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sábado, 7 de julho de 2018

GERAÇÃO BELGA BRILHA, DESMANCHA BRASIL DE TITE E FRUSTRA O SONHO DO HEXA...


Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone.

Do UOL, em Kazan (Rússia)
06/07/2018 16h53

Motivo de intermináveis discussões entre brasileiros nos últimos anos, a Bélgica e sua “ótima geração” encerraram o sonho do hexacampeonato na Rússia nesta sexta-feira (6), em Kazan. Com gols de Fernandinho, contra, e De Bruyne, todos no primeiro tempo, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 e deixou a Copa do Mundo de 2018 bem antes que sua torcida imaginava. Renato Augusto foi o responsável pelo gol de consolação brasileiro.


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Em dia de Neymar muito abaixo do normal e grande atuação de Lukaku, a Bélgica desmanchou a defesa brasileira, ressentida da ausência de Casemiro e com Fernandinho, quatro anos depois, em mais uma atuação trágica. O Brasil só encontrou esperança com Renato Augusto, que diminuiu o marcador, mas a semifinal contra a França ficará a cargo dos belgas em uma Copa que agora é só de seleções europeias.

A eliminação contra um rival que tem jogadores em quase todas as grandes equipes da Europa se deu em noite atípica em quase dois anos da era Tite. O Brasil não havia sofrido dois gols em nenhum jogo sob seu comando e não havia perdido com time completo em campo até a fatídica eliminação em Kazan.

O melhor: Lukaku

Imagem: Francisco Seco/AP

O centroavante belga que fala português foi verdadeiro trator em Kazan. Lukaku, quase um ponta direita na proposta de jogo de seu time, travou um duelo firme com Miranda, que se desdobrou em disputas contra ele. Lukaku, porém, prendeu bolas, deu arrancadas e praticamente matou o confronto com a assistência para De Bruyne marcar.

O pior: Fernandinho

Imagem: Buda Mendes/Getty Images.

Novidade na escalação do Brasil por suspensão de Casemiro, o substituto teve mais uma noite para esquecer em Mundiais. O volante adorado por Pep Guardiola anotou o gol contra que desmanchou o time brasileiro, não conseguiu conter Lukaku no segundo gol e a partir disso somou decisões erradas, ansioso por uma redenção dentro do próprio jogo. Foi o segundo contra do Brasil em Copas, depois do feito por Marcelo, contra a Croácia, em 2014. 

Neymar manca, pede pênaltis e some na hora da decisão

Imagem: Buda Mendes/Getty Images

Na Copa que parecia dele, aos 26 anos, Neymar não conseguiu vencer a Bélgica que poucos espaços concedeu. O primeiro tempo foi regular, mas o segundo foi provavelmente seu pior na Copa. O camisa 10 errou domínios, passes bobos e se reencontrou com um artifício que atrapalha seu jogo. Pediu pênaltis enquanto não via as coisas funcionarem. Nos acréscimos, um belo chute quase marcou o empate, mas encerrou um Mundial em que ele, de novo, não chegou à semifinal e em que sofreu com dores no pé operado do começo ao fim.
  
Roberto Martínez libera trio ofensivo e desmancha o Brasil com formação inédita.

O treinador espanhol que comanda a Bélgica fez mudanças profundas depois de quase ser eliminado pelo Japão nas oitavas de final. O sistema com linha de cinco na defesa foi alterado para quatro defensores, com Vertonghen, zagueiro de origem, na lateral esquerda. A área foi bem protegida por Witsel e ainda Fellaini e Chadli, novidades. O ataque ficou a cargo de De Bruyne, como armador a explorar os espaços de Fernandinho, e Hazard e Lukaku como atacantes. O Brasil nunca conseguiu ser firme como antes diante desse trio protagonista do Campeonato Inglês. 

Início bom do Brasil dura pouco e vale nada após gol da Bélgica.

