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terça-feira, 25 de dezembro de 2018

O CORONEL THEODURETO e, os PERTENCES DE LAMPIÃO...!


Por Volta Seca

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Ao morrer, vários objetos do Rei do cangaço foram parar nas mãos de algumas pessoas.. O coronel Theodureto, que na época era o todo poderoso Chefe da Polícia alagoana, tinha eu seu poder vários objetos que pertenceram a Lampião e, aos cangaceiros, como troféus de guerra.

Abaixo, FOTO de alguns desses objetos...

O coronel Theodureto morreu no Rio de Janeiro, de causas naturais...
OBS. O citado coronel morreu no RJ, de causas naturais.,..

Fonte da matéria: Jornal O Globo..edição ( ? )

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VOLTA SECA

Por Orildes Holanda


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MELCHIADES DA ROCHA ENTREVISTA SEBASTIÃO VIEIRA SANDES. VOCÊ ACREDITA QUE SANTO DEU O PRIMEIRO TIRO EM LAMPIÃO? ABRAÇO!


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VI A LUA!

*Rangel Alves da Costa

Coisa mais besta, alguém poderia dizer. E ainda confirmar: Qualquer um pode avistar a lua na hora que desejar, basta que seja noite ou esteja escurecido e as nuvens permitam.
Mas creio que não seja assim não. E por diversos motivos. Os grandes centros urbanos acabaram com os firmamentos, as estrelas e as luas. Olha-se para o alto e quando muito se enxerga um avião com suas luzes.
As pessoas também perderam o romantismo, o olhar poético, as nostalgias e as sensibilidades. Atualmente, a maioria das pessoas sequer olha mais para o alto depois da boca da noite. Tanto faz que exista lua ou não.
No passado era bem diferente. Mocinhas se debruçavam nas janelas e faziam do luar espelho para os sonhos, desejos e fantasias. Tantas vezes choravam entremeadas de devaneios e amores não acontecidos. Era como se a lua fosse um livro aberto aos sentidos.
Lua mágica, fascinante, encantadora, misteriosa, enlouquecedora. Lua que vagueia na mente, que faz transtornar e padecer. Lua que irrompe os mais profundos da alma e torna o humano num frágil ser em busca de qualquer luz.
Ah, o lobo tem razão. Seu uivo ecoa sofrimento profundo. Sua solidão irrompe em grito alucinante no alto da estepe, nas alturas da montanha. Mas nada ao acaso. A lua sempre presente, sempre como moldura de fundo para esse instante de dor.
O louco também tem razão. Quando a lua grande, cheia, imensa, chega-lhe feito punhal de ponta afiada, então a insanidade alcança seu mais alto grau e outra coisa não quer fazer senão subir ao clarão da lua, abraçar a lua, amar a lua, entregar-se de corpo e alma àquele brilho devastador.


As marés, os mares e as águas, também têm razão. As calmarias se transformam em ondas, estas em furiosas procelas, e tudo ao redor vai sendo dizimado. E tudo por causa da força da lua, de sua misteriosa ação. Um manto que se derrama sobre as águas e nada mais será como antes a partir daí.
Contudo, tamanha força da lua parece não ser suficiente para continuar atraindo a atenção das pessoas ditas comuns. Sequer os poetas buscam inspiração na sua grande e na sua luz. Os enamorados já não fazem de sua auréola uma analogia da aliança que desejam ter.
Ou as pessoas dizem a si mesmas que já têm preocupações demais para se preocupar com a lua. E por isso mesmo não dão mais a mínima ao que acontece lá por cima. Não querem saber se a lua está brilhante, está cheia ou apenas entristecida. Apenas seguem seus caminhos noturnos.
E talvez tenha sido por isso mesmo que hoje eu até me espantei quando me vi voltado para a lua, admirando seu esplendor. Sim, eu vi a lua, eu olhei a lua, eu fiquei admirando a lua. E depois desse instante o mais inusitado. Perguntei-me o que poderia estar acontecendo comigo.
E assim o fiz pela indignação surgida. Que ser humano sou eu que já não tem mais tempo de olhar a lua, de se encantar com a beleza do luar? E então me prometi a fazer da lua de toda noite meu renascimento espiritual.
Uma humanização reencontrada através da lua. Tudo por que nesta noite eu vi a lua. E que bela lua eu vi!

