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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

CANGACEIROS E COITEIROS

Por Antonio Corrêa Sobrinho

"Amigos,

O “Correio de Aracaju” nas edições de 27 e 28 de julho de 1937 brindou os sergipanos com o maravilhoso texto do famoso advogado criminalista e historiador, Evaristo de Morais, o pai, uma das mentes mais lúcidas do seu tempo.

o curioso é que esta publicação ocorreu exatamente um ano antes da morte de Lampião".

CANGACEIROS E COITEIROS


A leitura de várias obras acerca do assunto, inclusive os romances de José Américo e Prado Ribeiro, e informações colhidas, em 1935, numa viagem pelo interior de Bahia e Sergipe, ministraram-nos os elementos com que nos autorizamos a emitir as opiniões e a chegar às conclusões aqui reunidas.

Antes de tudo, convém não atribuir grande importância a duas razões explicativas do ingresso individual no Cangaço: insopitável revolta contra alguma denegação de justiça e necessidade de vingar grave ofensa recebida. Pautam-se todos os casos pelo de Antônio Silvino, que, aliás, não merece confiança absoluta, por falta de confirmação fidedigna das palavras dele, evidentemente suspeitas.

Dir-se-ia, entretanto, a ser admitida a concepção mais generalizada, que todos os chefes dos sinistros bandos nordestinos reproduzem a personagem criada pelo romancista Henrique Kleist e aproveitada por Rudolf Von Ihering, na “LUTA PELO DIREITO”: Miguel Kolhaas, que, vítima de atroz iniquidade, armou-se de um facho incendiário e de uma espada degoladora, e foi espalhando por toda parte, a destruição e a morte...

Talvez (não o duvidamos), se possa encontrar alguma das aludidas causas num ou noutro caso de adesão ao Cangaço, essa espécie de nomadismo criminoso que assola o Nordeste e tem zombado, até hoje, da reação oficial; nenhuma delas, porém, explica, integralmente, o fenômeno, por sua natureza, complexo, como todos os fenômenos da vida humana. Sem negar a influência de “fatores naturais”, reconhecemos a prevalência de “fatores sociais”. Certo, o meio periodicamente inóspito daquela zona e o caldeamento étnico de que procedem aquelas populações se refletem em algumas qualidades dos cangaceiros, tamanha é a identidade do substrato humano, embora diferentíssimas e extremadas as maneiras de sua exteriorização: resistência física, frugalidade, bravura, pertinácia. Mas, os fatores naturais não bastam, como razão da persistência do fenômeno e da quase total ineficiência dos meios empregados para neutralizar a sua ação maléfica.

Eis porque dissemos que predominam os fatores sociais.

Primeiro a se impor à meditação demorada dos nossos estadistas (?) é o abandono em que vive aquela brava gente nordestina, lutando contra as secas periódicas, cujo influxo psicológico é muito maior do que geralmente se pensa. Seria interessantíssimo o estudo minudente, percuciente, desse influxo, que revelaria a origem de muitos fatos tidos por incompreensíveis.

Palpar-se-ia, por exemplo, o fundamento da descrença dominante naquelas regiões, em relação a tudo que diz provir do Governo, entidade somente concebida – segundo boa observação do representante baiano Francisco Rocha – como “sinônimo de mentira”
(Anais da Assembleia Constituinte – vol. XII, página 535). Desprovido da assistência do Estado, desde a escolar até a higiênica, o habitante daquela zona é o menos próprio a confiar nas garantias do poder público.

O inegável abandono em que o deixam destrói os seus estímulos de solidariedade com os detentores desse poder, na repressão do banditismo. Há sob tal aspecto, grande semelhança entre esse sentimento negativo dos nossos infelizes patrícios e o que nutriam os montanheses da Calábria, da Serra Morena e da Falperra, ao sul da Europa. Também lá se notava, deploradamente, a escassa ou nenhuma colaboração dos honestos nas atividades policiais, ao ponto de preferirem aqueles manter relações com os salteadores, a ajudarem a tarefa do saneamento social, pela repressão.

Era que lá, como aqui, o poder público nem sempre se recomendava nas pessoas dos seus servidores, e, agindo de longe, nem sempre procedia com isenção e justiça.

- Assim chegamos, sem esforço, a vislumbrar outra causa do fenômeno, mais de uma vez acentuada: a maldita intervenção da politicalha de campanário. Em regra, não passam, ali, as dissensões partidárias de verdadeiras dissensões familiares, resíduos de velhas rixas pessoais, alimentadas, anos e anos, por toda sorte de afrontas e picardias, exercidas de uma e da outra parte, conforme a elevação política dos protetores graduados de cada grupo. No tempo do Império era esta uma das mais ferinas pirraças: valiam-se os politicários da circunstância de estarem seus protetores no poder e promoviam o recrutamento, para o Exército, dos parentes e aderentes dos seus adversários.

Das rixas partidárias passava-se – e ainda se passa – para as vinditas sangrentas, armando-se braços mercenários.

Ora, esses braços têm de ser, necessariamente, protegidos, amparados, acoitados. E do hábito de “trabalhar por conta alheia” lhes vem a tendência para “trabalhar por conta própria”, não só atacando pessoas, como se apropriando de bens, disto fazendo “meio de vida”, mais ou menos seguros da continuidade da proteção daqueles seus antigos patrões, interessados, igualmente, em guardar a velha aliança, selada com o sangue das suas vítimas. Tamanho é o entrelaçamento do Cangaço e da politicalha que até hoje não foi, a sério, desmentido o boato segundo o qual Lampião, em dada época, teria sido governamentalmente aproveitado para combater contra forças rebeldes!

