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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

FICA POR DENTRO - AOS 77 ANOS, ERASMO CARLOS SE CASA COM MULHER DE 28: “AMOR TÃO LINDO”

Por Saullo Brenner
Divulgação TV Globo

Os pombinhos se conheceram há sete anos, mas Fernanda Passos já estava apaixonada: “Gosto dele desde que tenho 5 anos”.

O cantor Erasmo Carlos, 77 anos, se casou com a pedagoga Fernanda Passos, 28, no último domingo (6/1). O casal está junto há sete anos, desde que a educadora decidiu dar o primeiro passo e se declarar para o artista, quase 50 anos mais velho que ela.

Nas redes sociais, Erasmo celebrou a união. “Após sete anos de beijinhos e carinhos sem ter fim e mais dois de maravilhosa convivência, me casei ontem no civil com minha adorada Fernanda (agora também Esteves). Foi uma formalidade simples, porém meu coração estava em festa agradecendo a Deus por esse amor tão lindo ter caído em minha vida”, festejou.


Em junho de 2018, durante entrevista ao programa Conversa com Bial, Fernanda relembrou o início do romance com Erasmo. “Fui eu que o conquistei. Eu tenho na minha cabeça que gosto dele desde que tenho cinco anos de idade. Quando o conheci, olhei pra ele e disse que precisava falar algo: ‘Eu te amo’. E ele respondeu: ‘Ah, comecei a te amar agora'”, disse à época.

Antes disso, em maio, o artista lançou o álbum Amor É Isso, dedicado 100% à amada. “Ela é a minha musa, esse disco é todo dela”, declarou Erasmo no lançamento.

