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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

LUIZ PADRE E SINHÔ PEREIRA, NA FAZENDA POÇOS, EM VILLA BELLA.

Por Antonio Neto do acervo do João Jose Souza

Aos dez dias do mês de junho do ano de 1917, Luiz Padre e Sinhô Pereira, no comando de um grupo constituído de onze indivíduos, totalizando com os chefes, treze homens bem armados e devidamente municiados, formados por Augusto Firmino, vulgo Sereno, Antônio Grande, Vicente Marina, Raymundo Moraes e os elementos conhecidos por Mão de Grelha, Deodato Chico, Gasinetto, Verêda, Antônio Paixão, Antônio Sales e José Gomes seguiram para a Fazenda Poços do município de Villa Bella, hoje Serra Talhada, de propriedade de José Florentino de Lima, conhecido por José Amaro.

Ao chegarem a essa fazenda subtraíram a força um rifle pertencente a José Jacinto. Em seguida dirigiram-se ao cercado da respectiva fazenda e furtaram ali um cavalo russo de campo que pertencia ao senhor José Florentino. Em virtude do ocorrido o Senhor Florentino prestou por escrito, ao Delegado de Villa Bella (Serra Talhada), queixa-crime contra Luiz Padre, Sinhô Pereira e seus comparsas, conforme provas documentais e relatos das testemunhas arroladas.

Diante do exposto, o Promotor Público de Villa Bella (Serra Talhada), no exercício pleno de suas atribuições e de conformidade com o que dispunha a Lei vigente da época, veio ao Juiz da Comarca de Serra Talhada denunciar os acusados citados acima pelos fatos delituosos em questão. Ressaltou o promotor que, uma vez, julgada aprovada a acusação, os denunciados deverão ser punidos com o máximo rigor da Lei, em vista de ter concorrido circunstâncias agravantes, incursos nos artigos 356 e 331, &4º, combinados com o Art. 18, &1º do Código Penal Brasileiro e, assim, o Promotor Público solicitou ao juiz que autuada a denúncia, procedessem-se os demais termos, para a formação da culpa, inquirindo-se as testemunhas arroladas. É bom frisar que nessa ocorrência não foram registradas mortes nem agressões físicas traumatizantes.

Das seis testemunhas convocadas para depor contra os réus, apenas duas compareceram à audiência: Marçal Alves Gondim e Francisco Mourato da Cruz. Os acusados, por se encontrarem em lugar incerto e não sabido não receberam a intimação do oficial de justiça. Em razão desse fato o processo correu à revelia. No processo não foram encontrados interrogatórios, punições ou sentenças dos acusados.

O presente texto foi fundamentado nos autos, portanto, sob a égide da justiça.




Fonte: Memorial da Justiça de Pernambuco.
Antonio Neto é pesquisador, escritor, dicionarista, biógrafo e poeta.
https://www.facebook.com/groups/1617000688612436/

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FESTA DO ROSÁRIO DE POMBAL VOCÊ SABIA QUE DESDE ANTES 1888 OS NEGROS JÁ ORGANIZAVAM A FESTA DO ROSÁRIO DE POMBAL?

 Por Jerdivan Nóbrega Araujo

Festa do Rosário de Pombal

Você sabia que desde antes 1888 os negros já organizavam a FESTA DO ROSÁRIO DE POMBAL?

Vejam o que diz o COMPROMISSO DA IRMANDADE DOS NEGROS ROSÁRIO DE POMBAL PROVÍNCIA DA PARAÍBA LEI N. 858 DE 10 DE NOVEMBRO DE 1888:

"Art. 17. Na primeira sessão de 1º de Janeiro se liquidará todas as contas dos empregados, irmãos e thesoreiros e não o sendo possível, na dominga que seguir-se, na 1ª sessão domingo da Resurreição, se procederá a eleição annual dos empregados, na 3ª sessão da 2ª domingo de Agosto se tratará sobre o festejo da Senhora do Rosário, conforme a possibilidade e fundos do cofre, promovendo subscripções, e na 4ª sessão da 1ª dominga de Outubro, a celebrará a festa e fará procissão de accordo com osandamentos deocesanos.

Nas mesmas sessões se poderá tratar de tudo quanto ser necessário a bem do serviço da Irmandade. "




Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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AINDA TEM 5,00 R$


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NOVO LIVRO NA PRAÇA "O PATRIARCA: CRISPIM PEREIRA DE ARAÚJO, IOIÔ MAROTO".


