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terça-feira, 15 de julho de 2014

O PUNHAL DE LAMPIÃO

Por João de Sousa Lima

A região que abrange o Raso da Catarina serviu por muito tempo de esconderijo para Lampião e seus comandados.

As cidades e povoados que cercam o Raso da Catarina foram bem explorados pelos cangaceiros.

Santo Antonio da Glória, Brejo do Burgo, Salgado do Melão, São Francisco, Várzea da Ema, Rodelas, Chorrochó, Macururé, Abaré, Uauá, Monte Santo, Canudos, Canché, Jeremoabo, Santa Brígida e Paulo Afonso foram cenários dessa época. Em Paulo Afonso, os povoados Juá, Salgadinho, Várzea, Serrote, Lagoa do Rancho, Santo Antonio, Nambebé, Arrasta-pé e ainda Olhos Dágua do Souza (que pertence a Glória) foram bem explorados pelos cangaceiros.

O povoado Olhos Dágua do Souza foi fundado por Joaquim Pedro de Souza, que foi o primeiro prefeito de Glória. No povoado residia o senhor Alexandre Boa que foi grande amigo dos cangaceiros e principalmente de Lampião, Corisco e Ângelo Roque (inclusive era primo de Labareda).


Dessa família, o senhor Venâncio Teixeira Lima era quem confeccionava as coronhas dos mosquetões para os cangaceiros. Venâncio era avô de Dionízio Pereira, que era pai do político Adauto Pereira.

Lampião passava sempre por essa localidade para abastecer os bornais de alimentação e colocar coronhas nos fuzis.

Na família de Venâncio, os filhos Enéas, Alexandre e Militão era quem providenciava esse apoio aos cangaceiros e em uma dessas ocasiões Lampião presenteou Militão Teixeira Lima com um belíssimo punhal. Esse punhal foi repassado ao filho Irineu Teixeira e desde o ano de 2000 que eu tentava a todo custo comprar esse punhal. Quando foi agora em 2014, estive com Irineu e pra minha surpresa, quando falei em comprar a peça, ele me presenteou o punhal.


A relíquia será exposta em breve no Museu do Nordeste, em Paulo Afonso, Bahia.

Voltando a época do cangaço, o Enéas foi preso como coiteiro pelo famoso Mané Neto ne foi levado pra Santo Antônio da Glória e de lá para Salvador. No caminho, quando chegaram em Nossa Senhora das Dores, enquanto a polícia foi jantar, um parente de Enéas o reconheceu e o libertou das cordas e da viatura. Enéas ficou um tempo escondido na cidade da casa de uns parentes por muito tempo. A esposa de Enéas, a senhora Naninha, era prima legítima de Corisco.

O cangaceiro Corisco

As histórias ainda são lembradas no Olhos D’água do Souza, lá ainda encontramos o senhor Irineu. O punhal está bem guardado e é mais uma lembrança dos tempos em que Lampião e seus comandados pisaram o chão e as veredas que cercam o Raso da Catarina.

Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima www.joaodesousalima.com

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NAS TRILHAS DO CANGAÇO

Por João de Sousa Lima
João e Marcos Ferraz na casa de Lídia

Recebi esses dias em Paulo Afonso o casal Marcos Ferraz e Silvana. Eles residem em Floresta, Pernambuco.

Marcos e Silvana com Manuel Pereira


Levei os amigos para conhecerem uma das trilhas do cangaço e fomos ao povoado Salgadinho visitar a casa onde nasceu a cangaceira Lídia e onde mora seu sobrinho Manuel Pereira.



do Salgadinho seguimos até o povoado Campos Novos onde nasceu o primeiro filho de Lampião e Maria Bonita e de lá seguimos até a casa do amigo Sebastião Carvalho pra visitar o Museu Particular da Cachaça.

Museu da Cachaça, do amigo Sebasteão Carvalho
Silvana e Marcos na casa de Lídia

Foi um dia agradável e fico no aguardo de uma nova visita.

