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domingo, 7 de julho de 2013

Venha Conhecer Triunfo/Pe

Por: Rogério Mota
Rogério Mota

Vocês que ainda não conhecem Triunfo a cidade mais charmosa de Pernambuco, aproveitem o mês de julho com a famosa Festa dos Estudantes de Triunfo na sua 55ª edição anual junto com o Festival Pernambucano Nação Cultural, antigo Circuito do Frio. 

Começa no dia 27 de julho e vai até o dia 3 de agosto do corrente ano, com o patrocino do Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Triunfo. Conhecer e fazer turismo por Triunfo é para nós pernambucanos algo sensacional e digo novamente, charmoso. 

Triunfo fica no Sertão do Pajeú, distante 400 km do Recife e ido pela BR 232 rodovia está que percorrendo na velocidade média de 100 km, chegasse ao destino em 4h30m, contemplando belas paisagens do Agreste e do Sertão pernambucano e, principalmente quando se chega à subida da serra de Triunfo, onde se avista várias cidades do Sertão do Pajeú. 

acertodecontas.blog.br

Triunfo tem uma boa rede hoteleira, restaurantes e bares com as suas comidas bem regionais e a sua cultural diferenciada. Também se podem apreciar seus casarios coloniais antigos, igrejas de arquiteturas belíssimas, chalés estilo europeu e várias outras atrações da região. 

Seus relevos geográficos onde fica encravada a cidade nos trazem uma natureza deslumbrante e o mais importante de tudo é o seu clima. Fica Triunfo a 1.260 do nível do mar proporcionando nesta época um clima frio-seco de temperatura média em torno de 15°, algo assim como: clima das Serras Gauchas. 

Bem agradável para aqueles que curtem climas frios, comidas tipicamente regionais e umas variedades de tudo de bom. Vale a pena participar e passear. É muito econômico, e fica no nosso Nordeste de um povo extremamente educado e hospitaleiro.

Enviado pelo pesquisador e colaborador deste blog: 
Rogério Mota

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A resistência​ de Mossoró ao ataque de Lampião

 

Mossoró Resiste às Investidas de Lampião

Lampião mandou um ultimato ao prefeito de Mossoró, exigindo quatrocentos contos para evitar a invasão e posterior saque da cidade. A carta onde ele pedia o resgate foi escrita por Antonio Gurgel do Amaral e entregue por Pedro José.

Prefeito Rodolfo Fernandes

Rodolfo Fernandes respondeu dizendo que não podia enviar a importância exigida: "Estamos dispostos a recebê-los na altura em que desejarem. Nossa situação oferece absoluta confiança e inteira segurança".

Lampião não se conformou e enviou um bilhete com novas ameaças. Rodolfo Fernandes respondeu com altivez, reafirmando que não dispunha do valor pedido. Concluiu dizendo que "Estamos dispostos a acarretar com tudo o que o sr. queira fazer contra nós. A cidade acha-se firmemente inabalável na sua defesa, confiando na mesma".

O ataque começou às dezesseis horas. Dentro de pouco tempo, o tiroteio atingiu o auge. A resistência, porém, continuou. O ataque contra a cidadela do prefeito fracassou. Os cangaceiros tentaram completar o certo. O pessoal da Estação impediu que isso acontecesse. Após muito tiroteio, a vitória sorriu para os mossoroenses.

Um grande feito, do qual todo norte-rio-grandense deve orgulhar-se.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_9d.htm


Enviado pelo pesquisador do cangaço: 
José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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Parabéns ao grandioso filho de Nazaré

Por: Ana Lúcia

Ana Lúcia em visita ao inesquecível João Gomes de Lira

No início do século XX da República Velha do então Presidente Hermes da Fonseca, nascia a 03 de Julho, numa quinta-feira na Fazenda Jenipapo no Município de Floresta, Pernambuco, João Gomes de Lira. Era o ano de 1913. O governador era Emídio Dantas Barreto. Neste ano o processo histórico de Divisão Regional do Brasil ficou dividido em cinco “brasis”: Setentrional, Norte Oriental, Oriental e Meridional. João Gomes de Lira nasceu na Região Norte Oriental onde Pernambuco estava inserida.