Os primeiros minutos do jogo em Kazan foram de perigo para o Brasil, que teve oportunidades claras com Thiago Silva, que acertou a trave, e Paulinho, que não conseguiu arrematar a gol em disputa na área. Durou pouco o domínio: com 13min, Fernandinho colocou contra as próprias redes em raspada de cabeça e inaugurou o marcador a favor da Bélgica. O lance mudaria a etapa inicial e ditaria o placar do jogo.  

Gol contra de Fernandinho é a bola parada que assombra o Brasil e a Copa

Imagem: Laurence Griffiths/Getty Images

Até então, seis gols sofridos na era Tite. E tal qual o anotado contra por Fernandinho, a bola parada como vilã já havia pintado em quatro oportunidades. O caminho foi aberto da maneira como tem sido muito comum no Mundial da Rússia e da mesma forma como a França, mais cedo, fez seu primeiro gol sobre o Uruguai. O índice dos gols nesse tipo de lance é superior a 45% de todos feitos no Mundial.

Desvantagem faz Brasil se perder. A Bélgica aproveita e amplia

Imagem: Frank Augstein/AP

O gol contra de Fernandinho, e seu descontrole na sequência, fez o Brasil se perder psicologicamente e o equilíbrio do time foi abaixo. Enormes clarões se abriram no meio-campo e a recomposição ruim foi aproveitada pela Bélgica. Em lindo lance de Lukaku, que venceu Fernandinho e arrancou justamente nesse buraco, De Bruyne recebeu e, de fora da área, acertou um chutaço sem qualquer chance para Alisson.
Brasil pede pênalti, mas VAR manda seguir.

A seleção brasileira chegou a pedir pênalti aos 10 minutos do segundo tempo, quando Gabriel Jesus tentou driblar Kompany dentro da área e foi derrubado. O árbitro Milorad Mazic consultou o árbitro de vídeo, mas mandou a partida seguir na sequência.

Antes disso, um lance envolvendo Neymar também fez o técnico Tite pedir que a tecnologia fosse utilizada. Neymar invadiu a área e caiu. O árbitro mandou a partida seguir e o próprio atacante pediu para que os jogadores da seleção brasileira não reclamassem. Já no fim, o camisa 10 voltou a pedir penalidade em um empurrão na área, mas nada foi marcado.

Tite manda o time com tudo à frente, mas insiste em Fernandinho

Imagem: Michael Regan - FIFA/FIFA via Getty Images

Sem sucesso na proposta de jogo inicial, Tite ainda no primeiro tempo alterou o 4-1-4-1 para o 4-4-2 que marcou a vitória sobre o México. No intervalo, Firmino, o principal reserva brasileiro na Copa, entrou para aumentar o poder de fogo do ataque, e minutos depois foi Gabriel Jesus quem saiu para que Douglas Costa desse mais energia pela ponta. A última cartada foi Renato Augusto, que incendiou o jogo com um gol. Já Fernandinho, o pior em campo, seguiu até o final.

Renato Augusto comanda reação, mas Brasil não tem forças para empatar

Acionado para a vaga de um Paulinho que deixa a Copa do Mundo com mais uma atuação ruim, Renato encontrou as redes aos 30min: um bonito lançamento de Coutinho parou na cabeçada dele, que venceu Courtois e incendiou a torcida. O Brasil teve pelo menos mais quatro chances, com Renato, Firmino, Coutinho e por fim Neymar, que no suspiro final viu o goleiro belga, gigante, impedir o empate.

Suspensão de Casemiro desequilibra o meio-campo do Brasil

Entre os grandes responsáveis pelo sucesso defensivo da zaga brasileira nos primeiros quatro jogos, Casemiro foi uma ausência muito sentida. As coberturas perfeitas, a leitura defensiva e a força física dele foram substituídas por um jogo que Fernandinho certamente tentará esquecer. Das tribunas, o volante que levou cartão tolo contra o México certamente lamentou não poder ajudar o Brasil.

