Texto e Pesquisa de João Lucas F. Alves — Cangaço Brasileiro
Antes mesmo de junho de 1936, já
se falavam das fortes atuações de subgrupos nos sertões sergipanos, como os de
Corisco, dos primos Zé Baiano e Zé Sereno e de Mariano, arrasando com tudo e
marcando o solo sertanejo com o vermelho sangue. Para tornar realidade o sonho
de reinar a paz na localidade, além de auxiliar as tropas do Estado, foi
permitida (entre conversa do capitão Ulysses Andrade, ajudante das ordens do
governador de Sergipe, com o capitão Manoel Campos de Menezes, chefe das forças
volantes da Bahia) a entrada da tropa baiana do tenente José Osório de Farias,
o Zé Rufino. O comando baiano era temido por cangaceiros e sertanejos, pois
ambos sabiam da forma que estes operavam. Não só isso, mas a presença de
volantes e rastejadores oriundos de Pernambuco, Bahia e Sergipe na força
militar, davam um “ânimo maior” e a “certeza” de que conseguiriam achar os
bandoleiros e dar o devido fim a eles.
Zé Rufino se deslocava tanto nos
rincões do Estado de Eronildes, quanto no Estado em que era firmado como
militar; afinal, seu “posto” ou quartel general se localizava na Serra
Negra/BA, região esta que é colada com Sergipe, mesmo prestando serviços nas cercanias
de Gararu/SE, Porto da Folha/SE e demais adjacências. Ao todo foram dezenove
volantes baianos, somando ainda com o tenente Rufino, que costuraram mata
adentro no encalço e combate contra os bandoleiros; e eram os dois cabos Arthur
Figueiredo e Miguel Lima; Gervásio, que era o rastejador; Leonídio, Capão, João
Doutor, Elizeu Lobato, Paulo de Tavinha, Bem-te-vi, Alípio, Zé Monteiro, Jovino
Juazeiro, Ercílio Novais, João Pereira, Zé Martins, Valdemar Ramos (irmão de
Bem-te-vi), João Redondo, Liberino Vicente e outro desconhecido.
Em 25 de outubro do mesmo ano,
soubera o pernambucano Zé de Rufina, que Lampião se juntaria com seus subgrupos
para fazerem uma grande investida contra a cidade de Porto da Folha/SE. Nesse
momento, sua força estava estacionada em Serra Negra. Arrumam-se na carreira e
correm trecho até a citada localidade. Não querem ficar para trás, afinal, será
essa a única oportunidade de matar não só o Cego, como também outros chefes de
cangaceiros.
Vão em direção ao caminho que se
dá à Carira/SE, roteiro diferente do comum de outras tropas, e chegando na
fazenda Venturosa — antes do povoado Cipó de Leite/SE —, mudam novamente o
trajeto, cortando trecho nos povoados sergipanos de Aningas, Cumbuqueiro,
Serrinha e Baixa Limpa, chegando, fadigados, à noite na Boca da Mata (atual
Nossa Senhora da Glória/SE), onde descansam na fazenda Malhada. Era domingo,
quase todos dormiam. No caminhar da tropa no “terreiro” da cidade, boa parte
dos moradores acordaram, e achando que se tratava de um grupo de bandoleiros,
começaram a gritar e correr. Mas o chefe da tropa logo “abaixa o fogo” dos
cidadãos, informando que eram volantes da Bahia. O motivo pelo qual houve esses
rumos tracejados de forma diferente, orientados por Zé Rufino, era para que
coiteiros ou demais sertanejos não informassem a Lampião da ajuda da tropa
baiana.
