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terça-feira, 2 de agosto de 2016

DRA. LALY CARNEIRO MEIGNAN

Por Cid Augusto e Luis Juetê

Maria Laly Carneiro Meignan, 64, nasceu na cidade de Mossoró. Há mais de 30 anos reside em Paris, onde casou-se com um conde francês, mãe de três filhos, sendo duas mulheres e um homem, inclusive uma das suas filhas é atriz bastante conceituada na França, e há seis anos atua em uma minissérie dedicada ao público jovem, além de ter atuado em vários filmes veiculados na Europa.


Dra. Laly, que atualmente é diretora de Neurorreanimação do Hospital Sainte-Anne-Paris, é uma das mais conceituadas neurocirurgiãs da França, tendo sido citada em várias publicações científicas da Europa, além de ter cravado o nome de Mossoró no livro "Who`s Who in the World", tradução: "Quem é Quem no Mundo".


Filha de José Benevides Carneiro e Luiza Amélia Gregório Carneiro, dra. Laly é descendente direta da família Benevides Carneiro da cidade de Caraúbas, mas quanto a esse assunto, ela preferiu não declinar nenhum comentário, apenas confirmar a ligação familiar.


Dra. Laly Carneiro esteve recentemente na capital do Estado realizando trabalho de consultoria a hospitais da rede pública. Mesmo com a agenda bastante atribulada, ela dispôs de um tempo para nos conceder uma interessante entrevista onde fala sobre o perfil dos médicos do Estado, além de toda sua trajetória de jovem estudante de medicina da UFRN, presa política até chegar a PhD em neurorreanimação.


O Mossoroense – Pelo menos essa vez a senhora esteve em Natal, mas não veio a Mossoró, sua terra-natal. Alguma mágoa, ou as raízes desprenderam-se?


Laly Carneiro – De jeito nenhum. Eu adoro Mossoró, mas não tive convite de Mossoró. Meu tempo aqui foi um pouco curto, mas eu voltarei em dezembro para continuar o trabalho que comecei agora e tenho intenção de ir a Mossoró. Eu não fui convidada para ir a Mossoró, eu fui convidada para vir dar uma consultoria para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. Eu sou missionária pela França para dar uma espécie de consultoria sobre o problema das urgências, não só para o Walfredo Gurgel, mas também em outros hospitais da rede pública de uma maneira geral.


OM – Esse trabalho que a senhora veio realizar na capital do Estado, a cidade de Mossoró está incluída na segunda etapa do projeto?

LC – Certamente, porque eu fui convidada a visitar um hospital em Mossoró.


OM – Qual o hospital?

LC – Hospital Regional Tarcísio Maia.

OM – De que maneira a senhora, uma brasileira residente na Europa, vê o desenrolar da guerra entre Estados Unidos e Afeganistão, e suas conseqüências para o mundo, em especial para o Brasil?

LC – Eu acho que o terrorismo é uma coisa terrível e eu o condeno plenamente. Na Europa, nós ficamos sob um clima de vigilância. Mas a minha perspectiva é que este estado de violência termine.


OM – Fale um pouco sobre a sua participação no Movimento Ação Popular.

LC – O Movimento Ação Popular foi um movimento feito no Brasil inteiro com a intenção de fazer, através dos meios democráticos e regulamentares de reformas básicas que Brasil estava precisando.

OM – Quais?

LC – Reformas universitárias, agrárias e tantas outras reformas necessárias para o desenvolvimento do país. Participavam estudantes, professores, intelectuais, além da participação de agricultores e operários do Brasil inteiro.


OM – E quantos processos a senhora respondeu, pelo fato de se opor ao regime de 64? A senhora chegou a ser presa e torturada?

LC - Fui presa sim, e fiquei no 16 RI, em Natal. Eu fui a primeira mulher no Nordeste a ser presa por problemas políticos.


OM – E quanto a processos?

LC – Eu tive três processos. Um na Universidade, um processo do Estado e o processo Militar. Mas eu pedi um habeas corpus no Superior Tribunal Militar no Rio de Janeiro. Com o Ato Institucional, reintegrando os funcionários e as pessoas que foram penalizadas pelo golpe militar, eu fui reintegrada e fui aposentada porque eu era funcionária do Estado. Quanto ao processo da Universidade, eu pude terminar medicina em Natal, antes de ir para a Europa.


OM – Conte-nos sobre os momentos de exílio, as barreiras do idioma, o trabalho?

LC – Foi muito sofrimento, muita solidão. De uma hora para outra eu me vi em um país onde tudo era diferente, o clima, a língua, a maneira de viver e eu sozinha. Não tinha dinheiro, nem tinha nenhuma perspectiva. Eu comecei tudo de novo.


OM – A senhora tinha quantos anos à época?

LC – Eu tinha 26 anos.

OM – É verdade que a senhora precisou formar-se outra vez em medicina?

LC – Justamente. O meu diploma brasileiro não era reconhecido pelas autoridades universitárias francesas e eu tive que recomeçar tudo, pelo vestibular.


OM – Como a senhora é casada com um conde, certamente é uma condessa, mas fale-nos como foi que a senhora conheceu o seu marido.

LC - Eu conheci pouco tempo depois que eu cheguei na França, através de amigos latino-americanos que procuravam um lugar para ficar, um quarto. E ele tinha um apartamento e assim acabamos nos conhecendo. Eu o conheci em 66 e nós nos casamos em 67.


OM – A senhora sente vontade de voltar a morar no Brasil?

LC – Eu morro de saudade, mas eu tenho filhos, tenho agora um netinho, muito lindo, e eu fico completamente dividida em duas. Eu tenho uma grande responsabilidade na França. Eu participo de movimentos internacionais e eu quando chego aqui no Brasil eu me sinto em casa, mas eu não posso vir para cá definitivamente porque ainda tenho compromissos na universidade e no departamento, onde tem muitas pessoas sob a minha responsabilidade.

OM – O que a senhora pensa de Fernando Henrique Cardoso e o seu governo?

