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sábado, 10 de outubro de 2015

HUMANO OU APENAS HOMEM?

Por Rangel Alves da Costa*

Por mais que se arvorem do direito da compreensão, a verdade é que as ciências pouco conhecem da mente humana, ao menos naqueles aspectos das predisposições às ações. Nenhuma ciência pode dizer com segurança o que o ser humano é capaz de fazer em determinado momento. E assim porque o homem sempre leva consigo um arsenal perigoso e pronto a explodir a qualquer momento.

Não se trata de insanidade mental, de maluquice ou qualquer anomalia comportamental, mas simplesmente pela normalidade humana. E é normal que de repente irrompa em fúria, em violência, em transbordamento da lucidez. Sendo condicionado não só pela própria predisposição psíquica, mas também pelas afetações e influências do mundo exterior, certamente que passará a agir segundo a situação requeira.

O próprio homem não consegue se domar. Ou não deseja se refrear de forma alguma. Ele é normalmente anormal. Faz coisas para depois se arrepender, age sem pensar nas consequências, faz do instinto uma arma perigosamente, procura sempre agir com insensatez. Sempre quer ser diferente, dono demais de si, consciente demais de suas ações, o verdadeiro dono das razões do mundo. E por isso mesmo não se contenta em ser normal. Diz a si mesmo que corre o risco de ser igual ao outro, e não quer assim.

O homem é o mais irracional entre os bichos, alguém já asseverou. E com razão. Sua inteligência pouco ajuda na ação e no pensamento, sua racionalidade geralmente conduz para o caminho mais duvidoso, seu conhecimento não é garantia de compreensão das coisas mais lógicas. Sabe que está errado e faz, sabe que sofreu com o erro e reincide, sabe que de nada adianta agir assim, mas vai incorrendo sempre nos mesmos erros. Reclama da vida e se nega a aproveitá-la, reclama de tudo e pouco faz para mudar a situação.


Talvez seja a dor e o sofrimento o que mais provoca contentamento ao ser humano. Não consegue viver em paz, em comunhão, construindo caminhos. Parece levado a não aceitar paz de espírito, fortalecimento da alma, bonança interior. Contradiz a tudo e acaba chamando para si os males do mundo. E então faz da dor e do sofrimento dois grandes amigos com os quais dialogo os infortúnios e as mazelas. Mas sempre se fazendo de vítima, jogando a culpa nos outros ou no mundo, jamais reconhecendo sua imprestável semeadura.

E quais as características mais apropriadas ao homem? Egoísmo, vaidade, arrogância, soberba, truculência, inimizade, presunção, falsidade, ironia, ambição, mentira, esperteza. Não que se pretenda negativar o ser humano, envolvê-lo de invirtudes, mas porque ele próprio tudo faz para ser assim. Por que se acha num meio de feras, para não ser presa tem de se mostrar máxima ferocidade. Então vai se utilizando de todas as armas que puder dispor. E nenhuma destas armas é chamada de respeito, reconhecimento, companheirismo, altruísmo.

Para conhecer o homem basta que se rebusque o exemplo da criação. Deus deu-lhe a existência e uma série de virtudes para que progredisse na vida e fizesse do mundo um lugar de compartilhamento, para progredir e alcançar a felicidade. E o que ele fez com as dádivas recebidas? Guerras, assassinatos, monstruosidades, aberrações de toda ordem. E preferiu tomar outro rumo não porque o mundo e a vida tenham lhe mostrado outros caminhos, mas simplesmente porque não se contenta com a paz, com o amor, com a união.

Quem é capaz de tirar a própria vida pouca importância dá à vida do próximo. Quem se olha no espelho e não se contenta com a feição que possui não pode olhar o próximo e mostrar um sorriso. Quem se esquece de si mesmo para se preocupar com a vida do outro não gosta nem de si nem de ninguém. Quem já acorda descontente com tudo e só falta morder quem encontrar pela frente não pode viver em sociedade. Mas assim é o homem.

O homem é assim por um desejo próprio. Come o que não pode comer, bebe o que não deve beber, faz o que é proibido fazer. Quer dizer, faz tudo ao contrário. Mas talvez o contrário seja o próprio homem. O outro, aquele homem da Criação, só volta dos escondidos quando a vileza presente abre a boca para mentir. Não parece sequer ser humano, mas santidade. E aí mais um ardil de um sórdido e incorrigível caráter.