João de Sousa Lima é escritor, pesquisador, autor de 09 livros. Membro da Academia de Letras de Paulo Afonso e da SBEC- Sociedade Brasileira de estudos do Cangaço. Telefones para contatos: 75-8807-4138 9101-2501 – E-mail: joaoarquivo44@bol.com.br joao.sousalima@bol.com.br

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Devaneios que inspiraram lixos literários Seu dotô, pode botar aí, que foi verdade! - Parte Final

Por: Ivanildo Silveira

Contatos

Outro detalhe muito importante relatado por Manoel Félix é o que se relaciona às ligações de Lampião com influentes fazendeiros, principalmente nos estados de Bahia, Alagoas e Sergipe, embora sempre com o cuidado de não revelar, nem mesmo aos seus mais chegados seguidores, a identidade desses indivíduos.

Na última semana de vida, Lampião  manteve, lá do Angico, contatos com vários desses fazendeiros através de emissários que despachava secretamente, e dos quais, por motivos óbvios, exigia absoluto segredo de suas missões, geralmente com o objetivo de apanharem dinheiro, mantimentos, armas e munições.

De quem chegava, ou de onde chegava o que ele precisava, Lampião fazia questão de não relatar, mantendo tudo sob o mais completo sigilo.

A confiança de Luiz Pedro

Por volta das 15 horas do dia 27/Julho/1938, treze horas portanto, antes do cerco que lhe causou a morte, Maria Bonita, que na opinião de Manoel Félix, não competia em beleza com Cila, deixou a gruta, onde se encontrava com os companheiros, e foi banhar-se no riacho que passa próximo a entrada da mesma.

O coiteiro descreveu-nos a fiel e corajosa companheira de Virgulino Ferreira a Silva, assim à vontade, como uma: "mulher baixinha, toda redondinha, uma carinha bonita e com dois olhos pretos e grandes, morena clara, cabelos negros e lisos, quadris relativamente largos, cintura fina, tendo os braços e pernas roliços e muito bem feitos".

Muito "prosista e conversadeira", brincava bastante com alguns dos bandoleiros, pelos quais era respeitada, apesar de muitos deles levarem essa brincadeira mais além, como Luiz Pedro, por ela chamado de “Caititu”, e que gozava da maior confiança e intimidade da mesma e do próprio Lampião, seu compadre.

Nada de anormal até o momento? Realmente o Juarez tava indo até "marro meno"... vejam como a "invenção" de um gesto poe em cheque a autoridade do Rei do cangaço perante seu comandados. (Kiko Monteiro) 

Nessa tarde, por sinal, depois de "caçoar" com Luiz Pedro, deixando de fazê-lo somente no momento em que se dirigia para o riacho, o bandoleiro, que estava sentado sobre uma pedra, deu-lhe uma palmada mais ou menos forte nas nádegas, fazendo-a correr na direção do pequeno córrego, enquanto Lampião, que a tudo assistia, sorriu como se nada tivesse acontecido.

Na véspera da morte

Manoel Félix recorda-se que, na véspera da chacina, quando esteve com Lampião, informou não lhe ter sido possível comprar na feira de Piranhas, em Alagoas, tudo o que ele mandara (carne, peixe, queijo, agulhas, chapéu de couro, uma máquina de costura e brim mescla), porque, como já dissemos na reportagem anterior, a Polícia passou a vigiá-lo.

Ainda assim, entregou as agulhas de Maria Bonita, devolvendo a Lampião os 200.000 réis que dele recebera para adquirir mantimentos. Conversaram durante longo tempo, comendo queijo, que chegara da Fazenda Mulungu, de onde o bando havia recebido certa quantidade de farinha e açúcar.

Lampião mostrava-se bem disposto, pedindo-lhe, inclusive, que lhe cedesse o cinturão em virtude do seu já se encontrar bastante estragado.

Também Maria Bonita, muito "prosista e conversadeira", conversou com Manoel Félix, procurando informar-se da situação financeira do mesmo e dos seus familiares.

Aliás, desde o primeiro encontro que teve com o grupo, na Fazenda Bom Jardim, em Sobradinho, no local conhecido como “ Olho D'Água de Antônio Jorge", quando foi levar banha de peixe que o seu tio Lisboa Félix, também amigo e coiteiro de Lampião, mandara para o cangaceiro "Boa-Noite" passar no joelho doente, que "Maria Bonita" demonstrou haver gostado dele.

Nessa tarde, dia 27 de julho, Manoel Félix recorda-se de que vários cangaceiros jogavam cartas, entre eles Juriti, Passarinho, e Sereno, Luiz Pedro, José de Julião, Moeda, Mergulhão, Colchete, Alecrim, Fortaleza, Cajazeira, Criança, Quinta-Feira, Elétrico, Macela, Canário e Caixa de Fósforo, enquanto outros passeavam nas proximidades.

