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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

LAMPIÃO E A CRUZ DE TINAN

Por: Clerisvaldo B. Chagas, 8 de agosto de 2013. - Crônica Nº 1064

06 a 09.1934. Fazenda Marrecas (AL). (Município de Inhapi). Muita gente trabalhava na fazenda Marreca do senhor João Martins, e todos andavam armados. Numa época de colheita (achamos que deve ter sido no período de safra entre julho e setembro de 1934), Lampião começou a rondar a fazenda para tentar pegar alguma pessoa armada.


O caçador Pedro Tinan também estava por ali. Certa manhã o caçador foi tocaiar veados com o companheiro Zeca Alves. Espalharam-se em duas esperas. Zeca Alves ouviu um tiro e pensou que Tinan matara um veado. Tempos depois, foi e viu Tinan, que fora atingido por um tiro de Lampião em cima de árvore. Após a queda, o bandido sangrou-o e abriu seu ventre. Apoderou-se do fuzil do caçador e continuou sua perambulação sinistra (SILVA 117:118).

Contou-me o senhor Antônio, meu fiel empregado, por alguns anos, que morou muito na região da Ribeira do Candunda, pois é originário dali, sobre Tinan. Tempos depois da sua morte, uma mocinha começou a ter problemas e descobriram que era a alma de Tinan que procurava falar com algum encarnado, usando a moça para chamar atenção. Ao deparar-se com um médium, declarou não querer fazer mal a moça. Tudo que queria era apenas que colocassem uma cruz em sua cova, lá num pé de lajeiro onde sepultaram seu corpo, pois sua alma estava sofrendo por falta do símbolo cristão. Providenciada a cruz, tudo voltou à paz de antes. (55).
       
Do livro Lampião em Alagoas, pag. 200.

http://clerisvaldobchagas.blogspot.com.br/2013/08/lampiao-e-cruz-de-tinan.html
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Luitgarde confirmada no Cariri Cangaço 2013!

Por: Manoel Severo
 Luitgarde Cavalcanti Barros e família Cariri Cangaço

Na noite desta quarta-feira, dia 07 de agosto, a família Cariri Cangaço recebeu para jantar em Fortaleza, a pesquisadora e escritora Luitgarde Cavalcanti Barros. Na pauta do encontro uma confirmação e um desafio.

A Confirmação: Luitgarde já agendou presença certa em nosso Cariri Cangaço 2013 em setembro e já confirmou sua Conferência e também homenagem especial ao Caipira de Poço Redondo, Alcino Alves Costa. Para Aderbal Nogueira, diretor do GECC e Conselheiro Cariri Cangaço:

"A confirmação da presença da professora Luitgarde engrandece ainda mais o Cariri Cangaço, consolidando definitivamente como um dos mais qualificados fóruns de debates sobre o tema, do Brasil". 

 
 Aderbal Nogueira, Jonasluis e Wilton Dedê recepcionam Luitgarde Barros

O desafio: Em 2014, o Cariri Cangaço junto ao GECC, a FGF do companheiro Jonasluis DA SILVA, de Icapuí, e a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará; promovermos Simpósio Internacional sobre o Centenário da Sedição de Juazeiro. O evento reuniria pesquisadores renomados, especialistas no assunto para uma grande discussão sobre a Sedição de Juazeiro; dentro da programação teríamos reedição de obras raras, lançamentos e ainda o lançamento do filme Sedição de Juazeiro, de Jonasluis, em sua versão finalizada.

"Desafio lançado e assumido, é esperar para ver !" afirma o curador do Cariri Cangaço, 
Manoel Severo

A professora Luitgarde é uma das mais festejadas personagens deste vasto e qualificado universo  do estudo e pesquisa das coisas do nordeste, renomada pesquisadora e escritora, professora da UFRJ e UERJ, Luitgarde tem estilo próprio, personalidade forte e coragem, tão própria da verdadeira mulher sertaneja. Dura quando necessário, incisiva sempre, precisa e direta, amável e atenciosa a vida toda.

