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sábado, 14 de julho de 2018

TRIGÉSIMO SEGUNDO VÍDEO CANGAÇO - NIREZ

Por Aderbal Nogueira

Uma outra polemica,mas que eu Aderbal acho bastante plausível. Albuquerque tinha visão empresarial e pode sim a ideia ter partido dele, segundo nosso amigo Miguel Nirez Azevedo

https://www.youtube.com/watch?v=sgR2V7XdAbQ

Publicado em 8 de jan de 2011

Novo relato sobre as filmagens do bando de Lampião por Benjamin Abraão.
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MAIS UM EVENTO NA BAHIA SEMINÁRIO 80 ANOS DA MORTE DE LAMPIÃO


Os 80 anos da morte de Virgulino Ferreira da Silva (Lampião) serão lembrados em seminário promovido pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, de 24 a 26 de julho, sempre a partir das 16h30. No encontro, com inscrição gratuita, haverá exibição de vídeos, lançamentos de livros e conferências.

Serão palestrantes, os especialistas José Bezerra Lima Irmão, Oleone Coelho Fontes, José Dionísio Nóbrega e Renato Luiz Bandeira, com os respectivos temas: A figura de Lampião no contexto histórico e no ambiente em que ele viveu, Lampião no Cumbe do Major Antonino, Retrospectiva do Cangaço no Nordeste Brasileiro.

Para falar sobre Lampião, cangaceiro brasileiro que atuou no Nordeste Brasileiro, exceto Piauí e Maranhão, conhecido como o Rei do Cangaço, os escritores irão apresentar ao público o Lampião: homem e o mito; O Nordeste do início do século XX; O mundo dos coronéis, jagunços, vaqueiros, tropeiros, curandeiros, beatos, fanáticos, cantadores, repentistas, secas e epidemias; Como Virgulino se tornou Lampião; Principais combates de Lampião Lampião na Bahia; Maria Bonita, a primeira-dama do cangaço; Angico: o Armagedom na Caatinga.

Ao citar o escritor Oleone Coelho Fontes, autor de “Lampião na Bahia”, o também escritor Renato Bandeira, que escreveu o “Dicionário Biográfico dos Cangaceiros e Jagunços”, destaca na referida publicação: “Lampião era perceptivo, cauteloso, observador, inteligentíssimo, detalhista, ladino, estrategista de gênio, artificioso, líder inconteste, improvisador singular, carismático... Seus feitos foram muitos como cangaceiro e chefe supremo do cangaço. Foram atributos que lhe assegurou sobreviver a um cerco permanente que teve a longa duração em mais de duas décadas, de 1916 a 1938, travando mais de 200 combates com os quais se envolveu em seus 22 anos na vida de julho de 1938”.

A trajetória do Cangaço, desde o século XVIII até o final do movimento por volta de 1940 também será destaque no seminário. Cada personagem será abordado dentro de uma ordem cronológica que ajudará o público a compreender como se desenrolou a saga, compreendendo a importância de cada cangaceiro e de que forma eles atuavam dentro do movimento. Uma visão clara, sucinta e emocionante para reviver a passagem de Lampião, seus inimigos e aliados, na história do povo do Nordeste brasileiro.

A inscrição par o seminário pode ser feita clicando aqui – O IGHB é uma das instituições apoiadas pelo Fundo de Cultura/Estado da Bahia. Funciona de segunda a sexta, das 13h às 18h. Tel. 71 3329 4463/Assessoria: Cleide Nunes – 71 999745858.

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LEIA OU BAIXE 'DE GRÁTIS' TERRITÓRIO DOS CORONÉIS, DE ALBERTO S. GALENO



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ANTONIO SILVINO 1907 - O ATAQUE DO CANGACEIRO A BARRA DE SÃO MIGUEL - PB

Por João Paulo França
Antônio Silvino - Jornal do Commercio (1915)

No fim do século XIX e início do século XX o Brasil assistiu a emergência do fenômeno do cangaço, cujo expoente foi Lampião e seu bando. Todavia, na região da divisa entre Pernambuco e Paraíba o principal nome do cangaço foi o conhecido Antônio Silvino. Vejamos uma imagem do mesmo:

Antônio Silvino e seu bando passaram diversas vezes pelo território do município de Barra de São Miguel- PB, como veremos nesta e em outras reportagens desta série. Contudo, o principal ataque ocorreu no dia 26 de janeiro de 1907, quando a Barra de São Miguel era ainda a Sede do município de Cabaceiras e possuía uma rentável mesa de rendas.

