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segunda-feira, 6 de abril de 2015

UM DICIONÁRIO DE CANGACEIROS & JAGUNÇOS

Por Kydelmir Dantas(*)

Há uma versão sobre o conceito do termo dicionário. Dizem que na antiga Grécia um jovem – Narius - resolveu dar significado às palavras conceituando-as, de acordo com o que se entendia sobre aquelas. E quando alguém questionava a outrem sobre ser aquilo mesmo, a resposta vinha sempre desta forma: - Assim disse o Narius!

Os dicionários distinguem-se de acordo com suas finalidades podendo ser mais específicos e tratar dos termos próprios de uma ciência ou arte. Ainda conforme as suas origens, acredita-se que o dicionário tenha se originado na Mesopotâmia por volta de 2.600 a.C.; e com o advento da imprensa, no século XV, alavancou-se a difusão e o uso de novos dicionários. O estilo de dicionário que usamos atualmente foi incorporado no renascimento com o objetivo de traduzir as línguas clássicas para as modernas em função da Bíblia. (wikipédia).


No Brasil, os mais famosos são os de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira,  (1910-1989) - Novo Dicionário da Língua Portuguesa (1975; a 2ª edição revisada e ampliada, 1986); Francisco Caldas Aulete (1823-1878) - Dicionário Caldas Aulete; Antônio Houaiss, (1915-1999),  Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. (primeira edição em 2001); Luís da Câmara Cascudo, Dicionário do Folclore Brasileiro (a primeira edição em 1954, com sucessivas edições até o momento).


Conforme Maria do Socorro Silva Aragão, em A Linguagem Regional, os estudos linguísticos no Nordeste têm se destacado em determinadas áreas, em momentos diferentes (...) De alguns anos para cá tem surgido uma nova onda de estudos dialetais e sociolinguísticos com enfoque no aspecto léxico, mais precisamente na publicação de dicionários, vocabulários e glossários de falares regionais nordestinos (...) Essa tendência atual segue uma tradição começada por Pereira da Costa (1937) com o Vocabulário pernambucano; Leon Clerot (1959), com o Vocabulário de termos populares e gírias da Paraíba; Raimundo Girão (1967) com o Vocabulário Cearense; Horácio de Almeida (1979) com o Dicionário popular paraibano; Raimundo Nonato (1980) com o Calepino Potiguar - gíria riograndense; Tomé Cabral (1982) com o Dicionário de termos e expressões populares; Leonardo Mota (1982) com o Adagiário brasileiro e Florival Seraine (1991) com o Dicionário de termos populares - registrados no Ceará.”

O que o Narius não disse e nem imaginava acontecer era que dentre os vários tipos de dicionários - gerais da língua; etimológicos; de sinônimos e antônimos; analógicos; temáticos; de abreviaturas; bilíngues ou plurilíngues etc. – viessem a compilar dados em outros como propósito de atender diversas finalidades como dúvidas e dificuldades de uma língua, de frases feitas, de provérbios, de gírias e expressões regionais, etc. Com isto, vários já foram impressos, que nem os citados a seguir: Dicionário Tupi-Português / Português-Tupi, do Octaviano Mello (1967); Dicionário de Folclore para Estudantes, Mário Souto Maior & Rúbia Lóssio (2004); Dicionário Nordestinês, Fred Navarro (2009; as 1ª e 2ª edições saiu sob o título Assim falava Lampião - 1998). Maria Maria Gomes e o Adelson Aprígio Filgueira, publicaram o Ôxi! Dicionário de palavras e expressões usadas no Seridó oriental (2014), saído do sertão de Currais Novos, no Rio Grande do Norte.

Agora nos aparece o Professor Renato Luís Bandeira com o seu Dicionário Biográfico de Cangaceiros & Jagunços, com certeza o trabalho mais completo sobre estes homens e mulheres que vararam as caatingas nordestinas em busca dos seus ideais (dentro ou fora-da-lei).  São mais de mil de duzentas biografias (1.127 homens e 91 mulheres) de cangaceiro(a)s e mais de cem jagunços (167) que estiveram ligados ‘as guerras pelo poder’ nos sertões, cariris e agrestes nordestinos, todos garimpados na bibliografia cangaceira da qual o autor encheu a sua biblioteca e levou um bom tempo a pesquisar e compilar estes dados. Afora a iconografia que é mais um ponto positivo no trabalho. Se há alguma discrepância! Os responsáveis são os autores dos inúmeros livros que foram publicados, desde o século XIX (O Cabeleira – Franklin Távora – 1896) até o ano passado (2014). Mas, conforme está neste Dicionário, o autor-organizador Renato Luís, dá os devidos créditos a quem de direito. E ganham todos aqueles -  pesquisadores, estudantes, professores e curiosos - que se dedicam a pesquisar a história e a memória do cangaço no Nordeste do Brasil. Parafraseando Lampeão: Falou direito, cabra!

