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terça-feira, 24 de dezembro de 2019

QUEM É O CARA? CHEGAMOS A UMA CONCLUSÃO

Por Ivanildo Silveira

Amigos que opinaram ou que aguardavam o resultado de nossa investigação. Após realizar uma pesquisa, acho que encontrei a solução para o nome  do cangaceiro, o qual nós queremos identificar, na foto postada,  semana passada.

Após o celebre Benjamin Abrahão realizar as filmagens com o bando de Lampião no ano de 1936, o mesmo fez uma série de reportagens para um grande jornal de circulação no nordeste, no caso o "Diário de Pernambuco "..

Em uma dessas matérias ( vide, logo abaixo), datada de 27 de dezembro de 1936,  o mesmo fez a identificação do " cangaceiro " (inclusive, conviveu com ele), como sendo o "Marreca " que na foto publicada no jornal, posa ao lado do famoso "Jurity"..
 

Uma outra foto dos dois cabras em boa resolução para melhor comparação.



Abraço a todos, e respeito quem pensa de forma diferente, portanto estamos disponíveis para o debate se necessário.

Ivanildo Alves  da Silveira
Colecionador do cangaço
Membro do Cariri Cangaço e da SBEC
Natal/RN

Obs.: Na pesquisa dessa foto agradecemos ao amigo Rostand Medeiros, pelo envio do material.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

EMPOSSADO EM NOVA OLINDA, O COMITÊ CONSULTIVO INTERSETORIAL DA CHAPADA DO ARARIPE

Por Valdir Nogueira

Conhecida por sua beleza e grandeza, a Chapada do Araripe é uma região de riquezas naturais e culturais, de ancestralidades, de tradições e de inovações. Diante de sua representatividade, Governo do Ceará, instituições e sociedade civil constituíram o Comitê Consultivo Intersetorial da Chapada do Araripe – Patrimônio da Humanidade, que foi empossado nesta quinta-feira, dia 19 de dezembro, às 16h, durante a programação da celebração da Renovação da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda. O Comitê foi criado por Decreto 33.341 de 11 de novembro de 2019, com a coordenação executiva da Secult. O evento contou com a presença da Vice-Governadora do Ceará, Izolda Cela, e do Secretário da Cultura, Fabiano Piúba.
A formação do Comitê é resultado do encaminhamento do I Seminário Patrimônio da Humanidade Chapada do Araripe, realizado em agosto no Cariri cearense. O Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), junto a entidades, gestores culturais, artistas, pesquisadores e demais parceiros articularam diferentes ações para garantir que a Chapada do Araripe seja reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.


Iniciativa da política cultural, o Comitê tem o objetivo de promover, articular, garantir, coordenar e executar programas, projetos e ações em torno da proposta da candidatura da Chapada do Araripe como patrimônio cultural e natural da humanidade pela Unesco. Neste sentido, coloca-se no centro do debate a pesquisa enquanto inovação e difusão dos conhecimentos científicos e técnicos para a promoção da valorização cultural e natural da Chapada do Araripe, com ênfase nas narrativas históricas, políticas, artísticas e culturais. A proposta faz parte de uma ação integrada que envolve os três níveis de Governo, Organismos Internacionais, Universidades, Instituições Não Governamentais, Instituições Técnicas Científica e pesquisadores. Assim, a execução da presente ação representa a criação de processos efetivos para o reconhecimento internacional do patrimônio cultural e natural da região da Chapada do Araripe.

Valdir Nogueira, Pesquisador e Escritor
Conselheiro Cariri Cangaço

http://cariricangaco.blogspot.com

SÓ PARA CONHECIMENTO - ORIGEM DA EXPRESSÃO “OVELHA NEGRA”



Usada para designar alguém que se diferencia de um grupo, da mesma forma que uma ovelha de cor preta se destoa das demais brancas, a expressão “ovelha negra” se originou na Antiguidade e não é restrita à língua portuguesa. 

Naquela época, animais pretos eram sacrificados em oferendas aos deuses ou para acertar acordos, pois eram considerados animais maléficos. Foi daí que surgiu o hábito de chamar aqueles que se diferenciam por chocar ou desagradar os demais de “ovelha negra”.