A seguir, vejamos como a imprensa da época noticiou este ataque. Segue reportagem do Jornal A República de Natal - RN, que reproduz matéria do jornal paraibano A União.


Jornal A República (1907)

Segue a transcrição literal do relato jornalístico:

Antonio Silvino

A ultima façanha

Sobre a ultima façanha de Antonio Silvino, o ataque da villa da Barra de S. Miguel, na Parahyba, lemos o seguinte, na ,:

Segundo informações fidedignas recebidas dessa villa sertaneja, eis o que se passou por ocasião da estada ali do bandido Antonio Silvino.

No dia 26 de janeiro, depois de 11 horas da noite, entrou o grupo formado de 13 cangaceiros, inclusive o chefe, na villa, onde não havia a menor noticia da sua aproximação. Cerca de uma hora antes, estiveram na casa do delegado de policia, cidadão Nicolau Vitalino Correia de Araujo, distante da villa um kilometro e obrigara o mesmo delegado a acompanha-lo e a servi-lhe de guia.

Ao entrar na villa, Antonio Silvino dirigiu-se a cada uma das residências das praças de policia, que em um número de três guarneciam a localidade e foi prendendo-as cada uma por uma vez. Tomou-lhes as armas e os fardamentos, e obrigou-as a acompanha-lo.

Presa e desarmada a ultima praça, dirigiu-se o facínora á casa de João Anastácio, ex-praça do Batalhão de Segurança, que a cerca de quatro annos sutentara fogo contra ele na povoação do Boqueirão.

A voz do delegado, prisioneiro de Antonio Silvino, João Anastacio abriu a porta, sendo subitamente amarrado pelo grupo e arrastado para a rua, onde recebeu grande numero de açoites e duas facadas.

Depois seguiu o grupo para a casa do capitão Manoel Henrique do Nascimento Araujo, escrivão da Mesa de Rendas, ao qual intimou a entregar todo o dinheiro existente na repartição, no que foi obedecido.

Assim passou ás mãos de Silvino a quantia de trezentos e tantos mil reis, único dinheiro existente na Mesa de Rendas porque o respectivo administrador major Deodato Pereira Borges, tinha vindo pouco antes á capital recolher a arrecadação do ultimo trimestre.

Os bandidos obrigaram o referido escrivão a abrir a repartição, onde se apoderaram de todos os livros, papeis e estampilhas que conduziram para a rua e queimaram completamente. Silvino recomendou então ao escrivão que da arrecadação que fizesse, guardasse-lhe cada mez 50$000, que ele viria ou mandaria buscar.

Foram d’ahi á casa do subdelegado de policia, Candido Casteliano dos Santos, contra quem Antonio Silvino estava prevenido, e que recebeu a exigência de um conto de réis, sob pena de ver incendiado o seu estabelecimento comercial.

O sr. Candido Casteliano respondeu que não dispunha de quantia tão elevada porque fizera pouco antes remessa para a praça do dinheiro apurado, pelo que Silvino aceitou a importância de 400$000, tirando porem fazendas no valor de 200$000.

Exigiu e recebeu 50$000 do cidadão Olyntho José de Vasconcelos, 1º suplente do Substituto do Juiz Seccional.

Mandou esbordoar uma praça do destacamento de nome Pedro Rodolpho, porque esta declarou que só se entregara sem resistência por ter sido sorprehendida.


Tudo se fez no maior silencio de modo que as pessoas, que se achavam agasalhadas no interior das casas não presentiam o que se passava na rua.

Antes de retirar-se, Antonio Silvino mandou bater na porta do tenente-coronel Manoel Melchiades Pereira Tejo,(Foto) que até então ignorava o que se estava passando, e que despertando, abriu a porta.

D’elle exigiu Silvino café para si e seus companheiros no que foi satisfeito, retirando-se da villa ás 3 horas da madrugada.