MAIS SOBRE O ASSUNTO



ALÉM DA CIDADE

*Rangel Alves da Costa

Somente quem sai das esquinas, calçadas, bancos e muretas de praças, pode encontrar algo muito mais proveitoso pelos arredores, indo além da cidade. Somente indo além dos centros urbanos, ou daquilo que se tem como a nata da cidade, pode encontrar o estranhamento maravilhoso daquilo que este pertinho, mas que permanecia desconhecido.
Verdadeiramente, o sertão não é cidade, e sim o contexto maior que inclui os campos e os descampados, as estradas e sendas, os casebres e as construções, as malhadas e os currais, as portas humildes e as cozinhas toscas. Sim, pois o sertão está mais adiante e somente é melhor avistado e sentido mais adiante. Experimentem, pois, sair da cidade.
Experimentem caminhar por aí, como se diz. Experimentem experimentar o prazer de encontrar belezas em coisas tão simples e tão singelas. Experimentem dialogar com os silêncios dos horizontes e paisagens e conversar com os habitantes desse mundo: gente, bicho, pedra, planta. O que há além da cidade de Poço Redondo senão o tantas vezes e maravilhoso desconhecido? Ou mesmo o já conhecido que precisa ser revisitado.
Quando sigo pela estrada do Poço de Cima eu logo começo a experimentar isso tudo. Quando é tempo mais verdoso, chovido, o primeiro encantamento vem com o encontro das belas flores de jurubeba que ladeiam a estrada. Mas que besteira, alguém poderia dizer. Verdade que não é todo mundo que consegue sequer avistar um poético por do sol. Não é todo mundo que consegue ter as sensações despertadas perante uma flor de mandacaru, um ninho de pássaro, uma craibeira florida.
Apenas uma questão de maior ou menor sensibilidade. Mas eu me encanto com a florzinha vermelho alaranjada da jurubeba. Basta o encontro e o olhar para que em mim vão surgindo diversas indagações. E mais adiante, e por todo lugar, os casebres históricos, as marcas dos tempos idos, os sopros de vozes antigas, os mesmos passos daqueles primeiros desbravadores. O problema é que não basta apenas sair da cidade, seguir adiante. Necessário se faz que o caminhante dê sentido a cada passo.
O andante precisa dialogar com cada encontro, deve ter a sensibilidade de dar importância às pequenas e grandes coisas. Ora, tudo possui um sentido que precisa ser decifrado. Um mandacaru não é apenas um mandacaru, uma casinha de beira de estrada não é apenas uma casinha de beira de estrada, um curral antigo não é apenas um curral antigo. Sempre muito mais, pois tudo com uma razão de ser e de estar ali. Por isso mesmo que há muito que precisa ser encontrado além da cidade.
As pessoas de Poço Redondo precisam experimentar mais seus interiores e povoações, precisam conhecer comunidades, pessoas humildes, vidas que talvez nunca tenham saído de lá. Os jovens de Poço Redondo precisam ir até o Alto de Tindinha, precisam ir até o Alto de João Paulo, o Poço de Cima, o leito pedregoso do Jacaré, a Capela de Santo Antônio de Poço de Cima, as casinholas que ainda restam naquela primeira povoação. Precisam seguir os caminhos da Maranduba, das Areias, das Queimadas, dos Assentamentos, por todo lugar.
Precisam conhecer as riquezas e as histórias ribeirinhas, precisam conhecer os marcos históricos do cangaço na região, precisam trilhar os caminhos das cachoeiras e das quedas d’água. Precisam perguntar o por que do nome do Conjunto Lídia Souza, do Alto de João Paulo, do Alto de Tindinha, do Gado Manso. Não apenas saber, mas também conhecer. Há uma razão para o nome Curralinho. Por quê? Precisam saber.
Quantos em Poço Redondo conhecem alguma coisa o Território de Maria de Rosário? Nem um por cento. Mas precisam saber. Por que o nome Barra da Onça? Por que Queimada Grande? Será que já existiram muitas onças no passado de Poço Redondo? Será que os antigos habitantes faziam muitas coivaras, queimadas e limpeza de pastos através do fogo? Coisas até simples, mas que nem todos se preocupam em juntar seus retalhos. A verdade é que há muito a aprender no livro chamado Poço Redondo. E igualmente com relação a todo município e a todo povoação. Por que o nome Quilombo Serra da Guia? O que historicamente isto significa? Simples indagações que precisam ser conhecidas por todos.
Logicamente que o centro urbano é bom, é muito mais confortável do que estar suando e cansando pelos aléns do lugar. Logicamente que é muito bom sentar na calçada da Câmara de Vereadores e ficar tomando cerveja, falando de tudo e de nada e fofocando enquanto os outros passam, mas o viver exige mais que estes meros prazeres. Prazeres outros existem que alimentam muito mais. Basta sair da cidade e seguir seus caminhos.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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JORNAL DE ALAGOAS


Prezados amigos do cariri cangaço, segundo este jornal Lampião em Angico planejava atacar Propiar, comandante da tropa destacou dois soldados para alvejar Lampião e Maria Bonita, antes de morrer Lampião diz não ter dinheiro e Maria Bonita pede clemência. ...procede estas informações? Quem seriam os dois soldados?


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NOVOS LIVROS!

Por José Mendes Pereira


Os interessados poderão adquiri-los através deste e-mail: 

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e Flores do Pajeú História e Tradições de Belarmino de Souza Neto.

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OS MEUS ÚLTIMOS DESENHOS DESSA SEMANA ÚLTIMOS DE MUITOS SE DEUS QUISER

Por Francisco Davi Coelho Lima









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UM PASSEIO DE LAMPIÃO PELO MUNICÍPIO DE CAPELA - SE

Lampião exibe as flores da chincha do bornal, 1936 - Alagoas
Foto: Benjamin Abrahão (Aba-Film)
Fonte: Aba-Film, Acervo Instituto Moreira Salles

O Juiz de Direito e autoridades deram-lhe guarda de honra.

Segundo o jornal A Batalha (RJ), n. 14, 5 janeiro de 1930, o povo de Capela-SE acolheu Virgolino Ferreira, o famoso "Lampião".

*Guarda de Honra é a tropa armada, especialmente postada para prestar homenagem às autoridades referidas no Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas.

*Algibeira - Pequeno saco ou bolso numa peça do vestuário; sacola; bolsa.