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AS BOMBAS AMERICANAS DESTROEM CIDADES DE HIROSHIMA E NAGASAKI NO IMPÉRIO JAPONÊS

Por José Mendes Pereira

A nuvem de cogumelo sobre Hiroshima após a queda da Little Boy - pt.wikpedia.org 

Morrer pela pátria é uma coisa sem graça e sem sentido. Por que morrer pela pátria se os que deveriam estar lá, lutando pelo a defesa do seu país, ficam escondidos em suas mansões, só ordenando que ataquem isso ou aquilo? Eu, hein!

Os ataques com grande poder de destruição às lindas e conhecidas cidades Hiroshima e Nagasaki, ocorridos no final da Segunda Guerra Mundial, realizados nos dias 6 de agosto e 9 de agosto do ano de 1945, contra o Império do Japão, foram feitos pela Força Aérea dos Estados Unidos da América, com ordens de Harry S. Truman, que na época era presidente dos Estados Unidos.
 


Após seis meses de horrorosos bombardeios, os Estados Unidos  tentavam convencer o Japão desistir da batalha, atacando outras cidades,  mas só conseguiram vencer o Japão com a mais potente bomba atômica "Little Boy", soltando em uma segunda-feira, sobre a cidade de Hiroshima. 

Em 6 de Agosto de 1945 às 8:15am, uma bomba atômica carregada de Urânio explodiu 580 metros acima da cidade de Hiroshima com um grande Flash brilhante, criando uma gigante bola de fogo, a temperatura no centro da explosão chegou aos 4,000ºC. Mandando raios de calor e radiação para todas as direções, soltando uma grande onda de choque, vaporizando em milisegundos milhares de pessoas e animais, fundindo prédios e carros, reduzindo uma cidade de 400 anos à pó. O que era de árvores foram todas destruídas com o forte calor
 
Em Hiroshima foi jogada a bomba atômica “Little Boy” e, três dias depois, a bomba “Fat Man” em Nagasaki. Até os dias de hoje, as duas bombas foram as únicas . - www.infoescola.com   

Três dias depois, no dia 9, a "Fat Man" caiu sobre Nagasaki. Historicamente, estes são até agora os únicos ataques onde se utilizaram armas nucleares. As estimativas, do primeiro massacre por armas de destruição maciça, sobre uma população civil, apontam para um número total de mortos a variar entre 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sendo algumas estimativas consideravelmente mais elevadas quando são contabilizadas as mortes posteriores devido à exposição à radiação. A maioria dos mortos eram civis.

 
No dia 3 foi a vez de Nakasaki, recebendo de presente a bomba “Fat Man”. Até os dias de hoje, as duas bombas foram as únicas .http://pt.wikipedia.org/wiki/Fat_Man 

Com a destruição em massa dessas duas cidades e milhares de mortos em poucos segundos, o Japão resolveu entregar os pontos no dia 15 de agosto de 1945. Mas para isso, foi obrigado assinar oficialmente da sua rendição em 2 de setembro, na baía de Tóquio,  e finalmente foi anunciada o fim da II Guerra Mundial.

Que destino tomou esta criança - corujapaideia.blogspot.com 

O papel dos bombardeios atômicos na rendição do Japão, assim como seus efeitos e justificações, foram submetidos a muito debate. Nos Estados Unidos, o ponto de vista que prevalece é que os bombardeios terminaram a guerra meses mais cedo do que haveria acontecido, salvando muitas vidas que seriam perdidas em ambos os lados se a invasão planejada do Japão tivesse ocorrido. No Japão, o público geral tende a crer que os bombardeios foram desnecessários, uma vez que a preparação para a rendição já estava em progresso em Tóquio.

Vítima da crueldade do homem - corujapaideia.blogspot.com 

As Bombas Atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki ficaram em nossas mentes. Todos os dias, as imagens são uma mistura da devastação das terras e prédios. Imagens chocantes das ruínas, mas quanto as vítimas? 

 
Foi lançada a primeira bomba atômica da nossa história, na cidade de Hiroshima, Japão. Somente no primeiro instante foram mortas mais de 70.000 pessoas, ... - eleteimou.blogspot.com 

O calor provocados pelas bombas, foi tão intenso que  tudo foi vaporizado. As sombras dos parapeitos foram imprimidas no chão. Em Hiroshima, tudo o que sobrou de alguns humanos, sentados em bancos de pedras próximos ao centro da explosão, foram as suas silhuetas.


