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sexta-feira, 9 de junho de 2017

TRILHANDO O MESMO CAMINHO DE LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE

... e Rostand Medeiros

UMA MOSTRA FOTOGRÁFICA RELATIVA AOS LOCAIS E A MEMÓRIA SOBRE
A PASSAGEM DE LAMPIÃO POR TERRAS POTIGUARES 
Autor – Rostand Medeiros
Entre os meses de Agosto de 2009 a Fevereiro de 2010, estive percorrendo as áreas rurais por onde o bando de Lampião no Rio Grande do Norte, como parte de uma consultoria que prestei ao SEBRAE, dentro do projeto “Território Sertão do Apodi – Nas Pegadas de Lampião”(www.sertaodoapodi.com.brDesde a cidade de Luís Gomes, a Mossoró e finalizando em Baraúna, percorri o mesmo caminho originalmente palmilhado por estes cangaceiros.
Para traçar esta rota, além das obras escritas sobre a história da passagem do bando de Lampião pelo Rio Grande de Norte, fiz uso de materiais históricos existentes nos arquivos do Rio Grande do Norte, Paraíba e de Pernambuco.
Após seis meses, foram percorridos, entre idas e vindas, mais de 4.000 Km, onde visitamos 82 sítios, fazendas, comunidades e cidades. Foram entrevistadas 123 pessoas e obtidas mais de 2.000 fotos. Em grande parte deste trajeto, a motocicleta se mostrou um aliado muito mais eficiente para se alcançar estes distantes locais.
Compartilho com os leitores e rastejadores do Lampião Aceso alguns momentos dessa minha aventura!
Uma pausa para um café. Aqui junto ao mototaxista Moisés Pautilho, de Luís Gomes. Quem quiser sair da frente do computador e ir ver estes locais, contrate este sertanejo honesto e trabalhador e pode rodar pelos caminhos de Lampião com segurança e satisfação.
Com o Sr. Pedro Belo do Nascimento, Sítio Tigre, zona rural de Luís Gomes. Na época da passagem do bando, o Sr. Pedro percorreu as mesmas fazendas pouco tempo depois das depredações e sequestros e contou muita coisa interessante. Quem quiser ir lá não perde a viagem. Lúcido em seus 99 anos, conta muita coisa em detalhes e fumando um cigarrinho feito por ele mesmo.
Casa do Sítio Baixio (ou Baixio dos Leites), as margens da BR que liga Major Sales (RN) a Uiraúna (PB). Esta era a casa do pai de Massilon Leite, o cangaceiro que guiou o bando de Lampião no RN e o clima foi de tranquilidade. A data foi 10 de junho de 1927.
O que resta da fazenda Aroeira, de onde a Sra. Maria José Lopes foi sequestrada pelo bando. Zona rural da cidade de Paraná.
Segundo membros da comunidade, nesta antiga casa grande do Sítio Barro Preto, na zona rural do município de Tenente Ananias, que pertencia a família Paula, Lampião e seus homens passaram pelo local sem criar problemas, pois o proprietário era amigo de Massilon.
Segundo Dona Maria Emilia da Silva, estas marcas circulares foram deixadas pelos canos dos fuzis dos cangaceiros, no umbral da porta principal da casa do seu pai, no Sítio Panati. Para ela, a existência destas marcas é fator de orgulho.
Dona Terezinha Queiroz, Sítio Juazeiro, zona Rural de Marcelino Vieira. Ela reclama que os mais jovens da região não se interessam mais pelas histórias da passagem de Lampião.
Marcos simbólicos existentes as margens do Açude da Caiçara no distrito homônimo. Conhecido como “O Cruzeiro do soldado”, existe para recordar o “Fogo da Caiçara”.
Detalhe
Na capela da Comunidade do Junco, construída no local original onde foi rezada a primeira “missa do soldado”, em 1928. Todo os anos, sempre no dia 10 de junho, a comunidade local não esquece o sacrifício do soldado José Monteiro de Matos e realizam uma missa em sua homenagem.
Placa comemorativa do trigésimo aniversário do “Fogo da Caiçara”.
Da direita para esquerda vemos o professor de geografia da rede municipal de ensino da cidade de Marcelino Vieira, Ênio Almeida, o Secretário de Cultura desta cidade, professor Romualdo Antônio Carneiro Neto, o comerciante Francisco Asis da Silva e o autor deste trabalho. Com a ajuda destas pessoas foi possível levantar a história da memória em relação a passagem de Lampião e seu bando por Marcelino Vieira.