Neste contexto, é importante salientar que o Nordeste, antes de ter essa denominação, serviu como palco de Movimentos Sociais em que, cangaceiros, cabras e jagunços eram terríveis protagonistas destes levantes. Em Pernambuco, a maior liderança do Movimento do Cangaço chamava-se Virgulino Ferreira da Silva – Lampião.

Homem de extrema inteligência comandou diversos ataques, destruições e mortes pelos sertões dos sete Estados nordestinos e para por fim a este banditismo, a Polícia recrutava jovens destemidos para a missão de coibir esses abusos criando as volantes. No Estado de Pernambuco, na cidade de Floresta, no importante distrito de Nazaré do Pico, destacava-se a figura de João Gomes de Lira que se alistou e logo se incorporou na Polícia Militar de Pernambuco, então com 18 anos de idade, para combater o cangaceirismo e o banditismo no sertão.

Em sua trajetória de vida no trabalho, social e afetiva, sempre mostrou dignidade, bondade e imparcialidade em suas decisões. Passou pela hierarquia militar se destacando ao longo da carreira como soldado, comissário, delegado e por último Tenente com muita eficiência e competência aos olhos de toda sociedade sertaneja.

Com poucos estudos não frequentou os bancos escolares com assuidade como desejava, mas, mediante suas memórias como policial atuante, se fez pesquisador do tema Cangaço lançando, após muitos anos de pesquisas, com grande sucesso em dois volumes, o livro Memórias de um Soldado Volante que é um referencial para todos aqueles amantes da História do Brasil e em especial aos bravos soldados nazarenos que participaram diretamente fazendo assim parte da História.


João Gomes de Lira, recebendo a Caravana Cariri Cangaço: Bosco André, Jack de Witt, José Cícero e Manoel Severo 

A João Gomes de Lira, um homem de vida exemplar que foi  pai, avô, tio, amigo de todos, simples, educado, atencioso, acolhedor, pacífico e sempre solícito, todo nosso respeito. Se estivesse vivo, estaria completando 100 anos de idade no dia 03 de Julho de 2013. Agora em Nazaré do Pico, antiga Carqueja em que muitos ainda chamam este pequeno distrito grandioso por sua importância histórica por este nome, será palco de uma merecida e linda homenagem a este valoroso homem que muito honrou a Polícia Militar de Pernambuco como soldado atuante combatendo o banditismo social do Cangaço.

A todos esses valorosos soldados nazarenos que serviram com garra a Polícia militar de Pernambuco lutando contra o banditismo, toda a glória e coroa de louros. Parabéns ao grandioso filho de Nazaré do Pico, o senhor João Gomes de Lira a quem eu conheci de perto e aprendi a admirá-lo. Aqui, rendo minha humilde homenagem.

Ana Lúcia Granja Souza
Postado por CARIRI CANGAÇO

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Rodolfo Fernandes e a Defesa de Mossoró


Poucas pessoas acreditavam que Lampião tivesse a ousadia de atacar Mossoró. Um absurdo, diziam praticamente todos, ou seja, a maioria da população da "Capital Oeste".

Governador do RN José Augusto

O governador do Estado, José Augusto, encontrava dificuldades em organizar a defesa contra uma possível investida do "Rei do Cangaço".

Prefeito Rodolfo Fernandes

O prefeito de Mossoró, coronel Rodolfo Fernandes, contudo, acreditava nessa possibilidade. Ele tinha consciência de que a situação da cidade era, na realidade, crítica. 

Tenente Laurentino de Morais

O tenente Laurentino de Morais, enviado pelo governo estadual, constatou que a força policial estava composta somente por vinte e dois soldados... Era preciso tomar medidas urgentes.

Rodolfo Fernandes enviou um emissário até Fortaleza (Alfredo Fernandes) para conseguir ajuda do governador Moreira da Rocha. 

Governador Moreira da Rocha - Ceará

A missão fracassou. Apesar de não ter atingido seu objetivo, Alfredo Fernandes adquiriu armas e munições na capital cearense, que foram de grande utilidade quando surgiu a hora de defender Mossoró.

