Seguidores

domingo, 26 de julho de 2015

RAÍZES DO CANGAÇO – LIGEIRAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AS POSSÍVEIS ORIGENS DO CANGAÇO



Paulo Nunes Batista (*)

A Editora Delta S. A – responsável pela publicação em português da Grande Enciclopédia Delta Larousse – contou em seu Conselho Consultivo, entre outras sumidades, com eminentes vultos do saber brasileiro, como: Manoel Diegues Júnior, professor de antropologia cultural da P.U.C.; diretor do Centro Latino Americano de Pesquisas Sociais; Paulo Marques Pires de Amorim, antropologista, ex-assessor técnico do Instituto de Ciências Sociais da U. F.R.J., em que serviu como auxiliar no departamento de antropologia. Como colaboradores especiais: Ariano Suassuna, escritor premiado e uma das maiores autoridades em temas nordestinos; Édison Carneiro, escritor e etnólogo baiano; Pedro Calmon, historiador, da ABL.

Na edição de 1970 da famosa enciclopédia, à pág. 1289, vol. 3, lemos: “cangaceiro s.m. Salteador, criminoso errante do Nordeste brasileiro. Isolados ou em grupo, os cangaceiros viveram perseguidos e perseguindo, em luta contra tropas policiais ou outros bandos.


-ENCICL. Motivos múltiplos concorreram para o aparecimento dos cangaceiros: problemas de ordem social, tais como fortes desigualdades da distribuição de bens e de desenvolvimento, marginalização funcional crônica dos operários rurais e também o uso de sicários pelos grandes proprietários rurais, vinganças pessoais ou familiares, messianismo carismático, fama irradiante dos grandes cangaceiros etc. Muitos jovens passaram a viver “debaixo do cangaço”, protegidos por políticos e senhores de terras, ocultos por coiteiros, que lhes davam informações sobre os movimentos dos macacos policiais. “Famosos cangaceiros foram Jesuíno Brilhante, Lampião e Cabeleira. O sertão sempre desculpou e compreendeu tais figuras, porque os tinha como justiceiros sociais.” (Grifamos).


A mesma obra define cangaço como sendo “conjunto de armas e objetos usados pelos cangaceiros; o gênero de vida desses bandoleiros” (p.seg.).

Dezenas de livros se publicaram sobre o assunto. Citemos apenas alguns dos mais relevantes: Heróis e bandidos (1917) e Almas de lama e de aço (1930), de Gustavo Barroso; Beatos e cangaceiros (1920), de Xavier de Oliveira; Lampião (1934), de Ranulfo Prata; Cangaceiros do Nordeste (1929), de Pedro Batista; Prestes e Lampião (1926), de Adauto Castelo Branco; Bandoleiros das caatingas (1940), de Melchíades da Rocha; Lampião: memórias de um oficial ex-comandante de forças volantes (1963), de Optato Gueiros; Cangaceiros (1959), de G. Augusto Lima; Capitão Virgulino Ferreira Lampião (1962) e Sinhô Pereira, o comandante de Lampião (1975), de Nertan Macedo; Cangaceiros e Fanáticos, (1963), de Rui Facó; Lampião e suas façanhas (1966), de Manuel Bezerra e Silva; O mundo estranho dos cangaceiros (1965), de Estácio de Lima; Antonio Silvino: capitão de trabuco (1971), de Mário Souto Maior; Fanáticos e Cangaceiros (1973), de Abelardo F. Montenegro; Fatos reais sobre o cangaço (1975), de Aldemar de Mendonça; Fatores do cangaço (1934), de Manuel Cândido; A derrocada do cangaço no Nordeste (1976), de Felipe Borges de Castro; Nordeste (1951), de Gilberto Freyre; Como dei cabo de Lampião (1983), de João Bezerra da Silva; Guerreiros do sol: o banditismo no Nordeste do Brasil (1985) e Quem foi Lampião (1933), de Frederico Pernambucano de Mello. Este último, um dos mais completos estudos sobre o cangaço já levados a efeito.


Cabeleira é cronologicamente o mais antigo cangaceiro cuja vida e façanhas motivaram livros (o romance “O Cabeleira”, de Franklin Távora, escritor cearense, é de 1876) e folhetos de cordel.

Há uma contradição de datas: Luís da Câmara Cascudo, em seu “Dicionário do Folclore Brasileiro” (INL, Rio, 1954, p. 133) dá como sendo 1776 o ano do enforcamento do Cabeleira, “no Largo das Cinco Pontas, no Recife, ante grande multidão”, e o chama de Joaquim Gomes, e não José Gomes como o faz Pernambucano de Mello.

