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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

LIVRO: VINGANÇA, NÃO...! (A VIDA DO CANGACEIRO CHICO PEREIRA)

 Por Francisco Frassales.


Em crônica anterior, falei do padre Francisco Pereira Nóbrega e hoje escrevo sobre o livro “Vingança, não - Depoimento sobre Chico Pereira e cangaceiros do Nordeste”. Não se trata de livro de história nem de memória. Tampouco é romance ou novela, embora o autor tenha lançado mão de recursos ficcionais, a exemplo de recriação de monólogos para imprimir lógica ao fluxo narrativo e torná-lo verossímil.
O foco do livro é conhecido. Chico Pereira entra no crime para vingar a morte do pai, João Pereira, comerciante, proprietário rural e político em Sousa, com atuação no distrito de Nazaré e em São Gonçalo. O filho prendeu e entregou à polícia o executor da morte do pai, mas com pouco tempo o viu impune, andando livre pelas ruas, em feiras e festas. Um acinte. Depois de muita tocaia, “Zé Dias foi achado morto no meio da estrada. Estendido no chão. Só ele e a morte. E ninguém mais por testemunha”, escreve padre Pereira.


A partir daí, desencadeia-se o processo de formação de bando de cangaceiros. Chico Pereira planeja assaltar Sousa, ajudado por Lampião, que manda dois irmãos, Antonio e Livino Ferreira, dividir o comando das operações. Em 27 de julho de 1924, à frente de 84 homens, o grupo invade Sousa. Houve saques, cenas de humilhação do juiz de direito e outros fatos narrados com sutileza para não reabrir feridas, penso. O livro repassa, também, episódios que envolvem padre Cícero Romão Batista, políticos paraibanos e o advogado Café Filho; fugas, esconderijos, a morte vestida de cobra venenosa; o descumprimento de acordos com autoridades, a prisão sem resistência em Cajazeiras, em plena Festa da Padroeira, e levado para a cadeia de Pombal. A viagem para a morte na estrada de Currais Novos, nas mãos da polícia, na madrugada de 28 de outubro de 1928. Tudo isso Francisco Pereira Nóbrega narra em 20 capítulos, afora nota explicativa, uma foto e um croquis das andanças do pai em terras da Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Quarenta e cinco anos depois de publicada, a obra virou peça de teatro e já poderia ter-se tornado filme. É livro perene, um depoimento original, nascido de dentro para fora. Explico. Centenas de livros versam acerca do cangaço, escritos por sociólogos, memorialistas, historiadores, jornalistas, enfim, estudiosos, mas poucos existem como “Vingança, não”. O autor não vivenciou a maioria dos fatos narrados. Ouviu-os da boca de parentes e amigos. Cresceu a escutar as versões familiares. Não se contentou com isso, porém, e durante dois anos checou datas, nomes, lugares e episódios em consultas a processos judiciais, testemunhas e jornais da época.

O livro encerra aspectos relevantes para as pesquisas históricas, sociológicas e políticas da fase final da República Velha, auge do coronelismo, o intricado sistema de relações de poder que nascia no interior dos municípios, propagava-se pelas capitais dos estados e chegava ao centro das decisões políticas e administrativas do País. Essa teia de relações de poder aparece despida no livro, envolta em simplicidade narrativa de fazer inveja. Como se forma um bando de facínoras? Lá está, passo a passo, sob o influxo das injunções políticas interferindo nas atividades comerciais, envolvendo o judiciário, o aparelho policial, as autoridades do executivo estadual, numa promiscuidade que era a própria essência do poder na Primeira República.

Nem a religião escapava dessa urdidura. O autor descreve a esperança que era ir a Juazeiro em busca das bençãos do padre Cícero. Pereira Nóbrega produz uma síntese quase perfeita do messianismo e a exploração política que o cerca, ao referir-se ao mandachuva, deputado Floro Bartolomeu: “Sem ser beato nem cangaceiro, será o ângulo onde se encontram ambos. Sobre essa dupla força se firmará para atingir alturas que jamais suspeitou.” Para quem nada era e nada tinha, isso foi tudo. Enfeite de ficcionista? Que nada, realidade pura.