 
Ângela Tavares, Luitgarde e Manoel Severo
Antônio Tomaz e professor Zeca

"Foi uma quarta-feira de muitas emoções, fomos jantar com a professora Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros. Ela me convidou para esse encontro com um desafio: quer promover no Centenário da SEDIÇÃO DE JUAZEIRO em 2014 um SIMPÓSIO INTERNACIONAL. Reunir grandes escritores brasileiros para um debate em torno da Minissérie SEDIÇÃO DE JUAZEIRO. Aceitamos na hora com ajuda da diretoria do Cariri Cangaço presente nesse jantar, através de Manoel Severo e Aderbal Nogueira" complementa Jonasluis DA SILVA, de Icapuí. 

Luitgarde Barros, conhecida por sua natureza determinada e dedicação plena e paixão em tudo o que faz; autora de uma das mais completas obras sobre o cangaço; "A Derradeira Gesta", como sempre se mostrou inteira, sem rodeios, na inteireza de seu espetacular caráter e talento, uma noite memorável, como todas as outras em que tivemos a oportunidade de compartilhar a seu lado, agora é arrumar o matulão e aguardar setembro chegar com Luitgarde Barros no Cariri Cangaço 2013.

Manoel Severo
Cariri Cangaço

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Só para recordar - Paul McCartney

Paul McCartney

Paul McCartney – Sgt Pepper`s Lonely Hearts Club|The End
Última canção nos concertos de Paul McCartney. Desta vez no espetáculo “Good Evening New York”.
Site oficial de Paul McCatney:
http://www.paulmccartney.com

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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Amor pela verdadeira história

Por: Jonasluis da SILVA, de Icapuí
Jonasluis na noite Cariri Cangaço GECC

EU, OS PESQUISADORES E O COITO. Foi muito bom o encontro entre os colegas que estudam o tema cangaço. Pesquisadores apaixonados pela história na reunião do Cariri Cangaço. 

Fico admirado com cada um deles pelo o amor que cada um tem pela verdadeira história - a crença de que sua visão não pode ser expressa apenas através da estória, mas de que os personagens devem ser mais "reais" que as pessoas, que o mundo ficcional não pode ser mais profundo que o concreto. O amor dessa turma pela história vai além do dramático - a fascinação pelas surpresas súbitas e revelações que trazem mudanças imensas à vida. 

O amor pela verdade - a crença de que a mentira aleija o pesquisador, de que toda verdade da vida deve ser questionada, de acordo com os motivos secretos de cada um. O amor pela humanidade - uma disposição para sentir empatia pelas almas que sofrem, para arrastar-se dentro de suas peles e ver o mundo através de seus olhos. O amor pela sensação - o desejo de deliciar não apenas os sentidos do corpo, mas também os da alma. O amor pelo sonhar - o júbilo pela graça salvadora que restaura o equilíbrio da vida. Eu tenho orgulho de participar desse COITO. 

Jonasluis DA SILVA, de Icapui.

NOTA CARIRI CANGAÇO: A grande verdade é que a honra pela maravilhosa companhia do inigualável Jonasluis DA SILVA, de Icapuí na família Cariri Cangaço é toda nossa. Um ser humano ser igual, pela leveza, elegância e sabedoria. Querido amigo Jonasluis, você já faz parte dessa maravilhosa história.

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GECC - Cariri Cangaço inaugura segundo semestre de Reuniões

GECC Cariri Cangaço em nova Sede

Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 06,  mais uma noite GECC - Cariri Cangaço. Inaugurando um novo espaço para os encontros e reuniões: Auditório da ABO , em Fortaleza, o encontro teve a abertura do Presidente do GECC, escritor Ângelo Osmiro, com os últimos informes e as novidades do universo da pesquisa do cangaço em todo o Brasil como também palavras de acolhida pelos representantes da ABO, tendo a frente o jornalista Vicente Alencar.

