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Por Paulo Dias Pereira
Ezequiel Ferreira E Virginio Fortunato, Eram Irmão E Cunha De Lampiao. Ezequiel Era O Caçula Dos Irmãos Ferreira, Nascido Em 1908. Virginio Fortunato, Casou-Se Com A Irmã De Lampiao Por Nome De Angelica Ferreira, No Ano De 1926, Com Tres Meses De Casados, Angelica Morreu Por Conta De Uma Grande Febre. Virginio Tornando-Se Viúvo, Nunca Se Afastou Da Familia Ferreira. Virginio, Nasceu No Rio Grande Do Norte, Conheceu A Familia De Lampiao Em Juazeiro Do Norte-Ce, Quando Todos Estavam Aos Cuidados Do Padre Cicero.
Naquele Ano De 1926, A Familia Ferreira E Primos, Sofreram Forte Perseguição Das Volantes. Virginio E Ezequiel Procuram Lampiao E Falam Que Querem Entrar Nop Bando, Lampiao De Inicio Não Aceita, Pois Ezequiel Era Um Jovem, Apenas 19 Anos De Idade. Mais Depois Aceita Os Dois. Virginio Ganhou A Alcunha De "Moderno", Era Muito Respeitado No Bando Por Ser Ex-Cunhado Do Chefe, Moderno Se Destacou Nos Combates Com As Volantes. Sua Valentia Era Reconhecida Por Todos. Ezequiel Ferreira, Não Existe Destaque De Confronto, O Apelido "Ponto Fino", Foi Substituído Pela Morte De Outro Cabra Por Nome De "Ponto Fino". Nada A Ver O Apelido "Ponto Fino" Por Ezequiel Atirar Bem. Lampiao Tinha Todo Cuidado Em Seu Irmão, Pois Era O Caçula, E Lampiao Ja Tinha Perdido Dois Irmãos No Cangaço. Ezequiel Morre Em 1932, Aos 24 Anos, No Sertão Da Bahia, Com A Volante Do Tenente Arsênio. Lampiao Chorou Mais Uma Perda De Um Irmão No Cangaço. Virgino Faleceu Em Combate No Ano De 1936, No Sertão De Pernambuco, Com A Volante Do Cabo Pedro Alves:
(Fonte, Resumo Do Que Tenho Pesquisado Em Grandes Obras).
https://www.facebook.com/groups/334870950556962/?multi_permalinks=706461683397885%2C705041000206620¬if_id=1612361136959283¬if_t=group_activity&ref=notif
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Por Aderbal Nogueira
https://youtu.be/70XlcG5pcu0Cangaço - Combates e Fazenda Patos Depoimentos de Josias Valão e Alcino Costa sobre: - A vida na caatinga, água e comida - Corisco, Zé Rufino, Aniceto e Lampião - Mortos da Fazenda Patos Link do vídeo: https://youtu.be/70XlcG5pcu0
https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR2Pkagh6qB8ZfsYkS0A0C7HtNoaOQelCpP1GTuhfnsW6JQLs0qnAZ489oE&v=70XlcG5pcu0&feature=youtu.be&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o
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Por Veridiano Dias Clemente
As vezes faltam gavetas
Prá guardar tanta saudade
Pois a tua bela amizade
Me faz sempre rejuvenescer
Quando lembro o que passamos
Pode passar mil anos
Nunca esqueço de te ver
x
Sonho toda noite com você
Te beijando com ternura
Acordo com teus lábios de doçura
Feito um menino com chupêta
Vou vasculhando a memória
Procurando nos dias e horas
Mexendo os teus bilhete na gaveta
Encontrei a amarelada caderneta
X
Uma espécie de diário
Que eu anotava o horário
Da gente se encontrar
As outras sete cadernetas
Nelas continham a receita
Que tú me ensinavas a " AMAR "
Poeta VERÍ / Caruaru-PE
Malabarista de Palavras
29 / 10 / 2020
Às 17h40
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Por Aderbal Nogueira
Um dos mais respeitados pesquisadores e escritores do movimento cangaço, o pesquisador potiguar Sérgio Augusto de Souza Dantas, fala um pouco sobre suas andanças e também sobre a vida do famoso Corisco, o Diabo Loiro.