Fonte:

Jornal A Republica. 13 de fevereiro de 1907, Natal. Ano 19, número 33

Jornal do Commercio, 02 de janeiro de 1915, Manaus. Ano 12, número 3340

Pesquei em Portal de Memórias de Barra de São Miguél

E eu repesquei no blog do pesquisador Kiko Monteiro http://lampiaoaceso.blogspot.com

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LAMPIÃO A HISTÓRIA

Por Geraldo Júnior

Sejamos justos e leais para com a história cangaceira e seus envolvidos.

No próximo dia 28 de julho de 2018 completará oitenta anos da morte de Lampião, Maria bonita e outros nove companheiros de cangaço que pereceram perante as balas disparadas pelos soldados da Força Policial Volante alagoana comandada pelo então Tenente João Bezerra, mas se esquecem que dias antes, precisamente no dia 21 de julho de 1938, a cangaceira Cristina companheira do cangaceiro português, sob a acusação de adultério, foi executada a mando de Lampião, por cangaceiros liderados por Luiz Pedro e que no dia 02 de agosto de 1938 seis pessoas inocentes de uma mesma família foram mortas e degoladas por Corisco, que depois de cometer a chacina promoveu no local uma cachaçada diante dos corpos degolados e ensanguentados de suas vítimas.



Esse é o romantismo que existe no cangaço. Essa é a história real que as grandes mídias, principalmente o cinema e a televisão, tem escondido do grande público através dos anos. Uma história de sangue, sofrimento, mortes e destruições.

Que a genuína história cangaceira seja preservada para que essa e as próximas gerações de estudiosos do assunto possam ter a oportunidade de conhecê-la, sem adulterações.

Geraldo Antônio de Souza Júnior


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TRIGÉSIMO PRIMEIRO VÍDEO CANGAÇO - PIRANHAS ONTEM E HOJE

Por Aderbal Nogueira

Um pequeno vídeo mostrando Piranhas ontem e hoje. Piranhas e a cidade de onde as Volantes comandadas por João Bezerra saíram para combater Lampião em 28 de julho de 1938. Nessa data tombou mortalmente ferido Virgulino Ferreira da Silva, Vulgo Lampião.

https://www.youtube.com/watch?v=b3tKkbJfo3s&feature=youtu.be

Publicado em 9 de nov de 2017

A bela e encantadora cidade de Piranhas, local de onde saiu a volante de João Bezerra para dar combate a Lampião e seus cangaceiros.
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CANGACEIRA LÍDIA: AMOR, TRAIÇÃO E MORTE



Poucas pessoas de Poço Redondo sabem que ali nas Areias, perto do Riacho do Quatarvo, na antiga fazenda Paus Pretos de propriedade na época do coronel Antônio Cacheiro, perto de Poço Redondo, está enterrado o corpo da mais bela cangaceira do grupo de Lampião, a baiana Lídia.

Uma imagem inédita na literatura. Foto artística de Antonio Caixeiro quando prefeito. A original não existe, pois fora consumida por um incêndio na década de 70. (Cortesia de Lauro Rocha para o Lampião Aceso) do pesquisador do cangaço Kiko Monteiro.

No fim do ano de 1931, o cangaceiro Zé Baiano ficou doente de um tumor grande que impediu o bandoleiro de andar nas caatingas. Aí Lampião levou Zé Baiano para a casa de um antigo coiteiro chamado Luiz Pereira na localidade Salgadinho perto de Paulo Afonso. Ali o cangaceiro ficou 15 dias sendo cuidado por Luiz Pereira e dona Maria Rosa. Quando ficou curado o cangaceiro foi embora, levando Lídia, a sua filha mais nova. Lídia era uma linda menina mocinha de apenas 15 anos de idade quando deixou seus pais para acompanhar o terrível e cruel cangaceiro Zé Baiano.

http://josemendespereirapotiguar.blogspot.com/2016/02/lidia-amor-e-desdita-do-cangaceiro-ze.html

O cangaceiro Zé Baiano era loucamente apaixonado por Lídia. O cangaceiro mais apaixonado de todos. E Lídia a mais bela das cangaceiras. Zé Baiano era um dos cangaceiros mais cruéis do grupo de Lampião e o mais curioso com a sua amada Lídia.

Dizem os pesquisadores e coiteiros que Zé Baiano tinha muita riqueza, era agiota, possuía muito dinheiro emprestado a comerciantes e possuía uma quantidade grande de jóias valiosas, inclusive escondidas ou enterradas na forma de botija.

