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sábado, 3 de janeiro de 2026

𝐃𝐄𝐑𝐑𝐔𝐁𝐀𝐑𝐀𝐌 𝐌𝐀𝐑𝐈𝐀𝐍𝐍𝐎

Texto e Pesquisa de João Lucas F. Alves — Cangaço Brasileiro

Antes mesmo de junho de 1936, já se falavam das fortes atuações de subgrupos nos sertões sergipanos, como os de Corisco, dos primos Zé Baiano e Zé Sereno e de Mariano, arrasando com tudo e marcando o solo sertanejo com o vermelho sangue. Para tornar realidade o sonho de reinar a paz na localidade, além de auxiliar as tropas do Estado, foi permitida (entre conversa do capitão Ulysses Andrade, ajudante das ordens do governador de Sergipe, com o capitão Manoel Campos de Menezes, chefe das forças volantes da Bahia) a entrada da tropa baiana do tenente José Osório de Farias, o Zé Rufino. O comando baiano era temido por cangaceiros e sertanejos, pois ambos sabiam da forma que estes operavam. Não só isso, mas a presença de volantes e rastejadores oriundos de Pernambuco, Bahia e Sergipe na força militar, davam um “ânimo maior” e a “certeza” de que conseguiriam achar os bandoleiros e dar o devido fim a eles.

Zé Rufino se deslocava tanto nos rincões do Estado de Eronildes, quanto no Estado em que era firmado como militar; afinal, seu “posto” ou quartel general se localizava na Serra Negra/BA, região esta que é colada com Sergipe, mesmo prestando serviços nas cercanias de Gararu/SE, Porto da Folha/SE e demais adjacências. Ao todo foram dezenove volantes baianos, somando ainda com o tenente Rufino, que costuraram mata adentro no encalço e combate contra os bandoleiros; e eram os dois cabos Arthur Figueiredo e Miguel Lima; Gervásio, que era o rastejador; Leonídio, Capão, João Doutor, Elizeu Lobato, Paulo de Tavinha, Bem-te-vi, Alípio, Zé Monteiro, Jovino Juazeiro, Ercílio Novais, João Pereira, Zé Martins, Valdemar Ramos (irmão de Bem-te-vi), João Redondo, Liberino Vicente e outro desconhecido.

Em 25 de outubro do mesmo ano, soubera o pernambucano Zé de Rufina, que Lampião se juntaria com seus subgrupos para fazerem uma grande investida contra a cidade de Porto da Folha/SE. Nesse momento, sua força estava estacionada em Serra Negra. Arrumam-se na carreira e correm trecho até a citada localidade. Não querem ficar para trás, afinal, será essa a única oportunidade de matar não só o Cego, como também outros chefes de cangaceiros.

Vão em direção ao caminho que se dá à Carira/SE, roteiro diferente do comum de outras tropas, e chegando na fazenda Venturosa — antes do povoado Cipó de Leite/SE —, mudam novamente o trajeto, cortando trecho nos povoados sergipanos de Aningas, Cumbuqueiro, Serrinha e Baixa Limpa, chegando, fadigados, à noite na Boca da Mata (atual Nossa Senhora da Glória/SE), onde descansam na fazenda Malhada. Era domingo, quase todos dormiam. No caminhar da tropa no “terreiro” da cidade, boa parte dos moradores acordaram, e achando que se tratava de um grupo de bandoleiros, começaram a gritar e correr. Mas o chefe da tropa logo “abaixa o fogo” dos cidadãos, informando que eram volantes da Bahia. O motivo pelo qual houve esses rumos tracejados de forma diferente, orientados por Zé Rufino, era para que coiteiros ou demais sertanejos não informassem a Lampião da ajuda da tropa baiana.

Na manhã seguinte, ainda na fazenda Malhada, Zé recebe a triste notícia que a volante sergipana de Zé Luís tinha acabado de confrontar os cangaceiros, repelindo-os. O tenente “perde as estribeiras”, se vê sem chão naquela hora. Mas com os ânimos que ainda restaram, não larga a caçada, e logo partem para a casa do coiteiro Mané Véio (não o militar que matou Luiz Pedro e tantos outros). O sertanejo era famoso por sempre indicar pontos em que Lampião e seus sequazes não estavam, que culminava na enrolação das batidas das tropas volantescas; era assim que salvava a sua pele, afinal, delatando o local certo, quem morreria certamente seria ele. Segundo o ex-volante Joaquim Góis, uma vez Mané afirmou para o sargento da força sergipana, Odon Matias, que Lampião se encontrava na fazenda Barriguda. Com a conversa mansa, o militar acredita e parte em direção à propriedade; no entanto, nem rastro e nem Lampião.