A explosão da bomba hiroshima fez os relógios pararem 8:15 

Adultos e crianças foram incinerados ou paralisados em suas rotinas diárias, os seus organismos internos entraram em ebulição e seus ossos carbonizados. Que maldade dos homens! No centro da explosão, as temperaturas foram tão quentes que derreteram concreto e aço. Dentro de segundos, 75,000 pessoas foram mortas ou fatalmente feridas. As mortes causadas pela radiação ainda aconteceram em grandes números nos dias seguintes. “Sem aparente motivo as suas saúdes começaram a falhar. Eles perderam apetite. Seus cabelos caíram. Marcas estranhas apareceram em seus corpos. E eles começaram a ter sangramentos pelas orelhas, nariz e boca”.

 

Médicos “deram aos seus pacientes injeções de Vitamina A. Os resultados foram horríveis. E buracos começaram a surgir em seus corpos causado pela injeção da agulha. Em todos os casos as vítimas morreram”. Como pode!

Hibakusha é o termo usado no Japão para se referir as vítimas das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki. A tradução aproximada é “Pessoa afetada por explosão”.

Eles e suas crianças foram vítimas da falta de conhecimento sobre as consequências das doenças causadas por radiação.

olavosaldanha.wordpress.com  - Hiroshima e Nagasaki 

Muitos deles foram despedidos de seus empregos. Mulheres Hibakusha nunca se casaram, muitos delas tinham medo de dar a vida para uma criança deformada. Os homens também sofreram discriminação. “Ninguém quis se casar com alguém que poderia morrer em poucos anos”.

Em 10 de Agosto de 1945, o dia depois dos ataques à Nagasaki, Yosuke Yamahata, começou a fotografar a devastação. A cidade estava morta. Ele caminhou através da escuridão das ruinas e corpos mortos por horas. Mais tarde, ele fez as suas últimas fotos próximas a estação médica, ao norte da cidade. Em um único dia, ele completou o único registro fotografico logo após às bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki.


O  sonho acabou - julia-nopaisdasmaravilhas.blogspot.com 

A detonação da Little Boy, como era chamada a bomba que causou a morte de mais de 250 mil pessoas em Hiroshima, foi ouvida até nas cidades vizinhas. Ela destruiu tudo o que encontrava num raio de dois quilômetros e meio, devastando vegetação e estrutura da cidade. Porém, o aporte térmico da bomba teve um alcance ainda maior. A detonação daFat Man sobre Nagasaki causou tanta destruição quanto em Hiroshima.

Vida findada - olavosaldanha.wordpress.com

Sobreviventes que sofreram fortes queimaduras devido a propagação do intenso calor, fora da área de explosão, andavam pelas ruas sem saber o que havia acontecido. A radioatividade se espalhou provocando chuvas ácidas, causando a contaminação da região, incluindo lagos, rios, plantações. Os sobreviventes foram atendidos dias depois, o que ocasionou a morte lenta e agonizante de muitos.

Até os dias de hoje, os descendentes dos habitantes afetados sofrem os efeitos da radioatividade. 

Grande parte: Wikipédia
Se você gosta de ler histórias sobre "Cangaço" clique no link abaixo:

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SEU MANÉ DA RURAL E A "PESCARIA EM BOQUEIRÃO"

Por José Mendes Pereira

Grande seu Mané Alves com o seu jeito de fazer rádio! Um locutor que todos mossoroenses tinham carinho pela sua pessoa. Um homem tão simples que nunca passou de uma velha e desmoronada bicicleta.


Seu Mané Alves nasceu no rádio juntamente com o radialista Martins Coelho, outra figura admirada em Mossoró. E me parece que Martins Coelho só está atrás do jornalista Emery Costa que é o mais antigo radialista de Mossoró que está em plena atividade.


Poderá alguém pensar que é coisa ridícula, mas na verdade só é ridícula se a mente da pessoa não for tão sadia. Bem mais ridículas são postadas todos os dias coisas que não deveriam aparecer nas páginas do facebook.