LC – Eu penso que o Brasil entrou em um processo de evolução como tantos países que durante muito tempo eram emergentes, mas não tinha condições econômicas de ultrapassar uma certa fase. Eu acho que esse governo federal participa de uma evolução que é mundial, que é técnica, que é econômica, que é social e eu acho que o Brasil entrou nessa mobilidade, nessa evolução, e eu acho que é formidável. Agora eu acho que tem muitas coisas que eu não estou de acordo. Mas a história não volta atrás, eu acho que a evolução do Brasil é nítida, porque nosso país tem muitas possibilidades.


OM – A esquerda de hoje tem pontos em comum com a esquerda de 64, ou as ideologias deixaram de existir na política brasileira?

LC – Eu acho que o homem ideológico é universal. Hoje, você sabe que não tem esquerda definitiva. A ideologia se democratizou. Existem partidos de esquerda, mas eu acho que o fato de uma democratização dos conhecimentos políticos, o que nós queríamos eu ouço hoje de pessoas que são absolutamente apolíticas. Houve uma democratização dos conhecimentos. Pouco a pouco a ignorância vai dando lugar aos conhecimentos, e com isso vai se tendo uma mudança na mentalidade.

OM – Quais os escritores brasileiros que mais chamam a atenção dos franceses?

LC – Guimarães Rosa, o sociólogo do Nordeste Euclides da Cunha, e atualmente o Paulo Coelho.

OM – De que maneira a senhora classifica a medicina no Estado e de que forma o modelo francês poderia nos trazer de contribuição?

LC – Eu acho que o modelo europeu de uma maneira geral, com suas especialidades. Por causa dessa mundialização, o conhecimento médico científico está ao alcance de todos os médicos que querem ler, estudar e que praticam seriamente a medicina. Eu acho que os médicos do Rio Grande do Norte, os de Natal em particular, porque com esses eu estou convivendo e são de ótima formação e com muita vontade de fazer o melhor.


OM – Em outra oportunidade a senhora declarou-se favorável a eutanásia. Hoje, qual a sua posição quanto a esse assunto? E com relação ao aborto?

LC – São dois assuntos difíceis de tratar porque engajam a ética. Eu sou cristã, sou católica e tenho uma ética médica a seguir, de maneira que para mim é um caso de consciência. A eutanásia tem várias classificações. Existe a eutanásia pacífica, a eutanásia ativa. Minha posição é a seguinte; quando não existe perspectiva de recuperação do paciente, recuperação onde ele seja capaz de recuperar a sua dignidade diante da sociedade e da sua família, que sofre e não tem nenhuma possibilidade de recuperação, eu acho que essa pessoa deve morrer na dignidade.

OM – Na Europa, a medicina está a anos luz de avanço diante da medicina brasileira e principalmente a medicina no Estado e de Mossoró, em particular?

LC – Os meios técnicos são realmente performáticos, mas é uma questão de economia e também uma questão de organização sanitária, regional, nacional. E também, especialização com bastantes performances dos médicos.

OM – Na Holanda, recentemente foi aprovado o uso da canábis ativa, popularmente conhecida como maconha, em pacientes de câncer e Aids. Isso se aplicaria aqui em Mossoró, por exemplo?

LC – Não. Depois houve um estudo científico retrospectivo dessa utilização da maconha nos doentes de câncer que eram altamente dolorosos e chegou-se à conclusão dessa droga, que é considerada droga doce, mas não é. Os doentes apresentavam, depois, sinais de esquizofrenia. Então essa indicação foi abandonada.

OM – A senhora participou do programa ‘De pé no chão também se aprende a ler’ , do ex-prefeito Djalma Maranhão. Quais as lições tiradas daquele momento?

LC – Foi um movimento popular, sobretudo um movimento de educação que era compatível naquele tempo com a pobreza e os desejos de trazer as crianças dos bairros bem pobres à possibilidade de alcançar o alfabetismo.

OM – Qual foi o ano?

LC - E acho que foi por volta de 72 a 74.

OM – A senhora publicou diversos trabalhos em revistas científicas, recebeu comendas importantes, faz parte da Academia Francesa de Ciências, mas é praticamente desconhecida na terra onde nasceu. Isso a incomoda?

LC – Perfeitamente (risos). Incomoda, mas saiba, por favor, que no livro Who’s Who in The World (Quem é Quem no Mundo) o nome de Mossoró está incluído. É um livro único e o nome da cidade que eu nasci está lá e eu sou muito orgulhosa disso.

OM – Com quantos anos a senhora deixou Mossoró?

LC – Com cinco anos de idade. Meu pai tinha intenção de ser seringueiro, mas nós ficamos em Natal porque eu adoeci no caminho. Nós partimos em um caminhão, com outras famílias pobres em direção a Amazônia.

OM – O seu sobrenome tem origem da cidade da família Carneiro de Caraúbas?

LC – Exatamente, aquela família...

Cronologia da condessa Laly Carneiro

1965 – Formou-se em medicina pela Universidade Federal do Estado do Rio Grande do Norte.
1966 – Laly Carneiro é auto-exilada na França.
1967 – Conhece um conde francês com quem se casa e automaticamente recebe o título de condessa.
1969 – Foi escolhida assistente substituta no Hospital Bicetre, na França, onde exerce o cargo até 1973.
1975 – Foi nomeada médica responsável pela Unidade de Reanimação do Centro Hospitalar Saint Anne.
1979 – Foi nomeada Chefe do Serviço de Anestesia-Reanimação do Centro Hospitalar Saint Anne.
Títulos e Condecorações
Membro da Academia Européia de Anestesia
Membro da Associação de Neuroanestesia-reanimação de Língua Francesa
Membro da Sociedade Francesa de Anestesia, Analgesia e Reanimação
Membro do Conselho de Administração da Associação Internacional de Anestesia-reanimação de Expressão Francesa
Vice-presidente do Colégio Nacional dos Pacientes Hospitalares em regime de tempo integral dos hospitais não universitários da França
Membro do Who‘s Who In The World (Quem é Quem no Mundo)
Condecorada com a Cruz "Pro Mérito Melitense", da Ordem Militar e Hospitalar de Malta
Considerada medica expert em anestesiologia pela diretoria de farmácia e do medicamento do Ministério da Saúde da França


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONVITE LANÇAMENTO LIVRO

            
Não consigo ser feliz na solidão. Gosto de vivenciar momentos felizes no meio de familiares e amigos. Irei comemorar meus 71 anos de vida lançando um livro sobre minhas atividades profissionais. Venha contribuir para aumentar minha alegria no dia do lançamento deste livro. Sua presença será meu presente. 
                      
