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sábado, 6 de fevereiro de 2021

ITAMAR NUNES ART

 

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EXTAMENTE HOJE, FAZ 94 ANOS (5 DE FEVEREIRO DE 1927) QUE EZEQUIEL FERREIRA E VIRGINIO, ENTRARAM NO CANGAÇO:

 Por Paulo Dias Pereira

Ezequiel Ferreira E Virginio Fortunato, Eram Irmão E Cunha De Lampiao. Ezequiel Era O Caçula Dos Irmãos Ferreira, Nascido Em 1908. Virginio Fortunato, Casou-Se Com A Irmã De Lampiao Por Nome De Angelica Ferreira, No Ano De 1926, Com Tres Meses De Casados, Angelica Morreu Por Conta De Uma Grande Febre. Virginio Tornando-Se Viúvo, Nunca Se Afastou Da Familia Ferreira. Virginio, Nasceu No Rio Grande Do Norte, Conheceu A Familia De Lampiao Em Juazeiro Do Norte-Ce, Quando Todos Estavam Aos Cuidados Do Padre Cicero.

Naquele Ano De 1926, A Familia Ferreira E Primos, Sofreram Forte Perseguição Das Volantes. Virginio E Ezequiel Procuram Lampiao E Falam Que Querem Entrar Nop Bando, Lampiao De Inicio Não Aceita, Pois Ezequiel Era Um Jovem, Apenas 19 Anos De Idade. Mais Depois Aceita Os Dois. Virginio Ganhou A Alcunha De "Moderno", Era Muito Respeitado No Bando Por Ser Ex-Cunhado Do Chefe, Moderno Se Destacou Nos Combates Com As Volantes. Sua Valentia Era Reconhecida Por Todos. Ezequiel Ferreira, Não Existe Destaque De Confronto, O Apelido "Ponto Fino", Foi Substituído Pela Morte De Outro Cabra Por Nome De "Ponto Fino". Nada A Ver O Apelido "Ponto Fino" Por Ezequiel Atirar Bem. Lampiao Tinha Todo Cuidado Em Seu Irmão, Pois Era O Caçula, E Lampiao Ja Tinha Perdido Dois Irmãos No Cangaço. Ezequiel Morre Em 1932, Aos 24 Anos, No Sertão Da Bahia, Com A Volante Do Tenente Arsênio. Lampiao Chorou Mais Uma Perda De Um Irmão No Cangaço. Virgino Faleceu Em Combate No Ano De 1936, No Sertão De Pernambuco, Com A Volante Do Cabo Pedro Alves:

(Fonte, Resumo Do Que Tenho Pesquisado Em Grandes Obras).

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CANGAÇO - COMBATES E FAZENDA PATOS

 Por Aderbal Nogueira

https://youtu.be/70XlcG5pcu0

Cangaço - Combates e Fazenda Patos Depoimentos de Josias Valão e Alcino Costa sobre: - A vida na caatinga, água e comida - Corisco, Zé Rufino, Aniceto e Lampião - Mortos da Fazenda Patos Link do vídeo: https://youtu.be/70XlcG5pcu0

https://www.youtube.com/watch?fbclid=IwAR2Pkagh6qB8ZfsYkS0A0C7HtNoaOQelCpP1GTuhfnsW6JQLs0qnAZ489oE&v=70XlcG5pcu0&feature=youtu.be&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

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A GAVETA DA SAUDADE

 Por Veridiano Dias Clemente

As vezes faltam gavetas

Prá guardar tanta saudade

Pois a tua bela amizade

Me faz sempre rejuvenescer

Quando lembro o que passamos

Pode passar mil anos

Nunca esqueço de te ver

x

Sonho toda noite com você

Te beijando com ternura

Acordo com teus lábios de doçura

Feito um menino com chupêta

Vou vasculhando a memória

Procurando nos dias e horas

Mexendo os teus bilhete na gaveta

Encontrei a amarelada caderneta

X

Uma espécie de diário

Que eu anotava o horário

Da gente se encontrar

As outras sete cadernetas

Nelas continham a receita

Que tú me ensinavas a " AMAR "


Poeta VERÍ / Caruaru-PE

Malabarista de Palavras

29 / 10 / 2020

Às 17h40

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ADERBAL NOGUEIRA APERTA O REC.... DIZ AÍ SERGIO DANTAS

Por Aderbal Nogueira

Um dos mais respeitados pesquisadores e escritores do movimento cangaço, o pesquisador potiguar Sérgio Augusto de Souza Dantas, fala um pouco sobre suas andanças e também sobre a vida do famoso Corisco, o Diabo Loiro.