Ângela Tavares, Jonasluis e Juliana Ischiara
 Aderbal Nogueira e Manoel Severo
Edilson Cláudio, Cel. Gutemberg e Edilson Pitôe
Vicente Alencar e Tomaz Cisne

Um dos momentos marcantes foi a polêmica sobre a última reportagem do Diário do Nordeste, quando o jornal divulgou o Documentário "Os últimos cangaceiros" de Wolnei Oliveira, quando na reportagem foram creditadas ao escritor Antônio Amaury a afirmação de que Lampião seria homossexual; fato publicado na verdade, em livro de Pedro Moraes, do estado de Sergipe.

Outro momento importante foi o balanço das Avante-Première do Cariri Cangaço 2013, feito pelo curador do evento e diretor do GECC, Manoel Severo. Em sua apresentação Manoel Severo apresentou os números da ousada iniciativa do Cariri Cangaço em realizar eventos prévios antes mesmo de sua realização oficial que acontecerá em Setembro deste ano de 2013 na região do cariri, no Ceará. "Foi maravilhoso levar o Cariri Cangaço para outros estados e perceber a grande integração que já existe entre todos os que pesquisam a temática" completa Severo.


 
Manoel Severo e o balanço das Avante-Premiére do Cariri Cangaço em 2013
 Fádina Lacerda e Zeca
 
Tomaz Cisne, Wilton Dedê e Audízio Xavier
 Leopoldo Kawisner

A noite contou ainda com eletrizante debate sobre as contradições nos depoimentos do ex-cangaceiros; com destaques para as declarações de Sila, Dadá e Candeeiro, tendo como protagonistas principais do debate os pesquisadores Ângelo Osmiro, Juliana Ischiara e Aderbal Nogueira.

Aderbal Nogueira e as polêmicas declarações dos ex-cangaceiros
Audízio Xavier e Manoel Severo
Camilo Vidal e Aldo Anísio
 
Lívio Ferraz, Aderbal Nogueira, Juliana Ischiara e Ângelo Osmiro

A noite contou com forte presença dos sócios e amigos do GECC e do Cariri Cangaço, com destaque para o jornalista e produtor Jonasluis da Silva de Icapuí e Ângela Tavares; documentarista Aderbal Nogueira, escritores Ângelo Osmiro e Haroldo Felinto, pesquisadores, Juliana Ischiara e Tomaz Cisne, Edilson Cláudio, jornalista Vicente Alencar, Aldo Anísio, Camilo Vidal, Lívio Ferraz, Comendador Mariano e Dra. Maria Amélia, Fádina Lacerda, Audízio Xavier, Cel Gutemberg e Dr. Noveli Lapa, Wilton Dedê, Leopoldo Kawisner e o curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa.

GECC - CARIRI CANGAÇO

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A Mulher Rendeira


Virgulino, por ser muito esperto, atraiu a predileção de sua avó e madrinha de batismo, D. Maria Jacosa. Quando o menino completou cinco anos de idade, levou-o para morar em sua casa.

Maria Jacosa Vieira Lopes, 'Tia Jacosa' - avó de Lampião - fonte: Portal do cangaço

O menino espantava-se com a rapidez com que sua avó trocava e batia os bilros na almofada, mudando os espinhos nos furos, tecendo rendas e bicos de refinado gosto.

Foto de mulher fazendo renda - papjerimum.blogspot.com

Virgulino Ferreira da Silva, o afamado e sanguinário Lampião foi educado tanto pelos pais quanto pela avó, sendo dona Maria Jacosa conhecida por mulher rendeira. 

Foto da Fazenda, Poço do Negro Propriedade de: Jacosa Vieira do Nascimento e Manoel Pedro Lopes, avós de Virgulino - fonte : portaldocangaco.blogspot.com

A casa da avó ficava a cento e cinquenta metros da casa paterna e, o menino brincava no terreiro das duas casas. 

casa onde  Lampião nasceu e foi criado por Dona Jacosa, sua avó - http://g1.globo.com

Mais tarde, em homenagem a sua avó, comporia a música que serviria de hino de guerra para suas andanças: "mulher rendeira".