Livro: "História da Minha Vida Profissional"

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OS MARCELINO: CANGAÇO EM BARBALHA

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OS MARCELINO : CANGAÇO EM BARBALHA

Publicado em 12 de jul de 2016
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GENTE DAS RUAS DE POMBAL: DÉCADA DE 1960 SEU ZÉ DE SANTA – JOSE DE ASSIS DE OLIVEIRA. (1918 A 1998)

Por Jerdivan Nóbrega de Araújo

Todos os meninos têm uma fantasia que assombra o seu sono, e que as mães usam para obriga-los a se comportarem adequadamente. Para as crianças de Pombal não tinha o “Homem do Saco”, “Maria Algodão”, ou coisa do tipo para os dias de hoje: o que assustava as crianças da minha época, além dos loucos das ruas da cidade na década de 1960, era o famoso “Papa Figo”. Porém, o meu medo no tempo d’eu criança, era bem mais assustador, e tinha nome e endereço. Eu sempre o via atravessar a Rua de Baixo, em sua bicicleta, com os seus instrumentos de trabalho no bagageiro: um estojo de injeção, e dentro uma seringa de vidro e uma agulha hipodérmica em aço: seu Zé de Santa.

Seu Zé de Santa não era um home mau: ao contrário, era um experiente enfermeiro muito conceituado da nossa cidade, e salvou muitas vidas.

Na cheia de 1967, uma das maiores do Piancó, o governo do Estado distribuiu a famosa “antitetânica” e a milagrosa “Penicilina”. As duas foram aplicadas em “massa” no couro dos moradores dos bairros mais atingidos pelas águas.

Seu Zé de Santa e outros profissionais se desdobraram para aplicar as injeções, principalmente nas crianças.

Ele chegava em sua bicicleta, mandava ferver água para esterilizar os instrumentos, e dava início ao “tirinete”. Os pais seguram as crianças, que estrebuchavam em seus braços, e tome injeção. A agulha hipodérmica mais parecia um raio de bicicleta, entrando couro do “desinfeliz”: chegávamos a ouvir o estralo ao atravessá-lo. Ouvia-se de longe o grito dos moleques, que até parecia seu Godô capando um bacurim.

Nas casas que tinham mais de uma criança para aplicar a maldita injeção, quando o segundo via o sofrimento do irmão saia em disparada pelas ruas, com o pai atrás no encalço. Alguns mais espetos só apareciam em casa à boca da noite, mas, não tinha escapatória: Zé de Santa era impiedosa e no outro dia ele estava de volta para concluir o seu trabalho de tortura.

E era por isso que quando as crianças se recusavam a comer, a mãe se valia de uma estratégia infalível.

― coma, se não eu vou chamar seu Zé de Santa!

Mas, nem tudo era sofrimento: quando o víamos passar em sua bicicleta, já sabíamos que alguém ia gritar de dor. E era divertido olhar pela janela e ouvir a gritaria dos moleques nas garras do velho aplicador de injeção.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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NOTA DO PRESIDENTE DO GPEC – GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO


SOBRE O ATO DE VANDALISMO NA GROTA DO RIACHO ANGICO QUANDO FORAM, ERRONEAMENTE, RETIRADOS OS SÍMBOLOS QUE HOMENAGEIAM O SOLDADO ADRIÃO, MILITAR, VÍTIMA TOMBADA, MORTA, NA LUTA CONTRA O BANDITISMO EM JULHO DE 1938.


"Falar de repúdio seria um sentimento muito pequeno para os verdadeiros amantes envolvidos de corpo e alma preocupados com a verdadeira história do nosso Nordeste e a cada evento esclarecendo sem cortinas a realidade dos fatos, nunca em hipótese alguma devemos falar (principalmente de cangaço) envolto por fanatismo, o que os verdadeiros estudiosos fazem é com extrema responsabilidade. Portanto se querem nos intimidar vandalizando de maneira tendenciosa não conseguirão. Pois somos fortes e já nos consolidamos como verdadeiros estudiosos comprometidos com o verdadeiro resgate histórico, nós não temos bandido de estimação, sempre respeitamos e nunca afrontamos família de ninguém, mais parece que falar a verdade nesse país incomoda, é principalmente aos acéfalos do conhecimento histórico. Portanto aos robores fanáticos fiquem sabendo que não vão nos calar com atitudes amadoras, pois, sabemos com sabedoria separar o joio e o trigo levando a verdade a público, consequentemente isso incomoda, pois provamos a cada dia que nunca existiu cangaceiro santo. Quem achar que missa, bonequinho de biscuit, quadrilha junina e grupo de xaxado beatífica cangaceiro estão redondamente enganados e devem estudar para conhecer a verdade. Nada contra às artes, folclore, atividades cênicas e romances, mais a realidade histórica é outra. Defendemos a história! Jamais BANDIDOS. A cruz do soldado Adrião foi destruída desafio destruírem nossos conhecimentos."

Narciso Dias
Presidente do GPEC - Grupo Paraibano de Estudos do Cangaço
Conselheiro Cariri Cangaço.

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INSTAURAÇÃO DO COMPETENTE INQUÉRITO POLICIAL

Por Dr. Archimedes Marques 

Complementando, confirmo que hoje pela manhã fora entregue ao Secretário da Segurança Pública do Estado de Sergipe, a NOTITIA CRIMINIS, por mim elaborada em três laudas, precedida de outros documentos perfazendo 28 páginas, requerendo a INSTAURAÇÃO DO COMPETENTE INQUÉRITO POLICIAL, inclusive solicitando que seja designado um DELEGADO ESPECIAL para apurar o feito... 

Esperemos, portanto, o resultado da investigação, solicitando a todos que tiverem quaisquer informações que possam ajudar a polícia a descobrir os verdadeiros criminosos desse crime de FURTO e DANO AO PATRIMÔNIO PÚBLICO que entrem em contato com o endereço do meu e-mail archimedes-marques@bol.com.br

O pesquisador do cangaço Sálvio Siqueira disse o seguinte: 

Parabéns, amigo Archimedes Marques. Esses danos ao Patrimônio Público, não só sobre objetos históricos e homenageadores as personagens históricas sobre o tema Cangaço, mas, na história como um todo, tem que ter um fim. 