Parte 1
Parte final
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Por: João "das meninas" de Sousa Lima
Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço. Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?| *Ximando o almoço de Durvinha |
| A sergipana Adília |
| Apreciando o silencio de Maria de Jurity |
| João vive a mimar a ex cangaceira Aristéia |
| Dona Rita, vitima de estupro praticado pelo cabra Sabiá |
| A centenária Dona Mocinha (irmã de Lampião) |
| Dona Joana ( irmã de Dadá) |
| Uma irmã da cangaceira "Moça" de Cirilo |
Por: João "das meninas" de Sousa Lima
Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço. Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?| *Ximando o almoço de Durvinha |
| A sergipana Adília |
| Apreciando o silencio de Maria de Jurity |
| João vive a mimar a ex cangaceira Aristéia |
| Dona Rita, vitima de estupro praticado pelo cabra Sabiá |
| A centenária Dona Mocinha (irmã de Lampião) |
| Dona Joana ( irmã de Dadá) |
| Uma irmã da cangaceira "Moça" de Cirilo |
Por Beto Rueda
Queimadas, cidade baiana, estação da estrada de ferro que ligava Salvador a Juazeiro. Pacata e estratégica, era composta de colinas baixas e vegetação pobre com casa brancas e em tom pastel, com telhados vermelhos que alegravam a paisagem monótona.
A visita de Lampião a essa cidade num domingo, em 22 de dezembro de 1929, transformou-se em um dos episódios mais marcantes na sua trajetória.
O grupo atravessou o rio Itapicuru num bote, provenientes do município de Cansanção-BA. Algumas pessoas do lugar assistindo aqueles homens vestidos como cangaceiros, acreditaram ser um destacamento da polícia de Pernambuco. Quando tiveram consciência do seu engano, o bando já tinha tomado posse da cidade.
Lampião encarregou dois cabras para tomarem a estação do trem e cortarem os fios do telégrafo, enquanto os outros chegaram a praça central, em direção a Cadeia Pública. Os oito soldados da cidade foram pegos de surpresa. Uns estavam jogando baralho, enquanto o comandante, sargento Evaristo Carlos da Costa, estava deitado numa rede.
Os policiais foram presos, e os que estavam cumprindo pena, foram soltos. O sargento Evaristo seguiu com eles, sofrendo humilhações e xingamentos.
Na sequência do ataque, Lampião prendeu o juiz municipal e exigiu um tributo aos cidadãos mais proeminentes de Queimadas, arrecadando uma alta quantia.
Visitaram a mercearia e o armazém de Umbelino Santana levando vários produtos como meias, sabonetes, perfumes e outros. Também remédios para um cangaceiro que estava doente.
Antes do pôr-do-sol, Lampião e seus homens voltaram a Cadeia Pública. Começou o que foi lembrado mais tarde como uns dos atos mais selvagens dos tempos do cangaço: tiraram um soldado do cárcere, escoltaram até a porta da cadeia e na calçada em frente ao prédio, despedaçaram sua cabeça com dois tiros e sangraram. Buscaram um outro e repetiram a cena. E assim continuaram a matança. Ao último, Aristides Gomes de Souza, disseram para levantar a cabeça porque ia morrer. Em resposta, valente, ele chamou-os de covardes. Então, além de atirarem nele, também o esfaquearam. Por fim os sete soldados nada mais eram do que um monte de corpos ensanguentados.
Queriam matar também o carcereiro mas Lampião não deixou dizendo que era civil e não um "macaco". As mortes, segundo o chefe dos cangaceiros, era uma vingança pelos seus homens nas Abóboras, tempos atrás, pela policia baiana.