Poeta e cronista
blograngel-sertao.blogspot.com

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MATEI Mª BONITA E DEI UM TIRO NA CABEÇA DE LAMPIÃO...!


"Matei Maria Bonita e dei um tiro na cabeça de Lampião...!" Em face da literatura cangaceira, depoimentos, fotos etc... Essa afirmação do cabo José Panta de Godoy é considerada verdadeira?

Leia o que disse o escritor José Sabino Bassetti:


O tiro que Zé Panta Godoy deu em Lampião, foi disparado depois que o grande chefe estava morto pelo tiro de Honorato. Depois que Panta deu o tiro, foi repreendido por colegas que o advertiram que não era para esbagaçar a cabeça de Lampião. Essa é a história contada logo após o acontecimento. É verdadeira? É difícil saber...

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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LOCOMÓVEL OU MÁQUINA A VAPOR

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Locomóvel ou Máquina a Vapor foi a principal máquina que fez a Revolução Industrial na Inglaterra a partir de 1775, baseada nos aperfeiçoamentos feitos em máquinas já existentes pelo Engenheiro escocês James Watt (1736-1819). 
  

A partir desta máquina foi possível desenvolver a Locomotiva a Vapor, o Navio a Vapor, o Caminhão a Vapor e a introdução da força motriz nas indústrias têxteis e depois nas demais indústrias. 

No Nordeste brasileiro, o Locomóvel substituiu a Bolandeira (máquina a tração animal). Antes da Bolandeira, tudo era a tração humana, com o aparecimento da Bolandeira, as Casas de Farinha, os Engenhos de Rapadura, os Alambiques de Cachaça, os Descaroçadores de Algodão e os Piladores de Grãos passaram a serem tangidos por esta máquina (sistema de engrenagem de madeira que permitia a utilização da força animal nas agroindústrias). 

Inicialmente, tudo era movido pelos músculos humanos, depois pela força animal, depois pela máquina a vapor, motor a explosão (motor a gasolina, álcool, querosene ou gás natural), motor a compressão (motor a óleo diesel) e atualmente pelo motor elétrico. 

Este Locomóvel do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde (Mossoró-RN) funcionou até 1985 em uma usina de algodão, na cidade de Parelhas-RN.

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró, não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Quando vier à Mossoró procure visitá-lo, pois são mais de 5 mil peças para os seus olhos verem.

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LOCOMÓVEL OU MÁQUINA A VAPOR

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Locomóvel ou Máquina a Vapor foi a principal máquina que fez a Revolução Industrial na Inglaterra a partir de 1775, baseada nos aperfeiçoamentos feitos em máquinas já existentes pelo Engenheiro escocês James Watt (1736-1819). 


A partir desta máquina foi possível desenvolver a Locomotiva a Vapor, o Navio a Vapor, o Caminhão a Vapor e a introdução da força motriz nas indústrias têxteis e depois nas demais indústrias. 

No Nordeste brasileiro, o Locomóvel substituiu a Bolandeira (máquina a tração animal). Antes da Bolandeira, tudo era a tração humana, com o aparecimento da Bolandeira, as Casas de Farinha, os Engenhos de Rapadura, os Alambiques de Cachaça, os Descaroçadores de Algodão e os Piladores de Grãos passaram a serem tangidos por esta máquina (sistema de engrenagem de madeira que permitia a utilização da força animal nas agroindústrias). 

Inicialmente, tudo era movido pelos músculos humanos, depois pela força animal, depois pela máquina a vapor, motor a explosão (motor a gasolina, álcool, querosene ou gás natural), motor a compressão (motor a óleo diesel) e atualmente pelo motor elétrico. 

Este Locomóvel do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde (Mossoró-RN) funcionou até 1985 em uma usina de algodão, na cidade de Parelhas-RN.

Informação do http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O Museu do Sertão na "Fazenda Rancho Verde" em Mossoró, não pertence a nenhum órgão público, é de propriedade do seu criador professor Benedito Vasconcelos Mendes.

Quando vier à Mossoró procure visitá-lo, pois são mais de 5 mil peças para os seus olhos verem.

