Seguidores

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

CANGACEIRO ZÉ GATO



Quem já ouviu falar no cangaceiro Zé Gato? Não é o famoso Santílio Barros, o cabra Gato, morto em Piranhas. Bom, o Odisseia entrevistou a filha desse Cangaceiro para conhecer um pouco sobre esse personagem tão pouco conhecido da história do cangaço. Se inscreva no Canal Odisseia Cangaço.

Categoria

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

A OUTRA FACE DE LAMPIÃO


O Rei do Cangaço
Categoria

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

80 ANOS ANGICO PARTE 2



Encontro das volantes e descida do rio. Segunda parte do vídeo documentário dos 80 anos da morte de Lampião - Combate de Angico
Categoria
Criado com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com 

O BAR DO GERALDO MACARRÃO

Por José Mendes Pereira

Grande amigo e irmão Eraldo Xaxá, há meses ou talvez mais de um ano que sempre tive vontade de escrever algo sobre o nosso amigo  proprietário de um bar na COHAB, no bairro Grande Alto do São Manoel em Mossoró, e que sei que você ainda não esqueceu dele, o Geraldo Macarrão, e o seu bar tinha o nome de fantasia "Bar do Geraldo Macarrão" e a origem do apelido Geraldo Macarrão veio desde pequeno, por ser magrinho, tipo esparguete.

Era um homem simples, atencioso, educadíssimo, calmo além do normal, e de atendimento sem discriminação. Tanto fazia ser os novos fregueses que aos poucos iam aparecendo, como os mais antigos, usando um atendimento só, sem usar dois pesos e duas medidas.

Ali, quem tinha dinheiro sempre pagava as despesas, mas quem não tinha fazia vales e mais vales, e ele nunca fez cara feia para vender fiado ao seus fregueses. Afinal, Geraldo Macarrão sabia muito bem a quem estava vendendo o seu peixe.

O som rodava os discos vinis com cantores variados da época como: Renato e Seus Blue Caps, The Feveres, Roberto Carlos, Wilson Simonal, Wanderley Cardoso, Erasmo Carlos, Leno e Lilian, mas com controle de decibéis, sempre com volume educado. O Geraldo Macarrão dizia que tinha muito respeito pelos seus vizinhos, e por isso não queria som além do normal para não incomodá-los.


O bar do Geraldo Macarrão não era dos maiores, mas pela sua organização se tornava enorme, e em dia de sábado, por lá, você, Nelzinho meu cunhado, os professores de educação física Paulo Nogueira e o Uirapuru e eu encontrávamos para ingerirmos uma, duas, três ou até mesmo um monte de doses de cachaça com os mais variados tira-gostos.

Geralmente os tira-gostos eram rolinha, carne assada, peixes dos mais variados e bem preparados pela sua esposa, a qual eu não me lembro mais o seu nome. Ali, nós nos divertíamos com a sinuca que ficava debaixo de uns coqueiros. Nada de apostas e nem de discussão, apenas brincávamos o tempo que fosse necessário e depois pagávamos ou dependurávamos nos vales as despesas das partidas. E vez por outra, nós ingeríamos doses de cachaça, montilla ou conhaque São João da Barra, porque a cerveja não era a nossa preferência.

Eraldo Xaxá

Tem pessoas que não querem beber cachaça porque acham vulgar o sujeito ingerir uma bebida com excesso de álcool, mas para mim, se é para beber (31 anos que não bebo), eu não tenho interesse por outras bebidas, porque a melhor para quem tem responsabilidade e pensa bem, é sem dúvida, a cachaça com um bom tira-gosto. Mas sem ultrapassar a dose, porque é a partir dali que o sujeito irá se tornar irresponsável e muito.

A cachaça tem as suas vantagens. O sujeito vai a ingerindo e ela está sempre alertando que, se continuar a bebendo vai derrubá-lo. Fica se quiser no bar ou no ambiente de bebida, e se cair, não foi falta de conselho, porque ela mesma deu o alerta que quanto mais ingeri-la mais possibilidade tem de ser derrubado.