Outra causa da persistência do Cangaço reside no mau comportamento de alguns troços policiais, quando, de um para outro Estado, marcham em perseguição dos bandos criminosos. Mormente no que respeita a Bahia e a Sergipe – provavelmente em razão da conhecida contenda de limites – registram-se fatos deveras lamentáveis, e dos quais obtivemos mais de um fidedigno informe.

A entrada de uma força da polícia baiana no encalço de bandoleiros era (pelo menos até 1932) motivo de terror para os sertanejos sergipanos, porque a atitude dos policiais não divergia, essencialmente, da atitude daqueles a quem eles perseguiam, no tocante ao desrespeito à propriedade, à honra das mulheres e à própria vida dos habitantes. Pretexto para todo gênero de violências era a acusação de “coiteiro”, não se admitindo, contra ela, qualquer justificativa. Em aparecendo indícios do trânsito dos nômades criminosos por determinado lugarejo, ou de haverem eles estado em contato com este ou aquele indivíduo, não se indagava em que condições os fatos tinham ocorrido. Usavam-se, ao princípio, admoestações intimidadoras, e, se não logravam êxito, logo se empregavam, para arrancar indicações, vários meios de tortura. Se, ainda assim, nada se conseguia, desabavam, sobre os supostos ou reais coiteiros, tremendos castigos, desde o incêndio das suas moradias, até a sua eliminação, “com ou sem o auto de resistência”.

Outrossim, pelo que ouvimos, nada têm de extraordinário situações dramáticas, de fundo sentimental, como a que José Américo acolheu no seu romance. Mas, além dos acoitamentos de origem afetiva, outros se oferecem a atenção de quem viaja, com intuitos de simples observador, e sem pretender forçar a significação dos fatos.

Pelo lado dos hóspedes – vaqueiros, agricultores e criadores, agregados, pequenos comerciantes, mascates, etc. – fácil é conceber o que com eles se passa, quando têm a desventura de topar com cangaceiros. Ficam positivamente, (...) pelo pavor. Se são incumbidos – o que sucede frequentemente – de buscar para os salteadores, em lugares mais ou menos próximos, aquilo de que eles carecem no momento – comestíveis, pólvora, balas, fumo, cachaça – e de colocar as encomendas em pontos designados, longe de vistas indiscretas, cumprem, a risca, o que lhes é ordenado, e não ousam desobedecer a recomendação suprema, a de não denunciar a passagem dos criminosos.

Quem, em boa fé, atirará a pedra acusatória contra esses que, subitamente, se esquecem de tudo – semblantes dos homens, suas vestes, suas -, e, principalmente, a direção que tomaram?

Quem quereria, de livre vontade, entregar-se em holocausto à Deusa Justiça, traindo os salteadores, e, por isto mesmo, ficando sujeito à sua infalível?

Quanto aos grandes – os latifundiários, senhores de fazendas e engenhos – aos quais se imputa, não raramente, a culpa de acoitamentos, é necessário ouvi-los antes de condená-los, mesmo moralmente.

Não dissimulamos que, entre eles, existem alguns da espécie a que já nos referimos, amorais aproveitadores de braços assassinos, presos aos cangaceiros por serviços anteriormente prestados, como executores, que estes foram de seus mandatos criminosos.

Dos desta espécie, entretanto, não cogitamos, agora, porque eles não são, propriamente, “acoitadores de cangaceiros”, mas, sim, protetores habituais dos seus antigos capangas, no seu interesse pessoal e direto de mandantes de crimes, cometidos por motivos familiares ou políticos. Os outros – constituindo o maior número – justificam-se de não denunciar os bandoleiros, quando têm notícias da sua passagem, alegando: - primeiro, que não se lhes fornece suficiente segurança de pessoas e bens, de modo a livrá-los de represálias, por parte dos sequazes dos bandidos, por ventura capturados ou mortos; segundo, que fora preciso, para eficácia do concurso deles, que houvesse firme solidariedade entre todos, decididamente dispostos a prestigiar o poder público na repressão ao Cangaço. Não existe, porém, a reclamada segurança, nem a imprescindível solidariedade entre fazendeiros e usineiros, separados por mesquinhas rivalidades partidárias, ou pelo entrechoque de interesses mercantis. Se é verdade que alguns se mostram propensos a contribuir para a destruição do Cangaço, não é menos certo que outros preferem transigir com os cangaceiros, por diferentes motivos, sendo preponderante o sossego de que gozam, tendo poupado o seu gado, o seu pessoal e as suas plantações.

Perguntar-se-á, talvez: qual o remédio para essa calamidade, que tanto dura e por pouco teria desmoralizado a nossa Lei Magna, com ela não tão deplorável como desnecessária?

Um único remédio se nos depara e de fácil aplicação. Foi proposto pelo deputado cearense Xavier de Oliveira, notável psiquiatra e atilado sociólogo.