Fonte – ozildoroseliafazendohistoriahotmail.blogspot.com

A seguir vem Jesuíno Brilhante (1844-1879), norte-riograndense Robin Hood, “adorado pela população pobre, defensor dos fracos, dos anciãos oprimidos, das moças ultrajadas, das crianças agredidas”, “o cangaceiro gentil-homem, o bandoleiro romântico” que “morreu lutando em Santo Antônio, águas do riacho de Porcos, Brejo do Cruz, Paraíba, em fins de 1879.” (Op. Cit. 326). Motivou o romance Os Brilhantes (1895) de Rodolfo Teófilo (1853-1932). Diz Câmara Cascudo que “uma rixa de sua família com a família dos Limões, em Patu, valentões protegidos pelos políticos, tornou-o de pacato agricultor em chefe de bando invencível em 1871” (p. 326). Grifamos.

O cangaceiro Antônio Silvino

Antônio Silvino (Manuel Batista de Morais, 1875-1944), cognominado “o rei do cangaço, rifle de ouro, governador do sertão, de Pernambuco ao Ceará, “valente, atrevido, arrojado, com gestos generosos e humanos, foi ferido e preso no lugar Lagoa de Lajes” (28-11-1914), “cumpriu sentença na Penitenciária do Recife, sendo indultado pelo Governo Federal em 1937”. Faleceu em Campina Grande, em agosto de 1944. (Op. Cit. 52). Foi o cangaceiro mais famoso de seu tempo e o mais decantado na poesia popular. “Era branco, alto de 1.83m. Usava bigode e não sabia ler ou escrever”. (Pernambucano, 1993, 61).

Quando esteve no Rio em 1938, houve um encontro entre Antônio Silvino e Getúlio Vargas

O poeta popular Francisco das Chagas Baptista, meu pai (1882-1930), que, segundo alguns, era ainda parente de Antônio Silvino, publicou diversos folhetos de cordel de sua lavra sobre a vida e as façanhas de Silvino. No “Interrogatório de Antônio Silvino – Cognominado –o Leão do Norte” (Rio, s/d.) Chagas fala das “declarações ao Chefe de Polícia do Recife” feitas pelo bandoleiro, e, à pag. 4, põe estas sextilhas:

“Enquanto eu era pequeno/

aprendi a trabalhar, /
chegando aos 14 anos /
dediquei-me a vaquejar /
abracei aos vinte anos /
a profissão de matar.
Disse-me o chefe: –

Silvino /
diga-me por qual razão /
você ainda tão moço /
abraçou tal profissão? /
foi por um motivo justo /
ou foi por inclinação?

Não foi tanto por instinto, /
mas, sim, por uma vingança/
porque mataram meu pai /
minha única esperança /
e eu vingar a sua morte /
para mim era uma herança.

No ano noventa e seis /
meu pai foi assassinado /
pela família dos Ramos /
sendo sub-delegado /
um deles, o José ramos, /
já sendo nosso intrigado.

Para a punição do crime /
ninguém se apresentou; /
a justiça do lugar /
também não se interessou /
eu inda tenho em suspeita/
que ela ao crime auxiliou.

E eu vi a justiça /
mostrar-se de fora à parte /
murmurei com meus botões /
também eu hei de arrumar-te /
não quero código melhor /
do que seja o bacamarte. 

Eu chamei pela justiça /
esta não quis me escutar /
me vali do bacamarte /
vi este me auxiliar /
nele achei todas as penas /
que um código pode encerrar.

No bacamarte eu achei/
Leis que decidem questão /
que fazem melhor processo /
do que qualquer escrivão /
as balas eram os soldados /
com que eu fazia prisão.

Minha justiça era reta /
para qualquer creatura, /
sempre prendi os meus réus /
em casa muito segura, /
pois nunca se viu ninguém /
fugir duma sepultura”.

Sem maiores comentários. Na cadeia Antônio Silvino tornou-se evangélico (batista), lia também obras espíritas (era médium vidente etc) e, por seu bom comportamento, recebeu indulto do Presidente Vargas, que chegou a lhe dar emprego numa estrada de rodagem do Paraná, como apontador. (Gr. Enc. Delta Larousse, Rio, 1970, vol. 11, p. 6330).

Fonte – sebovermelhoedicoes.blogspot.com

Pedro Batista (meu Tio, 1890-1938), em seu livro Cangaceiros do Nordeste (Pb, 1929) conta a saga do cangaceiro Liberato, que vinha a ser nosso parente. Tudo começou quando Liberato, sendo primeiro suplente de delegado e ainda segundo Juiz Distrital na então Vila do Teixeira – Pb, aí por volta de 1859/60, teve de enfrentar as tropelias dos facínoras irmãos Guabirabas, protegidos pelos famigerados Dantas do Teixeira, denominados Os Terríveis, grandes latifundiários protetores de bandidos e que eram chefes do Partido Liberal, dirigidos pelo “Grande Capitão” e por sua irmã, a tarada Biluca, mandante de muitos crimes, a quem todos temiam e que, segundo a lenda, conservava em seu poder um rosário de orelhas humanas dos inimigos que mandava matar. Esses Dantas “coronéis” de baraço e cutelo, habitavam a chamada Vila dos Feras, porque, na realidade, não passavam de feras humanas.