José Mendes Pereira e Júlio Pereira Batista

Geraldo Macarrão estava sempre por ali esperando uma nova solicitação de bebidas às mesas dos fregueses. E tudo que era servido era cuidadosamente bem preparado. Um exímio jogador de sinuca. Geralmente quando jogava com alguém ele era o vencedor.

Geraldo Macarrão acabou com o serviço de bar e foi morar na cidade recém-nascida de Serra do Mel, e por lá, infelizmente faleceu. Não me lembro bem o ano, mas eu soube no mesmo dia da sua partida para a casa do Senhor Deus. Um bom lugar por lá o Geraldo Macarrão foi hospedado. Não tinha inimigos e vivia da amizade para com todos.

Fotos:

1- Eraldo Xaxá;
2 - José Mendes Pereira e Júlio Pereira Batista.
Fotos feitas na Ponte de Trem sobre o rio Mossoró no Alto da Conceição.

ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!

Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.

Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito. 

 Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima. 

As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado! 

Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão. 

Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.

Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer. 

Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo. 

É melhor vivo medroso do que  morto valente.

 https://www.metropoles.com/distrito-federal/na-mira/policial-civil-atira-na-perna-de-motociclista-apos-briga-de-transito-video 
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".

Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.

Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem. 

http://jmpminhasimpleshistorias.blogspot.com

http://sednemmendes.blogspot.com


domingo, 20 de outubro de 2019

TURISMO ECOLÓGICO NO RIO GRANDE DO NORTE

O Rio Grande do Norte vive, diariamente, a natureza em cada canto do Estado. A capital guarda uma das poucas reservas de Mata Atlântica, o Parque da Costeira, segundo maior parque florestal urbano do País, que tem o ar mais puro das Américas, segundo estudos da NASA.
O interior do Estado reserva surpresas inigualáveis, com uma vegetação diversificada, mesmo dentro dos domínios da caatinga, vulcões extintos, grutas e cavernas misteriosas, regiões de ecossistemas riquíssimos, pinturas rupestres, praias artificiais, banho em águas térmicas, minerais e energéticas, trilhas ecológicas e muito mais.

SÃO RAFAEL


São Rafael é um pequeno município no Agreste Potiguar, a 220 km de Natal. Tem como atrativo principal o Sítio Arqueológico de Rochas Formosa. É uma região com um ecossistema riquíssimo, onde vivem muitas espécies de animais. Também há um grande número de pedras de granito, algumas apresentam inscrições rupestres de grande valor histórico, pintadas aproximadamente há 5 mil anos.
Em meio a extrema beleza do local, aparecem tanques naturais com quase 3 metros de profundidade que contém uma grande quantidade de fósseis de animais pré-históricos. Outra linda e refrescante atração é a “prainha”, uma praia artificial criada depois da construção da Represa Armando Ribeiro Gonçalves, utilizada como área de entretenimento, que está a 4km do centro do município.

ASSU
Localizada também a 220 km da capital, é a cidade do notável poeta Renato Caldas. Assu também é histórica, constatada através de um expresivo conjunto arquitetônico, proveniente dos séculos XIII e XIX. Esse município tem uma característica que a faz diferente das demais. A fertilidade de suas terras, juntamente com as influências climáticas, fizeram de Assu um dos grandes produtores na área de fruticultura.

Na área de turismo, Assu tem muitos atrativos, como a Represa Armando Ribeiro Gonçalves, onde no mês de outubro se realiza a Grande Regata Vale do Assu, que conta com a participação de navegadores de todo Nordeste. Tem também a Lagoa de Piato, com suas grutas e cavernas, que recebem os cuidados necessários de preservação ecológica e investigações arqueológicas.
Entre as atrações culturais, merecem destaque a igreja matriz de São João Batista, construída em 1863, a Casa da Baronesa da Serra, atualmente Galeria de Arte, e a casa do Coronel José Soares, construída em 1863, onde hoje funciona o Fórum.