Escritor
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ADQUIRA LOGO!

Por João de Sousa Lima







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INDICAÇÃO BIBLIOGRÁFICA.

Por Francisco Pereira de Lima

Já estou com o livro de Frederico Pernambucano de Mello em mãos, a disposição dos amigos. Preço 60,00 com o frete. 332 páginas. 

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DADÁ E MARIA BONITA


Por Alexandre Mourão

Aquarela sobre papel a partir de foto de Benjamin Abrahão, em 1936. Na próxima imagem a fotografia que ensejou a pintura.

Página exclusiva de Aquarela sobre o Cangaço:

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OS AFAZERES DE MINHA AVÓ

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Minha avó paterna, Antônia Valdemar Mendes, era uma fazendeira com muitas ocupações. Seus filhos moravam em casas que ela e o marido possuíam em Sobral (casarão da esquina com o Arco de Nossa Senhora de Fátima) e em Fortaleza (casa na Rua Azevedo Bolão no Bairro São Gerardo). Ela e o esposo (José Cândido Mendes) passavam de janeiro a setembro na Fazenda Aracati (distrito de Caracará, município de Sobral) e, de setembro a dezembro, no Sítio Frecheiras, na Serra da Meruoca. No sertão (Fazenda Aracati), sua principal ocupação era fazer queijo de coalho e manteiga da terra, que eram vendidos em Sobral. Na serra da Meruoca (Sítio Frecheiras), seus afazeres eram administrar, juntamente com meu avô, a fabricação de farinha e de goma de mandioca e a produção de rapadura e de cachaça. Outras atividades que ela desenvolvia na serra eram a coleta e venda de castanha de caju, de coco babaçu e de frutas, especialmente, manga, banana e mamão. Ela fazia cajuína, doce de caju em massa e doce de banana em calda, que eram vendidos em Sobral. 

Na Fazenda Aracati, suas atividades domésticas eram escolher as roupas que deveriam ser remontadas pela sua costureira Maria José do Estourôte, fazer as trouxas de roupa (redes, lençóis, toalhas de mesa, toalhas de banho e vestuários em geral), que deveriam ser levadas por Dona Ritinha, para serem batidas na pedra no rio Aracatiaçu, e comandar a arrumação da casa e os trabalhos da cozinha. A Francisca varria e espanava a casa e limpava o banheiro. A cozinha era administrada diretamente por minha avó, auxiliada por Dona Lourdes (mulher do vaqueiro Sales), pois a feitura de queijo de coalho e de manteiga de garrafa necessitava da supervisão direta da minha avó. Cedinho, a cozinha era ocupada com a preparação do café da manhã, depois com os trabalhos de produção de queijo e de manteiga, depois com a preparação do almoço e, por último, com o jantar da família. A cozinha era muito ampla, limpa e bem equipada e tinha duas particularidades, a primeira era a não existência de móveis na área central da cozinha, pois todos eles ficavam na periferia, junto às quatro paredes, inclusive a gigantesca mesa de cedro. A segunda era a ausência de cadeiras na cozinha, com uma única exceção, a cadeira de minha avó se sentar. Em ganchos chumbados nas paredes ficavam pendurados as urupemas, o abano, cuias, cuités, urus, cestos de cipó, panos de cincho de queijo, pano de coar café, pano de prato e outros apetrechos de cozinha. Ao lado do fogão e do forno situavam-se as lascas de lenha, todas do mesmo tamanho e bem arrumadinhas. A criação de aves domésticas (galinhas, capotes, patos, perus e marrecas nativas) era supervisionada por ela, inclusive a operação de capar os frangos (avulsão de frangos) para melhor engordar. Ela castrava os machos aos dois meses de idade, cortando com uma faquinha bem afiada e puxando os testículos com o dedo. Ela mantinha uma criação de “Galinhas Vermelhas Poedeiras” (Raça Rhode), aves graúdas para deitar ovos de todas as aves criadas na fazenda (galinhas, patos, capotes e perus). Galinhas são capazes de chocar os ovos e de criar os pintos de aves de qualquer espécie. 