Cidade de Teixeira, Paraíba – Fonte – http://www.cidade-brasil.com.br

Os bandidos Guabirabas, com as costas largas e quentes pelo prestígio dos fazendeiros Dantas, “faziam correrias pelas adjacências, infligindo aos pobres matutos um sem número de vexames e humilhações”. (Batista, 1929, 49). O velho Terrível jurara vingar-se de Liberato que, do Partido Conservador, se opusera aos Dantas nas últimas eleições. Demos a palavra ao escritor e historiador Pedro Batista: “Certo dia de Fevereiro, quando se realizava a feira semanal, foi a população sobressaltada com a presença de quatro facínoras armados de pistolas, bacamartes, facas do Pajeú, cingidos de cartucheiras, ameaçadores, cavalgando fogosos animais. Em carreiras desabridas e insultuosas, proferindo impropérios, detonando armas a esmo, os quatro homens, assenhorearam-se do terreno, e minutos após, blasonadores e vitoriosos, mesmo sem ter havido luta, espalhavam o terror…

“Dissolvida a feira, os pobres sertanejos buscam esconderijos, enquanto as autoridades recolhidas em suas casas, servem-se das armas de que podem dispor para, em caso de ataque próprio, vender caro a vida e a inviolabilidade do lar. Oculto, Liberato ouvia os insultos, os tiros e o seu nome proferido escarnecedoramente. A família o prende, e, mais que a família, acovarda-o no momento a falta de munição e de homens para ajudar”.

O Sertão paraibano do alto da Pedra do Tendó, na Serra de Teixeira – Foto de Eduardo Vessoni – Fonte – oglobo.globo.com

“Os Guabirabas, entusiasmados com semelhante prova de fraqueza daquela população sobressaltada, redobram as práticas de misérias, invadem lares indefesos, depredam e arrasam tudo!… Ninguém lhes veio ao encontro, e eles depois de prolongarem pelo tempo que lhes aprouve aquelas cenas selvagens, decidem ir-se embora”. (p. 50/1)

E prossegue o historiador-cronista: “Abandonada a vila pelos bandidos foram aparecendo as autoridades para resolverem o que deviam fazer. Uns apoiaram Liberato, – que queria formar uma escolta e na noite daquele dia cercar o Jatobá e dispersar os criminosos se não os pudessem prender; e outros, entre estes o detentor do exercício de delegado – Delfino, – opinaram se despachasse um próprio para a capital, pedindo urgente uma força bem municiada para dar combate em regra”. (p. 52)

Aquele Delfino, “primeiro suplente de Juiz, que se constituíra pela brandura de caráter, competência e inteligência compenetração do cargo”, assinava-se Delphino Baptista de Mello e era meu parente. O narrador prossegue: “Dois dias depois, na sexta-feira, chegou à vila um moleque, trazendo um recado de Cyrino (um dos irmãos Guabirabas) para Liberato: – que no dia seguinte viria à feira, e ele ficasse avisado para não se desculpar” (p. 60) Delfino, a quem Liberato havia passado antes o cargo, não quis reassumi-lo. “Por volta de meio dia, chegou o cabra. Atrevido, cavalgando um fogoso quartau, em galope acintoso, o bandido contornou a feira, percorreu a povoação e foi blasonar e beber aguardente na primeira venda”. (p.62)

Antiga Cadeia Pública de Teixeira – Fonte – pt.db-city.com

Liberato, então delegado, para não sacrificar os moradores da vila do Teixeira, resolveu ir prender Cyrino Guabiraba em seu regresso ao Jatobá, esperando-o com homens armados “num agudo cotovelo da estrada”. Mas, ao dar-lhe voz de prisão, o celerado reage disparando o bacamarte, indo o projetil atingir o ombro esquerdo de Joaquim Caboclo, “tipo franzino e ágil que servia de admiração e paradigma naquela redondeza”, um dos homens de Liberato. Cyrino visara-lhe o coração, mas Caboclo se desviou na hora exata, atirando com sua garrucha no ventre do malfeitor.

Outro homem, José do Carmo, fere Cyrino no rosto. O cavalo dispara, o bacamarteiro cai de garrucha engatilhada visando Moreira, que, desviando-se, dá-lhe o tiro de misericórdia, matando-o. O animal do homicida, com sangue deste nos arreios dirigiu-se ao valhacouto dos Guabirabas, levando aos seus irmãos o aviso do ocorrido. Antônio, João e José Guabiraba, com mais Jovino e Manoel Rodrigues, em 21 de abril de 1862 tomam de assalto o vilarejo, trucidam na entrada a Antônio Tavares, “humilde suplente de Juiz, um pobre roceiro esforçado, continuamente, para se fazer amigo de todos”, o qual, ferido de morte, “surpreso, arregalou os olhos nevoentos, caindo sobre um fardo de lã, sem forças”. Um dos monstros tentou sugar o sangue da vítima, lambendo os beiços. O padre Vicente, “um bom velhinho”, com a imagem de Jesus Crucificado nas mãos, implorou piedade aos sanguinários matadores. “Nesse instante, Delfino aparecia lá no alto da estrada, e, em vez de fugir, se apresentava, visto estar inocente”. Disparo de clavinote pegou-o no coração, prostrando-o a meio caminho. Os covardes caíram-lhe em cima com punhais e coices de armas. Abriram-lhe o peito e arrancando o coração, levantaram-no um troféu, na ponta dos punhais. “O padre retrocedeu e as feras continuaram na faina maldita. Não satisfeitos atacaram os frangalhos da carne humana a corda, e arrastando-os, voltaram para o centro da rua”. (Pp.72 segs.)