"Houve grande empenho em destruir a memória de Lampião. Primeiro, arrasaram-lhe na Ingazeira a casa paterna e natal e a dos avós maternos, deixando unicamente restos dos torrões dos alicerces".(Frederico Bezerra Maciel)


http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/lampiao/lampiao.php
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O começo de uma carreira de horrores

Foto do acervo do escritor João de Sousa Lima - www.istoe.com.br

Lampião inspirou muita literatura, mas não foi a origem da palavra cangaço. No século XIX, ela já designava bandoleiros nordestinos que carregavam o rifle deitado sobre os ombros, lembrando a canga, arreio de madeira que vai sobre o pescoço dos bois, e o nome pegou. Canga, cangaço, cangaceiro.

Arte - www.onordeste.com

O pernambucano Cabeleira, nascido em 1751, foi o primeiro a virar mito. Acabou enforcado. 

Lucas da Feira

Lucas da Feira, de 1807, também foi executado, mas antes viajou ao Rio para estar com 

D. Pedro II - www.portalsaofrancisco.com.br

D. Pedro II, que desejava conhecê-lo. Depois vieram Jesuíno Brilhante, Meia Noite, Antonio Silvino e Sinhô Pereira. 

Sinhô Pereira sentado e seu primo Luiz Padre

Foi no bando deste último que Virgulino Ferreira da Silva ingressou, aos 24 anos.

Filho de um pequeno proprietário rural, o rapaz sabia ler e era hábil artesão em couro. Mas entortou sua biografia em l915, quando acusou um empregado do vizinho José Saturnino de roubar uns bodes.

José Saturnino - inimigo nº. 1 de Lampião

rixa entre as famílias durou anos. Em 1919, Virgulino e dois irmãos, Livino e Antônio, caíram no crime. Matavam gado do inimigo e assaltavam.

No encalço dos três irmãos, a polícia prendeu um quarto, o inocente João. 

João Ferreira dos Santos - http://portaldocangaco.blogspot.com.br

O pai, José Ferreira, fugiu. No caminho, hospedou-se na casa de um amigo, onde foi morto pela polícia. Virgulino, diz a lenda, jurou: "De hoje em diante vou matar até morrer".

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terça-feira, 6 de agosto de 2013

CASA DE MENORES MÁRIO NEGÓCIO - UMA INSTITUIÇÃO EXTINTA - PARTE III

Por: José Mendes Pereira

Meu amigo e irmão Raimundo Feliciano:

Foram tantas façanhas vividas por nós naquela escola nos anos sessenta e setenta, que aos poucos irei relembrando uma por uma. Foram fatos que nada nos ridicularizou, apenas fazíamos coisas que todos os adolescentes da nossa época faziam. Éramos uma família unida e nunca houve brigas entre nós. Vivíamos sobre severas ordens, mas vez por outra nós ultrapassávamos os limites, e estávamos a rirmos uns dos outros, devido as broncas que recebíamos da vice-diretora; e um dos mais capetas daquela instituição era você, meu mano, por não querer deixar ninguém quieto. Volta e meia você já aprontava uma contra alguém, mas jamais suas brincadeiras foram prejudiciais aos nossos amigos.

 
Raimundo Feliciano

Dona Caboquinha (Ana Salem de Miranda, a diretora, esposa do vice-prefeito de Mossoró, na época, Genildo Miranda), era para nós uma mãe de coração brando e grande, e em certos momentos ria com aquele jeito angelical dela, pelas desordens que nós, internos fazíamos.

Ali, nós tínhamos o apoio do governo Estadual, e pelo Dr. Xavier, o verdadeiro Manda-Chuva do SAM - Serviço de Assistência ao Menor, hoje, representado pela FEBEM. Nunca deixamos de usufruir dos nossos direitos, tínhamos tudo, menos bebidas e cigarros. 