CARAÚBAS
No município de Caraúbas, a energia brota da terra, da água, do ar e de seu povo simples e hospitaleiro. Essa cidade está localizada em plena Chapada do Apodi e forma um cenário belíssimo, a 343 km da capital.

O subsolo está composto por uma camada de rocha que aflora em diversas partes do perímetro urbano. A principal atração turística é o Hotel Balneário de Olho D’água do Milho, um hotel confortável, situado em uma fonte termal que está a 6 km do centro da cidade. Os visitantes são atraídos pela notícia da eficiência terapêutica de suas águas minerais energéticas. Um bom lugar para se praticar esportes náuticos e pesca é na Lagoa de Apanha Peixe, onde há diversão garantida.
A festa mais importante é a Festa de São Sebastião, que dura vários dias e alcança seu ponto máximo em 20 de janeiro, quando a cidade é agitada por uma banda que percorre as ruas tocando músicas tradicionais.

MARTINS
Localizada a 420 km da capital, Martins apresenta um clima diferente do Nordeste. A temperatura sofre variações de 16ºC a 25ºC, muito parecido com o sul do País. O clima saudável faz da cidade uma atração turística. A principal atração turística da cidade é a Casa de Pedra, uma gruta formada por colunas de estalactites.

Existem outras atrações na Serra de Martins, como a pedra Rachada, que tem uma formação de rochas semelhante com o perfil de Cristo, as pedras de Navaio, da Balança e do Nariz, de onde podem se observar paisagens maravilhosas. A pedra do Sapo e Diadema, um dos pontos culminantes da Serra, com um belíssimo pôr-do-sol de onde a noite é possível ver mais de dez cidades.

PATU
Patu, pequena cidade construída na base de Serra de Lima, se localiza na Micro Região Serrana e é uma zona de agricultura e canavial. É o município que tem como atração turística mais importante da Serra do Lima, sede do monumental Santuário de Lima, a Nossa Senhora dos Impossíveis, um dos locais de maior religiosidade do Nordeste. Este santuário é formado por duas igrejas, uma no piso de entrada, onde são colocadas as urnas com os restos mortais dos padres que pertenceram a igreja e outra no piso superior, com uma arquitetura de estilo gótico.
Outra atração é a Casa de Pedra, que abrigava o cangaceiro Jesuíno Brilhante. A caminhada de 9 km pela trilha ecológica que leva ao Cruzeiro de São Sebastião, onde é possível admirar paisagens maravilhosas, as piscinas naturais formadas pelas chuvas, são excelentes opções para praticar camping, natação e vôos de asa delta.

ANGICOS

Angicos, origem de algumas figuras ilustres do Estado, está localizada a 178 km da capital, na margem esquerda do Rio Pataxo.

A principal atração do município é o Pico do Cabugi, monumento natural do Estado. Trata-se de um vulcão extinto, único no território brasileiro a preservar a sua forma original, localizado nas margens da rodovia BR-304, com 600 metros de altura. Calcula-se que tenha 20 milhões de anos.

APODI




Apodi, cidade interessante por seus atrativos, está localizada na subzona de Mossoró. Tem uma população de 32 mil habitantes e está a 352 km da capital. O Lagedo de Soledade, distante 12 km do centro, é o principal ponto de turismo. É uma escultura natural originada há 90 milhões de anos e esculpida pelas chuvas, quando as águas do mar que cubriam a região começaram a afastá-las.
Neste local, há profundas grutas com escritas rupestres de valor histórico incalculável e fósseis de animais imensos, da era glacial. Outra grande atração ao sul da cidade é a Lagoa de Apodi, rodeada por palmeiras e outras espécies exóticas de plantas.
A Lagoa de Apanha Peixe, na fronteira do município de Caraúbas é outro local muito procurado para a pesca, natação e outros esportes náuticos.


http://blogdomendesemendes.bnlogspot.com

FRANCISCO MENELEU E LOURDINHA MASCARENHAS: DOIS ESQUECIDOS?