Abraço.
Sálvio Siqueira

https://www.facebook.com/groups/545584095605711/

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DESAPARECEU(?) MAIS UMA CRUZ DA GROTA DO ANGICO...

Por Kydelmir Dantas

E os componentes da irmandade CC Cangaceiros Cariri, e dos Grupos de Pesquisas do Cangaço e da SBEC foram surpreendidos na manhã do dia 28 de julho passado... Não foi a primeira vez que a história dos mortos na Grota do Angico recebeu um ataque à sua memória. No início dos anos 60 do século XX o Capitão João Bezerra chantou nas pedras daquele recanto uma cruz grande com outras 11 em respeito aqueles cangaceiro(a)s mortos no combate das Forças Volantes de Alagoas contra o bando de Lampião. Tempos depois esta cruz foi indevidamente retirada daquele local, em nome de se criar um museu do cangaço e hoje se encontra numa faculdade de Aracaju. 

1 - Colocada por João Bezerra

O ataque à memória do soldado ADRIÃO PEDRO DE SOUZA, com a intenção de ocultar a verdade histórica, também é um ataque aqueles pesquisadores que palmilham a história do cangaço no Nordeste brasileiro, Antonio Vilela, João de Souza Lima, Wilson Seraine Da Silva Filho, Alcino Costa (in memoriam), Antonio Amaury Correia de Araújo e tantos outros. É tentar ocultar que ali morreu um cidadão no cumprimento do seu dever militar e que é uma alma a ser lembrada na Missa do Cangaço.

2 - Colocada por Alcino Costa

As entidades envolvidas devem enviar uma nota de repúdio para que as Câmaras de Vereadores de Piranhas e Poço Redondo as ratifiquem e deveria abrir um BO nas Delegacias de Polícia das duas cidades citadas, além de enviarem ofícios às Secretarias de Segurança dos estados de Alagoas e Sergipe, notificando este absurdo. Nova cruz deverá ser instalada naquele local e esperamos encontrá-la intacta nas próximas Missas do Cangaço.

3 - Colocada por Antônio Vilela e João de Souza Lima

Não será surpresa se as cruzes e a placa colocadas pelo Mestre ALCINO COSTA seja retirada de lá, apenas porque tem os verdadeiros nomes daqueles cangaceiro(a)s que ali pereceram, pois, contraria a vontade de pouco(a)s em preservar a verdade histórica. Esta é minha mensagem de repúdio àquela agressão à História.


Acima, na sequência as imagens encontradas na net, das CRUZES DE ANGICO... 1 - Colocada por João Bezerra; 2 - Colocada por Alcino Costa; 3 - Colocada por Antônio Vilela e João de Souza Lima.


Kydelmir Dantas é poeta, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano.  Filho de Nova Floresta no Estado da Paraíba, mas radicado na cidade de Mossoró. Autor do livro: "Luiz Gonzaga e o Rio Grande do Norte".

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

MOXOTÓ: DESTINO E SINA DO VELHO VAPOR

*Rangel Alves da Costa

Povoado ribeirinho de Bonsucesso, município de Poço Redondo, sertão sergipano. No outro lado, encravado entre as serras, o pequeno arruado alagoano de Belo Monte, o mesmo Belmonte para alguns. Entre os dois, limitando estados e terras, as águas remansosas do São Francisco, o rio da raiz de todo o nascer e viver sertanejo. De leito vasto e opulento antigamente, agora apenas um caudal que de repente ganha vida para no instante seguinte melancolicamente emagrecer.

Nas suas águas, contudo, uma história triste e comovente que se prolonga, ainda com sombras que despontam, desde os tempos idos, desde a segunda dezena do século passado. Quando as águas são muitas e o leito se estende alto de margem a margem, os visitantes sequer imaginam o que jaz sem vida nos escombros aquosos. Mas quando as vazantes chegam, o rio diminui e seus ossos vão ficando à mostra, então surgem os esqueletos e os restos de uma embarcação e sua trágica história: Moxotó! Sim, um pouco mais além do meio do leito, já nas proximidades das ribeiras do Belo Monte, ainda permanecem os restos naufragados do velho Vapor Moxotó. E que história mais instigante!

10 de janeiro de 1917, uma quarta-feira. O percurso da Moxotó, uma embarcação que fazia parte da Companhia Pernambucana de Navegação, na verdade um vapor também conhecido como Chata, era cantado e decantado por toda a região. Ora, o principal meio de transporte. Tinha porto de origem em Penedo, seguia até Propriá, desembocava em direção a Pão de Açúcar e prosseguia até os costados de Piranhas, passando pelas povoações ribeirinhas que se estendiam ao longo das ribeiras do São Francisco.

Naquela tarde de quarta-feira, já com itinerário de retorno, partiu de Piranhas com muitos passageiros, produtos para serem comercializados em outras cidades, fardos e mais fardos de sortimentos, sacos de açúcar, feijão e farinha, além de muitos outros objetos de valor tão costumeiros naqueles tempos áureos e faustosos nas ribeiras e pelos arredores sertanejos, mas também por que muito do que transportava possuía destinação aos grandes centros e até outros países. Até ouro e prataria levava, segundo relatam.


Ao entardecer, retornando de Piranhas, seu último porto no trajeto, a Moxotó singrou as águas do Velho Chico para uma viagem normal, como costumeiramente fazia. Estava lotada de passageiros, amontoada de bagagens, repleta de um tudo. Com destino à cidade alagoana de Pão de Açúcar, para na manhã seguinte seguir até Penedo e Propriá, primeiro aportou na povoação de Curralinho, no atual município de Poço Redondo, no intuito de receber mais passageiros e descer e fazer subir objetos e mercadorias, o que igualmente faria mais adiante, quando chegasse às margens de Bonsucesso, tendo Belo Monte no outro lado.

