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segunda-feira, 31 de julho de 2017

TERIA LAMPIÃO MORRIDO ENVENENADO OU NÃO?

Por José Mendes Pereira
Benjamin Abraão Botto, Lampião e Maria Bonita

Eu que não conheço por total a história sobre cangaço, e o que eu tenho aprendido são fatos contados em livros pelos escritores e pesquisadores deste assunto, mas nunca é proibido para se falar algo que se imagina. 

Acho que o Virgolino Ferreira da Silva o Lampião morreu ali na Grota de Angico, no Estado de Sergipe, naquela madrugada fria e triste, do dia 28 de julho de 1938, por determinação da própria natureza, e assassinado, não envenenado como muitos afirmam. Mas cada um tem a sua opinião e ninguém tem o direito de bater o martelo no prego e dizer: "Não foi assim, foi assim como eu estou dizendo". 

Nós que somos todos fábricas de erros e de enganos devemos respeitar o que os nossos colegas de batalha pela cultura dizem sobre este tema que é "Cangaço". Não precisa nenhum de nós usar a arrogância, pois quando uma pessoa a usa, torna-se o maior rude entre os homens.  

O pesquisador do cangaço Paulo George Dias nos trás uma série de informações sobre a morte de Virgolino Ferreira da Silva o Lampião. Vamos acompanhar cuidadosamente uma por uma, o que ele nos entrega. 

79 ANOS DE MORTE DE LAMPIÃO -  FATOS QUE CONFIRMAM TRAIÇÃO E VENENO


1 - Todo comando do Estado de Alagoas sabia dos "negócios" entre o tenente João Bezerra da Silva e Lampião.

2 - O fazendeiro Zé das Emendadas (Fazenda Emendadas) vivia acuado, pois a polícia desconfiava dele ser coiteiro de Lampião. Ele marcou um encontro com o tenente José Lucena em Santana do Ipanema no Estado de Alagoas, por segurança na sua vida, e este encontro foi na casa do padre Bulhões, na presença de sua mãe. 
O fazendeiro afirmou que não estava aguentando mais matar tantas galinhas e bodes para polícia e cangaceiros.

Tenente João Bezerra

Disse que várias vezes Lampião e o tenente João Bezerra passavam toda noite em sua fazenda jogando baralho numa grande mesa da sala, até o dia amanhecer. 

3 – O alto comando de Alagoas deu ordens severas ao tenente José Lucena dizendo que: "Resolva isso de uma vez por todas". 

Tenente José Lucena. Este é responsável pela morte do pai de Lampião

4 - Lucena procura João Bezerra e lhe diz que ele tem uns dias para resolver tudo aquilo, se não, seria expulso da polícia.

Coiteiro Pedro de Cândido acusado de ter traído o amigo Lampião

5 - João Bezerra procura o rapaz Pedro de Cândido, rapaz que Lampião gostava e confiava, e o convence a levar veneno para a barraca de Lampião, pois o facínora confiava muito nele. 

6 - Pedro vai até a cidade e compra veneno para matar raposa, que era vendido com facilidade a fazendeiros.

7 - Pedro sob ameaça leva os mantimentos para o Angico, e lá toma umas doses da bebida, fazendo com que Lampião não desconfiasse de veneno. 

Maria Bonita

Continua: - Na manhã do dia 28 de julho, Maria Bonita coloca a panela de barro no fogo e prepara o café. Lampião com um caneco com água, lava a boca com três goles, com o café preparado, Lampião ao tomar dois goles, solta o copo e sai às pressas para tolda (barraca) com a mão no estômago. 

O cangaceiro Patury o acompanha, seguido por Maria Bonita que se reclamava que a boca estava ardendo. Chegando na barraca Lampião deita na rede, com os pés fora e já revirando os olhos, Maria Bonita grita, "Corre Luiz pedro, Lampião está morrendo!". Luiz Pedro ao chegar, grita que Lampião está morto. 

Luiz Pedro

8 - A volante estava nos arredores e com a gritaria dos cangaceiros, iniciam os tiros.

9 - Bezerra não participou do tiroteio forjado do Angico, ficou de fora, esperando a hora do veneno dar efeito, depois desceu.