Luis Pedro, teve oportunidade de mostrar-lhe, e ao seu tio Caduda, que estava em sua companhia, grande quantidade de ouro guardada numa pequena caixa, como anéis, correntões e argolas.

Este bandido, de estatura mediana, claro, cabelo miúdo, e muito alegre, juntamente com Manoel Moreno e Zé Sereno, preparou a comida para o grupo na véspera da morte.

Embora não lhe revelassem plano de ataques a qualquer cidade, Manoel Félix pôde ver que o grupo contava com grande quantidade de armas e munições, como fuzis e revólveres, além de punhais.

Na última tarde que teve de vida, Lampião, segundo  Manoel Félix estava absolutamente tranqüilo, chegando mesmo a fazer pilhérias quando soube do medo que causava ao coiteiro a possibilidade de ser descoberto pelas volantes. Aliás, nos últimos meses, Lampião parecia mais acomodado, um tanto diferente porque sempre pensativo, o que não impedia, porém, de manter a autoridade sobre o grupo, inclusive com os mais temíveis dos seus integrantes, como aconteceu com Luiz Pedro quando este, querendo botar o seu cachorro para brigar com "Guarany” o de "Lampião", acabou se desentendendo com o chefe, de quem levou, sem responder uma única palavra, séria repreensão.

Com relação ao cachorro “Guarany” ocorreu um fato interessante na segunda-feira que precedeu à chacina do Angico: descansando, com a cabeça recostada a uma pedra, Lampião cochilava, tendo ao lado seu fiel cão de guarda, quando dele se aproximou Zé Sereno, trazendo um bode que capturara pouco antes.

Vendo o animal, “Guarany”, latindo muito, avançou sobre ele, assustando-o, fazendo com que bode, espantado, pulasse sobre Lampião, que, extremamente supersticioso, vendo na reação do bicho um possível mau sinal, ordenou, aos gritos, que Zé Sereno soltasse imediatamente "esta peste", no que foi prontamente atendido.

Até às 18 horas do dia 27/julho/1938, aproximadamente, Manoel Félix permaneceu no Angico, de onde saiu com a recomendação feita por Lampião para retornar no dia imediato, madrugada ainda, pois eles teriam que viajar, tudo indicando que, como das vezes anteriores, a última das quais na Fazenda Santa Filomena, distante duas léguas da sede de Poço Redondo/SE, iria receber 50 ou 100 mil reis de gratificação, pelos serviços que prestou.

Este, o encontro que jamais iria se realizar, pois, de acordo com as instruções recebidas, ao se dirigir, na madrugada do dia imediato (28/julho/1938), para a Grota do Angico , à certa distância ouviu o tiroteio terrível, o que lhe deu a convicção de que, afinal, a volante houvera descoberto o esconderijo de Virgulino Ferreira da Silva, cercara-o e se encontrava dando-lhe combate, sobrevindo, a morte do Rei do Cangaço, naquele fatídico dia.

Fonte: Segunda reportagem publicada em 28/05/1980) no Jornal "A TARDE" / Salvador
Autor: Jornalista Juarez Conrado

Considerações

Realmente, eu achei, também, muito estranho, a narrativa do autor da matéria, ao tecer comentários na reportagem sobre "Maria Bonita", tendo informado: É a narrativa de um fato inusitado, envolvendo "Luiz Pedro  e Maria Bonita", e que deixa os estudiosos/pesquisadores do cangaço de "orelha em pé ". Como se vê, ou o jornalista exagerou na sua narrativa, ou o coiteiro Manoel Félix, lhe narrou o fato, de maneira diversa do ocorrido, na realidade. 

Na minha opinião, acho difícil e improvável, que tal fato, tenha ocorrido.

Convém, também salientar, que na literatura cangaceira, pelo menos nos livros que li até hoje, não constatei, nenhuma linha, em relação ao comportamento de Maria Bonita, em que o rei do cangaço tenha externado "cenas de ciúmes", da parte dele, em desfavor de algum cangaceiro " .

Como se constata, há muitas informações relativas ao "casal Rei do Cangaço", que precisam de uma melhor análise, separando-se o fato real, da lenda, bem como as insinuações de alguns escritores .