O sabão para lavar roupas, pratos e para higiene pessoal era feito em casa, com cinza e óleo (óleo de carrapateira, óleo de oiticica ou óleo de coco babaçu). Quando minha avó estava no Sítio Frecheiras, na Serra da Meruoca, onde tinha babaçual, ela usava óleo de babaçu e cinza vegetal para fazer sabão e no sertão (Fazenda Aracati) ela utilizava óleo de carrapateira (mamona) ou óleo de oiticica. Os frutos de oiticica eram coletados das plantas de oiticica existentes na beira do Rio Aracatiaçu. Em uma grande panela de barro, ela fervia a mistura de água de cinza vegetal (cinza misturada com água) e óleo (de carrapateira, oiticica ou babaçu) por duas horas e o produto resultante desta fervura era o sabão caseiro, também chamado sabão preto ou sabão da terra. O sabão feito com óleo de babaçu e cinza tinha cor e cheiro agradáveis, enquanto os fabricados com óleo de oiticica ou óleo de mamona tinham cheiro desagradável. 

Além destes afazeres domésticos, minha avó era parteira leiga, que exigia que ela frequentemente se deslocasse em sua égua Lua, sentada no silhão, para a casa de alguma parturiente, para fazer parto. Minha avó não cobrava pelo parto que fazia, pois ela desempenhava a função de parteira com o único intuito de servir. 

Uma outra tarefa doméstica de minha avó era a de ser caixa, pois todo o dinheiro do casal era guardado e administrado por ela.

Enviado pelo professor e escritor Benedito Vasconcelos Mendes

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UM ESTADO E SEUS CAPÍTULOS TOTALMENTE SITUADOS NA SAGA



“Lampião na Paraíba – Notas para a História” é a mais nova e impecável contribuição de Sérgio Dantas.

O livro ‘Lampião na Paraíba – Notas para a História’ não foi concebido com a intenção de se tornar uma obra revolucionária. O objetivo do autor foi apenas elaborar um registro perene e confiável sobre a atuação do célebre cangaceiro em terras paraibanas. Com 363 páginas e cerca de 90 fotografias de personagens envolvidas na trama - e lugares onde os episódios ocorreram -, o trabalho certamente será de grande utilidade aos estudiosos de hoje e de amanhã.

Dividido em 19 capítulos, com amplas referências e notas explicativas, tenta-se recontar, entre outros, os seguintes episódios:

“A invasão a Jericó; fazendas Dois Riachos e Curralinho; o fogo da fazenda Tabuleiro; os primeiros ferimentos sofridos por Lampião; as lutas com Clementino Furtado, o ‘Quelé’; combate em Lagoa do Vieira; Sousa: histórico do assalto e breve discussão sobre as possíveis razões políticas para a invasão da cidade; a expulsão dos cangaceiros do município de Princesa; combates em Pau Ferrado, Areias de Pelo Sinal, Cachoeira de Minas e Tataíra; o cangaceiro Meia Noite; Os ataques às fazendas do coronel José Pereira Lima; morte de Luiz Leão e seus comparsas em Piancó; confronto em Serrote Preto; Suassuna e Costa Rego; a criação do segundo batalhão de polícia; Tenório e a morte de Levino Ferreira; ataque a Santa Inês; combates nos sítios Gavião e São Bento; chacina nos sítios Caboré e Alagoa do Serrote; Lagoa do Cruz; assassinatos de João Cirino Nunes e Aristides Ramalho; Mortes no sítio Cipó; fuga de paraibanos da fronteira para o Ceará; confronto em Barreiros; invasão ao povoado Monte Horebe; combates em Conceição; sequestro do coronel Zuza Lacerda; o assalto de Sabino a Triunfo(PE) e Cajazeiras (PB); mortes dos soldados contratados Raimundo e Chiquito em Princesa; Luiz do Triângulo; ataques a Belém do Rio do Peixe e Barra do Juá; Pilões, Canto do Feijão e os assassinatos de Raimundo Luiz e Eliziário; sítios Vaquejador e Caiçara; Quelé e João Costa no Rio Grande do Norte; combates com a polícia da Paraíba em solo cearense; o caso Chico Pereira sob uma nova ótica; Virgínio Fortunato na Paraíba: São Sebastião do Umbuzeiro e sítios Balança, Angico e Riacho Fundo; sítio Rejeitado: as nuances sobre a morte do cangaceiro Virgínio”.