Aspecto atual da cidade de Marcelino Vieira.
Marcas de fuzis, mantidas preservadas na porta principal da casa da fazenda Lajes, zona rural de Marcelino Vieira.
Aspecto atual da abandonada casa do Sítio Cascavel, na zona rural do município de Pilões. Esta foi à primeira casa “visitada” pelo bando na manhã de 11 de junho de 1927.
Após o Sítio Cascavel, vemos o Interior da casa do Sítio São Bento, igualmente invadida pelos cangaceiros.
Pelos caminhos de Lampião, muita dor, sangue e lágrimas.
Segundo os moradores da região, esta ermida, em honra a Jesus, Maria e José, foi uma obra edificada para o pagamento de uma promessa feita pela família do coronel Marcelino Vieira da Costa, proprietário da fazenda Caricé.
Marcas da passagem do bando, na porta da antiga residência do morador José Nonato, na Fazenda Caricé.
Nesta residência, na Fazenda Nova, zona rural do município de Pau dos Ferros, até hoje é comum a apresentação de cantadores de viola afamados da região e até de outros estados, onde o público se acomoda nestas toras de carnaúba colocados em forquilhas. Sempre é solicitado aos cantadores que narrem à história do fazendeiro Antônio Januario de Aquino, que em 11 de junho de 1927, pediu a Lampião que não deixasse seus homens fazerem mau a suas três filhas e ele foi atendido. A fundo da fotografia vemos os contrafortes da Serra de Martins.
Vista da Serra da Veneza, a partir da estrada que liga as cidades de Pilões e Martins. O ponto branco, bastante distinto na foto, localizado praticamente no meio da serra, é uma capela dedicada a São Sebastião e construída como uma promessa pelo fato de três familiares terem escapados incólumes das garras de Lampião.
Casa da Fazenda Morcego. Abandonada e sem conservação.
Uma entrevista, um diálogo sobre o cangaço, ou sobre a passagem de Lampião e seu bando pela região, é sempre foi sempre bem aceito pelos sertanejos, que em nenhuma ocasião se negaram a receber este pesquisador.
A capela de Santo Antônio. Construída 1901, estava em festa quando da passagem dos cangaceiros pela vila de Boa Esperança, atual município de Antônio Martins.
A Prefeitura Municipal de Antônio Martins criou uma insígnia honorífica, no formato de ma pequena placa de acrílico, personalizada, em honra das vítimas da passagem do Bando de Lampião.
Na ocasião em que visitamos Antônio Martins, tivemos oportunidade de presenciar o nosso amigo, o Secretário Municipal de Turismo e Cultura, Chagas Cristovão, entregando uma das ordens honorificas a um dos familiares de uma das vítimas da passagem do Bando de Lampião.
No Sítio Cruz, na zona rural de Frutuoso Gomes, encontramos o agricultor Glicério Cruz e sua família. Aos 96 anos, seu Glicério continua altivo e memorioso, onde recordou o medo das pessoas da região quando da passagem de Lampião e seu bando. Este agricultor participava da manifestação folclórica conhecida como Rei Congo, ou Rei do Congo, onde atuava no papel do monarca. Último remanescente deste grupo folclórico lamenta que a atual juventude não se interesse mais por este tipo de manifestação cultural.
Marcas deixadas pelos cangaceiros em uma das janelas da casa do Sítio Serrota.
Placa onde a comunidade de Lucrécia homenageia as vítimas do bando de Lampião.
Na zona rural desta cidade temos a casa do Sítio Serrota e os membros da família Leite na atualidade. Na noite de 11 de junho de 1927, o fazendeiro Egidio Dias da Cunha foi seqüestrado pelos cangaceiros e sua esposa, Donatila Leite Dias passou por sérios apuros.
Após o seqüestro de Egidio Dias, um grupo de parentes e amigos tentou buscar seu resgate na antiga vila de Gavião, atual município de Umarizal. No trajeto o grupo encontrou o bando de cangaceiros e três homens foram mortos. As margens da RN-072, este monumento, conhecido como “A cruz dos três heróis” marca o local do combate.