Tudo isso está escrito com singeleza, sem rebuscadas técnicas literárias, de permeio com o desenrolar de laço amoroso nascido entre “manso e pacato contratante de cal” e uma menina-moça de 12 anos, órfã de pai, assassinado, que casa por procuração aos 14, e enviúva aos 17 anos, com a herança de três filhos e o estigma de mulher de cangaceiro. “Vingança, não” transpira amor em meio à tragédia sertaneja.

Esta crônica, publicada no jornal Gazeta do Alto Piranhas, Cajazeiras, nº 325, de 04 a 10/03/2005,.

P S – Francisco Pereira Nóbrega deixou a batina, casou-se, teve filhos. Fez-se professor, escritor, cronista. Afastou-se do ministério, mas continuou a obra de evangelização. Sua última missão foi dedicar-se ao Catecumenato. Morreu em João Pessoa, em 22 de janeiro de 2007.

Francisco Frassales.
Compartilhado de Cangaceiros Cariri

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta
Link: 
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=504417526426893&set=pcb.468917773317172&type=3&theater

Adquira este livro com o professor Francisco Pereira Lima através deste 
e-mail: 

franpelima@bol.com.br

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OS TABUS LAMPIÔNICOS

Por Verluce Ferraz

O espaço me permite tratar dos tabus que permeavam a vida dos cangaceiros, em especial de Lampião e da Maria Bonita. Relatos existem em livros que, os mesmos se abstinham de fazer sexo nos dias de sextas-feiras, e quando partiam para uma relação sexual, retiravam as orações e patuás de cima do corpo; deixando-os a certa distância. Que depois de praticarem sexo, se limpavam para afastar desgraça de cima de suas vidas. Pelas descrições de manias não pode-se esses associar esses rituais à religiosidade, tampouco a dignidade, visto que cangaceiro não observava tais preceitos, além de matarem pessoas para apropriarem-se de bens materiais. Não havia remorso pelas vidas cerceadas, pelas famílias viúvas e órfãos. Todos os cangaceiros viviam infringindo às leis Naturais e leis Estatais. Matar gente ou animais era tão mais comum que se possam avaliar. Era costume a pratica de saques, assaltos, e estupros, entre outros crimes. Vamos então aqui registrar o papel desempenhado pelos tabus e seus efeitos conservadores de velhos usos no trato que tais pessoas supersticiosas, desde a antiguidade, acreditavam em um grande número de tabus:

- O flamen dialis, o sumo sacerdote de Júpiter, tinha que observar um número enorme de tabus. Ele

“não podia montar ou mesmo tocar um cavalo, nem ver um exército em armas, nem usar um anel que não fosse partido, nem vestir uma roupa que tivesse algum nó; [...] não podia tocar farinha de trigo nem pão fermentado; não podia tocar ou mencionar um cão, uma cabra, carne crua,, feijão e hera [...] seu cabelo podia ser cortado apenas por um homem livre, com uma faca de bronze, e, quando cortados, o cabelo e as unhas tinham de ser enterrados sob uma árvore auspiciosa; [...]; ele não podia tocar num cadáver [...];não podia ficar descoberto ao ar livre”.

E tudo tinha significado de consequências que conduziam aos perigos. Lampião, nas suas superstições escolhia o dia da sexta-feira para não ter conjunção carnal. Aconselhava também os seus bandos a seguir seus pensamentos, usando orações e símbolos que, exerciam poderes mais para fetiches; isso é confundido por alguns, como obediência espiritual, para livramento do mal. Pelos modos vividos, as contradições serão expressas porque o homem após ser civilizado e religioso, jamais praticaria atos de crueldade quanto praticaram os grupos cangaceiros.

Perdi a fonte, mas foi escrito pela pesquisadora Verluce Ferraz.

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LAMPIÃO E O SERTÃO DO PAJEÚ, de Anildomá Willans de Souza

 Por Anildomá Willians

É o livro que trás a saga do Rei do Cangaço dentro de um território ou espaço geográfico – o Sertão do Pajeú – e de um período do tempo, que inicia quando ele foi empurrado para o cangaço, a partir da morte do seu pai, em 1920, até sua travessia do Rio São Francisco, quando deixou pra trás o sertão pernambucano, em 1928, instalando seu reinado na Bahia e Sergipe. 