A obra certamente não abrangerá o relato de todas as façanhas protagonizadas pelo célebre cangaceiro no Estado da Paraíba. Muito se perdeu com o passar dos anos. Os historiadores de ontem, em sua maioria, não tiveram grande interesse em dissecar os episódios por ele protagonizados no território do estado.

A presente obra busca resgatar o que não se dissipou totalmente na bruma do tempo.

LAMPIÃO NA PARAÍBA – NOTAS PARA A HISTÓRIA, Polyprint, 2018, 363 pgs. 


Sobre o autor: Sérgio Augusto de Souza Dantas é magistrado em Natal. Publicou os livros Lampião e o Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada (2005), Antônio Silvino – O Cangaceiro, O Homem, O Mito (2006), Lampião Entre a Espada e a Lei (2008) e Corisco – A Sombra de Lampião (2015).

Se você quiser adquiri-lo entre em contato com o professor Pereira lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

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LADOS DA VIDA

Por José Di Rosa Maria

LADOS DA VIDA

Do armador do presente
Pro armador do passado,
Armei a rede da vida
E me deitei sossegado
Pra ver o tempo passar
E ao mesmo tempo dar
Uma espiada de cheio
Com toda atenção caída
Na linha que marca a vida
Do ser humano no meio.
-------------------------------
Do lado leste dos anos,
Gravurados pela paz,
A cem metros vi um monte
De sonhos azul-lilás
E um rio de alegria
Despejando poesia
No mar das inspirações
Que vomitava inocência
Tocado pela essência
Das flores das ilusões.
------------------------------
Vi no pináculo do riso
A transparência do belo
Auxiliar o amor
Na construção dum castelo
Murado de regozijo
Pra servir de esconderijo
Pra vida ainda criança
Que dava seus passos ternos
Nos primogênitos invernos
Do jardim da esperança.
---------------------------------
Do lado oeste da vida,
Vi veredas de cansaços
Feitas pelos pés dos nos
Carregados de embaraços;
Presenciei a tristeza
Se banhar na correnteza
Do riacho da saudade,
Que arrastava os arquivos,
Guardiões dos negativos
Das fotos da mocidade.
---------------------------------
Assisti cenas grotescas
Do filme da impotência
Gravadas pelo destino
Nas páginas da existência;
O rádio dos desencantos
Tocava a canção dos prantos
Chorados pela velhice
Que, cheia de desenganos,
Pagava o bonde dos anos
Pro reino da caduquice.
-------------------------------
Depois desarmei a rede
Da vida pra terminar
De viver os últimos dias
De vida sem reclamar
Das derrotas e tristezas,
Desânimos e incertezas
Pelo destino cativo…
Mesmo de olhos cansados,
Foi bom olhar os dois lados
Da vida que ainda vivo.
---------------------------------
SIDE OF LIFE
From the present owner
Pro owner of the past,
I built the web of life
And I lie down quietly
To see the time pass
And at the same time give
A glimpse of full
With all my attention
On the line that marks life
Of the human being in the middle.
-------------------------------
On the eastern side of the years,
Engraved by peace,
A hundred yards I saw a lot
Of blue-lilac dreams
And a river of joy
Pouring poetry
In the sea of ​​inspirations
Vomiting innocence
Touched by the essence
Of the flowers of illusions.
------------------------------
I saw the pinnacle of laughter
The transparency of the beautiful
Help love
In the construction of a castle
Wall of rejoicing
To serve as a hiding place
For life as a child
Who gave his tender steps
In the first-born winters
From the garden of hope.
---------------------------------
On the west side of life,
I saw trails of weariness
Made by the feet of us
Loaded with embarrassment;
I saw the sadness
Bathe in the stream
From the stream of saudade,
That dragged the files,
Negative Guardians
From the photos of the youth.
---------------------------------
I watched grotesque scenes
From The Impotence Movie
Recorded by destination
In the pages of existence;
The Disenchantment Radio
Played the song of the weeping
Crying for old age
That, full of disillusionment,
I paid the tram of the years
Pro kingdom of decay.
-------------------------------
Then I tripped the network
From life to finish
Living the Last Days
Life without complaint
Of defeats and sorrows,
Dejections and uncertainties
By the captive destination ...
Even with tired eyes,
It was good looking both ways.
Of the life I still live.
Author: Jose Di Rosa Maria
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