10 - Pedro de Cândido e seu irmão Durval Rosa estiveram no Angico na mesma semana, com uma preciosa carga no lombo de jumentos. A carga era muitas balas novas, enviadas para Lampião por João Bezerra.

11 - Os rapazes das canoas que desceram com a volante de Piranhas para o Angico, receberam ordens de voltarem para o lado alagoano (talvez para não perceberem nada).

12 - João Bezerra ao chegar no hospital em Maceió, o exame constatou que ele não foi baleado na perna em momento algum. Bezerra fingiu está baleado para forjar um tiroteio.

13 - Depois do ataque (que nunca existiu) no Angico, Pedro foi incorporado na polícia de Alagoas, como cabo, promessa de Bezerra, caso o plano desse certo.

14 - Alguns soldados embriagados, soltaram a língua na região que foram para o Angico atirar em defuntos.

15 - Pedro de Cândido disse ao fazendeiro Gerson Maranhão (primo de Lucena), que levou veneno para barraca de Lampião e que ele (Lampião) morreu foi envenenado. 

16 - Gerson Maranhão procura seu primo Lucena e conta que Pedro estava conversando demais. O tenente Lucena diz que vai dar um jeito.

17 - O coiteiro Pedro de Cândido tinha uma companheira em Piranhas de Baixo, e numa noite, Pedro ao retornar, foi atacado por um homem que desferiu 19 facadas. O homem foi preso, absorvido e desapareceu misteriosamente. Teria sido queima de arquivo?


18 - Sargento Aniceto que esteve no Angico, não ficou satisfeito com o acordo de Bezerra, que lhe prometeu os bornais de Maria Bonita cheios de joias, e falava que Lampião foi envenenado. Foi expulso da polícia por disciplina, terminou matando a mulher, foi preso e sumiu misteriosamente.


19 - Depoimentos do valente e temido Nazareno Euclides Flor, diz que esteve no Angico com alguns soldados, e vendo os corpos sem cabeças, conheceu o corpo de Lampião, pediu ao soldado que abrisse a camisa. Feito isso, viu o sinal embaixo do peito esquerdo que Lampião tinha. 

Odilon Flor, Euclides Flor, Manoel Jurubeba e Pedro Tomaz

Euclides Flor disse que o que chamou a atenção dele e de todos, foi a quantidade de urubus mortos e outros sem poder voar, por terem comido as vísceras dos defuntos. Euclides se emocionou, e um soldado perguntou-lhe por que aquilo? Ele respondeu emocionado que um homem valente da qualidade de Lampião era para morrer brigando, não traído, envenenado.

20 - Os legistas de Maceió ao realizarem exames nas cabeças de Lampião e Maria Bonita não divulgaram o resultado. Foi guardado em segredo por décadas. Depois no ano de 1962, os jornais divulgaram o resultado da autopsia. Veneno.

21 - Lampião tão esperto que era, como iria ser abatido tao rápido com sua fiel companheira e mais 9 pessoas, e bem próximo, como a polícia relatou que chegaram bem perto da tolda? Lampião foi envenenado.

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MOTE: DEUS DEIXOU CEM POR CENTO DA BELEZA ENCANTANDO AS PAISAGENS DO SERTÃO. ( FRANCISCO EVANGELISTA) GLOSA: DULCE ESTEVES


Não sei se é um quadro ou esculturas
Em todo lugar por lá eu me encantei
Olhando para o céu quando logo avistei
Um gavião peneirando nas alturas
Com certeza é celestiais pinturas
As cenas que compõem esse torrão
Ao pintá-la Cristo não usou borrão
Em tela digna duma realeza
Deus deixou cem por cento de beleza
Encantado as paisagens do sertão!

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LANÇAMENTO DA REVISTA ITAYTERA DE N 46.