Na manhã seguinte, ainda na
fazenda Malhada, Zé recebe a triste notícia que a volante sergipana de Zé Luís
tinha acabado de confrontar os cangaceiros, repelindo-os. O tenente “perde as
estribeiras”, se vê sem chão naquela hora. Mas com os ânimos que ainda
restaram, não larga a caçada, e logo partem para a casa do coiteiro Mané Véio
(não o militar que matou Luiz Pedro e tantos outros). O sertanejo era famoso
por sempre indicar pontos em que Lampião e seus sequazes não estavam, que
culminava na enrolação das batidas das tropas volantescas; era assim que
salvava a sua pele, afinal, delatando o local certo, quem morreria certamente
seria ele. Segundo o ex-volante Joaquim Góis, uma vez Mané afirmou para o
sargento da força sergipana, Odon Matias, que Lampião se encontrava na fazenda
Barriguda. Com a conversa mansa, o militar acredita e parte em direção à
propriedade; no entanto, nem rastro e nem Lampião.
José Rufino soube de como era o
coiteiro, e também desse ocorrido, dando mais motivos para uma “animada visita”
ao velho homem. Chegam no local. Chamam, batem palmas, averiguam e nada do
morador. Arrancham, então, no antigo curral. Rufino coloca de prontidão dois
soldados na morada, enquanto ele ficava junto com os demais, mas sem tirar os
olhos da casa. Horas depois chega o homem. Logo é preso e levado até o
comandante. Pergunta o motivo de não indicar os coitos certos para a polícia, a
resposta foi “pra num sê morto pru eles, seu tenente”, breve referência aos
cangaceiros. Depois de prosear um pouco mais, pergunta onde estão os bandidos:
“tão no Cangaleixo. Si o sinhô quiser, vô junto pra li bota in riba dêles”,
essa foi a resposta do homem.
O pernambucano diz que não
precisava acompanhar, senão morreria, apenas que dissesse se tem casa por perto
ou não. Mané Véio disse que sim, que ficava umas quatro léguas de distância do
Cangaleixo, e era só perguntar aos moradores por onde ficava a região que eles
irão relatar.
✢ 𝑵𝑨 𝑷𝑰𝑺𝑻𝑨
𝑫𝑶𝑺
𝑩𝑨𝑵𝑫𝑰𝑫𝑶𝑺
Dos dias 26 a 28 de outubro a
tropa faz o traçado até as regiões que davam pouso ao local dos bandoleiros;
perguntando aqui e ali; facões fazendo o seu segundo trabalho — até porque o
primeiro era rebolar cabeças — que seria o de cortar o mato, e sendo guiados
pelas informações que recebiam de forma oral ou na “forma de solo”, sendo essa
passada pelo rastejador Gervásio Lima.
No dia 29 de outubro, Zé Rufino e
cia chegam nas beiras do riacho Capivara, que separa Gararu/SE de Porto da
Folha/SE, e encontram-no meio seco, mas com alguns poços d’água. Vendo algumas
piabinhas nadando, João Doutor se agacha para tentar pescar algumas. O
comandante vendo, adverte e para a “brincadeira”, dizendo que soldado foi
contratado para pescar cangaceiro e não peixe, “deixe pra outra hora!”. Minutos
depois, João Doutor e o também rastejador Bem-te-vi rompem e sobem numa serra
próxima, deixando a tropa no leito, na expectativa de ver movimentações
estranhas. E quem procura acha. Ainda na Serra, repousam na sombra de uma
Quixabeira para esperar os outros. Os dois soldados veem rastros embaixo da
frondosa sombra que a árvore cedia. Alegres pela descoberta, correm e avisam
para a força.
A volante chega com Rufino e o
experiente Gervásio na frente; este agacha, averigua e como bom rastejador que
é, afirma que os rastros são da madrugada de hoje. Momento de ânsia, medo,
expectativa e adrenalina enchem cada militar; seria briga feia, mas com quem?