Quando o cantor João Gonçalves gravou a música "Pescaria em Boqueirão" e foi contratado para se apresentar em Mossoró seu Mané Alves da Emissora de Educação Rural de Mossoró ficou encarregado de sair pelos bairros anunciando que o cantor iria se apresentar em um dos clubes de nossa cidade. O seu anúncio era o seguinte:

"ATENÇÃO, ATENÇÃO MINHA QUERIDA JUVENTUDE MOSSOROENSE! VAI CHEGAR EM NOSSA CIDADE O HOMEM DA LAPA DE MINHOCA."

Assim era o jeito do seu Mané Alves fazer locução.

Leia o que escreveu a jornalista 

1- Seu Mané Alves;
2 - Martins Coelho;
3 - Emery Costa irmão do amigo Every Costa. Grande figura também do rádio que partiu muito jovem. Emery Costa é cativo à praça Vigário Antônio Joaquim, no centro de Mossoró. À tardinha sempre está lá.
As imagens foram apanhadas no google.

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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

"O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO"

(Foto tirada de celular por Helder Pinheiro).

Com alegria e gratidão, recebo nesta data, o livro "O Sertão Anárquico de Lampião - Cangaço, canudos, padre Cícero, Coluna Prestes, coronelismo e Estado Novo - O Nordeste no início do século XX" do estimado escritor Luiz Serra. A obra é bem construída, repleta de informações, fotografias e registros da época. Um resgate histórico! 

Parabéns! Sucessos merecidos! 

Adquira-o através deste e-mail:

franpelima@bol.com.br

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1760758954196482&set=a.1383716451900736.1073741829.100007871824564&type=3&theater

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ECOS DE COMBATES... DA "FAZENDA MARANDUBA"


Por Rubens Antonio

Um dos combates referenciais do Cangaço foi o Fogo da Maranduba. Os militares e jagunços aliados foram duramente fustigados. Aqui, a demanda de um dos soldados sobreviventes, de vinculação dos seus ferimentos àquele combate, em um documento que repousa, atualmente, no Arquivo Público da Bahia.




Transcrição:

TESOURO DO ESTADO DA BAHIA
P.M.E.B

Quartel em Paripiranga, 8 de Março de 1940.
Do soldado 2898 ANTONIO TEODORO CHAVES

Ao sr. Cel. Comandante da PM

ASSUNTO: – requer I.S.O.

Tendo sido baleado no combate contra o grupo de “Lampeão”, no dia 9 de Janeiro de 1932, quando fazia parte da “Col.Ten. Liberato” comandada pelo Sr. Cap. do E.N. Liberato de Carvalho, na fazenda “Maranduba”, Municipio de Poço Redondo, Estado de Sergipe, venho de solicitar–vos um Inquerito Sanitario de Origem, a bem dos meus direitos. Nestes têrmos, pede deferimento.
Sargento Antonio Teodoro Chaves
(Foto inédita na literatura. Cortesia de sua bisneta Gabriella Costa, para o Acervo Lampião Aceso)
 É permitida a reprodução desde que cite-nos como referência primária.


Da "Fazenda Cajazeira"

Pouco conhecido e comentado, em termos de estudos do Cangaço, foi o Fogo da Fazenda Cajazeira, no Município de Cipó, BA. Aqui, a demanda de um dos soldados sobreviventes, de vinculação dos seus ferimentos àquele combate, em um documento que repousa, atualmente, no Arquivo Público da Bahia.



Transcrição:

TESOURO DO ESTADO DA BAHIA
P.M.E.B

Quartel em Paripiranga, 11 de Março de 1940.
Do soldado ANTONIO TEIXEIRA DA SILVA

Ao sr. Cel. Comandante da PM

ASSUNTO: – requer I.S.O.

ANTONIO TEIXEIRA DA SILVA, soldado do 4º B.C., adido ao D–NE., tendo sido acidentado no combate contra o grupo de “Lampeão”, havido na Fazenda Cajazeira, Município de Cipó, Estado da Bahia, no dia 11 de Agosto de 1932, quando fazia parte da “Coluna Tenente Ladislau”, que operava no Nordéste do Estado, vem, mui respeitosamente, a bem dos seus interesses, solicitar–vos um Inquerito Sanitario de Origem.
Termos em que espera e PEDE DEFERIMENTO.