Na comunidade rural do sítio Caboré atua uma organização denominada Grupo Juventude Unida de Caboré, que atua no desenvolvimento da cultura local, utilizando principalmente o teatro como ferramenta e meio de expressão, através de um grupo de teatro denominado “Tribo da Terra”. Conhecemos o grupo e ficamos sabendo que eles desenvolveram uma peça teatral denominada “Na boca do povo e das almas”, onde tratam exclusivamente dos trágicos episódios vividos pela incipiente comunidade em junho de 1927. Este grupo de teatro, liderados pela estudante de pedagogia Adriane Maia Dias.
Na zona rural do município de Umarizal visitamos uma das mais belas e bem preservadas propriedades rurais existentes no trajeto, a Fazenda Campos, que foi invadida na manhã de 12 de junho de 1927.
O agricultor Pedro Regalado da Costa, memória viva da passagem do bando na comunidade Traíras, zona rural do município de Apodi.
O agricultor Pedro Regalado da Costa, memória viva da passagem do bando na comunidade Traíras, zona rural do município de Apodi.
Antiga casa grande da Fazenda Santana, atualmente prestes a desabar por falta de conservação. Aqui o prisioneiro Antônio Gurgel do Amaral teve o primeiro contato com Lampião.
Antonio Gurgel, neto e esposa.
Marcas do projeto em várias localidades do Rio Grande do Norte, como aqui em Itaú.
O agricultor João de Deus de Oliveira no caminho que segue para a Ladeira do Mato Verde, onde o bando de cangaceiros galgou a Chapada do Apodi.
No alto da Chapada do Apodi, com meu “Cavalo de aço”, atrás do rastro dos cangaceiros 83 anos depois.
No Sítio Arapuá, zona rural de Felipe Guerra, conhecendo um pouco dos fatos relativos à passagem do bando junto ao agricultor Edmundo Paulino da Silva (de óculos escuros) e seus familiares.
Na região do Sítio Carnaubinha, onde existia uma pousada conhecida como “pouso de Pregmácio”, atacada pelos cangaceiros, o senhor Francisco Barbosa de Lima, de 87 anos, conhecido em toda a região como “Caiolin”, aponta o caminho que seu pai afirmava ter sido originalmente percorrido pelo bando.
No Sítio Camurim, zona rural da cidade de Governador Dix Sept Rosado, junto a José Euzébio de Freitas, filho de Cícero Secundino, onde narrou como o bando levou um bom cavalo de seu pai.
Às margens da rodovia estadual RN-117, na atual zona rural do município de Mossoró, no Sítio Lagoa dos Paus, encontramos o agricultor Expedito Evangelista de Oliveira, que narrou as agruras que seu sogro, João Abdias de Araujo, passou junto ao bando.
Deitado na rede de uma das casas do Sítio Cajueiro, Lucas José da Silveira, nascido em 1924, narra os episódios que envolveram o seqüestro do seu parente Pedro José da Silveira, proprietário do lugar em 1927.
À direita vemos o amigo da cidade de Governador Dix Sept Rosado, Jonathan Halyson, que muito ajudou neste projeto. Ao seu lado este senhor conduz tropas de jumentos e burros entre as cidades da região.
Luís Ferreira da Silva, morador do Sítio Bonito, zona rural da cidade de Governador Dix Sept Rosado. Nascido em 19 de agosto de 1910, de aspecto frágil, possui, entretanto uma impressionante memória, onde ainda declama versos sobre lendas locais e a passagem dos cangaceiros pela região.
Feliz por estar a apenas sete quilômetros de Mossoró, na casa do Sítio Picada, invadida na manhã de 13 de junho de 1927, onde foi seqüestrado o fazendeiro Azarias Januario de Oliveira.
Seguindo pelas estradas existentes nas margens do Rio Apodi, os cangaceiros seguiram em direção a Mossoró.
Final do trajeto e uma pausa para uma última conversa.
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CONVITE: ATO SOLENE - SEMINÁRIO EM COMEMORAÇÃO AO DIA MUNDIAL DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL - PROGRAMAÇÃO