Hoje eu vou falar um pouco de coisas que antigamente eram difíceis, como por exemplo, uma das coisas mais difíceis, e  que não se via de jeito nenhum, era uma bela barriguinha de uma jovem, pois além do vestido, ela ainda usava por baixo uma  combinação e uma tal de anágua. 

 

Não se via mulher usando vestido acima do joelho, e uma que com certeza era impossível se ver, a "calcinha". Nem nos varais se via uma estendida, apenas vez por outra uma garota se abestalhava, deixando-a exposta quando se sentava em algum lugar.

Hoje encontramos calcinhas expostas por todos os lugares que frequentamos; nas praias, nos festivais, nas casas de shows, nas escolas, e algumas mulheres fazem questão de tirá-las e rodopiá-las para jogarem no meio dos homens, principalmente oferecendo a cantores que animam shows. Mas isso é a evolução do tempo, e elas têm suas razões. "Quem quiser ver que a veja, ou tanto faz ver como saber que tem".  

 

Mas Sebastião (que era natalense), o João Batista lá de Massaranduba, município de Ceará Mirim, irmão do padre José de Anchieta, como nós o chamávamos, e eu, sempre tivemos as nossas oportunidades de vermos calcinhas sem muitos esforços, não em varais, mas em lindos corpos de mocinhas no auge do seu desenvolvimento, que gostavam de apanhar cajaranas lá no Pio XII.


Para quem não conheceu o Pio XII era uma repartição religiosa e dirigida por freiras, que funcionava em frente às primeiras caixas d'água de Mossoró, próximo ao Tiro de Guerra, e que esta instituição dava apoio a moças que tinham sido decepcionadas na vida amorosa, uma espécie de convento, eu não posso afirmar com clareza, e posteriormente ela foi desativada pela direção da Diocese de Mossoró.

 

Quando nós chegávamos ao Pio XII, geralmente, lá, já nos últimos galhos da cajaraneira, duas lindas mocinhas pegavam cajaranas e jogavam para outra que estava em baixo. De espertos, nós ficávamos acompanhando a outra, recebendo as cajaranas jogadas pelas duas garotas. Mas o nosso intuito não era recebermos as cajaranas jogadas, e sim, vermos as calcinhas das meninas. 

Certo dia não levamos sorte. Assim que entramos ao Pio XII para fingirmos que estávamos colhendo cajaranas, tempo depois chegou um senhor, e ao ver as meninas nos altos galhos, e nós sob elas, esbravejou, ameaçando-nos com um pedaço de lenha da própria cajaraneira. E nós não contamos conversa. Saímos de lá às carreiras, com medo que o homem nos matasse de cacetadas. Dias depois, através de uma delas, soubemos que uma daquelas garotas era sua filha. Nunca mais colocamos os nossos pés lá no Pio XII. Mas o que nós fazíamos geralmente eram coisas de adolescentes.

Minhas Simples Histórias

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixe-me pegar outro.

Fonte:
http://minhasimpleshistorias.blogspot.com

Cordel na praça - "Lampião e Volta-Seca em Itabaiana"


Quarto livro do escritor Robério Santos (primeiro em versos) conta as desventuras de Lampião e Volta Seca em Itabaiana-SE em 1929. Fantasia misturada com realidade tem como pano de fundo uma cidade dominada por coronéis e as ruas antigas da Velha Loba. 

Conta também com uma série de ilustrações do artista plástico e arquiteto Melcíades e um mapa exclusivo de Itabaiana em 1929 confeccionado por José de Almeida Bispo. 

O autor planeja para 2014 o lançamento de "O Cangaço em Itabaiana Grande", livro que já está no prelo e há tempos já vem sendo aguardado.