O autor foi buscar depoimentos de ex-cangaceiros e ex-volantes, além de declarações de pessoas que testemunharam algum fato ou passagem de Lampião e seus cangaceiros, narra as cidades, vilas e fazendas que foram invadidas ou visitadas pelos cangaceiros, os memoráveis tiroteios, seus protetores que forneciam armas e munições, matérias de jornais da época noticiando as peripécias do distante sertão, Boletins de Ocorrências e telegramas trocados entre os comandantes de polícia do interior e as autoridades da capital dando noticias dos movimentos dos cangaceiros.

SERVIÇO: Adquira o seu direto com o autor, pelo telefone (87) 99918 5533. E-mail:lampiaoeosertaodopajeu@gmail.com

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VESTIDO DE MARIA BONITA

 Por Adelso Mota

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JOCA BERNARDO E A TRAMA DA MORTE DE LAMPIÃO.

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Cangaçologia

Depoimento do senhor Celso Rodrigues da cidade de Piranhas em Alagoas. Nesse vídeo ele fala a respeito da trama envolvendo o coiteiro Joca Bernardo e a polícia que culminou na morte de Lampião, Maria Bonita, nove cangaceiros e um soldado da Força Policial Volante alagoana na manhã de 28 de julho de 1938 na Grota do Angico na época pertencente ao município sergipano de Porto da Folha. Uma história fascinante contada por quem cresceu "respirando" a história cangaceira, principalmente aquela ocorrida em sua região. Um documentário imperdível. Assistam e ao final deixem seus comentários, críticas e sugestões. Inscrevam-se no canal e não esqueçam de ativar o sino para receber todas as nossas atualizações. Forte abraço... Cabroeira! Atenciosamente: Geraldo Antônio de Souza Júnior - Criador e administrador do canal. @Cangaçologia

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É HOJE À NOITE!


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GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO

 Por Manoel Severo

Sem sombras de dúvidas uma das mais significativas e ao mesmo tempo polêmicas personalidades de nosso nordeste e porque não dizer do Brasil, foi o santo padre do Juazeiro do Norte, o cearense do século. O Cícero Romão Batista nascido no Crato, ordenado em Fortaleza e que realizando sua Missão sacerdotal no antigo "Tabuleiro Grande" viria a se tornar a figura mais estudada do clero brasileiro, com mais de cinco centenas de publicações a seu respeito, despertando amor e ódio entre todos aqueles que entraram em contato com sua controversa historia e legado. 

Muitos e muitos episódios marcantes na vida de Padre Cícero vieram a se tornar emblemáticos para a história não só do Ceará, mas do nordeste como um todo, destacando-se dentre eles o mais polêmico de todos: O chamado "milagre da hóstia" ainda no século XIX, quando despertou ao mesmo tempo a desconfiança e perseguição da Igreja e a histeria de toda uma "nação romeira" que passaria a partir dali a se tornar uma das forças deste grande e mítico sertanejo. 

Nesse contexto, Manoel Severo Barbosa recebe os extraordinários pesquisadores, Angelo Osmiro Barreto e Urbano Silva para uma conversa reveladora sobre o Santo do Juazeiro. GRANDES ENCONTROS CARIRI CANGAÇO: PADRE CICERO: Todas as dimensões do santo do Juazeiro.

ENTRA LÁ, FAZ SUA INSCRIÇÃO E ATIVA AS NOTIFICAÇÕES:

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CORISCO E DADÁ TIVERAM VÁRIOS FILHOS

 Por Volta Seca


O casal cangaceiro, CORISCO E DADÁ, tiveram vários filhos, dentre eles , Silvio Bulhões ( mora em Maceió); Maria do Carmo (mora em Salvador) e Maria Celeste. (que , também, mora nessa última cidade)

Abaixo, uma foto de Maria Celeste e seu esposo, Sr. Raimundo Gomes.

Foto, gentilmente cedida por:

Indaiá Santos (filha de Mª Celeste)...