Família de Rodolfo Fernandes - http://honoriodemedeiros.blogspot.com.br

O prefeito armou civis e lançou um manifesto, publicado por Raul Fernandes, e que termina com as seguintes palavras: "A Prefeitura está devidamente autorizada a criar uma Guarda Municipal para garantir na cidade, que hoje mesmo entrará em ação. Acresce que recebemos armas suficientes do Estado e compradas pelo comércio desta praça, que ficam à disposição do Governo Municipal".

Com o tempo passava e o ataque não ocorria, tudo fazia crer que o tão falado ataque jamais aconteceria. Era o que pensavam também os governadores de três Estados: Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba.

Dia 12 de junho. O prefeito, incansável, promoveu uma reunião. Era mais uma tentativa de Rodolfo Fernandes para alertar o povo da cidade. Esforço inútil. O grosso da população continuava não acreditando num possível ataque de Lampião. Houve, inclusive, neste dia, uma partida de futebol entre dois grandes clubes rivais: Humaitá x Ipiranga.

Notícias alarmantes, infelizmente, chegavam a Mossoró: o bando de Lampião se encontrava em São Sebastião. O delegado tenente Laurentino de Morais, integrado ao grupo do prefeito, tinha, entretanto, tomado algumas medidas: havia criado várias trincheiras.

De repente, os sinos das igrejas começaram a tocar. Era o alarme. Não havia mais dúvida, o ataque de Lampião iria se realizar!

O pânico tomou conta da cidade. Alguns procuraram fugir de carro, outros de trem, e determinadas pessoas, desorientadas, não sabiam como agir. A ordem expedida era muito clara: toda pessoa que não tivesse uma arma deveria abandonar a cidade. A razão para tal medida era que a cidade vazia facilitaria a defesa, na opinião do prefeito. Ele estava certo, como provaria o desenrolar dos acontecimentos. No tumulto, dois homens se destacaram: o prefeito Rodolfo Fernandes e Vicente Sabóia.

O governador José Augusto foi, no mínimo, indeciso. Falhou como governante. Possivelmente porque não acreditasse no ataque de Lampião ao município de Mossoró. O Governador, por falta de medidas urgentes e rápidas, possibilitou que um grupo de cangaceiros passeasse pelo Estado, matando, roubando, levando o terror a todas as comunidades interioranas...

Certamente não adianta discutir, nos dias atuais, se o governador poderia ter evitado a ação de Lampião no Rio Grande do Norte, inclusive o ataque a Mossoró. O fato é que medidas importantes deixaram de ser tomadas e Lampião agiu como previra o prefeito Rodolfo Fernandes. Outro aspecto a considerar é que houve tempo para preparar uma defesa, com distribuição de tropas em pontos estratégicos, com concentração de forças em Mossoró e em Caicó.

Fonte: http://tribunadonorte.com.br/especial/histrn/hist_rn_9c.htm


Enviado pelo pesquisador do cangaço José Edilson de Albuquerque Guimarães Segundo

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Restauro da Casa de Chico Pereira

Por: Iris Mendes - Nazarezinho-Pb
Iris Mendes Medeiros
  
Meu amigo, Severo!

Marquei a primeira reunião com o grupo para segunda-feira, na Biblioteca Municipal para darmos andamento ao processo no que diz respeito a casa do Jacu. 


Teremos as presenças já confirmadas; do Prefeito Salvan Mendes, Prof. Wescley, Cesar Nóbrega, Sergio do CCBNB, Profª. Auxiliadora, Ramon, Danilo Valêncio do Curso de História, representação da família Pereira e outros.


Estamos Muito felizes.

Iris Mendes - Nazarezinho, Pb

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sábado, 6 de julho de 2013

A RAMPA E O RIO POTENGI EM FOTOS DURANTE A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Publicado em 03/07/2013 por Rostand Medeiros
Rostand Medeiros

Um hidroavião Martin PBM Mariner sendo baixado para o Rio Potengi pela rampa existente na Naval Air Station Natal (NAS Natal), local hoje conhecido simplismente  como Rampa.