PARA ADQUIRIR O LIVRO ENTRAR EM CONTATO COM O RENATO BANDEIRA:

renatoluisbandeira@gmail.com

(*) Pesquisador e poeta, de Nova Floresta-PB, radicado em Mossoró-RN; sócio do ICOP, IHGRN, POEMA e da SBEC.

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“O GLOBO” – 03/11/1965 MORREU TRANQUILO NO RIO O HOMEM QUE LIQUIDOU O BANDO DE LAMPIÃO


Aos 63 anos de idade, morreu tranquilo num apartamento da Tijuca e foi sepultado no cemitério de São João Batista o general Teodureto Camargo do Nascimento, o homem que comandou a luta contra o cangaço no Nordeste e perseguiu até o fim o bando de Lampião. Em seu arquivo particular, que a reportagem de O GLOBO folheou em Teresópolis, onde ele residiu desde que passou à reserva, existem documentos inéditos sobre Lampião, inclusive o seu lenço de seda azul com rosas vermelhas e um vestido lilás de Maria Bonita.

O general Teodureto, antigo chefe de polícia de Alagoas, foi quem mandou comprar metralhadoras para combater os cangaceiros e equipou os seus homens para a guerrilha no sertão, transformando-os de “macacos”, que o povo desprezava, em homens eficientes na luta contra o crime. No entanto, era inimigo da violência, e nunca se conformou com a atitude dos homens que cortaram a cabeça de Lampião, Maria Bonita e outros companheiros, para exibir como troféu.

UMA VIDA INTENSA

A luta do então coronel Teodureto contra o bando de Lampião durou quase 10 anos, e não acabou no dia 28 de julho de 1938. A morte do “rei do cangaço” não significou o fim do império de violências que se espalhava por todo o Nordeste, porque vários bandidos conseguiram fugir e outros surgiram no sertão, implantando o terror.


O general Teodureto possuía em sua casa uma coleção de punhais. A maioria foi recolhida no leito seco do rio Angicos, onde se travou a última batalha contra Lampião. Por uma estranha coincidência, eram 48 soldados contra igual número de cangaceiros. Onze bandidos foram mortos, inclusive o capitão Virgulino Ferreira e sua mulher, Maria Bonita. Um punhal, sujo de sangue, jazia por terra. Tem quase meio metro e lembra uma espada. O cabo está incrustado das alianças de suas vítimas. Mais de 30 pessoas tombaram sob o punhal do lugar-tenente de Lampião.

- O facínora Luiz Pedro – conta Germano Nascimento, filho do coronel Teodureto – tinha o seu método de matar. Amarrava a vítima num poste e enterrava o punhal na fossa clavicular.

LEMBRA TUDO

Germano e sua mãe, dona Alfierina, viveram horas difíceis quando o general Teodureto comandava a polícia de Alagoas. O menino viu o pai ser aclamado como herói pela população e lembra-se também de alguns cangaceiros que foram procurá-lo para se entregar.

- Meu pai era acima de tudo um homem bom, não nutria ódios nem mesmo contra os cangaceiros. Em sua opinião, a violência que se cometer a era inevitável, mas nunca admitiu a ideia de que fossem decapitados. Esse fato o deixou amargurado por muito tempo. Às vezes, em nossa casa, aqui em Teresópolis, recordava com tristeza aquela fase difícil de sua vida. Abria o álbum, e começava a desfilar as lembranças de sua mocidade.

OUTRAS RECORDAÇÕES

O capitão João Bezerra, que chefiou a luta em Angicos, ofereceu sua Winchester ao general Teodureto. A arma, guardada com carinho, era um reconhecimento ao antigo comandante da PM, que soube dignificar os seus soldados. Antes eram conhecidos apenas por “macacos”, não possuíam fardamento regular e muitas vezes apresentavam-se descalços.

- Meu pai – continua Germano – adquiriu 50 metralhadoras alemãs, Bergman, e seis caminhões Ford e quatro estações de rádio, reequipando assim a polícia de Alagoas para a luta contra os cangaceiros. A maior novidade que introduziu, foi o destacamento móvel da PM. Era de opinião que um quartel apenas, na capital, não bastava para exterminar o cangaço. Surgiram as volantes, que se deslocavam pelo sertão a fim de lutar contra os bandoleiros.

