Grande amigo e
irmão Eraldo Xaxá, há meses ou talvez mais de um ano que sempre tive vontade de
escrever algo sobre o nosso amigo proprietário de um bar na COHAB, no bairro
Grande Alto do São Manoel em Mossoró, e que sei que você ainda não esqueceu dele, o
Geraldo Macarrão, e o seu bar tinha o nome de fantasia "Bar do Geraldo
Macarrão" e a origem do apelido Geraldo Macarrão veio desde pequeno, por
ser magrinho, tipo esparguete.
Era um homem
simples, atencioso, educadíssimo, calmo além do normal, e de atendimento sem
discriminação. Tanto fazia ser os novos fregueses que aos poucos iam aparecendo, como os mais antigos, usando um atendimento só, sem usar dois pesos e duas
medidas.
Ali, quem
tinha dinheiro sempre pagava as despesas, mas quem não tinha fazia vales e mais
vales, e ele nunca fez cara feia para vender fiado ao seus fregueses. Afinal,
Geraldo Macarrão sabia muito bem a quem estava vendendo o seu peixe.
O som rodava
os discos vinis com cantores variados da época como: Renato e Seus Blue Caps,
The Feveres, Roberto Carlos, Wilson Simonal, Wanderley Cardoso, Erasmo Carlos,
Leno e Lilian, mas com controle de decibéis, sempre com volume educado. O
Geraldo Macarrão dizia que tinha muito respeito pelos seus vizinhos, e por isso
não queria som além do normal para não incomodá-los.
O bar do
Geraldo Macarrão não era dos maiores, mas pela sua organização se tornava
enorme, e em dia de sábado, por lá, você, Nelzinho meu cunhado, os professores
de educação física Paulo Nogueira e o Uirapuru e eu encontrávamos para
ingerirmos uma, duas, três ou até mesmo um monte de doses de cachaça com os
mais variados tira-gostos.
Geralmente os
tira-gostos eram rolinha, carne assada, peixes dos mais variados e bem
preparados pela sua esposa, a qual eu não me lembro mais o seu nome. Ali, nós
nos divertíamos com a sinuca que ficava debaixo de uns coqueiros. Nada de
apostas e nem de discussão, apenas brincávamos o tempo que fosse necessário e
depois pagávamos ou dependurávamos nos vales as despesas das partidas. E vez por outra, nós ingeríamos doses de cachaça,
montilla ou conhaque São João da Barra, porque a cerveja não era a nossa
preferência.
Eraldo Xaxá
Tem pessoas
que não querem beber cachaça porque acham vulgar o sujeito ingerir uma bebida
com excesso de álcool, mas para mim, se é para beber (31 anos que não bebo), eu
não tenho interesse por outras bebidas, porque a melhor para quem tem
responsabilidade e pensa bem, é sem dúvida, a cachaça com um bom tira-gosto.
Mas sem ultrapassar a dose, porque é a partir dali que o sujeito irá se tornar
irresponsável e muito.
A cachaça tem
as suas vantagens. O sujeito vai a ingerindo e ela está sempre alertando que,
se continuar a bebendo vai derrubá-lo. Fica se quiser no bar ou no ambiente de
bebida, e se cair, não foi falta de conselho, porque ela mesma deu o alerta que
quanto mais ingeri-la mais possibilidade tem de ser derrubado.
José Mendes Pereira e Júlio Pereira Batista
Geraldo
Macarrão estava sempre por ali esperando uma nova solicitação de bebidas às
mesas dos fregueses. E tudo que era servido era cuidadosamente bem preparado. Um exímio jogador de sinuca. Geralmente quando jogava com alguém ele era o vencedor.
Geraldo
Macarrão acabou com o serviço de bar e foi morar na cidade recém-nascida de Serra do Mel, e
por lá, infelizmente faleceu. Não me lembro bem o ano, mas eu soube no mesmo
dia da sua partida para a casa do Senhor Deus. Um bom lugar por lá o Geraldo
Macarrão foi hospedado. Não tinha inimigos e vivia da amizade para com todos.
Fotos:
1- Eraldo
Xaxá;
2 - José Mendes Pereira e Júlio Pereira Batista.
Fotos feitas na Ponte de Trem sobre o rio Mossoró no Alto da Conceição.
ALERTA AOS NOSSOS LEITORES!
Perdoe qualquer agressão, para não se sentir culpado ao tirar a vida de alguém. E entenda que: Perdoar é devolver ao outro o direito de ser feliz.
Quando estiver no trânsito, primeiro, lembre-se de lembrar que tem que se lembrar deste lembrete, para não passar por coisas desagradáveis no trânsito.
Cuidado, não discuta! Se errar, peça desculpas. Se o outro errou, desculpa-o, faz com que o erro seja compreendido por ambas as partes, e não perca o seu controle emocional. Você poderá ser vítima.
As pessoas quando estão em automóveis pensam que são as verdadeiras donas do mundo. Cuidado!
Lembre-se de pedir desculpas se errar no trânsito, para não deixar que as pessoas coloquem o seu corpo dentro de um caixão.
Você poderá não conduzir arma, mas o outro conduzirá uma maldita matadora, e ele poderá não perdoar a sua ignorância, e depois que o bicho é criado, o mais difícil é domá-lo.
Imagina bem, o sujeito diante de uma arma sem ter como se livrar dela, hein? Possivelmente irá morrer.
Não se faça de valente, só porque está com a sua namorada ou esposa e não quer que ela sinta o seu fracasso. Ela não te quer como herói, te quer simplesmente como namorado ou esposo vivo.
"O site acima diz que este rapaz condenado a morrer não morrei, mas foi baleado por este ignorante".
Uma confusão criada entre dois ou mais indivíduos no trânsito, muito difícil de ser apaziguada. Cada um quer ter razão, e uma arma poderá surgir entre eles, e alguém apertará o gatilho, e outro irá morrer.
Muito chato para você, sempre me ver lembrando isso. Mas é para o seu bem.
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