Pescado na fartura do Sítio do Cumpadi Rubens

PRÊMIO CHICO ALBUQUERQUE, DO CEARÁ PARA O BRASIL E O MUNDO


Aconteceu na noite do último dia 17 de dezembro no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza a festa de entrega do Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia 2019; uma promoção da Secretaria da Cultura do Ceará. O Prêmio Chico Albuquerque; repaginado, com novas categorias, novo valor e agora com abrangência nacional; contou com mais de 170 propostas inscritas e a participação de 20 estados, o prêmio contemplou cinco projetos nas categorias: Narrativas Brasileiras, Categoria Descobertas e Outras Visões. Cada autor participou com apenas uma proposta de trabalho autoral em uma das três categorias de premiação. 

Tiago Santana apresenta o Prêmio Chico Albuquerque

Antes mesmo de continuarmos com a festa da noite de premiação, é importante dizer quem foi Chico Albuquerque, para isso nos valeremos da apresentação de seu Chico feito pelo IMS-Instituto Moreira Sales: "Pioneiro da publicidade brasileira na década de 1940, Chico Albuquerque foi exímio retratista de personalidades, chefe da equipe que montou o departamento de fotografia da Editora Abril na virada dos anos 1960-1970 e ensaísta apaixonado pelos temas típicos de sua terra natal, o Ceará. Todas essas vertentes de seu trabalho resultaram num acervo de cerca de 70 mil imagens que está preservado no Instituto Moreira Salles por meio de convênio com o Museu da Imagem e do Som de São Paulo".

Chico Albuquerque

E continua o IMS:"Nascido numa família de fotógrafos, o jovem Francisco começou sua carreira no cinema, aos 15 anos, como auxiliar do pai, Adhemar Albuquerque, também cinegrafista amador. Foi produzindo retratos no estúdio fundado por este em Fortaleza, o Aba Film, que se iniciou profissionalmente na fotografia. Aos 25 anos, participou, como fotógrafo de cena, das lendárias filmagens em locações cearenses de It’s All True, o documentário inacabado de Orson Welles, que havia se instalado momentaneamente em Fortaleza. Com Welles, Albuquerque afirmou ter compreendido a necessidade de desenvolver uma noção estética para se fotografar corretamente. O documentário foi rodado na praia do Mucuripe, na capital do Ceará, o mesmo cenário de seu primeiro grande ensaio do fotógrafo, realizado dez anos mais tarde.A rigorosa composição dos quadros, que Albuquerque considerava uma lição do cineasta americano, o acompanharia por toda a carreira, traduzindo-se em sua busca de controle total da imagem, sobretudo em estúdio, mas também sob luz natural – característica que fazia dele, segundo o amigo e colega Thomas Farkas, um profissional “muito perfeccionista”. Para encontrar seu caminho, o jovem Albuquerque organizou o próprio portfólio e viajou para o Rio de Janeiro em duas ocasiões, entre 1934 e 1946. Queria aprofundar os conhecimentos e melhorar a técnica."

Fabiano Piúba ao lado dos ganhadores do Prêmio Chico Albuquerque

“Avaliamos o prêmio e tomamos um caminho de que ele pudesse ganhar uma abrangência nacional. A própria figura do Chico Albuquerque é uma referência nacional, merece esse destaque. Além disso, o Ceará já tem uma vocação e um percurso reconhecido na fotografia. De como a fotografia cearense dialoga com a fotografia nacional para que possamos ter aí um movimento de dentro para fora, de fora para dentro, de chamar atenção do país para o Ceará e vice-versa”, afirma Fabiano Piúba, secretário da Cultura do Ceará.

Vamos às premiações da noite. Na Categoria Narrativas Brasileiras, foram analisadas 29 propostas, desse total, foram finalistas cinco propostas, sendo vencedor o fotografo Luiz Otávio Salameh Braga. Na Categoria Descobertas, foram analisadas 79 propostas sendo vencedores André de Sampaio Penteado e Mauricio Soares Gomes de Oliveira e por fim nCategoria Outras Visões, depois de analisadas 44 propostas foram vencedoras, Claudia Barbosa Vieira Tavares e Letícia Lampert.

Luiz Braga e Ingrid Rebouças

Luiz Braga é formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Pará (UFPA). Realizou mais de 70 exposições entre individuais e coletivas no Brasil e no exterior, e suas fotografias compõem coleções importantes como a do Museu de Arte de São Paulo, do Centro Português de Fotografia, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, entre outras.