Havia no grupo de cangaceiros um rapaz da mesma região de Lídia e que já se conheciam desde antes de os dois entrarem no cangaço. Era Demócrito e que no cangaço tinha o nome de guerra de Bem-te-vi. Os dois se gostavam e, às escondidas, tinham um relacionamento. Sempre que Zé Baiano viajava Lídia se encontrava com o Bem-te-vi.

O cangaceiro Coqueiro se apaixonou por Lídia. E sempre a seguia e presenciava a cangaceira mais linda transando sob as moitas de cipó de leite com o seu amado secreto Bem-te-vi quando das viagens de Zé Baiano.

Naquele mês de julho de 1934, nas Pias das Panelas, nas proximidades do Riacho do Cartavo, quando Zé Baiano retornou de uma viagem do Alagadiço que havia feito com Lampião, o cangaceiro Coqueiro resolveu contar tudo, exatamente na hora da janta, no coito, no momento em que todos estavam reunidos. Ao ouvir a delação de Coqueiro, Zé Baiano ficou parado, estarrecido. Olhou para Lampião esperando alguma ordem. Um silêncio tomou conta do coito. Lampião tirou o chapéu... coçou o quengo. Levantou-se do cepo. Não quis mais comer. E continuou calado.

Depois de um tempo em silêncio, Lampião disse que Zé Baiano tomaria as providências de Lídia e os cangaceiros resolveriam o caso de Bem-te-vi e Coqueiro. Depois da sentença de Lampião, Zé Baiano mandou que o cangaceiro Demudado amarrasse Lídia num pé de umburana ali mesmo próximo das Pias onde estava o coito. E Lampião ordenou que o cangaceiro Gato matasse o cangaceiro traidor Bem-te-vi e o delator Coqueiro. Rapidamente, Gato puxou a mauser e disparou contra Coqueiro que já caiu ali estirado, morto. Quando voltou-se para disparar contra o cangaceiro traidor, viu que este já havia fugido.

Zé Baiano baiano não conseguiu dormir naquela noite. Deitou-se separado dos outros cangaceiros, calado. Teria que matar a cangaceira mais linda já vista no mundo cangaceiro e a mulher que ele amava. Quando o dia amanheceu, antes de o Sol aparecer, Zé Baiana pegou um cacete de pau d'arco e com várias pauladas matou Lídia. E sem pedir ajuda a ninguém, ele mesmo cavou a cova e enterrou o corpo da cangaceira. Ali mesmo embaixo do pé de umburana, nas proximidades das Pias das Panelas, no Riacho do Quartavo.

http://blogdomendesemendes.blogspot.com/2015/07/lidia-pereira-de-souza-mais-bela.html

Uma observação: a fotografia que postamos junto a este texto não é de Lídia, mas de sua irmã Francelina. Segundo familiares de Lídia e alguns pesquisadores, esta foto é a que mais se aproxima dos traços fisionômicos do rosto de Lídia. A cangaceira Lídia nunca foi fotografada.

Infelizmente perdi a fonte deste trabalho do Manoel Belarmino

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sexta-feira, 13 de julho de 2018

LIVROS SOBRE CANGAÇO...


Adquira através deste e-mail: franpelima@bol.com.br






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CANGAÇO LAMPIÔNICO DE CABO A RABO


Por Sálvio Siqueira
https://www.youtube.com/watch?v=6xFtKEudndI&feature=youtu.be

...DE VIRGOLINO A LAMPIÃO, SEGUNDO DEPOIMENTOS 'COLHIDOS' PELO PESQUISADOR ADERBAL NOGUEIRA.

"Coletânea de vários depoimentos da trajetória de Virgulino ate virar Lampião. Do inicio a Angico, contado por quem presenciou os fatos. Essa montagem tem 20 anos."
Publicado em 14 de abr de 2018

Coletânea de vários depoimentos da trajetória de Virgulino ate virar Lampião. Do inicio a Angico, contado por quem presenciou os fatos. Essa montagem tem 20 anos.
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MARIAZINHA