Um hidroavião Martin PBM Mariner sendo baixado para o Rio Potengi pela rampa existente na Naval Air Statin Natal (NAS Natal), hoje conhecida como Ramoa

NA ÚLTIMA SEMANA PAUTEI NESTE ESPAÇO ALGUNS MATERIAIS SOBRE O  SÍTIO HISTÓRICO DA ANTIGA RAMPA, NO BAIRRO DA RIBEIRA, EM NATAL. HOUVE UMA REPERCUSSÃO MUITO POSITIVA E UM GRANDE RETORNO POR PARTE DAQUELES QUE VISITARAM O NOSSO TOK DE HISTÓRIA E ASSIM CONHECERAM UM POUCO MAIS SOBRE ESTE LOCAL, TÃO LIGADO A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL.

Pátio da Rampa e seus hidroaviões
Pátio da Rampa e seus hidroaviões

NO NOSSO BLOG TOK DE HISTÓRIA, ESPAÇO NA INTERNET PAUTADO PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO HISTÓRICA, TRAGO AOS MUITOS AMIGOS E AMIGAS QUE APRECIAM NOSSO TRABALHO, ALGUMAS FOTOS DA VELHA RAMPA DURANTE A GUERRA, EM MEIO A HIDROAVIÕES DA U.S. NAVY, O RIO POTENGI E SEUS BARCOS A VELA, OU A “PANO”, COMO DIZEM ATÉ HOJE OS PESCADORES.

Decolagem no rio Potengi
Decolagem no rio Potengi

Os barcos típicos do rio Potengi
Os barcos típicos do rio Potengi

Flutuante da Panair, onde os hidroaviões eram amarrados quando no rio
 Flutuante da Panair, onde os hidroaviões eram amarrados

Hidroavião na água
 Hidroavião na água

Desembarque
 Desembarque

Embarque
 Embarque

Hidroavião subindo a rampa
 Hidroavião subindo a rampa

Natal em uma das principais rotas aéreas durante a Segunda Guerra Mundial 
Natal em uma das principais rotas aéreas durante a Segunda Guerra Mundial, o “Trampolim da Vitória”

Um piloto da U.S. Navy e seus óculos Ray-Ban
 Um piloto da U.S. Navy e seus óculos Ray-Ban

Fonte das fotos – U.S. Navy

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É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de
comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Extraído do blog Tok de História do historiógrafo e pesquisador do cangaço: Rostand Medeiros


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Cangaceiros enterrados no cemitério da Quinta dos Lázaros - Salvador-Bahia


Esta foto trata-se das quatro gavetas que guardam os restos mortais dos cangaceiros: AZULÃO, MARIA DORA, CANJICA E ZABELÊ, mortos em 1933, no sítio Lagoa do Lino, atual município de Serrolândia, no Estado da Bahia. BA.

Vale lembrar ao leitor que vem acompanhando o estudo "Cangaço" este Zabelê, não era o  primo do escritor Alcindo Alves da Costa.

 Escritor Alcino Alves Costa

Azulão, Maria Dora, Canjica e Zabelê estão somente as cabeças que estavam expostas no Estácio de Lima. Os corpos foram enterrados próximo ao local do combate que ainda hoje é identificado com uma cruz.

Estes cangaceiros foram assassinados pelo tenente Zé Rufino.

Material do acervo do pesquisador e colecionador Ivanildo Alves Silveira, Natal - Rio Grande do Norte.

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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Juazeiro, o verdadeiro Milagre do Padre Cícero

Por:Daniel Walker

Quem melhor descreve a vida do povoado de Juazeiro a partir da construção da Capela de Nossa Senhora das Dores é Amália Xavier de Oliveira. Mas para a organização deste capítulo recorremos também a outros autores, como padre Neri Feitosa e padre Azarias Sobreira, pois eles têm também boas informações. Consta que o padre Pedro Ribeiro de Carvalho, primeiro capelão de Juazeiro, era muito zeloso; cuidava da pequenina população do lugarejo, formada principalmente de pessoas do campo, ensinando-lhes a rezar e a trabalhar. Na época invernosa a população entregava-se aos trabalhos agrícolas; homens e mulheres iam para a roça ocupando-se no cultivo do arroz, milho, feijão, mandioca e algodão.