Um abraço a todos, 
Ivanildo Silveira
Natal/RN


http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/11/perolas-delirios-literarios-ou-seu-doto.html

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FOTOGRAFIA E HISTÓRIA


Detalhemos a fotografia 3. Maria Bonita sentada, pernas cruzadas, cabelos cuidados, tom sereno, segurando dois cães. O equipamento alemão, máquina Ica de última geração, da Karl Zeiss, 35 mm, contendo um maço de filmes Gevart Belgium. focaliza Lampião, ao lado, em pé, olhos fixos na câmera, tendo em mãos um exemplar da revista Noite Ilustrada. 

O historiador Frederico Pernambucano de Mello afirma ter visto uma fotografia semelhante acrescida do enquadramento de Maria Bonita ao lado de um cartaz contendo propaganda do remédio cafiaspirina, espetado nos galhos de uma planta típica da caatinga, a quixabeira. A imagem fotográfica sugere que Maria Bonita recomenda o remédio cafiaspirina. Sugere ainda uma imagem de Lampião como leitor e mais especificamente leitor de Noite Ilustrada (MELLO, 1994: 5). 

Facilmente percebe-se a encenação em ambiente natural, a pose seguida das representações para a posteridade. Esta foto fornece pistas da relação dos cangaceiros com o mundo do negócio e da comunicação, indicando que o documento fotográfico esconde atrás de si uma história cuja intencionalidade deve ser esclarecida. Barthes diz que devemos “fazer a fotografia existir” (BARTES, 1984: 47). Para isto, é necessário analisá-la como monumento e como documento. 

Enquanto monumento, a fotografia é uma escolha das forças atuantes no real, uma herança do passado; enquanto documento, é uma escolha efetuada pelo historiador. Marc Ferro propõe partir das imagens, mas “não procurar somente nelas exemplificação, confirmação ou desmentido de um outro saber, aquele da tradição escrita. Considerar as imagens tais como são, com a possibilidade de apelar para outros saberes para melhor compreendê-los” (FERRO, 1995:203). 

Decerto, o documento fotográfico não dispensa o trabalho de análise e de crítica, sequer dispensa o apoio de outras fontes. Porém, sua especificidade está em que “a imagem permite que se faça uma contra-análise do social, por aquilo que revela do não - dito, do não - visto, dos lapsos de uma sociedade.” (FERRO, 1978:290). Burke sugere a utilização do termo “indício” em substituição ao termo “fonte.” Indício refere-se a “muitos tipos diferentes de imagens: pinturas, estátuas, gravuras e fotografias.” (BURKE, 2004:16). Contudo, adverte Burke, indo além do visível fotográfico, devem-se examinar as diferentes configurações de contextos culturais, materiais e políticos. (BURKE, 2004: 237).

A análise da imagens fotográfica requer, a distinção entre os conceitos de iconografia e de iconologia. O primeiro refere-se ao conteúdo da imagem, seus elementos icônicos. Iconografia deriva do grego eikon, é a imagem registrada. A análise iconográfica inventaria o conteúdo das imagens em seus elementos icônicos formativos. A análise iconológica, por sua vez, advém da síntese, busca o significado intrínseco do documento fotográfico e refere-se à realidade interior. Panofsky sistematizou este método em três níveis de interpretação: (1) descrição pré-iconográfica, o significado “natural”; (2) análise iconográfica, o significado convencional icônico e (3) interpretação iconológica, o significado intrínseco de uma imagem. (PANOFSKY, 1939: 25-31).

Para ultrapassar o realismo fotográfico é necessário desenvolver a análise iconológica, levando-se em conta as representações e as práticas culturais construídas em torno delas e por meio delas. Para o caso das imagens fotográficas do cangaço, vimos que diferentes sujeitos atuam com representações distintas nos processos de produção, reprodução e recepção das imagens.

http://www.ufrgs.br/gthistoriaculturalrs/marcosclemente.html

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LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS

Autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro contém:
 736 páginas. 
Tamanho: 28 centímetros.
Largura: 20,5 centímetros.
Altura: 4 centímetros



O seu livro é uma grande contribuição à cultura brasileira, hoje em encontro de escritores na Escariz tive a honra de apresentá-lo aos presentes, e convidar para o nosso evento. Muita gente boa já confirmou presença. Vai ser um sucesso e a sua presença nos orgulha.