 Parte 1


Parte final


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A MULHER E O CANGAÇO REMANESCENTES, VITIMAS E FAMILIARES

 Por: João "das meninas" de Sousa Lima

Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço. Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?


 *Ximando o almoço de Durvinha

A sergipana Adília

Apreciando o silencio de Maria de Jurity

Essas são algumas perguntas que fazemos tentando entender os reais motivos da entrada da mulher no cangaço. Mesmo diante dos depoimentos de algumas que foram forçadas a seguir seus companheiros, como foi o caso de Dadá que foi raptada por Corisco, no caso de Dulce que foi trocada por jóias pelo cunhado, de Aristéia que seguiu o cangaceiro Catingueira por sofrer maltrato da policia, Tanto Antônia quanto Inacinha forçadas por Gato, podemos citar vários casos dessa natureza, porém a maioria foi por pura paixão como é o caso de Durvinha que se apaixonou por Virgínio, Lídia por Zé Baiano, Maria por Lampião, Nenê por Luiz Pedro, Eleonora por Serra Branca, Naninha por Gavião, Aninha por Mourão, Catarina por Nevoeiro, Joana por Cirilo de Engrácia.

Edson Barreto, Ex Cangceira Dulce, João e Maria Cícera irmã de Dulce com "103 anos de idade"

João vive a mimar a ex cangaceira Aristéia

Alguns cangaceiros não concordaram com a entrada das mulheres no cangaço como foi o caso de Balão que deixou depoimentos confirmando que as mulheres atrapalhavam as caminhadas dentro da mataria, principalmente quando ficavam grávidas. Os tiroteios diminuíram e Balão era um dos cangaceiros que gostava dos confrontos.


Dona Rita, vitima de estupro praticado pelo cabra  Sabiá


A centenária Dona Mocinha (irmã de Lampião)

Para outros, com a mulher no cangaço, os estupros diminuíram, a violência sem aparente razão se atenuaram.
A verdade é que com a mulher no cangaço o movimento ganhou uma áurea romanesca, as histórias contadas sempre falam do amor entre casais famosos, no cinema, nos versos tantos eruditos quanto populares, no livreto de cordel, na arte plástica, na música, no teatro, na literatura, os romances sempre mexeram com a capacidade de imaginar o cavaleiro em seu cavalo alado salvando as mocinhas e donzelas para viverem o amor eterno.


Dona Joana ( irmã de Dadá)

Uma irmã da cangaceira "Moça" de Cirilo

A mulher cangaceira deixou para sempre na historiografia do nordeste brasileiro o nome da mulher sertaneja como sinônimo de mulher guerreira, bravia, independente, sem perder sua feminilidade, sua capacidade de amar, independente das circunstâncias.

*Ximar? É o mesmo que  desejar

Pescado no Açude do primo João

http://lampiaoaceso.blogspot.com/search/label/Antonia%20de%20Gato

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A MULHER E O CANGAÇO REMANESCENTES, VITIMAS E FAMILIARES

 Por: João "das meninas" de Sousa Lima

Há um fascínio natural quando se fala da mulher no cangaço. Em uma época tão difícil o que levou tantas mulheres - meninas a entrarem para esse mundo desconhecido e de certa forma brutal? Que tipo de atração o mundo feminino viu no movimento cangaceiro? Quais foram os motivos que causaram tanto deslumbramento aos olhos daquela juventude?


 *Ximando o almoço de Durvinha


A sergipana Adília


Apreciando o silencio de Maria de Jurity

Essas são algumas perguntas que fazemos tentando entender os reais motivos da entrada da mulher no cangaço. Mesmo diante dos depoimentos de algumas que foram forçadas a seguir seus companheiros, como foi o caso de Dadá que foi raptada por Corisco, no caso de Dulce que foi trocada por jóias pelo cunhado, de Aristéia que seguiu o cangaceiro Catingueira por sofrer maltrato da policia, Tanto Antônia quanto Inacinha forçadas por Gato, podemos citar vários casos dessa natureza, porém a maioria foi por pura paixão como é o caso de Durvinha que se apaixonou por Virgínio, Lídia por Zé Baiano, Maria por Lampião, Nenê por Luiz Pedro, Eleonora por Serra Branca, Naninha por Gavião, Aninha por Mourão, Catarina por Nevoeiro, Joana por Cirilo de Engrácia.