AINDA DARÁ TEMPO PARA VOCÊ PRESENTEAR O SEU PAI, SEU AVÔ OU O SEU BISAVÔ COM ESTE LIVRO

Por José Mendes Pereira

Pedro Motta Popoff
O autor deste José Bezerra Lima irmão e o historiador Antonio Amaury.
O autor José Bezerra Lima Irmão com o escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

Adquira já com Francisco Pereira Lima lá da cidade de Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: 

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CANGAÇO: MORTES E ENTREGAS EM ALAGOAS

Clerisvaldo B. Chagas, 24 de dezembro de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.029 

Para quem gosta de coisas do cangaço:

·         Entregues à polícia de Alagoas: 18.10.38. Grupo de Pancada: Pancada, Maria Jovina, Vinte e Cinco, Cobra Verde, Peitica, Vila Nova II mais Santa Cruz.
·         Em 27.12.38. Pedra Roxa, Quitéria, Velocidade e Barra de Aço.
·         Português: antes de Pedra Roxa.


 Cangaceiros mortos em Alagoas:
·         Manoel Porcino – 1922. Pedra/Piranhas.
·         Chá Preto I – 1925. Mata Grande.
·         Sabiá – 1925. Mata Grande.
·         Asa Negra – 1925. Serrote Preto (Água Branca).
·         Corró – 1925. Serrote Preto (Água Branca).
·         Curió – 1925. Serrote Preto (Água Branca).
·         Pensamento – 1927. Capim (Olivença).
·         Cirilo de Engrácia – 1934. Mata Grande.
·         Fortaleza – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Limoeiro – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Medalha – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Suspeita – 1935. Fazenda Aroeira.
·         Pó Corante – 1936. Povoado Caboclo.
·         Gato – 1936. Piranhas.
·         Jararaca III. 1937. Pão de Açúcar.
·         Canário I – 1937. Margem do rio.
·         Ameaça – 1938. Região de Inhapi.
·         Eleonora – 1938. Região de Inhapi.
·         Serra Branca – 1938. Região de Inhapi.
·         Catingueira II – 1938. Região de Inhapi.
·         Pontaria – 1938. Região de Inhapi.
·         Atividade – 1938. Pão de Açúcar.
·         Português – 1939. Santana do Ipanema.
·         Pedra Roxa – Mata Grande (Natural).

CHAGAS, Clerisvaldo B. e FAUSTO, Marcello. Lampião em Alagoas.Grafmarques, Maceió, 2012. Págs. 431-432 e 455-456.
                                                                                                                                               

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FELIZ NATAL PARA VOCÊ FAMÍLIA