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CARIRI CANGAÇO, UMA LUZ DE CULTURA NORDESTINA

Por Luiz Serra 

Luiz Serra

Um movimento que tomou corpo nos últimos anos, no campo das atividades voltadas à cultura raiz nordestino, com foco no sertão agreste, tem o nome sugestivo de Cariri Cangaço. O Curador da agremiação cultural, agora Instituto Cariri Cangaço, é o cearense Manoel Severo Barbosa, que conduz com dinamismo uma plêiade de entusiastas e pesquisadores que essencialmente se voltam a rebuscar os atos e fatos de origem do fenômeno intrínseco às caatingas: o cangaço.

Severo em seu conhecido Blog, cujo título é o nome do projeto, seguido por milhares de atentos admiradores dessa tradição brasileira, sempre se refere ao motor originário do Cariri Cangaço: “É o resultado de um grande sonho”. Citou que desde a infância se encantava com as histórias vividas pelos cangaceiros, autênticas sagas, muitas singulares em extremos conflitos, de um padecimento sem tamanho, e, mesmo assim, admirava-se por ter muitos remanescentes do bando de Lampião chegado à destacada longevidade. Tais personagens assim que proporcionaram aos pesquisadores um campo fértil para discussões temáticas e produção de uma literatura vasta e absorvente.

O centro da extensa laboração entre os tantos seminários e palestras, levados a cabo pelo Cariri Cangaço, está factualmente na figura de Lampião. Uma figura polêmica, sertaneja, que emergiu em cenário de anarquia e desordem de poderes, em meio a precárias ordenações de disputas de terras entre coronéis sertanejos que, não há dúvida, faziam comprimir os sofredores viventes da terra adusta na caatinga imensa.


Como aduz Severo acerca da personalidade central do capitão-cangaceiro: “Com o tempo levou-o a outras percepções. Criou um senso de adaptação, criatividade, em extensa rede de interesses, a estética, a medicina, o vigor em ambiente tão hostil, a compreensão da importância da imagem; o primeiro ‘marketeiro das caatingas’, enfim. Virgulino Ferreira da Silva, apesar dos muitos senões, acabou por se tornar um mito”.

Disse mais da origem, em março de 2009, após Seminário em Paulo Afonso, região de berço de Maria Bonita, surgiu a ideia de realizar no seu estado, o Ceará, mais precisamente no Cariri, outro seminário para resgatar um pouco da historiografia cangaceira na região. Referiu-se à crítica inicial, vindas de provocações locais como: “Cangaço no cariri?”, “Evento para endeusar bandido?”. Disse que somando ao sonho, pitadas de perseverança, determinação, acabou que muitos jovens, homens e mulheres, entraram nas audiências dos muitos eventos com a aquiescência e apoio de autoridades locais. Pela internet, o Cariri Cangaço é uma realidade nacional. Sem fazer apologia à violência ou crime, anuiu “ter havido um verdadeiro sentimento de proporcionar um ambiente ainda mais propício para o debate e aprofundamento dessa temática que é tão marcante em nossa terra e em nossa gente”.

Os primeiros seminários promovidos pelo Cariri Cangaço, em Serra Talhada, Mossoró, Paulo Afonso, seguindo as pisadas de Virgulino Ferreira da Lampião, acabaram se tornando novos “vaqueiros da história”. Aproximação de novos companheiros de igual disposição pela cultura, em busca de fontes, a cada evento novidades advindas de descendentes de personagens daquele rico filão da história nordestina. Disse de nomes de relevo na jornada crescente do Cariri Cangaço, os vaqueiros da história. Citou Napoleão Tavares Neves, o primaz, das primeiras bençãos” ao sonho; João de Sousa Lima e Antônio Vilela, a SBEC, Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço; Paulo Gastão e Kydelmir Dantas. Aderbal Nogueira e Ângelo Osmiro; professor Francisco Pereira, de Cajazeiras com notável acervo disponível; O escritor Antônio Amaury. Mencionou que a esses se somaram tantos outros, que hoje formam essa grande confraria de amigos, reconhecida como família Cariri Cangaço.

Manoel Severo, curador do Cariri Cangaço

Acrescentou Severo que das prefeituras de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, vieram a assunção do desafio; a elas se somou a URCA – Universidade Regional do Cariri, o ICC – Instituto Cultural do Cariri, o ICVC – Instituto Cultural do Vale Caririense, o Centro Pró Memória e ainda a Academia de Cordelistas do Crato, o Sebrae, o CCBNB e o apoio vital da Expresso Guanabara. O ensejo acadêmico ao Instituto.