"Lampião e Volta-Seca em Itabaiana é a certeza de que nossa Literatura de Cordel ainda tem muito a revelar. Robério, escritor e grande agitador cultural do Agreste Sergipano – no melhor sentido possível da agitação – nos presenteia com um cordel alicerçado em vasta literatura e na rica tradição oral que persiste no interior do Brasil. 

Tudo bem que o leitor desavisado pode tropeçar na linguagem coloquial que deixa de ser apenas sonoridade e se transforma em imagens, desenhos ortográficos, recriação e revitalização linguística. Entretanto, ao destravar a língua, sobrará poesia, informação, formação e prazer, muito prazer. Viva o Cordel! Viva Cordel! Viva o Cordé..."

Anderson Da Silva Almeida
(Autor de “Cordel Pra Velha Loba”)
O livro possui 60 páginas e custa R$ 20,00 (Vinte reais) com frente incluso.
Quer comprar? Ligue (79) 9969-5819
Ou envie um e-mail roberiosantos@hotmail.com


ROBÉRIO SANTOS nasceu no município de Itabaiana, Estado de Sergipe.

Escritor, retratista, jornalista, professor e profundo amante da cultura de sua terra, tem em sua história literária três outros livros: O Vendedor de Sereias (2011), Joãozinho Retratista (2011) e O Livro Branco da Fotografia (2012) e do inédito Álbum de Itabaiana (2013) em parceria com Vladimir Souza Carvalho. Membro da Academia Itabaianense de Letras onde ocupa a cadeira número 12, onde o patrono é João Teixeira Lobo (Joãozinho Retratista). Este é seu primeiro trabalho em Cordel.

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Hoje: Noite GECC - Cariri Cangaço !


Atenção companheiros Vaqueiros da História, Hoje,
Terça-feira, dia 06 de Agosto, mais um encontro do
GECC-Cariri Cangaço em Fortaleza.

Todos estão convidados.
Na pauta, o balanço das Avante-Première Cariri Cangaço, se você mora em Fortaleza, não perca!

GECC-CARIRI CANGAÇO
Reunião: Rua Gonçalves Ledo, 1630.
Auditório da ABO Ce,
entre a Heraclito Graça e Pe Valdevino.
Começa as 19h

Abraços,

Ângelo Osmiro
Manoel Severo
Aderbal Nogueira

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O REI ABATIDO

Por Clerisvaldo B. Chagas, 6 de agosto de 2013. Crônica Nº 1062

Abrimos espaço para a matéria publicada no jornal impresso Gazeta de Alagoas, pag. “D” 16, do conceituado jornalista Walmir Calheiros, em edição do dia 28 de julho de 2013, especial para a Gazeta:

O rei abatido na fase aguda do movimento, governador Osman loureiro pôs fim ao cangaço.

HÁ EXATOS 75 ANOS MORRIA LAMPIÃO

 

Obra de autores alagoanos traz todos os episódios conhecidos no Estado para tentar uma história homogênea, em ordem cronológica.

Clerisvaldo B. Chagas

Na fase aguda do cangaço mais famoso em Alagoas, o Estado foi administrado por 18 governantes. Entre os administradores, apenas dois se destacaram no combate ao banditismo em geral e ao cangaço de Lampião: Pedro da Costa Rego (1924/1928) e Osman Loureiro (1934/1940). Mas somente este teve a honra de colocar à cabeça o louro da vitória final contra o cangaço. Esta e outras informações constam de Lampião em Alagoas lançado este ano, em Santana do Ipanema, onde os autores nasceram, e em Palmeira dos Índios. Trata-se do 17º de autoria de Clerisvaldo B. Chagas e o segundo de seu parceiro Marcello Fausto. Ambos decidiram por esta publicação após constatar a inexistência de obra sobre o cangaço que abordasse de forma geral as ações de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, chacinado com a companheira Maria Bonita e mais nove asseclas em 28 de julho de 1938; há exatos 75 anos, em Angicos, Sergipe, pelas tropas comandadas pelo então tenente João Bezerra, da Polícia Militar de Alagoas.
Os dois escritores afirmam que com a iniciativa deles, as pessoas passam a ter conhecimento também das ações pouco divulgadas das forças volantes e quanto à movimentação de tropas em Alagoas, bem como o trajeto das cabeças dos onze cangaceiros mortos, de Angicos a Maceió, depois de cerca de um ano de pesquisas de campo e de entrevistas com vários tipos de personalidades, entre os quais, ex-cangaceiros, vítimas do cangaço, e filhos de companheiros de aventuras de Lampião.