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O REI DO CANGAÇO ANTES DE LAMPIÃO

Por Paulo Goethe, no Diário de 1990 a 1997 e desde 2001

No dia 16 de janeiro de 1907, o Diário registrou que os cangaceiros estavam preocupando as autoridades. Aterrorizando os sertões estava o bando de Antonio Silvino. Forças policiais da Paraíba e do Rio Grande do Norte foram mobilizadas para perseguir o grupo.  O capitão Carlos Formel informou, através de carta, que estava no encalço dos cangaceiros. Durante todo o mês, o jornal divulgou notícias sobre a atuação das volantes. Ao longo das décadas seguintes, o combate ao cangaço seria um tema comum no cardápio de assuntos oferecidos ao leitor.

No primeiro registro do ano, o Diário sinalizava que um dos companheiros de Antonio Silvino havia sido preso no interior de Pernambuco. “Perseguido pela força volante, apresentou-se, há poucos dias, ao delegado de Bom Jardim, o celebre cangaceiro Barra Nova. Durante o tempo em que fez parte do grupo desse facínora, tornou-se celebre pelas suas perversidades. Em São Vicente, na ocasião de um ataque do grupo, foi Barra Nova quem atirou no sargento José Pedro, subdelegado local. Atualmente ele está recolhido á cadeia de Bom Jardim, devendo ser em breve transportado para a casa de detenção”.


Antes de Lampião, ele era o cangaceiro mais famoso e seu apelido mais conhecido foi “Rifle de Ouro”. Nascido no dia 2 de dezembro de 1875, em Afogados da Ingazeira, Manoel Batista de Morais entrou para a história como Antonio Silvino. Durante 16 anos, driblou a polícia, praticou saques e assassinou inimigos, mas era tratado pelos poetas populares como um “herói” por respeitar as famílias.

Ainda jovem, integrou o bando liderado por seu tio, Silvino Aires Cavalcanti de Albuquerque. Com a prisão deste em Custódia, assume o comando e muda o nome e sobrenome, homenageando o parente.

Antônio Silvino entrou para o cangaço aos 21 anos de idade, com o irmão, Zeferino, depois da morte do pai, Batistão do Pajeú, em plena feira de Afogados da Ingazeira, em dia 3 de janeiro de 1897. Procurado pela polícia, Batistão ousou entrar na cidade no dia mais movimentado da semana e foi alvejado por um tiro de bacamarte disparado por Desidério Ramos, desafeto e contratado pelo coronel Luís Antônio Chaves Campos, chefe político local.

Silvino e o irmão juraram vingar a morte do pai, assaltando e matando todos os que colaboraram com o mandante do crime. “Para o sertanejo não havia Justiça. Se um parente era morto, de imediato lhe sobrevinha o ‘direito’ de pôr termo à vida do assassino. Por vezes, essa vingança implicava em cruzar um punhal à cintura, portar rifle e munição, usar um chapéu de couro de aba batida. A cada crime não punido pelas instituições policiais e judiciárias, em regra, lançava-se a semente de um futuro bandoleiro profissional”, narra Sérgio Augusto de Souza Dantas em Antonio Silvino: o cangaceiro, o homem, o mito, uma das mais completas biografias sobre o “Rifle de Ouro”.

Mesmo tendo participado de um ataque à usina Filonila, em 1899, no qual resultou na morte de uma menina de 13 anos, filha do coronel Antônio dos Santos Dias, a fama de Antonio Silvino apenas cresceu como “bandido cavalheiro”. Em 1903, o Jornal Pequeno, do Recife, publica a sua foto. No ano seguinte, Francisco das Chagas Batista lança o cordel A canção de Antônio Silvino, que teve grande vendagem.

A invencibilidade de Silvino terminou no dia 28 de novembro de 1914, quando ocorreu o seu último tiroteio com a polícia. Atingido no pulmão direito, conseguiu se refugiar na casa de um amigo e disse que ia se entregar. Da cadeia de Taquaritinga seguiu, dentro de uma rede, até a estação ferroviária de Caruaru, onde um trem especial da Great Western o levou para o Recife. Uma multidão o aguardava na Casa de Detenção, atual Casa da Cultura.


Antonio Silvino tornou-se o detento número 1.122, condenado a 239 anos e oito meses de prisão. Em 4 de fevereiro de 1937, depois de vinte e três anos, dois meses e 18 dias de reclusão, foi indultado pelo presidente Getúlio Vargas. Na foto acima, ele é o de chapéu e bengala. O ex-rei do cangaço morreu em 30 de julho de 1944, em Campina Grande, na casa de uma prima.

http://blogs.diariodepernambuco.com.br/diretodaredacao/2012/10/02/o-rei-do-cangaco-antes-de-lampiao/

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FAZENDA ABÓBORA LOCALIZADA NA REGIÃO DE TRIUNFO (PE) E SERRA TALHADA (PE)

Acervo Geziel Moura

A Fazenda Abóbora localizada na região de Triunfo (PE) e Serra Talhada (PE), pertenceu ao Coronel Marçal Florentino Diniz, que por sua vez foi progenitor de Marcolino Pereira Diniz, ambos conhecidos de Lampião. 