Lampião? Corisco? Labareda? Algum Engrácia? Só na hora para descobrir a feição
de sua caça ou de seu caçador. Atravessam com Gervásio na frente, olhando os
rastros até onde iam. As pegadas chegam até num caminho que levava aos
barrancos de um tanque, e somem miraculosamente. “Será qui os bandido tão aí
dentro?” perguntou o contratado Capão. Ora, outros vestígios não foram
encontrados nos arredores, essa seria a única explicação, ou então os
caminhantes se encantaram com asas nas costas, pisando agora nas nuvens do céu
em vez da terra quente sertaneja. Gervásio, João Doutor e Capão são designados
com o trabalho de averiguarem a área e nada encontram. Olham e reparam que tem
uma casinha por perto, e na esperança de verem algo, vão até ela.
Chegando nela, caminham numa
curta estradinha, se deparando com um garoto de doze anos, carregando algo nas
mãos enrolado num pano vermelho. Perguntam o que ia levando e para quem,
respondendo o menino, meio nervoso, que era comida para uns trabalhadores.
Capão puxa seu punhal e ameaça o garoto de morte, caso estivesse mentindo. O
jovem reafirmou o que disse antes, que não era mentira. Gervásio puxa o menino
de lado e dá uma advertência, “óia, seu muleque, nós sabemo que seu pai é amigo
dos bandido! Seu pai tá com eles agora, num é?”. O menino retruca novamente, de
forma séria, dizendo que não sabe nada de bandido e repete a mesma resposta.
Chega a vez de João Doutor perder a paciência com o garoto, dizendo que, se não
ajudasse, seu pai morreria junto com eles. E a criança se mantem firme.
Bem-te-vi dá sinal para que todos chegassem, e Gervásio apresenta o menino para
Zé Rufino, dizendo ainda que achou mais vestígios da passagem de alguém.
✢ 𝑪𝑶𝑴𝑶
𝑨𝑸𝑼𝑰
𝑺𝑬
𝑪𝑯𝑨𝑴𝑨?
Não dá muita atenção para o
jovem, já que o principal eles já tinham que eram os rastros. Pergunta o nome
do lugar ao menino, “Cangaleixo”. Na mosca! “De quem é essa casa?”, pergunta
novamente o tenente, “de meu pai, uai”. Se enfurece o militar, “eu perguntei o
nome!”, e o menino diz que o chamam de João do Pão. O comandante manda que
prosseguissem, levando o menino, seguindo novamente os rastros que davam numa
vegetação pesada, com muita macambira. Certo de que realmente era bandido quem
estavam caçando, o comandante divide a volante em três: Valdemar Ramos, Jovino
Juazeiro, Capão e Paulo de Tavinha seguiam pelo lado direito; Zé Monteiro,
Ercílio e João Redondo pelo lado esquerdo; enquanto o resto seguia no centro,
na companhia do tenente, do cabo Miguel e do rastejador. João Doutor, João
Pereira, Zé Martins e Bem-te-vi rompem mais à frente, no silêncio.
Todos amedrontados, atentos,
olhos arregalados e ouvidos abertos... e escutam o que queriam: risadas,
gritarias e xingamentos, sinal de que os bandidos estavam perto. Eram onze
cangaceiros, dez homens e uma mulher, acampados num tanque das terras do Cangaleixo.
Três jogavam baralho junto com o coiteiro embaixo de um pé de umbuzeiro,
enquanto os outros estavam sossegados em suas tendas. Esperam o José Rufino
chegar para dar as próximas instruções. Todos preparados, de armas apontadas
para os jogadores. Hora de a polícia dizer “te peguei!” na brincadeira dos
cangaceiros.
✢ 𝑼𝑴 𝑭𝑶𝑮𝑶
𝑰𝑵𝑭𝑬𝑹𝑵𝑨𝑳
O fogo dos fuzis toma de conta do
local; pé de plantas e os panos das barracas são varados pelas balas; gritaria
e correria para todos os cantos. Dois já caem de imediato ao solo, enquanto os
demais revidam da mesma forma. Vendo que não daria muito bem para eles, por
estarem em desvantagem no quesito de homens, os cangaceiros vão recuando,
enquanto a volante vai atirando e avançando. Miguel e Rufino bradavam aos
companheiros que cercassem os inimigos. No tiroteio reparam uma movimentação
atípica num pé de imburana, e percebem que era um cangaceiro atirando contra
eles. Força total contra o bandoleiro. Este descarregava tão rápido as balas
que o fumaceiro de seu fuzil cobria a visão dos atacantes e do sitiado; e
aproveitando esse interim, Miguel e Arthur dão a volta, ficando por trás do
homem, à pouca distância, engatilham e apontam na direção dele. O bandoleiro
sabia da presença deles, mas não se retirou, tomando atento tanto na tropa,
quanto nos dois soldados. Não vendo nada, os dois militares disparam inúmeras
vezes com a sorte de ter derrubado o homem. E o acertam.
