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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O PALACETE DE ÁGUA BRANCA (AL)

Por Geziel Moura

A despeito de, o assalto do palacete da baronesa de Água Branca (AL), não ser unanimidade, como primeiro evento criminoso de Virgolino, na qualidade de chefe cangaceiro, devido, ainda, a presença de Sinhô Pereira em Pernambuco, o acontecimento aponta para isto, pois a partir dele, diversos desdobramentos foram produzidos e seu nome começou a aparecer na imprensa, como comandante do grupo de facínoras.


Segundo o escritor, José Bezerra Irmão, a invasão ocorreu ao amanhecer do dia 26 de junho de 1922, sendo que os cangaceiros entraram na cidade, camuflando seus armamentos, em esteiras de pipiri e transportando em duas redes, conforme o uso em funerais de pessoas, daquela época, cujo objetivo era passar despercebidos, pela polícia local, o que conseguiram com sucesso.



O acesso se deu, pelo portão posterior do prédio, em que foi forçado, cruzaram um porão, que era usado como senzala, no século anterior, e subiram a escada que ligava o porão ao térreo do palacete. 



A baronesa contabilizava 90 anos e morava com uma neta e uma empregada, o que favoreceu o roubo de dinheiro, joias e utensílios domésticos, sem falar nos colares que foram retirados do pescoço da idosa, e que ainda, hoje subsistem como testemunha daquele dia de junho 1922.




A Imagem do palacete de Água Branca é famosa, na literatura do cangaço, confesso que nunca havia visto, suas dependências internas, mas o segredo acabou, pelas mãos do amigo Camilo Lemos, que gentilmente cedeu os flagras para esta postagem.

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