Coronel Marçal Florentino Diniz - www.princesapb.net

A fazenda se constitui em formidável monumento histórico, por também ser o berço do cangaceiro Sabino Gomes de Góis, que segundo a literatura, era filho bastardo de Marçal. 


Supostamente, foi em Abóbora que Virgolino conheceu Sabino, e posteriormente, este, veio a configurar o estado maior do cangaço lampiônico.

Acervo Geziel Moura

Fonte: facebook
Página: Ofício das espingardas

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EXAMES REVELAM FILHO DESCONHECIDO DE LAMPIÃO


ADENDO - http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Vale informar ao leitor que esta matéria foi publicada no Jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO" de 13 de abril de 1994, mas segundo o que eu li de alguns escritores, o exame de DNA foi negativo, João Ferreira da Silva não era filho de Virgulino Ferreira da Silva e nem tão pouco de Maria Bonita. 

Fonte do recorte de jornal: facebook

Página: Geraldo Antônio de Souza Júnior (Administrador do Grupo O Cangaço)

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CANGAÇO ECOS NA LITERATURA E CINEMA NORDESTINOS


Como adquirir esta obra:

Entre em contato com o professor Pereira lá de Cajazeiras, no Estado da Paraíba, através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

Não fique sem ele! Peça logo o seu!

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JOÂO GOMES DE LIRA

Por Manoel Severo

"Nascido em 13 de julho de 1913 na Fazenda Jenipapo, distrito de Nazaré do Pico – Município de Floresta/PE, viveu ali parte de sua vida. Ingressou na Polícia Militar do Estado de Pernambuco em 16 de Julho de 1931. Com dezessete anos de idade integrou na volante que tinha como comandante o Cel. Manoel Neto que perseguia Virgolino Ferreira da Silva, o "Lampião". Depois do fim da campanha contra o cangaço, foi destacar nos municípios de: Afogados da Ingazeira, Iguaracy, Tabira, Carnaíba e Flores todas cidades do interior pernambucano, onde foi delegado de polícia. Foi várias vezes ouvido pela imprensa para contar relatos da luta dos seus conterrâneos contra o bando de Lampião. Enquanto vereador de Carnaíba, João Gomes de Lira escreveu sua Obra: "Memorias de um soldado de volante", narrando sua vida e suas andanças em busca de cangaceiros. João Gomes de Lira faleceu no dia 04 de Agosto de 2011, na cidade do Recife, aos 98 anos." Homenagem do Cariri Cangaço a uma das mais integras personalidades do sertão: JOÃO GOMES DE LIRA!



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LAMPIÃO, O PADRE E O 'DOUTOR'

Por Sálvio Siqueira

Lampião,  estando nada satisfeito com a perda de dois de seus melhores homens, na malfadada tentativa do ataque a cidade de Mossoró – RN, Colchete e Jararaca, resolve deixar as terras norte rio-grandense por um caminho totalmente diferente daquele que o levou aquele Estado.

 Várias eram as razões para tal decisão como as atrocidades por onde a horda passou, deixando um rastro de sangue, dor, lágrimas, sofrimentos e mortes...

Depois do ataque feito a Sousa, cidade paraibana, pela turba de Lampião, mesmo ele não estando presente, o coronel José Pereira da cidade de Princesa, PB, ordenou aos seus jagunços, a captura ou morte do chefe Mor.

Sabedor do poderio dos homens em armas do coronel, Lampião, com sua sempre ativa precaução, resolve acessar a terra de Iracema, “A Virgem dos Lábios de Mel", em primeiro plano de fuga, para depois voltar ao seu torrão natal.

Índia Iracema -  acordacordel.blogspot.com

Chega com seu bando a uma fazenda na localidade Lagoa da Rocha, sendo propriedade de um conhecido seu, o Sr. Anízio Batista. Após breve relato dos últimos acontecimentos, o chefe manda que o amigo torne-se um intermediário entre ele e as autoridades da cidade de Limoeiro do Norte, CE. A autoridade maior, o Prefeito, na ocasião ocupava o cargo o coronel Felipe Santiago de Lima (lampiãoaceso.blogspot.com), estando ausente, quem entra em contato com o “Rei Vesgo’, é o senhor Custódio Menezes, o qual exerce as funções de juiz de paz da comarca, e o padre Vital Gurgel.