Russo do meme comparece ao estádio

Imagem: Divulgação/CBF
A torcida brasileira contou com um reforço em Kazan. O russo Yuri Torsky, que ficou conhecido durante a partida contra o México nas oitavas como o “Psicopata do hexa”, assistiu ao duelo contra a Bélgica no estádio. Antes do jogo, ele já havia participado do “esquenta” da torcida brasileira junto com o Canarinho Pistola.
FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 x 2 BÉLGICA
Local: Arena de Kazan, em Kazan (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira)
Horário: 15h (de Brasília)

https://esporte.uol.com.br/futebol/copa-do-mundo/2018/noticias/2018/07/06/brasil-x-belgica.htm

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VILA BELA EM CHAMAS ORIGEM DAS QUESTÕES ENTRE PEREIRAS ECARVALHOS

Por Luiz Lorena

No início do ano de 1904, assumiu a paróquia de Vila Bela, monsenhor Afonso Antero Pequeno, culto e bravo sacerdote, filho do Cariri cearense.

Desde o ano de 1901, o sul do Ceará vivia um período de inquietação política, que durou por duas décadas.

Naquele mundo de canaviais, os coronéis alimentados pela rapadura, fizeram valer a força do bacamarte.

Vindo daquele mundo, mais precisamente do Crato, logo que chegou à Vila Bela, monsenhor Afonso Antero Pequeno, pediu às lideranças políticas locais armas, munição e jagunços para ajudar ao primo, o coronel Antônio Luiz Alves Pequeno na luta pela deposição do coronel José Belém de Figueiredo, que na época ocupava o cargo de vice-presidente (vice-governador) do Estado.


O coronel Antônio Pereira, líder da família Pereira, negou-se categoricamente a participar dessa bravata. A família Carvalho concordou com o Monsenhor em tudo e decidiu mandar Antônio Clementino de Carvalho (Antônio Quelé) com um grande contingente armado, tendo à frente o próprio sacerdote.

Iniciado o tiroteio no mês de junho de 1904, só após 55 horas de combate o coronel Belém recuou e fugiu.


O Monsenhor voltou a Vila Bela, trazendo a ideia fixa de derrotar a família Pereira, na eleição municipal do período seguinte. Mais uma vez o Monsenhor foi vitorioso, participou da eleição municipal, elegendo-se prefeito.

Em uma visita que lhe fizera, na cidade de Vila Bela, Antônio Quelé assassinou em praça pública o delegado de polícia Manoel Pereira Maranhão. No júri de Quelé, além do advogado que contratou, o Monsenhor participou pessoalmente da tribuna de defesa.

Os crimes políticos tanto em Vila Bela como no Crato, tornaram-se mais frequentes e mais bárbaros.

Em Vila Bela, seus correligionários mandaram matar de emboscada um patriarca dos Pereira, o ex-prefeito Manoel Pereira da Silva Jacobina, (Foto abaixo).

A frustração perturbava o Monsenhor de tal maneira que renunciou ao mandato de prefeito, entregando o município ao vice, o fazendeiro José Alves da Silveira Lima, com recomendação de proceder com serenidade. Logo depois se transferiu para cidade de Garanhuns, onde faleceu.

Antes, porém, plantou no solo fértil de Vila Bela, a semente do banditismo, a qual resultou na formação de grupos de cangaceiros como os de Sinhô Pereira e Lampião. Daí diz-se que, com monsenhor Afonso, começou a época do obscurantismo no sertão do Pajeú, vigente até 1930.

Do Livro: Serra Talhada 250 Anos de História, 150 Anos de Emancipação Política.
De: Luiz Lorena

Transcrito por José João Souza - Grupo Lampião, Cangaço e Nordeste (Facebook)

http://lampiaoaceso.blogspot.com/2018/07/vila-bela-em-chamas.html

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IMPERDÍVEL!

Por José Bezerra Lima Irmão

De 10 a 12 de julho, a partir das 8h, no Auditório Kátia Mattoso da Biblioteca Central dos Barris, unidade da Fundação Pedro Calmon:

Seminário “ANGICO 80 ANOS – O CREPÚSCULO DO CANGAÇO”.


Convido os meus amigos para a abertura, às 8h do dia 10. Não cheguem atrasados! Depois direi por quê...

Todo nordestino tem obrigação de conhecer o que é seu.

A melhor forma de demonstrarmos amor à nossa terra é conhecendo a sua geografia e a sua história.