*Rangel Alves da Costa

Mariazinha. Apenas este o seu nome. Todo mundo a chama assim, apenas Mariazinha. Contudo, tal nome pode ser o de muitas outras mulheres, outras jovens e mocinhas. E assim por que a vida, os dramas e as alegrias de Mariazinha podem espelhar o jeito de ser e viver de qualquer outra mulher. Seguem, então, três pequenas histórias sobre ela.
Encontrei Mariazinha derreada no umbral da janela e tão triste estava que mais parecia uma flor murcha em desolação. Aproximei um pouco mais e senti que a bela mocinha pranteava, então perguntei por que chorava assim, vez que tão bela como flor na janela, talvez uma Cinderela e dona da felicidade. Mariazinha apenas me respondeu: “Por nada”. Insisti na indagação e novamente ela falou bem baixinho, soluçando e com voz quase inaudível: “Por nada. Foi um cisco no meu olho”. Também entristecido, silenciei algum instante para depois, de costas pra ela, dizer: “Os ciscos, Mariazinha, causam mesmo um aperreio danado, mas geralmente num só olho e os seus dois olhos lacrimejam igualmente. Também acho que a ventania traz muito cisco por aqui. Todos os dias entram ciscos no seu olho, Mariazinha? Desculpe dizer, mas todo dia encontro você assim entristecida e chorosa. Toda dia eu passo por aqui e sempre a encontro derramando uma infinidade de lágrimas. Pode me dizer, sou seu amigo, o que está havendo Mariazinha? Sei muito bem que a alma possui ciscos inseparáveis, sei muito bem que a solidão causa ciscos até dolorosos demais. Mas sua lágrima não é trazida pelo grão na ventania, mas pela felicidade que você deixa que o vento leve. Chore não. Amanhã voltarei e você poderá me dizer a verdade”. Dei menos de cinco passos e logo ouvi a voz de Mariazinha: “Mas ele não me quer!”. Era o que eu esperava ouvir. Então, olhei na sua direção e disse: “Ele tá certo de não querer. Quem quer uma mulher chorona? Sorria, coloque flor no cabelo, seja a mais linda do mundo. Depois feche essa janela e vá ser flor. Toda paixão deseja uma rosa”.


Doutra feita, mesmo ao longe eu avistava Mariazinha jogando pedaços de papel pela janela. Certo dia, depois que ela fechou a janela, eu segui até o beiral do jardim e comecei a abrir cada papelzinho daquele. Coisa feia eu fiz, reconheço, mas o que eu encontrei justificativa toda minha curiosidade. E assim porque num papel estava escrito: “Doces os versos que cantam o meu coração. Uma canção tão bela que resplandecem como um Sermão. Mas quem sou eu para ser feliz assim, se sei que todo sim em mim é sempre uma desilusão”. E noutro avistei: “Hoje a borboleta não veio. Hoje o colibri não veio. Hoje a folha seca não veio. Hoje nem um pássaro nem um madrigal. Ontem tudo estava aqui e hoje nada veio. Será que eu estou em mim ou também saí?”. E ainda noutra: “Minha boneca de pano nunca mais falou comigo. Sequer olha para mim e me dá um sorriso. Creio que me ouviu dizer que gostava muito de boneca de milho, daquelas de cabelos amarelados e lisinhos. Mas eu estava só brincando. Mas nisso tudo aprendi a importância de quem nunca nos fala, mas sempre diz tudo. Minha boneca de pano é minha amiga, a única que tenho. E nada na vida eu faria para enraivecer. Vou pedir desculpas a ela e deixar que adormeça no meu colo”.
Por fim, Mariazinha, como sempre, mostrava-se totalmente diferente das outras mocinhas. Sua janela era sua vida, porém sempre melancólica e entristecida. O que a diferenciava, contudo, era o desapego a roupa nova, a roupa nova, a enfeites e brincos, a tudo que fosse modismo. Gostava de andar de pés no chão, totalmente descalça. Gosta de colocar uma flor no cabelo. Gostar de pendurar no pescoço um cordão com conchas do mar. Então ficava muito mais bela, muito mais bonita. Caminhando, na beleza e na leveza de seu corpo, mais parecia uma rosa passando toda perfumada. Não havia perfume, apenas seu aroma feminino e tão encantador. Por isso mesmo que é difícil entender por que Mariazinha tanto sofre, tanto chora, tanto agoniza na sua janela. Mas sei. O amor ou suas armadilhas. O amor e suas tramas de doer n’alma.