Como meio de transporte mais utilizado naqueles idos de 1917, a Moxotó acomodava em seus balanços e remansos diversas classes sociais sertanejas e nordestinas, levando e trazendo desde coronéis a pequenos comerciantes e homens da terra. Contudo, o acúmulo de pessoas acabava causando problemas a uma embarcação reconhecidamente frágil perante as águas revoltosas e as verdadeiras armadilhas que se apresentavam a cada avanço do rio. E ante as tempestades, então a situação se tornava verdadeiramente desesperadora. Foi uma situação assim que começou a surgir depois das quatro da tarde, enquanto seguia ao largo do Curralinho. O céu enegreceu, a ventania soprava cada vez mais forte, as águas sacolejavam ante a repentina tormenta.

O medo toma conta de tudo e de todos. As vozes são caladas pelos assombrosos sacolejos que tornavam o frágil vapor como brinquedo de papel dentro de uma banheira agitada. Pedem para que o comandante imediatamente providencie uma parada numa margem qualquer. Mas nenhum efeito surtiram os rogos dos aterrorizados passageiros. A decisão é seguir em frente e baixar as âncoras mais adiante. Já estavam entre o Bonsucesso e o Belo Monte quando a Moxotó não mais suportou as ferozes investidas das águas e sucumbiu entre as vagas então profundas. Neste passo, urge trazer o relato tão dramático quanto emocionante do escritor Etevaldo Amorim, em texto intitulado “O Destino da Moxotó”:

“Seguem-se momentos de pavor. Forma-se de repente um cenário dantesco: gritos, choro, desespero. A água transpõe o convés e invade todo o vão interior. Pânico geral! Passageiros e tripulantes se atropelam em movimentos desordenados. Uns se lançam ao rio em busca de salvação; outros são tragados pelas ondas e sucumbem ao soberbo poder das águas tempestuosas, soçobrando inevitavelmente. Consuma-se a tragédia. A tempestade afinal se aplaca ao cair da noite. Dia seguinte, a notícia se espalha. De Pão de Açúcar, onde a tempestade destelhou casas e derrubou árvores, partiram equipes de busca, coordenadas pelo Capitão Manoel Rego. Trabalho difícil e doloroso que ia revelando, a cada corpo encontrado, a extensão e a gravidade do que ocorrera no morro do Belmonte”.

Quase cem anos depois, eis que de repente uma amiga de Bonsucesso, Quitéria Gomes, me envia algumas fotografias e nestas, tal qual os restos de uma baleia que de repente aparecem nas águas rasas, também os restos da Moxotó. As recentes fotografias demonstram o quanto insepulto continua o velho vapor.

Escritor
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CONVITE AOS AMIGOS

Por Benedito Vasconcelos Mendes

Não consigo ser feliz na solidão. Gosto de vivenciar momentos felizes no meio de familiares e amigos. Irei comemorar meus 71 anos de vida lançando um livro sobre minhas atividades profissionais. 

Venha contribuir para aumentar minha alegria no dia do lançamento deste livro. Sua presença será meu presente.                        

Livro: "História da Minha Vida Profissional"
Data do Lançamento: 19 de agosto de 2016 (Sexta-feira).                         Horário: 20 horas.                                     
Local: Estande da Editora Sarau das Letras, na Feira do Livro de Mossoró
Endereço: EXPOCENTER / UFERSA  (Av. Jorge Coelho de Andrade)

Benedito Vasconcelos Mendes

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ONTEM E HOJE DE UM BAIRRO MOSSOROENSE NA VISÃO DO CORDELISTA ANTÔNIO FRANCISCO

Por José Romero Araújo Cardoso

Ao Prof. Dr. José Lacerda Alves Felipe, maior geógrafo do Estado do Rio Grande do Norte

Antônio Francisco Teixeira de Melo, sertanejo autêntico, licenciado em História pelo Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), doutor honoris causa pela mesma Instituição de Ensino Superior, mossoroense que vem conquistando o planeta com seus cordéis bem escritos, inteligentemente pensados e articulados, descobriu tardiamente dom apurado para a composição da autêntica literatura popular nordestina.

Antônio Francisco Teixeira de Melo
          
Sua produção cordelista vem açambarcando do imaginário ficcional ao cotidiano, passando pela defesa intransigente da natureza aos detalhes que marcaram e marcam aglomerados humanos em forma de bairro, entre outras inúmeras inspirações importantes.
          
Exemplo da influência exercida por sua infância em sua produção literária, destaca-se importante cordel que integra a Coleção Queima-Bucha por título Um Bairro chamado Lagoa do Mato, cuja apresentação ficou a cargo de Jane Melo, irmã do renomado poeta popular mossoroense.
          
A primeira estrofe destaca que o cordelista nasceu em uma casa de frente para a linha do trem da Estrada de Ferro Mossoró-Sousa, tendo crescido vendo a garça, a marreca e o pato. À tarde o veto nordeste soprava forte, quando o trem apitava, a máquina gemia, soltando faísca de fogo no ar.
          
O bucolismo pretérito do antigo bairro Lagoa do Mato é destacado em cada estrofe, pois o canto do galo, a reposta do peru, o grito do pássaro carão quebrando aruá, o pio da cobra caçando preá, o canto em dueto do sapo com a jia, o balé do aguapé, eram completados com as histórias do avô sobre cabra valente.
          
Em suma, verdadeira representação de comunidades marcadas pela simplicidade, paz e harmonia, distante da agitação que caracterizam centros urbanos sofisticados e marcados pela presença de circuitos superiores que fomentam dinâmicas econômicas que desfiguram manifestações humanas aprazíveis e naturais.
          
A poética contida na forma como a lua entrava na casa do cordelista suscita forçar a memória a fim de buscar lembranças pretéritas acerca de um sertão puro e simples em sua geografia humana, pois coisas corriqueiras que não fazem parte de forma proeminente do cotidiano são enfatizadas, a exemplo do ato de comer melancia com amigos de infância e depois se banhar em uma lagoa ainda não poluída.


O rio Apodi-Mossoró, ainda livre de dejetos nocivos à saúde humana, corria sem pressa, bem perto do bairro Lagoa do Mato. O cordelista e seus amigos, então, aproveitavam para fazer coisas que hoje não integram indelevelmente a vida de crianças mossoroenses, como pescar despreocupadamente traíras e piabas para o almoço. Bastante evitado nos dias de hoje, devido a poluição, poucos se atrevem a consumir peixes que ainda existem no rio que outrora serviu até para a realização de regatas.
          