O livro "O Patriarca: Crispim Pereira de Araújo, Ioiô Maroto" de Venício Feitosa Neves será lançado em no próximo dia 4 de setembro as 20h durante o Encontro da Família Pereira em Serra Talhada.

A obra traz um conteúdo bem fundamentado de Genealogia da família Pereira do Pajeú e parte da família Feitosa dos Inhamuns.

Mas vem também, recheado de informações de Cangaço, Coronelismo, História local dos municípios de Serra Talhada, São José do Belmonte, São Francisco, Bom Nome, entre outros) e a tão badalada rixa entre Pereira e Carvalho, no vale do Pajeú.

O livro tem 710 páginas. 
Você já pode adquirir este lançamento com o Professor Pereira ao preço de R$ 85,00 (com frete incluso) Contato: franpelima@bol.com.br 
fplima1956@gmail.com

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2016/08/novo-livro-na-praca_31.html

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LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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OS GRILOS DE POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Em determinados períodos do ano os bichos, principalmente insetos, costumam fazer seus festins. Há mosca o ano inteiro, há grilo o tempo inteiro, há inseto a cada instante, mas de vez em quando cada um resolve deixar a vida do ser humano insuportável.
As moscas aparecem aos montões nas proximidades da semana santa. Mesmo antes que os restos dos peixes sirvam como atrativos, o mosqueiro é tamanho que mais parece que o mundo humano vai se tornar em mundo de moscas. Igualmente nas proximidades dos tempos mais chuvosos, de trovoadas ou invernadas, quando insetos com asas passam a tomar conta de todos os espaços, principalmente ao redor de luzes acesas.
Os sapos, mesmo de outra espécie animal, também se avolumam depois das chuvas, ganham as ruas, entram nas residências, criam um enojamento terrível. As muriçocas também escolhem estações para surgirem em tropas, em batalhões, em imensas e ameaçadoras quantidades. E agora é a hora e a vez dos grilos.
Como bem postou o amigo Alisson Lucas no facebook, “esses grilos em Poço Redondo estão iguais à corrupção no Brasil, não têm limites. Se tirar as asas eles pulam, se tirar as pernas eles voam. Indestrutíveis”. A mais pura verdade. Estão por todos os lugares, muito mais à noite, porém avistados também a qualquer hora do dia, já prontos para alçar voo, dar rasantes, importunar a vida de todo mundo.
Os grilos, insetos da família dos gafanhotos, são comuns em todas as regiões brasileiras. Nas fazendas, matas e lugares mais afastados, é muito comum se ouvir o seu ruído escondido, constante. Aparecem também nas cidades, principalmente nas casas de paredes de barro. Mas agora estão em profusão por todo lugar.
Comumente se diz que mesmo tendo asas os grilos não voam. Ora, voam sim. Voam e dão rasantes, arremetem em fúria em direção às pessoas, entram pelos cabelos, pelas roupas, debaixo das saias, causam um problema danado. Outro dia, em Poço Redondo, eu conversava com uma mulher quando esta repentinamente pareceu possuída.
E estava possuída sim, mas de um grilo que de repente entrou por debaixo de suas saias e causou um rebuliço danado. De início, a mulher enrubesceu, tremeu, remexeu as pernas, quis dar pulinhos. Em seguida se apavorou, pulou, quis levantar a saia, e enfim correu em direção à primeira porta que encontrou.
Sem saber de nada, sem imaginar que se tratava de um grilo açoitando entre as pernas da mulher, apenas estranhei aquela situação. Quando ela correu desembestada, com as pernas meio abertas, até pensei que uma vontade incontrolável de urinar havia causado aquela cena toda. Fiquei esperando resposta para o ocorrido.
Não demorou e já voltou sorridente. Foi um grilo, disse. E ajuntou: Foi um grilo que não tinha o que fazer e entrou bem debaixo de minha saia. Dada a explicação, continuamos a conversa, o que não demorou muito, pois logo ela correu novamente, mas não sem antes dizer: Dois, agora são dois.
E não é raro que pelas ruas a gente imagine que as pessoas estão endoidando. Pessoas balançando a cabeça, desgrenhando os cabelos, só faltando arrancar tudo. Pessoas pulando, querendo tirar as roupas no meio da rua. Pessoas mantendo a boca fechada por medo de engolir grilos. E engole mesmo. Teve um que não só engoliu como teve de passar a noite toda ouvido o cricricri do grilo na barriga.
Assim a vida perante a presença desses grilos insuportáveis. A acreditar na crença dizendo que os grilos trazem boa sorte, não há lugar mais afortunado que Poço Redondo. Contudo, não parece ser essa a realidade. Ainda sábado encontrei aquela mesma mulher toda vestida de macacão e com touca envolvendo todo o cabelo. E com um pedaço de pau de mais de metro à mão. Nem perguntei o motivo daquilo tudo.