Liberato, sem forças suficientes para enfrentar os apadrinhados dos Dantas, e tudo assiste de longe. Perde o cargo e, perseguido pelos Terríveis, abraça o cangaço. Tempos depois, preso numa cilada, evade-se da cadeia. Depois cercado e de novo preso, levado para o cárcere na capital do estado, durante meses sofreu “diversos e pesados castigos, não muito dissemelhante aos infligidos, às vítimas, no sertão, pelos senhores feudais…” (p. 233).

Antes do mais famoso de todos os cangaceiros, Lampião, temos Sinhô Pereira, vulgo Sebastião Pereira da Silva, que, solidarizando-se com seu primo Luiz Padre, abraçou o cangaço forçado ela força da lei, de justiça nos sertões nordestinos.

Sempre as mesmas causas originadoras desse fenômeno sócio-econômico-cultural denominado cangaço: o sistema injusto, uma sociedade baseada no poder do mais forte, na prepotência dos senhores feudais, no predomínio do latifúndio, com seus “coronéis” mandando em tudo e em todos…

Fonte – pt.wikipedia.org

O cangaceiro é uma vítima do arbítrio dos chefes políticos, da ausência de segurança por parte das autoridades constituídas, do capitalismo feroz e desumano, que tem por bases a anticristã exploração do homem pelo homem, concentrando a riqueza e o poder em mãos de poucos, enquanto a maioria do povo vive na miséria. Falta de cultura, falta de equidade, falta de meios de sobrevivência digna, corrupção, protecionismo, compadrismo, filhotismo, proteção a bandidos, vendas de armas por policiais aos próprios cangaceiros, ferocidade e impunidade dos “macacos” (soldados) policiais, que, estes sim, cometiam as maiores atrocidades e covardias contra a população sertaneja indefesa, extorquindo dinheiro, estuprando mulheres, humilhando homens honestos e trabalhadores, sob o pretexto de combater o cangaço…

Muitos dos integrantes das chamadas forças volantes não passavam de bandidos fardados, pagos pelo povo para cometer crimes contra esse mesmo povo…

Diversos cangaceiros, condenados a penas de reclusão, provaram ser homens simples, honestos, respeitadores e laboriosos, a quem, em vez de trabalho decente, obrigaram a pegar em armas para não serem mortos pelos poderosos senhores feudais do Nordeste.

Conheci, pessoalmente, em Saco da Onça, município de Urandi, Bahia, em 1945/6, o ex-cangaceiro de Lampião, Criança, que ali vivia pacificamente, sem roubar, assaltar nem ofender a ninguém. Aliás, virara “autoridade”: o engenheiro-residente nomeara-o Guarda do DNEF, na 5a. Residência, e Criança era respeitado por todos. Baixinho, calado, de olhar firme e voz metálica, era dono de coragem indiscutível… De cangaceiro, passara a representante e defensor da lei!…
Anápolis, 18-2-1997
(*) Paulo Nunes Batista é poeta e escritor paraibano, radicado em Anápolis-GO.
Publicado originalmente em 20/03/2005 –

Extraído do blog Tok de História do históriógrafo e pesquisador do cangaço Rostand Medeiros

http://tokdehistoria.com.br/2015/07/23/raizes-do-cangaco-ligeiras-consideracoes-sobre-as-possiveis-origens-do-cangaco/

http://blogdomendesemendes.blogspot.com.br

sábado, 25 de julho de 2015

OBRIGADO PELO RECONHECIMENTO


Estimado professor Zé Mendes, fico super feliz em receber elogios vindos de pessoas assim como vocês especialistas na arte da literatura. Este é o melhor prêmio que um escritor pode receber em reconhecimento às suas obras. Vou sim acatar sua ideia e me dedicar a alguns romances que tenho em mente, mas serão todos direcionados ao passado de nossa história. No livro que estou concluindo, conta a saga de um cangaceiro que ao sobreviver à batalha de Angicos, após algum tempo, volta ao sertão em busca do tesouro de Lampião, e que após tomar posse da fortuna, a vem para o sul do país onde comprando uma propriedade se instala no norte do Paraná. Mas antes ele irá passar por uma aventura fantástica, e aparte mais terna do livro será o romance do supracitado assecla com uma linda retirante sertaneja que ele encontra na estrada fugindo da terrível seca que assola os sertões nordestinos. Eles terão filhos e... ah! Daí não tem graça eu contar a história kkkkkkkkk!!!!!