Carlos Magno, essa capa é chamativa, sem dúvida, e o carinho dos amigos torna-a ainda mais vistosa. Obrigado mil vezes pela divulgação do meu trabalho. Fico feliz em ver "A Raposa das Caatingas" no mesmo patamar de "Um Voo Sobre Frei Paulo", de sua autoria, e de "Conhecendo as Américas", do querido amigo José Eduardo. Sabe o que é um cangaceiro acompanhado de um padre, tendo você como coiteiro?

Obrigado, Edivan, pela publicação dessa matéria, para que os leitores do Jornal de Sergipe tomem conhecimento do meu "Lampião - a Raposa das Caatingas". Depois do lançamento em Aracaju, na Livraria Escariz, fiz o lançamento em Salvador, na Faculdade 2 de Julho, e no dia 28 de junho, à noite, "Lampião" será lançado em Frei Paulo (SE), num lançamento conjunto com os livros "Conhecendo as Américas", de José Eduardo Goes, e "Um Voo Sobre Frei Paulo", de Carlos Magno. Convido os amigos para esse evento. Mais uma vez, obrigado, Edivan!

http://www.jornaldesergipe.com.br/2014/06/monumento-lampiao-doze-anos-de-pesquisa.html?fb_action_ids=410061039135395&fb_action_types=og.comments&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582
  


José Bezerra Lima Irmão, já estou lendo o livro. Esse sim, foi o meu ex-professor João Paulo que eu falava que gosta dos assuntos do sertão.

Moacir Sampaio disse: 


Parabéns à cultura! Pois, trabalhos desse naipe trazem à mostra, com maior amplitude, a grandeza do intelecto sergipano. E é inegável que o dr. Domingos Pascoal, através do sacerdócio literário que incansavelmente pratica em terras de Sergipe D'El Rey, é cúmplice e fiel participe dessa verdadeira 'revolução cultural' que desperta e ilumina a tantas mentes e canetas! Meus respeitosos aplausos!!!

José Bezerra Lima Irmão agradeceu aos amigos: 

É bom ouvir essas palavras generosas da boca dos amigos sobre o meu trabalho. Como meus amigos, vocês são suspeitos para julgar meu livro. Agradeço de todo coração as referências ao "Lampião - a Raposa das Caatingas". Divulgar um livro é mais difícil do que escrevê-lo. Não, porém, quando se tem amigos como vocês. Um abraço a todos. Vocês são meus "coiteiros"!...

Adquira logo o seu através deste e-mail: 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.: (79)9878-5445 - (79)8814-8345
E-mail: lampiaoaraposadascaatingas@gmail.com
josebezerra@terra.com.br

Material extraído no facebook, na página do autor do livro: "Lampião a Raposa das Caatingas".

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segunda-feira, 14 de julho de 2014

A maior frustração das mulheres do cangaço era quando chegava a hora de se “apartar” de seus filhos recém-nascidos,

Maria Celeste - filha do cangaceiros  Dadá e Corisco

A maior frustração das mulheres do cangaço era quando chegava a hora de se “apartar” de seus filhos recém-nascidos, confiando a guarda, quando tinha sorte ou conhecimento, a uma pessoa bem sucedida ou com alguma posse. 

Dadá falava que tinha cuidado a quem entregar seus filhos. Quando nasceu Maria Celeste em 10 de outubro de 1937, na fazenda Mogiana. Corisco e Dadá escolheram para criação o Coronel Sebastião Medeiros Wanderley, Chefe político de Poços das Trincheiras - AL.


Quem cuidou de Maria Celeste foram duas irmãs solteiras do Coronel Medeiros (moças velhas como se dizia na época)..., e todos sabiam que aquela galeguinha extrovertida era filha de Dadá e Corisco. O clã do Cel Medeiros..., o terceiro, a contar do padre.

Fonte: facebook

Uma imagem inédita de MARIA CELESTE MEDEIROS filha do famoso casal de cangaceiros CORISCO e DADÁ.

Maria Celeste nasceu no dia 10/10/1937 em uma Fazenda chamada Mogiana no estado de Alagoas durante uma perseguição por parte das Forças Policiais ao grupo do Capitão Corisco.