José Rufino soube de como era o coiteiro, e também desse ocorrido, dando mais motivos para uma “animada visita” ao velho homem. Chegam no local. Chamam, batem palmas, averiguam e nada do morador. Arrancham, então, no antigo curral. Rufino coloca de prontidão dois soldados na morada, enquanto ele ficava junto com os demais, mas sem tirar os olhos da casa. Horas depois chega o homem. Logo é preso e levado até o comandante. Pergunta o motivo de não indicar os coitos certos para a polícia, a resposta foi “pra num sê morto pru eles, seu tenente”, breve referência aos cangaceiros. Depois de prosear um pouco mais, pergunta onde estão os bandidos: “tão no Cangaleixo. Si o sinhô quiser, vô junto pra li bota in riba dêles”, essa foi a resposta do homem.

O pernambucano diz que não precisava acompanhar, senão morreria, apenas que dissesse se tem casa por perto ou não. Mané Véio disse que sim, que ficava umas quatro léguas de distância do Cangaleixo, e era só perguntar aos moradores por onde ficava a região que eles irão relatar.

✢ 𝑵𝑨 𝑷𝑰𝑺𝑻𝑨 𝑫𝑶𝑺 𝑩𝑨𝑵𝑫𝑰𝑫𝑶𝑺

Dos dias 26 a 28 de outubro a tropa faz o traçado até as regiões que davam pouso ao local dos bandoleiros; perguntando aqui e ali; facões fazendo o seu segundo trabalho — até porque o primeiro era rebolar cabeças — que seria o de cortar o mato, e sendo guiados pelas informações que recebiam de forma oral ou na “forma de solo”, sendo essa passada pelo rastejador Gervásio Lima.

No dia 29 de outubro, Zé Rufino e cia chegam nas beiras do riacho Capivara, que separa Gararu/SE de Porto da Folha/SE, e encontram-no meio seco, mas com alguns poços d’água. Vendo algumas piabinhas nadando, João Doutor se agacha para tentar pescar algumas. O comandante vendo, adverte e para a “brincadeira”, dizendo que soldado foi contratado para pescar cangaceiro e não peixe, “deixe pra outra hora!”. Minutos depois, João Doutor e o também rastejador Bem-te-vi rompem e sobem numa serra próxima, deixando a tropa no leito, na expectativa de ver movimentações estranhas. E quem procura acha. Ainda na Serra, repousam na sombra de uma Quixabeira para esperar os outros. Os dois soldados veem rastros embaixo da frondosa sombra que a árvore cedia. Alegres pela descoberta, correm e avisam para a força.

A volante chega com Rufino e o experiente Gervásio na frente; este agacha, averigua e como bom rastejador que é, afirma que os rastros são da madrugada de hoje. Momento de ânsia, medo, expectativa e adrenalina enchem cada militar; seria briga feia, mas com quem? Lampião? Corisco? Labareda? Algum Engrácia? Só na hora para descobrir a feição de sua caça ou de seu caçador. Atravessam com Gervásio na frente, olhando os rastros até onde iam. As pegadas chegam até num caminho que levava aos barrancos de um tanque, e somem miraculosamente. “Será qui os bandido tão aí dentro?” perguntou o contratado Capão. Ora, outros vestígios não foram encontrados nos arredores, essa seria a única explicação, ou então os caminhantes se encantaram com asas nas costas, pisando agora nas nuvens do céu em vez da terra quente sertaneja. Gervásio, João Doutor e Capão são designados com o trabalho de averiguarem a área e nada encontram. Olham e reparam que tem uma casinha por perto, e na esperança de verem algo, vão até ela.

Chegando nela, caminham numa curta estradinha, se deparando com um garoto de doze anos, carregando algo nas mãos enrolado num pano vermelho. Perguntam o que ia levando e para quem, respondendo o menino, meio nervoso, que era comida para uns trabalhadores. Capão puxa seu punhal e ameaça o garoto de morte, caso estivesse mentindo. O jovem reafirmou o que disse antes, que não era mentira. Gervásio puxa o menino de lado e dá uma advertência, “óia, seu muleque, nós sabemo que seu pai é amigo dos bandido! Seu pai tá com eles agora, num é?”. O menino retruca novamente, de forma séria, dizendo que não sabe nada de bandido e repete a mesma resposta. Chega a vez de João Doutor perder a paciência com o garoto, dizendo que, se não ajudasse, seu pai morreria junto com eles. E a criança se mantem firme. Bem-te-vi dá sinal para que todos chegassem, e Gervásio apresenta o menino para Zé Rufino, dizendo ainda que achou mais vestígios da passagem de alguém.