Marcello Fausto

Lampião continua sendo polêmico. Porém, os autores não são adoradores de cangaceiros. Pelo contrário, eles concordam com Graciliano Ramos, que escreveu em Vivente das Alagoas: Lampião era um monstro.De fato, Clerisvaldo e Marcello reúnem, emLampião em Alagoas todos os episódios conhecidos no Estado para tentar uma história homogênea, em ordem cronológica. Nos primeiros capítulos do livro são destacados o assassinato a tiros do industrial e pioneiro Delmiro Gouveia e a vinda dos Ferreira (Virgolino, pais e irmãos), perseguidos em Pernambuco para Alagoas, em 1918. E passam a narrar as façanhas do futuro Lampião no território alagoano, mês a mês, ano a ano, até a tragédia de Angicos. Sobretudo, a partir de 1922, com o até hoje lembrado assalto à baronesa de Água Branca, quando ele deixou de ser “cangaceiro manso” de outros bandos que agiam no Nordeste, inclusive no Sertão de Alagoas.

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Trupé Cultural – Arte Representada com Sucesso em Petrolândia

Por João de Sousa Lima(*)

O evento Trupé Cultural, acontecido em Petrolândia, Pernambuco, foi um sucesso. O idealizador do evento, o músico e empresário Jadilson Ferraz, conseguiu reunir os diversos seguimentos da arte e reunir uma grande multidão que lotou a orla da cidade e o Museu Restaurante Trupé cultural. O Museu foi também palco de várias apresentações. O grande poeta Chico Pedrosa e as palestras de João de Sousa Lima lotaram o espaço do Museu.

Várias bandas regionais, grupos de bacamarteiros, xaxados e danças abrilhantaram o palco principal. Destaque para o grupo Art Cênics de Paulo Afonso.

João de Sousa Lima abre a mostra sobre Luiz Gonzaga

A equipe da Trupé Cultural está de parabéns pela eficiência...

As mostras sempre bem visitadas por amigos da cidade

João de Sousa Lima lançou seus livros

Famílias inteiras em visita ao Museu

Quilombolas deram um show de ritmos na orla da cidade

Uma multidão seguiu a caminhada cultural

Diana Rodrigues (do Grupo de Xaxado de Triunfo) e as tias de Jadilson Ferraz, Lurdes e Dulce, não perderam nenhuma das atrações. 

Os bacamarteiros tiveram grande participações.

Jadilson Ferraz ainda encontrou tempo para receber os amigos 

Grupo dos Quilombolas abrilhantaram o evento

Quilombolas de Floresta Afro batuque

Bacamarteiros deram grande show

Dulce Ferraz sempre carinhosa...

 
O poeta Chico Pedrosa alegrou o Museu com suas belas e engraçadas poesias

Multidão lotou o Museu Trupé Cultural

Amigos e familiares de Jadilson Ferraz compareceram ao evento. Seu nonagenário pai Zé Ferraz, Neli, João, Helvécio Ferraz (irmão), Iêdo Ferraz (primo) e os amigos Armando, Anselmo.

O poeta de Petrlândia, Júnior (rádio AliAnça FM) 

Na roda de poesia popular Jaie Ferraz sempre atendo para levar a notícia para seu blog que é sucesso em Petrolândia

Bacamarteiros de Triunfo

João, Nely e sebastião carvalho.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima


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