REZENDE, Leonidas de; LIMA. José Augusto de. Um passeio de Lampião pelo município de capela - O Juiz de Direito e autoridades deram-lhe guarda de honra, Rio de Janeiro, A Batalha, jan. 1930. Acesso em: 16 out. 2017.

https://viacognitiva.blogspot.com/2019/01/um-passeio-de-lampiao-pelo-municipio-de.html

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ANTÔNIO SILVINO E A IDEIA DE SUICÍDIO


Em conversa na Casa de Detenção poude a bisbilhotice do nosso repórter lobrigar que Antonio Silvino amanheceu hoje com a idéia de suicídio.

Perguntou que pensava a opinião pública a seu respeito, que juízo faziam os jornaes de sua pessoa, se havia ou não sympathia em torno de seu nome, como julgavam os seus crimes. Disse ter certeza de que o governo o estava perseguindo. Como confissão pública affirmou que jamais assassinara quem quer que fosse por dinheiro. A consciência não o acussa dessa ordem de crimes e nunca foi capanga de ninguém.

Depois disse que queria morrer e pediu ao enfermeiro que lhe desse uma “mesinha” qualquer que lhe tirasse a vida rapidamente, era melhor desaparecer do que passar o resto da existência no presídio.
cia no presídio.

Lobrigar - Ver com dificuldade; entrever; enxergar, ver casualmente.
[Figurado] Perceber, notar, entender: sob a aparência das gentilezas, lobrigava-se a sua verdadeira intenção.

DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Recife, 08 de dez. 1914. p. 02.

https://viacognitiva.blogspot.com/2019/01/antonio-silvino-e-ideia-de-suicidio.html

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MARRECA E JURITI III (IMAGEM COLORIZADA)


Marreca e Juriti III
Fonte:  Manchete (RJ),  30 mai. 1998.

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ADQUIRA-OS COM O PROFESSOR PEREIRA



Para adquiri-los entre em contato com o professor Pereira lá da cidade de Cajazeiras no estado da Paraíba através deste e-mail: franpelima@bol.com.br

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FICA POR DENTRO - LUTADORA DO UFC REAGE A ASSALTO NO RIO E DOMINA LADRÃO COM MATA-LEÃO

Por Fernanda Stumpf

Polyana Viana lutadora brasileira de UFC, reagiu a um assalto nesse sábado (5/1) e dominou o ladrão que tentava levar o seu celular. A atleta, de 27 anos, esperava um Uber na rua em frente ao seu apartamento, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, quando foi abordada.


O criminoso teria abordado Polyana perguntando as horas. Assim que ela respondeu, o homem anunciou o assalto com o que parecia ser uma arma. Segundo a lutadora, como ele estava muito próximo dela, decidiu reagir.

“Eu dei dois socos e um chute. Ele caiu. Então eu o peguei em um mata-leão. Depois sentei-o no mesmo lugar em que estávamos e disse: ‘Agora vamos esperar pela polícia'”, contou Pollyana ao site MMAjunkie.

Polyana pediu ajuda de transeuntes, que chamaram a polícia. O homem foi levado a uma unidade de atendimento de emergência para tratar os ferimentos e depois foi encaminhado para a delegacia. Ele portava um recorte de papelão em formato de arma.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

AS COMUNIDADES GUARDAM AS SUAS HISTÓRIAS

Por Zé Cangaço

Em muitas cidades que visitei, a comunidade guarda sua história com grande esmero. Em cidades da Europa, que foram invadidas e conquistadas pelos Romanos, são preservadas ruínas das construções dos invasores. Eles não deixam que tais sejam destruídas pelo tempo e pelo vandalismo. Fazendo dessas ruínas, pontos de turismo e procuram conservar para que as pessoas que os visitam vejam como foi feito, por qual motivo e porque esses invasores os assediaram.

Eu vi cidades que foram totalmente destruídas na segunda guerra mundial pelo exército nazista e que foram totalmente recuperadas pelos seus moradores que tem o prazer de contar a sua história. inclusive preservando os locais onde os nazistas se instalaram.