Após a colheita, as mulheres ficavam em casa desenvolvendo trabalhos domésticos e fiando algodão para tecer a roupa dos maridos e dos filhos que elas mesmas costuravam, pois não havia máquina. Os homens se dedicavam aos trabalhos da Fazenda, alimentação do gado, solta das rezes nos pastos, ordenha, vaquejada, desmancha de mandioca, caça, pesca, etc. Todos ali aprendiam o Catecismo, rezavam e trabalhavam sob a orientação do padre que não permitia a promiscuidade e fazia tudo para evitar a discórdia entre os habitantes. Foi assim, nesta atmosfera de paz e tranquilidade, que viveram os primeiros habitantes de Juazeiro de 1827 a 1833, quando faleceu o padre Pedro cercado do respeito e amor de todos que o conheceram.


 
Amália Xavier de Oliveira

As festas mais concorridas, além das religiosas, eram os casamentos. Eram feitos com grande animação: três dias de festa antes do casamento na casa do pai da noiva ou de outra pessoa que o representasse e três dias na casa da família do noivo, após o casamento; depois destes festejos todos, o noivo tinha o direito de levar a noiva para casa.

Os padres que o substituíram na Capelinha eram também zelosos e piedosos. O povoado ia crescendo; novas casas foram construídas, sempre localizadas em torno da Capela e ao longo das proximidades da margem do rio Salgadinho. Surgiram, então, os primeiros aglomerados: Cacimba do Povo, Rua do Brejo, Feira do Capim, Mercado Velho, Boca das Cobras, Volta, Salgadinho, Mochila, Comboieiro (Malvas).

Com a chegada do Padre Cícero (em 11.04.1872) como capelão e graças a sua dinâmica atuação, já tão difundida nos livros que tratam de sua vida, o pequeno lugarejo sofreu profundas transformações até chegar ao estado em que se encontra hoje. O escritor J. G. Dias Sobreira, em seu livro Curiosidades e factos notáveis do Ceará, informa que quando visitou Juazeiro em 1856, o povoado tinha o seguinte aspecto:

"O povoado, nesse tempo, compunha-se de umas sessenta casas de taipa, umas cobertas de telhas e outras de palha de carnaúba ou de palmeira. A disposição delas não obedecia à regra natural de arruamento. Logo na entrada do povoado, começavam duas fileiras de casas, sem guardar a equidistância, no seu prolongamento. Ao seguir iam elas afastando-se, de modo que, tendo no começo uns vinte metros de largura, terminavam com mais de cem metros  ao chegar à igreja. Não havia  estética nem nexo, naquela formação de arruamento”.     

 
Juazeiro do inicio do século passado

Porém, em 1909, um documento apresentado à Assembleia Legislativa do Ceará, em apoio ao pedido de autonomia municipal para Juazeiro, encontrado por Ralph della Cava nos Arquivos do Colégio Salesiano, informa que antes de se tornar independente do Crato o povoado de Juazeiro já se encontrava em acelerado ritmo de desenvolvimento, graças à ação do Padre Cícero.  Já possuía uma farmácia, um médico residente, um jornal, várias instituições religiosas, como o Apostolado da Oração, fundado pelo Padre Cícero, um escritório de intercâmbio comercial com a capital e uma instituição civil para cuidar do engrandecimento do lugar.

A zona rural de Juazeiro possuía 22 engenhos de açúcar empenhados na produção de rapadura e subprodutos alcoólicos e cerca de 60 locais equipados para preparar farinha de mandioca. Além do cultivo de arroz, feijão e milho, Juazeiro já se destacava na produção de borracha de maniçoba e algodão. Foi Padre Cícero quem introduziu a borracha no Cariri, na primeira década do século XX. E graças ao seu empenho, o algodão, cuja cultura havia sido quase totalmente abandonada, reapareceu entre 1908 e 1911. Ele chegou a comprar uma máquina de beneficiamento de algodão, movida a vapor. A borracha e o algodão foram os principais responsáveis pelo intercâmbio econômico de Juazeiro com o comércio exportador das grandes casas comerciais da capital cearense, especialmente com a firma francesa Boris Frères e a companhia brasileira de Adolfo Barroso.