Neste mês – dia 28 – completam-se 80 anos da morte de Lampião e Maria Bonita.

Este Seminário será uma oportunidade para estudo, reflexão e debates acerca deste tema tão caro a nós nordestinos: o fenômeno do cangaço. O cangaço é um assunto sério, e deve ser tratado com respeito. Como precisa ser tratado com respeito a saga do Padre Cícero. Como precisa ser tratado com respeito a saga de Antônio Conselheiro, o Apóstolo do Nordeste.

Este Seminário é mais uma realização do Centro de Estudos Euclides da Cunha, em parceria com a Biblioteca Pública e o Centro de Memória e Documentação da Polícia Militar do Estado da Bahia.

LAMPIÃO: 80 ANOS DE SUA MORTE.


Durante todo este mês de julho, a Livraria Escariz, de Aracaju, estará pondo em evidência a literatura do Cangaço no Shopping Jardins.

O fenômeno do cangaço é assunto sério e deve ser tratado com respeito.

A Escariz dá exemplo nesse sentido.

Estarão em exposição as obras de Oleone Coelho Fontes, José Bezerra Lima Irmão, Vera Ferreira, Archimedes Marques, Renato Bandeira, Elane Marques...

Vejam na foto o meu “Lampião – a Raposa das Caatingas”.
Costumo dizer que a Escariz é “O TEMPLO DO LIVRO”.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2219669261406689&set=a.1941574009216217.1073741870.100000909118104&type=3&theater&comment_id=2220034468036835&reply_comment_id=2220048588035423&force_theater=1

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sexta-feira, 6 de julho de 2018

VIGÉSIMO PRIMEIRO VÍDEO CANGAÇO - SARGENTO ELIAS AS ARMAS DE LAMPIÃO E OS PROTETORES.


Por Aderbal Nogueira

O alistamento nas forças e de onde vinham as armas de lampião, por sargento Elias Marques.


Publicado em 22 de jun de 2018

Elias fala de seu alistamento nas forças, das armas de Lampião e dos seus protetores.