Prezadas(os) participantes,

As inscrições para o "ATO SOLENE - Seminário em Comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil" estão abertas.

O objetivo desta ação formativa é debater sobre a Erradicação do Trabalho Infantil, combate às piores formas de trabalho infantil e ações de incentivo à aprendizagem. Nesta oportunidade será lançada a publicação "Encontro Estadual das Ações estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil" e a Campanha #CHEGADETRABALHOINFANTIL com a Rede Peteca.

Informações:

Inscreva-se por meio do endereço 

https://goo.gl/forms/22UrkqeJYCe8im6d2 (copie o endereço no seu navegador) 

Faça sua inscrição GRATUITA! Contamos com sua presença!
Cordialmente,

PROGRAMAÇÃO 

1- 10h: ABERTURA DO ATO SOLENE:
2- 10h:45: Mesa de Debate: O combate ao Trabalho Infantil

PALESTRANTES: Paula Montagner (Fundação SEADE), Sérgio Aoki (Auditor-fiscal do Trabalho da SRTE-SP) e Elisiane dos Santos ( Ministério Público do Trabalho - PRT 2a Região)

Facilitação: Ligia Pimenta, Coordenadora de Desenvolvimento Social, SEDS

3- 12h:00 AÇÃO Da Campanha Chega de Trabalho Infantil
4- 12:30 14:00 Almoço
5- 14h Mesa: Combate às Piores Formas de Trabalho Infantil

PALESTRANTES: Luciana Temer (Instituto Liberta), Representante da Childhood Brasil, e João Camará

6- 15h:30 3ª Mesa: Incentivo à Aprendizagem

PALESTRANTES: João Batista Martins César ( Tribunal Regional do Trabalho - TRT 15ª Região) e Rosana Russo. 

17h - Encerramento

Floriano Pesaro
Secretário Estadual de Desenvolvimento Social
Deputado Federal

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CONVITE!

A foto é do acervo do pesquisador/historiador/ escritor João de Sousa Lima. Nela, vemos a ex cangaceira Aristéia Soares de Lima, dando-lhe aquele beijo.

CONVIDAMOS TODOS PARA NO PRÓXIMO DIA 30 DE JUNHO DE 2017 ASSISTIREM UMA PALESTRA COM O PESQUISADOR/HISTORIADOR JOÃO DE SOUSA LIMA, NA CIDADE DE ITAPETIM, PE.

João de Sousa Lima nasceu em São José do Egito, PE. Muito cedo, foi levado para Paulo Afonso, BA, onde hoje tem o título de pauloafosino.

É filho de Raimundo José de Lima e Rosália de Sousa Lima. Tendo três irmãos: José de Sousa Lima, Manuel José de Lima e Maria Bernadete Lima Santos.

É pai de duas filhas; Stéfany da Silva Sousa Lima e Letícia Sousa Lima.

É considerado um dos mais respeitados pesquisadores da História do Fenômeno Social Cangaço.

É Licenciado em História, ganhando notoriedade no meio artístico através dos elogiados livros: Lampião em paulo Afonso; A Trajetória Guerreira de Maria Bonita - a Rainha do Cangaço; Moreno e Durvinha - Sangue, amor e fuga no Cangaço; Lampião o Cangaceiro e está estourando com mais uma 'cria': Mulheres Cangaceiras - "A essência Feminina como questão de gênero". E outras obras sensacionais!!!

O TEMA A SER PALESTRADO É “AS MULHERES NO CANGAÇO”.



VEREMOS E OUVIREMOS NOSSO CONTERRÂNEO ‘VIAJAR’ NO TEMPO E NOS MOSTRAR O QUE LEVOU LINDAS MOÇAS SERTANEJAS A PARTICIPAREM DE UM GRUPO DE CANGACEIROS.

SÍNTESE BASTANTE IMPORTANTE PARA QUEM QUER REALMENTE SE APROFUNDAR NO ASSUNTO.

O EVENTO SE REALIZARÁ NA ‘CASA DA CULTURA ROGACIANO LEITE' COM HORÁRIO PREVISTO PARA SEU INÍCIO AS 17:00 HORAS.

“Desde o fim do cangaço, Aristéia permaneceu durante décadas no anonimato, tentando esconder o fato de que tinha feito parte do movimento liderado por Lampião, conduta que se percebeu comum entre ex-cangaceiros. Ela foi redescoberta em 2007, durante pesquisas do historiador e especialista em cangaço, João De Sousa Lima (...). Aristéia gostava de contar histórias sobre a amizade que viveu ao lado de Durvalina Gomes de Sá, conhecida como Durvinha (...).” “Ela nunca chegou a lutar ao lado de Lampião. Aristéia fazia parte do grupo de Antonio Moreno (marido de Durvinha) e dizia que só viu Lampião quando a cabeça dele e do grupo de cangaceiros foram expostas em uma escadaria em Piranhas (AL), após serem mortos em uma emboscada na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), em 1938...”