Por Heitor F. Macêdo

Em setembro de 2017 será lançada a Revista Itaytera de n 46, completando 62 anos de sua publicação, e, por isso, sendo a revista mais antiga do Cariri em circulação. Esta edição será alusiva aos 200 anos da Revolução (para alguns, Rebelião) Liberal de 1817, ocorrida nas Vilas do Crato e Jardim, as quais açambarcavam os territórios dos demais municípios do Vale do Cariri. Não se trata de uma crônica inútil, mas de um fato, atualmente, pouco debatido, estudado e comemorado na dita região. O Instituto Cultural do Cariri (ICC), em seu esforço franciscano e por obrigação estatutária (art. 2, alínea d), dá voz, mais uma vez, a um fato importante, e, assim, cumpre sua parte como um dos guardiões da memória caririense. 


Segundo João Brígido, foi a dita Revolução que ensejou o surgimento do primeiro partido político do Ceará (In Miscelânea Histórica, p. 86). Não seria exagero também dizer que foi a Revolução de 1817 a responsável por definir os alicerces das modernas instituições estatais do Brasil, como a República, o pluripartidarismo, o constitucionalismo, a liberdade de imprensa, os direitos e garantias fundamentais, a divisão dos três poderes (ou funções), etc.

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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domingo, 30 de julho de 2017

LIVRO "LAMPIÃO A RAPOSA DAS CAATINGAS"


Depois de onze anos de pesquisas e mais de trinta viagens por sete Estados do Nordeste, entrego afinal aos meus amigos e estudiosos do fenômeno do cangaço o resultado desta árdua porém prazerosa tarefa: Lampião – a Raposa das Caatingas.

Lamento que meu dileto amigo Alcino Costa não se encontre mais entre nós para ver e avaliar este livro, ele que foi meu maior incentivador, meu companheiro de inesquecíveis e aventurosas andanças pelas caatingas de Poço Redondo e Canindé.

O autor José Bezerra Lima Irmão

Este livro – 740 páginas – tem como fio condutor a vida do cangaceiro Lampião, o maior guerrilheiro das Américas.

Analisa as causas históricas, políticas, sociais e econômicas do cangaceirismo no Nordeste brasileiro, numa época em que cangaceiro era a profissão da moda.

Os fatos são narrados na sequência natural do tempo, muitas vezes dia a dia, semana a semana, mês a mês.

Destaca os principais precursores de Lampião.
Conta a infância e juventude de um típico garoto do sertão chamado Virgulino, filho de almocreve, que as circunstâncias do tempo e do meio empurraram para o cangaço.

Lampião iniciou sua vida de cangaceiro por motivos de vingança, mas com o tempo se tornou um cangaceiro profissional – raposa matreira que durante quase vinte anos, por méritos próprios ou por incompetência dos governos, percorreu as veredas poeirentas das caatingas do Nordeste, ludibriando caçadores de sete Estados.
O autor aceita e agradece suas críticas, correções, comentários e sugestões:

(71)9240-6736 - 9938-7760 - 8603-6799 

Pedidos via internet:
Mastrângelo (Mazinho), baseado em Aracaju:
Tel.:  (79)9878-5445 - (79)8814-8345
franpelima@bol.com.br

Clique no link abaixo para você acompanhar tantas outras informações sobre o livro.
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VIAGEM CULTURAL ETAPA VII

Por Benedito Vasconcelos Mendes

ABERTURA DO "SERTÃO CANGAÇO 2017" Promovido pela: SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DE PIRANHAS - AL

Após a abertura do evento pela Prefeita Municipal de Piranhas, Senhora MARISTELA SENA DIAS, o Presidente da SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, PROFESSOR BENEDITO VASCONCELOS MENDES fez a entrega da Comenda "ALCINDO ALVES COSTA" a quatro personalidades que pesquisam o tema cangaço: 
- JAIRO LUIZ OLIVEIRA (Organizador do Sertão Cangaço)
- PAULO MEDEIROS GASTÃO (fundador da SBEC)
- ADERBAL SIMÕES NOGUEIRA (famoso documentarista de episódios do cangaço)
- ÂNGELO OSMIRO BARRETO (historiador do cangaço).
FOTOS
01 - Logomarca do SBEC
02 - Presidente da SBEC 
03 - 04 - Comenda "Alcindo Alves Costa"
05 - Prefeita da cidade de Piranhas
06 - Evento
07 - Agraciados
08 - Presidente da SBEC, a Prefeita e um dos agraciados