Escritor
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O PÓS CANGAÇO

Por Geziel Moura

Certa vez, a escritora Vera Ferreira, neta de Lampião e Maria Bonita disse-me que quando era criança, sempre foi discriminada por ser neta de cangaceiros, mas que tudo mudou, quando a pesquisadora Christina Matta Machado começou a agregar os ex-cangaceiros e seus descendentes, dando mais visibilidades e dizibilidades a eles, no inicio da década de 1960.




De fato, a pesquisadora estava envolvida com o nordeste, por conta de seu doutoramento pela USP (Universidade de São Paulo), cuja temática era o aspecto social do Cangaceirismo, pesquisa que favoreceu diversos encontros, com os cabras que moravam em São Paulo e no nordeste, juntamente com seus familiares, por exemplo, Zé Sereno, Balão, Labareda, Peitica, Criança, Marinheiro, Dadá, Sila, Expedita e Vera Ferreira, dentre outros.




Infelizmente, Christina veio a falecer no dia 23.10.1971, às vésperas de sua defesa de doutorado e casamento, sendo a causa mortis: Edema agudo do pulmão, insuficiência cardíaca, leucemia e anemia. A escritora deixou publicado, duas obras..." As táticas de guerra dos cangaceiros" de 1969 e no pós mortis o pai dela publicou, "Aspectos do fenômeno do cangaço no nordeste brasileiro" em 1974.



Falando nisso...o Pós Cangaço sempre intrigou-me, afinal, em que lugar e o que passaram a fazer os antigos cangaceiros? Nesta matéria de Christina Matta Machado, publicada na Revista Fatos e Fotos de 27.11.1969, ela dá algumas pistas, dos paradeiros de alguns ex-cangaceiros. Boa leitura.

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FOTO DE POLICIAIS COMBATENTES DO CANGAÇO

Por Valdir José Nogueira escritor e pesquisador

Imagem do ano de 1927 da “volante” do município de Belmonte, ou seja de policiais combatentes do cangaço.

No início do século XX o Nordeste brasileiro foi marcado por ações violentas de cangaceiros nos sertões da Caatinga. Antônio Silvino, o Rifle de Ouro, e Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, atuaram à frente de grupos de homens armados que invadiam fazendas, realizavam saques e forçavam pequenos camponeses a fornecerem abrigo e comida. 

Todavia, para combater esse novo fenômeno social, na década de 20, o Poder Público cria as "volantes do cangaço" que se caracterizavam como forças militares especializadas no combate a esses bandos. Essas forças atuavam em cidades do interior de Estados nordestinos afetados por ações de cangaceiros. "As volantes eram um grupo especial da Polícia para o combate ao cangaço. Surgem quando o cangaço toma proporções gigantescas com a figura de Lampião.”

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=733080356893941&set=gm.704713806404233&type=3&theater&ifg=1

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domingo, 17 de setembro de 2017