A poluição grassa célere, afetando significativamente a qualidade de vida das pessoas que habitam as margens do rio Apodi-Mossoró, incidindo impactos ambientais extraordinários que destoam as características naturais originais do curso dágua genuinamente potiguar.
          
Na visão do cordelista Antônio Francisco, hoje tudo é diferente no bairro Lagoa do Mato, pois a lagoa não existe mais, foi assoreada em razão dos interesses do capital e dos descasos da humanidade para com o importante ecossistema. O vento que antes amenizava o calor, conforme o poeta popular, está mais quente, fato corroborado por muitas pesquisas cientificas que apontam o desmatamento como uma das causas do aquecimento do vento nordeste.
          
Os raios da lua não conseguem brilhar, tendo em vista que o império dos neons tirou o romantismo do satélite natural terrestre. Os peixes se perderam debaixo do barro, enquanto o sapo e a jia foram embora, havendo ênfase somente para rosas de plástico.
          
A desativação da Estrada de Ferro Mossoró-Sousa, além de ter tirado inúmeros empregos diretos e indiretos, também trouxe desgosto a muitos moradores potiguares e paraibanos que tinham na velha máquina alento para buscar felicidade tão necessária ao dia-a-dia de todos os seres humano através da incorporação do trem ao sentido das próprias existências. Contemplar a passagem da composição férrea era algo que estava diretamente vinculado às atividades das pessoas nos dois Estados nordestinos.
          
A modernidade, seus efeitos e suas consequências alcançaram o bairro Lagoa do Mato, tirando-lhe a originalidade, mas pelo que foi destacado pelo cordelista Antônio Francisco, ainda há resquícios da cultura popular presente de alguma forma, quando pamonha, canjica, beiju, tapioca e outros coisas que são típicas da produção da nossa gente ainda são comercializados no encantador bairro que viu nascer um dos mais brilhantes representantes da autêntica literatura regional.       

José Romero Araújo Cardoso:
Geógrafo (UFPB). Especialista em Geografia e Gestão Territorial (UFPB-1996) e em Organização de Arquivos (UFPB - 1997). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (2002). Atualmente é professor adjunto IV do Departamento de Geografia/DGE da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais/FAFIC da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN. Tem experiência na área de Geografia Humana, com ênfase à Geografia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: ambientalismo, nordeste, temas regionais. Espeleologia é tema presente em pesquisas. Escritor e articulista cultural. Escreve para diversos jornais, sites e blogs. Sócio da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP).
Endereço residencial: Rua Raimundo Guilherme, 117 – Quadra 34 – Lote 32 – Conjunto Vingt Rosado – Mossoró – RN – CEP: 59.626-630 – Fones: (84) 9-8738-0646 – (84) 9-9702-3596 – E-mail:romero.cardoso@gmail.com

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CONTRIBUIÇÃO HISTÓRICO-GEOGRÁFICA DE MANOEL TAVARES DE OLIVEIRA PARA O ESTUDO EM CORDEL DAS MUDANÇAS DE TOPÔNIMOS DE MUNICÍPIOS NORTE-RIOGRANDENSES POR: JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO

Por José Romero de Araújo Cardoso

Manoel Tavares de Oliveira (Frutuoso Gomes/RN, 1940 - Mossoró/RN, 2016), legou-nos importantes trabalhos literários, a exemplo de Estrada de Ferro Mossoró-Sousa: Um sonho, uma realidade, uma saudade, publicado pela Coleção Mossoroense, bem como cordéis extremamente articulados e úteis aos estudos regionais, com ênfase ao intitulado Cidades do Rio Grande do Norte que Mudaram de Nomes, o qual integra a Coleção Queima-Bucha.
          
As mudanças de nomes em muitos municípios norte-riograndense fez do Estado um dos que mais usaram desse artificio a fim de implementar homenagens a determinadas personalidades influentes em seus tempos, não obstante topônimos de origens indígenas terem tido destaque no fomento à retirada de agraciamentos à figuras ilustres, casos de Assú e Caicó.
          
Conforme Manoel Tavares em seu interessante cordel, Assú já se chamou Vila Nova da Princesa em homenagem a Carlota Joaquina. Afonso Bezerra, topônimo em consideração ao poeta brilhante, era Carapebas, enquanto Almino Afonso foi Caeira. Alexandria, divisa com o Estado da Paraíba, localizada a dezesseis quilômetros de Santa Cruz, município paraibano situado nos antigos trechos finais da Estrada de Ferro Mossoró – Sousa, teve a denominação de Barriguda e João Pessoa, sendo a primeira devido à serra em formato de mulher grávida e o segundo em tributo ao político paraibano martirizado em 1930.
          
Antônio Martins já se chamou Boa Esperança e Demétrio Lemos. Bento Fernandes já foi Barreto. Caicó já foi pomposamente chamado de Vila do Príncipe. Campo Grande teve uma das mudanças de nome efetivada a fim de homenagear Augusto Severo, um dos pioneiros e mártir da batalha em prol da conquista dos céus, tendo sido chamado ainda de Triunfo. A antiga e primitiva denominação encontra-se vigente.
          
Baía Formosa já teve o nome de Aretipicaba e Carnaubais teve os topônimos de Poço da Lavagem e Santa Luzia.  Ceará-Mirim já se chamou Boca da Mata. Coronel João Pessoa era Baixio de Nazaré. Coronel Ezequiel teve dois topônimos: Melão e Jericó.    Doutor Severiano era Mundo Novo. Encanto já foi Joaquim Correia. Equador teve a denominação de Periquito. Cruz do Espírito Santo foi conhecido como Espírito Santo e Cana Brava, Felipe Guerra foi conhecido primitivamente por Pedra de Abelha, enquanto Florânia já foi Flores.
          
Francisco Dantas já foi Tesoura, Frutuoso Gomes já foi Mumbaça e Mineiro e Governador Dix-sept Rosado, que junto com Marcelino Vieira são os municípios potiguares que possuem maior número de denominações toponímicas, até o presente momento, em um total de quatro, já foi chamado de Passagem do Pedro, São Sebastião e Sebastianópolis. O antigo termo de Passagem do Pedro passou a se chamar Governador Dix-sept Rosado em Julho de 1951, depois que o político e industrial potiguar faleceu em companhia do seu secretariado, além de outras pessoas, trinta e duas ao todo, vítimas de acidente aviatório no Rio do Sal, em Aracaju, capital Sergipana, em 12 de julho de 1951.
          