Aguarde querido Professor, e mande um beijo bem no coração do meu amigo Antônio José de Oliveira lá de Serrinha, eu não me esqueci dele, abraços.


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Após a apresentação do magnífico espetáculo "O massacre de Angico: A morte de Lampião" - Serra Talhada - Pernambuco - Dia 24 de julho de 2015









Enviado pelo professor, escritor e pesquisador do "Cangaço" José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Novidades na latada do Cariri Cangaço Piranhas 2015


NOVO LIVRO CONTA A SAGA DA VALENTE SERRINHA DO CATIMBAU

Prefaciado pelo poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiana Kydelmir Dantas 
O professor e historiador Antônio Vilela está lançando seu novo livro sobre o cangaço: "Lampião De Mocinho a Bandido - A saga de Serrinha do Catimbau contra o Cangaço".  

O autor está comercializando seu livro em vários pontos da cidade durante o Festival de Inverno de Garanhuns, depois fará uma série de lançamentos na região, até em cidades do Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba.
No lançamento do livro do amigo Vilela, Lampião de Mocinho a Bandido, na Praça da Palavra em Garanhuns, PE

O novo livro de Vilela foi produzido na Editora Bagaço, em Recife, e tem orelhas escritas por Jairo Luiz, sócio da SBEC - Sociedade Brasileira para o Estudo do Cangaço.

O novo Lampião, é um exemplar obrigatório para quem quer saber mais sobre as histórias dos cangaceiros.

Sinceramente, o melhor trabalho de Antônio Vilela, em todos os sentidos, pesquisa, escrita e edição.

Adquira logo o seu, antes que os colecionadores venham invadir a estante do autor. 

Peça-o através 
deste e-mail: incrivelmundo@hotmail.com

http://blogdoronaldocesar.blogspot.com.br/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

Cangaço - Ecos na literatura e cinema Nordestino, de Vera Figueiredo

A literatura presta uma imensurável contribuição ao estudo, pesquisa e divulgação da história e cultura nordestina, especialmente ao Cangaço, Coronelismo, Misticismo e temas afins.

No presente trabalho, a professora Vera Figueiredo Rocha faz uma análise séria, competente e esclarecedora das obras literárias: “Coiteiros”, de José Américo de Almeida; ”Cangaceiros” e “Pedra Bonita”, de José Lins do Rego; “O Cabeleira”, de Franklin Távora e “Sem Lei, nem Rei”, de Maximiano Campos; além dos roteiros dos Filmes: “O Cangaceiro”, de Lima Barreto; “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha; “Corisco e Dadá”, de Rosemberg Cariry e “Baile Perfumado” de Hilton Lacerda, Paulo Caldas e Lírio Ferreira.

A autora utiliza uma responsável e lúcida para extrair, dessas obras, os fatores condicionantes e características marcantes do fenômeno do Cangaço, como a seca, injustiças, ausência do Estado nos setores vitais da sociedade, a violência, vingança, crueldade, código de honra, sofrimento e traições.

É importante destacar que, a autora procurou ser fiel, nas suas análises na medida do possível, às construções e desenvolvimento dos textos e Roteiros das obras em epígrafe, mesmo que venha contrariar, em alguns momentos, seus próprios conceitos e de outros estudiosos do assunto. Como por exemplo, a afirmativa, nas obras analisadas, que Lampião praticou um cangaço de vingança, conceituação que não se coaduna com a convicção da grande maioria dos estudiosos deste fenômeno.

Numa leitura sistemática e criteriosa, podemos constatar que a autora procurou, com responsabilidade e competência, agregar ao seu trabalho, uma sólida fundamentação teórica, recorrendo a renomados escritores, como Gilberto Freyre, Roberto Damatta, S. Freud, Frederico Pernambucano, Gustavo Barroso, Antônio Amaury, E. J. Hobsbawan e Djacir Menezes, entre outros.

O Título da segunda parte “O Imaginário do Cangaço na Literatura do Nordeste”, sintetiza , com maestria, o núcleo desse extraordinário trabalho. Sua leitura contribui com o esclarecimento de muitos pontos complexos do fenômeno do cangaço.

Para finalizar as minhas observações e reflexões, chego à conclusão de que a literatura de cordel, a poesia dos poetas repentistas, os roteiros dos filmes e os romances, contribuíram para a formação do imaginário popular sobre a figura e as ações dos cangaceiros e a consequente construção do Herói e do mito, tratados na segunda e terceira parte desse trabalho, com muita lucidez.

Uma proveitosa leitura, a todos!
Francisco Pereira Lima (Prof. Pereira)

Valor: R$ 40 (com frete incluso) Para adquirir este livro envie email para franpelima@bol.com.br,ou o via telefone (83) 9911 - 8286.