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UMA HISTÓRIA DE AUTA DE SOUZA, CONTADA POR PALMYRA WANDERLEY

Autor – Rostand Medeiros

Sempre ouvir muito falar no mítico jasmineiro plantado no horto da casa da poetisa potiguar Auta de Souza, na bela cidade de Macaíba, mas pouco sabia de sua história.
Auta de Souza
Até que um dia, pesquisando nas velhas páginas de “A Republica”, encontrei na edição do dia 3 de julho de 1930, um interessante artigo da igualmente consagrada poetisa potiguar Palmyra Wanderley, sobre esta famosa planta da família das Oleáceas.
Parte final do verso “Flor do Campo”, publicado em 1899, inicialmente em jornais no ano de 1899
Nascida em 12 de setembro 1876, na cidade de Macaíba, Auta Henriqueta de Souza foi uma mulher extremamente marcada pela morte. Perdeu a mãe quando tinha três anos e o pai pouco tempo depois. Apesar de viver em uma cidade próspera e progressista, um dos principais centros de decisões políticas no Rio Grande do Norte daquela época, ela e seus irmãos, Henrique Castriciano, Eloy de Souza e Irineu Leão, vão para o Recife, onde ficam sob a guarda da avó materna, Silvina Maria da Conceição de Paula Rodrigues, conhecida como Dindinha.
Eloy de Souza
Na capital pernambucana Auta foi primeiramente alfabetizada por professores particulares, depois foi matriculada no Colégio São Vicente de Paula, no bairro da Estância.
Mas o calvário de Auta de Souza continuou. Aos doze anos vivencia a morte de Irineu, carbonizado pelas chamas de uma lamparina que foi derrubada por acidente. Dois anos depois a tuberculose, causa da morte de seus pais, é diagnosticada em seu corpo e ela teve que interromper seus estudos.
Retorna ao Rio Grande do Norte e, em busca de cura, realiza uma longa viagem pelo interior do estado.
Segundo seus biógrafos, tempos depois Auta se enamorou pelo jovem Promotor Público de Macaíba, João Leopoldo da Silva Loureiro, onde manteve uma casta relação que durou mais de um ano. Estava decidida a unir-se a este rapaz, mas a doença seguia adiante. Seus irmãos lhe convenceram a renunciar e a separação foi cruel para a já sofrida jovem. O Promotor logo foi transferido da região e em seguida faleceu da maldita tuberculose.
Em meio às doses de sofrimento, Auta produzia seus versos, que foram publicados em jornais e revistas do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e de Natal.
Exemplar da 2ª ed. de “O Horto”, que pertenceu ao meu tio-avô Antônio Isidoro de Medeiros
Logo grande parte de seu trabalho seria reunido em um manuscrito, que primeiramente se intitulou “Dhálias”. Seus irmãos Henrique e Eloy, políticos e escritores no estado, levam o manuscrito para a Capital Federal, no Rio de janeiro, para que o amigo e poeta Olavo Bilac lesse o material. Bilac, o mais importante poeta brasileiro da época, se encanta com os escritos de Auta e prefacia os originais. A obra é então criada com seu nome definitivo; “O Horto”.
O livro foi publicado pela primeira vez em 20 de junho de 1900. Continha 114 poemas, colocados em 232 páginas e se tornou um enorme sucesso.
Informativo sobre a venda do livro “O Horto”
Em pouco tempo os jornais paraibanos “O Commercio” e “A União”, publicam no mesmo dia, 8 de julho de 1900 (um domingo), vastas e positivas matérias sobre o livro. Logo outros periódicos, de outras localidades, vão fazer o mesmo e em pouco tempo a primeira edição se esgota. No futuro outras edições de “O Horto” serão publicadas.
Mas Auta de Souza pouco aproveitaria deste momento. A doença avançou e ela faleceu aos 24 anos, no dia 7 de fevereiro de 1901. A capital do Rio Grande do Norte enterrou a jovem revelação das letras no Cemitério do Alecrim, em meio a uma forte comoção.
Palmyra Wanderley, uma grande admiradora de Auta de Souza
Na narrativa de 1930, a poetisa Palmyra Wanderley conta que estava na sua casa, quando foi mexer em velhas cartas amareladas que ficavam uma caixa de madeira, com um determinado símbolo marcado a fogo na tampa.
Esta ilustre dama das letras potiguares, então com 36 anos, acreditava que lendo velhas missivas, renovaria a sua alma. Mas estranhamente o que lhe chamou atenção não foi alguma carta, mas uma foto. Uma foto que a poetisa considerava preciosa.
Segundo sua narrativa, a imagem congelada no tempo mostrava um jasmineiro laranja, com muitas folhas e que projetava a sua sombra na areia.
Na base da simples fotografia estava escrito em uma “letra máscula”, segundo sua definição, a seguinte mensagem; “- O jasmineiro de Auta, plantado pela poetisa no pomar de sua residencia em Macahyba”.
Segundo Palmyra, o autor da mensagem não era outro senão Henrique Castriciano, irmão da brilhante Auta de Souza.
Henrique Castriciano
Henrique, considerado pelo paraibano Rodrigues de Carvalho (autor do livro Cancioneiro do Norte) como “um gênio”, havia doado a Palmyra aquele instantâneo numa clara manhã de abril. Quando contou a história do jasmineiro e o que ele significava, seus olhos ficaram marejados de saudade.
Ao longo do texto, a definição que Palmyra faz de Auta de Souza era de uma “poetisa santa”, que havia utilizado suas mãos de doente resignada, para plantar no quintal de sua casa aquele jasmineiro frondoso.
Para Palmyra, que tinha apenas sete anos quando Auta de Souza faleceu, a poetisa de Macaíba era certamente uma espécie de heroína diante de toda sua sofrida história, se não uma de suas maiores influências.
Ela informa que em certa época havia chegado aos ouvidos de Henrique Castriciano que jovens delinquentes haviam tentado destruir esta preciosa Oleácea. Indignado, o irmão da falecida Auta de Souza partiu para saber o que ocorria. Mas voltou de Macaíba com a alma e o espirito renovados, pois a população local protegia o jasmineiro. Sobre sua sombra casais de pássaros “se casam” e as crianças de Macaíba brincavam e cantavam os versos de Auta. Noivas seguiam ao local, fazendo votos para uma boa união. O texto deixa no leitor a ideia que o local seria uma espécie de “santuário”, preservado pelo povo de Macaíba em memória de sua amada e sofrida autora.
“A Republica”, 3 de julho de 1930
Palmyra finaliza o texto apontando Auta de Souza como “-A maior poetisa mística de todos os tempos. E a mais magoada de todas as aves humanas que cantaram, em lágrimas, as melodias do coração”.
O jasmineiro original já não existe. Mas outra planta, segundo dizem descendente direta da original, está plantada no mesmo local, atualmente fazendo parte da Escola Estadual Auta de Souza.
https://tokdehistoria.com.br/2011/04/04/a-historia-do-jasmineiro-de-auta-de-souza-contada-por-palmyra-wanderley/
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SERRA NEGRA E A ESPETACULAR VISITA DO CARIRI CANGAÇO !