Consiste no acantonamento de tropas do Exército – cuidadosamente selecionados, e compostas, em sua maioria, por elementos provindos do sertão nos Estados onde se tornou endêmica e tão malsinada forma de banditismo. Vários efeitos benéficos derivariam da indicada providência.

Aumentaria, desde logo, a segurança das populações ameaçadas, constantemente, pelas investidas do Cangaço. Ocupar-se-ia parte das tropas, ativamente, do preparo de novas vias de comunicação, assim reduzindo os refúgios das “caatingas” que seriam, a pouco e pouco, desbastadas. Fundar-se-iam, nos quartéis, escolas de ensino primário e profissional, para menores e adultos, incutindo-se lhes com o ensino, hábitos de asseio e conforto, finalmente, a simples presença das forças do Exército, devidamente disciplinadas, impediria os abusos das polícias estaduais, quando movidas por impulsos regionais.

Reapareceria a confiança no Governo, que desde muito, desertos das almas sertanejas. Consequentemente, perderiam os bandoleiros um dos seus pontos de apoio: o indiferentismo dos honestos, que então, formariam nas fileiras dos defensores da ordem pública, sem receio, de represálias. E fossem quais fossem os sacrifícios da União Federal com o acantonamento das tropas e os melhoramentos correlatos – abertura de estradas e instalação de novas linhas telegráficas – teriam farta compensação. Extinta uma vergonha nacional, perduraria, além disto, a obra educativa do Exército, no seio daquelas populações tão injustamente abandonadas.



Fonte: facebook


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DESAPARECERAM OS CORPOS DE " LAMPIÃO E MARIA BONITA "...


Interessante matéria trazida na edição do dia 06-8-1938, do Jornal O Estado da Bahia...Veja, acima...

Fonte: facebook
Página: Voltaseca Volta

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Nova Ordem do Cangaço

Por Raul Meneleu Mascarenhas

A partir do ano de 1929, passou a acontecer uma das mudanças mais radicais no modo do famoso cangaceiro portar-se perante seus inimigos, vindo a tornar-se muito mais perigoso ainda. Mulheres passaram a integrar seu bando e ele passou a dividi-lo em grupos e subgrupos. Que estratégia incrível para os padrões ‘cangaceirísticos’ daquela sua época. Ninguém ainda tinha feito isso. Eram uma espécie de clãs familiares e autônomos sob a direção de homens de sua inteira confiança. Era a Nova Ordem do Cangaço que se apresentava. Chamava menos atenção e seus inimigos não tinham a menor ideia onde ele se encontrava, pois o bando dividido, a população os via em muitos lugares e as autoridades ficavam sem saber onde centrar fogo, com números maiores de contingente.

Essa estratégia, ou por querer ou por necessidade e imposição do destino, fez que Lampião, perseguido sem descanso pelas Forças Volantes de Pernambuco, tivesse que fugir e refugiar-se na Bahia com cinco companheiros que lhe restavam e maltrapilhos e famintos ali chegaram para a recomposição mais espetacular de sua vida. Era o ‘Fênix’ que retornava mais forte e das cinzas ressurgia sua têmpera de ‘cabra macho’ que não temia ninguém.

 
Arte de Mário Cravo Júnior

Lampião veio a entender por conta da situação em que seus inimigos contavam com armas melhores e poderosas, que deveria mudar de estratégia. Em sua mente de guerreiro privilegiado e líder, compreendeu que já não tinha condições de dirigir um número considerável de cangaceiros. Além disso o  sertão ficava aos poucos modernizado, com estradas, vias férreas e pipocava o progresso. Sua vida e de seus cabras agora dependiam mais da ‘inteligence’ que de seus músculos, coragem e pontaria pois deixava aos poucos de ser um território virgem e impenetrável. O Governo estava agora em toda a parte com suas construções de progresso e sua ‘gana’ de exterminar o banditismo naquela região.

Élise Grunspan Jasmin em seu livro ‘Lampião, Senhor do Sertão’, veio a tecer um comentário de pé de página onde o chama de ‘O Guerreiro Sedentário’ justamente por substituir seus ataques violentos, embora vez em quando o fizesse, por essa nova ordem familiar tornando-se menos nômades. Em suas notas, Élise Grunspan Jasmin aponta para António Silvino que tentara “resistir a construção da estrada de ferro pela companhia Great Western no sertão da Paraíba. Em 1906, ele perseguia os engenheiros ingleses encarregados de executar os trabalhos, ameaçava os operários, cortava os fios telegráficos, deteriorava as vias já instaladas e extorquia os passageiros do trem. Constatando a ineficácia de sua empresa, enviou uma carta aos diretores da Great Western por meio de Francisco de Sá, um de seus empregados, dizendo que permitiria a construção da estrada de ferro mediante uma indenização de 30 contos de réis. Ver, a esse respeito.

Virgulino Lampião

Sempre que tinha oportunidade. Lampião ameaçava ou assassinava os operários que trabalhavam nos canteiros. Em 1929. fez interromper a construção de uma estrada que devia ir de Juazeiro a Santana da Glória, CE, e que devia passar por seu refúgio predileto, o Raso da Catarina. Em outubro desse mesmo ano, constatando que sua ameaça não tinha sido levada em consideração, matou um dos operários. Em 1930, perto de Patamuté. BA. atacou um grupo de operários e matou um deles. Em 1932. no sitio Carro Quebrado, entre Chorrochó e Barro Vermelho, na Bahia. Lampião executou nove operários.