Por Raul Meneleu

Centro de Direitos Humanos (http://www.dhnet.org.br/) prepara documentário sobre o gráfico revolucionário de 1935 que foi preso com 17 anos e recebeu autorização do vigário de Mossoró para casar com uma menor.

Especial de Luiz Gonzaga Cortez

  
Parte I

Quem é Maria de Lourdes Mascarenhas dos Santos? E Francisco Meneleu dos Santos? O caro leitor sabe? Não, porque a grande maioria dos moradores de Mossoró, mormente a sua nova geração, desconhece a existência desse casal da feliz idade, naturais de Areia Branca/RN, mossoroenses de coração e residentes em Fortaleza/CE, onde completaram a educação e a solidificação de uma família ( doze filhos e trinta e três netos), apesar das mil e umas dificuldades.

Dona Lourdinha é esposa de Meneleu, este perto dos 85 anos, um gráfico aposentado e um dos responsáveis pela edição do único jornal da revolta comunista de 23/27 de novembro de 1935 em Natal, A Liberdade. Natural que o mossoroense jovem não conheça Lourdes e Meneleu. Também pudera, José Gurgel Guará, um ex-remador de iole do rio Potengi, em Natal, também octogenário, disse à imprensa natalense ( Diario de Natal, Cidades, 28.11.2001), que nunca ouviu em Meneleu.

Realmente, Meneleu, morou poucos anos em Natal, Foi preso em 1935, jogado nas masmorras da repressão até 1943, após passar por presídios da capital e de Mossoró. Lá, na “capital do oeste”, Meneleu conheceu a jovem Lourdinha, com quem se casaria em 1941. Hoje, eles são pais de Dasvirgens, Ivahy, Ivanova, Izolina, Raul, Ivanize, Meneleu Filho, Ivanira, Ivanilda, Maria Albertina, Antonio Neto e José Meneleu.

Em junho, o casal completará 62 anos de casados. Mas foi em Mossoró que Meneleu conheceu figuras respeitadíssimas da sociedade local, desde o mais humilde carcereiro da Cadeia Pública até o vigário, o padre Mota, passando pelos políticos, sindicalistas, empresários, administradores e intelectuais. Fez (e mantém) amizade com Vingt-Un Rosado, Raimundo Soares de Brito, Raimundo Nonato da Silva, Raimundo Nunes (estes últimos já partiram para o céu), dentre outros nomes da cultura mosssoroense. Creio que Guará também nunca ouviu falar em Vingt-Un, Raibrito, etc...

Estive no apartamento do casal, em Fortaleza, em pude consultar cartas, bilhetes, autógrafos de escritores potiguares e de fora das fronteiras da taba potiguar, como uma dedicatória do jornalista e pesquisador Fernando Morais, na primeira página de um dos mais recentes livros, “Corações Sujos”- A História da Shindo Renmei: “Ao companheiro Meneleu, que é parte da História do Brasil, com a admiração do Fernando”.

Raimundo Nunes, potiguar das bandas de Pau dos Ferros, que era da Sociedade Brasileira de Escritores Médicos, em 17 de julho de 1984, mandou um dos seus trabalhos para ele e tratando-o como “um abraço afetuoso”. Numa página de “Esparsos e Avulsos”, R. Nunes, em janeiro de 1989, chama Meneleu de “nobre amigo, com a expressão da estima habitual”.

E para registrar como aconteceu esse “romance” de um preso acusado de participação numa revolução comunista em Natal, e uma modesta e jovem estudante de Mososró, pedi que dona Lourdes prestasse um depoimento, escrito por ela mesmo. Eis as suas memórias:

“Era festa de fim de ano em Mossoró. Passeávamos sempre, minhas amigas e eu, no Jardim da Cidade (também chamado Passeio Público), onde retretas e bandas da cidade tocavam músicas lindas, dentre elas valsas, dobrados, marchinhas. E os jovens demonstravam alegria e os casais momentos de felicidade. Assim era a minha cidade: terra que sempre amei, terra de recordações, das amizades dos meus pais, de minhas amigas, de minhas professoras, do Grupo Escolar 30 de Setembro, de nossa casa na rua 30 de setembro, enfim, de lugares e momentos que só recordações nos trazem. Foi numa noite como essa que conheci Meneleu.