✢ 𝑪𝑶𝑴𝑶 𝑨𝑸𝑼𝑰 𝑺𝑬 𝑪𝑯𝑨𝑴𝑨?

Não dá muita atenção para o jovem, já que o principal eles já tinham que eram os rastros. Pergunta o nome do lugar ao menino, “Cangaleixo”. Na mosca! “De quem é essa casa?”, pergunta novamente o tenente, “de meu pai, uai”. Se enfurece o militar, “eu perguntei o nome!”, e o menino diz que o chamam de João do Pão. O comandante manda que prosseguissem, levando o menino, seguindo novamente os rastros que davam numa vegetação pesada, com muita macambira. Certo de que realmente era bandido quem estavam caçando, o comandante divide a volante em três: Valdemar Ramos, Jovino Juazeiro, Capão e Paulo de Tavinha seguiam pelo lado direito; Zé Monteiro, Ercílio e João Redondo pelo lado esquerdo; enquanto o resto seguia no centro, na companhia do tenente, do cabo Miguel e do rastejador. João Doutor, João Pereira, Zé Martins e Bem-te-vi rompem mais à frente, no silêncio.

Todos amedrontados, atentos, olhos arregalados e ouvidos abertos... e escutam o que queriam: risadas, gritarias e xingamentos, sinal de que os bandidos estavam perto. Eram onze cangaceiros, dez homens e uma mulher, acampados num tanque das terras do Cangaleixo. Três jogavam baralho junto com o coiteiro embaixo de um pé de umbuzeiro, enquanto os outros estavam sossegados em suas tendas. Esperam o José Rufino chegar para dar as próximas instruções. Todos preparados, de armas apontadas para os jogadores. Hora de a polícia dizer “te peguei!” na brincadeira dos cangaceiros.

✢ 𝑼𝑴 𝑭𝑶𝑮𝑶 𝑰𝑵𝑭𝑬𝑹𝑵𝑨𝑳

O fogo dos fuzis toma de conta do local; pé de plantas e os panos das barracas são varados pelas balas; gritaria e correria para todos os cantos. Dois já caem de imediato ao solo, enquanto os demais revidam da mesma forma. Vendo que não daria muito bem para eles, por estarem em desvantagem no quesito de homens, os cangaceiros vão recuando, enquanto a volante vai atirando e avançando. Miguel e Rufino bradavam aos companheiros que cercassem os inimigos. No tiroteio reparam uma movimentação atípica num pé de imburana, e percebem que era um cangaceiro atirando contra eles. Força total contra o bandoleiro. Este descarregava tão rápido as balas que o fumaceiro de seu fuzil cobria a visão dos atacantes e do sitiado; e aproveitando esse interim, Miguel e Arthur dão a volta, ficando por trás do homem, à pouca distância, engatilham e apontam na direção dele. O bandoleiro sabia da presença deles, mas não se retirou, tomando atento tanto na tropa, quanto nos dois soldados. Não vendo nada, os dois militares disparam inúmeras vezes com a sorte de ter derrubado o homem. E o acertam.

Uma cangaceira, em avançado estado de gravidez, corre gritando os cangaceiros e vai na direção deles. Pouco tempo aparecem os asseclas na direção da imburana, com dois arrastando apressadamente o ferido e o restante atirando contra a força, que, no “pega-não-pega” com eles, revida. Depois dessa, os que voltaram para acudir o camarada fogem, deixando o mesmo no campo de batalha ainda vivo atirando contra a polícia, até que a munição acaba. Ofegantes, mas como hienas risonhas, cercam-no e esperam o tenente chegar. O conflito termina.