No Estado de Sergipe. em fevereiro de 1934, atacou operários e paralisou a construção da estrada. As autoridades governamentais nunca levaram em conta as ameaças de Lampião, e a partir de 1930 intensificaram os projetos de abertura do sertão ao "progresso". No dia 9 de junho de 1935, por ocasião de uma reunião organizada em Águas Vermelhas, na fronteira de Pernambuco. Carlos de Lima Cavalcanti, governador desse Estado, e Osman Loureiro, governador de Alagoas propuseram um plano de construção de estradas e vias férreas nas zonas do sertão afetadas pelo cangaço.

Elas deviam cortar sistematicamente em diversos eixos as regiões mais freqüentadas por Lampião e facilitar o transporte das Forças Volantes por caminhão, enquanto os cangaceiros se deslocavam quase sempre a pé. Os canais e as vias fluviais também deveriam ser controlados, pois permitiam o envio de armas aos cangaceiros. Lampião sabia que as conquistas tecnológicas com as quais as Forças Volantes tinham sido municiadas e a penetração das vias de comunicação através do sertão poderiam anunciar seu fim próximo e pôr em perigo sua autoridade na região (Informações extraídas das obras de Frederico Pernambucano de Mello, op. rir., 1985, e Quengo: !Amplio?, 1993).

Raul Meneleu Mascarenhas
Blog Caiçara do Rio dos Ventos

http://meneleu.blogspot.com.br/

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/11/nova-ordem-do-cangaco-por-raul-meneleu.html

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Entre Heróis e Marginais: Conheça os Fora da Lei que viraram lenda - Phoolan Devi - Parte III


Rainha dos Bandidos - (?) Phoolan Devi (1963-2001) - (¿) Uttar Pradesh, Índia - ($) 49 mil (±) Cerca de 50 pessoas (?) 38 anos.

A turbulenta história da indiana Phoolan Devi, a Rainha dos Bandidos, começou na adolescência, quando ela passou a viver com uma gangue de gatunos. Só que eles doavam parte dos lucros aos pobres, ganhando a proteção da comunidade. A coisa esquentou quando certo dia, Devi reconheceu na rua os caras que a haviam violentado aos 16 anos. Sedenta de vingança, ela fuzilou 22 homens em fila Indiana. Após 11 anos na prisão, foi eleita deputada, mas acabou sendo assassinada numa emboscada por rivais. Símbolo de luta nas classes mais baixas, ela virou até boneca na Índia.

http://ahduvido.com.br/entre-herois-e-marginais-conheca-os-fora-da-lei-que-viraram-lenda

ABAIXO BIOGRAFIA DO SITE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Phoolan_Devi

murderpedia.org

Phoolan Devi ou Phulan Devi (em hindi: ; em urdu: پھولن دیوی; Gorha ka Purwa, Uttar Pradesh10 de agosto de 1963 — Nova Deli25 de julho de 2001), popularmente conhecida como a Rainha dos bandidos, foi uma ladra e política Indiana. Ela era notória em toda a Índia, durante seu tempo como bandida.

Phoolan nasceu na casta shudra, numa família do clã mallaah(barqueiros), na pequena aldeia de Gorha ka Purwa no estado doUttar Pradesh. Era a segunda filha de uma família muito pobre de quatro meninas e um menino. Foi casada com onze anos a troco de um pequeno dote e passou a uma rotina de espancamentos, sendo violentada e forçada a um árduo trabalho no campo. 

www.tusker.com

Já adolescente, passou a ser assediada por jovens de um clã (jati) poderoso na região, pertencente à casta (varna) dos guerreiros ou nobres (kshatriya). Para fugirem da acusação, eles acusam-na de tentar seduzi-los, fazendo com que fosse expulsa da aldeia. Recusada também pela família paterna, é abrigada por um parente próximo até o dia em que sua casa é invadida por um grupo de assaltantes que vieram raptá-la. Presa nas montanhas, alguns começam a solidarizar-se com seu sofrimento. O líder da gangue é morto por um membro do grupo de nome Vikram, que se torna o protetor de Phoolan. 

thebanditqueen.com

Ambos assumem a dianteira do grupo e começam a atacar o comércio e as castas superiores. O imaginário popular afirma que, em suas ações, protegem mulheres e crianças e distribuem parte do ganho. Tal passagem é contestada por alguns setores, que vêm no bando um grupo de assaltantes comuns. Sua sorte muda, novamente, com o assassinato de Vikram, praticado por dois irmãos do clã Thakur, da casta Kshatriya. Alcançando o controle do grupo, os thakur prendem-na por três semanas, período durante o qual foi violentada por todo o clã. Sua fuga ocorre por auxílio dos Mallah (canoeiros). Phoolan retorna às montanhas. Ganhando a proteção e liderança do grupo Mallah, começa a atacar o comércio da região. 

www.thismagazine.ca

Pela sua ação, tida como violenta e justa, Phoolan é cada vez mais assimilada pela população à deusa (Devi), do hinduísmo, que restabelece o dharma através de uma epifania terrífica, na qual dá cabo de exércitos de demônios. Os ataques de Phoolan Devi culminam com a morte de 22 kshatriyas do grupo que a havia aprisionado, escapando apenas os seus líderes. 