Em nota aos entusiastas do tema, a curadoria do Cariri Cangaço agora informa que esteve cumprindo no dia 08 de maio,intensa agenda de trabalho na cidade de Quixeramobim, na temática de Antônio Conselheiro, mais nova sede do evento previsto para acontecer entre os dias 24 e 26 deste mês, reiterando convite aos interessados.

Manoel Severo externou por derradeiro que o incrível também acontece: “Lampião e o Cangaço que tanto sofrimento trouxe para o ordeiro povo do sertão, hoje promove o encontro, a união e a harmonia na direção da busca da verdade histórica”. Vida longa para o Instituto Cariri Cangaço!

Luiz Serra  Professor e escritor em 23 de maio de 2019 

http://www.pontodevistaonline.com.br/cariri-cangaco-uma-luz-de-cultura-nordestina-luiz-serra/

https://cariricangaco.blogspot.com/2020/09/cariri-cangaco-uma-luz-de-cultura.html

LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS


Você leitor, e eu, vamos participar do casamento de José Ferreira da Silva (Santos) com a dona Maria Sulena da Purificação (Maria Lopes) pais dos irmãos Virgolino Ferreira da Silva, Antonio Ferreira da Silva , Levino Ferreira da Silva e Ezequiel Ferreira Silva? 

Vamos chegar devagarinho! Pés às alturas, como se nós estivéssemos flutuando em um picadeiro de circo, silêncio total, sem pigarrearmos em momento algum, para vermos o que irá acontecer durante esta união familiar. Não se preocupe, os irmãos Ferreiras não estão aqui entre nós, eles ainda irão nascer, primeiro Antonio Ferreira, depois Levino Ferreira, depois Virgolino Ferreira e por último (dos homens) Ezequiel Ferreira da Silva.

 José Ferreira da Silva e Maria Sulena da Purificação

O casamento destes famosos e futuros pais de 4 cangaceiros você irá adquirir toda história no livro: "Lampião a Raposa das Caatingas", do escritor José Bezerra Lima Irmão - a partir  da página 70. 

Esta maravilhosa obra você irá encontrá-la através deste e-mail: franpelima@bol.com.br, com Francisco Pereira Lima, o professor Pereira, lá de Cajazeiras no Estado da Paraíba. 

A maior obra já escrita até hoje sobre cangaço e sobre a família Ferreira do afamado Lampião.

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PERDEMOS UM GRANDE AMIGO! HOMERO XAXÁ SE FOI PARA JUNTO DE DEUS!

 Por José Mendes Pereira


Perdemos um grande amigo. Prestativo e que nos recebia em sua casa com muito afeto. Homero Xaxá era primo do meu pai. Domingo que se passou, aos 94 anos de idade Deus o chamou para o seu reino. Não foi para Deus causado pela covid-19. Foi pela idade. Adoeceu e nos disse adeus!. 

Foi embora o homem que tinha consideração a todos nós e aos parentes e amigos. Se chegasse em sua porta e o chamasse ele já sabia quem era o seu visitante. De muitos anos tinha deficiência visual, mas nos conhecia pela voz. Eu não demorava o visitar. Sempre eu apanhava alguns parentes e íamos visitá-lo

Homero foi para junto de Deus e lá, com certeza foi bem recebido por todos aqueles que em vida ele os conheceu! 

Adeus, Homero Xaxá! Um dia nós iremos te encontrar, mas desta vez, na Casa do Senhor! A estrada poderá ser diferente, mas o caminho da eternidade será pelo o mesmo que você foi. Eternos serão teus dias daqui para frente. Você passou da morte para a vida eterna!

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terça-feira, 15 de setembro de 2020

16 DE SETEMBRO 20:00HS.

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ÂNGELO ROQUE, O LABAREDA E DADÁ, DE CORISCO.

Beto Rueda

Fonte:

ARAÚJO, Antônio Amaury Corrêa de. Lampião: segredos e confidências do tempo do cangaço. 3.ed. São Paulo: Traço Editora, 2011.