✢ 𝑫𝑰𝑮𝑨 𝑺𝑬𝑼 𝑵𝑶𝑴𝑬, 𝑪𝑨𝑩𝑹𝑨

Zé Rufino, cansado, chega e pisa no bandoleiro, perguntando “como é seu nome, cabra?”. Recebe somente gemidos de dor e raiva do homem; “eu perguntei o seu nome, seu desgraçado!” fala Rufino, dando um chute em suas costas. Bem-te-vi diz “esse deve sê Mariano ou Ânjo Roque. Peixe grande di Lampião, certeza!”. “Rasgue a calça deli. Si fô Mariano, ele vai ter uma marca di bala na perna por causa do tiroteio na fazenda Anica, na Bahia, si alembram?” manda o tenente Zé Rufino. E foi descoberto “é Mariano!”, grita animadamente o tenente e os batedores. Bem-te-vi pede licença para matar o cabra, pois, segundo ele, Cabeção (como também o chamavam) era o autor da morte de seu pai; o pernambucano libera, mas alerta para ter cuidado com a cabeça. Severiano saca seu longo punhal e, como uma fera, crava furiosamente no infeliz. Assim faz inúmeras vezes, de forma grosseira, que chega a lâmina atravessa todo o corpo e bate no chão embebido de sangue; deixa o cangaceiro totalmente “pepinado”, mas não morre.

Com muito esforço, Mariano tentava tirar o sangue que cobria os olhos.

Bem-te-vi, observando isso e não acreditando que ele ainda estava vivo, desembainha seu revólver e descarrega contra o bandido, sendo necessário mais um pente para pôr fim a ele. Morto, Rufino agacha e se prepara para se apoderar dos pertences do cangaceiro; muito ouro e dinheiro, inclusive um revólver mauser (que utiliza na foto em Porto da Folha/SE) e um relógio que recolhe imediatamente. Após isso, vão em direção ao início do combate, no local onde quatro elementos jogavam cartas, pois havia dois mortos; um cangaceiro e um coiteiro — o bandido era Pavão, enquanto o coiteiro era João do Pão, pai do valente garotinho. Ao reparar que os bolsos de ambos já estavam vazios e para fora, Zé de Rufina se embrabece, querendo saber quem foi o ladrão que tinha fuçado. Noutra hora, ainda enraivado, pede para pegar os pertences dos cabras.

✢ 𝑶𝑼𝑻𝑹𝑨 𝑹𝑬𝑭𝑹𝑬𝑮𝑨

Nesse tempo, começam a escutar tiros vindos da mataria. Todos correm em abalada carreira. Eram os soldados Elizeu Lobato e Leonídio que estavam atirando numa moita de gravatá, e essa também respondia com fogo. A tropa vai atirando e avançando. Encontram outro cangaceiro, já bem ferido do combate anterior. Elizeu, com sua arma apontada para a cabeça do cabra, gritava “qual é seu nome, cabra?!”. O cangaceiro, que era todo barbudo e de voz grossa, falou “pode matá mas num digo!”. Elizeu voltou a falar de novo e o cangaceiro dava a mesma resposta, disse mais uma vez e ouvia a mesma coisa. Até que o volante enfezou e disparou contra a sua cabeça. Minutos depois soubera que eram o bandoleiro de alcunha Pai Véio. Nesse, Zé deixou a tropa pegar o que quisesse, “pra num dizê que sou fominha”.

✢ 𝑵𝑬𝑵𝑯𝑼𝑴 𝑹𝑨𝑺𝑮𝑶

Terminado de fato o fogo, foram contar as baixas da polícia. Para a surpresa de todos, nenhum foi morto ou ferido; em 30min de combate, na beira de riscos, nenhum arranhão! Cortam a cabeça dos três malfeitores, fazem a limpa de seus objetos e são deixados o corpo inteiro do pai assassinado e dos três decapitados no tanque do Cangaleixo — dias depois, os moradores enterram os defuntos ao lado do campo de batalha. O menino conseguiu fugir nos primeiros minutos do conflito. A força segue para Porto da Folha/SE, chegando às 15 horas, onde fazem as fotografias da tropa e das cabeças nas paredes da Prefeitura Municipal, em frente da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição — membros da força se destacam na chapa por usarem as indumentárias dos mortos, a exemplo de Liberino Vicente, utilizando o chapéu do cangaceiro Pavão. Às 16 horas, manda um telegrama noticiando o fato para o secretário-capitão João Facó. A noite se fecha com uma festança em comemoração da vitória da polícia. De lá, passam em Pão de Açúcar/AL, fazendo outra passeata com o troféu, e metem-se até Jeremoabo/BA. Findava a fama do temido Mariano.