http://murderpedia.org/female.D/d/devi-phoolan-photos.htm

Nesse ponto, a questão já deixara de ser meramente criminal para tornar-se política. Phoolan conta com maciço apoio popular, imprescindível para a reeleição do governo estadual. Por outro lado, o clã rival possui aliados dentre os altos cargos internos do governo. Pressionado por ambos os lados, o governo se vê obrigado a negociar e não permitir a morte de Phoolan Devi pela polícia, mas a buscar sua rendição. 

murderpedia.org

Já com muitas baixas em seu grupo e sem munição, Phoolan Devi entrega as armas mediante uma série de exigências, dentre as quais uma cerimônia convocada especialmente para tal. São cedidas terras para sua família e ela não deveria ser condenada à morte. Ela aguarda julgamento em reclusão durante onze anos, ao final dos quais são retiradas as acusações e é liberada. 

Em 1996, lança-se ao pleito democrático pelo Samajwadi Party (Partido Socialista), sendo eleita ao Parlamento Indiano. Sua plataforma política consistiu na defesa dos estratos inferiores da população indiana: os de baixa casta, os sem-casta, mulheres, etc.

Tornou-se símbolo de luta das classes mais baixas e sua vida foi tema de pelo menos quatro livros e um filme.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Phoolan_Devi

Ilustrado por José Mendes Pereira
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terça-feira, 4 de novembro de 2014

O CANGACEIRO CHICO PEREIRA


Chico Pereira - um cangaceiro paraibano.

O cangaceiro do sítio Jacu (Nazarezinho-Pb) passa pelo processo de colorização digital, e ganha uma nova pintura em sua tradicional e histórica fotografia.

Mais um grande trabalho de colorização realizado pelo professor e pesquisador do cangaço  Rubens Antônio (Salvador-Ba).

Fonte: facebook

Padre Cícero, Pessoa da Santíssima Trindade


Pai Velho era um cangaceiro já idoso e fazia parte do grupo de Lampião. Era pessoa moderada e com suas ideias, espalhava para os sertanejos  e cangaceiros, muitas estórias. Sentava embaixo de um pé de juá ou na calçada alta de uma bodega, e danava a palavrear para quem quisesse lhe ouvir.*


Quando Lampião e seus cangaceiros podiam entrar em paz nas cidades e povoados, em calmaria e amizade, o cangaceiro Pai Véio gostava de contar estórias dos feitos de Lampião e sua coragem e também decantar as virtude de seu "Padim Ciço" do Juazeiro no Ceará.


Dizia ele e gostava muito, de enaltecer as virtudes do Santo Padre, o qual dizia, fazia parte da Santíssima Trindade. E agora? De onde Pai Véio tirou isso?

Para os sertanejos analfabetos e de fé simples, o número exato de três nas Pessoas da Santíssima Trindade pouco importava. Não era Padre, Filho e Espírito Santo? Então esse "Padre" era Padre Cícero!

Que confusão heim? Mas era assim mesmo que "Pai Véio" via e transmitia sua fé. E a matutada que lhe ouvia, juntamente com os cangaceiros que eram religiosos ao extremo tanto quanto o povo sertanejo, que embevecidos diziam amém.

Então nessa confusão toda de interpretação, "Padim Cíço" fazia parte sim, da Santíssima Trindade. E os cantadores do sertão imprimiam mais ainda essa crença, com seus cordéis dependurados nos pés de pau das feiras de qualquer cidadezinha ou povoado do sertão nordestino.

Nos tempos modernos, vemos o compositor Augusto Boal, fazer a letra e a cantoria ficar por conta de Gilberto Gil para afiançar mais ainda a participação de Padre Cícero na Santíssima Trindade.

Num tenho capacidade
Mas sei que num digo à toa
Padre Cícero é uma pessoa
Da Santíssima Trindade

Perdido no Ceará
Lá no meio do sertão
Existia um bom padre
Chamado Cícero Romão
Doença, miséria havia
Doutor nem tinha por lá
Nem remédio em Juazeiro
Só as coisas que Deus dá

O restinho da letra você encontra AQUI

* pg 111 livro 3 Lampião, Seu Tempo e Seu Reinado

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Paixão à Primeira Página

Por Sara Saraiva
Sarinha na casa de Chico Pereira em Nazarezinho

Participar da experiência do
Cariri Cangaço Parayba tornou-se mais que especial devido ao livro 'Vingança, não' , do Padre Pereira Nóbrega. Tive a oportunidade de lê-lo dias antes do evento!


Sou apenas uma iniciante no assunto, não tenho embasamento teórico. Li o livro com olhos leigos, sem críticas, apenas sentimento. E foi paixão à primeira página. Fiquei cativada de tal modo que cheguei a me emocionar em certos capítulos e criei uma enorme empatia pela família Pereira, por sua luta , e principalmente, pela mensagem que eles passam. Assim, pisar no solo onde essa história aconteceu tornou-se algo mágico.

Visualizar os detalhes, embora ruídos pelo tempo, da casa de Chico Pereira e imaginar a ansiedade de Maria Egilda, a angústia de Francisco Pereira, a chegada dos cangaceiros, os cercos da polícia... Transportar a imagem que criamos a partir da leitura e ver que tudo foi tão real... É fascinante. Não há outra palavra para descrever a sensação além dessa.