Luiz Ruben lança Fim do Cangaço: As entregas 


Este livro vem de uma longa pesquisa realizada nos jornais baianos, na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, em Salvador, capital da Bahia, distante 470 km da minha atual residência, em Paulo Afonso, no nordeste baiano. Buscava saber tudo que foi publicado sobre o cangaço, especialmente sobre Lampião nos jornais daquela época. Daquele trabalho mais abrangente, fiz um recorte que apresento agora, tratando especificamente do fim do cangaço, através das entregas dos grupos cangaceiros, mostrando tudo que o jornal A Tarde, Diário de Notícias,Diário da Bahia, Estado da Bahia, O Imparcial, A Noite, Correio da Manhã, Diário da Noite, Jornal de Alagoas, Gazeta de Alagoas e O Globo, publicaram sobre o assunto.
 

Com o fim do rei do cangaço na grota de Angico em Sergipe, em 28 de julho de 1938, os cangaceiros remanescentes passaram por certo isolamento, pela falta de um líder como Lampião. Seria uma decorrência natural Corisco assumir a chefia dos bandos, mas, dois meses após a morte de Lampião, em outubro de 1938, iniciou-se o processo das rendições por parte do grupo de Zé Sereno. O fim do cangaço se aproximava.
 

Esse trabalho é dividido em quatro partes. A primeira mostra as entregas dos cangaceiros liderados por Zé Sereno, Ângelo Roque e o grupo do cangaceiro Pancada. Os primeiros se entregaram na Bahia, e o último em Poço Redondo estado de Sergipe, para as polícias alagoanas e sergipanas.
A outra parte deste trabalho foi realizada no Quartel dos Aflitos, atual QG da Polícia Militar, também em Salvador. São os documentos oficiais dos Boletins da Polícia Militar da Bahia sobre o combate ao banditismo, obtidos graças à gentileza do amigo, na época tenente Marins, que me deu total acesso aos arquivos da Polícia Militar da Bahia do período de 1928 a 1940.
Na Biblioteca Pública do Estado da Bahia, localizada no bairro dos Barris em Salvador, fiz o levantamento dos jornais locais a partir da morte de Lampião em julho de 1938, mostrando o que a imprensa baiana publicou sobre as entregas dos cangaceiros à Polícia Militar da Bahia, com menor destaque ao grupo de Zé Sereno, ao contrário do grande destaque dado a rendição do grupo de Ângelo Roque, com fotografias e páginas inteiras sobre o fato.
As entregas à Polícia alagoana obtive o material da imprensa Caetés, como troca de documentos com o pesquisador David Bandeira e Marcos Edilson. Também de pesquisa feita por Ana Paula Arruda, por mim contratada para essa missão em Aracaju, onde foram pesquisados os jornais tanto sergipanos quanto alagoanos.
 

A morte de Corisco e a sua perseguição estão descritas de duas formas, a primeira pela imprensa baiana, através de enviados ao local da morte de Corisco e ferimento de Dadá. Outra parte é descrita nos boletins oficiais da Polícia Militar da Bahia, narrada pelos próprios protagonistas dos acontecimentos e de oficiais ligados ao comando da perseguição aos fugitivos, Dadá, Corisco, a menina Zefinha, e o cangaceiro Rio Branco com sua companheira.
Nas matérias publicadas pela imprensa, quando foi presa e depois operada para amputação da perna, Dadá revela uma versão para sua entrada no cangaço, conforme vemos nos jornais da época, que é diferente da versão dada tempos depois, de que foi raptada e seduzida à força por Corisco, publicada em livros, revistas e jornais.
 

Um fato curioso que apresento são os relatos das negociações de prazo com a Polícia Militar para sua entrega e agiotagem por parte de Corisco que vemos nos boletins oficiais da polícia. Outra curiosidade é quando ele joga dinheiro, quando da tentativa de fuga dele em 25 de maio de 1940 na fazenda Pacheco, publicado nos jornais.
 

Procurados pelos pesquisadores e repórteres na vida após o cangaço, os ex cangaceiros foram tirados do anonimato. Alguns ficaram à vontade com a exposição, a exemplo do cangaceiro Volta Seca, que não perdia oportunidade tanto na época em que ficou preso, como após sua libertação pelo indulto de Getúlio Vargas. Outros, contudo, se reservaram e só foram descobertos quase no fim de suas vidas.
Já Dadá era uma figura bastante procurada pela imprensa, não só por ter sido esposa de Corisco, mas também por ter sido uma hábil cangaceira, e uma excelente costureira, introduzindo uma nova estética na vestimenta dos cangaceiros pela sua arte nos bordados.
 

Apresento neste trabalho uma série de fotografias, entre outras, mostrando aspectos urbanísticos de algumas das cidades que tiveram alguns fatos ligados às visitas dos cangaceiros, na área de atuação dos grupos que andavam com Lampião no cangaço.
Quero deixar registradas minhas homenagens à imprensa alagoana e baiana pelos seus profissionais anônimos e os que estão identificados neste trabalho.
 

Confira na imagem as informções para aquisição. 

Piranhas no tempo do Cangaço, novo livro de Gilmar Teixeira

  
Gilmar Teixeira leva para a latada seu segundo livro. Depois do instigante "Quem matou Delmiro Gouveia", ele passeia pelos fatos que envolveram Piranhas nas tramas do Cangaço. Aguardem maiores informações sobre aquisição deste trabalho.