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AS VOLANTES

Por João Filho de Paula Pessoa

As Volantes, forças policiais itinerantes de combate ao cangaço, e o Cangaço, movimento bandoleiro nômade e armado, que habitaram e se conflitaram pelos sertões nordestinos por muito tempo, além da diferença de que a primeira exercia sua força e suas ações em nome da lei e o outro não, detinham uma série de similaridades. Suas indumentárias eram as mesmas, ao ponto de confundir a população que não distinguia volantes de cangaceiros, suas táticas, utensílios, armamentos, alimentos, pousos e dormidas, condições à que se submetiam na caatinga também eram as mesmas. 

O calor, o sol, a sede, a fome, os perigos da mata e as dificuldades de locomoção eram inerentes aos dois. O assombro que causavam aos sertanejos era o mesmo, ambos praticaram os piores desatinos e horrores no sertão, ambos eram violentos, espancavam, torturavam e matavam. Tanto nas Volantes como no Cangaço habitava o mesmo sentimento motivador de vingança entre seus integrantes, muitos viraram volantes em razão de alguma violência sofrida pelo cangaço e muitos viraram cangaceiros em contra partida a alguma violência que sofreram das volantes, havendo ainda Volantes que viraram Cangaceiros e Cangaceiros que viraram Volantes. 

O sentimento de raiva de um para o outro era na mesma intensidade e a fúria com que se matavam também, bem como o prazer com que despojavam o outro ao se abaterem. Perante a população sertaneja exerciam os mesmos danos e sentimentos, de medo, dor, pavor, revolta e apoio de alguns e ojeriza de outros. Cangaceiros e Volantes travaram por muitos anos, uma epopeica luta nos sertões nordestinos, com enormes perdas e sofrimentos, inúmeros mortos e feridos, encerrando o ciclo desta saga histórica, com o fim do Cangaço, tendo o sertanejo como um grande perdedor neste fenômeno. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza. 14/09/2020.

Obs: Nossos contos também são contados em vídeos no YouTube. Canal - Contos do Cangaço.

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LIVROS DO ESCRITOR JOÃO DE SOUSA LIMA

 Por Volta Seca

Esses, eu recomendo. Venda direta com o autor...

A história do cangaço em Paulo Afonso e região você encontra no supermercado Suprave ou direto com o autor: 75-988974138

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A ESCOLHA DO JAGUNÇO

 *Rangel Alves da Costa


Coisas que só aconteciam naqueles sertões de antigamente. De se acreditar ou não, mas a verdade é que aconteceram. Jagunço que tanto matava também morria. Matador com remorso de ter matado tanto. Leiam essa história e saibam como tudo acontecia.
Quando o vigário recebeu o recado quase dá um troço. Tremeu, avermelhou, chegando mesmo a arroxear. Foi preciso tomar meio copo de pinga para se equilibrar novamente. Eis que não podia acreditar no que tinha ouvido.
Mas não podia negar. Pedido vindo do coronel, dono de terra e bicho, e também das armas e dos que apertavam os gatilhos, era pra ser obedecido. E sem demora. Contudo, verdade é que era um pedido difícil demais de ser atendido. Isso não podia deixar de reconhecer.
Ora, oferecer a extrema-unção a jagunço, pistoleiro de mando, matador de mais de vinte, era coisa que nunca tinha feito e que desafiava seu juramento religioso. Cometeria imperdoável pecado. Por outro lado, devia favor demais ao coronel, sem falar que corria o risco de lhe acontecer o pior acaso deixasse de prestar o último sacramento ao pistoleiro.
Já tinha ouvido falar pela própria boca do coronel - e isso como exemplo de menor monta - que o tal jagunço tinha um carcará como bicho de estimação. E costumava levá-lo no ombro quando ia fazer tocaia pelas redondezas. Depois de fazer fumaçar o cano mortal e perceber que o cabra estrebuchava no chão, era só soltar o bicho que ele ia certeiro na direção dos olhos. Arrancava tudo.
Mas pelo que ouviu do emissário, o jagunço mais confiado pelo coronel estava no leito de morte. Não que houvesse recebido uma resposta de fogo, um tiro igual a tantos que disparou em tocaias e emboscadas. Não. Sabe-se apenas que de uma hora pra outra o homem começou a ter remorsos e disse que ia morrer. Foi com essa intenção que se retirou pro seu barraco e ali se jogou numa cama de varas.
Dizia que queria morrer, que queria morrer, e nem uma rápida visita do seu patrão fez o homem repensar sua decisão e levantar. Até que o coronel propôs dar logo cabo na sua vida com um tiro certeiro na testa dado por outro da mesma laia, mas o cabra rejeitou. Disse que morrer de morte matada seria ligeiro demais e menos doloroso do que a dor verdadeira que queria sentir.