O sargento Evaristo que com certeza também iria morrer, escapou por sorte do destino. Sua vida foi salva por um trancelim de ouro, pertencente a dona Santinha, de família tradicional da cidade, que "presenteou" Lampião e esse, em retribuição, concedeu a ela um pedido. Ela pediu pela vida do sargento, a quem muito estimava. Lampião cumpriu o acordo.
Saindo da cadeia, sem remorso, os cangaceiros foram até o hotel da cidade onde jantaram. Depois preparararam uma noitada alegre, haveria festa e baile. Houve dança. Muitas moças compareceram e metade dos homens do grupo também, os outros montaram guarda.
Depois da folgança, Lampião juntou o bando para a partida. Antes, deixou um recado insultuoso e sarcástico escrito na parede da sala, dirigido ao governador do Estado. Dizia que viera a Queimadas para se divertir e que a perseguição o estava engordando e que pensava em se casar. E assinou: "Seu superior Cap. Virgulino Ferreira Lampião."
As quatro da manhã o bando saiu de Queimadas, deixando um rastro macabro de vingança, assassinatos, rapina e prazer.
REFERÊNCIAS:
GÓIS, Joaquim. Lampião, o último cangaceiro. Aracaju: Sociedade de Cultura Artística de Sergipe - SCAS: Regina, 1966.
PRATA, Ranulfo. Lampião. 2.ed. São Paulo: Piratininga, 2010. (Fac-símile de 1934).
CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião, o rei dos cangaceiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
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Por Lucena Brues
Clerisvaldo B. Chagas, 5 de fevereiro de 2021
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 2.465
Ainda nos anos 60 a carne de bode era bastante desvalorizada. No geral, só quem apelava para essa proteína eram as pessoas de menor poder aquisitivo. Todavia aí não estava incluída a chamada buchada, prato cobiçado por todas as classes sociais. Até havia escolha quando a preferência pelo bode superava a buchada de carneiro, diziam os entendidos. Cantava o forrozeiro:
“Eu faço uma buchada
De bucho de bode
Que o cabra come tanto
Que mela o bigode...”
Também eram consideradas coisas para trabalhadores braçais, o charque e o bacalhau que hoje concorrem com o preço do ouro. O bacalhau era alimento dos escravos. O charque era servido aos “batalhões” nos roçados. Mas voltemos ao nosso bode pai de chiqueiro do dia a dia.
Três ou quatro hotéis havia em Santana muito procurados pelos viajantes, assim chamados os caixeiros-viajantes que chegavam de Maceió e Recife para vender seus produtos na Praça. Para economizar, sempre surgiam os que procuravam hospedarias mais humildes como a de dona Rosa no perímetro das feiras semanais. Vez em quando ficávamos sabendo o que se servia nessas pensões pelo humor de algum viajante presepeiro:
“Seu Mané como é que pode
Seu Mané como é que pode
Na pensão de Dona Rosa
Só tem bode...
Só tem bode”.
Atualmente desapareceu o caprino no médio sertão. “Dar trabalho se criar o bicho pulador de cerca e de pouco rendimento na panela”, falam os criadores de ovinos. Mas o Candinho da novela das seis, ao procurar um bode para a sua cabra Ariana, parece despertar o apetite pelo bode assado e a buchada sertaneja. Enquanto o dono das cabras está sendo promovido em cidades como Petrolina, Picuí e Recife, de gado miúdo só temos o carneiro para agradar ao turista.
Por favor, não botem a culpa, porém, em DONA ROSA...
Venda de bode (Foto: g1.globo.com)
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Por Relembrando Mossoró
Nasceu em Patu-RN, no dia 15-06-1901; filho de Raimundo Leão de Moura e Francisca Melânia de Moura. Ele foi Professor e faleceu no dia 29-01-1962.
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Por Aderbal Nogueira Cangaço
Os filhos e netos dos Nazarenos falam o que pensam de sua história e o que esperam do futuro de seu torrão natal.