ESTRATÉGIA E GUERRILHA

O general Teodureto tinha grande respeito por Lampião. Não o considerava um simples cangaceiro. Achava-o inteligente e, acima de tudo, um grande estrategista, precursor da luta de guerrilhas. A força volante, criada no interior e com capacidade para mobilizar-se em todo o sertão, foi a única fórmula encontrada para dar combate a ele. Seu bando deslocava-se em várias frentes e atingia os estados de Sergipe, Alagoas, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

O Nordeste vivia traumatizado por suas façanhas, que ganhavam as manchetes no Brasil e no mundo.


Para vencer a luta, o general Teodureto foi obrigado a pôr em prática a mesma estratégia de Lampião. Preparou seus soldados com igual espírito de luta, e deu-lhes fardas apropriadas, quase semelhantes às usadas pelos cangaceiros, que serviam também para iludir.

UMA CARREIRA

O general Teodureto, que faleceu aos 63 anos, formou-se na Escola Militar do Realengo, mas antes de preparar a luta contra os cangaceiros já perseguira a Coluna Prestes, no interior da Bahia e Piaui. Aos 24 anos, comandara um batalhão, e alguns anos depois participava da Revolução de 30, na Paraíba, ao lado de Juraci Magalhães e Juarez Távora. Tomou a cidade de Natal, onde foi chefe de polícia durante o governo revolucionário. Ainda em 1930 era nomeado comandante da Policia Militar de Sergipe.


Mais tarde, esteve ao lado do general Daltro, durante o Movimento Constitucionalista, em São Paulo, assumindo finalmente o comando da Policia Militar de Alagoas. Tinha início a fase mais intensa de sua vida, marcada por constantes viagens pelo sertão. Serviu, anos depois, no Rio Grande do Sul e no 11º RI, de São João Del Rei. Promovido a coronel em 1953, passou para a reserva como general de divisão e foi residir em Teresópolis, onde era visitado por numerosos companheiros de farda, inclusive pelo marechal Lott. Somente aos amigos recordava a luta contra o cangaço e exibia os documentos sobre Lampião. O que mais chamava a atenção era o vestido lilás de Maria Bonita e o lenço de seda do “rei do cangaço”.

ÚLTIMOS DIAS

Há alguns dias, o general Teodureto comprou um Volkswagen, e se lembrou do seu Ford-28, com o qual percorria o sertão. Para chegar a Angicos, onde se travou a derradeira luta contra Lampião , em 1938, fez parte do percurso em seu automóvel, depois numa canoa, e caminhou ainda muitas léguas a pé até o local onde o soldado Honorato abatera Lampião com um tiro. O corpo estava também varado pelas balas de metralhadora, desferidas pelo soldado Bertoldo.

- O horrendo desfile das cabeças cortadas sempre foi um pesadelo para meu pai – conta Germano. Quando chegou ao local, nada mais podia fazer. O gesto extremo já se consumara e o cortejo tinha início. Era, na verdade, o único troféu que os soldados levavam. Muitos tinha sido assassinado, e a cabeça de Lampião era o símbolo de uma vitória e de uma terrível e inominável vingança que o meu pai nunca mais esqueceria.

MARIA BONITA

No arquivo do general Teodureto existem fotos inéditas de Lampião. Numa delas, o “rei do cangaço” aparece costurando, e outra ao lado de Abraão, o fotógrafo cuja máquina de magneto documentou momentos felizes de Maria Bonita afagando seus cães, ou sentada. Tranquila no sertão agreste. Abraão morreu assassinado. Sua intimidade com os cangaceiros nunca foi vista com bons olhos pelos policiais. Quando se supunha que Lampião estava morto, os jornais do Rio publicavam uma foto do cangaceiro-chefe lendo a “Noite Ilustrada”.

Existem ainda no arquivo do general Teodureto fotos até agora desconhecidas de membros famosos do bando, entre eles Corisco, Luiz Pedro e Velocidade. Este foi o último a se entregar, e só o fez perante o comandante Theodureto do Nascimento.

PASSAPORTE NO SERTÃO

O documento mais pitoresco é a reprodução de um passaporte visado pelo temível capitão Virgulino Ferreira. É endereçado ao prefeito da cidade de Pão de Açúcar, e nele o bandoleiro escreve com letra firme: “Ao Sr. Antônio Joaquim Rezendis, como prova de amizade e garantia perante os cangaceiros, oferece C. Lampião”.

Com o documento, a população de Pão de Açúcar e o seu prefeito ficaram a salvo dos bandoleiros; bastava exibi-lo nas estradas. Mas só era válido desde que trouxesse como timbre a fotografia do emitente, ou seja, um retrato de três por quatro de Lampião.