Voltando para mais perto, quando visitei a pequena Vila de Nazaré do Pico, distrito de Floresta, cidade pernambucana, pareceu-me que querem continuar fazendo parte da história da luta aguerrida de seus habitantes de outrora.

Mas não podemos esquecer a parte contrária. Estou falando de Lampião, Virgulino Ferreira, que queria destruir essa Vila e assassinar como fez, alguns de seus moradores. A casa onde residiu esse famigerado cangaceiro está toda destruída, no Poço do Negro. Foi colocada uma placa comemorativa debaixo de uma árvore plantada pelos Ferreira, por ocasião do Centenário comemorativo da fundação da Vila. Pergunto: por que a comunidade não reconstrói a casa e arruma o sitio? Por que o abandono? E a casa que seria destinada a um museu contando a história dos Bravos nazarenos?


Mas não é somente Nazaré do Pico a esquecer parte da história. A própria sede do distrito, Floresta, ressente-se da preservação de sítios históricos. Tomemos o belo casario da Força Pública que está por ruir. Que foi feito até agora? Foi feita uma resolução encabeçada pelo Curador do Cariri Cangaço para que a comunidade venha a ter esse belíssimo patrimônio recuperado. Que houve com tal resolução?

E vemos isso acontecer em outras cidades dos Estados por onde Lampião Passou, o abandono histórico. Aqui em Sergipe temos muitos casarios que fazem parte da história do Cangaço que também estão deteriorando-se.

Graças ao governador Marcelo Déda, tivemos a preservação da grota do Angico local onde foi morto Lampião Maria Bonita e mais nove cangaceiros. Mesmo assim, há ainda necessidade de maior infra-estrutura.


Em Alagoas no município de Água Branca vemos o belíssimo Casarão do Barão da Água Branca, não ser levado em consideração pela Municipalidade para ali ser instalado um museu e aproveitamento de seus cômodos para serem efetuados cursos variados para a comunidade.

Isso cada vez mais mostra que tanto as autoridades políticas quanto os cidadãos dessas localidades não estão ainda conscientes da importância histórica dessa saga chamada Cangaço e outros eventos históricos.

Graças aos abnegados, vemos ainda, a história ser preservada aos trancos e barrancos, mesmo com a falta de iniciativa pública. Estamos perdendo para o tempo, pois cada dia que passa, esse nos vence no cansaço.


As iniciativas muitas vezes fica nas conversas e no papel. Às vezes o ego sobressai e em vez de vermos união, vemos tensão, e isso atrapalha demais.

Não queremos abraçar o mundo com as pernas, Mas queremos fazer um trabalho continuo e estruturado. Assim mesmo, com essas dificuldades, queremos estender felicitações e agradecimentos aos abnegados pesquisadores, escritores, autoridades municipais e estaduais, aos amantes da história nordestina, pela garra demonstrada nos encontros e palestras, onde na última que tivemos, na cidade de São José do Belmonte, onde a enorme Confraria Cariri Cangaço reuniu-se, foram discutidos, narrados, fatos históricos, não só do Cangaço mas das lutas familiares do passado entre famílias e também de eventos de fanatismo na Pedra do Reino. O Castelo Armorial construído pelo sonho de um filho dileto dessa terra, fica como exemplo de abnegação. A municipalidade e seus munícipes precisam encampar esses pontos turísticos com garra.

O que escrevi acima, espero não estar atingindo ninguém, mas apenas refletindo em palavras o que venho observando.

Espero que os amigos contribuam com comentários aperfeiçoadores disso que escrevi.

Abraços a todos!

https://www.facebook.com/groups/lampiaocangacoenordeste/permalink/983605125181765/

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domingo, 6 de janeiro de 2019

POR HOJE FIQUEM COM CÁSSIA ELLEN

https://www.youtube.com/watch?v=MLI2QlgjGmA

Publicado em 8 de mai de 2010
Cássia Eller - O segundo sol DVD MTV ao vivo By maufbr
Categoria
Música neste vídeo
Música
Artista
CASSIA ELLER
Licenciado para o YouTube por
UMG; PEDL, UBEM, Warner Chappell, ASCAP e 4 associações de direitos musicais
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UM TRABALHO DE QUALIDADE FEITO PELO PROFESSOR E PESQUISADOR DO CANGAÇO RUBENS ANTONIO