Por Manoel Severo

Cidades Amigas:Povos Irmãos...Com essa apresentação o pesquisador e professor Orlando Nascimento Carvalho, grande anfitrião da chegada triunfal do Cariri Cangaço pela primeira vez em território baiano, justificou a sensacional programação do Cariri Cangaço Poço Redondo em Pedro Alexandre ou, na Serra Negra. "Aqui nossos povos cresceram juntos e a história de um se confunde com a história do outro: Pedro Alexandre na Bahia e Poço Redondo em Sergipe; seja bem vindo Cariri Cangaço 2018".

Pela primeira vez o empreendimento Cariri Cangaço chega em terras baianas, a estreita ligação; os laços afetivos e históricos entre os dois municípios, um na Bahia e o outro em Sergipe, umbilicalmente unidos; proporcionou contemplar dentro do Cariri Cangaço Poço Redondo 2018 uma programação especial em Pedro Alexandre. É inegável a força, a tradição e a história da Serra Negra, como costumava citar o Caipira Alcino Alves Costa. Terra dos Carvalhos; os lendários João Maria e seu irmão, Liberato Carvalho; base da valente e destemida volante de Zé Rufino,terra de homens de uma coragem incomum como Zé Serra Negra, João Doutor e Serra Negra... Aqui se fez história, aqui está fincada um pedaço dessa importante saga sertaneja, por aqui aportou o Cariri Cangaço.

Clique no link para ver todo o material, inclusive as fotos...

http://cariricangaco.blogspot.com/2018/07/serra-negra-e-espetacular-visita-do.html

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VIGÉSIMO VÍDEO CANGAÇO

Por Aderbal Nogueira

Caso polêmico e violento, porque o cangaceiro José Baiano ferrava as mulheres com ferro quente, como se faz com o gado? A marca era as iniciais de seu nome JB.

https://www.youtube.com/watch?v=tygcwdUIJU0&feature=share

Publicado em 31 de mai de 2018

A origem do ferro de Zé Baiano por Vinte e Cinco e Candeeiro. Vinte e Cinco confundiu o nome de Bentevi com Jacaré no fim do vídeo.

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HOJE A PORCA TORCE O RABO

Clerisvaldo B. Chagas, 6 de julho de 2018
Escritor Símbolo do Sertão Alagoano
Crônica: 1.936