IMAGENS: 1. O então coronel Teodureto Camargo abraçando o aspirante Ferreira de Melo (foto extraída do livro "Lampião Entre a Espada e a Lei", de Sérgio Augusto de Souza Dantas"); 2. Do arquivo particular do general Teodureto, armas e objetos de Lampião, como o seu lenço de seda com rosas brancas; 3. O soldado Honoratinho exibindo ao repórter Mechiades da Rocha a arma com que liquidou Lampião; 4. Lampião e Maria Bonita, em foto de Abraão Boto.

Fonte: facebook

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Estrada de Ferro de Mossoró - II - 05 de Abril de 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Abandonado pelo grupo de capitalistas que em 1888 o amparava e impossibilitado de tomar empréstimos para a sua empresa, apelou Chrockatt para os favores do Governo Federal. E desse modo, a 28 de julho de 1903 partiu a comissão de estudos, levando consigo o futuro da região e deixando para trás a alma mossoroense cheia de esperança. Como justificativa para a viabilidade do projeto, contava principalmente com o fato da região está sendo assolada pela seca e que a construção da estrada de ferro geraria trabalho para muitos.
               

E, após o brilhante opúsculo do deputado Nogueira Brandão sobre a seca da região, obteve a 1º de dezembro de 1903 aprovação do projeto para a construção da ferrovia de Mossoró. O projeto aprovado autorizava o governo a contratar com os engenheiros João Chrockatt de Sá, Pereira de Castro e Matheus Nogueira Brandão, a construção de uma estrada de ferro, partindo da barra do rio Mossoró e cortando a região mais flagelada pelas secas nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Os contratantes deveriam entregar a estrada ao tráfego, com estações, oficinas e todas as demais obras necessárias, dentro do prazo de 3 anos. O governo pagaria a construção a razão de 35 contos por quilômetro, em títulos da dívida pública de 5%. Mas o ano de 1904 foi de forte inverno e com as chuvas o argumento usado para aprovação do projeto se tornava inútil.
               
Mas da intensa propaganda realizada em 1903 resultou a inclusão, no Orçamento Geral da República, aprovado pela lei nº 1.145 de 31 de dezembro de 1903, da autorização ao Presidente da República, então Rodrigues Alves, a “adotar o alvitre que julgasse conveniente, inclusive emissão de títulos da dívida interna ou externa, não podendo dar garantia de juros nem subvenção, para o fim de construir no Estado do Rio Grande do Norte uma estrada de ferro que, partindo do ponto mais conveniente do litoral, fosse ter à região mais assolada pela seca.”
               
Em 23 de fevereiro de 1904 o Ministro Lauro Muller baixava as instruções para estudos e construção de obras contra os efeitos da seca no Rio Grande do Norte, das quais constava o estudo comparativo dos traçados ferroviários partindo dos portos de Natal, Mossoró e Macau. Foi criada uma comissão de estudos, encabeçada pelo engenheiro José Mattoso Sampaio, que chegando a Mossoró no dia 17 de junho de 1904, passaram a fazer o levantamento dos trajetos sugeridos. O trabalho foi concluído, mas as obras não foram realizadas.
               
Em 7 de outubro de 1909 era apresentado na sessão do Senado Federal, pelos senadores Meira e Sá, Castro Pinto, Tomas Acioly, Ribeiro Gonçalves, Pedro Borges, Severino Vieira e Gonçalves Ferreira, o projeto nº 41 que “autorizava o Governo a mandar construir uma Estrada de Ferro partindo do porto de Mossoró, na vila de Areia Branca e atravessando em linha mais ou menos reta o Estado do Rio Grande do Norte, nos municípios de Mossoró, Caraúbas, Apodi, Portalegre, Patu, Pau dos Ferros e Luiz Gomes, penetre no Estado da Paraíba, pelos sertões do Rio do Peixe, próximo ao Estado do Ceará e termine no sertão de Pernambuco, à margem do rio São Francisco. Mas Nilo Peçanha, então Presidente da República, não mandou proceder os estudos.
               
Essa batalha, que havia começado em 1870, já se arrastava por quase quarenta anos, sem que o projeto saísse do papel. E Mossoró teve que esperar ainda alguns anos para ver o início da Estrada de Ferro de Mossoró. O restante desta história contaremos na próxima semana.

Geraldo Maia do Nascimento

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domingo, 5 de abril de 2015

ROSA PARKS, UMA MULHER SÍMBOLO


Em 1955 o racismo nos Estados Unidos estava no auge. E foi nesse ano, que em Montgomery, uma costureira negra entrou para a história ao recusar a ceder seu lugar no ônibus para um homem branco, como determinava a lei vigente. Com essa atitude, Rosa Parks foi presa, perdeu o emprego e ainda recebeu ameaças de morte. O jeito foi mudar de cidade.