"É quando o Tempo sacode a cabeleira."


https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2593120984061513&set=np.1546802157596253.100003035790481&type=3&theater&notif_t=photo_tag&notif_id=1546802157596253

Material do professor Rubens Antonio

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O FUTURO POLÍTICO DE POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Infelizmente, pouco ou quase nada a dizer sobre o futuro político de Poço Redondo. Infelizmente por que eu desejava mesmo era tecer vagarosas e prolongadas considerações acerca da visibilidade das forças políticas, dos nomes fortes surgidos no cenário político local, dos grupos consistentes que já se articulam, das reais possibilidades de cada um. Contudo, nada de relevância a dizer sobre isso.
Poço Redondo talvez seja o único município do mundo que não tem nem Praça da Matriz nem grupo opositor ao poder instalado. Verdade, não há oposição em Poço Redondo. Descontentamento ou estar do outro lado não se configura oposição. Rixas pessoais com as forças no poder não demonstram oposição. Forças derrotadas no último pleito também não podem ser tidas como oposição.
Ora, oposição não é feita de futricas, de conversinhas, de fofocas de bastidores nem de proseados de descontentes debaixo dos pés de pau. Oposição não é ser apenas o lado oposto ao que está no poder. Oposição é uma junção de ideais e objetivos com a finalidade de demonstrar que possui maior capacidade administrativa. A verdadeira oposição não se volta apenas para apontar os erros ou as fraquezas do poder, e sim para a união de forças que permitam a vitória e, acima de tudo, mostrar a viabilidade de uma administração muito mais eficiente e voltada aos anseios da população.


Ante tais parâmetros (pessoais, logicamente), conclui-se que verdadeiramente não há oposição em Poço Redondo. O que há, isto sim, são grupinhos rixosos e descontentes. Mas acaso se deseje saber atualmente qual o grupo formado e capacitado para chegar ao poder, para sair vitorioso na disputa pela prefeitura, certamente não haverá nenhuma resposta satisfatória. E o mais complicado ainda é que os grupos formados são tão dispersos que dificilmente haverá meios de unificação num objetivo comum de disputa e vitória.
E não adianta que saiam três, quatro ou cinco candidatos para enfrentar a máquina que está no poder. Será derrota na certa. Ocorreu na disputa para governo do estado e ocorrerá em Poço Redondo. Acaso candidatos achem que são tão fortes que não desejem união, serão fracassos eleitorais garantidos. E o poder atual continuará - para o bem ou para o mal - comandando os destinos do município até que aqueles que se dizem lideranças políticas compreendam que ou se unem ou serão sempre derrotados.
Derrotados não só pelo poder da máquina, mas principalmente pelo dinheiro, pela influência, pela pressão e até pela perseguição. E o mais vergonhoso: derrotado por um poder que já está capengando e fragilizado. As forças de sustentação já se dispersaram em sua maioria, muitas das lideranças de apoio já abandonaram o barco. Quer dizer, atualmente a força maior do poder está na própria liderança do prefeito e no seu poder de articulação.
E no rumo que as coisas estão indo - sem oposição, com pouca articulação e sem o devido reconhecimento dos melhores nomes para o enfrentamento eleitoral - será um homem sozinho, o próprio prefeito, que botará todo mundo no bolso e dirá: bye bye!

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com

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INTERESSANTE! - 6 CÃES AGUARDAM 24H NA PORTA DO HOSPITAL POR TUTOR QUE TEVE AVC

Foto: ONG Amigos de Patas

A fidelidade canina! Seis cachorros ficaram quase 24 horas na porta de um hospital no sul do país esperando pelo tutor que teve um AVC.

Luiz, como é conhecido, teve o derrame no último dia 3 em Cianorte, no noroeste do Paraná e foi levado de ambulância para a Santa Casa da cidade.

Os seis cãezinhos seguiram o dono e ficaram na porta até que ele tivesse alta, no dia seguinte.