Lampião entra na cidade com todo o bando, depois de receber garantias das autoridades locais, na ocasião, de que não encontraria resistência da força policial presente, que aliás, tinha um diminuto contingente, sendo impossível conter, em combate, todos os bandoleiros.

A horda está faminta. É providenciado um banquete para todos, mas, antes de alimentarem-se, Lampião, muito desconfiado e precavido, manda que alguns dos cidadãos locais comam da comida antes deles.

Na fazenda Maçarico, propriedade do padre Ancelino Viana Arrais, é chegada a notícia de que Lampião encontra-se na cidade. O padre parte para onde se encontra o chefe dos cangaceiros a fim de fazer-lhe uma proposta, no mínimo, muito curiosa.

O padre é fã do Rei, e, ao estar diante dele, refere que quer entrar para o bando e fazer parte do seu grupo. Pedindo para entrar, o sacerdote diz:

" - Lampião, eu tenho coragem de acompanhar-lhes na vida do cangaço." (blog citado)
  
lampiaoaceso.blgspot.com

Lampião olha para o padre, cubando-o de cima a baixo... Analisando sua proposta, responde:

"Seu vigário, homem barrigudo, não pode participar dessa vida, porque além de dura, nós se arrasta como cobra pru mode atirar nos macacos. Hômi da barriga grande não dá para isto. "(blog citado)

Como igual a maioria dos sacerdotes, o padre Ancelino era gordinho. Dono de vários quilogramas além de um peso que deixasse seu corpo ágio, para os movimentos necessários na dura vida de um cangaceiro.

Após recusar o pedido do vigário, Lampião sai a procura do médico local, para que o mesmo cuide dos ferimentos dos cabras que foram atingidos no fraquejado combate anterior.

O médico procurar cuidar dos feridos e notando, muito atento, o olhar do chefe deles. Ao término do trabalho do médico, Lampião quer pagar pelo serviço prestado, mas, o ‘doutor’ recusa-se a receber. Então o ‘Rei Vesgo’ presenteia o médico com um punhal de cabo muito especial, pois nele contém  anéis de ouro e o mesmo é feito de chifre de algum animal.

Fonte da pesquisa:  http://lampiaoaceso.blogspot.com.br

http://oficiodasespingardas.blogspot.com.br
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O ESCULÁPIO

 Por José Mendes Pereira

A foto é só ilustração do texto.

Há dois dias que o jovem lambreteiro chegara à região de gente desnutrida e infeliz, montado em sua velha e desarrumada lambreta, fabricada no ano de 1964; conduzindo uma bolsa a tiracolo, um boné atufado à cabeça, com óculos de grau, olhos avantajados e orelhudo, vestido numa calça azul e camisa cinza, e uma sacola preta enfiada ao guidão do seu invejado transportezinho.

A foto é só ilustração do texto. - https://pt.dreamstime.com/desenho-animado-sorrindo-um-cara-magro-com-%C3%B3culos-e-chap%C3%A9u-bon%C3%A9-image222180812

Ninguém sabia nada sobre a vida daquele forasteiro tão esquisito. De onde vinha aquele sujeito feioso, que mais parecia uma ruma de ossos em movimento? Além do mais, tísico? Quem o era? O que queria daquele lugarejo tão paupérrimo? 

Apesar da sua aparência feiosa e desajeitada os moradores já censuravam que aquele indivíduo era um fiscal do governo, um espião das coisas do Estado, ou simplesmente, um delinquente sem rumo e sem pretensões para o futuro, que  havia fugido de alguma casa de saúde, para tratamento de pessoas com problemas mentais.

Só como ilustração do texto - https://www.google.com/

Vez por outra, ele ia tomar uma cervejinha gelada no bar da freguesia, e ao chegar, era observado pelos fregueses do bar, que o viam com  maldosos rabos de olhos. 

https://br.stockfresh.com/image/5163740/cartoon-smoker-sitting-at-a-bar

Já preocupado com a presença do forasteiro o dono do bar quis saber um pouco sobre a sua vida, e com voz tímida, perguntou-lhe:

- Por mal pergunta se não lhe incomoda, qual o nome do jovem, e de onde é, e faz o que na vida?