O seu gesto desencadeou duas fortes reações: um boicote nos ônibus pelos negros que durou 381 dias liderado pelo então pastor Martin Luther King que já liderava um movimento pelos direitos civis igualitários.

E com isso, ainda, ajudou a Luther King a decolar sua campanha que acabou tendo sucesso.

Mais tarde, já em liberdade, Rosa confessou achar errada a lei da segregação racial e “não tinha obrigação de se levantar para um homem branco”. Rompeu assim, com o sistema de apartheid.

Os Estados Unidos 41 anos depois reconheceram e aplaudiu o ato de Rosa Parks, a premiando com a Medalha Presidencial pela Liberdade.

Morreu dormindo em sua casa, na cidade de Detroit aos 92 anos. Passou a ser símbolo da luta antirracista dos Estados Unidos.

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SILA, A SOBREVIVENTE


Ela entrou no Cangaço aos 14 anos. Foi escolhida (hoje seria sequestrada) por Zé Sereno, um dos homens mais famosos de Lampião. E lá se foi Sila, como era chamada, Sertão à dentro, arriscando a vida, quase uma menina, sem ter noção do mundo que iria encontrar e, sobretudo, que iria escapar do massacre de Angico. Foi uma sobrevivente e ficou famosa. É terceira, depois de Dadá e da rainha Maria Bonita.

Nasceu em Poço Redondo, Sergipe, recebeu o nome de Ilda Ribeiro da Silva e tinha muitos irmãos. Sabia costurar, bordar e cozinhar. Sua vida no Cangaço foi de apenas dois anos. Testemunhou as mortes dos companheiros e das volantes. Foram cenas que ela jamais esqueceu, tanto que, depois de Angico, contou essas histórias para a imprensa. Seus depoimentos eram contraditórios e por esse motivo, muitos pesquisadores não a levavam a sério. Foi a cangaceira mais próxima a Maria Bonita.

Muito solicitada pela mídia, até mesmo com a idade avançada, talvez isso tenha contribuído para ela confundir os fatos. Entretanto, uma característica Sila conservou: a vaidade. Sempre perfumada e bem vestida. Lembrava que, nos tempos do Cangaço, cheirava a Royal Briar, usava o pó facial Dorly e o óleo de lavanda nos cabelos.

Escapando da morte em 1938, Sila foi morar na Bahia e depois São Paulo onde trabalhou no comércio e na TV Bandeirantes, sendo costureira dos figurinos das novelas. Seu marido, Zé Sereno era funcionário público. Teve cinco filhos. Escreveu um livro contando sua história. Morreu em fevereiro de 2005.

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ADÍLIA, A VAIDOSA


‘’ Para onde você for, eu vou. Até para o inferno”. Foi a resposta de Adília, uma bela morena de olhos brilhantes deu para o então namorado Bernardino, apelidado de Canário, um dos cangaceiros mais valentes do bando de Lampião e ao mesmo tempo era considerado o mais feio. Isso aconteceu no ano de 1936.

A proposta de Canário chegou bem a tempo, uma vez que os pais de ambos os jovens apaixonados não aprovavam o namoro, principalmente os de Adília. Ela, extremamente vaidosa, queria usar maquiagem: batom, rouge e pó de arroz, mas era impedida pelo pai. Então, indo para o Cangaço Adília poderia usar o que tivesse vontade e, aos 16 anos incompletos seguiu os passos do seu amado nas matas, nas caatingas sertanejas durante dois anos. Estava livre então, do controle familiar. Nesse período, Adília teve dois filhos, mas o último Canário não conheceu, pois morreu antes em um dos tiroteios.

Após a morte do companheiro, Adília se entregou à polícia, foi presa. Posta em liberdade, mais tarde casou. Pouco antes de sua morte em 2002, contou para um repórter que gostaria de conhecer seu primeiro filho que “mora em São Paulo, mas não sei aonde” …

Adília não foi uma cangaceira das mais famosas, mas marcou por desafiar seu pai e o seu tempo. Os que a conheceram afirmam que era uma mulher doce e parecia viver de recordações. Maria Adília de Jesus nasceu em Poço Redondo (Sergipe).

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MORENO CANGACEIRO... INACINHO POLICIAL/SOLDADO...


Moreno cangaceiro... Inacinho policial/soldado... pai e filho em lados opostos, porém em épocas diferentes. Um ao lado do crime... o outro contra.

E se por acaso tivessem sido contemporâneos, ou seja da mesma época, e porventura ocorresse um encontro durante um combate entre ambos... mesmo sabendo do laço de sangue... será que aconteceria um embate entre pai e filho? você seria capaz de atirar/matar um ente querido em nome da soberania de seu país?