Uma cangaceira, em avançado
estado de gravidez, corre gritando os cangaceiros e vai na direção deles. Pouco
tempo aparecem os asseclas na direção da imburana, com dois arrastando
apressadamente o ferido e o restante atirando contra a força, que, no “pega-não-pega”
com eles, revida. Depois dessa, os que voltaram para acudir o camarada fogem,
deixando o mesmo no campo de batalha ainda vivo atirando contra a polícia, até
que a munição acaba. Ofegantes, mas como hienas risonhas, cercam-no e esperam o
tenente chegar. O conflito termina.
✢ 𝑫𝑰𝑮𝑨
𝑺𝑬𝑼
𝑵𝑶𝑴𝑬,
𝑪𝑨𝑩𝑹𝑨
Zé Rufino, cansado, chega e pisa
no bandoleiro, perguntando “como é seu nome, cabra?”. Recebe somente gemidos de
dor e raiva do homem; “eu perguntei o seu nome, seu desgraçado!” fala Rufino,
dando um chute em suas costas. Bem-te-vi diz “esse deve sê Mariano ou Ânjo
Roque. Peixe grande di Lampião, certeza!”. “Rasgue a calça deli. Si fô Mariano,
ele vai ter uma marca di bala na perna por causa do tiroteio na fazenda Anica,
na Bahia, si alembram?” manda o tenente Zé Rufino. E foi descoberto “é
Mariano!”, grita animadamente o tenente e os batedores. Bem-te-vi pede licença
para matar o cabra, pois, segundo ele, Cabeção (como também o chamavam) era o
autor da morte de seu pai; o pernambucano libera, mas alerta para ter cuidado
com a cabeça. Severiano saca seu longo punhal e, como uma fera, crava
furiosamente no infeliz. Assim faz inúmeras vezes, de forma grosseira, que
chega a lâmina atravessa todo o corpo e bate no chão embebido de sangue; deixa
o cangaceiro totalmente “pepinado”, mas não morre.
Com muito esforço, Mariano
tentava tirar o sangue que cobria os olhos.
Bem-te-vi, observando isso e não
acreditando que ele ainda estava vivo, desembainha seu revólver e descarrega
contra o bandido, sendo necessário mais um pente para pôr fim a ele. Morto,
Rufino agacha e se prepara para se apoderar dos pertences do cangaceiro; muito
ouro e dinheiro, inclusive um revólver mauser (que utiliza na foto em Porto da
Folha/SE) e um relógio que recolhe imediatamente. Após isso, vão em direção ao
início do combate, no local onde quatro elementos jogavam cartas, pois havia
dois mortos; um cangaceiro e um coiteiro — o bandido era Pavão, enquanto o
coiteiro era João do Pão, pai do valente garotinho. Ao reparar que os bolsos de
ambos já estavam vazios e para fora, Zé de Rufina se embrabece, querendo saber
quem foi o ladrão que tinha fuçado. Noutra hora, ainda enraivado, pede para
pegar os pertences dos cabras.