Sílvio Bulhões - filho de Corisco e Dadá

Meus agradecimentos à família do Sr. Sílvio Hermano Bulhões por nos ceder a imagem e em especial à Angélica Bulhões (Bisneta de Corisco), que nos enviou a imagem e nos forneceu as informações necessárias.


Angélica Bulhões - Bisneta de Corisco e Dadá

http://blogdobamberg.blogspot.com.br/2014/01/maria-celeste-medeiros-filha-do-famoso.html

Ilustrado por José Mendes Pereira
Mossoró terra de Santa Luzia
Rio Grande do Norte

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TEXTO BELÍSSIMO: GRANDE VERDADE! NÃO DEIXEM DE LER!!! Escritora holandesa falando sobre o Brasil. Texto bárbaro.

Por Escritora Aliefka Bijlsma


"Os brasileiros acham que o mundo todo presta, menos o Brasil, realmente parece que é um vício falar mal do Brasil. Todo lugar tem seus pontos positivos e negativos, mas no exterior eles maximizam os positivos, enquanto no Brasil se maximizam os negativos. Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado. Só existe uma companhia telefônica e pasmem: Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos Estados Unidos e na Europa, ninguém tem o hábito de enrolar o sanduíche em um guardanapo - ou de lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de ‘Como conquistar o Cliente’.

Você sabe como as grandes potências fazem para destruir um povo? Impõem suas crenças e cultura. Se você parar para observar, em todo filme dos EUA a bandeira nacional aparece, e geralmente na hora em que estamos emotivos...

Vocês têm uma língua que, apesar de não se parecer quase nada com a língua portuguesa, é chamada de língua portuguesa, enquanto que as empresas de software a chamam de português brasileiro, porque não conseguem se comunicar com os seus usuários brasileiros através da língua Portuguesa. Os brasileiros são vitimas de vários crimes contra a pátria, crenças, cultura, língua, etc… Os brasileiros mais esclarecidos sabem que temos muitas razões para resgatar suas raízes culturais.

Os dados são da Antropos Consulting:

1. O Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis, e vem sendo exemplo mundial.

2. O Brasil é o único país do hemisfério Sul que está participando do Projeto Genoma.

3. Numa pesquisa envolvendo 50 cidades de diversos países, a cidade do Rio de Janeiro foi considerada a mais solidária.

4. Nas eleições de 2000, o sistema do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) estava informatizado em todas as regiões do Brasil, com resultados em menos de 24 horas depois do início das apurações. O modelo chamou a atenção de uma das maiores potências mundiais: os Estados Unidos, onde a apuração dos votos teve que ser refeita várias vezes, atrasando o resultado e colocando em xeque a credibilidade do processo.

5. Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina.

6. No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma.

7. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

8. O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês.

9. Telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas...

10. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina.

11. O Brasil é o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.

Por que vocês têm esse vício de só falar mal do Brasil?

1. Por que não se orgulham em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano?

2. Que têm o mais moderno sistema bancário do planeta?

3. Que suas AGÊNCIAS DE PUBLICIDADE ganham os melhores e maiores prêmios mundiais?

4. Por que não falam que são o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários?

5. Por que não dizem que são hoje a terceira maior democracia do mundo?

6. Que apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados?

7. Por que não se lembram que o povo brasileiro é um povo hospitaleiro, que se esforça para falar a língua dos turistas, gesticula e não mede esforços para atendê-los bem? Por que não se orgulham de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando.

É! O Brasil é um país abençoado de fato. Bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar toda gente. Bendita seja, querida pátria chamada BRASIL!

Escritora Aliefka Bijlsma

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PIRANHAS: O CANGAÇO EM FOCO

Por João de Sousa Lima

A  cidade de Piranhas evidencia cada vez mais a história do cangaço e os empresários locais cada vez mais trabalham no tema cangaço.


A Pousada Trilha do Velho Chico, através de seu administrador Pedro Ferreira, realiza dia 19 seguinte, um grande evento contando com a participação de turistas e da comunidade local.


Vamos todos participar!!!!

Eu estarei lá deixando minha contribuição sobre a história.

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RÁDIO ANTIGO: UM PRESENTE DE ALDIRO

Lira, João de Sousa Lima e Aldiro
 
Aldiro, o guardião das histórias do Alto dos Coelhos, me presenteou com um raríssimo rádio antigo: ABC A VOZ DE OURO.