Escritor
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LAMPIÃO - SUA MORTE PASSADA A LIMPO (DOCUMENTÁRIO)


Por Sávio Siqueira

NO PRÓXIMO DIA 28 DESTE MÊS COMPLETARÃO 80 ANOS DA MORTE DE VIRGOLINO FERREIRA, O CHEFE CANGACEIRO LAMPIÃO QUE ATERRORIZOU POR QUASE 20 ANOS O SERTÃO NORDESTINO, QUE FOI ABATIDO EM 28 DE JULHO DE 1938 EM SEU ACAMPAMENTO NA GROTA DO RIACHO FORQUILHA, SITUADO DENTRO NOS LIMITES DA FAZENDA DE MESMO NOME OS QUAIS SÃO CHAMADOS, POR PESQUISADORES/HISTORIADORES, AINDA NÃO SABEMOS O OU OS POR QUE (S), DE ‘FAZENDA E RIACHO ANGICO’, OU ‘ANGICOS’.

O VÍDEO ABAIXO É UMA PRODUÇÃO DO PESQUISADOR PARAIBANO Geraldo Antônio De Souza Júnior QUE FORA PRODUZIDO NA PRÓPRIA RESIDÊNCIA DO ENTREVISTADO NA CIDADE DE SALTO, SP. A PALESTRA COM O PESQUISADOR/HISTORIADOR José Sabino Bassetti REZA SOBRE OS FATOS QUE OCORRERAM NOS MOMENTOS QUE ANTECEDERAM, DURANTE E APÓS O ATAQUE DOS MILITARES AOS CANGACEIROS.

https://www.youtube.com/watch?v=LnSJe69tLhg&feature=youtu.be

O AMIGO BASSETTI PESQUISOU POR MUITOS ANOS A HISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO LAMPIÔNICO NA REGIÃO AONDE OCORRERAM OS FATOS. TAMBÉM TEVE O PRIVILÉGIO DE ENTREVISTAR REMANESCENTES CANGACEIROS, VOLANTES E COITEIROS, ALÉM DE SEUS FAMILIARES. NO ENTANTO, NÃO PODEMOS APENAS SEGUIR O QUE ELE ACHA E/OU ACREDITA TER OCORRIDO NA FATÍDICA MANHÃ DAQUELA QUINTA-FEIRA CEGAMENTE. DEVEMOS SIM, PRESTARMOS ATENÇÃO AS SUAS PALAVRAS, JUNTÁ-LAS AOS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS SOBRE O TEMA PELAS PALESTRAS DE OUTROS PESQUISADORES, ASSIM COMO O ASSUNTO NAS ENTRELINHAS DE VARIAS OBRAS LITERÁRIAS E OUTRAS FONTES, DEPOIS FAZERMOS NOSSA INTERPRETAÇÃO.

“Entrevista com o Escritor e Pesquisador José Sabino Bassetti autor dos livros LAMPIÃO - O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS e LAMPIÃO SUA MORTE PASSADA A LIMPO.

Nessa entrevista José Sabino Bassetti fala sobre os acontecimentos, os segredos e mistérios que envolvem os momentos finais do Rei do Cangaço e parte de seu grupo.” ( Geraldo Antônio de Souza Júnior)
VAMOS AO VÍDEO...


Publicado em 5 de mar de 2016

Entrevista com o Escritor e Pesquisador José Sabino Bassetti autor dos livros LAMPIÃO - O CANGAÇO E SEUS SEGREDOS e LAMPIÃO SUA MORTE PASSADA A LIMPO. Nessa entrevista José Sabino Bassetti fala sobre os acontecimentos, os segredos e mistérios que envolvem os momentos finais do Rei do Cangaço e parte de seu grupo. ASSISTAM!!!

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A JUNÇÃO DA VIOLA COM O PUNHAL - POETAS E CANGAÇO

Por Junior Almeida

Nesse excelente vídeo de Aderbal Nogueira (assim como todos) ele aborda a arte em meio ao sangue, suor e lágrimas, onde podemos perceber que mesmo com toda dureza da vida miserável da guerra do cangaço a poesia se fez presente entre os cabras, fato esse que o pesquisador Frederico Pernambucano de Melo disse ser A JUNÇÃO DA VIOLA COM O PUNHAL. 

Assistam:

https://www.youtube.com/watch?v=ZRCiaWjpHvM


Publicado em 13 de jul de 2018

Poemas e canções sobre o cangaço.
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QUEM NUNCA OUVIU FALAR EM LAMPIÃO?