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Maria Gomes de Oliveira é de 8 de Março nasceu na Bahia em 1911 numa família numerosa de homens e mulheres: Ananias, Oséias, José, Isaías, Arlindo; e mais Benedita, Antônia, Dorzinha, Chiquinha, Nana, Dondon e Deusinha.
Sua avó era holandesa de nascimento, casada com um português; tendo o casal emigrado para o Brasil em 1850 e radicado na Região de Santa Brígida.
Mais conhecida no sitio Malhada da Caiçara, onde vivia Maria de Déa, seguiu uma tradição social sertaneja, de influência judaica: a endogamia. Casou com um primo chamado José Miguel da Silva, mais conhecido como Zé de Neném. Sapateiro de profissão, homem mais velho e condições de sustentar uma família.
Sua irmã Dondon fez o mesmo, casou com um tal de Cícero, também sapateiro e irmão de Zé de Neném. Desde a sua infância até a fase adulta, Maria de Déa preservou uma confidente e conselheira: sua prima Maria Rodrigues.
Como Maria conheceu Virgulino, há versões para todos os gostos. Em prosa e verso. Mas segundo Oséias, seu irmão, Lampião frequentava sua casa. E o casal se conheceu, dançou e namorou, antes de Maria tomar a decisão de seguir o novo amor.
Mas há relatos que indicam mais sobre as inquietações da baianinha que viria ser a “Rainha do Cangaço”. Contam que, mesmo casada, Maria de Déa teve aventuras extraconjugais. O escritor Alcino Costa atribui à Maria Bonita um caso com comerciante de tecido de Santa Brígida.
“Um romance sigiloso, com o tal comerciante de nome João Maria, tão sigiloso que ainda hoje é negado pelos seus familiares”. Este suposto romance extraconjugal não é mencionado em profundidade por nenhum outro escritor.
Conta-se que entre 1929 até 1932, já convivendo com Lampião, permaneceu Maria em casas de coiteiros. Por conta da Revolução de 1930, a repressão ao cangaço arrefeceu, as forças policiais estavam focadas no Litoral e Lampião aproveitou a oportunidade para determinar que as mulheres casadas com cangaceiros podiam se juntar ao bando.
Foi uma mudança radical no cangaço no que se refere a costumes, higiene e civilidade nas relações em grupo, porque o bando seguia barbarizando nas razias e vinditas.
Atentem para as fotografias de Maria Bonita e das demais cangaceiras; elas expressam esteticamente como elas gostariam de ser lembradas: bem vestidas, cobertas de joias e em poses ensaiadas (nas duas fotos abaixo, uma Maria Bonita produzida para ser fotografada e outra despojada de adereços)
A vaidade reinante no bando criou uma estética, um estilo. Lampião não deixava por menos: homem dos “sete instrumentos” pois dominava a arte de costurar em couro, fora pedreiro, dava uma palinha na harmônica e também compunha, além de ser um “pé de valsa”.
E a relação com Virgulino veio a maternidade, uma vez que no primeiro casamento, devido à infertilidade de Zé de Neném, ter filhos estava fora de questão.
Relatam que Maria Bonita engravidou quatro vezes, mas só uma filha nasceu e que recebeu o nome de Expedita. O parto foi assistido por uma senhora de nome dona Rosinha, e é atribuída a essa parturiente o fato de a criança ter sobrevivido, pois nos outros três partos anteriores não houve assistência alguma.
Maria Bonita foi descrita pelo Diário de Pernambuco como “Madame Pompadour” do Cangaço, uma definição de Benjamin Abraão. Na edição de 30 de julho de 1938, sobre os acontecimentos em Angico, inclui um parágrafo sobre Maria de Déa, que diz:
“Maria Bonita amava Lampião doidamente. Nunca o abandonava quando no combate. Com ele viveu, com ele morreu”.