Quanto aos bandoleiros, os que estavam no dia eram Mariano e sua segunda companheira Rosinha, Criança, Zabelê, Pavão, Pai Véio, Lavandeira, Quixabeira, Santa Cruz e dois outros desconhecidos. Rosinha era a mulher que estava grávida e que chamou os cabras. Os cangaceiros que voltaram para buscar o chefe não fugiram por causa de medo, e sim porque o próprio Mariano puxou “o cano” para eles, ameaçando disparar caso tentassem salvá-lo, em vez de se salvarem.

Dias depois, os remanescentes se encontram com o grupo de Lampião no coito Riacho Craibeiro. Os presentes tentam consolar a viúva; Virgolino já sabia de tudo através de um coiteiro. Passado essa, Rosinha dá à luz a uma menina, e o Capitão manda entregar a criança ao vigário de Pão de Açúcar/AL. Infelizmente, o destino da cangaceira não seria bom, sentiria como o sangue é amargo, sendo morta pelo amor e saudade que viviam em seu coração.

𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸𝑆: 𝑂 𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙/𝑅𝐽 – 𝟏𝟗𝟑𝟔; 𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑎 𝑀𝑎𝑛𝒉𝑎̃/𝑅𝐽 — 𝟏𝟗𝟑𝟔; 𝑗𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙 𝐴 𝐵𝑎𝑡𝑎𝑙𝒉𝑎/𝑅𝐽 — 𝟏𝟗𝟑𝟖; 𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠𝑡𝑎 𝑁𝑜𝑖𝑡𝑒 𝐼𝑙𝑙𝑢𝑠𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎/𝑅𝐽 — 𝟏𝟗𝟑𝟖; 𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜 𝐴𝑙𝑒́𝑚 𝑑𝑎 𝑉𝑒𝑟𝑠𝑎̃𝑜 — 𝐴𝑙𝑐𝑖𝑛𝑜 𝐴𝑙𝑣𝑒𝑠 𝐶𝑜𝑠𝑡𝑎; 𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜, 𝑂 𝑈𝑙𝑡𝑖𝑚𝑜 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜 — 𝐽𝑜𝑎𝑞𝑢𝑖𝑚 𝐺𝑜́𝑖𝑠; 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 𝑛𝑎 𝐵𝑎𝒉𝑖𝑎: 𝐶𝑎𝑣𝑎𝑙𝑜𝑠 𝑑𝑜 𝐶𝑎̃𝑜 — 𝑅𝑢𝑏𝑒𝑛𝑠 𝐴𝑛𝑡𝑜𝑛𝑖𝑜; 𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜 — 𝑅𝑎𝑛𝑢𝑙𝑓𝑜 𝑃𝑟𝑎𝑡𝑎; 𝐹𝑜𝑟𝑐̧𝑎𝑠 𝑉𝑜𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝐴 𝑎 𝑍 — 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠; 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠 𝑑𝑒 𝐴 𝑎 𝑍 — 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘 𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠; 𝑏𝑙𝑜𝑔 𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜 𝐴𝑐𝑒𝑠𝑜 — 𝑡𝑒𝑥𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝐼𝑣𝑎𝑛𝑖𝑙𝑑𝑜 𝑆𝑖𝑙𝑣𝑒𝑖𝑟𝑎; 𝑏𝑙𝑜𝑔 𝐶𝑎𝑟𝑖𝑟𝑖 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 — 𝑇𝑒𝑥𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑅𝑎𝑛𝑔𝑒𝑙 𝐴𝑙𝑣𝑒𝑠 𝐶𝑜𝑠𝑡𝑎; 𝑏𝑙𝑜𝑔 𝐶𝑎𝑖𝑐̧𝑎𝑟𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝑅𝑖𝑜𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑉𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 — 𝑡𝑒𝑥𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑅𝑎𝑢𝑙 𝑀𝑒𝑛𝑒𝑙𝑒𝑢; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝑂𝑑𝑖𝑠𝑠𝑒́𝑖𝑎 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 𝐸𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝑁𝑜 𝑅𝑎𝑠𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑜 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝑂 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 𝑛𝑎 𝐿𝑖𝑡𝑒𝑟𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝐴𝑑𝑒𝑟𝑏𝑎𝑙 𝑁𝑜𝑔𝑢𝑒𝑖𝑟𝑎, 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝐹𝑎𝑡𝑜𝑠 𝑛𝑎 𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎, 𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜 𝑒 𝑁𝑜𝑟𝑑𝑒𝑠𝑡𝑒 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒; 𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙 𝑁𝑎𝑠 𝑃𝑒𝑔𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑎 𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎 — 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒.

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