- Meu nome é Valentim Carrasco Leão. Eu sou do Estado de Pernambuco do capitão Lampião, e além do mais, sou seu conterrâneo, lá de Serra Talhada. Terra dos homens que não medem tamanho de bigodes e nem temem macho nenhum. 

Só como ilustração - https://www.google.com.br/

Eu sou "esculápio" com diploma registrado no órgão competente, e filho de Valentina Carrasco, a viúva do ex-sargento policial da corporação militar de Pernambuco, João Leão, o  renomado Mão Pesada.

O capitão Lampião

O comerciante encerrou ali mesmo as suas perguntas. De imediato, deduziu que, apesar do seu corpo de caveira, aquele jovem não era boa peça. E também, nunca ouviu falar nesta tal profissão, "esculápio". Achava ele que, o jovem já tinha dito tudo, um marginal de primeira classe, filho de uma mulher de nome Valentina Carrasco, e de um homem chamado João Leão, com o apelido de "Mão Pesada", era sem dúvida, um perverso e criminoso qualquer.

O jovem lambreteiro saiu do bar e o comerciante chamou a atenção dos fregueses, que tivessem cuidado! Aquele sujeito mais parecendo com uma caveira humana, disse que era "esculápio", e todos ficassem de olho nele, porque, ele mesmo, não era conhecedor deste nome.

Na verdade, o homem mais instruído no lugarejo era ele, o dono do bar. E se ele não conhecia esta profissão, o caveira poderia ser mesmo um marginal, um pistoleiro afamado e de primeira categoria.

A foto é só ilustração do texto. - https://www.pbcm.org.br/santos-vicentinos/beatas-odila-baumgarten-e-maria-vaillot-03062020-143226

Assim que a notícia se espalhou pelas pequenas ruas do lugarejo duas beatas que todos os dias rezavam terços na capela, organizaram logo uma procissão com velas e lamparinas acesas. Era preciso de imediato. Só assim, o jovem "esculápio" sairia da vila o mais rápido possível.

A foto é só ilustração do texto. - Imagem da internet

Em uma das reuniões no conselho comunitário o presidente alertou aos moradores, que o jovem poderia ser um assassino cruel, e que todos evitassem manter contato com ele, só assim, iria se sentir excluído, e desapareceria o mais rápido possível do lugar.

No momento em que acontecia a reunião no conselho comunitário o médico que dirigia um pequeno posto de saúde, ao descer do automóvel, estava acompanhado do jovem que se dizia ser "esculápio". 

Os presentes ficaram assustados e se perguntando? Por que o nosso médico se mistura com um sujeito tão feio e perigoso assim?

O dois entraram na sede do conselho comunitário.

O médico pediu a palavra ao presidente do conselho, pois precisava apresentar o novo funcionário do Posto de Saúde. E deu início dizendo-lhes:

A foto é só ilustração do texto.

- Meus amigos! Este jovem que me acompanha e que está ao meu lado esquerdo, será o novo cuidador da saúde de vocês nesta comunidade. Ele é um capacitado médico  do nosso Estado. Formado pela USP - Universidade de São Paulo. Espero que todos vocês  o recebam com muito carinho.

A foto é só como ilustração do texto - https://br.freepik.com/fotos-premium/dois-amigos-medicos-em-estilo-de-caricatura-de-desenho-animado_51695590.htm

Todos ficaram de boca aberta, pois jamais esperariam que um sujeito tão feio, magro, com aspecto tuberculoso, desajeitado, sem presença física chegaria a ser médico. 

Esculápio significa "Médico".

Moral da minha historinha: "As aparências enganam".

Minhas Simples Histórias 

Se você não gostou da minha historinha não diga a ninguém, deixa-me pegar outro. 

Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo: 

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LIVROS DO ESCRITOR GILMAR TEIXEIRA


O mais novo livro do escritor e pesquisador do cangaço Gilmar Teixeira, com o título: "PIRANHAS NO TEMPO DO CANGAÇO". 