Fonte g1.globo.com
NÃO PERCAM.
SERÁ SENSACIONAL!!!!


2ª. Fonte: facebook
Página: Sálvio Roberto de Lima Siqueira 
Grupo: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=902373396569880&set=pcb.835833009914150&type=3&theater

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DONA DULCE MENEZES

Por José Mendes Pereira
Foto de Devanier Lopes

Esta é a cangaceira dona Dulce Menezes e filhas. Dona Dulce foi cangaceira aliada ao bando de cangaceiros do afamado capitão Lampião. Ela foi esposa do cangaceiro Criança, e é a única ex-cangaceira que ainda está viva, aliás, não existem mais nem cangaceiros e nem cangaceiras vivos, exceto ela. 

Parabéns, dona Dulce! Com mais de 90 anos continua lúcida. 

Fonte: facebook
Página: Devanier Lopes
Grupo: Ofício das Espingardas
Link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1474459655943799&set=gm.842050012625783&type=3&theater

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X FESMUZA SEGUE COM INSCRIÇÕES PARA TODOS OS CONCURSOS; CONFIRA!


Festival de Músicas Gonzagueanas, que será realizado nos dias 19 e 20 de agosto próximo.

Os artistas interessados poderão se inscrever para outros concursos culturais tais como: Concurso de Poesias em Homenagem ao Gonzagão (CONPOZAGÃO); Apologia ao Jumento; Homenagem ao Padre do Juazeiro; Lembrança do Ídolo; Corrida de São Severino; Prêmio A Carta; Louvor ao Vaqueiro e Missa do Vaqueiro.

As inscrições poderão ser realizadas até o final do mês de julho, através do email: chicocardoso.caldeirao@gmail.com , por correio ou pessoalmente através do endereço Rua Dr. José Guimarães Braga, 70, Vila do Bispo, Cajazeiras (PB).

Baixe os regulamentos dos concursos clicando nos documentos abaixo:

Da Redação


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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ENCONTRO ESTADUAL DE GEOGRAFIA



Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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quinta-feira, 8 de junho de 2017

LIVRO “O SERTÃO ANÁRQUICO DE LAMPIÃO”, DE LUIZ SERRA


Serviço
“O Sertão Anárquico de Lampião” (de Luiz Serra, Outubro Edições, 385 páginas, Brasil, 2016)
Valor do livro: R$ 50,00 (Frete fixo: R$ 5,00)

Através do e-mail anarquicolampiao@gmail.com
Informações: Luiz Serra – (61) 99995-8402 luizserra@yahoo.com.br
Assessoria de imprensa: Leidiane Silveira – (61) 98212-9563leidisilveira@gmail.com
Fontes: 

https://tokdehistoria.com.br/2016/08/17/na-capital-federal-lancamento-do-livro-o-sertao-anarquico-de-lampiao-de-luiz-serra/

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NOVO LIVRO "ECOS NA LITERATURA E CINEMA NORDESTINOS"


Já está disponível este excelente livro  
"ECOS NA LITERATURA E CINEMA NORDESTINOS" 
da escritora Vera Figueiredo Rocha. 
São 278 páginas.
 Preço R$ 40,00. 
Levarei para Piranhas - Alagoas 
Dia 25 de Julho de 2015
Pedidos: franpelima@bol.com.br

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JOSÉ LEITE DE SANTANA O CANGACEIRO JARARACA

Por José Mendes Pereira
Jararaca ao centro da foto

José Leite de Santana, conhecido por "Jararaca" nasceu no dia 5 de maio de 1901, em Sertânia no Estado de Pernambuco, mas foi registrado em Buíque no mesmo Estado, tendo sido assassinado na cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte, em 18 de junho de 1927). 

Túmulo do cangaceiro Jararaca

O cangaceiro Jararaca fez parte do bando de cangaceiros do afamado capitão Lampião, porém, entre 1920 e 1926, foi soldado do exército brasileiro, onde participou da Revolta Paulista de 1924, sob o comando de Isidoro Dias Lopes, mas deixou a farda para entrar para o cangaço, com uma participação neste grupo, bastante curta, pois no ataque à cidade de Mossoró, em junho de 1927, foi preso e justiçado (morto sumariamente sem julgamento, após 5 dias de prisão) pelo soldado João Arcanjo.