Prefeita de Piranhas





Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço Benedito Vasconcelos Mendes

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A CULTURA RENASCIDA EM POÇO REDONDO

*Rangel Alves da Costa

Ultimamente - e graças a Deus -, ventos bons vêm soprando sobre a cultura de Poço Redondo. O que se tem visto é um verdadeiro renascimento do senso de pertencimento histórico-cultural do poço-redondense.
Neste aspecto, o que se tem visto é uma afloração do orgulho sertanejo, do senso de valorização do passado e presente, algo bem característico naqueles que reconhecem e valorizam a história, a cultura e as tradições do seu lugar.
Verdadeiramente nunca se teve uma juventude poço-redondense tão engajada na valorização das riquezas de seu berço de nascimento ou de acolhimento. A todo instante se percebe um interesse maior de jovens perante as potencialidades do seu rincão sertanejo.
Como dito, bons ventos sopram. E que venham mais sopros de ânimo, de busca, de procura, de interesse. As escolas parecem que, enfim, descobriram que o patrimônio de Poço Redondo é de riqueza e tamanho imensuráveis.
No passado, de vez em quando surgia uma feira cultural, uma semana cultural, ou eventos pontuais, onde as riquezas históricas e culturais do município eram expostas aos participantes e visitantes. Mas agora tudo isso é feito quase que diariamente.
Mesmo sem qualquer apoio ou patrocínio dos poderes públicos, o Memorial Alcino Alves Costa se tornou quase como uma obrigatoriedade a todos aqueles que desejam conhecer mais das raízes sertanejas e até conhecer um Poço Redondo de outros idos.
Talvez não tenha sido o Memorial Alcino Alves Costa o responsável por esse despertar histórico e cultural do poço-redondense, mas certamente foi através dele que Poço Redondo passou a se reconhecer ainda mais e a se valorizar muito mais.
Só para recordar, no passado não havia sequer um pequeno museu que contasse qualquer coisa da saga sertaneja. Hoje é diferente. O Memorial recebe a visita constante de estudantes universitários, de alunos da rede estadual e municipal, bem como pesquisadores, escritores e muitos outros que logo se encantam com seu acervo.
As escolas e outros centros de ensino também têm cumprido um papel importantíssimo neste despertar histórico e cultural. Toda vez que um professor propõe uma tarefa que envolva algum tipo de conhecimento sobre a própria localidade, certamente estará ativando o senso de pertencimento no filho da terra.
E assim por que, em cada um, passa a surgir um orgulho bom de ter nascido numa terra de tão vastas e imensas riquezas. Quem não gosta de ter nascido na terra de Zé de Julião, de Zefa da Guia, das belezas ribeirinhas, da rica saga cangaceira, de Alcino e Dionizio Cruz e tantos outros ilustres, da estrada percorrida pelo Conselheiro, da Capela de Santo Antônio do Poço de Cima?
Quem não sente orgulho de dizer que é filho da terra onde estão fincadas a Gruta do Angico e a Fazenda Maranduba, onde mora e trabalha o Mestre Tonho, onde se mostra imponente o Casarão de Bonsucesso, onde ainda há Cavalhada, Reisado, São Gonçalo, onde toda uma juventude e mocidade um dia trilharam os passos do Capitão Lampião, berço do Xaxado na Pisada de Lampião? Terra de Adília, de Sila, de João Paulo do Alto.
Só para citar alguns exemplos, outro dia, a Escola Justiniano de Melo e Silva promoveu um maravilhoso evento para homenagear as raízes catingueiras do poço-redondense. Os alunos de Pedagogia do IETC promoveram exposições e debates sobre o patrimônio histórico e cultural do município. Tudo isso é de suma importância.
O tema cangaço, mesmo na dita Capital do Cangaço, sempre foi menosprezado por muitos. Mas agora, de forma até inesperada, o que se tem é uma verdadeira adoração pela saga cangaceira no município. Tanto assim que a caravana de Poço Redondo no Cariri Cangaço Exu (realizado entre 20 e 23 de julho) foi uma das maiores e mais engajadas. Significa dizer que o poço-redondense está chamando para si a responsabilidade pela sua própria história.
E a partir de agora certamente que tudo irá aflorar cada vez mais forte. Em junho de 2018 haverá o Cariri Cangaço Poço Redondo e não há dúvidas de que a própria comunidade poço-redondense chamará para si a responsabilidade de promover o maior evento cangaceiro de todos os tempos.
Então, que os bons ventos continuem soprando.