Para adquiri-lo entre em contato com o autor através deste e-mail:
 
gilmar.ts@hotmail.com


SERVIÇO – Livro: Quem Matou Delmiro Gouveia?
Autor: Gilmar Teixeira
Edição do autor
152 págs.
Contato para aquisição

gilmar.ts@hotmail.com
Valor: R$ 30,00 + R$ 5,00 (Frete simples)
Total R$ 35,00

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PRA DANÇAR E XAXAR NA PARAÍBA

Por professor Pereira

Já tenho disponível o excelente livro: Pra Dançar e Xaxar na Paraíba: Andanças de Rosil Cavalcanti, de Rômulo C. Nóbrega e José Batista Alves, 444 páginas, preço R$ 65,00, com frete incluso. Pedidos: 

franpelima@bol.com.br

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ENTREVISTA: HONÓRIO DE MEDEIROS O CANGAÇO EM NOVA ONDA

 Arte: xilogravura de Rodolfo Coelho Cavalcante, em capa do Cordel de sua autoria, "Lampião, O Terror do Nordeste". 

A coleta de informações sobre o cangaço está esgotada? 

Honório de Medeiros - No plano das fontes primárias, aparentemente, sim. São poucos os sobreviventes daquela época e, deles, já se extraiu o impossível. Quanto aos documentos, ressalvo a possibilidade de surgimento de alguma documentação desconhecida, como foi o caso recente de documentos relativos a Plácido de Castro, guardados por um lugar tenente seu, encontrados, por acaso, pelo Ministério Público, no interior do Rio Grande do Sul. Saliento que a produção do resultado dessa coleta, embora feita de forma amadorística, é o material que nós temos para trabalhar. É uma produção profusa. 

Qual seria a seu ver o próximo passo a ser dado pelos estudiosos do cangaço? 

Honório de Medeiros - Uma mistura de jornalismo investigativo e processos interpretativos científicos em relação ao que nós possuímos. É o que eu chamo de segunda onda. Temos que trabalhar com teorias, investigações, correlação de dados, testes dessas hipóteses e sujeição das conclusões á comunidade cultural. É preciso desfazer o mito de que Lampião era um estrategista militar. Na verdade, o sucesso de sua longa trajetória decorre antes de uma mistura de incompetência e corrupção, por parte dos governos, e instinto de sobrevivência da parte dele, Lampião. 

Essa segunda onda, no plano dos estudos do cangaço, já é perceptível? 

Honório de Medeiros - Já há alguns poucos trabalhos nesse âmbito. Eu citaria a teoria do escudo ético - o mecanismo justificativo do cangaceiro para as suas ações -, de Frederico Pernambucano de Melo. Há também outras tentativas de explicação do cangaço á luz de um marxismo mecanicista que aponta o fenômeno como conseqüência da divisão desigual da terra e as mazelas que disso decorre. Esse modelo, porém, está ultrapassado. E, na verdade, enquanto não se montar o mosaico completo ou parcialmente completo – que vai ser o resultado do trabalho investigativo -, não será possível construir macro teorias. Vou dar um exemplo do que afirmo. Houve um pacto de governadores – João Suassuna, Juvenal Lamartine, José Augusto Bezerra de Medeiros e o governador de Pernambuco á época – para a supressão do cangaço através da eliminação física dos cangaceiros, cuja conseqüência foi a morte de Chico Pereira. Outro exemplo. Por que o Poder Judiciário e o Ministério Público silenciou em Mossoró quanto a morte de Colchete, Jararaca e Bronzeado? Por que o capitão Abdon Nunes, embora tendo chamado para si a responsabilidade por essas mortes, livrando assim José Augusto e Juvenal Lamartine, não foi processado e condenado?

Além de Frederico Pernambucano, que outros autores estão enveredando por esse novo caminho? 

Honório de Medeiros - Na verdade, o trabalho de Frederico é mais de caráter sociológico do que investigativo; embora seja importante, existem furos na história do cangaço que precisam ser fechados, para que nós possamos avançar na proposição de uma teoria geral. 

Quais são esses furos? 

Honório de Medeiros - Ora, por que o Rio Grande do Norte, excetuando-se Mossoró, praticamente está distante do fenômeno do cangaço e do coronelismo? Comparemos a história do Rio Grande do Norte, do seu sertão, com a história do sertão do Cariri cearense ou do Pajeú pernambucano. Essas perguntas, inclusive, invalidam a teoria marxista que atribui á divisão da terra a questão do cangaço. 

Qual seria essa macroteoria ou qual o paradigma que explicaria, inclusive, essas discrepâncias? 

Honório de Medeiros - Eu, particularmente, utilizo como paradigma a contribuição teórica da teoria do darwinismo. 

Como você chegou á aplicação desse paradigma? 

