jorge Velho
Fonte: dec.ufcg.edu.br
Várias expedições foram organizadas pelos senhores de engenho para capturar negros em Palmares. Geralmente, um senhor de engenho tinha o interesse em recapturar um escravo fugido porque o preço de um escravo novo era muito alto. Portanto, do ponto de vista do senhor de engenho, quando um escravo fugia, significava um prejuízo, um investimento perdido. Foi numa dessas expedições que um menino nascido em Palmares foi capturado e entregue ao padre da vila de Porto Calvo. Quinze anos depois, esse menino voltaria para Palmares e se tornaria o líder mais importante da comunidade quilombola: Zumbi.
Fonte: blogdamaedango.blogspot.com
O nome Zumbi provavelmente originou-se de zumbi, o título que os bantos, um povo africano, davam a um líder militar e religioso. Por volta de 1690, as autoridades contrataram o paulista Domingos Jorge Velho, bandeirante conhecido por caçar índios(enquanto no Nordeste a maioria dos escravos era de origem africana, em São Paulo, a maioria dos escravos era de origem indígena), para liderar a invasão e destruição definitivas de Palmares.
Em troca, o bandeirante exigiu cem mil em dinheiro mais um quinto do valor dos quilombolas capturados, 500 mil réis em panos em roupas e o perdão tanto dos crimes que havia cometido quanto dos que viesse a cometer. Não bastasse tudo isso, as autoridades deram ao bandeirante o poder de prender qualquer pessoa suspeita de colaborar com os quilombolas.
Sucídio ou assassinato?
No primeiro ataque, em 1692, o exército de Domingos Jorge Velho foi derrotado. Percebendo que não seria fácil derrotar os quilombolas, o bandeirante exigiu que as autoridades enviassem mais armas e munições. Milhares de homens foram recrutados em todas as capitanias do Nordeste para fazer parte do exército que atacaria Palmares. Assim, em 6 de fevereiro de 1694, o principal dos quilombos de Palmares foi atacado pelo exército comandado por Domingos Jorge Velho. Os quilombolas resistiram, mas acabaram derrotados. Zumbi, apesar de ferido, conseguiu fugir e resistiu por vários meses, organizando ataques contra os senhores de engenho.
No entanto, Antônio Soares, um homem da confiança de Zumbi foi capturado e após ser torturado revelou o esconderijo de seu líder. Após a descoberta do esconderijo, Zumbi sofreu uma emboscada e morreu no dia 20 de novembro de 1695. As circunstâncias de sua morte ainda são objeto de debate: para uns, foi suicídio, para outros, foi assassinato.
Zumbi dos Palmares
Zumbi dos Palmares - Fonte: http://www.culturamix.com
De qualquer modo, a cabeça de Zumbi foi cortada e levada para o Recife, onde foi colocada sob um poste. Era uma forma de as autoridades desencorajarem novas tentativas de fuga e de acabar com os boatos de que Zumbi era “imortal”. Morria o homem e surgia o mito. Um mito tão forte, que, nos dias de hoje, parte da comunidade negra do Brasil escolheu a data da morte de Zumbi, 20 de novembro, para comemorar o Dia da Consciência Negra. A data foi transformada em feriado em algumas cidades brasileiras.
O homem e o mito
O problema é que esse mito criado em torno de Zumbi e a intenção de transformar a data de sua morte em uma data cívica baseiam-se em inverdades. A maior delas é que Zumbi lutou pela abolição da escravidão. Sem dúvida alguma, Zumbi e outros quilombolas desejavam a liberdade, mas apenas a liberdade individual, eles jamais tiveram a pretensão de extinguir a escravidão. Pelo contrário, por mais estranho que possa parecer, a escravidão também existia dentro de Palmares. Há registros da época que mencionam a existência de escravos em Palmares.
Segundo esses registros, esses escravos eram homens seqüestrados pelos quilombolas e obrigados a trabalhar nas plantações. Era comum que um escravo liberto quisesse ter seus próprios escravos. Ou seja, o mesmo escravo que sonhava com a própria liberdade não hesitaria em ter seus próprios escravos se o pudesse. O fato em si não causa surpresa se considerarmos que a escravidão já existia nas sociedades africanas antes mesmo da chegada dos portugueses na África, especialmente nos reinos do Congo e de Angola, locais de origem de grande parte dos quilombolas e de seus antepassados.
Mas atenção: o fato de que a escravidão já existisse na África não justifica o tráfico de escravos africanos praticado por portugueses e outros europeus. Por outro lado, foi um dos fatores que facilitou o crescimento desse tráfico.
Fonte: Uol Educação

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

Por: José Mendes Pereira

Desejo aos leitores, escritores, pesquisadores, historiadores e aqueles que ainda não se decidiram ao estudo do cangaço, e que durante o ano de 2011,  frequentaram estas  páginas, um Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
Mensagens & Imagens
Um blog se faz com bons conteúdos  escritos  por grandes escritores.Cada artigo enviado  por  eles, só faz enriquecer mais ainda estas páginas.
Arvore_natal
Que o Natal seja repleto de paz, felicidade, compreensão e principalmente, muita saúde.
São os sinceros votos de: 
José Mendes Pereira 
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Um poema saudoso ao natal... Natal – Noite de Festa...*

Por José Cícero
José Cícero Silva

LEMBRANÇAS DO NATAL...



LEMBRANÇAS DO NATAL...


Noite de Natal
- Uma lembrança antiga.
Passado inesquecível.
Noite de festa.
Uma feirinha noturna
no coração da cidadezinha
modestamente instalada.
Brinquedos simples trazidos
como presentes...
Pelo bom-velhindo
tremendo de frio.
- Papai Noel coitadinho
que nem sempre
era tão bom assim com a gente.
Natais inesquecíveis...
Que se perderam no tempo
agora são lembranças.
Uma quermesse.
O nascimento do Deus-menino
na tela de pano do cinema.
Uma missa.
Luzes coloridas dos piscas-piscas
a se espalharem pela antiga praça.
Sagrado nascimento.
Um acontecimento
que ninguém nunca esquece.
Natal – um acontecimento social.
Instante de oração e prece.
Momentos inesquecíveis
de fé e de celebração.
Pura comunhão de toda uma gente.
Família reunida.
Ceia natalina.
Saudades imperecíveis
que ainda guardo comigo
do meu tempo feliz de menino.
Pleno sonho demasiado
e adolescente
de todos os natais que vivi.
- Noites de festas do meu passado.
 

José Cícero
Sec. de Cultura
Aurora-CE.

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Enviado pelo autor:
 José Cícero, Secretário de Cultura de Aurora no Estado do Ceará