Sarinha e Manoel Severo, Casa de Chico Pereira

Vivo em meio a textos rápidos na internet e uma juventude que desconhece a própria história. Participar desse evento, para mim,  foi como um despertar.Observar a seriedade e o compromisso com que os fatos passados são discutidos e analisados trouxe-me uma grande curiosidade acerca do Cangaço e da história do nordeste em geral. Resgatá-la, estudá-la e entender o contexto em que se desenrolaram os acontecimentos é uma forma de reconhecer erros,refletir, compreender realidades e mais, evoluir.

A obra de Padre Pereira, por exemplo, foi-me uma grande oportunidade de reflexão. Embora narre uma história de violência, há uma moral esplêndida divulgada logo no título do livro. Uma vez que a própria sociedade induzia a vingança, e que os interesses políticos e econômicos influem mais que o âmbito humano, ver a determinação de Jarda em conduzir seus filhos,com sucesso, a um caminho de perdão, apesar de toda injustiça acometida a família, é um exemplo de persistência e humanidade. Ressalto, deste modo, um trecho do livro que descreve bem esse valor:

"Vingar-se é menos do que humano, porque é próprio das feras. Perdoar é mais do que humano, porque é próprio de Deus.''

Sara Saraiva
Fortaleza

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2013/07/paixao-primeira-pagina-por-sara-saraiva.html

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1ª BIENAL DO LIVRO DE PAULO AFONSO.

Por João de Sousa Lima

1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco de 5 a 7 de Novembro

Escritores pauloafonsinos e nordestinos bastante animados com a realização da 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso e o 1º Encontro de Escritores da Região do São Francisco, promovido pelo jornal Folha Sertaneja em parceria com a Academia de Letras de Paulo Afonso e o Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso, com o apoio cultural da Secretaria de Cultura e Esportes da Prefeitura de Paulo Afonso, da Chesf, Administração Regional de Paulo Afonso, Imprensa Oficial Graciliano Ramos, de Maceió, Suprave, o Ferrageiro, Loja Millenium e outros colaboradores.

O evento, que nutre a expectativa de ser o acontecimento literário do ano, acontece nos dias 5 a 7 de Novembro, no Memorial Chesf Paulo Afonso e os seus primeiros novos frutos já estão nascendo.

O evento estará reunindo cerca de 40 escritores da região e esse número não é maior porque as inscrições, que estavam sendo divulgadas apenas pelo Facebook e pelo site da Folha Sertaneja –www.folhasertaneja.com.br foram encerradas há mais de 15 dias, em face do espaço para acomodar a todos com a qualidade que desejamos.


Entre os inscritos, temos escritores de Salvador, Rodelas, Barra, Jeremoabo e Paulo Afonso, na Bahia; Aracaju, Itabaiana, N.Sra. das Dores,de Sergipe, Petrolândia, em Pernambuco e Água Branca, Delmiro Gouveia e Maceió, do Estado de Alagoas. Muitos deles trarão suas produções literárias para exposição e venda nesse encontro cultural.

Dentre os autores pauloafonsinos estão sendo lançados nesse evento pioneiro no município os livros Versos Diversos em Verso e Reverso, escrito a quatro mãos pelos professores Edson Barreto e Roberto Ricardo, ambos membros da Academia de Letras de Paulo Afonso – ALPA e do Instituto Geográfico e Histórico da Microrregião do Sertão de Paulo Afonso – IGH-MSPA.

Versos Diversos em Verso e Reverso
 
Já publicou os livros Transformações (poesias), em 1988, A Vida e a Vida de Padre Lourenço em 1989 e 1990 e esteve presente em várias coletâneas poéticas como Escritores Brasileiros (1985), Coletânea de Poesias do Modernismo de Paulo Afonso (1990) e Na Mala do Poeta tem Poesia de Todo Jeito (2009) e escreveu um dos cinco capítulos do livro Maria Bonita, diferentes contextos que envolvem a Rainha do Cangaço (2010)

Outro lançamento esperado na 1ª Bienal é o livro Pelas Estradas da Vida, uma coletânea de crônicas e causos publicados pelo Professor Ivus Leal no Jornal de Paulo Afonso, A Voz dos Municípios (de Laranjeiras-SE) e Folha Sertaneja.

Outros relançamentos de livros na 1ª Bienal de Paulo Afonso

O professor Antônio Galdino da Silva estará relançando o livro De Forquilha a Paulo Afonso – histórias e memórias de pioneiros.

João de Sousa Lima, que tem vários títulos sobre o ciclo do cangaço no Nordeste, relança a 2ª edição do livro Lampião em Paulo Afonso, a trajetória guerreira de Maria Bonita, 100 anos de Luiz Gonzaga, Moreno e Durvinha, sangue, amor e fuga no cangaço.

O professor Edvaldo Nascimento, pauloafonsino morador de Delmiro Gouveia, também relança Delmiro Gouveia e a Educação na Pedra.

Luiz Rubem, que tem vasta produção literária sobre o cangaço, a Estrada de Ferro Paulo Afonso (de Piranhas a Jatobá, antiga Petrolândia) e sobre a região estará relançando algumas de suas obras, como O Bronze do Imperador e a Cachoeira de Paulo Afonso.

A escritora Joranaide Ramos e o Colégio Sete de Setembro reapresentam o livro Professor Gilberto, Realizador de Sonhos.