Mas o crescimento urbano do povoado foi ainda maior do que sua expansão agrícola. O comércio pulsava com a realização de uma feira semanal, realizada aos domingos em frente à Igreja de Nossa Senhora das Dores. Muitos dos comerciantes tinham imigrado para Juazeiro proveniente de pequenas cidades vizinhas e de outros Estados. Mas a atividade econômica principal do povoado provinha de suas indústrias artesanais de onde saíam uma grande e diversificada produção de produtos utilitários e decorativos, além de produtos religiosos. Tudo se desenvolveu tendo em vista atender às demandas de consumo em ascensão e como uma resposta oportuna à incapacidade das limitadas áreas rurais de Juazeiro para absorver os imigrantes nas atividades agrícolas, de imediato após a chegada.

Dr. Floro Bartolomeu da Costa

Chegando ao povoado, os romeiros, orientados pelo Padre Cícero, trabalhavam na manufatura de vários artigos de uso doméstico confeccionados com matéria-prima local: louças de barro, vasos, panelas, cutelaria, sapatos, objetos de couro, chapéus, esteiras de fibras vegetais, corda, barbante, sacos e outros receptáculos para estocar e expedir gêneros alimentícios. As habilidades manuais do povo e as necessidades do sertão levaram, eventualmente, à fabricação e exportação de instrumentos rurais típicos, tais como, enxadas, pás, facas, punhais, rifles, revólveres, balas e pólvora.

Logo cedo, devido à grande procura de seus produtos, muitos artesãos saíram de suas casas e passaram a produzir em maior escala em oficinas amplas e equipadas de máquinas, localizando-se no centro da cidade para ficarem mais ao alcance dos clientes. Os reflexos do desenvolvimento do povoado estavam bem evidentes nos impostos arrecadados... Principalmente para o Crato. Por isso, o desejo de se tornar independente nasceu. 

Segundo o documento apresentado à Assembleia Legislativa do Ceará, provavelmente organizado por Dr. Floro Bartholomeu da Costa, em 1º de  janeiro de 1909, cuja cópia transcrevemos abaixo: A povoação de Juazeiro, estado do Ceará, tem na presente data: 18 ruas, 4 travessas, etc., com a população de 15.050 habitantes, como se vê abaixo:

Rua Padre Cícero: 2.000 habitantes,
Rua S. Luzia: 1.538 habitantes,
Rua S. Jose: 1.100 habitantes,
Rua S. Francisco: 1.000 habitantes,
Rua S. Antônio: 557 habitantes,
Rua S. João: 603 habitantes,
Rua de S. Sebastião: 552 habitantes,
Rua de S. Pedro: 227 habitantes,
Rua do Rosário: 578 habitantes,
Rua do Perpétuo Socorro: 523 habitantes,
Rua do Cruzeiro: 540 habitantes,
Rua dos Passos: 1.040 habitantes,
Rua da Conceição: 800 habitantes,
Rua das Malvas: 175 habitantes,
Rua Grande do Salgadinho: 1.136 habitantes,
Rua da Cacimba Nova: 480 habitantes,
Praça da Capella de N. S. das Dores: 734 habitantes,
Praça da Liberdade: 345 habitantes,
Travessa de S. José: 287 habitantes,
Travessa de S. Francisco: 250 habitantes,
Travessa da Conceição: 209 habitantes,
Travessa da Rua Nova: 37 habitantes,
Beco do Cemitério Velho: 30 habitantes.