Ielmo Marinho já foi Poço Limpo. Ipanguaçu, Sacramento, Itaú já teve o nome de Angicos. Jaçanã teve dois topônimos: Flores e Boa Vista. Janduís já foi São Bento do Bufete eGetúlio Vargas. Boa Saúde mudou seu nome para Januário Cicco e depois voltou à denominação primitiva, enquanto Jardim de Angicos era apenas Jardim, mesma denominação de Jardim de Piranhas em épocas passadas.
          
Jardim do Seridó também teve dois topônimos: Vila do Jardim e Conceição do Azevedo. João Câmara teve dois topônimos: Baixa Verde e Matas. Localizado em cima de falhas geológicas, João Câmara ficou conhecida na década de oitenta do século passado como a terra dos terremotos.
           
Marcelino Vieira, como frisado anteriormente, teve três topônimos antes da atual denominação toponímica: Passagem do Freijó, Vitória e Panatis. Lajes se chamou Itaretama e Macaíba foi conhecida por Povoação do Coité.
          
Martins já foi Maioridade e Imperatriz, ambos adotados em homenagem à nobreza. Maioridade em razão que Dom Pedro II só foi coroado Monarca graças a uma estratégia que lhe garantiu o poder, a qual ficou conhecida como Golpe da Maioridade.
          
José da Penha já foi Mata. Monte Alegre, Monte das Gameleiras. Messias Targino já foi Junco. Nísia Floresta teve dois topônimos: Vila Parary e Vila Papary. Nova Cruz já foi Anta Esfolada. Ouro Branco já foi Espírito Santo. Ruy Barbosa já foi Olho D´água. Parnamirim já foi Eduardo Gomes, em homenagem ao oficial da aeronáutica que disputou com o General Dutra a Presidência da República. Pedro Velho teve duas denominações: Cuitezeiros e Vila Nova. Pendências já foi Independência e Raul Fernandes já se chamou Varzinha.
          
Rodolfo Fernandes já foi São José dos Gatos. Santana do Matos já foi Santana do Pé da Serra. São Rafael já foi chamado Caiçara. São Francisco do Oeste já foi Salamandra. São José de Mipibu já foi São José do Rio Grande. Umarizal teve duas denominações toponímicas:Gavião e Divinópolis, enquanto São Miguel do Gostoso já foi São Miguel de Touros.
          
Santo Antônio já foi Salto da Onça. Hoje é Santo Antônio do Salto da Onça. São Tomé já foi chamada de Santa Teresa. São Gonçalo do Amarante já foi Felipe Camarão. São José do Seridó já foi Povoação da Bonita. São Vicente já foi Saco da Luzia. Severiano Melo se chamou Bom Lugar. Senador Eloy de Sousa já foi Caiada de Baixo. Rafael Godeiro já foi Várzea da Caatinga. Upanema teve dois topônimos: Curral da Várzea e Rua da Palha.
          
Baraúna já teve a denominação de Xavier Fernandes. Serra Caiada já se chamou Presidente Juscelino, enquanto Santa Cruz do Inharé, localizada na zona do Trairi, já foi chamada de Santa Rita da Cachoeira.
          
Manoel Tavares não citou que a própria capital norte-riograndense, em um certo período, quando do domínio holandês no Nordeste Brasileiro (1630 - 1654), teve a denominação de Nova Amsterdã, em homenagem à capital batava. Esse topônimo também foi lembrado por judeus de origem brasileira, quando da fixação na costa nordeste dos atuais Estados Unidos, para a primitiva denominação da contemporânea cidade de Nova York.
          
Também não há citações aos primitivos topônimos de municípios potiguares como: Tenente Ananias (Ipueira e Bom Jesus do Passo), Luiz Gomes (Serra do Senhor Bom Jesus), Senador Georgino Avelino (Surubajá, ou lugar de muito peixe bagre, em tupi-guarani) e São Fernando (Pascoal). Nos refrão final, o autor deixa claro: Muitos foram os dias a pesquisar/ Trabalhando para fazer este trabalho/ Observei mas não sei se ficou falho/ Levo agora pra você examinar/ Inclusive vocês vão me ajudar/ Verificar o que houve de errado/ Encontrando me dê o resultado/ Indicando a falha que encontrou/ Registrando o ponto que falhou/ Ajude-me que fico gratificado.
          
Importante trabalho inserido no gênero literário cordel, de cunho histórico-geográfico, o legado cultural adaptado ao livro de bolso do Nordestino, de autoria do saudoso Manoel Tavares, destaca-se por subsidiar o conhecimento e o estudo de muitos dos antigos topônimos de municípios pertencentes ao Estado do Rio Grande do Norte, sendo plenamente aconselhável uso em sala de aula.

José Romero Araújo Cardoso:
Geógrafo (UFPB). Especialista em Geografia e Gestão Territorial (UFPB-1996) e em Organização de Arquivos (UFPB - 1997). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (2002). Atualmente é professor adjunto IV do Departamento de Geografia/DGE da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais/FAFIC da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/UERN. Tem experiência na área de Geografia Humana, com ênfase à Geografia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: ambientalismo, nordeste, temas regionais. Espeleologia é tema presente em pesquisas. Escritor e articulista cultural. Escreve para diversos jornais, sites e blogs. Sócio da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP).
Endereço residencial: Rua Raimundo Guilherme, 117 – Quadra 34 – Lote 32 – Conjunto Vingt Rosado – Mossoró – RN – CEP: 59.626-630 – Fones: (84) 9-8738-0646 – (84) 9-9702-3596 – E-mail:romero.cardoso@gmail.com

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ASCRIM/PRESIDENCIA OF. Nº 167/2016– FRASE FOPHPM”


PREZADOS SENHORES INTEGRANTES DA COFOPHPM,

(ORDEM ALFABÉTICA).: BENEDITO VASCONCELOS MENDES, ELDER HERONILDES DA SILVA, FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, GERALDO MAIA DO NASCIMENTO, JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO, LEMUEL RODRIGUES DA SILVA, MILTON MARQUES MEDEIROS, RICARDO LOPES, TANIAMÁ VIERA DA SILVA BARRETO E WILSON BEZERRA MOURA(COORDENADOR DA COFOPHPM),  

REF. EXPEDIENTE ASCRIM/PRESIDENCIA OF. Nº 165/2016– FRASE FOPHPM”, DE MOSSORÓ (RN), DE 28 DE JULHO DE 2016.