“[Eles} ficaram aos choros do lado de fora… em vigília”, descreveu no Facebook a ONG Amigos de Patas Cianorte, que divulgou a foto dos bichinhos.

E esse carinho dos animais pelo seu Luiz tem motivo.

Além de conviver com os cães, ele procura dividir tudo o que tem e ganha com os cachorros.

Luiz é bastante conhecido na cidade e diz que é morador de rua “por opção”.

Nesta sexta-feira, 4, Luiz teve alta do hospital e, de acordo com a ONG, descansa ao lado dos seis animais em uma residência familiar.


Seu Luiz antes do AVC – Foto: ONG Amigos de Patas
Com informações do RicMais e Amigos de Patas

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COM SEU BANDO DE CANGACEIROS, LAMPIÃO ATERRORIZOU O SERTÃO NAS DÉCADAS DE 1920 E 1930

Por Biblioteca Nacional

Ao longo das décadas de 1920 e 1930, Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião, espalhou o terror pelo Nordeste. Com seu bando, percorreu o sertão atacando vilas, matando inocentes, saqueando mercearias, achacando fazendeiros, roubando gado, trocando tiros com a polícia.

A carreira do criminoso brasileiro mais célebre de todos os tempos chegou ao fim há 80 anos. Descoberto numa fazenda em Sergipe, Lampião foi morto pela polícia a tiros de metralhadora, ao lado de outros dez cangaceiros, incluindo Maria Bonita, sua companheira. Até o New York Times deu a notícia do histórico 28 de julho de 1938.

Os senadores e os deputados da época olhavam o cangaço com preocupação. Documentos guardados nos Arquivos do Senado e da Câmara mostram que os parlamentares trataram do tema na tribuna em inúmeras ocasiões. Em 1926, o senador Pires Rebello (PI) discursou:

— Quem vive nesta capital da República [Rio], poderá achar que o governo tem feito a felicidade completa dos brasileiros. Ofuscados pelos brilhos da luz elétrica, é natural que os cariocas não saibam que naquele vasto interior existem populações aquadrilhadas fora da lei que zombam da Justiça e ridicularizam governos.

Muitos cangaceiros haviam assustado o Nordeste antes de Lampião, como Cabeleira, Jesuíno Brilhante, Antônio Silvino e Sinhô Pereira, mas nenhum foi tão temido quanto o rei do cangaço. As investidas de Lampião eram tão brutais que, na Assembleia Nacional Constituinte de 1934, deputados nordestinos — a Assembleia não teve senadores — redigiram cinco propostas para que a nova Constituição previsse o combate ao cangaço como obrigação do governo federal.

A repressão cabia às volantes, batalhões itinerantes das polícias dos estados. O que parte dos constituintes desejava era que o Exército reforçasse a ação das volantes. O deputado Negreiros Falcão (BA) afirmou:

— Os Lampiões continuam matando, roubando, depredando, desvirginando crianças e moças e ferreteando-lhes o rosto e as partes pudentas sem que a União tome a menor providência. Os estados por si sós, desajudados do valioso auxílio federal, jamais resolverão o problema.

Justiça privada

O deputado Teixeira Leite (PE) lembrou que os governos estaduais eram carentes de verbas, armas e policiais:

— A força policial persegue os bandoleiros, prende-os quando pode e mata-os quando não morre. Hostilizados de todos os lados, recolhem-se à caatinga e se tem a impressão de que o bando se extinguiu. Mera ilusão. O vírus entrou apenas num período de latência. Cessada a perseguição, os facínoras repontam mais violentos e sequiosos de sangue e dinheiro, apavorando os sertanejos e a polícia.

Leite explicou por que seria diferente com o Exército em campo:

— Que bando se atreveria a aproximar-se de uma zona onde estacionassem tropas do Exército, com armas modernas, transportes rápidos e aparelhos eficientes de comunicação?

Outra vantagem era que as tropas federais podiam transitar de um estado a outro. As estaduais não tinham tal liberdade — e os cangaceiros tiravam proveito disso. Uma vez encurralados em Alagoas, por exemplo, os bandidos escapavam para Sergipe, Bahia ou Pernambuco, estados nos quais as volantes alagoanas não podiam atuar.