O patrão perguntou por que falava daquele jeito, porque desejava morrer aos poucos, com sofrimento penoso e demorado, e o jagunço simplesmente olhou na direção da arma e fez derramar uma lágrima pelo canto do olho. Perguntado se estava com remorso por já ter matado tanta gente, ele nada respondeu. Soltou outra lágrima. Mas antes que o coronel saísse pediu que lhe arranjasse um vigário para uma última confissão.
Quando o velho sacerdote despontou na malhada da tapera já passava de uma semana do recado recebido. A desculpa enviada ao poderoso amigo era de que estava em jejum fechado. Mas não pôde adiar mais e subiu num lombo de burro. Assim que empurrou a porta para entrar tomou-se de indescritível espanto. O jagunço estava jogado por cima de uma esteira mais parecendo um fantasma.
No mesmo instante o vigário viu que não era nem mais caso de confissão, mas de extrema-unção mesmo, pois o cabra parecia nem estar mais respirando. De uma magreza de bicho na seca, barba de muito tempo sem fazer, um verdadeiro frangalho humano. Lentamente foi abrindo os olhos e ajeitando a cabeça assim que ouviu o vigário anunciando que havia chegado. Sente, o sacerdote ouviu espantado.
Depois o jagunço silenciou novamente e assim ficou por uns cinco minutos. Sentado num banquinho adiante, o da igreja já preparava os óleos para o sacramento quando ouviu, numa voz quase inaudível: Estou morrendo, estou morrendo... Então o vigário apressou-se em derramar os preparos sobre sua testa, a fazer sinais, a pronunciar as palavras apropriadas.
Dez minutos depois, quando a respiração parecia já ter se esvaído e os olhos estavam sendo fechados de vez, o lábio lanhoso se moveu e ele disse: Ainda tenho tempo de confessar uma coisa padre. Chegue mais perto que quero dizer. Mas primeiro me dê aquela arma que tá ali.
Em obediência ao último pedido do moribundo, o vigário não viu nenhum pecado em atendê-lo. Trouxe a arma e colocou-a perto da mão do jagunço. E depois ouviu de sua boca: É que não posso morrer sem cumprir um pedido que me foi feito há muito tempo pelo coronel. Uma vez ele mandou lhe matar. E tenho que cumprir agora...
E um estampido ecoou pelas brenhas sertanejas. Mais uma bala certeira, mais uma morte. E em seguida o vigário fugiu pelo mato com o seu jumento. Havia sido mais rápido que o jagunço. Puxou a arma debaixo da batina e deu um tiro na testa do homem.
Mas não correu da tapera sem antes derramar todos os frascos que tinha por cima do morto. Era pra livrá-lo dos pecados no outro mundo.

Escritor
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NATURANDO NO CAMOXINGA

 Clerisvaldo B. Chagas, 15 de setembro de 2020

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.382


A criatividade do brasileiro está sempre presente nas horas da folga e nos momentos mais difíceis. Com o uso obrigatório de máscara, foi sendo encostada a monotonia branca dos hospitais. Assim como na fase de quatro anos em que Santana passou sem luz elétrica na cidade. Na ocasião, o santanense também fez modismo com a rivalidade entre as lanternas das concorrentes Eveready e Rayovac, a vermelhinha e a amarelinha.  As duas marcas foram adotadas pela juventude, principalmente, como troféus, status e charme na disputa entre ambas e torcida assim como brigas pela preferência de Cervejas. era chique exibir uma lanterna nova e bonita para a namorada e colegas, como uma conquista.