O poeta repentista Rafael Neto, além do folhetos de cordel e DVDs de cantorias estará relançando o livro Não sou poeta matuto, sou cientista das rimas, já em 2ª edição.

Rubinho Lima relança Lampião, Cangaço e Cordel e Regionalismo Sertanejo dentre outras de suas publicações. Jotalunas, autor do projeto Na Mala do Poeta tem poesia de todo jeito apresenta em relançamento os dois volumes da antologia e o seu livro Correntes de Algodão.

Alcivandes Santana traz para a 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso a 2ª edição do livro O Messianismo de Pedro Batista e a Cultura Popular em Movimento.

Além deste autores, estão sendo esperados vários outros, vindos de Salvador, Aracaju, Itabaiana, Jeremoabo, Barra, Petrolândia e de outras cidades nordestinas, cada um com suas mais recentes produções literárias.

Ao todo, mais de quarenta escritores já se inscreveram para esta 1º Encontro de Escritores de Paulo Afonso e Região do São Francisco que acontecerá no Memorial Chesf Paulo Afonso no período de 05 a 07 de Novembro de 2014.

Veja uma síntese da programação

Dia 05 de Novembro – Auditório do Memorial Chesf
19:00h – Abertura da 1ª Bienal do Livro de Paulo Afonso.

Homenagens a João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna e Antônio José Alves de Souza (escreveu o primeiro livro sobre Paulo Afonso, em 1954).

20:15h – Abertura do Salão dos Escritores
Atividades culturais livres: música, poesia, depoimentos de escritores, cordel

Estas atividades também serão desenvolvidas neste Salão dos Escritores nos dias 6 e 7 de Novembro, das 08 às 11:30 e das 14 às 16:30 horas.

Novembro– Auditório do Memorial Chesf
9:00 h às 09:40h – Mesa Redonda 1 –
Tema: O cangaço na literatura regional –
Palestrante – João de Sousa Lima
Participação de dois outros escritores
9:40h a 10:00h – debate – perguntas.

10:00h a 11:00h – Auditório do Memorial Chesf
Palestra, recital e lançamento do livro do “O galope de Ulisses” do poeta José Inácio Vieira de Melo, de Feira de Santana, como participação do Sesc-Ler Paulo Afonso.

14:00 h às 14:40h – Mesa Redonda 2 – Auditório do Memorial Chesf
Tema: A Chesf e o desenvolvimento regional (ou O Nordeste antes e depois da Chesf)


Palestrante – Antônio Galdino da Silva
Participação de dois outros escritores
14:40h a 15:00h – debate – perguntas.

15:00h a 15:40h – Mesa Redonda 3 – Auditório do Memorial Chesf
Tema: Delmiro Gouveia, o desenvolvimento e a educação no sertão nordestino.
Palestrante – Professor Edvaldo Nascimento
Participação de dois outros escritores
15:50h a 16:10h – debate – perguntas.

Dia 07 de Novembro - Auditório do Memorial Chesf
9:00 h às 9:40h – Mesa Redonda 4
Tema: A palavra, instrumento do escritor e a Reforma Ortográfica Brasileira
Palestrante – Professor Francisco Araújo Filho
Participação de dois outros escritores
9:40h a 10:00h – debate – perguntas.

Dia 07 de Novembro - Auditório do Memorial Chesf
14:30horas – Solenidade de encerramento; Certificação
15:00h às 16:30h – Na Mala do Poeta especial – apresentação Jotalunas



 Enviado pelo escritor e pesquisador do cangaço João de Sousa Lima

http://www.joaodesousalima.com/2014/11/1-bienal-do-livro-de-paulo-afonso.html

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Sou uma Caipira Assumida !

 Por Neli Conceição
Moreno e Durvinha

"Gente, na cabeça de meu pai ele ainda era cangaceiro. Eles não sabiam que os crimes tinham prescritos, não sabiam de nada. A gente morava em um pé de serra, sem luz, sem televisão; não tínhamos conhecimento de nada. Tanto é que quando fomos pela primeira vez a Paulo Afonso para fazer gravações do filme (Filme de Wolnei Oliveira) e o encontro com familiares da mamãe (Durvinha), ele ficava sem comer porque tinha medo de alguém ter colocado veneno na comida..."

Neli Conceição

"Vocês não imaginam o que passei com ele quando levei na mídia. Tenho jornais aqui e gravações dele falando que eu fui uma filha muito desobediente, não guardei o segredo, ele me detonava sempre que podia, ele demorou a acreditar que estava livre e olhe que quando eu ia à Piranhas, minha mãe pedia que eu não falasse com meu pai que eu ia à Piranhas, senão ele iria achar que "eles" iam se vingar em mim. Eu vim conhecer televisão na década de 70 quando viemos para Belo Horizonte, eu já tinha quase 20 anos, por isso sempre falo que eu sou uma caipira assumida, uma sertaneja de pé de serra !"

Neli Conceição;
filha do casal de cangaceiros Durvinha e Moreno,
em declaração no Grupo O Cangaço - Facebook

http://cariricangaco.blogspot.com.br/2014/11/sou-uma-caipira-assumida-por-neli.html

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Vera Ferreira


Vera Ferreira é um exemplo para todos aqueles a quem cabe zelar pela verdade no tocante aos seus antepassados. O monte de bobagens escritas ultimamente sobre Lampião, seu avô, é um horror! Lampião é um personagem histórico, e precisa ser tratado com seriedade e respeito! Ele não foi nem bandido, nem herói - foi um cangaceiro! Lampião é um dos símbolos do Nordeste, como o mandacaru e o xiquexique. Não há como mudar a história do Nordeste. 