✢ 𝑶𝑼𝑻𝑹𝑨
𝑹𝑬𝑭𝑹𝑬𝑮𝑨
Nesse tempo, começam a escutar
tiros vindos da mataria. Todos correm em abalada carreira. Eram os soldados
Elizeu Lobato e Leonídio que estavam atirando numa moita de gravatá, e essa
também respondia com fogo. A tropa vai atirando e avançando. Encontram outro
cangaceiro, já bem ferido do combate anterior. Elizeu, com sua arma apontada
para a cabeça do cabra, gritava “qual é seu nome, cabra?!”. O cangaceiro, que
era todo barbudo e de voz grossa, falou “pode matá mas num digo!”. Elizeu
voltou a falar de novo e o cangaceiro dava a mesma resposta, disse mais uma vez
e ouvia a mesma coisa. Até que o volante enfezou e disparou contra a sua
cabeça. Minutos depois soubera que eram o bandoleiro de alcunha Pai Véio.
Nesse, Zé deixou a tropa pegar o que quisesse, “pra num dizê que sou fominha”.
✢ 𝑵𝑬𝑵𝑯𝑼𝑴
𝑹𝑨𝑺𝑮𝑶
Terminado de fato o fogo, foram
contar as baixas da polícia. Para a surpresa de todos, nenhum foi morto ou
ferido; em 30min de combate, na beira de riscos, nenhum arranhão! Cortam a
cabeça dos três malfeitores, fazem a limpa de seus objetos e são deixados o
corpo inteiro do pai assassinado e dos três decapitados no tanque do Cangaleixo
— dias depois, os moradores enterram os defuntos ao lado do campo de batalha. O
menino conseguiu fugir nos primeiros minutos do conflito. A força segue para
Porto da Folha/SE, chegando às 15 horas, onde fazem as fotografias da tropa e
das cabeças nas paredes da Prefeitura Municipal, em frente da Igreja Matriz
Nossa Senhora da Conceição — membros da força se destacam na chapa por usarem
as indumentárias dos mortos, a exemplo de Liberino Vicente, utilizando o chapéu
do cangaceiro Pavão. Às 16 horas, manda um telegrama noticiando o fato para o
secretário-capitão João Facó. A noite se fecha com uma festança em comemoração
da vitória da polícia. De lá, passam em Pão de Açúcar/AL, fazendo outra
passeata com o troféu, e metem-se até Jeremoabo/BA. Findava a fama do temido
Mariano.
Quanto aos bandoleiros, os que
estavam no dia eram Mariano e sua segunda companheira Rosinha, Criança, Zabelê,
Pavão, Pai Véio, Lavandeira, Quixabeira, Santa Cruz e dois outros
desconhecidos. Rosinha era a mulher que estava grávida e que chamou os cabras.
Os cangaceiros que voltaram para buscar o chefe não fugiram por causa de medo,
e sim porque o próprio Mariano puxou “o cano” para eles, ameaçando disparar
caso tentassem salvá-lo, em vez de se salvarem.
Dias depois, os remanescentes se
encontram com o grupo de Lampião no coito Riacho Craibeiro. Os presentes tentam
consolar a viúva; Virgolino já sabia de tudo através de um coiteiro. Passado
essa, Rosinha dá à luz a uma menina, e o Capitão manda entregar a criança ao
vigário de Pão de Açúcar/AL. Infelizmente, o destino da cangaceira não seria
bom, sentiria como o sangue é amargo, sendo morta pelo amor e saudade que
viviam em seu coração.
