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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Considerações sobre a Bibliografia do Cangaço

 Por Vilma Maciel

Todos nós sabemos que a literatura traz consigo um elo de ligação entre o conhecimento e a história. Desperta na alma do leitor sua sensibilidade e o gosto pela literatura. O fazer literário galga os labirintos da criatividade. Retrata através da fusão entre a realidade e ficção a vivência física, psicológica e social do homem no tempo e no espaço. No nosso empenho e interesse pela pesquisa, tanto de campo como bibliográfica encontramos muito divergência e polêmica sobre o tema. Daí a competição, um fator que chega a ser negativo neste campo literário. Não sou de acordo com este tipo de coisa. Discriminar os trabalhos dos colegas. Mas também sabemos que há um limite. O tema é por demais abrangente e requer competência e seriedade.

Ao leitor ou pesquisador cabe saber a importância de cada obra dentro do contexto: Seja ela documental, biográfica ou romanceada (Romance histórico), sem deixar também de lado a importância dos cordéis e outras fontes como filmes e artes. Todo esse universo cultural nos oferece uma contribuição imensurável. Os livros mais antigos, muitos foram romanceados (TEM SEU VALOR HISTÓRICO) e foram escritos por autores consagrados. Entre eles: Eduardo Barbosa, Érico de Almeida (1926) uma narrativa emblemática.
  
Aurineide Aguiar, Vilma Maciel e Manoel Severo, no Cariri Cangaço Piranhas 2014

Ranulfo Prata (1934) LAMPIÃO- Outros fizeram apologia. Com o passar do tempo surgiram obras enfocando uma visão política, à esquerda. O enfoque principal, o contexto de injustiça social do sertão para justificar o cangaceirismo. Hoje sabemos que foram vários os fatores. Assim, tais teses não apresentavam um quadro completo de motivação e atuação do banditismo. Nesta ordem, temos os títulos: Rui Facó e Christina Matta, Machado e muitas outros que se encaixa nessa ordem. Diversas obras surgiram com grande competência destacando: Guerreiros do Sol, Frederico Pernambucano de Mello, também vale lembrar do escritor americano - Billy Jaynes, Chandler em seu Lampião- Rei dos Cangaceiros e outros.

Essa temática, também despertou uma inspiração fértil para os pioneiros que escreveram muito antes de todos nós o tema cangaço, entre eles: Franklin Távora, Rodolfo o Teófilo, Ulysses de Albuquerque e outros. É importante dizer aqui que autores contemporâneos continuam reescrevendo a história especialmente por meio da análise de vasta documentação e novas descobertas através de coletas de dados, e das andanças. Seria impossível listar todos autores, porém vamos recordar de alguns nomes: Melquíades Pintos Paiva autor da Bibliografia Comentada do Cangaço-VI e VII. Através destes livros guias nos oferecem fundamental contribuição aos estudiosos, colecionadores da temática nordestina. Na minha coleção consta muito títulos escolhidos no livro do Dr. Melquíades. 
  

Seria impossível citar o roteiro fiel e abrangente de todos autores por isso, melhor consultar a obra dele. Encontramos entre outros na bibliografia comentada: Antônio Amaury Correia e Vera Ferreira. (VI) Hilário Lucete- Margébio Lucena- Pulo Gastão- João de Sousa Lima, Luiz Bernardo Pericás, Aglae de Lima de Oliveiras-(VI), Vilma Maciel (VII) Ângelo Osmiro Barreto - Vera Lúcia Figueiredo- Alcino Costa, Sila, Archimedes Marques e muitas outros. João Bezerra (COMO DEI CABO DE LAMPIÃO- 1 EDIÇÃO) Napoleão Tavares Neves e muitos, muitos outros de excelentes autores. Procurem no guia citado: É salutar lembrar que quando se fala em bibliografia do cangaço temos o nosso amigo o Prof. Pereira que oferece com segurança a oportunidade para a aquisição de qualquer título desejado.

Pode-se dizer que apesar dessa vastidão dos títulos sobre a temática nordestina, ainda há muito a aprender e novas interpretações surgirão. Portanto colegas respeitamos os autores consagrados e daremos sempre boas-vindas aos novos talentos.

Vilma Maciel, pesquisadora e escritora
Juazeiro do Norte, Ceara

Em Março...

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