As expressões sertanejas: “É hoje que a porca torce o rabo”; “vamos ver quem tem roupa na mochila”; ou “é a hora da onça beber água”, se encaixam muito bem no jogo Brasil X Bélgica. Bem que nos deram dois dias de jejum, da Copa. Esses dois dias foram monótonos sem bola e de anseio por espetáculo. É o reflexo de uma paixão nacional que não respeita fronteiras interestaduais. Movido a futebol, cachaça e sofrimento, vai o brasileiro tentando esquecer golpistas, ladrões e traidores, com os gritos de gol na velha Rússia. Esse desabafo nacionalista tem prosseguimento hoje diante da rica nação belga. E se sair à vitória tão aguardada, pelo menos se alivia o peito por algumas horas, enganando as decepções pátrias.
Continuamos sempre colocando palavras e expressões sertanejas em nossos escritos, tentando não deixar morrer nossos usos e costumes. E quando os sertanejos estão diante da telinha, ansiosos pelo jogo, Maria se aproxima e diz: “Chegou a hora da onça beber água”. Quer dizer, a hora da decisão. José confirma a frase de Maria: “Isso mesmo, hoje saberemos que tem roupa na mochila”, isto é, quem será o mais poderoso, o grande vencedor. E assim, não somente o Sertão de meu Deus, mas também os diversos lugares povoados do Brasil aguardam a hora da bola que poderá trazer satisfação ou desgosto. Quem bebe, começa logo cedo à torcida etílica, quem não bebe vai à pipoca com manteiga.
E por falar em manteiga, chega o sebo. Sebo de carneiro capado, como se diz por aqui, para o Tite passar nas canelas de William. Acelerar mais ainda o nosso “Foguetinho” em cima dos gringos é desejo da galera. Os que não gostam de futebol ficam de cara amarrada e vão cumprir missão de c... de ferro no trabalho. E nós já estamos observando o corre-corre na rua em busca de bebidas nos supermercados ou cadeiras desconfortáveis das mesas de bar. Os automóveis passam com bandeirinhas tremulantes jogando força para o território russo. Bem, da nossa parte não corremos tanto, quem deve correr são eles, os que têm procuração para desbancar os galegos, será? Vamos aguardar  a hora da PORCA TORCER O RABO.


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LIVROS


Por Francisco Pereira Lima

Convoquei 23 livros (gostaria de convocar 50), mas a regra da FIFA não permite. Vamos, BRASIL. 

Quem desejar adquirir essa seleção e outros 550 títulos: 

franpelima@bol.com.br e WhatsApp: 83 9 9911 8286

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2093639580904934&set=a.1929416523993908.1073741833.100007767371031&type=3&theater&ifg=1

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PEDRO MOTTA POPOFF


Mainha, Painho e Fióte. Visse !!!

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SEMINÁRIO SERTÃO CANGAÇO



https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1932642180100727&set=pcb.1932644633433815&type=3&theater&ifg=1

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RATINHO DIZ QUE A REDE GLOBO ESTÁ COLOCANDO MUITOS HOMOSEXUAIS NAS SUAS PROGRAMAÇÕES, ATÉ MESMO EM FILMES DE CANGACEIROS.


Por José Mendes Pereira

Sobre a presença de homossexuais em programas da Rede Globo tenho certeza que o apresentador do (SBT) Ratinho não está menosprezando ninguém, e nem usando preconceito com os gays, apenas protestando a inclusão de homossexuais em filmes como por exemplo: de cangaceiros, quando se sabe que isso nunca existiu no cangaço.

O apresentador tem razão de protestar a participação de homossexuais, não pelo fato deles serem diferentes, é porque segundo os remanescentes do cangaço, isso não existiu lá nos bandos. 

om essas informações mentirosas o apresentador está apenas protestando para que não criem mentiras e depois se tornem verdades. 

O Ratinho tem razão. Vejam que ele não está ferindo nenhum homossexual.

https://gay.blog.br/cultura/filmes-tv-e-series/ratinho-reclama-que-programacao-da-tv-globo-tem-muito-viado/

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DÉCIMO NONO VIDEO CANGAÇO - LAMPIÃO NO CEARÁ POR VALDEMAR CARACAS.

Por Aderbal Nogueira

LAMPIÃO NO CEARÁ POR VALDEMAR CARACAS.

https://www.youtube.com/watch?v=sUIEXWq3OJo&feature=share

Publicado em 7 de mai de 2011

Valdemar Caracas, ex-funcionário da RVC (Rede Viação Cearense), foi testemunha ocular da entrada de Lampião e seu bando de cangaceiros em Juazeiro do Norte-CE. 
Contato: laser.video@terra.com.br

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