𝐹𝑂𝑁𝑇𝐸𝑆:
𝑂
𝐽𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙/𝑅𝐽
– 𝟏𝟗𝟑𝟔;
𝐷𝑖𝑎́𝑟𝑖𝑜
𝑑𝑎
𝑀𝑎𝑛𝒉𝑎̃/𝑅𝐽
— 𝟏𝟗𝟑𝟔;
𝑗𝑜𝑟𝑛𝑎𝑙
𝐴
𝐵𝑎𝑡𝑎𝑙𝒉𝑎/𝑅𝐽
— 𝟏𝟗𝟑𝟖;
𝑟𝑒𝑣𝑖𝑠𝑡𝑎
𝑁𝑜𝑖𝑡𝑒
𝐼𝑙𝑙𝑢𝑠𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎/𝑅𝐽
— 𝟏𝟗𝟑𝟖;
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜
𝐴𝑙𝑒́𝑚
𝑑𝑎
𝑉𝑒𝑟𝑠𝑎̃𝑜
— 𝐴𝑙𝑐𝑖𝑛𝑜
𝐴𝑙𝑣𝑒𝑠
𝐶𝑜𝑠𝑡𝑎;
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜,
𝑂
𝑈𝑙𝑡𝑖𝑚𝑜
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜
— 𝐽𝑜𝑎𝑞𝑢𝑖𝑚
𝐺𝑜́𝑖𝑠;
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝑛𝑎
𝐵𝑎𝒉𝑖𝑎:
𝐶𝑎𝑣𝑎𝑙𝑜𝑠
𝑑𝑜
𝐶𝑎̃𝑜
— 𝑅𝑢𝑏𝑒𝑛𝑠
𝐴𝑛𝑡𝑜𝑛𝑖𝑜;
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜
— 𝑅𝑎𝑛𝑢𝑙𝑓𝑜
𝑃𝑟𝑎𝑡𝑎;
𝐹𝑜𝑟𝑐̧𝑎𝑠
𝑉𝑜𝑙𝑎𝑛𝑡𝑒𝑠
𝑑𝑒
𝐴
𝑎
𝑍
— 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠;
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐𝑒𝑖𝑟𝑜𝑠
𝑑𝑒
𝐴
𝑎
𝑍
— 𝐵𝑖𝑠𝑚𝑎𝑟𝑐𝑘
𝑀𝑎𝑟𝑡𝑖𝑛𝑠;
𝑏𝑙𝑜𝑔
𝐿𝑎𝑚𝑝𝑖𝑎̃𝑜
𝐴𝑐𝑒𝑠𝑜
— 𝑡𝑒𝑥𝑡𝑜
𝑑𝑒
𝐼𝑣𝑎𝑛𝑖𝑙𝑑𝑜
𝑆𝑖𝑙𝑣𝑒𝑖𝑟𝑎;
𝑏𝑙𝑜𝑔
𝐶𝑎𝑟𝑖𝑟𝑖
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑇𝑒𝑥𝑡𝑜
𝑑𝑒
𝑅𝑎𝑛𝑔𝑒𝑙
𝐴𝑙𝑣𝑒𝑠
𝐶𝑜𝑠𝑡𝑎;
𝑏𝑙𝑜𝑔
𝐶𝑎𝑖𝑐̧𝑎𝑟𝑎
𝑑𝑜𝑠
𝑅𝑖𝑜𝑠
𝑑𝑜𝑠
𝑉𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠
— 𝑡𝑒𝑥𝑡𝑜
𝑑𝑒
𝑅𝑎𝑢𝑙
𝑀𝑒𝑛𝑒𝑙𝑒𝑢;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑂𝑑𝑖𝑠𝑠𝑒́𝑖𝑎
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝐸𝑡𝑒𝑟𝑛𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑁𝑜
𝑅𝑎𝑠𝑡𝑟𝑜
𝑑𝑜
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑂
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝑛𝑎
𝐿𝑖𝑡𝑒𝑟𝑎𝑡𝑢𝑟𝑎
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝐴𝑑𝑒𝑟𝑏𝑎𝑙
𝑁𝑜𝑔𝑢𝑒𝑖𝑟𝑎,
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑠
𝑛𝑎
𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎,
𝐶𝑎𝑛𝑔𝑎𝑐̧𝑜
𝑒
𝑁𝑜𝑟𝑑𝑒𝑠𝑡𝑒
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒;
𝑐𝑎𝑛𝑎𝑙
𝑁𝑎𝑠
𝑃𝑒𝑔𝑎𝑑𝑎𝑠
𝑑𝑎
𝐻𝑖𝑠𝑡𝑜́𝑟𝑖𝑎
— 𝑌𝑜𝑢𝑡𝑢𝑏𝑒.
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