Tinha eu 15 anos incompletos e ele 21. Aquele encontro me fez sentir uma forte emoção, nunca antes sentida, que para mim era novidade. Tal reação foi correspondida, pois ele quis falar comigo logo que me conheceu. Senti-me atraída por ele. Minha idade talvez lhe tenha revelado uma certa ingenuidade que, decerto, não impeliu o inicio do nosso namoro.

“Meus pais começaram a tomar conhecimento do que se passava, e não estavam dispostos a aprovar tal relacionamento, pois me consideravam ainda uma criança. Entretanto, soube que nossos pais se conheciam e eram amigos, inclusive na mesma profissão, logo, não foi difícil continuarmos namorando, pois o consentimento partiu do fato de que eles se calaram diante da situação. Concluímos que quem cala consente.

Depois de namorarmos oito meses, chegou o dia da verdade. Meneleu recebera a notícia de que ia passar seis anos e seis meses na prisão. Nada pude compreender diante de tamanha revelação, mas contou-me ele toda a verdade, em relação ao que lhe tinha acontecido em 1935, em Natal. Fiquei perplexa com o que me contara e não podia avaliar o que poderia acontecer nos dias que se seguiriam. Tentou advertir-me em relação ao nosso namoro, propondo um rompimento imediato, pois, segundo ele, eu deveria entender que ainda era muito jovem e não poderia, assim, perder a mocidade. Entretanto, depois de várias reflexões, não aceitei desistir de nosso relacionamento.

Tudo começou a ficar triste, pois , como temia, meus pais pediam-me que desistisse de continuar namorando Meneleu. Minhas amigas começaram a se afastar de mim, influenciadas, mesmo, pelos próprios pais. No entender dessas pessoas, Meneleu era um indivíduo perigoso, pois diziam que era comunista. Os amigos dos meus pais procuravam influenciá-los, para que eles interferissem em minha conduta que, segundo eles, eu era de menor de idade e não poderia fazer uma escolha de tamanha importância.

Acusavam-me, ainda, de fazer meus pais sofrerem com aquela “loucura”, expressão usado por eles. Passavam-se os dias, quando meu sofrimento e de meus pais foi amenizado por um convite especial de uma pessoa muito importante na cidade. Tratava-se do doutor Raul Caldas, diretor de uma grande firma onde trabalhava Meneleu. Por ter grande influência junto às autoridades do lugar, doutor Raul Caldas conseguira o adiamento da prisão de Meneleu. Entretanto, chegou um dia em que a vontade política dos que estavam no poder falou mais alto, conseqüentemente, Meneleu foi recolhido à prisão, juntando-se a outros presos políticos que já se encontravam na Cadeia Pública de Mossoró.

Estávamos no mês de novembro, e mais precisamente, ao meio-dia, recebi o primeiro bilhete de Meneleu que dizia: “Estou preso. B..... Meneleu”.

Um sentimento de tristeza invadiu o meu coração, tornando aquele dia um dos mais difíceis para mim. Não gosto mesmo de pensar quanta infelicidade envolveu-me, dando-me uma sensação de mudez e de morte. Contava eu apenas 15 anos e oito meses de idade. Para uma adolescente sem conhecimento e sem experiência de vida, eram momentos de extrema revolta e sofrimento sem mesmo idealizar o que poderia estar a me esperar.