Edson Barreto, Ex Cangceira Dulce, João e Maria Cícera irmã de Dulce com "103 anos de idade"

João vive a mimar a ex cangaceira Aristéia

Alguns cangaceiros não concordaram com a entrada das mulheres no cangaço como foi o caso de Balão que deixou depoimentos confirmando que as mulheres atrapalhavam as caminhadas dentro da mataria, principalmente quando ficavam grávidas. Os tiroteios diminuíram e Balão era um dos cangaceiros que gostava dos confrontos.


Dona Rita, vitima de estupro praticado pelo cabra  Sabiá


A centenária Dona Mocinha (irmã de Lampião)

Para outros, com a mulher no cangaço, os estupros diminuíram, a violência sem aparente razão se atenuaram.
A verdade é que com a mulher no cangaço o movimento ganhou uma áurea romanesca, as histórias contadas sempre falam do amor entre casais famosos, no cinema, nos versos tantos eruditos quanto populares, no livreto de cordel, na arte plástica, na música, no teatro, na literatura, os romances sempre mexeram com a capacidade de imaginar o cavaleiro em seu cavalo alado salvando as mocinhas e donzelas para viverem o amor eterno.


Dona Joana ( irmã de Dadá)

Uma irmã da cangaceira "Moça" de Cirilo

A mulher cangaceira deixou para sempre na historiografia do nordeste brasileiro o nome da mulher sertaneja como sinônimo de mulher guerreira, bravia, independente, sem perder sua feminilidade, sua capacidade de amar, independente das circunstâncias.

*Ximar? É o mesmo que  desejar

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AS SETE MORTES EM QUEIMADAS

Por Beto Rueda

Queimadas, cidade baiana, estação da estrada de ferro que ligava Salvador a Juazeiro. Pacata e estratégica, era composta de colinas baixas e vegetação pobre com casa brancas e em tom pastel, com telhados vermelhos que alegravam a paisagem monótona.

A visita de Lampião a essa cidade num domingo, em 22 de dezembro de 1929, transformou-se em um dos episódios mais marcantes na sua trajetória.

O grupo atravessou o rio Itapicuru num bote, provenientes do município de Cansanção-BA. Algumas pessoas do lugar assistindo aqueles homens vestidos como cangaceiros, acreditaram ser um destacamento da polícia de Pernambuco. Quando tiveram consciência do seu engano, o bando já tinha tomado posse da cidade.

Lampião encarregou dois cabras para tomarem a estação do trem e cortarem os fios do telégrafo, enquanto os outros chegaram a praça central, em direção a Cadeia Pública. Os oito soldados da cidade foram pegos de surpresa. Uns estavam jogando baralho, enquanto o comandante, sargento Evaristo Carlos da Costa, estava deitado numa rede.

Os policiais foram presos, e os que estavam cumprindo pena, foram soltos. O sargento Evaristo seguiu com eles, sofrendo humilhações e xingamentos.

Na sequência do ataque, Lampião prendeu o juiz municipal e exigiu um tributo aos cidadãos mais proeminentes de Queimadas, arrecadando uma alta quantia.

Visitaram a mercearia e o armazém de Umbelino Santana levando vários produtos como meias, sabonetes, perfumes e outros. Também remédios para um cangaceiro que estava doente.

Antes do pôr-do-sol, Lampião e seus homens voltaram a Cadeia Pública. Começou o que foi lembrado mais tarde como uns dos atos mais selvagens dos tempos do cangaço: tiraram um soldado do cárcere, escoltaram até a porta da cadeia e na calçada em frente ao prédio, despedaçaram sua cabeça com dois tiros e sangraram. Buscaram um outro e repetiram a cena. E assim continuaram a matança. Ao último, Aristides Gomes de Souza, disseram para levantar a cabeça porque ia morrer. Em resposta, valente, ele chamou-os de covardes. Então, além de atirarem nele, também o esfaquearam. Por fim os sete soldados nada mais eram do que um monte de corpos ensanguentados.

Queriam matar também o carcereiro mas Lampião não deixou dizendo que era civil e não um "macaco". As mortes, segundo o chefe dos cangaceiros, era uma vingança pelos seus homens nas Abóboras, tempos atrás, pela policia baiana.

O sargento Evaristo que com certeza também iria morrer, escapou por sorte do destino. Sua vida foi salva por um trancelim de ouro, pertencente a dona Santinha, de família tradicional da cidade, que "presenteou" Lampião e esse, em retribuição, concedeu a ela um pedido. Ela pediu pela vida do sargento, a quem muito estimava. Lampião cumpriu o acordo.