Por Fabio Lobo

Quem nunca ouviu falar em Virgulino Ferreira da Silva? Ou melhor, falando, o Lampião. Quem já ouviu, sabe que ele foi o nome do cangaço no Nordeste. Mas além dele, também existiram muitos outros nomes que na época aterrorizavam as cidades da região.

O que é o cangaço?

Foto: Reprodução

Definição

O cangaço se define como um grupo de homens, vestidos em trajes a caráter (de couro), que formavam bandos armados com a intenção de invadir e saquear cidades, fazendas e terras da região do Nordeste.

O início


Historiadores afirmam que esse fator começou em meados do século XVIII com o cangaceiro José Gomes, conhecido mais como Cabeleira. E os indícios eram de que esses grupos eram formados devido à vida miserável em qual a população vivia no interior do Nordeste, e essa vivência gerava uma revolta que acabou por se rebelar no Cangaço. Esses grupos espalhavam o terror na região, roubando, quebrando tudo que via e estuprando mulheres. Alguns deles eram “protegidos de fazendeiros”, pois trabalhavam como cobradores dos senhores coronéis.


Mas o cangaço passou a ter grande força mesmo, no final do século XIX até o início do XX. Pois nessa época o país sofria com grandes crises e a Região do Nordeste era altamente prejudicada. As plantações de Cana e Algodão ficavam altamente enfraquecidas e consequentemente, deixavam as famílias sertanejas na miséria, pois os cultivos dessas duas culturas eram a base econômica da local. Migrar para o Sul em busca de trabalho nos grandes centros econômicos, como São Paulo, não era vantajoso, porque foi também nessa época, que Brasil importava mão de obra de outros países, e esses trabalhadores eram muito mais qualificados do que os brasileiros.

E foi nesse contexto que o fenômeno do cangaço estourou, vários e vários foram os bandos criados, e cada bando tinha um líder. Nessa época surgiam nomes como os de Antônio Silvino (o Rifle de Ouro), Corisco e Diabo Louro, onde o mais conhecido entre todos foi Lampião.

Os cangaceiros e a sociedade

Os cangaceiros não respeitavam as leis impostas à sociedade e os conflitos entre a polícia e os homens do cangaço eram constantes. A polícia sentia bastante dificuldade em conseguir prender esses bandos, isso porque, eles detinham um conhecimento muito grande sobre a região nordestina, conheciam as terras, a vegetação da caatinga, os locais onde tinham esconderijos e onde estavam os rios, e nunca ficavam fixados em um local, estavam sempre se locomovendo. Além disso, alguns grupos da época ajudavam a população mais necessitadas, doando uma pequena parte dos saques que eram feitos, e em troca ganhavam a lealdade e o silêncio do povo.

Para lembrar

No resumo, o cangaço foi um fenômeno social que tentava buscar uma maior igualdade para a população nordestina da época, uma vez que poucos eram detentores de renda e terras, enquanto a maioria sofria com a miséria. O cangaço foi chegando ao fim nas décadas de 30 e 40. Lampião morreu numa emboscada em 1938, depois de sua morte vários líderes se entregaram, pois o governo fazia uma grande pressão contra a prática do cangaço. E por fim, o ultimo líder, Cristino Gomes da Silva Cleto, o Corisco, foi morto em 1940.

https://www.facebook.com/moacyrteles/posts/1890911924288066

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CONVITE

Por Júnior Almeida

Estaremos no próximo dia 21 de julho na PRAÇA DA PALAVRA (praça da fonte luminosa), às 16 horas, durante o 28º FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS lançando nosso mais recente trabalho; LAMPIÃO, O CANGAÇO E OUTROS FATOS NO AGRESTE PERNAMBUCANO, onde discorremos sobre fatos ainda inéditos na região dentro da literatura especializada na saga cangaceira. 


O LIVRO, por Roberto Almeida: Com poucos mais de 40 anos de idade, Júnior Almeida lançou seu primeiro livro, “A Volta do Rei do Cangaço”, uma ficção com um toque de Quentin Tarantino, pois mostra Virgulino vivo nos tempos atuais, como vítima de uma espécie de maldição que o torna imortal e não o deixa envelhecer.