CORONEL

*Rangel Alves da Costa

Casarão, casario, sobrado, residência suntuosa, lar senhorial...
Em meio ao latifúndio ou mesmo na cidade de onde comanda destinos e vidas, ali o endereço do poder, do mando, da ordem, da assistência e do auxílio, mas também da cega obediência.
Entre a ira e a devoção, o temor e a adoração, a imponência em pessoa...
Um homem e sua biografia incerta. Ora nascido na pobreza dos iguais, ora vindo ao mundo em berço de ouro. Quase sempre, contudo, tendo de lutar para estabelecer seus limites de poder e riqueza.
Mas de que se fala, estando-se diante de um espelho da história?...
Fala-se do coronel. Aquele mesmo dos livros de história, desbravador dos mundos distantes e das terras sem-fim, semeador dos louros cacaueiros, enlaçados no poder político local, regional e nacional, segundo tão bem descreveu Jorge Amado.
Mas do que se fala ainda mais?...
Fala-se do coronel nordestino, sertanejo, patenteado no poder político, no mando de vidas, na manipulação de situações, na transformação da política em uma extensão de seus próprios latifúndios. Aquele coronel de mansidão perigosa e sanguinária.
Há um solene instante. Lá vem o coronel...
Envolto no brilho oloroso do cacau, das terras do sem-fim, do poder e da influência, na varanda do casarão desponta o coronel. A citação do seu nome já motiva medo, temor e reverência, afinal ninguém sabe se o mesmo chegará com uma chibata à mão.
Há um olhar de respeito e acatamento. Vem chegando o coronel...
Não é apenas um homem, não é apenas o homem, é o coronel. Depois que a porta se abriu, em passos lentos, comedidos, eis a figura imponente do senhor de fama e glória. A terra chega a tremer e o homem a se ajoelhar.
Há um reconhecimento devotado do próprio ambiente. Ali chegado o coronel...
Parece uma fotografia antiga, uma moldura cravejada de riqueza e poder, uma feição que remonta ao latifúndio nascido da terra nua, num tempo de vinditas e conquistas. Um cheiro de lavanda francesa, mas aroma impregnado da putrefação sanguinária.
A cadeira de repouso se embala à sua presença. Espera o coronel...
De seu olhar brilhoso e penetrante se avista aquele mundo de terras do sem-fim que os livros ainda relembram como um tempo de nobre pujança. Mas a história é ele mesmo: o coronel.
Pessoas se achegam. Todos desejam servir ao coronel...
Mas não lhe interessa mais as guerras sangrentas de antigamente. O seu mando não mais é forjado na tocaia, na emboscada, na violência. Os seus desafetos são combatidos pela arte do poder.
Uma missiva lhe chega às mãos. É um governante implorando apoio...
Não precisa mais confrontar o inimigo. Sua fama submeteu as desavenças. Dali da cadeira ordena somente que lhe chegue um bom charuto, um cálice de vinho, um amigo em proseado.
Haveria de se pintar seu retrato para a posteridade. Mas como seria?...
Difícil um retrato único, uma síntese retratando sua imponência. Talvez um homem com seu terno de linho branco com lenço de seda, um senhor vestido em corte do melhor alfaiate, um nobre com seu bigode bem cuidado, de charuto à mão e chapéu importado.
Por que aqueles olhares apreciam tamanha elegância, se tantas vezes o branco do terno apenas oculta as vermelhidões dos sangues tantas vezes respingados nos desafetos?
Pela ilusão do poder. Pelo poder de ilusão do mando. Os olhares submissos e amedrontados já não avistam o passado nem as nódoas de sangue, mas tão somente a nobreza ali representada na rígida e fria imponência.
Mas os coronéis se foram, e o que restaria para relembrar sua personalidade, sua importância histórica, seu brio coronelista?
Sua roupa, seu vestir, seu terno. Seu terno de linho branco, suas vestes emoldurando um tempo de grandes tocaias, de emboscadas, de mortes pelas terras do sem-fim. Seu terno importado, sua flor na pele, seu cajado cravejado de diamantes. E no demais as armas mais infames possíveis.
Há que se relembrar tão perigoso poder, há que se falar ainda nesta nobreza tão avultosa à dignidade humana?
Tudo é história. E o coronel é a história ainda viva de um tempo não esquecido. E jamais esquecido por que seus resquícios permanecem em outros e modernos coronéis. Não com o destemor e, tantas vezes, a nobreza do velho coronel, mas no mesmo poder de mando.
Os livros apenas relembram seus cuspes secando enquanto as ordens estavam sendo cumpridas. As páginas de hoje apenas dizem de mundos nas mãos de uns poucos homens e do quanto eles eram capazes de fazer para a manutenção de seus interesseiros. A força, o império da força.
Os casarões já estão, na sua maioria, em escombros. As varandas já não possuem cadeiras de balanço esperando aquele dono de mundo balançar seus pensamentos e redemoinhos.  Os jagunços baixaram as armas. Mas as tocaias continuam.
O tempo amarelou, definhou o termo de linho branco. O coronel é apenas um fantasma. Mas como continua assustando perante o coronelismo de agora.

Escritor
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HOJE A SENHORA ESTARIA FAZENDO 78 ANOS...

Por Candida Lacerda
Poetisa pombalense Maria do Bom Sucesso de Lacerda Fernandes

Parabéns, Mainha! 