O Prêmio é uma homenagem ao fotógrafo brasileiro Chico Albuquerque (1917-2000) que nasceu no Ceará e tornou-se pioneiro na fotografia publicitária no País e um dos artistas mais inovadores de sua geração. Ao longo de uma trajetória de 68 anos dedicados à fotografia, consagrou-se como retratista de personalidades que marcaram a história brasileira. Dentre seus principais trabalhos, destaca-se o ensaio “Mucuripe” (1952) que retrata o cotidiano de jangadeiros do litoral cearense, revelando a profunda relação desses homens com o mar.
"Paralelamente, construiu uma sólida reputação de retratista, fotografando em poses rigorosamente dirigidas – quase sempre em estúdio e sem nenhum adereço de cena – membros da alta sociedade paulistana, artistas e celebridades. Diante de sua lente, passaram personalidades tão díspares quanto Victor Brecheret, Juscelino, Ronald Golias,Luiz Gonzaga, Jânio Quadros e Hilda Hilst. Paralelamente à atividade comercial, participou ativamente de debates teóricos do Fotoclubismo, que acontecia principalmente em torno do Foto Cine Clube Bandeirante."

 Tiago Santana
 Tiago Santana e Ingrid Rebouças
Manoel Severo e Alênio Carlos


"Em 1952, Albuquerque voltou a Fortaleza para realizar um de seus ensaios mais célebres, Mucuripe, fotografando, num preto e branco de forte inclinação épica, a paisagem e a vida dos jangadeiros. Tema semelhante seria abordado por ele mais de 30 anos depois, agora em cores, no ensaio Jericoacoara. Também coloridas são as fotografias da série Frutas, de 1978, verdadeiras naturezas-mortas em sua ambição pictórica, que o artista plástico Aldemir Martins considerava “as melhores fotografias de frutas brasileiras que existem”. Albuquerque voltou a viver em Fortaleza em 1975. Em 1981, foi convidado a assumir, como consultor, a coordenação de um grupo de 12 repórteres fotográficos de O Povo. Ele começou reformulando o laboratório, espaço fundamental para o desenvolvimento profissional dos novos fotógrafos. O grupo se transformaria na primeira equipe de trabalho do jornal."
Manoel Severo e Silas de Paula
Beto Skef e Ingrid Rebouças
Paula Georgia e Ingrid Rebouças

"Quando Chico Albuquerque se transfere para São Paulo, em 1945, o mercado fotográfico é restrito e ainda voltado, sobretudo, para reportagens de família. Atuando a princípio como retratista, destaca-se ao fotografar personalidades como Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), Victor Brecheret (1894 - 1955) e Burle Marx (1909 - 1994), entre outros. Por meio de enquadramentos fechados e pela ênfase na expressão dos olhares, os retratos sugerem o estado psicológico dos modelos ou mostram flagrantes de emoções. O aspecto teatral dos registros é realçado pelo tipo de iluminação, geralmente lateral, com sombras marcadas e contraluzes." Portal Itau Cultural.

Silas de Paula e Ingrid Rebouças
Beto Skef, Igor Cavalcante e Ingrid Rebouças

Família Albuquerque e o Cangaço... 


Aqui rendemos nossa homenagem ao querido e inesquecível Ricardo Albuquerque, filho de seu Chico Albuquerque e à sua obra: Iconografia do Cangaço, livro e DVD. A obra reúne mais de 150 fotografias, do acervo da Aba Film;  revelando detalhes das vestimentas, do cotidiano, dos costumes e hábitos dos cangaceiros , com o livro, um DVD "Lampião, o rei do cangaço", com as únicas imagens em movimento dos cangaceiros, produzidas por Benjamin Abrahão incluindo 4 minutos inéditos, recuperados, em 2002, pela Cinemateca Brasileira. Ricardo era filho de seu Chico Albuquerque e neto de seu Ademar Albuquerque, fundador da Aba Film e grande responsável pela empreitada do libanês em fotografar e filmar Lampião.
Entrega do Prêmio Chico Albuquerque, SECULT - Dragão do Mar-Fortaleza,                         
 Ceara 17 de dezembro de 2019.


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