Nenhuma das propostas que davam responsabilidade ao governo federal vingou, e a Constituição de 1934 entrou em vigor sem citar o cangaço.

— Na nova Constituição, vamos invocar o nome de Deus. Vamos também constitucionalizar Lampião? — ironizou o deputado Antônio Covello (SP).

Para o deputado Francisco Rocha (BA), o cangaço exigia “remédio social”, e não “remédio policial”:

— As causas do cangaceirismo são a falta de educação, estrada e justiça e a organização latifundiária preservando quase intactas as antigas sesmarias coloniais, para não mencionar a estúpida ação policial dos governos.

Segundo o jornalista Moacir Assunção, autor de Os Homens que Mataram o Facínora, sobre os inimigos de Lampião, o cangaço surgiu na Colônia e tinha a ver com o isolamento da região:

— O sertão ficava separado do litoral e mantinha uma ligação muito tênue com Lisboa e, depois, com o Rio. O que prevalecia não era a justiça pública, mas a justiça privada. Era com sangue que o sertanejo vingava as ofensas. Muitos aderiram ao cangaço em razão de brigas de família ou abusos das autoridades. Uma vez cangaceiros, executavam a vingança contando com a proteção e a ajuda do bando.

Lampião entrou no cangaço após a morte de seu pai pela polícia, em 1921.

— O cangaceiro não era herói. Era bandido mesmo — esclarece Assunção. — A aura de herói tem a ver com um atributo valorizado pelo sertanejo do passado: a valentia. O cangaceiro enfrentava a polícia sem medo, de peito aberto. Isso era heroísmo.

Em 1935, com a nova Constituição já em vigor, o senador Pacheco de Oliveira (BA) apresentou um projeto de lei que destinaria 1,2 mil contos de réis aos estados para repressão ao cangaço. O dinheiro sairia do orçamento da Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, responsável pela abertura de açudes, poços e estradas no sertão.

A grande preocupação de Oliveira eram os criminosos que atacavam os trabalhadores e atrasavam as obras.

— Um engenheiro avisou sobre o risco que corria seu pessoal. Como não lhe chegassem recursos, lançou mão do único expediente que lhe era praticável: armou os trabalhadores.

Os cangaceiros matavam os operários por terem ciência de que a chegada do progresso ao sertão colocaria em risco o futuro das quadrilhas nômades.

Amigo de coronéis

O historiador Frederico Pernambucano de Mello, autor de Quem Foi Lampião, diz que havia motivos não confessos para que o governo federal e os estados pouco fizessem para acabar com o bandido de uma vez por todas:

— Lampião vivia fora da lei, mas mantinha excelente relacionamento com os poderosos. Era protegido por coronéis e políticos. O governador de Sergipe, Eronildes Ferreira de Carvalho, tinha amizade com Lampião e lhe fornecia armamento e munição.

A boa vida de Lampião acabou quando Getúlio Vargas deu o golpe de 1937 e instaurou o Estado Novo. Uma das bandeiras da ditadura era a modernização do país. Nesse novo Brasil, que deixaria de ser agrário para se tornar urbano e industrial, o cangaço era uma mancha a ser apagada.

A gota d’água foi um documentário mudo que revelou ao país a rotina do bando de Lampião na caatinga. O que se via eram cangaceiros alegres, bem vestidos e com joias. Nem pareciam fugitivos. Sentindo-se afrontado, Vargas ordenou aos governadores do Nordeste que parassem de fazer vista grossa e aniquilassem o rei do cangaço.

Assim se fez. Lampião e seus subordinados foram mortos e decapitados em 1938, e o governo expôs as cabeças em cidades do Nordeste. Bandidos de outros grupos correram para se entregar, de olho na anistia prometida a quem delatasse companheiros. Corisco, o último dos pupilos de Lampião, foi morto em 1940, e o cangaço enfim se tornou passado.

Colaboração: Celso Cavalcanti, da Rádio Senado
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