Quem considerar que se deve ocultar o fenômeno do cangaço terá também de mudar a paisagem do Nordeste, eliminando as secas, os xiquexiques, os mandacarus, as coroas-de-frade, as macambiras, os gravatás... 

Vera Ferreira defende a memória de seu avô porque se preocupa com a verdade dos fatos. Lampião é um bem imaterial da cultura do Nordeste. Vera: você tem todos os motivos para se orgulhar do seu avô!

Fonte: facebook

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“ ...COMO SURGIU O GRANDE TENENTE ARLINDO ROCHA!!!!”


Hoje, na hora da 'boia', teremos um pouco de história, pois ninguém é de ferro... Relatada segundo pesquisadores. Falaremos, ou melhor, transcrevemos para os amigos, fatos sobre o combatente de Lampião que teve sua mandíbula destroçada por uma bala no grande combate da 'Serra Grande'...

- Boa leitura...

“...COMO SURGIU O GRANDE TENENTE ARLINDO ROCHA!!!!”

Foi um fazendeiro filho de Joaquim Pedro de Aquino Rocha e Isabel Matias Rocha, nasceu em 1883 e veio a falecer em 1956. Era delegado civil em Salgueiro- PE, quando o indivíduo Antônio Padre é absolvido de algumas acusações. Solto, pede ajuda a Arlindo Rocha, que deixa-o morar em sua Fazenda Barrocas. Lá estando, em vez de cuidar dos seus afazeres diários, compensando assim a ajuda de Arlindo, seu coração endoida por uma donzela, Antônio Padre tenta conquistar a filha mais velha do patrão, Generosa Leite da Rocha, convidando- a irem viver juntos. Achando ter sido desrespeitado, Arlindo expulsa Antônio Padre que vai embora para o Ceará, ficando sob a proteção de Chico Chicote. De onde manda recados para Generosa, com a intenção de vir ‘rouba-la’, que ela estivesse pronta que seria a qualquer hora e em qualquer dia.

Antônio Padre organiza um grupo contendo oito cabras e, juntando-se a Lampião, parte para o Sítio Pilões, no município de Salgueiro- PE. Avisado, o fazendeiro ataca o bando, tomando a iniciativa, matando Antônio Padre e o cabra ‘Gavião’. Em seguida dirigi-se ao chefe de polícia em Recife- PE, solicitando armamento e munição. É neste momento que recebe o convite para fazer parte das volantes. Aceita, e é contratado como Sargento. Junto com familiares e amigos, forma um grupo de sete pessoas, que são contratados como soldados. Está formada deste modo, a volante do tenente Arlindo. São eles, Vicente Pereira Matias e Marculino Matias Leite, cunhados, Antônio Matias de Santana, genro, Manoel Matias Rocha e João Matias Rocha, este conhecido como João Lica, primos, Acilon Faustino, amigo e um morador de sua fazenda Melancia, Pedro Aureliano.

Os cabras de Antônio Padre, juntos a Lampião, conseguiram convencê-lo que fosse para Salgueiro- PE . Sua intenção era “enterrar os Barroca e partir à Melancia, que eram duas fazendas do tenente Arlindo Rocha. E assim começou a luta contra os cangaceiros, onde correu rios de sangue... Onde Arlindo Rocha soubesse que Lampião estava, partia a sua procura para destruí-lo a bala”.

O Tenente Arlindo Rocha foi ferido no queixo no combate da Serra Grande, “onde foram mortos dez soldados e trinta saíram feridos. A salvação dos demais foi o Tenente Gino que temeu entrar na luta e ficou na ponta da serra. Quando Antônio Ferreira , irmão de Lampião, junto com outros cangaceiros, se aproximou para sangrar o Tenente Arlindo, que estava sendo socorrido por seus companheiro, o tenente Gino acertou Antônio Ferreira”, então os ‘cabras’ voltaram socorrendo Antônio.

Muito ligado aos Nazarenos, era comum darem combate, com suas volantes, juntos contra Lampião. Assim foi no famoso fogo da Serra Grande, em Pernambuco, em novembro de 1926, quando se reuniram as volantes de Euclides Flor, Arlindo Rocha, Higino Belarmino e Manoel Neto. 

Fonte: facebook

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COLORIDA POR RUBENS ANTONIO

Foto colorida pelo pesquisador Rubens Antonio

Virgulino Ferreira da Silva.O capitão Lampião... O rei de todos os cangaceiros... O comandante das caatingas... O governador do sertão... Moreno, alto (mais ou menos 1,78), pernambucano, de Serra Talhada, homem desassombrado, cego do olho direito, mancava da perna direita, semianalfabeto, guerreiro, astucioso. Devoto de Nossa Senhora da Conceição, rezava o oficio todos os dias. Comandou homens feras, por duas décadas. Viveu metade de sua vida na caatinga, nas furnas das serras, feito bicho do mato... Foi almocreve, dançarino, tocador de sanfona "pé de bode", artesão, vaqueiro, adivinhão e valente.

Fonte: facebook

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