O rádio funciona perfeitamente e será uma das peças do Museu do Nordeste.

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Edital de Convocação!


Edital de Convocação: A Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC convoca todos os seus associados para uma Assembleia Geral Extraordinária, que se dará no dia 25 de julho de 2014, numa sexta-feira, na cidade de Piranhas/AL.


A assembleia acontecerá por ocasião da SEMANA DO CANGAÇO. Esse evento é promovido pelo Cariri Cangaço, com apoio da Prefeitura Municipal de Piranhas e Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço – SBEC. 


Mossoró, 14 de julho de 2014. 

VER PROGRAMAÇÃO COMPLETA EM:

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Colorizando a foto do bando na Fazenda Jaramataia.

A colorização foi feita pelo professor e pesquisador do cangaço Rubens Antonio

A foto do bando na Fazenda Jaramataia, em Canhoba, Sergipe, é uma referência para a História do Cangaço.

Foi tomada, em agosto de 1929, por Eronildes de Ferreira de Carvalho, seu proprietário e que veio a ser governador do Estado de Sergipe.

Antes e depois da imagem:
Aparecem, nesta imagem, de pé, da esquerda para a direita, Marianno, Ezequiel (Ponto-Fino), Calais, Fortaleza, Mourão e Volta-Secca. Sentados, da esquerda para a direita, Lampeão, Virgínio, Zé Bahiano e Arvoredo.

Como ponto a ser observados, há que em certas cópias, a figura de Marianno não aparece. Há a suspeita de ser um recorte fotográfico de outra imagem, que foi aplicada em uma montagem. Esta teria se realizado ainda no início dos anos 1930. A foto que teria sido copiada, entretanto, teria sido tomada também na Fazenda Jaramataia, no mesmo dia.

Sua colorização visa, além da questão estética, chamar a atenção, ampliando a discussão em torno do tema.

http://cangaconabahia.blogspot.com.br/

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Sinhozinho Dutra


Este é Sinhozinho Dutra, que segundo Antonio dos Santos o afamado cangaceiro Volta Seca, entrou para o mundo do crime logo que matou um sujeito que mexeu com uma das suas irmãs. Mas este ele matou com facadas. E assim que fugiu, matou outro a tiros, e quem lhe vendeu a munição foi o Sinhozinho Dutra. Disse ele: "- Me vendeu a munição para matar aquele cachorro".

Esta é uma das provas que o cangaceiro Volta Seca morava em Itabaiana, e não no Saco Torto.
Adendo: 
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"Mas sei que o leitor sabe que a venda da munição ao menino Antonio dos Santos (que nesse período ainda não era chamado de "Volta Seca), o Sinhozinho Dutra só vendeu porque o recado foi falso, afirmando a irmã do menino, que a obrigou a dizer que a munição era para  o seu pai. Confiando ser verdade, o Sinhozinho forneceu a caixa de balas". 

Estas informações você as encontrará no site abaixo: 

http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/2009/12/entrevista-de-volta-seca-jornal-o.html

Fonte: facebook
Página: Robério Santos


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Zé Leobino. Um depoimento para a história


Zé Leobino. Um depoimento para a história, narra detalhes dos cangaceiros, após o combate de Angico, em que morreram Lampião e mais 10 cangaceiros, além do soldado Adrião.

Fonte: revista - Sergipe, imagens e história
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"Foto inédita".


O grande matador de cangaceiros, ten. Zé Rufino numa parada de 7 de Setembro de 1939, em Paripiranga, no Estado da Bahia.

Fonte: facebook

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Livros sobre "Cangaço" é com o Professor Pereira


Você que gosta de ler histórias sobre "Cangaço" entre em contato com o Professo Pereira, através deste e-mail: 
franpelima@bol.com.br.
 Ele tem excelentes livros, todos escritos por quem entende de "Cangaço". 

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UMA VACA SOLITÁRIA. UM BOI SOZINHO

Por Rangel Alves da Costa*

Com a última seca que se abateu na região, o sertanejo, antes dono de rebanho abastado, foi se desfazendo, uma a uma, de sua criação, e só restou um boi e uma vaca. Já estavam colocados à venda quando o horizonte sombreou, nuvens negras e prenhes foram se aproximando, os trovões começaram a roncar e uma chuvarada boa começou a cair.