Escritor
blograngel-sertao.blogspot.com 

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73 ANOS DA MORTE DO CANGACEIRO ANTONIO SILVINO

Por Ruberval Sousa

Hoje 30 de julho, fazem 73 anos da morte do cangaceiro Antônio Silvino pernambucano de Afogados da Ingazeira em Pernambuco que está sepultado no Cemitério do Monte Santo em Campina Grande. 

O famoso cangaceiro rifle de ouro Antonio Silvino que foi o primeiro rei do cangaço portanto história que se faz presente.






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Ruberval Sousa

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A ESTÁTUA DE SANTA RITA DE CASSIA, NA CIDADE DE SANTA CRUZ (RN).

Por Detinha Tavares

A estátua de Santa Rita de Cassia, na cidade de Santa Cruz (RN), é a maior estatua das Américas... É também a maior estátua católica do mundo.

É, portanto, maior que a de Padre Cícero de Juazeiro, Ceará, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro e até que a estátua da Liberdade, nos Estados Unidos.


Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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CANUDOS: UMA VILA FLORESCENTE E RICA.

Por José Gonçalves do Nascimento

SINOPSE

Sob a destacada liderança de Antônio Vicente Mendes Maciel, o arraial de Canudos foi a tentativa bem sucedida de implantação de uma nova ordem social, em contraposição a todas as formas opressoras de poder.

Perdido em meio à vasta caatinga, o povoado tornar-se-ia, em pouco tempo, um dos maiores aglomerados populacionais do estado da Bahia, chamando a atenção do Brasil inteiro. Seu caráter de comunidade autônoma e autossuficiente logo despertou a ira das elites brasileiras, culminando no maior confronto armado já ocorrido em território nacional.

Era a epopeia de Canudos.

Os efeitos da guerra foram de tal modo devastadores que, por décadas sucessivas, os moradores da região recusaram-se a tratar do ocorrido. Reféns do trauma e do medo, muitos sertanejos preferiram permanecer em silêncio, tornando-se indiferentes ao seu passado de luta.

Mas, algumas iniciativas voltadas para o resgate da memória sertaneja têm procurado superar o conceito errôneo e deturpado a que fora relegada a memória de Canudos e devolver ao povo do sertão o verdadeiro significado da comunidade fundada por Antônio Conselheiro.


Autor: José Gonçalves do Nascimento
Editora: Lura
Assunto: história do Brasil-Canudos
ISBN: 978-85-86261-89-3
Ano: 2016
Nº de páginas: 144
Preço: R$ 35,00
Atendimento pelos Correios
Telefone: 11 977371-1058

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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LUTO EM MOSSORÓ

Por Lindomarcos Faustino

Ontem, sábado, 29 de julho de 2017, o Estado do Rio Grande do Norte, em especial a cidade de Mossoró perdeu o desportista e ex-vereador Lupercio Luiz Azevedo​, grande amigo e colaborador do grupo Relembrando Mossoró. Ele faleceu aos 71 anos de idade, em Natal-RN, quando sofreu um infarto, chegado a ser socorrido, mas não resistiu. O seu velório acontecerá no Centro de Velório Morada da Paz, em Emaús, Parnamirim, e o corpo será cremado nesta domingo e as cinzas será jogadas na Praia de Tibau-RN.

Lupércio Luiz de Azevedo nasceu no dia 21 de janeiro de 1946, no município de Mossoró; filho de Luiz Mariano de Azevedo e Maria Neuza de Azevedo.