Túmulo do cangaceiro Jararaca

Em Mossoró, acredita-se que o cangaceiro Jararaca é um santo, pois antes de morrer, arrependeu-se dos crimes praticados,  e depois de morto, credita-se a ele algumas graças alcançadas, portanto, é considerado um santo popular na região de Mossoró.

Túmulo do cangaceiro Jararaca

Não se sabe se isto é real ou apenas admirado por pessoas bastante religiosas, que mesmo sabendo que ele foi um dos cangaceiros mais cruéis do bando de Lampião, confiam nele como um santo.

O escritor João de Sousa Lima visitando o túmulo do cangaceiro Jararaca

Acreditar que ele é realmente "santo" depende da fé de cada um, e sendo santo ou não, seu túmulo no Cemitério São Sebastião em Mossoró, é o mais visitado, principalmente no dia de finados. 

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QUANDO O AMANHÃ CHEGAR

*Rangel Alves da Costa

Li num cartão postal que a noite está terminando. E agradecido está por mais um dia vivido e vencido. Igualmente assim quando chegar o amanhã.
Se o amanhã chegar...
O amanhã aqui referido não diz respeito somente ao dia seguinte. Mas um amanhã significando todas as manhãs e dias da existência, enquanto sobre a terra existir.
Se este amanhã chegar...
Um amanhã que dure daqui a um, dois, cinco, dez, vinte, trinta anos ou mais. Um amanhã que seja a permanência entre as flores e os espinhos da estrada, entre as alegrias e os sofrimentos.
Mas se este amanhã chegar...
Mas supondo que este amanhã vá chegando a cada dia e assim se prolongue por muitos anos, que seja um amanhã refletindo a idade e a experiência alcançadas e não a angústia daquilo que não possível ser feito no passado.
Mas somente se este amanhã chegar...
Quando o amanhã chegar e se o amanhã chegar, haverá em mim um espelho refletindo tudo já conhecido e um girassol voltando suas pétalas à luz de cada instante presente.
Se o amanhã chegar...
Se o amanhã chegar e neste amanhã, que seja daqui a trinta ou cinquenta anos, certamente que não ocultarei a idade, a fragilidade, a dificuldade do passo nem a lágrima que sozinha descerá pelo rosto enrugado.
Mas só se o amanhã chegar... 


Se o amanhã chegar e um menino se aproximar com olhar estranho perante a velhice, compreenderei o seu espanto, porém sem qualquer vontade de lhe explicar o porquê de a vida ser assim. Desejarei apenas que alcance o mesmo amanhã.
Mas somente se o meu amanhã chegar...
Quando o amanhã chegar e no meu caderno de vida ainda restarem algumas páginas, nada mais escreverei senão sobre a felicidade de ter tanto vivido. Nada que faça recordar as angústias e aflições, mas somente as conquistas.
Se este amanhã chegar...
Quando o amanhã chegar e na minha cadeira de balanço ao entardecer de calçada eu estiver, não vou querer avistar horizontes com olhos entristecidos nem abrir velhos baús para relembrar o que me faça espantar o prazer do momento.
Se o amanhã chegar...
Quando o amanhã chegar e a vividez do meu pensamento ainda puderem buscar retratos de alegrias e contentamentos, então outra coisa eu não farei senão sentir ainda beijando bocas, abraçando corpos, acariciando seios, sugando sexos, tendo incontidos prazeres.
Mas apenas se o amanhã chegar...
Quando o amanhã chegar ainda não serei totalmente envelhecido se ainda sentir na boca o gosto do pirulito, o sabor da cocada, o prazer de um bolo de leite. Se sentir como se correndo nu pelas ruas em dias de chuvarada, dando batim das pedras grandes do riachinho.
Se o amanhã chegar...
Quando o amanhã chegar, ainda que nada mais possa realizar a partir do físico vigor, ainda assim feliz estarei pelo muito que sonhei, pelo muito que realizei, pelo muito que construí em meu nome e para o próximo.
Mas só se o amanhã chegar...
Se o amanhã chegar, mesmo que a solidão seja fiel companhia, jamais soltarei o braço de minha tão bela amada, jamais deixarei de estar juntinho dela e dizendo “te amo, te amo e te amo...”.
Mas somente se o amanhã chegar, pois se o amanhã não chegar, então que reste no epitáfio: Viveu!

Escritor
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