De tão magros que estavam, bastou que a trovoada caísse por cima do couro ossudo e logo se arriaram. Fracos demais, sem forças suficientes para levantar, quase morrem na enxurrada que veio inundando tudo. Desesperado, o dono pediu ajuda a vizinhos e enfim conseguiram levantar e fazê-los ficar sustentados numa espécie de rede de couro cru. Comendo no cesto, bebendo no balde, dois dias depois já andavam trôpegos pela pastagem já brotando com feição verdejante.

Solitários e entristecidos, ainda que seus olhos brilhassem diante dos brotos que iam surgindo sobre a terra, ruminavam nostálgicos o dia inteiro. Talvez a saudade do restante do rebanho, ou talvez a visão angustiada na pastagem agora tão vazia e solitária. Mas não era para ser assim, eis que o boi e a vaca não estavam distantes nem dava para um não sentir a presença do outro.

O boi avistava a vaca, se aproximava, ficava por ali focinhando a terra, remoendo pedaços, mas nada que os fizesse dialogar com aqueles mugidos próprios dos animais. Com a vaca acontecia a mesma coisa. Ao cair da tarde, quando o sol vai deixando as sombras avermelhadas, quem estivesse ao longe podia claramente avistar aquelas duas imagens se sobressaindo na paisagem nua. Tão próximos e tão distantes.

Numa situação como tal, a lógica dos relacionamentos aponta uma aproximação. Ali estavam um boi e uma vaca, mas poderia ser um rapaz e uma moça. Ademais, a solidão e a tristeza eram sentidas a cada mugido, a cada mirar o horizonte, a cada passo que davam em busca de alguma coisa. A vaca, talvez carente, desejosa de companhia, de afago e calor, de amor; o boi na mesma situação, eis que novo, cheio de vitalidade, o parceiro ideal para qualquer fêmea ruminante.

A verdade é que ninguém sabe o que se passava na cabeça daqueles dois solitários. Com o ser humano já é difícil imaginar o que pensa e o que deseja, ainda mais complicado quando se trata de bicho. Mas inegável que possuem sentimentos, que desejam, que sabem buscar o melhor para cumprir seus destinos. Ora, se mugiam entristecidos, se mostravam olhares angustiados, também sentiam solidão e desejavam companhia. E bastava uma maior aproximação para o problema ser resolvido.


Um dia choveu e os dois acabaram debaixo do mesmo umbuzeiro. A vaca olhou no olho do boi, o boi fotografou o corpo inteiro da vaca. O boi logo imaginou algo e soltou um berro triste; a vaca mirou a chuva caindo, levantou a cabeça e mugiu desesperadamente. Gritos de tristeza, de solidão, de angústia. Depois deitaram bem próximos um do outro, com cada um exalando o cheiro de couro viçoso, certamente imaginaram coisas e depois adormeceram. Na vastidão enegrecida, enquanto a chuva caía, os dois sonhavam. Mas o que?

E a noite inteira chuvosa transcorreu entre sonhos indecifráveis. E apenas isso, sem mugido no ouvido, sem segredo revelado. Ao amanhecer, ainda chuviscando a vaca foi para um lado e o boi para o outro, mas a cada passo se viravam para se lançarem aqueles olhos cheios de indagações. Um dia a vaca jurou ter ouvido um berro com o seu nome; e o boi guardava certeza de ouvido ser chamado pelos berros da vaca. Mas nenhum foi confirmar junto ao outro.

Mas por que acontecer assim, quando os dois solitários bem que poderiam se unir, se enamorar, compartilhar aqueles momentos? Assim na vida dos bichos, assim na vida dos homens. Quando o destino quer não há solidão a dois que faça unir, não há desejo que seja despertado o suficiente para a mútua confissão. E mesmo enamorados, mesmo desejando uma proximidade maior, eis que os caminhos cuidam de afastá-los.

E por isso mesmo que tantas pessoas e bichos vivem nos descampados da solidão, ainda que estejam na multidão. Aquela vaca era tão bonita, aquele boi era tão garboso, mas não haveriam de deitar no mesmo leito debaixo do umbuzeiro. Ao menos ali o destino lhes reservara a solidão. Assim em todos os pastos e passos da vida.

Poeta e cronista
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