Ele é um grande desportista, sendo um ex-atleta, onde iniciou muito cedo no futebol, tendo atuado no Fluminense de Lagoa do Mato; no Potiguar, onde conquistou o tricampeão, e ainda defendeu as cores do Ipiranga, Ferroviário e Baraúnas. Além de ter dirigido a Liga Desportista Mossoroense – LDM, a Liga Mossoroense de Futebol de Salão e a Associação Atlética Banco do Brasil – AABB. É formado em Economia pela Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte – FURRN, sendo ele ex-vereador da Câmara Municipal de Mossoró, quando ocupou uma cadeira, no período de 1988 a 1991. Escreveu quase uma dezena de livros, relacionado ao esporte, que era sua maior paixão.

Ele atuou em várias emissoras do Estado do Rio Grande do Norte, na função de comentarista esportivo; em 1991 comandou o programa “Espaço Aberto”, no horário de 12 às 13h, na Rádio Resistência FM; ainda ocupou por três anos as funções de Gerente Executivo da Juventude, Esporte e Lazer do município de Mossoró, na última gestão do Prefeito Jerônimo Dix-huit Rosado Maia. Atualmente era comentarista esportivo na FM-98, de Natal.

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VIAGEM CULTURAL ETAPA VI PARTE II


VISITA A HIDRELÉTRICA DE XINGÓ E AS CIDADES DE CANINDÉ DE SÃO FRANCISCO-SE E PIRANHAS-AL

Visitamos no Bairro Xingó, o centro de atendimento ao turista, onde assistimos um vídeo sobre a construção da referida hidrelétrica. A cidade de PIRANHAS vista do Bairro Xingó é belíssima e quando observada durante a noite, parece uma lapinha. É uma cidade histórica, que foi visitada pelo Imperador D. Pedro II em 1859. De Piranhas, também saiu a volante comandada pelo Tenente da Polícia João Bezerra, que matou Lampião, Maria Bonita e mais 9 cangaceiros na grota de angico, no município de Poço Redondo, em Sergipe.




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APRESENTAÇÃO PRIMEIRA BIOGRAFIA ERUDITA DO REI DO CANGAÇO

Por José Romero de Araújo Cardoso

Virgulino Ferreira, o Lampião, assumiu em agosto de 1922 a chefia do bando de Sebastião Pereira da Silva (Sinhô Pereira), e quatro anos após ascender ao grau máximo do banditismo rural, sertanejo, teve sua vida parcialmente biografada no Estado da Paraíba. Antes, a literatura popular, através dos inúmeros cordelistas já o havia imortalizado.
          
Escrita por encomenda do então presidente do Estado. Dr. João Suassuna e subsidiado pelo então deputado e chefe político de Princesa, “coronel” José Pereira Lima, a primeira biografia erudita de Lampião é de autoria do jornalista Érico Gomes de Almeida, que militou por oito anos seguidos no matutino paraibano “O Norte”.
          

Deixando a redação do referido veículo de comunicação, Almeida foi incorporado ao funcionalismo público, engajando-se na campanha de combate à lagarta rosada. O Ministério da Agricultura mantinha escritório no município de princesa, visando debelar a praga que ameaçava o principal produto na pauta de exportações da Paraíba à época. Com o término do governo Epitácio Pessoa na presidência da república, a gestão sucessora desestruturou diversas políticas fomentadas por sua administração. Desempregado, Érico de Almeida aceitou a subvenção do governo da Paraíba e do “coronel” José Pereira para sua importante contribuição à história regional.
          
Devido ao caráter apologético definido na obra, Almeida foi confundido por Mário de Andrade como sendo um pseudônimo utilizado por Suassuna, o que não era verdade.
          
A importância da primeira biografia erudita de Lampião reside justamente em seu pioneirismo e nos dados colhidos in loco. Reeditá-la significa, antes de tudo, resgatar uma preciosidade da nossa historiografia esquecida nas brumas do tempo.

JOSÉ ROMERO DE ARAÚJO

Membro da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço

FONTE: ALMEIDA, Érico de. Lampeão, sua história. João Pessoa: Editora Universitária, 1996. 128 p. Edição fac-similar de 1926.

Enviado pelo autor

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ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES MOSSOROENSES - ASCRIM






Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzaguiano José Romero de Araújo Cardoso

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