Na relação de profissionais, comércio e pequena indústria, destacamos:
Oficinas de Sapateiros: 20,
Carpintaria: 35, 
Marcenaria: 5, 
Pedreiros: 40, 
Fogueteiros: 15, 
Funileiros: 7, 
Ferreiros: 8, 
Ourives: 2,
Pintores desenhistas: 2, 
Fundição: 1, 
Barbeiros: 3, 
Alfaiates: 3, 
Alfaiates Modistas: 10, 
Padarias: 2, 
Farmácias: 2,
Lojas (Molhados-Mercadorias): 10, 
Lojas (Fazendas-Miudezas): 10, 
Bodegas (Molhados-Bebidas): 20,
Armazéns (Géneros Alimentícios): 10, 
Escolas (particulares, sexo feminino): 12, 
Escolas (particulares, sexo masculino): 6, 
Escolas (públicas, sexo feminino): 1, 
Escolas (públicas, sexo masculino): 1, 
Tipografia: 1,
Igrejas: 2 (uma em construção), 
Cemitérios: 2, 
Bolandeiras Algodão: 1, 
Engenho de ferro para cana: 18, 
Idem, madeira: 4, 

Estação telegráfica, Agência do Correio, Coletoria Estadual, Cartório do Registro Civil, e Serviço de iluminação pública.

Quem poderia imaginar que depois de cem anos Juazeiro seria o que é hoje! Este é o verdadeiro milagre do Padre Cícero!

Daniel Walker
FONTE:http://historiadejuazeiro.blogspot.com.br

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O que vem por aí! - Quanto ao método de investigação acerca do cangaço

Por Honório de Medeiros
             
Em Setembro, no Cariri Cangaço, se conseguir coletar o restante das informações que eu busco, lanço “Por que Lampião invadiu Mossoró?”

Nesse livro apresento o resultado de uma investigação que culminou na constatação de que existem quatro hipóteses básicas acerca dos motivos pelos quais  houve a invasão. Analiso cada uma dessas hipóteses e mostro os prós e os contras delas deixando, no final, ao critério do leitor, a opção de escolher aquela que considere mais verossímil.

Sem falsa modéstia, considero que se trata de uma boa investigação. Caso fosse jornalista, eu denominaria esse trabalho de “jornalismo investigativo”. Como não o sou, deixo aos que o lerem a tarefa de estabelecer seu enquadramento literário, se for o caso.

Desde o início da minha investigação, chamemo-la assim, eu me propus aplicar com denodo uma máxima, um aforismo, no sentido francês do termo, que expressa uma postura metodológica em relação ao tema investigado.

Seria entediante, talvez, aqui, expor sua matriz filosófica. Registro, entretanto, que ela é corolário da epistemologia de Gaston Bachelard e Karl Raymund Popper que, nesse campo específico, têm mais semelhança entre si do que se possa supor. Pois bem, a máxima é a seguinte: fazemos a investigação avançar não pelas verdades que descobrirmos, mas pelas que refutarmos.
Observem que há uma roupagem retórica na máxima exposta. Tecnicamente deveríamos dizer: “fazemos a investigação avançar não pelas verdades que encontrarmos, mas, sim, pelas pseudo-verdades que refutarmos. Podemos não vir a saber com certeza o que algo é, mas podemos vir a saber com certeza o que algo não é.

Heróis da resistência

Trocando em miúdos, o que quero dizer é o seguinte: a nossa preocupação, na investigação, deve ser muito mais no sentido de excluir o entulho que nos afasta da compreensão do fato. Quanto mais entulho afastarmos, mais próximos estaremos de nosso objetivo.

No que diz respeito à invasão de Mossoró por Lampião, assim procedi, preocupado, principalmente, com a hipótese que atribui à ganância de Lampião e Massilon a realização do ataque. Essa hipótese é a mais corriqueira, é aquela sacramentada pelo senso comum.

Em todas as hipóteses acerca dos supostos motivos da invasão, portanto, também apliquei o que denominei de crítica metódica, para afastar as pseudo-verdades que embaraçavam a compreensão da realidade por trás das aparências.

Ou seja, busquei, firmemente, encontrar e apontar irregularidades, incongruências, desarmonias, inverossimilhanças, tudo quanto me permitisse desconstruir, refutar cada uma das hipóteses existentes em relação à junho de 1927, para ser possível alcançar alguma luz no fim do túnel.

Há uma forma, uma maneira, um meio de aplicar a crítica metódica, que passa pela utilização de uma técnica do jornalismo investigativo aliada à utilização de alguns critérios de natureza lógica. Nada complexo e que não possa ser manejado por qualquer pesquisador.