Nota: Veja mais detalhes no vídeo do link abaixo:

Relato de Dona Lourdinha feito na casa de seu filho Raul Meneleu em Aracaju.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

O ESCONDERIJO DE ZÉ BAIANO | O CANGAÇO NA LITERATURA | #282


Levamos o Detector de metais para tentar encontrar o tesouro de Zé Baiano.
Categoria

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

CANDEEIRO SOLDADO DA BORRACHA

Por Aderbal Nogueira

Fonte Youtube

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


AS BELEZAS DO PARQUE NACIONAL VALE DO CATIMBAU, EM BUÍQUE, PERNAMBUCO

Por Rostand Medeiros
Vale do Catimbau-PE (1)
Este material foi gentilmente cedido pelo Professor Arnaldo Vitorino, da cidade pernambucana de Santa Cruz do Capibaribe, que visitou este local com amigos e trouxe estas fotos maravilhosas. Ele inclusive colocou algumas dicas que reproduzimos em nosso blog. Parabéns Vitorino!
Vale do Catimbau-PE (12)
Localizado a 283 km da capital de Pernambuco, Recife, o Vale do Catimbau é um complexo de Serras, Vales e Rochas do agreste e do sertão. Possui 62.300 hectares de terra, o Vale preserva uma das últimas áreas de Caatinga.

Vale do Catimbau-PE (16)
Catimbau, em Tupi, significa “Cachimbo pequeno apagado, práticas de feitiçaria e lugar de cobras” Tudo isso numa só palavra. O Vale do Catimbau foi nomeado Parque Nacional Catimbau pelo IPHAN em 2002 através do decreto 913/12.
Vale do Catimbau-PE (23)
É considerado uma área de extrema importância Biológica, Geográfica e Arqueológica. A região possui registros de pinturas rupestres e artefatos que datam de um período de, pelo menos, 6.000 anos.
Vale do Catimbau-PE (20)
D

O Parque Nacional Catimbau é o segundo maior do país, perdendo apenas para a Serra da Capivara, no Piauí.
Vale do Catimbau-PE (21)
Possui terras nos municípios de Buíque, estendendo-se por áreas semi-áridas de Tupanatinga, Inajá e Ibimirim, já em plena Microrregião do Sertão do Moxotó.
Vale do Catimbau-PE (14)
O Parque possui dezenas de Serras, vales, rochas das mais variadas formas e cores, além de uma grande riqueza de escrituras rupestres, histórias das tribos indígenas da região assim como seus cemitérios espalhados por todo o vale e vestígios de suas práticas ritualísticas.

Vale do Catimbau-PE (24)
O parque possui só na região de Buíque, cerca de 10 trilhas ecológicas onde, Turistas e Excussões pedagógicas podem percorrer, com ajuda de guias locais qualificados, boa parte do parque e conhecer maravilhas e surpresas exóticas que essa região indígena oferece.\
Vale do Catimbau-PE (10)
Próximo ao parque está localizado a Vila Do Catimbau, formada por remanescentes de tribos indígenas que viveram na região, possui uma infra estrutura muito básica para acomodar os visitantes do Vale.

Vale do Catimbau-PE (5)
Na Vila do Catimbau podemos encontrar a Associação dos Guias do Vale do Catimbau , é com eles que devemos nos informar e realizar as atividades no Parque Nacional, ao lado podemos encontrar lojinhas de conveniência, assim como uma Pousada e Restaurante Do Vale do Catimbau.
Vale do Catimbau-PE (8)
Chegando à pousada, é só procurar por Dona Zefinha, a proprietária, o lugar é muito aconchegante, e dispões de ótimas refeições regionais. O Acesso ao Vale do Catimbau, para quem vai de Carro particular é fácil e bem sinalizado, porém para quem vai de transporte coletivo é preciso ir para Buique, centro, e seguir no emocionante “Pau de Arara” até a Vila do Catimbau. Dicas: Para quem vai de carro particular, não deixe de dar uma paradinha no Caminho para conhecer as cidades de Pesqueira, Arcoverde.
Vale do Catimbau-PE (7)
Vale do Catimbau-PE (18)

Vale do Catimbau-PE (22)
Extraído do blog Tok de História do historiógrafo Rosntad Medeiros
http://blogdomendesemendes.blogspot.com