“Tarantino mudou a história matando Hitler num atentado, por que não posso ressuscitar Lampião? ”, explicou Júnior, ao comentar o romance, que teve boa acolhida na região e em outras partes do país, principalmente pelos intelectuais apaixonados pelo inesgotável tema do cangaço.


Agora, o escritor volta ao tema, mas desta vez deixa de lado a ficção e nos apresenta um trabalho de uma minuciosa pesquisa de campo, livros, jornais antigos e documentários, mostrando como o cangaço esteve presente em algumas cidades do Agreste Meridional, na primeira metade do Século XX.

O livro registra as ligações de coiteiros, volantes e cangaceiros com o Agreste Meridional, nas cidades de Águas Belas, Garanhuns, Angelim, Capoeiras, São Bento do Una, Caetés, Canhotinho e Paranatama, e a passagem de Lampião e outros bandoleiros por algumas delas.

Na sua pesquisa, Júnior descobriu fatos relacionados com os “fora da lei do Sertão”, nunca antes revelados e o que são agora, neste livro que representa uma contribuição para a História do Cangaço, do Agreste, de Pernambuco e do Brasil.

Um dos personagens que chama a atenção, no trabalho, é José Caetano, um dos maiores nomes no combate ao cangaço, militar que lutou contra as forças de Antônio Silvino, Sinhô Pereira e Lampião. O destemido volante morou em várias cidades de Pernambuco e terminou a vida em Angelim, a pouco mais de 20 km de Garanhuns, onde está sepultado.

Dona Branca, de Paranatama, que viveu até os 103 anos de idade, foi entrevistada mais de uma vez pelo autor do livro e passou informações bem interessantes da passagem de Lampião por Paranatama, alguns anos antes do bandido ser assassinado pelas forças volantes, em 1938.

Capitão Virgulino Ferreira passou uma das maiores humilhações de sua vida no ataque a Paranatama, que à época se chamava Serrinha: sua companheira, Maria Bonita, levou um tiro na bunda e os cangaceiros tiveram de fugir pressas, levando a mulher nos braços.

Lampião saiu cheio de ódio a Serrinha e prometeu voltar um dia para incendiar a vila e matar todo mundo que morava no lugar.

Tudo isso e muito mais, num estilo seco, objetivo, você vai encontrar em “Lampião, o Cangaço e Outros Fatos no Agreste de Pernambuco”.

Vale a pena a leitura pelas informações inéditas, por esse novo olhar no fenômeno do cangaço e pela identificação do autor com a realidade de uma parte do Agreste de Pernambuco.

Júnior se interessou por História e está fazendo História, com seus livros que falam de bandoleiros conhecidos, que retratam a luta das forças do governo contra os pistoleiros da primeira metade do século passado, com violências praticadas pelos dois lados e o povo pobre sofrendo, vítima dos cangaceiros, dos coronéis do Agreste e Sertão, do próprio Governo, que ontem, como hoje, tende a servir aos poderosos.

*Fotos: 1-Autor; 2 - Convite do FIG; 2-Capa do livro.

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OUTUBRO NOS AGUARDA...


Cariri Cangaço
São José de Belmonte
11 a 14 de Outubro de 2018

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NOTA DE PESAR!


Por Lindomarcos Faustino

Faleceu hoje em Fortaleza-CE, Demilson Gonzaga dos Santos, sendo que ele nasceu no dia 09 de agosto de 1943, no município de Mossoró-RN. Filho de Luiz Gonzaga dos Santos e Antonieta Rodrigues da Silva.

Contribuiu com a comunicação de Mossoró, onde foi um dos primeiros radialistas na Rádio Rural de Mossoró, sendo admitido no dia 02 de junho de 1963 e permaneceu até 31 de dezembro de 1964. Atualmente estava aposentado pela TV Verdes Mares e residia em Fortaleza-CE.

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TRIGÉSIMO VÍDEO CANGAÇO - JULGAMENTO SIMULADO DE LAMPIÃO

Por Aderbal Nogueira

Aqui um julgamento simulado de Lampião realizado em abril de 2002 perante a historia. Julgamento realizado no local onde a família Ferreira vivia, em Serra Talhada, antiga Vila Bela.

https://www.youtube.com/watch?v=3bt1Yp6sFuY

Publicado em 27 de jun de 2011

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