Assim cheguei ao resultado que o livro apresentará. Não concluo, entretanto. Deixo em aberto. É uma obra aberta. Isso por uma razão muito simples: meu trabalho não é científico, no sentido estrito do termo, vez que não foi possível colher provas que sustentassem uma teoria.

 
Lampião escrevinhando.

Há indícios, e muitos. Há o trabalho de relacionar esses indícios, dar-lhes unidade, coerência, criar uma malha de conteúdo indagativo e explicativo razoavelmente bem tecida, que talvez seja o que de valioso exista no trabalho a ser apresentado.

Para o futuro pretendo usar esse mesmo método no que diz respeito ao estudo das causas do surgimento do cangaço. Há várias teorias quanto a essas causas. Uma delas, facilmente refutável, aponta como causa do surgimento do cangaço a luta de classes.

Voltando ao tema da mesa-redonda, penso que devemos tentar o estudo dos fatos do cangaço em uma perspectiva mais densa, mais apropriada academicamente, como está sendo feita aqui e agora. E somente podemos fazê-lo se tivermos essa preocupação com o método da investigação.

Isso por várias razões, dentre elas evitar que o estudo do cangaço suscite comentários como o que recebi, recentemente, após ser postado um texto meu acerca da realização da mesa-redonda de Sousa em um dos maiores blogs do Rio Grande do Norte, do jornalista Carlos Santos, que nos gratifica hoje com sua presença.

O comentário dizia o seguinte, textualmente: “Em pleno século 21 ainda se fala de um coisa tão irrelevante e inexpressiva! Tantos assuntos importantes a serem questionados. Esse tipo de assunto é para ser apagado da história diante a sua insignificância”.

Um absurdo, mas a ignorância gera esse tipo de juízo de valor.

Jararaca "despretobranquizado" pelo amigo e pesquisador Rubens Antonio.

Então, para concluir, creio que devemos criticar, no bom sentido, os métodos ou a falta de métodos, no estudo dos fatos do cangaço, para ultrapassarmos, de vez, sua folclorização, no sentido negativo do termo, e esse viés preconceituoso, em relação ao tema, por parte de parcela da academia e da população.


E, mais para o futuro, quem sabe evitarmos que se dê guarida, pelo menos no seio das pessoas mais esclarecidas, a bizarrices como as do homossexualismo entre cangaceiros ou o heroísmo de Lampião.

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O cantor João Mossoró fará show hoje, sábado, dia 6 de Julho, no "Mercadão Cadegue"


O cantor João Mossoró fará show hoje, sábadodia 6 de Julho, no Rio de Janeiro, no bairro Benfica, "Mercadão Cadegue".

Uma festa portuguesa,  no "Cantinho das Concertinas".

 

Será uma festa bastante animada, quando o artista cantará as mais lindas canções

Você que mora no Rio de Janeiro prestigie o artista, participando do seu show.

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Vaqueiros da História



Lendo a história, e dela refazendo os percursos, pelas veredas ensolaradas e espinhentas do chão nordestino... Assim como vaqueiros, vaqueiros da história, como diria o poeta matuto que partiu feliz...

Rangel Alves da Costa

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A IMPORTÂNCIA DO SÍTIO HISTÓRICO DA RAMPA PARA A AVIAÇÃO BRASILEIRA E SUA SITUAÇÃO ATUAL

Publicado em 01/07/2013 por Rostand Medeiros
Rostand Medeiros e Dr. Francisquinha

Segundo apontam os principais estudos relativos à história da aviação no Brasil na primeira metade do século XX, a importância da cidade de Natal para o desenvolvimento desta atividade sempre esteve ligada a sua privilegiada localização geográfica.

O autor deste artigo no prédio histórico da Rampa em 2009 - Foto - Leonardo Dantas
O autor deste artigo no prédio histórico da Rampa em 2009 – Foto – Leonardo Dantas

Entre o final da década de 1920, até o primeiro semestre de 1942, em meio a uma cidade provinciana, com uma população que variou neste período entre 40.000 a 60.000 pessoas, importantes empresas aéreas chegaram a capital potiguar para desenvolveram suas atividades.

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