Saindo da cadeia, sem remorso, os cangaceiros foram até o hotel da cidade onde jantaram. Depois preparararam uma noitada alegre, haveria festa e baile. Houve dança. Muitas moças compareceram e metade dos homens do grupo também, os outros montaram guarda.

Depois da folgança, Lampião juntou o bando para a partida. Antes, deixou um recado insultuoso e sarcástico escrito na parede da sala, dirigido ao governador do Estado. Dizia que viera a Queimadas para se divertir e que a perseguição o estava engordando e que pensava em se casar. E assinou: "Seu superior Cap. Virgulino Ferreira Lampião."

As quatro da manhã o bando saiu de Queimadas, deixando um rastro macabro de vingança, assassinatos, rapina e prazer.

REFERÊNCIAS:

GÓIS, Joaquim. Lampião, o último cangaceiro. Aracaju: Sociedade de Cultura Artística de Sergipe - SCAS: Regina, 1966.

PRATA, Ranulfo. Lampião. 2.ed. São Paulo: Piratininga, 2010. (Fac-símile de 1934).

CHANDLER, Billy Jaynes. Lampião, o rei dos cangaceiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

GUERREIROS DO SOL...

Por Lucena Brues


(Em 'Guerreiros do sol' o cangaço-meio-de-vida, o cangaço-vingança e o cangaço-refúgio são amplamente explorados, bem como tipos humanos em que se encarnou a violência desde os primeiros dias da colonização - o valentão, urbano ou rural, o cabra de bagaceira, o jagunço e o cangaceiro.)

Peça hoje através deste contato - 
franpelima@bol.com.br

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SÓ TEM BODE

 Clerisvaldo B. Chagas, 5 de fevereiro de 2021

Escritor Símbolo do Sertão Alagoano

Crônica: 2.465

Ainda nos anos 60 a carne de bode era bastante desvalorizada. No geral, só quem apelava para essa proteína eram as pessoas de menor poder aquisitivo. Todavia aí não estava incluída a chamada buchada, prato cobiçado por todas as classes sociais. Até havia escolha quando a preferência pelo bode superava a buchada de carneiro, diziam os entendidos. Cantava o forrozeiro:

“Eu faço uma buchada

De bucho de bode

Que o cabra come tanto

Que mela o bigode...”

Também eram consideradas coisas para trabalhadores braçais, o charque e o bacalhau que hoje concorrem com o preço do ouro. O bacalhau era alimento dos escravos. O charque era servido aos “batalhões” nos roçados. Mas voltemos ao nosso bode pai de chiqueiro do dia a dia.

Três ou quatro hotéis havia em Santana muito procurados pelos viajantes, assim chamados os caixeiros-viajantes que chegavam de Maceió e Recife para vender seus produtos na Praça. Para economizar, sempre surgiam os que procuravam hospedarias mais humildes como a de dona Rosa no perímetro das feiras semanais. Vez em quando ficávamos sabendo o que se servia nessas pensões pelo humor de algum viajante presepeiro:

“Seu Mané como é que pode

Seu Mané como é que pode

Na pensão de Dona Rosa

Só tem bode...

Só tem bode”.

Atualmente desapareceu o caprino no médio sertão. “Dar trabalho se criar o bicho pulador de cerca e de pouco rendimento na panela”, falam os criadores de ovinos.  Mas o Candinho da novela das seis, ao procurar um bode para a sua cabra Ariana, parece despertar o apetite pelo bode assado e a buchada sertaneja. Enquanto o dono das cabras está sendo promovido em cidades como Petrolina, Picuí e Recife, de gado miúdo só temos o carneiro para agradar ao turista.

Por favor, não botem a culpa, porém, em DONA ROSA...

Venda de bode (Foto: g1.globo.com)



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ATENÇÃO VOCÊS! FAÇAM QUALQUER PERGUNTA SOBRE O MEU LIVRO E EU FAREI DE TUDO PARA RESPONDER A VOCÊS ASSIM QUE PUDER.

Por Teresa Raquel

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JOAQUIM SOLON DE MOURA

 Por Relembrando Mossoró

Nasceu em Patu-RN, no dia 15-06-1901; filho de Raimundo Leão de Moura e Francisca Melânia de Moura. Ele foi Professor e faleceu no dia 29-01-1962.