CONFORME ANUNCIADO, EM NOSSA CONVOCAÇÃO E CONVITE PARA AGE Nº 06B, EM 28.07.2016, CADA UM DOS SENHORES LEU SUA “FRASE ENFOCANDO A TEMÁTICA DO FOPHPM”:

 “GRUPO DAS FRASES ENFOCANDO A TEMÁTICA DO FOPHPM” 

=FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO: “EXTASIO-ME ANTE A CAPACIDADE VELOZ DA LITERÁCIA DOS ESCRITORES MOSSOROENSES, LUZÍDIO QUE DESCORTINA ANTIGOS CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS COMO DIAGNÓSTICO DE NOVAS PERSPECTIVAS ÀS MUDANÇAS SOCIAIS E AOS EMPREENDIMENTOS CULTURAIS”. (08.MAR.2016).

=BENEDITO VASCONCELOS MENDES: "Os missionários carmelitas, que ajudaram a fundar Mossoró, foram testemunhas oculares da miscigenação genética das três etnias que viviam no sertão nordestino (branca, tapuia é negra). Presenciaram a mistura das culturas europeia, africana e indígena na formação cultural dos mossoroenses” (28.07.2016)

=ELDER HERONILDES DA SILVA: ”Proferiu a frase, de improviso, por ocasião dos “ATOS SOLENES DA ASCRIM” na AGE 06B, no dia 28.07.2016. A mídia gravada pela TCM será anexada a ESTE GRUPO DAS FRASES.”

=GERALDO MAIA: ”Proferiu a frase, de improviso, por ocasião dos “ATOS SOLENES DA ASCRIM” na AGE 06B, no dia 28.07.2016. A mídia gravada pela TCM será anexada a ESTE GRUPO DAS FRASES.”

=JOSÉ ROMERO ARAÚJO CARDOSO: “Terra dos Monxorós, colonizada inicialmente por Religiosos Carmelitas, relicário de grandes e sagradas causas humanas guiadas pelo estoicismo de sua gente impávida e guerreira.” (26.07.2016).

=LEMUEL RODRIGUES DA SILVA:

=MILTON MARQUES MEDEIROS: ”Proferiu a frase, de improviso, por ocasião dos “ATOS SOLENES DA ASCRIM” na AGE 06B, no dia 28.07.2016. A mídia gravada pela TCM será anexada a ESTE GRUPO DAS FRASES.”

=RICARDO LOPES: Embora não seja escritor, deixou o seu LIVRO, “LEGADO”, DE FOTOS, NA SUA VISÃO, ENFOCANDO A TEMÁTICA DO FOPHPM” por ocasião dos “ATOS SOLENES DA ASCRIM” na AGE 06B, no dia 28.07.2016.

=TANIAMÁ VIERA DA SILVA BARRETO: “Interpelo: Mossoró, tu que és a curva do significado da história de luta do seu bravio povo, qual é o ponto de conexão da sua verdadeira origem com os labirintos imaginários dos seus historiadores? Seriam os traçados geodésicos das suas revoluções cartográficas? Ou as marcas lineares e compactas dos dizeres euclidianos? Estas são indagações que me inquietam e aguçam minhas incertezas sobre o(s) significado(s) da historiografia do povoamento de Mossoró. Contudo, sou adepta do pensamento de F. Roosevelt: “Sempre que te perguntarem se podes fazer um trabalho, responde que sim e te ponhas em seguida a aprender como se faz”. Estou compondo o Forum Permanente da Historiografia da Origem e Continuidade do Povoamento de Mossoró, aprendendo como se faz. ”(27.07.2016).

=WILSON BEZERRA DE MOURA (COORDENADOR DA COFOPHPM):" BEM SABEMOS QUE A HISTÓRIA DESCREVE OS PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS HUMANOS, ATRAVÉS DOS QUAIS SÃO ESTABELECIDOS PARÂMETRO SOBRE FUNDADORES, POVOADORES PRIMITIVOS DA REGIÃO DE MOSSORÓ. A HISTORIOGRAFIA DE UM POVO O GRAU DE DESENVOLVIMENTO POLITICO, ECONÔMICO, RELIGIOSO E SOCIAL, É O QUE VISA O FORUM PERMANENTE COSTITUTIDO PELA ASCRIM, SOBRE A FUNDAÇÃO E CONTINUIDADE DO POVOAMENTO DE MOSSORÓ PARA APURAR O FATO DETERMINANTE DA HISTÓRIA."(27.07.2016).

SAUDAÇÕES ASCRIMIANAS,

FRANCISCO JOSÉ DA SILVA NETO, PRESIDENTE DA ASCRIM

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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HISTÓRIAS SOBRE CANGACEIROS

https://www.youtube.com/watch?v=9YYk6buniKU

Sinhô Pereira: o Cangaço e o ciclo de vinganças familiares

Publicado em 2 de set de 2013
O pesquisador Rostand Medeiros conta quem foi Sinhô Pereira, um dos pioneiros do Cangaço. Ele deixou o movimento em 1922 quando conseguiu vingar a morte de seu pai. Outros chefes de bando, como Lampião, também entraram para o Cangaço pelo mesmo motivo.
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https://www.youtube.com/watch?v=uxKiIZnRvto

Zé Baiano e Lídia: uma história de amor sem final feliz

Publicado em 2 de set de 2013
João de Sousa Lima, escritor e pesquisador do Cangaço, mostra o que restou da casa de Lídia, considerada uma das mais belas mulheres do movimento. Ela entrou para o Cangaço para seguir o violento bandoleiro Zé Baiano, por quem se apaixonou. Mas a história não teve um final feliz.

A Rota do Cangaço - Caminhos da Reportagem - TV Brasil
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Vídeos de origem

Acervo Aderbal Nogueira
https://www.youtube.com/watch?v=Ttha_9p7aKo

Entrevista Sila, no programa da Sílvia Popovic
Publicado em 23 de abr de 2014
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