Fonte: facebook
Página do Geraldo Antônio de Souza júnior (administrador)

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FOTO DO LOCAL ONDE ESTÃO OS OSSOS DO FAMIGERADO CANGACEIRO ZÉ BAIANO.


O CANGACEIRO QUE FERRAVA AS MULHERES, NO ROSTO, NÁDEGAS..ETC.

Foto: cortesia Marcelo Rocha/Antonio Porfírio.
Local: Alagadiço - SE (dista 70 km de Aracaju, estrada asfaltada)


Fonte: faebook
Página: Voltaseca Volta.

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CHEGOU O LIVRO “PELAS ESTRADAS DA VIDA”, de IVUS LEAL


O livro “Pelas Estradas da Vida”, do Professor Ivus Leal, é uma coletânea de 41 crônicas publicadas no jornal Folha Sertaneja (entre os anos de 2004 e 2014), 05 crônicas das publicadas no Jornal Paulo Afonso (entre os anos de 1997/2000), 12 “causos” dos publicados no jornal A Voz dos Municípios (entre os anos de 2012/2014) e 5 textos inéditos, produzidos em 2014, um total de 63 textos que nos levam aos mais diferentes lugares do Brasil. É mesmo uma boa viagem pelas estradas da vida.

O livro tem 152 páginas e foi produzido pela GALCOM Comunicações, dentro dos 11 anos de criação do jornal Folha Sertaneja, com apoio cultural do jornal Folha Sertaneja, Suprave, O Ferrageiro e Secretaria de Cultura e Esportes da Prefeitura de Paulo Afonso.

COMO ADQUIRIR O LIVRO EM PAULO AFONSO:

O lançamento, com autógrafos do autor, está ainda em organização, sem data e local definidos mas o livro já pode ser adquirido, a partir da segunda-feira, dia 09 de Março, na GALCOM Comunicações, Rua da Concórdia 555 – Bairro General Dutra/Chesf (tel: 3282-0046) e, posteriormente no Supermercados Suprave e na Livraria Central.


O preço do exemplar é R$25,00 e, na GALCOM Comunicações e SUPRAVE pode ser adquirido com cartão débito/crédito.

QUEM MORA FORA DE PAULO AFONSO:

Os que moram fora de Paulo Afonso podem também adquirir o livro “Pelas Estradas da Vida”, que será enviado pelos Correios. O valor tem o acréscimo de R$8,00 (taxa dos Correios).

Para isso, envie um email PARA professor.gal@gmail.com ou em mensagem inbox no Facebook Antonio Silva Galdino, com o endereço completo, incluindo CEP.

O depósito do valor de R$33,00 (livro + taxa dos Correios) deve ser feito em conta corrente do Banco do Brasil ou do Bradesco. (o número será fornecido na resposta do seu email).

Como a tiragem foi pequena, os interessados devem procurar adquirir o(s) seu(s) exemplar(es) o mais rápido possível.

Fonte: facebook

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A EX-CANGACEIRA DURVINHA E O FILHO INÁCIO

Por Geraldo Júnior
Na fotografia Inacinho e sua mãe, a ex cangaceira Durvinha (Durvalina).

Hoje início o dia trazendo a imagem de uma mãe e de um filho que durante sessenta e seis anos permaneceram afastados e sem qualquer tipo de contato.

Inacinho (Foto) foi deixado por seus pais, os cangaceiros Moreno e Durvinha, aos cuidados do Padre Frederico da cidade de Tacaratu-PE no ano de 1939, logo após o seu nascimento.

As perseguições aos cangaceiros estavam intensas em todo o Nordeste, o cangaço agonizava, Lampião já não mais existia e a cada dia a vida na caatinga se tornava mais difícil. Muitos cangaceiros(as) já haviam se entregado às autoridades por não haver mais motivo para seguirem na luta do cangaço.

Moreno e Durvinha ao contrário dos demais, decidiram abandonar o cangaço, mas não se entregaram, resolveram partir em uma arriscada fuga em busca do desconhecido, deixando para trás suas famílias, suas histórias passadas e recomeçando nova vida longe das armas.

Mantiveram seus passados em segredo durante décadas, até que no ano de 2005 Moreno adoece e resolve revelar aos filhos quem eles foram no passado.

Dois personagens tido durante anos como mortos, reaparecem e voltam novamente à serem destaques nos mais variados meios de comunicação do país.

O reaparecimento do casal cangaceiro possibilitou o reencontro de pais e filho que durante quase sete décadas estiveram separados e incomunicáveis, ligados apenas através dos pensamentos e das incertezas.

Inacinho surge como um "novo" membro da família e tem o sonho de reencontrar seus pais realizado.

Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras eu deixo que a imagem acima fale por mim.

Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador)
Fonte: facebook  - Página: Geraldo Júnior ‎O Cangaço

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LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Por Antonio José de Oliveira

Na realidade Pesquisador Mendes, o livro LAMPIÃO: A RAPOSA DAS CAATINGAS oferece total segurança nas informações, por ser fruto de um trabalho minucioso e didaticamente perfeito, realizado em profundidade durante onze anos de pesquisa.


Posso afirmar sim, uma vez que tive o prazer de lê-lo por completo. O autor desenvolveu uma ampla pesquisa de campo, além da bibliográfica e documental. 

Autor deste livro José Bezerra Lima Irmão e o escritor João de Sousa Lima

Não conheço pessoalmente o Bezerra Lima, mas pelo que pude interpretar na leitura do seu livro, trata-se de um escritor que, na medida do possível buscou a "verdade verdadeira". Acredito Mendes, que esta segunda edição irá logo desaparecer das prateleiras das livrarias, e ele terá que partir para uma TERCEIRA ETAPA.

A 2ª edição continua sendo vendida através dos endereços abaixo:

josebezerra@terra.com.br
(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 
Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail:   lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com 

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.

http://araposadascaatingas.blogspot.com.br 

O CANTOR JOÃO MOSSORÓ FARÁ SHOW, HOJE, SÁBADO, NO RIO DE JANEIRO


O cantor João Mossoró fará show, hoje, sábado, 
no Rio de Janeiro, no bairro Benfica no"Mercadão Cadegue".




Será uma festa bastante animada, quando o artista cantará as mais lindas canções.

Você que mora no Rio de Janeiro prestigie o artista, participando do seu show.

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FRANCISCO SELEDON DE MOURA, PATUENSE DE VANGUARDA - PATU/RN

O Mossoroense - Publicado em 05 de Abril de 2015 por Redação
Seledon Hemetério e Petronila de Moura, pais de Francisco Seledon

Sempre à frente do seu tempo, o patuense Francisco Seledon de Moura se destacou na área do comércio e política da região Oeste. Se vivo fosse, neste ano completaria 90 anos de idade. Agora em 2015 fará 40 anos de sua morte, mas seu exemplo de trabalho e solidariedade ao próximo permanece vivo em seus familiares e conhecidos.

Natural de Patu, Francisco Seledon de Moura nasceu no dia 25 de março de 1925, filho de SeledonHemetério de Moura e Maria Petronila de Moura. Em 1949, casou-se com Rita Silvana de Moura e construíram uma família numerosa com 14 filhos, 23 netos e 18 bisnetos.

Começou a trabalhar aos seis anos, ajudando o seu pai que era agropecuarista daquela região serrana. A familiaridade com os números fez com que ele deixasse a lida com o pai e iniciasse no ramo do comércio. Em 1952, saiu de Patu em direção a Juazeiro do Norte (CE), onde foi comprar ouro para revenda na sua região de origem.

Nas atividades comerciais acumulou os ramos de joalheria e ótica (com pontos comerciais em Almino Afonso, Umarizal, Patu, Olho D'água do Borges e em Mossoró); um bar em Patu e outro em Mossoró. Além disso, na fase áurea dos crediários, influenciou o comércio de parte do litoral setentrional do Rio Grande do Norte e algumas cidades do Ceará.Com o crescimento do comércio,conseguiu adquirir seu primeiro automóvel, um Jeep Willys, 1951. 

Com seu carisma, conquistou grandes amizades, como com o empresário Porcino Fernandes da Costa, Vingt Rosado e Dix-huit Rosado, Milton Marques de Medeiros, Canindé Queiroz, entre outros. 

Teve forte atuação na área política. Juntamente com um grupo de sua família conseguiu grandes benefícios para sua cidade e região.Com o surgimento da colonização das vilas rurais, hoje Serra do Mel, iniciou um comércio na região e paralelamente conduzia colonos de Mossoro à Serra do Mel gratuitamente.

Era 9 de dezembro de 1975, a caminho do sítio São Jorge, onde iria comemorar o aniversário de sua esposa, ele vinha no seu fusca e chocou-se na traseira de um caminhão velho carregado de lenha que estava parado na pista, e morreu no local. Francisco Seledon de Moura deixou o exemplo de um homem de bom coração e que valoriza às pequenas coisas da vida.

Fonte principal: O Mossoroense

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Dr. Lima - Um Potyguar em Terras Alencarinas Engenheiro Agrônomo/Radialista/Professor
Cruz/CE

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O NASCIMENTO DO CONSELHEIRO, HÁ 185 ANOS

Por José Gonçalves

Antônio Vicente Mendes Maciel, mais tarde conhecido pela alcunha de Antônio Conselheiro, viera ao mundo no dia 13 de março de 1830, em Quixeramobim, na velha província do Ceará.