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VOZES DOS FILHOS DE NAZARÉ - PARTE 1

 Por Aderbal Nogueira Cangaço

https://www.youtube.com/watch?v=ruLSSQZATWo&fbclid=IwAR20GlURUmiUzer9mWE1n0dGdhpDTKNubgbShmQ-n5Ga3YZkEgJbWpYESBw&ab_channel=AderbalNogueira-Canga%C3%A7o

Os filhos e netos dos Nazarenos falam o que pensam de sua história e o que esperam do futuro de seu torrão natal.

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ENDOGAMIA: MARIA BONITA E A TRADIÇÃO DE CASAMENTOS ENTRE PRIMOS

Por João de Sousa Costa

Maria Gomes de Oliveira é de 8 de Março nasceu na Bahia em 1911 numa família numerosa de homens e mulheres: Ananias, Oséias, José, Isaías, Arlindo; e mais Benedita, Antônia, Dorzinha, Chiquinha, Nana, Dondon e Deusinha.

Sua avó era holandesa de nascimento, casada com um português; tendo o casal emigrado para o Brasil em 1850 e radicado na Região de Santa Brígida.

Mais conhecida no sitio Malhada da Caiçara, onde vivia Maria de Déa, seguiu uma tradição social sertaneja, de influência judaica: a endogamia. Casou com um primo chamado José Miguel da Silva, mais conhecido como Zé de Neném. Sapateiro de profissão, homem mais velho e condições de sustentar uma família.

Sua irmã Dondon fez o mesmo, casou com um tal de Cícero, também sapateiro e irmão de Zé de Neném. Desde a sua infância até a fase adulta, Maria de Déa preservou uma confidente e conselheira: sua prima Maria Rodrigues.

Como Maria conheceu Virgulino, há versões para todos os gostos. Em prosa e verso. Mas segundo Oséias, seu irmão, Lampião frequentava sua casa. E o casal se conheceu, dançou e namorou, antes de Maria tomar a decisão de seguir o novo amor.

Mas há relatos que indicam mais sobre as inquietações da baianinha que viria ser a “Rainha do Cangaço”. Contam que, mesmo casada, Maria de Déa teve aventuras extraconjugais. O escritor Alcino Costa atribui à Maria Bonita um caso com comerciante de tecido de Santa Brígida.

“Um romance sigiloso, com o tal comerciante de nome João Maria, tão sigiloso que ainda hoje é negado pelos seus familiares”. Este suposto romance extraconjugal não é mencionado em profundidade por nenhum outro escritor.

Conta-se que entre 1929 até 1932, já convivendo com Lampião, permaneceu Maria em casas de coiteiros. Por conta da Revolução de 1930, a repressão ao cangaço arrefeceu, as forças policiais estavam focadas no Litoral e Lampião aproveitou a oportunidade para determinar que as mulheres casadas com cangaceiros podiam se juntar ao bando.

Foi uma mudança radical no cangaço no que se refere a costumes, higiene e civilidade nas relações em grupo, porque o bando seguia barbarizando nas razias e vinditas.

Atentem para as fotografias de Maria Bonita e das demais cangaceiras; elas expressam esteticamente como elas gostariam de ser lembradas: bem vestidas, cobertas de joias e em poses ensaiadas (nas duas fotos abaixo, uma Maria Bonita produzida para ser fotografada e outra despojada de adereços)

A vaidade reinante no bando criou uma estética, um estilo. Lampião não deixava por menos: homem dos “sete instrumentos” pois dominava a arte de costurar em couro, fora pedreiro, dava uma palinha na harmônica e também compunha, além de ser um “pé de valsa”.

E a relação com Virgulino veio a maternidade, uma vez que no primeiro casamento, devido à infertilidade de Zé de Neném, ter filhos estava fora de questão.

Relatam que Maria Bonita engravidou quatro vezes, mas só uma filha nasceu e que recebeu o nome de Expedita. O parto foi assistido por uma senhora de nome dona Rosinha, e é atribuída a essa parturiente o fato de a criança ter sobrevivido, pois nos outros três partos anteriores não houve assistência alguma.

Maria Bonita foi descrita pelo Diário de Pernambuco como “Madame Pompadour” do Cangaço, uma definição de Benjamin Abraão. Na edição de 30 de julho de 1938, sobre os acontecimentos em Angico, inclui um parágrafo sobre Maria de Déa, que diz:

“Maria Bonita amava Lampião doidamente. Nunca o abandonava quando no combate. Com ele viveu, com ele morreu”.