Honório de Medeiros - Por exclusão. O paradigma darwiniano é o único que se sustenta, do ponto de vista da crítica, após a virada do século. Mesmo o marxismo pode ser – com toda a sua contribuição – agregado e transcendido por esse novo parâmetro cientifico voltado para as Ciências Sociais. Aqui, a categoria do poder jurídico é o viés explicativo básico, atento ás circunstancias históricas e geográficas peculiares. 

Queira, por favor, explicar melhor. 

Honório de Medeiros - Trata-se de entender esses fenômenos sociais a partir de uma perspectiva de poder dentro do contexto da teoria darwiniana. 

Por que o Rio Grande do Norte se diferencia dos demais Estados nordestinos quanto á eclosão do fenômeno do cangaço? 

Honório de Medeiros - Você tocou no xis da questão. Formular essas questões e procurar respondê-las é a segunda onda. Observe que só é possível estudar o cangaço, se for possível estudar o coronelismo e o misticismo. Esse tripé básico constitui a alma sertaneja. 

E Jesuíno Brilhante não foi um cangaceiro? 

Honório de Medeiros - Eu, particularmente, defendo que não. Jesuíno teria sido uma espécie de justiceiro social. Observe que Jesuíno teve uma área restrita, não de atuação mas de fuga; não se apossava do patrimônio de ninguém; não matava nem agredia a não ser em legitima defesa ou para fazer respeitar um código de honra ancestral e, excetuando que tinha alguns companheiros, nada o diferencia de Diogo Maia, outro justiceiro social que atuou entre os estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Compare a atuação de Jesuíno com a de Lampião, Senhor Pereira, Antonio Silvino e Corisco e perceba a diferença. Se definimos alguém como cangaceiro, o que ele é passa a ser parâmetro. Assim, compare Jesuíno com Lampião. O fato de chefiar um bando e ser perseguido não transforma ninguém em cangaceiro. 

Há, a seu ver, alguma relação entre esses bandoleiros e os bandos que atuam hoje no Alto Oeste? 

Honório de Medeiros - Que eu saiba, nós não podemos chamar esses de cangaceiros por conta do limite temporal que enclausura os cangaceiros, propriamente ditos. Ambos os bandos praticam formas de banditismo rural, mas o cangaço está preso ao tempo histórico compreendido entre o final do século dezenove a começos do século vinte. É preciso ter cuidado, portanto, com as definições. 

Segundo suas concepções o Rio Grande do Norte teve algum cangaceiro? 

Honório de Medeiros - Há suspeita, não comprovada, de que Virgínio, cunhado de Lampião, seria de Alexandria. Um Luis Brilhante que andou com Massilon Leite, era no entanto paraibano. Massilon, embora tenha vivido no Sítio Cava, em Luis Gomes, não era norte-rio-grandense. 

Qual, então, o ponto de referência entre Lampião, o coronel Floro Bartolomeu e Padre Cícero? 

Honório de Medeiros - Essa é uma colocação emblemática. Temos aí, quando os três se encontraram, um momento ímpar da história social do sertão. O cangaceiro-mor, um dos mais poderosos coronéis e a lenda mística que é o Padre Cícero do Juazeiro. Nesse aspecto, o caráter simbólico desse momento sem igual, até hoje não foi explorado. Fonte: http://www.franklinjorge.com/


Professor de Filosofia do Direito, advogado, Honório de Medeiros tem exercido importantes cargos públicos, entre os quais, o de procurador chefe da Procuradoria da Prefeitura de Natal, Secretário de Administração e Finanças do mesmo município e Secretário da Administração e Finanças do Estado, na primeira gestão da governadora Wilma de Faria. Líder estudantil, ao tempo do seu curso de Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, confessa-se um leitor vocacionado para o ensino universitário, atividade que lhe tem granjeado o respeito e a admiração de centenas de alunos que tiveram o privilégio de desfrutar das suas lições. Escritor e pensador das Ciências Jurídicas, tem livros publicados e se mantém como colaborador regular deste semanário. E, quando não está na sala de aula ou estudando, dedica seus ócios a pesquisa do fenômeno do cangaceirismo, tendo como foco a vida de Massilon Leite, cuja vida em parte transcorreu em terras do Oeste norte-rio-grandense. Porém, ao contrário de outros pesquisadores desse tema, considera que a fase da coleta de dados está esgotada e defende a necessidade de estudos multidisciplinares para a correta interpretação do fenômeno em questão.
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