*Rangel Alves da Costa

“Você já foi buscar sua cartinha lá no Bairro São José? Se ainda não foi, então cuide de ir, pois crianças carentes da comunidade precisam que você adote uma cartinha e, através de um presentinho, de uma lembrancinha natalina, possa tornar seus momentos mais felizes!”. Foi assim que li na primeira vez. Estava – e ainda está – num grupo de rede social voltado para o repasse de informações sobre Poço Redondo e região sertaneja. Conheça Poço Redondo é o nome do grupo no Whatsapp.
Conheço muito bem a comunidade do Bairro São José, maior núcleo habitacional de Poço Redondo, quase um sertão dentro de uma cidade. O tamanho do núcleo é quase igualado à sua pobreza. Em muitas moradias, ainda o mais sofrido e fiel retrato da carência absoluta. Por trás das paredes e portas, em casas geralmente de muitos filhos, a penúria alarmante num mundo alardeado como já despojado da miséria absoluta.
Se há miséria, se há pobreza de causar espanto e dor no coração, ali poderá ser encontrada sem muitas dificuldades. Imagine-se – ou espante-se - que numa comunidade de maioria empobrecida, parte dessa maioria ainda indica as ruas e vielas de situação mais alarmante. Significa dizer que necessitados informam sobre a existência de mais necessitados ainda. Em poucas palavras: não há como negar a pobreza!
É nesse meio de desvalidos que vão surgindo pelas portas e janelas os olhares infantis entristecidos, melancólicos, desesperançados. É nesse meio de difícil vida e viver que os becos e ruas de repente são tomados por crianças de todas as idades. Algumas vestidas, outras só de cueca ou bermuda, mas geralmente de pés ao chão. Talvez até por gosto de criança mesmo, pois pé no chão é coisa de criança mesmo. Mas nem sempre assim. Muitas vezes são forçadas a estar assim. Não há chinelo, a pouca roupa está suja, então o menino vai viver seu mundo de qualquer jeito.
O quadro, contudo, que não está alastrado pela comunidade inteira, felizmente. Moradias luxuosas para os padrões interioranos ladeiam barracos, casas miúdas, casebres. Garagens com carros possantes fazem vizinhança com a criança que sequer possui um carrinho de brinquedo para iludir sua idade. O normal, porém, é que nenhum luxo ou além da necessidade faça parte da vida da maioria de seus habitantes. E é esta maioria que realmente caracteriza aquela comunidade. E é esta maioria que possui mais filhos e estes sempre renegados pela sorte grande de serem simplesmente felizes.


Mas foi dentro da comunidade que surgiu a ideia da cartinha, do envelope apenas com o nome da criança e do brinquedo desejado e tão sonhado. Que ideia maravilhosa das pessoas que fazem parte da associação comunitária. Como havia o desejo de proporcionar alguma alegria àquelas crianças e não havia recursos suficientes para atender sequer a mínima parcela, então pensaram no melhor a ser feito e lançaram a ideia nas redes sociais. De início, apenas umas poucas pessoas se predispondo a ajudar, mas logo, com a postagem de fotos com crianças felizes e sorridentes recebendo seus brinquedos, um grande número de adotantes de cartinhas começou a surgir.
Que coisa boa que tenha sido assim. Que bom que muitas cartinhas foram adotadas e muitos presentes já foram pessoalmente levados ou chegados às crianças daquela comunidade do Bairro São José. Contudo, uma situação que continua sendo difícil de ser resolvida. Certamente não haverá presentes para todos, e muitos, já ansiosos desde que deram os seus nomes na esperança de um presentinho, sentem-se ansiosos e amargurados por saberem que muitos já receberam seus brinquedos e eles ainda não. Sei que muitos já choraram, já perguntaram aos pais por que ninguém lia sua cartinha, já procuraram a associação para saber se algum Papai Noel teria aparecido. E o que fazer, então?
Dado o grande número de crianças, dificilmente a maioria receberá seu presentinho. Muitos já foram agraciados, já sorriram, já pularam, já festejaram seu instante tão esperado. Mas muitos ainda não. E quanto mais o tempo passa mais a aflição toma conta não só das crianças como do pessoal da associação e da comunidade inteira. O que dizer e como dizer a uma criança que sua cartinha foi recebida e o seu Papai Noel não veio? E o mais difícil ainda: que a sua cartinha sequer foi escolhida por alguém.
Em situações assim, há que se reconhecer que o sol das crianças também não nasce para todos. Mesmo a dor que restar nos corações afligidos, importante mesmo é reconhecer o valor de ideias assim, da cartinha e seu adotante. Mesmo que o presente não tenha custado mais que uns poucos vinténs, mesmo que a demora para ser entregue tenha sido grande, ainda assim nada mais belo e confortante que a imagem de uma criança toda feliz e radiante ao ter às suas mãos sua lembrancinha. E muitos sorrisos assim já foram espalhados.
Na cartinha que adotei estava escrito: “Um carrinho com controle remoto”. Impossível descrever a reação da criança ao receber seu presente. Também impossível descrever minha reação interior por ter dado apenas um tiquinho e provocado tamanha felicidade.