Por fim, o relato do soldado José Panta de Godoy, da volante do aspirante Francisco Ferreira de Melo e que foi o carrasco de Maria Bonita. Diz ele:
“Aí eu atirei nas costas dela e ela caiu; no que ela caiu, ela levantou-se; eu dei outro tiro na barriga dela, assim por trás, ela caiu e não levantou mais. O soldado Santo cortou a cabeça de Lampião, e depois me emprestou o facão para mim cortar a cabeça de Maria Bonita. Nisso nóis fiquemos levantando a saia dela com a boca do fuzil, pra vê a caçola que era incarnada”.
E completa o carrasco:
- No borná de Maria Bonita tinha um pouquinho de ôro quebrado. Dentro de um pé de meia tinha uma base de meio quilo de ôro quebrado, além de volta, anel...”
Como Lampião terminou seus dias todo mundo sabe. Mas como viveu e morreu Zé de Neném?
O pouco que se sabe, Zé de Neném nunca sofreu assédio da polícia pelo fato de ter sido o ex-marido da “rainha do cangaço” e também nunca chegou sequer a conhecer Lampião – seu rival de alcova.
Relatam que deixou tudo para trás, casou novamente e reconstruiu sua vida; jamais deu entrevistas; migrou para São Paulo onde fez fortuna e virou industrial do ramo de calçados.
João Costa. Acesse: blogodojoaocosta.com.br Siga: @joaosousacosta (instagram)
Fotos. Benjamin Abraão.
Fonte: “Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angico”, de Alcino Alves da Costa
“Maria Bonita – Entre o Punhal e o Afeto”, de Nadja Claudino.
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Por João Filho de Paula Pessoa
Em Abril de 1908, Antônio Silvino, com sua horda, visitou o Engenho Corredor na Paraíba, tendo pré avisado de sua visita iminente. Ao chegar ao Engenho foi recebido na porta pelo proprietário, o Cel. José Lins Cavalcanti de Albuquerque, que o saldou e ofertou um farto banquete à todos do bando, já providenciado com antecedência diante do pré-aviso da visita. Durante esta ceia houve uma respeitosa e cortês prosa entre o Coronel e Antônio Silvino, que contou um pouco de sua saga e apresentou ao anfitrião todos os seus asseclas, nomeando-os um a um. Ao final da refeição o líder cangaceiro ainda pediu uma quantia em dinheiro para as necessidades e manutenção do bando, sendo atendido e recebendo do coronel um determinado valor. Após, da mesma forma pacífica como chegaram, se despediram com um aperto de mãos, seguindo o bando seu indefinido caminho e ficando o coronel e seus funcionários sem nenhum mal sofrido. Todo este acontecimento transcorreu sob o testemunho ocular de uma criança de seis anos, o neto do Coronel, que esteve presente à todo o momento deste encontro e à tudo assistiu, presenciando tudo sem ser percebido com importância. Após trinta anos, em 1938, aquele menino era um famoso escritor, tendo escrito romances como O Menino do Engenho em 1932 e visitou Antônio Silvino, após este cumprir 23 anos de prisão, por ocasião de sua visita ao Rio de Janeiro, onde morava. Em 1953, inspiradamente, escreveu outro romance intitulado Cangaceiros, sendo dele também as obras literárias, como Fogo Morto, Riacho Doce dentre outras, se tornando membro da Academia Brasileira de Letras em 1955, seu nome era José Lins do Rego. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 20/11/2020.
Assista o filme deste Conto - https://youtu.be/HXqyfkxPjIw
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Por Ilana Borboleta
Hoje dia 07 de Fevereiro, minha vó Dadá faz 26 anos de falecida.
Como passou tão rápido!!
Para alguns era uma bandida fora da lei, mas para mim, foi a melhor vó que Deus poderia me dar de presente.
Tenho muito orgulho dela, era uma vó carinhosa, alegre, dedicada, guerreira, eram tantas as qualidades que ela tinha.
Uma pena que muitos dos que a criticam tanto, não teve o privilégio que eu tive de conhecer o ser humano maravilhoso que ela era.
Ela me deixou com muita saudade!!
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