Lampião - O cangaço e seus segredos é a novidade de Sabino Bassetti 
  
 

Através do e-mail sabinobassetti@hotmail.com vocês poderão estar adquirindo o mais recente trabalho de José Sabino Bassetti intitulado "Lampião - O Cangaço e seus Segredos".

O Livro, como o próprio título já diz, trará em suas páginas alguns segredos e informações, sobre o cangaço e seu representante maior, até então desconhecidas da grande maioria dos simpatizantes e estudiosos do assunto.

Um trabalho que foi desenvolvido através de pesquisas sérias e comprometidas com a verdadeira história, baseado em depoimentos e declarações de testemunhas oculares dos acontecimentos.

O Livro custa apenas R$ 40,00 (Quarenta reais) com frente já incluído, e será enviado devidamente autografado pelo autor, para qualquer lugar do país.

Não perca tempo e adquira já o seu.
Texto: Geraldo Junior

Corisco – A sombra de Lampião, 4º livro deSérgio Dantas
 

Estamos falando da obra “Corisco – A sombra de Lampião”, um trabalho que trás o resultado de onze anos de pesquisa pelos sertões da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A ideia deste livro, segundo o autor, surgiu quando ele realizava entrevistas sobre as ações de Lampião e seu bando junto a antigos cangaceiros, policiais, ex-coiteiros e vítimas. Sérgio percebeu que a figura de Cristino Gomes da Silva Cleto, o verdadeiro nome de Corisco, era recorrente e muito presente. Logo veio a ideia de escrever sobre a vida do cangaceiro que, na opinião do autor, foi o mais destacado cangaceiro que andou com Lampião. Corisco também era conhecido como “Diabo Louro” e desde 1930 comandava um dos subgrupos de cangaceiros que atuavam junto ao “Rei do Cangaço”.

Para a conclusão de “Corisco – A sombra de Lampião”, Sérgio Dantas realizou cerca de 120 entrevistas, onde figuram oito ex-cangaceiros e cangaceiras. Mas igualmente o autor pesquisou em jornais antigos existentes em vários arquivos nordestinos, além de utilizar muito material proveniente de boletins e relatórios policiais. Em relação a estes últimos, o autor destaca o relatório do capitão Felipe de Castro, que organizou em maio de 1940 a perseguição que culminou na morte de Corisco.

Ainda sobre a morte deste famoso cangaceiro, Sérgio Dantas comenta que, entre vários relatos, o livro trás interessantes depoimentos de membros da família Pacheco, onde em sua propriedade ocorreu o combate final entre Corisco e a volante comandada pelo tenente Zé Rufino.

Não falta em “Corisco – A sombra de Lampião” o rigor de uma pesquisa histórica realizada com esmero e qualidade, onde os leitores vão desfrutar de muitas informações interessantes, em meio a uma narrativa dinâmica nas suas quase 350 páginas e uma iconografia composta por cerca de 70 fotografias.

A venda está sendo realizada com exclusividade pelo professor Pereira, pelo valor de R$ 50,00 (com frete incluso). Os pedidos poderão ser feitos através do email franpelima@bol.com.br, ou o telefone (83) 9911 8286.


Eu fui presenteado com esta obra pelo autor Júnior Almeida, e já iniciei a leitura. Nela, são revelados fatos que aconteceram no "Instituto Nina Rodrigues", e que são fatos gravíssimos. 

Não deixe de adquiri-la, para você saber o que aconteceu com o material genético dos cangaceiros mortos na madrugada de 28 de julho de 1938, lá na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, e mais outros assuntos do seu interesse. 

Não deixe para depois, vez que livros escritos sobre "Cangaço" são arrebatados por leitores, escritores e pesquisadores, principalmente pelos colecionadores, e você poderá ficar sem ele.

O livro custa 45,00 Reais, e basta clicar no link abaixo e pedir o seu.

http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-638907377-a-volta-do-rei-do-cangaco-_JM

MAIS PONTOS DE VENDA EM CAPOEIRAS

Amigos, nosso trabalho, A VOLTA DO REI DO CANGAÇO, além vendido direto por mim, no MERCADO ALMEIDA JUNIOR E também pode ser encontrado na PAPELARIA AQUARELA, ao lado do Correio, também na PANIFICADORA MODELO, com Ariselmo e Alessilda e no MERCADO POPULAR, de Daniel Claudino Daniel Claudino e Gicele Santos.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com


Esses e muito mais no...



http://lampiaoaceso.blogspot.com.br/
http://blogdomendesemendes.blogspot.com

LAMPIÃO E AS VOLANTES PARAIBANAS


O livro é a purificação da verdade, a maneira de manter viva a história da polícia militar da Paraíba, seus heróis, vilões... do tempo de lampião e seu bando sangrento que atuaram em terras paraibanas, devastando a ordem pública. A obra é arisca, transformadora, polêmica e apresenta para o leitor o que nos arquivos da corporação inexiste. É verdade queimando na carne, na melhor maneira de expressar a história real e dura. Tentativa de apresentar aos cidadãos de bem, aquilo que foi o combate ao cangaceirismo e na atualidade comparativa, o que é o combate à droga, assalto a banco, estupro, latrocínio e outras figuras penais. Tudo passa pela fome, seca, crimes que assolaram aquele Nordeste lampiônico.