Escritor
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FIQUE POR DENTRO - BANCADA EVANGÉLICA ABRE GUERRA CONTRA BOLSONARO


Agência Estadão
Rafaela Felicciano Metrópoles

Grupo ameaça se rebelar contra o presidente eleito, caso não tenha cargos no na Esplanada

indicação do deputado Osmar Terra (MDB-RS) para o Ministério da Cidadania irritou a bancada evangélica na Câmara Federal, que ameaça se rebelar caso não tenha cargos na Esplanada. Formado por 180 deputados, o grupo foi consultado por Jair Bolsonaro sobre nomes para a nova pasta, mas acabou surpreendido com a escolha. “Quem é Osmar Terra comparado ao Magno Malta?”, questiona o pastor Silas Malafaia, que diz manter o apoio “intransigente” a Bolsonaro, porém, com liberdade para críticas. São informações da Coluna do Estadão desta sexta-feira (30/11).

Este já é o segundo nocaute no colegiado. O primeiro foi quando Bolsonaro indicou Ricardo Vélez Rodríguez para a Educação sem aguardar a sugestão dos evangélicos. A lista de “abandonados” inclui, além de Magno Malta, os deputados Fernando Francischini, Alberto Fraga (ambos da bancada da bala) e Pauderney Avelino. Os amigos brincam que eles entrarão na segunda fase.

O pecuarista Nabhan Garcia não chegou a ficar de fora do time, mas sobrou com um cargo de segundo escalão. Ninguém quer a missão de contar para ele que não terá status de ministro.
O choro é livre
Magno Malta jogou a toalha na noite de segunda-feira (26), quando deixou Brasília dizendo-se “magoado e machucado” para se isolar num sítio. Reclamava de estar entre os últimos a serem convocados. “Vou receber a marmita?”. Até agora nem isso. Malta acusa os filhos de Bolsonaro e o general Hamilton Mourão pelo veto ao seu nome.

https://www.metropoles.com/brasil/politica-br/bancada-evangelica-abre-guerra-contra-bolsonaro


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JARARACA, O AMIGO DE LAMPIÃO


 Por Joel Reis

A vida de José Luiz Rodrigues Calazans, o Jararaca, conectou diversos personagens expressivos da história social e política brasileira no século XX. Com cerca de 20 anos de idade foi trabalhar como "fiscal de recebedoria de renda" junto à fábrica da Pedra, de propriedade do Legendário Coronel Delmiro Gouveia, precursor da Indústria têxtil nordestina. Nesse âmbito, Calazans tornou-se um amigo de Virgolino Ferreira da Silva, almocreve que transportava algodão e couro de bode para fábrica de Gouveia.

Calazans como Sucuri, Chico City, 1976.

Como recordação da convivência com amigo antes e depois da sua "transformação", guardava uma folha de poesia manuscrita atribuída a Virgolino e uma foto autografada por "Lampião e sua gente." As inquietações sobre o poema “Moral de Cangaceiro” de Calazans, bem como os relatos cheios de descrições físicas e psicológicas de Virgolino e Delmiro continuavam presentes nas memórias e nos textos do artista alagoano até o final da vida.

Frente e verso da foto autografada pelos cangaceiros, dedicada ao grande artista Jararaca

Nos meados dos anos 70, seu último personagem também foi uma serpente, dessa vez a Sucuri, para interpretar uma versão humorística de cangaceiro no programa Chico City, na Rede Globo. No entanto, foi com a ajuda de seu relevante personagem, Jararaca, que desempenhou uma função significativa na criação do imaginário sobre o lugar do sertanejo no universo artístico.


REFERÊNCIAS

FORTES; VERAS. No rastro de Jararaca: produção cultural e engajamento político na trajetória de um artista popular pioneiro. Santa Catarina: Revista Mundos do Trabalho, vol. 8, n. 15, jan./ jun. 2016. p. 11-28.

RODRIGUES, Sônia M. B. Calazans. Jararaca e Ratinho: a Famosa Dupla Caipira. Rio de Janeiro: Funarte, 1983.


https://viacognitiva.blogspot.com/2018/06/jararaca-o-amigo-de-lampiao.html?fbclid=IwAR32Vmu-fus_rCsraVjRzUNZXpNdvitDuQUYOH32u9sIbiHMeH_uTBvGZuI

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