Apesar de já não estar presente o dia continua a ser seu. Gostaria que as coisas fossem diferentes e que ainda estivesse aqui... Só desejo que esteja em paz e descansando. 

Continuarei a honrar seu nome e a relembrar com muita saudade todos as memórias lindas...

Te amo eternamente...


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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FESTA DO ROSÁRIO DE POMBAL


Quando a Igreja do Rosário de Pombal passou a ser administrada pelos negros, cabia ao sacristão *zelador, as seguintes obrigações , segundo regimento eclesiásticos de 1895.


"Art. 34. Ao sachistão incumbe: 

§ 1º. Zelar os ornamentos da capella e utensílios da Irmandade, sendo responsável por qualquer extravio ou deterioramento por negligencia sua.

§ 2º. Ter sob sua guarda a chave da capella e abri-la todas as vezes que necessário for.

§ 3º. Tocar seis signaes por cada irmão que fallecer ou filhos dois irmãos, sendo maiores de sete annos e menores de quatorze e do sexo mascolino, e maiores de sete e menores

de doze, sendo do sexo feminino, tudo isto gratuitamente.

Art. 35. O sachistão perceberá todos os emolumentos taxados na tabela deste Bispado e mais cem reis por cadasegnal ou repique que tocar. (Compromisso Eclesiástico) "


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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O CANGACEIRO ANTÔNIO FERREIRA, IRMÃO DE LAMPIÃO.

Por Antônio Neto

Antônio irmão de Lampião conhecido como Antônio Ferreira, ocupou um lugar de destaque no cangaço, ao lado de seu irmão Virgolino. Era um homem valente e às vezes impulsivo. Sua alcunha era Esperança. A sua morte foi uma perda irreparável para Virgolino e seu grupo. Sem ele, o grupo reduziu significativamente o poder de fogo e ficou mais fraco. A prova disso foi o revés que o grupo do Rei do cangaço sofreu em Mossoró, onde saiu no prejuízo.

Estudando os processos de Antônio Ferreira no âmbito do cangaço, observei que, de início, era ele quem comandava as ações criminosas do grupo, enquanto Virgolino figurava na condição de coadjuvante. O que digo pode ser visto nos autos, em que estava envolvido, entre estes, o do saque no sítio Bom Sucesso no município de Triunfo, em 1923 e muitos outros, onde pouco se falava de Virgolino e, sim de Antônio Ferreira. Não obstante, Antonio por não ter perfil de liderança passou o comando da tropa para Virgolino.


Antônio foi registrado civilmente sem sobrenome, como se pode ver em sua certidão de nascimento anexada a este artigo. Por ser filho de José Ferreira, tornou-se conhecido como Antônio Ferreira ou Antônio Ferreira da Silva. Pelo fato de não existir registro oficial com seu sobrenome, não se pode dizer, com certeza, qual o nome completo ou correto do primogênito de José Ferreira dos Santos. Por essa razão poderia ser chamado de Antônio, vulgo Antônio Ferreira ou Esperança, suas verdadeiras alcunhas no cangaço.

Ouve-se muito dizer, bem como consta em alguns livros, que Antônio Ferreira era filho de Venâncio Nogueira e não de José Ferreira dos Santos. Os que sustentam essa proposição, afirmam que José Ferreira quando se casou com dona Maria Vieira do Nascimento (casamento eclesiástico) ou Maria Sulena da Purificação (casamento civil), ela já se encontrava grávida de Antônio. Esta afirmação não se sustenta, uma vez que o casamento de José Ferreira com dona Maria vieira, no eclesiástico, ocorreu no do dia 13 de outubro de 1894, conforme, em anexo, o assento de casamento de José Ferreira registrado na Paróquia do Bom Jesus dos Aflitos, na freguesia de Floresta, no estado de Pernambuco. Enquanto isso se pode afirmar que Antônio nasceu em 15 de julho de 1895, de acordo a certidão de registro civil do mesmo, anexada a este texto. Portanto, quando Antônio nasceu, já se havia passados nove meses e dois dias do matrimônio de José Ferreira, o que deixa bem claro que dona Maria, mulher de José Ferreira, não se encontrava grávida quando se casou. Porquanto, essa história de Antônio Ferreira, não ser filho de José Ferreira, não há fundamento, ou seja, são frutos da imaginação. Em conformidades os registros oficiais juntados a este trabalho, o primeiro filho de Dona Maria Vieira é, de fato e de direito, filho legítimo de José Ferreira dos Santos.