Valor R$ 50,00 Reais


http://blogdomendesemendes.blogspot.com

JOAQUIM FELÍCIO DE MOURA - 22 DE JULHO DE 2015

Por Geraldo Maia do Nascimento

Em 22 de julho de 1973 falecia em Mossoró Joaquim Felício de Moura, que começou a vida como comerciário, sendo depois comerciante, desportista, industrial, político, gerente de banco e vice-prefeito municipal no período 1953/1958, tendo assumido a Prefeitura nos anos de 1956 e 1957. 

Joaquim Felício de Moura

Quincas Moura, como era tratado na intimidade, nasceu na cidade de Patu/RN. Veio bastante jovem para Mossoró, de onde nunca mais saiu. Fez-se mossoroense por merecimento. Quando morreu, o jornalista Dorian Jorge Freire escreveu uma crônica que retrata bem o tipo de pessoa que era Quincas Moura: “... Conversava com todos, ouvia a todos, atendia a quem o procurasse, sabia ouvir mais do que falar.

 
clandestinorn.blogspot.com
               
Na hora do aperto, da luta, da parada indigesta, sabia comportar-se como gente. Enfrentando o que viesse, dançando conforme a música, exigindo para si o respeito que não negava a ninguém. Nas horas de descontração sabia rir, ouvir anedotas, pilheriar com os amigos e correligionários, rir de si próprio, comentar ironicamente os seus discursos”. 

Jerônimo Vingt Rosado Maia - (Van-20 em francês)
               
Entrou na política ao lado do seu companheiro de chapa, Dr. Jerônimo Vingt Rosado Maia, sendo Vingt o Prefeito e ele o vice, para o período administrativo 1953/1958. Enfrentaram juntos vários problemas, já que a região passava, na época, por um longo período de estiagem. Em julho de 1956, o prefeito Vingt Rosado requereu licença e passou o exercício a Quincas Moura, que deu continuidade ao programa administrativo em curso.
               
A década de 50 foi de grande agitação. Com o final da 2ª Guerra Mundial, o mundo tenta se reorganizar. O Plano Marshall (1947) propõe a reconstrução da Europa. Países firmam a Carta das Nações Unidas e criam a ONU (1945). É a década dos rebeldes sem causa, da juventude transviada. No Brasil do início dos anos 50, Getúlio Vargas volta à presidência por eleição direta, para suicidar-se três anos depois. Com Juscelino Kubitschek, em 55, o país inicia uma fase de grande desenvolvimento econômico. Toda essa agitação passa despercebida ao povo de Mossoró. O que realmente preocupa e a seca que teima em tudo queimar. Apesar de tudo isso, Mossoró crescia. De maneira lenta, mas crescia . Nesse período foi fundado o Sindicado dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Mossoró, o Lions Clube Mossoró-Centro, sendo Quincas Borges o seu primeiro presidente, inaugurava-se também a Escola Rotary de Mossoró, localizada no bairro conhecido na época como Baixinha e a Associação Atlética Banco do Brasil-AABB. Deu-se ainda, nesse período, a inauguração do novo grupo gerador Diesel, da COMEMSA, e a fundação do Instituto Cultural do Oeste Potiguar.
               
Por motivo de haver desistido do restante da licença requerida, o prefeito Vingt Rosado reassumiu o exercício a 23 de dezembro de 1957, voltando Quincas Moura a ocupar o cargo de vice-prefeito. A 31 de março de 1958 Vingt Rosado encerrou o seu mandato como prefeito de Mossoró. Antes, ao apresentar a sua mensagem à Câmara de Vereadores, ressaltou a ajuda que recebeu do seu vice-prefeito, dizendo a certa altura: “- Aliás, como é do conhecimento de todos, este último período do quinquênio, não é propriamente a mim que pertence, mas ao senhor Joaquim Felício de Moura, o vice-prefeito que me substituiu por mais de um ano no posto administrativo, em virtude das licenças que, a meu pedido, esta Câmara me concedeu”.
               
Na crônica que Dorian Jorge Freire escreveu por ocasião da morte de Joaquim Felício de Moura, finaliza dizendo: “ – Assim era Quincas Moura. Sério, sóbrio, leal, amigo prestimoso. Assim o homem que perdemos. O amigo que viajou antes de nós e que só reveremos no céu. Assim o homem público capaz, assim o ex-prefeito eficiente. Merece o pesar de seu povo. E as homenagens de sua terra.

Geraldo Maia do Nascimento

Todos os direitos reservados

É permitida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte e o autor.

Fonte:
http://www.blogdogemaia.com

http://blogdomendesemendes.blogspot.com