Por fim, o relato do soldado José Panta de Godoy, da volante do aspirante Francisco Ferreira de Melo e que foi o carrasco de Maria Bonita. Diz ele:

“Aí eu atirei nas costas dela e ela caiu; no que ela caiu, ela levantou-se; eu dei outro tiro na barriga dela, assim por trás, ela caiu e não levantou mais. O soldado Santo cortou a cabeça de Lampião, e depois me emprestou o facão para mim cortar a cabeça de Maria Bonita. Nisso nóis fiquemos levantando a saia dela com a boca do fuzil, pra vê a caçola que era incarnada”.

E completa o carrasco:

- No borná de Maria Bonita tinha um pouquinho de ôro quebrado. Dentro de um pé de meia tinha uma base de meio quilo de ôro quebrado, além de volta, anel...”

Como Lampião terminou seus dias todo mundo sabe. Mas como viveu e morreu Zé de Neném?

O pouco que se sabe, Zé de Neném nunca sofreu assédio da polícia pelo fato de ter sido o ex-marido da “rainha do cangaço” e também nunca chegou sequer a conhecer Lampião – seu rival de alcova.

Relatam que deixou tudo para trás, casou novamente e reconstruiu sua vida; jamais deu entrevistas; migrou para São Paulo onde fez fortuna e virou industrial do ramo de calçados.

João Costa. Acesse: blogodojoaocosta.com.br Siga: @joaosousacosta (instagram)

Fotos. Benjamin Abraão.

Fonte: “Lampião Além da Versão, Mentiras e Mistérios de Angico”, de Alcino Alves da Costa

“Maria Bonita – Entre o Punhal e o Afeto”, de Nadja Claudino.

 https://www.facebook.com/groups/508711929732768

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O CANGACEIRO E O MENINO DO ENGENHO.

 Por  João Filho de Paula Pessoa

Em Abril de 1908, Antônio Silvino, com sua horda, visitou o Engenho Corredor na Paraíba, tendo pré avisado de sua visita iminente. Ao chegar ao Engenho foi recebido na porta pelo proprietário, o Cel. José Lins Cavalcanti de Albuquerque, que o saldou e ofertou um farto banquete à todos do bando, já providenciado com antecedência diante do pré-aviso da visita. Durante esta ceia houve uma respeitosa e cortês prosa entre o Coronel e Antônio Silvino, que contou um pouco de sua saga e apresentou ao anfitrião todos os seus asseclas, nomeando-os um a um. Ao final da refeição o líder cangaceiro ainda pediu uma quantia em dinheiro para as necessidades e manutenção do bando, sendo atendido e recebendo do coronel um determinado valor. Após, da mesma forma pacífica como chegaram, se despediram com um aperto de mãos, seguindo o bando seu indefinido caminho e ficando o coronel e seus funcionários sem nenhum mal sofrido. Todo este acontecimento transcorreu sob o testemunho ocular de uma criança de seis anos, o neto do Coronel, que esteve presente à todo o momento deste encontro e à tudo assistiu, presenciando tudo sem ser percebido com importância. Após trinta anos, em 1938, aquele menino era um famoso escritor, tendo escrito romances como O Menino do Engenho em 1932 e visitou Antônio Silvino, após este cumprir 23 anos de prisão, por ocasião de sua visita ao Rio de Janeiro, onde morava. Em 1953, inspiradamente, escreveu outro romance intitulado Cangaceiros, sendo dele também as obras literárias, como Fogo Morto, Riacho Doce dentre outras, se tornando membro da Academia Brasileira de Letras em 1955, seu nome era José Lins do Rego. João Filho de Paula Pessoa, Fortaleza/Ce. 20/11/2020.

Assista o filme deste Conto - https://youtu.be/HXqyfkxPjIw

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FALECIMENTO DE DADÁ

 Por Ilana Borboleta

Hoje dia 07 de Fevereiro, minha vó Dadá faz 26 anos de falecida.

Como passou tão rápido!!

Para alguns era uma bandida fora da lei, mas para mim, foi a melhor vó que Deus poderia me dar de presente.

Tenho muito orgulho dela, era uma vó carinhosa, alegre, dedicada, guerreira, eram tantas as qualidades que ela tinha.

Uma pena que muitos dos que a criticam tanto, não teve o privilégio que eu tive de conhecer o ser humano maravilhoso que ela era.

Ela me deixou com muita saudade!!

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