Morto o pai, a quem auxiliava na lide do comércio, em sortida casa de secos e molhados, localizada na praça da antiga vila, passa a desempenhar, cada um ao seu tempo, os ofícios de professor, caixeiro viajante, construtor civil e advogado popular.

Após sucessivas incursões pelo interior da província, e influenciado por beatos e penitentes, a exemplo do padre Ibiapina, adotou o ofício religioso, empreendendo, a partir daí, longo percurso pelos sertões ensolarados do nordeste. Portando-se ao modo dos missionários, passou a apresentar-se em sítios e povoados, instruindo e aconselhando a gente humilde, que a ele recorria sequiosa dos seus ensinamentos.

Em 1874, tendo deixado seu torrão de origem, cruzou a província de Pernambuco e aportou nas terras de Sergipe, onde permaneceu por alguns meses, pregando e dando conselhos. No mesmo ano, apareceu nos sertões da Bahia, a essa altura já famoso e desfrutando do prestígio popular.



Homem de fé e leitor assíduo da Bíblia, Antônio Conselheiro não demoraria a tomar a defesa dos pobres e humilhados. Numa região profundamente marcada pela miséria e opressão, ele se apresentava como a grande esperança das massas injustiçadas.

Começou como rábula, uma espécie de advogado dos pobres, que atuava em pequenas causas, sempre em defesa dos menos favorecidos. Posteriormente, ao presenciar de perto a situação de abandono a que fora relegado o nordeste – abandono não só da parte do poder público como também das autoridades eclesiásticas – empreendeu esforços na construção de estradas, igrejas, cemitérios e aguadas, amenizando, dessa forma, a dor e o sofrimento da gente mais necessitada.

De índole pacifica, jamais apelou para as armas, tampouco optou por mecanismos político-partidários. Antes, buscou enfrentar os gravíssimos problemas que afligiam o nordeste à luz das escrituras sagradas e com base em renomados mestres e pensadores cristãos, como Santo Agostinho, São Tomás de Aquino, Thomas Morus, dentre outros.

Propagador de um novo modelo de sociedade e sintonizado com os anseios mais profundos das massas sertanejas, Conselheiro pregou a paz, a justiça e a solidariedade. Com a mesma determinação, combateu mazelas que, de muito, impregnavam a sociedade nordestina, como a cobrança abusiva de impostos, o trabalho escravo, o “voto de cabresto”, o clientelismo político, o latifúndio, a pobreza, o atraso, o analfabetismo.

Tais expedientes, secularmente mantidos pelos donos do poder, tornavam a população nordestina cada vez mais pobre e dependente. Por conta disso, muitos eram levados a migrar para outras regiões do Brasil, especialmente a Amazônia, onde acabavam empregados na exploração da borracha. Sem o mínimo de assistência por parte do setor governamental, aquele que teimava em permanecer em seu torrão natal era obrigado a submeter-se aos caprichos dos senhores da terra, trabalhando de sol a sol, na condição de quase escravo, a fim de garantir o sustento da família.

As constantes estiagens pioravam ainda mais a situação dos pobres. Sem água, sem comida e sem trabalho, famílias inteiras abandonavam seus lares, engrossando o cordão de retirantes que, dia e noite, vagavam sem destino pelas estradas do nordeste, em busca de algum auxílio que pudesse mitigar suas dores e sofrimentos. Famintos e exaustos, muitos deles acabavam morrendo durante as longas e árduas viagens, sendo sepultados ou lançados às margens das estradas, onde permaneciam para sempre, acompanhados apenas de velhas e rudes cruzes de madeira.

Inspirado nos textos bíblicos, Antônio Conselheiro levou sua palavra aos mais recônditos lugarejos do nordeste. Proclamando a caridade, o perdão e o amor ao próximo, fomentou relações solidárias na família, no trabalho e nos negócios. De contrapartida, combateu o furto, a violência, o adultério, a prostituição, o alcoolismo, e toda sorte de vício.

Conselheiro era tido como pregador fascinante, possuidor de voz sonora e arrebatadora, a ponto de deixar seus ouvintes às vezes extasiados. Nas palavras de uma conselheirista, dona Evangelina, “parecia inté que a gente tava em riba das nuve, voano pro céu.”

Em junho de 1893, acompanhado de centenas de fiéis seguidores, chegou a antigo logradouro situado às margens férteis do rio Vazabarris, na época município de Monte Santo/BA, e ali estabeleceu o arraial de Canudos, também conhecido como Belo Monte. Tinha início a fase decisiva da saga de Canudos e Antônio Conselheiro.

José Gonçalves do Nascimento
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Fonte: facebook

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