(médio riacho Camoxinga (Foto: Bianca Chagas)

Assim também as máscaras obrigatórias contra a Covid-19, passaram a ser exibidas das mais diferentes formas em cores, estampas e cortes diferenciados. Isso motiva também o uso como moda qualquer: bolinhas, escudos de clubes, figuras de heróis, e até mulher nua já foi vista na máscara contra a pandemia. O uso da máscara, entretanto, não atrapalha os passeios naturezas pelos arredores, periferias e sítios rurais. Por mais que o homem tenha destruído coisas, ainda se encontra lugares simples, refúgios para um bom descanso, um convescote com a família, um poço escondidinho em algum lugar, uma singela cachoeira no riachinho da fazenda...

 É preciso descobrir que são as coisas simples que fazem o encanto da vida, como as flores do campo, a brisa da manhã, o pôr do sol, a suavidade da ave-maria, o silêncio das madrugadas, o sereno e o orvalho nas folhas dos vegetais. Andar no campo é limpar a mente, é desestressar, fortificar-se para a dureza da vida que vem sem aviso prévio.

Nesse tempo de pandemia, bem que deixar a cidade por algumas horas faz um bem danado. Foi assim registrado esse flagrante no médio riacho Camoxinga, imediações do sítio santanense Camoxinga dos Teodósios. Parabéns pela iniciativa ao casal José Ailton/Antônia e família.


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LANÇAMENTO DO "SEDIÇÃO DE JUAZEIRO" MEMÓRIA DO CARIRI CANGAÇO

 Por Aderbal Nogueira

Fonte: YouTube Canal:Aderbal Nogueira

Memória: O dia 22 de setembro de 2011, por ocasião da terceira edição de nosso Cariri Cangaço, Juazeiro do Norte no Ceará, protagonizou no Teatro do SESC-Juazeiro, o lançamento da mini-série "Sedição de Juazeiro", do diretor e produtor; Jonas Luis da Silva, de Icapuí. Na oportunidade para os convidados do evento que lotavam o Teatro do SESC-Juazeiro, uma bancada que contou com as presenças de Jonas Luis, Aderbal Nogueira, Renato Dantas, Daniel Walker, Renato Cassimiro e mediação pelo curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo Barbosa, foi possível acompanhar um extraordinário debate sobre esse que foi um dos mais espetaculares episódios históricos do nordeste. As imagens são de Aderbal Nogueira e estão disponíveis no YouTube-Canal Aderbal Nogueira.

Fonte: YouTube  Canal:Aderbal Nogueira

Lançamento do Filme "Sedição de Juazeiro"
Memória Cariri Cangaço 2011 - SESC Juazeiro do Norte
Participações: Jonas Luis da Silva, de Icapuí; Aderbal Nogueira; Renato Dantas; Daniel Walker; Renato Cassimiro e Manoel Severo Barbosa.
Imagens: Laser Video - Aderbal Nogueira - YouTube

https://cariricangaco.blogspot.com/2020/09/lancamento-do-sedicao-de-juazeiro.html

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O CANTO DO ACAUÃ DE MARIA DE LOURDES FERRAZ

 Um livro escrito com muito amor!

Se você quiser adquiri-lo dê um pulinho até Cajazeiras no Estado da Paraíba através deste e-mail: franpelima@bol.com.br. Se ele não tem mais em sua livraria  indicará quem ainda o tem para pedidos.

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PERNAMBUCO DOCUMENTA -ENTREVISTA MARILOURDES FERRAZ LANÇAMENTO DO LIVRO O CANTO DO ACAUÃ.MP4

 

https://www.youtube.com/watch?v=0Yj0RKLQRXY&ab_channel=vivaobaiao

vivaobaiao!

PERNAMBUCO DOCUMENTA entrevista Marilourdes Ferraz sobre o lançamento da 3ª Ed. do seu livro "O CANTO DO ACAUÃ" . Este livro trata da história do cangaço a partir das memórias do Coronel da PMPE Manoel de Souza Ferraz, o "Coronel Manoel Flor", pai de Marilourdes. Esta nova edição foi ampliada, conta com mais de 100 fotografias da época do cangaço. É um registro de uma fonte histórica primária. Sem ideologia e sem fantasias. É a história dos fatos como eles aconteceram.

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