Anexos:
Assento de Casamento de José Ferreira dos Santos.
Certidão civil de Antônio, filho de José Ferreira.

Assentos de casamento registro nº 80.
Assento de casamento de José Ferreira dos Santos com Maria Vieira do Nascimento, também chamada de Maria Sulena da Purificação, Maria Vieira da Solidade e Maria Lopes.
Local: Paróquia do Bom Jesus dos Aflitos Frequesia de Floresta-PE.
Livro Nº: 7
Registro Nº 80.
Data: 13/10/1894. Padre celebrante: Cônego e Vigário Joaquim Antônio de Siqueira Torres.
Transcrição do assento de casamento de José Ferreira dos Santos, pai de Virgolino, o Lampião.

Aos treze de outubro de mil oitocentos e noventa e quatro, nesta Matriz, perante Joaquim Vieira de Mattos e Manoel Ferreira dos Santos, assisti juntos s.c[…] o recebimento matrimonial de José Ferreira dos Santos com vinte e dois anos de idade, filho legítimo de Antônio Ferreira dos Santos Barros e Maria Francisca da Chaga, com Maria Vieira do Nascimento com vinte anos de idade, filha legítima de Manoel Pedro Lopes e Jacoza Vieira do Nascimento. Os nubentes são naturais e moradores nesta freguesia de Floresta. De que mandei passar este termo que assino.

Cônego e Vigário Joaquim Antônio de Siqueira Torres.

Certidão do Registro Civil de Antônio, irmão de Lampião, conhecido como Antonio Ferreira.


Antônio Neto é escritor, pesquisador, biógrafo, dicionarista e poeta. Membro da Academia Serra-Talhadense de Letras, Academia Recifense de Letras e da União Brasileira de Escritores.

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Se você quiser saber mais um pouco sobre a paternidade de Antonio Ferreira da Silva adquira já o livro: "Lampião a Raposa das Caatingas" do escritor José Bezerra Lima Irmão através deste e-mail: franpelima@bol.com.br.


Fonte: facebook
Página: José João Souza
Escrito por: Antônio Neto
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/groups/545584095605711/permalink/894090540755063/

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ESCRITOR E HISTORIADOR POMBALENSE RECEBERÁ O DIPLOMA DE AMIGO DO MUSEU DO SERTÃO EM MOSSORÓ/RN

Por José Romero de Araújo Cardoso

Destacada personalidade sempre presente no que diz respeito à História Nordestina, José Tavares de Araújo Neto vem se tornando respeitado em todos os quadrantes regionais devido à forma séria e compenetrada quando os assuntos são temas ligados ao Nordeste Brasileiro.

Prof. Benedito Vasconcelos Mendes e o escritor e historiador pombalense José Tavares de Araújo Neto no Cariri Cangaço Exu 2017 — com Benedito Vasconcelos Mendes.

Frequentador assíduo de eventos importantes, como o Cariri Cangaço, o renomado Escritor e Historiador pombalense tem contribuído magistralmente para o fomento de nossa riquíssima cultural regional.

Quando da realização do Cariri Cangaço Exu 2017, José Tavares de Araújo Neto encontrou-se com o Prof. Dr. Benedito Vasconcelos Mendes, presidente da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), do Instituto Cultural do Oeste Potiguar e curador e mantenedor do Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde, localizado na Estrada da Alagoinha, Zona Rural do Município de Mossoró/RN, firmando sólida amizade.


Sensível às causas cultuais nordestinas, Prof. Benedito Vasconcelos Mendes constatou de imediato a grandeza e o compromisso que embasam a trajetória cultural do renomado pombalense, tendo, recentemente, decidido conceder ao pombalense José Tavares de Araújo Neto o diploma de AMIGO DO MUSEU DO SERTÃO.

A solenidade de entrega da importante honraria ocorrerá no dia 13 de outubro, quando reitores, professores, estudantes, empresários, etc. estarão visitando o Museu do Sertão da Fazenda Rancho Verde.

Intelectual brilhante, nordestinófilo de primeira grandeza, José Tavares de Araújo Neto é um dos mais importantes representantes da geração consciente que o Nordeste precisa ser valorizado como forma de reconhecer a autenticidade da construção coletiva efetivada na Terra do Sol.

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo (UFPB). Professor-Adjunto IV do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografai e Gestão Territorial (UFPB) e em Organização de Arquivos (UFPB). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA - UERN). Escritor. Membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC), do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM).

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